TRABALHORESISTÊNCIA INDIGÉNA       GUARABIRA         2012
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA- UEPB        CENTRO DE HUMANIDADES – CH      CURSO DE GRADUAÇÃO EM HISTÓRIADISCIPLINA: FO...
ÍNDICE1.RESISTÊNCIA INDIGÉNA1.1 as alianças1.2 Guerras dos Bárbaros1.3 Missões nos aldeamentos1.4 Interiorização2. Referên...
1. A resistência indígenaAo falar de resistência, Santos (0000:343), nos traz a memoria em sua tese dedoutorado que:      ...
Santos(0000:340-42) comentado sobre os tapuias, como estes resistiram as inúmerastentativas de expulsão de suas terras, no...
inimigos invasores como os Franceses. Há de se ver que guerra entre grupos indígenaeram constante e os mesmoprendiamseus i...
Segundo estudiosos tudo começouEm novembro de 1688, Domingos Jorge Velhorecebeu ordens do governador-geral Matias da Cunha...
JáLuiz Francisco da Silva Junior( ENTRE A CRUZ E A JUREMA:) coloca que que Paraalguns autores , os indígenas não rejeitava...
segundoSantos(0000:336) foram explorada pelos índios cativos, o mesmo nos lembrade que a carta Regia de 1701, também contr...
Graduando em História/UFPE e Bolsista PIBIC/FACEPE/CNPq.lp_ans@hotmail.comENTRE A CRUZ E A JUREMA: A RESISTÊNCIA INDÍGENA ...
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Trabalho de resistencia

  1. 1. TRABALHORESISTÊNCIA INDIGÉNA GUARABIRA 2012
  2. 2. UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA- UEPB CENTRO DE HUMANIDADES – CH CURSO DE GRADUAÇÃO EM HISTÓRIADISCIPLINA: FORMAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA PROF. Dr. JUVANDI DE SOUSA SANTOS TURMA: 2010.2 TURNO: NOITEESTUDANTES: MARCELINO MARCOLINO DA SILVA______________________________________________________________________________________________________ DATA: 06/11/ 2012
  3. 3. ÍNDICE1.RESISTÊNCIA INDIGÉNA1.1 as alianças1.2 Guerras dos Bárbaros1.3 Missões nos aldeamentos1.4 Interiorização2. Referências bibliográficas
  4. 4. 1. A resistência indígenaAo falar de resistência, Santos (0000:343), nos traz a memoria em sua tese dedoutorado que: “A história dos índios dos Sertões sempre foi uma historia de lutas e resistências: contra a sede e seca, contra fome, contra a hostilidade do Ambiente contra o colono intruso que lhe matava, transformava suas mulheres e crianças em escravos, apropriava-lhe a terra, explorava sua força de trabalho e eliminava, ou pelo menos, tentava eliminar sua cultura”.Ofato é que esta historia não se resume apenas aos índios do sertão, em todas ascrônicas que lemos a cerca dos índios, percebemos que de uma forma ou de outrasforam, subjugados. Mas também e verdade que em todos estes escritos percebe-sesua resistência, em “coleção educação para todos”, citando (Marchant, 1980), diz queos índios resistiram ou tentaram resistir a todo tipo de combate, desde guerras atéepidemias, mais cada povo indígena reagiu a todosos contatos a partir do seu própriodinamismo e criatividade.De fato percebemos este dinamismo, quando lemos sobre, as alianças, os acordo depaz, as guerra, as fugas, em fim a própria cultura indígena é muito diversificada e nosconfirma esta visão.Outro fato que nos mostra estedinamismo é quanto oprocesso deinteriorização,o índio dando num grito de resistência, e nos mostrando suacriatividade produzindo uma imagem diferente daquela estereotipada dos colonos.Em alguns países da América como é o caso da Venezuelaexiste o dia da resistênciaindígena, mostrando que de fato, não só no Brasil mais em todos os lugareshouveresistência, pois eles nunca aceitaram ser dominados por outros povos.
