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A DIVERSIDADE CULTURAL - ETINOCENTRISMO E RELATIVISMO
CULTURAL
Etnocentrismo
O etnocentrismo é a atitude pela qual um indivíduo ou um grupo social, que
se considera o sistema de referência, julga outros indivíduos ou grupos à luz dos
seus próprios valores. Pressupõe que o indivíduo, ou grupo de referência, se
considere superior àqueles que ele julga, e também que o indivíduo, ou grupo
etnocêntrico, tenha um conhecimento muito limitado dos outros, mesmo que viva
na sua proximidade.
O termo etnocentrismo foi utilizado pela primeira vez por W. G. Sumner
(1906), e corresponde à atitude pela qual os hábitos ou comportamentos próprios
são acriticamente encarados como sendo indiscutivelmente superiores aos
hábitos ou comportamentos de outrém. É a atitude pela qual um indivíduo ou um
grupo toma como referência os valores partilhados no seu próprio grupo, quando
avalia os mais variados assuntos. É uma atitude que encara o próprio grupo
como se fosse o centro da realidade. O termo é também utilizado para criticar os
cientistas sociais que apresentam visões acusadas de estreitas e
preconceituosas acerca dos grupos ou sociedades estudados. Assim, como
exemplo temos o regime Nazista, que acreditava na sua supremacia e que
deveria existir apenas uma única raça, a Ariana. As pessoas que não
correspondiam à definição da constituição física desta raça eram executadas.
Relativismo cultural
Princípio que afirma que todos os sistemas culturais são intrinsecamente
iguais em valor, e que os aspectos característicos de cada um têm de ser
avaliados e explicados dentro do contexto do sistema em que aparecem.
A comunidade Hippie é um exemplo de relativismo cultural, são
respeitados pela sociedade e respeitam-na, mas não vivem segundo os seus
costumes e ideais, e vivem sem seguir as tendências da sociedade.
Todas as diferenças existentes entre as pessoas de todo o mundo, modo
de se portar, modo de falar, de se expressar, suas crenças e costumes e a forma
das sociedades se organizarem, chama-se Diversidade Cultural. Porém, há
diversas pessoas, povos e culturas que possuem uma visão do mundo onde seu
próprio grupo ou sociedade é que é a correta, negando todas as outras, somente
seus modelos e valores é que são os corretos.
Xenofobia (preconceito por nacionalidade, classe social e cor). Podemos
inserir nesse contexto alguns exemplos atuais, o bullying, a homofobia, o
preconceito racial etc., a isso damos o nome de Etnocentrismo (dificuldade de
ver e tolerar as diferenças).
Vemos que no Relativismo Cultural, há grande parte de verdade, pois
este defende que o "bem" e o "mal" são relativos a cada cultura, os
princípios morais descrevem os sentimentos em determinada sociedade e deve
se basear nas normas descritas por ela.
Após a segunda Guerra Mundial, 192 países assinaram a Carta das
Nações Unidas e criaram a ONU - Organização das Nações Unidas em 24 de
outubro de 1945 com o intuito de restabelecer a paz no mundo e evitar uma nova
guerra mundial.
Assim, no dia 10 de Outubro de 1948 em Paris foi Proclamada
a Declaração Universal dos Direitos Humanos e dentro desta consta o Pacto
Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.
Dentre tantos tópicos, podemos citar alguns que se destacam:
* Direito a vida e nacionalidade
* Direito a liberdade e igualdade
* Direito a liberdade de pensamento, consciência e religião
* Direito ao trabalho e educação
* Direito a alimentação e habitação
* Direito de fazer parte de um governo, etc.
O respeito à Declaração significa um mundo mais justo para todos,
porém, seu conteúdo só terá efeito, quando fizer sentido para toda a
humanidade.
