Gerenciamento de ResíduosSólidosProfessora MSc. Carla E. Baracuhy Firmino.
Risco, meio ambiente e os resíduossólidos.
Gerenciamento de Resíduos Sólidos     - Considerações   Sabe-se que a geração de resíduos    oriundos das atividades huma...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos    - Considerações   A partir da segunda metade do século    XX, com os novos padrões d...
   No Brasil, em 2011, das 55,5 milhões de    toneladas de resíduos coletadas no ano,    58,06% (32,2 milhões) foram dest...
Figura 1 : Exemplo de um Lixão
Gerenciamento de Resíduos Sólidos    - Considerações   O avanço tecnológico das últimas    décadas, se, por um lado, poss...
Figura 2 : Lixo eletrônico
   Hoje, o lixo eletrônico cresce três    vezes mais que lixo convencional e,    segundo a Organização das Nações    Unid...
Gerenciamento de Resíduos SólidosA geração de resíduos pelas diversas atividadeshumanas constitui-se atualmente em um gran...
   Apenas na primeira semana de    dezembro de 2012, a Secretaria    Municipal    de   Limpeza    Pública    (Semulsp) já...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos É o paradoxo do desenvolvimento cientifico e tecnológico gerando conflitos com os quais ...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos     Entre os problemas    sanitários   e   ambientais,     situam-se:1. Aqueles criados ...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos    – Políticas Públicas   Políticas públicas têm sido discutidas e legislações    elabo...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos– Políticas Públicas   No Brasil, órgãos como a Agência Nacional    de Vigilância Sanitá...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos    - Definições   Na linguagem corrente, o termo lixo é    usualmente utilizado para de...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos    - Definições   De acordo com o Dicionário – O ser humano e    o meio ambiente de A a...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Definições   A Organização Mundial da Saúde (OMS) apud    Dicionário – O ser humano e ...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Definições   De acordo com o dicionário da língua    portuguesa, lixo é aquilo que se ...
A Resolução Conama n° 005/1993define resíduos sólidos como:   Conforme a NBR nº 10.004, da Associação    Brasileira de No...
A Resolução CONAMA n° 005/1993define resíduos sólidos como:“...Ficam incluídos nesta definição os lodosprovenientes de sis...
De acordo com a definição citada, cabesalientar que, quando se fala em resíduosólido, nem sempre se refere ao seuestado só...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos     - Classificação     De acordo com IPT/Cempre (2000), os      resíduos sólidos podem...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Classificação   As normas e resoluções existentes    classificam os resíduos sólidos e...
Figura 3: Resíduos lançados a céu aberto
Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Classificação   Com relação aos riscos potenciais ao meio    ambiente e à saúde públic...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos    - Classificação   Os resíduos classe I, denominados como    perigosos, são aqueles q...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Classificação   Os resíduos classe II denominados não    perigosos são subdivididos em...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Classificação   Os resíduos classe II-A - não inertes    podem ter as seguintes propri...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos    - Classificação   Com relação a origem, os resíduos sólidos podem    ser classificad...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos -    Classificação   Com relação à responsabilidade pelo    gerenciamento dos resíduos ...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos -Classificação   O primeiro grupo refere-se aos resíduos    sólidos urbanos, compreendi...
Gerenciamento de Resíduos Sólidos -    Classificação   O segundo grupo, dos resíduos de fontes    especiais, abrange:    ...
Quadro 1: classificação dos resíduos sólidos em função de sua origem, assim como, os principais componentesencontrados. Fo...
Quadro 2: classificação dos resíduos sólidos em função de sua origem, assim como, os principais componentesencontrados.Fon...
Componentes Biológicos   Muitos são os componentes biológicos    presentes nos resíduos urbanos, entre eles    destacam-s...
Componentes Biológicos   O contato dos agentes existentes nos    resíduos sólidos ocorre principalmente    através de via...
Risco Ambiental   Risco para o Meio Ambiente é a    probabilidade da ocorrência de efeitos    adversos ao meio ambiente, ...