.Quer queira, quer não, todos nós possuimos um pouco de etinocentrismo,
podemos negar, porém, a forma como fomos criados nos leva a depreciar
qualquer comportamento fora dos padrões que consideramos "normais" dentro
do contexto em que vivemos, a intolerância nos torna cegos com relação às
diferenças sócio culturais. Exemplos clássicos em nossos dias o bullying, a
homofobia, a intolerância com relação a outras religiões que não aquela que se
pratica, o preconceito racial, etc. Também não podemos nos conformar com as
diferenças socias, conforme sugere o relativismo cultural, mesmo porque, torna-
se necessário interagirmos com essas diferenças, já que temos interesses em
comum. (Globalização).
O respeito à Declaração Universal dos Direitos Humanos significa um
mundo mais justo para todos, porém, seu conteúdo só terá efeito, quando fizer
sentido para toda a humanidade.
Avatares do etnocentrismo e Relativismo Cultural
O etnocentrismo não é somente o local de onde saem ideologias e
políticas, é também um campo repleto de características. Ele se camufla para
apresentar-se mais tênue e permite-se em alguns casos curtir o outro como uma
atração política, um show de diferenças e o analisando por suas condutas. O
interesse antropológico nesse tema nada tem a ver com o Etnocentrismo em sua
forma mais bruta, mas sim as ações e relações que permeiam essa ação
julgadora, o que de fato interessa a antropologia é o Relativismo Cultural, que
considera que culturas distintas são tão válidas e importantes quanto a nossa. O
relativismo cultural pertence á esfera da Ciência. A Antropologia por sua vez
adotou como método observar a fundo, recortando conceitos sobre etnografia ou
etnologia , mas sim passou a compreender cada cultura como uma única.
O relativismo cultural tem três significados:
As culturas são equivalentes: não há cultura que se sobressaia sobre a
outra, cada uma tem seu valor e suas características. 2. As culturas são relativas:
todas elas trazem em si seu padrão de medida. 3. Todo e qualquer elemento de
uma cultura é relativo aos elementos que compõem determinada cultura. Tudo
depende do meio onde esse elemento está inserido, de sua posição em meio a
outros níveis e conteúdos da cultura de que se faz parte.
Consequências e repercussões do relativismo cultural
As consequências são diretamente opostas ás do etnocentrismo, e suas
repercussões são múltiplas. Cada traço cultural deve ser estudado no contexto
da cultura que pertence. Para isso, tem que se aprofundar em uma cultura
diferente para captar a sua essência. Nossos termos devem ser abandonados,
por exemplo, nas relações de parentesco e em outros campos. Não existe
nenhum sentido ensinar um povo a “ser gente”, trata-se de aprender com ele, tal
como se aprender um novo idioma. As repercussões podem ser atribuídas ao
anti-colonialismo, que contribui pela medida em que torna ilegal, diante da
opinião pública. A nova valorização das culturas distintas deu forças aos
movimentos contra a opressão cultural, que é praticado contra os povos de
minoria dentro de fronteiras nacionais. Mas qualquer forma de discriminação fica
fragilizada á medida que se aprende a valorizar, ou pelo menos a respeitar, a
diversidade humana.
Referências Bibliográficas
http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/fil
osofia_trabalhos/etnocrelativmultic.htm - Acessado 13/03/2014.
http://antrorp.wordpress.com/2012/08/22/etnocentrismo-e-relativismo-
cultural/
Introdução
Neste trabalho será abordado sobre o assunto diversidade cultural
etnocentrismo e relativismo cultural, mostrando a definição de cada conceito e
a relação entre elas.
Conclusão
Depois de toda a pesquisa realizada pode-se concluir que A defesa
legítima da diversidade cultural conduziu, contudo, muitos antropólogos actuais
a exagerarem a diversidade das culturas e das sociedades: não existiriam
valores universais ou normas de comportamentos válidos independentemente
do tempo e do espaço. As valorações são relativas a um determinado contexto
cultural, pelo que julgar as práticas de uma certa sociedade, não existindo escala
de valores universalmente aceite, seria avaliá-los em função dos valores que
vigoram na nossa cultura.