Risco Ambiental - classificação    O risco ambiental, de acordo com Schneider    (2004), é aquele que ocorre no meio    am...
Risco Ambiental - avaliação   A avaliação do risco ambiental é uma    ferramenta metodológica essencial para a    execuçã...
Risco à saúde   Risco à Saúde é a probabilidade da    ocorrência de efeitos adversos à saúde    relacionados com a exposi...
Referências BibliográficasBRAGA, B. et al. Introdução a Engenharia Ambiental – O Desafio dodesenvolvimento sustentável. 2ª...
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Resíduos sólidos

  1. 1. Gerenciamento de ResíduosSólidosProfessora MSc. Carla E. Baracuhy Firmino.
  2. 2. Risco, meio ambiente e os resíduossólidos.
  3. 3. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Considerações Sabe-se que a geração de resíduos oriundos das atividades humanas faz parte da própria história do homem. Sociedade contemporânea = sociedade de riscos.
  4. 4. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Considerações A partir da segunda metade do século XX, com os novos padrões de consumo da sociedade industrial, a geração de resíduos vem crescendo, em ritmo superior à capacidade de absorção pela natureza.
  5. 5.  No Brasil, em 2011, das 55,5 milhões de toneladas de resíduos coletadas no ano, 58,06% (32,2 milhões) foram destinadas corretamente - em aterros sanitários -, enquanto o restante (23,3 milhões) permanece seguindo para lixões e os chamados aterros controlados, que não têm tratamento de chorume ou controle dos gases de efeito estufa produzidos em sua decomposição. Fonte: http://www.estadao.com.br
  6. 6. Figura 1 : Exemplo de um Lixão
  7. 7. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Considerações O avanço tecnológico das últimas décadas, se, por um lado, possibilitou conquistas surpreendentes no campo das ciências, por outro, contribuiu para o aumento da diversidade de produtos com componentes e materiais de difícil degradação e maior toxicidade.
  8. 8. Figura 2 : Lixo eletrônico
  9. 9.  Hoje, o lixo eletrônico cresce três vezes mais que lixo convencional e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a situação é mais preocupante nos países emergentes. Principalmente no Brasil, campeão na geração de lixo eletrônico por habitante: meio quilo por ano. Fonte: http://g1.globo.com/jornal-da-globo
  10. 10. Gerenciamento de Resíduos SólidosA geração de resíduos pelas diversas atividadeshumanas constitui-se atualmente em um grandedesafio a ser enfrentado pelas administraçõesmunicipais, sobretudo nos grandes centrosurbanos.
  11. 11.  Apenas na primeira semana de dezembro de 2012, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) já contabiliza acréscimo de 7% a 10% na quantidade diária de lixo coletada em toda a cidade – que hoje gira em torno de três mil toneladas. Fonte: http://www.portalamazonia.com.br
  12. 12. Gerenciamento de Resíduos Sólidos É o paradoxo do desenvolvimento cientifico e tecnológico gerando conflitos com os quais se depara o homem pós-moderno diante dos graves problemas sanitários e ambientais advindos de sua própria criatividade.Indivíduo x Consumo x Resíduos x Risco na sociedade pós-moderna
  13. 13. Gerenciamento de Resíduos Sólidos Entre os problemas sanitários e ambientais, situam-se:1. Aqueles criados pelo descarte inadequado de resíduos que criaram, e ainda criam, enormes passivos ambientais, colocando em risco os recursos naturais e a qualidade de vida das presentes e futuras gerações;2. A disposição inadequada desses resíduos decorrentes da ação de agentes físicos, químicos ou biológicos, cria condições ambientais potencialmente perigosas que modificam esses agentes e propiciam sua disseminação no ambiente, o que afeta, consequentemente, a saúde humana.
  14. 14. Gerenciamento de Resíduos Sólidos – Políticas Públicas Políticas públicas têm sido discutidas e legislações elaboradas com vistas a garantir o desenvolvimento sustentável e a preservação da saúde pública; Essas políticas fundamentam-se em concepções abrangentes no sentido de estabelecer interfaces entre a saúde pública e as questões ambientais.
  15. 15. Gerenciamento de Resíduos Sólidos– Políticas Públicas No Brasil, órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e o Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA têm assumido o papel de orientar, definir regras e regular a conduta dos diferentes agentes, no que se refere à geração e ao manejo dos resíduos.
  16. 16. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Definições Na linguagem corrente, o termo lixo é usualmente utilizado para designar tudo aquilo que não tem mais utilidade, enquanto resíduo é mais utilizado para designar sobra (refugo) do beneficiamento de produtos industrializados.
  17. 17. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Definições De acordo com o Dicionário – O ser humano e o meio ambiente de A a Z (2006), resíduo é o restante, sobra ou restos de substâncias ou produto. Também denominado de lixo ou lixo industrial, depende de sua origem ou periculosidade. De acordo com o Dicionário da língua portuguesa, resíduo é aquilo que resta de qualquer substância, resto (FERREIRA, 1988).
  18. 18. Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Definições A Organização Mundial da Saúde (OMS) apud Dicionário – O ser humano e o meio ambiente de A a Z (2006), define o lixo como qualquer coisa que seu proprietário não quer mais e que não possui valor comercial, sendo descartado pelo mesmo proprietário sem considerar que grande parte dos resíduos ainda possui valor.
  19. 19. Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Definições De acordo com o dicionário da língua portuguesa, lixo é aquilo que se varre de casa, do jardim, da rua, e se joga fora. Coisas inúteis, velhas, sem valor (FERREIRA, 1988).
  20. 20. A Resolução Conama n° 005/1993define resíduos sólidos como: Conforme a NBR nº 10.004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT - “Resíduos nos estados sólido e semissólido que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola e de serviços de varrição...”
  21. 21. A Resolução CONAMA n° 005/1993define resíduos sólidos como:“...Ficam incluídos nesta definição os lodosprovenientes de sistemas de tratamento deágua, aqueles gerados em equipamentos einstalações de controle de poluição, bemcomo determinados líquidos cujasparticularidades tornem inviável o seulançamento na rede pública de esgotos oucorpos de água, ou exijam para issosoluções técnica e economicamenteinviáveis em face à melhor tecnologiadisponível.”
  22. 22. De acordo com a definição citada, cabesalientar que, quando se fala em resíduosólido, nem sempre se refere ao seuestado sólido.
  23. 23. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Classificação De acordo com IPT/Cempre (2000), os resíduos sólidos podem ser classificados de várias formas:1) Por sua natureza física: seco ou molhado;2) Por sua composição química: matéria orgânica e matéria inorgânica;3) Pelos riscos potenciais ao meio ambiente;4) Quanto à origem.
  24. 24. Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Classificação As normas e resoluções existentes classificam os resíduos sólidos em função: Dos riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde, como também, em função da natureza e origem.
  25. 25. Figura 3: Resíduos lançados a céu aberto
  26. 26. Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Classificação Com relação aos riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública a NBR 10.004/2004 classifica os resíduos sólidos em duas classes: classe I e classe II
  27. 27. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Classificação Os resíduos classe I, denominados como perigosos, são aqueles que, em função de suas propriedades físicas, químicas ou biológicas, podem apresentar riscos à saúde e ao meio ambiente. São caracterizados por possuírem uma ou mais das seguintes propriedades: Inflamabilidade Corrosividade Reatividade Toxicidade Patogenicidade
  28. 28. Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Classificação Os resíduos classe II denominados não perigosos são subdivididos em duas classes: classe II-A e classe II-B
  29. 29. Gerenciamento de Resíduos Sólidos- Classificação Os resíduos classe II-A - não inertes podem ter as seguintes propriedades: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Os resíduos classe II-B - inertes não apresentam nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, com exceção dos aspectos cor, turbidez, dureza e sabor.