Colégio Estadual Hugo Lobo
Alunos: Jacqueline Moura dos Santos
Thiago Lennon Alves da Costa
Diversidade Cultural Etnocentrismo e
Relativismo Cultural
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2014
A diversidade cultural etnocentrismo e relativismo cultural

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A diversidade cultural etnocentrismo e relativismo cultural

  • 1. A DIVERSIDADE CULTURAL - ETINOCENTRISMO E RELATIVISMO CULTURAL Etnocentrismo O etnocentrismo é a atitude pela qual um indivíduo ou um grupo social, que se considera o sistema de referência, julga outros indivíduos ou grupos à luz dos seus próprios valores. Pressupõe que o indivíduo, ou grupo de referência, se considere superior àqueles que ele julga, e também que o indivíduo, ou grupo etnocêntrico, tenha um conhecimento muito limitado dos outros, mesmo que viva na sua proximidade. O termo etnocentrismo foi utilizado pela primeira vez por W. G. Sumner (1906), e corresponde à atitude pela qual os hábitos ou comportamentos próprios são acriticamente encarados como sendo indiscutivelmente superiores aos hábitos ou comportamentos de outrém. É a atitude pela qual um indivíduo ou um grupo toma como referência os valores partilhados no seu próprio grupo, quando avalia os mais variados assuntos. É uma atitude que encara o próprio grupo como se fosse o centro da realidade. O termo é também utilizado para criticar os cientistas sociais que apresentam visões acusadas de estreitas e preconceituosas acerca dos grupos ou sociedades estudados. Assim, como exemplo temos o regime Nazista, que acreditava na sua supremacia e que deveria existir apenas uma única raça, a Ariana. As pessoas que não correspondiam à definição da constituição física desta raça eram executadas. Relativismo cultural Princípio que afirma que todos os sistemas culturais são intrinsecamente iguais em valor, e que os aspectos característicos de cada um têm de ser avaliados e explicados dentro do contexto do sistema em que aparecem.
  • 2. A comunidade Hippie é um exemplo de relativismo cultural, são respeitados pela sociedade e respeitam-na, mas não vivem segundo os seus costumes e ideais, e vivem sem seguir as tendências da sociedade. Todas as diferenças existentes entre as pessoas de todo o mundo, modo de se portar, modo de falar, de se expressar, suas crenças e costumes e a forma das sociedades se organizarem, chama-se Diversidade Cultural. Porém, há diversas pessoas, povos e culturas que possuem uma visão do mundo onde seu próprio grupo ou sociedade é que é a correta, negando todas as outras, somente seus modelos e valores é que são os corretos. Xenofobia (preconceito por nacionalidade, classe social e cor). Podemos inserir nesse contexto alguns exemplos atuais, o bullying, a homofobia, o preconceito racial etc., a isso damos o nome de Etnocentrismo (dificuldade de ver e tolerar as diferenças). Vemos que no Relativismo Cultural, há grande parte de verdade, pois este defende que o "bem" e o "mal" são relativos a cada cultura, os princípios morais descrevem os sentimentos em determinada sociedade e deve se basear nas normas descritas por ela. Após a segunda Guerra Mundial, 192 países assinaram a Carta das Nações Unidas e criaram a ONU - Organização das Nações Unidas em 24 de outubro de 1945 com o intuito de restabelecer a paz no mundo e evitar uma nova guerra mundial. Assim, no dia 10 de Outubro de 1948 em Paris foi Proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos e dentro desta consta o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. Dentre tantos tópicos, podemos citar alguns que se destacam: * Direito a vida e nacionalidade * Direito a liberdade e igualdade * Direito a liberdade de pensamento, consciência e religião * Direito ao trabalho e educação * Direito a alimentação e habitação * Direito de fazer parte de um governo, etc. O respeito à Declaração significa um mundo mais justo para todos, porém, seu conteúdo só terá efeito, quando fizer sentido para toda a humanidade.