  30. 30. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Classificação Com relação a origem, os resíduos sólidos podem ser classificados em:- Domiciliar;- Comercial;- Varrição e feiras livres;- Serviços de saúde;- Portos, aeroportos e terminais rodoviários e ferroviários;- Industriais;- Agrícolas e- Resíduos de construção civil.
  31. 31. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Classificação Com relação à responsabilidade pelo gerenciamento dos resíduos sólidos pode- se agrupá-los em dois grandes grupos: • resíduos sólidos urbanos • resíduos de fontes especiais
  32. 32. Gerenciamento de Resíduos Sólidos -Classificação O primeiro grupo refere-se aos resíduos sólidos urbanos, compreendido pelos: - resíduos domésticos ou residenciais; - resíduos comerciais; - resíduos públicos.
  33. 33. Gerenciamento de Resíduos Sólidos - Classificação O segundo grupo, dos resíduos de fontes especiais, abrange: - resíduos industriais; - resíduos da construção civil; - rejeitos radioativos; -resíduos de portos, aeroportos e terminais rodoferroviários; - resíduos agrícolas; - resíduos de serviços de saúde.
  34. 34. Quadro 1: classificação dos resíduos sólidos em função de sua origem, assim como, os principais componentesencontrados. Fonte: Manual de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
  35. 35. Quadro 2: classificação dos resíduos sólidos em função de sua origem, assim como, os principais componentesencontrados.Fonte: Manual de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
  36. 36. Componentes Biológicos Muitos são os componentes biológicos presentes nos resíduos urbanos, entre eles destacam-se: Escherichia coli, Klebsiella sp., Enterobacter sp., Proteus sp., Staphylococcus sp., Enterococus, Pseudomonas sp., Bacillus sp., Candida sp., que pertencem à microbiota normal humana.
  37. 37. Componentes Biológicos O contato dos agentes existentes nos resíduos sólidos ocorre principalmente através de vias respiratórias, digestivas e pela absorção cutânea e mucosa. As atividades capazes de proporcionar danos, doença ou morte para os seres vivos são caracterizadas como atividades de risco.
  38. 38. Risco Ambiental Risco para o Meio Ambiente é a probabilidade da ocorrência de efeitos adversos ao meio ambiente, decorrentes da ação de agentes físicos, químicos ou biológicos, causadores de condições ambientais potencialmente perigosas que favoreçam a persistência, disseminação e modificação desses agentes no ambiente.
  39. 39. Risco Ambiental - classificação O risco ambiental, de acordo com Schneider (2004), é aquele que ocorre no meio ambiente e pode ser classificado de acordo com: O tipo de atividade; Exposição instantânea, crônica; Probabilidade de ocorrência; Severidade; Reversibilidade; Visibilidade; Duração de seus defeitos.
  40. 40. Risco Ambiental - avaliação A avaliação do risco ambiental é uma ferramenta metodológica essencial para a execução de uma política de "saúde ambiental", sendo apropriada para auxiliar a gestão do risco e subsidiar os órgãos reguladores na tomada de decisões (Schneider, 2004: 28).
  41. 41. Risco à saúde Risco à Saúde é a probabilidade da ocorrência de efeitos adversos à saúde relacionados com a exposição humana a agentes físicos, químicos ou biológicos, em que um indivíduo exposto a um determinado agente apresente doença, agravo ou até mesmo morte, dentro de um período determinado de tempo ou idade.
  42. 42. Referências BibliográficasBRAGA, B. et al. Introdução a Engenharia Ambiental – O Desafio dodesenvolvimento sustentável. 2ª Edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall,2005.GUERRA, S. Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro: Forense, 2012.Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde / Ministério daSaúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília : Ministério daSaúde, 2006.NBR 10004/2004.Revista Novo Ambiente. Ano 1, Nº 03 – Agosto de 2010.http://www.portalamazonia.com.brhttp://g1.globo.com/jornal-da-globohttp://www.estadao.com.br

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