  • 3. .Quer queira, quer não, todos nós possuimos um pouco de etinocentrismo, podemos negar, porém, a forma como fomos criados nos leva a depreciar qualquer comportamento fora dos padrões que consideramos "normais" dentro do contexto em que vivemos, a intolerância nos torna cegos com relação às diferenças sócio culturais. Exemplos clássicos em nossos dias o bullying, a homofobia, a intolerância com relação a outras religiões que não aquela que se pratica, o preconceito racial, etc. Também não podemos nos conformar com as diferenças socias, conforme sugere o relativismo cultural, mesmo porque, torna- se necessário interagirmos com essas diferenças, já que temos interesses em comum. (Globalização). O respeito à Declaração Universal dos Direitos Humanos significa um mundo mais justo para todos, porém, seu conteúdo só terá efeito, quando fizer sentido para toda a humanidade. Avatares do etnocentrismo e Relativismo Cultural O etnocentrismo não é somente o local de onde saem ideologias e políticas, é também um campo repleto de características. Ele se camufla para apresentar-se mais tênue e permite-se em alguns casos curtir o outro como uma atração política, um show de diferenças e o analisando por suas condutas. O interesse antropológico nesse tema nada tem a ver com o Etnocentrismo em sua forma mais bruta, mas sim as ações e relações que permeiam essa ação julgadora, o que de fato interessa a antropologia é o Relativismo Cultural, que considera que culturas distintas são tão válidas e importantes quanto a nossa. O relativismo cultural pertence á esfera da Ciência. A Antropologia por sua vez adotou como método observar a fundo, recortando conceitos sobre etnografia ou etnologia , mas sim passou a compreender cada cultura como uma única. O relativismo cultural tem três significados: As culturas são equivalentes: não há cultura que se sobressaia sobre a outra, cada uma tem seu valor e suas características. 2. As culturas são relativas: todas elas trazem em si seu padrão de medida. 3. Todo e qualquer elemento de uma cultura é relativo aos elementos que compõem determinada cultura. Tudo
  • 4. depende do meio onde esse elemento está inserido, de sua posição em meio a outros níveis e conteúdos da cultura de que se faz parte. Consequências e repercussões do relativismo cultural As consequências são diretamente opostas ás do etnocentrismo, e suas repercussões são múltiplas. Cada traço cultural deve ser estudado no contexto da cultura que pertence. Para isso, tem que se aprofundar em uma cultura diferente para captar a sua essência. Nossos termos devem ser abandonados, por exemplo, nas relações de parentesco e em outros campos. Não existe nenhum sentido ensinar um povo a “ser gente”, trata-se de aprender com ele, tal como se aprender um novo idioma. As repercussões podem ser atribuídas ao anti-colonialismo, que contribui pela medida em que torna ilegal, diante da opinião pública. A nova valorização das culturas distintas deu forças aos movimentos contra a opressão cultural, que é praticado contra os povos de minoria dentro de fronteiras nacionais. Mas qualquer forma de discriminação fica fragilizada á medida que se aprende a valorizar, ou pelo menos a respeitar, a diversidade humana.
  • 5. Referências Bibliográficas http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/fil osofia_trabalhos/etnocrelativmultic.htm - Acessado 13/03/2014. http://antrorp.wordpress.com/2012/08/22/etnocentrismo-e-relativismo- cultural/
  • 6. Introdução Neste trabalho será abordado sobre o assunto diversidade cultural etnocentrismo e relativismo cultural, mostrando a definição de cada conceito e a relação entre elas.
  • 7. Conclusão Depois de toda a pesquisa realizada pode-se concluir que A defesa legítima da diversidade cultural conduziu, contudo, muitos antropólogos actuais a exagerarem a diversidade das culturas e das sociedades: não existiriam valores universais ou normas de comportamentos válidos independentemente do tempo e do espaço. As valorações são relativas a um determinado contexto cultural, pelo que julgar as práticas de uma certa sociedade, não existindo escala de valores universalmente aceite, seria avaliá-los em função dos valores que vigoram na nossa cultura.
  • 8. Colégio Estadual Hugo Lobo Alunos: Jacqueline Moura dos Santos Thiago Lennon Alves da Costa Diversidade Cultural Etnocentrismo e Relativismo Cultural Formosa – GO 2014