  5. 5. Santos(0000:340-42) comentado sobre os tapuias, como estes resistiram as inúmerastentativas de expulsão de suas terras, nos diz que milharas morreram nestaresistência. Ele nos faz ver que ao que parece oNordeste Brasileiro teve uma luta maisacirrada, não e atoa que lemos em crônica que o próprio nome (tapuias) é umadefinição dada pelos tupis, que significa índios selvagens. Também este coloca que osíndios ainda continua resistindo às tentativas dos brancos em explorarem suas terras,e que todas as politicas indigenistas só tentaram integrar o índio como peãoextrativista e semiescravo, nunca como senhor.1.1 As AliançasOutro ponto que nos chama a atenção é quanto as alianças, ainda que de formaimplícita nos mostra a resistência dos índios, uma vez que é proposto as aliança,aquele que propõe, esta dizendo: “pare de resistir” e aquele que aceita, aceita porvários motivos, um dos principais motivos dos índio, não era ajudar os colonizadores,embora os ajudasse. Mais sim subsistir, vião nos acordo de paz um meio de não serexterminado.Como nos faz ver(santos 2000 p.----) em que índios do sertão da paraíbapedem para trabalhar nas fazendas para não serem exterminados.FRIEDRICH CÂMERA SIERING(2008;13,17)comenta em artigo que o “índio” é possuidorde um papel ativo e criativo, e aborda em seu trabalho a fundamental importância daatuação indígena.Também este coloca que a aliança com os índios era primordial paragarantir a segurança do território conquistado e o sucesso dos empreendimentoscolonial.Santos(00000338)diz que o importante nos acordo de paz e a força dos índios,e assim como FRIEDRICH CÂMERA SIERING, confirma que era importante para oscolonizadores em ter os índios como aliados.Sabemos que na luta para sobreviver os nativos tiveramvários tipos de reações desdepegar em armas até a retirada para outro lugar mais longínquo. É tanto que a vindados índios para o Brasil e justamente encima desta tese, de que os índiosvinheram dooutro lado daAmérica já fugindo de perseguições.Sendo assimas Aliança nos fala de resistência, e nos faz ver que era um meio que osíndios encontraram para impedir o seu desaparecimento. Seja estas alianças entregrupos indígenas ou entrecolonizadores erapreciso torna-se mais forte para combatero inimigo, seja ele português, francês espanhol, ou ate mesmo de um grupo rival, ofato é que nestas alianças o índio tentava de alguma forma protege-se. Os lusossabiamdisto e obtiravam vantagens, muitas vezes criando intrigas, um caso interessante é ocaso dos potiguaras e tabajaras, que depois de uma intriga, os portuguesesconseguem desestabiliza o acordo que existia entre os dois grupo, e se tornam aliadosdos tabajaras . Assim percebemos que a relação entre os portugueses e os índios vaimuito além da mão- de -obra, cabe destacar que as alianças era indispensável tambémpara os portugueses, visto que através dos índios eles fazia frente a outras tribos e
  6. 6. inimigos invasores como os Franceses. Há de se ver que guerra entre grupos indígenaeram constante e os mesmoprendiamseus inimigos antigose trocava com osportugueses os quais os exterminava.Em troca de tudo isto os índios ganhavamprestigio e horarias e saiam da mira das armas dos colonizadores, só não conseguiamsai da mira das armas ideológicas.Vejamos que havia vários tipos de resistência cadaum resistiaa sua maneira.Comentários, no site (terra brasileira), nos leva a refletir sobre o que os índiospensavam. E é impressionante o fato de que alguns índios mais experientes como ospajés, já apontavam para um fim trágico dosseus, como nos coloca o site (terrabrasileira) a cerca da aliança dos nativos com os franceses.: "Vi a chegada dos portugueses em Pernambuco e Potiú (Paraíba). Começaram elescomo vocês, franceses, estão fazendo agora. No começo, os peró apenas comerciavam,sem querer morar. Dormiam livremente com nossas filhas, o que os nossos parentes dePernambuco julgavam muito honroso. Mais tarde disseram que deviam construirfortalezas para se defenderem e edificar vilas para morar conosco. E assim parecia quedesejavam formar conosco uma só nação. Depois começaram a dizer que não podiamtomar moças, só se fosse pelo casamento e apenas com as que eram batizadas. Porisso mandaram vir paí. Estes ergueram cruzes e começaram a instruir e a batizar osnossos. Mais tarde disseram que nem eles e nem os paí podiam viver sem escravos.Não satisfeitos com os escravos presos na guerra, quiseram também nossos filhos eterminaram escravizando toda a nossa nação. E com tal tirania e crueldade nostrataram que nos obrigaram a deixar a região. O mesmo vejo que farão os mair (osfranceses)Na fala do índio, percebe-se o descontentamento com os colonizadores, e que apesarde tudo estes eram consientes do que poderia acontecer, jamais poderíamos pensarque eles fazian acordos, que não fossem para o seu bem, embora que este bem nãoviesse, mais este era o propositoFica mais claro este proposito quandoFalamos nas alianças com os liderem indígenas,que conseguiam juntar várias tribos, como é o caso do líder janduí da nação dostapuias tarairiús. E o cacique Mandu Ladino, que segundo santos (0000:338)conseguejuntar varios povos, no Ceará, PiauíeMaranhao, embora este líder tenha morridodepois de nove anos de batalha. Embora Santos (0000:331) cite VirgíniaFonseca(2008:32) que dizer que as uniõesentre os tapuias veio tarde para combater o inimigo, ou seja o estrangeiro., Mas aoque se percebe sempre existiu união, assim como desavenças, logico que algunsgrupos eram inimigos tradicionais por vários motivos. Mas falando de união nãopodemos deixa de falar comoSantos(2012:74), nos faz referencia ao trabalho deMauricio de Nassau na principal crônica seiscentistasobre os tarairiús, ligado a Janduí.1.2 Guerras dos Bárbaros
  7. 7. Segundo estudiosos tudo começouEm novembro de 1688, Domingos Jorge Velhorecebeu ordens do governador-geral Matias da Cunha para “torcer o caminho”.Deveria se dirigir a toda pressa ao Rio Grande do Norte para combater a rebelião datribo Janduí., que em luta contra a expansão das fazendas, os Janduí tinham trucidadomais de cem colonos e cerca de 30 mil cabeças de gado. Era o início da Guerra dosBárbaros ou Confederação dos Cariri (já que a ela se juntaram os Payaku, os Caripu, osIkó, os Katiú e os Cariri) – um dos mais terríveis conflitos da história do Brasil e um dosmenos estudados.Santos (0000:331) citando Cascudo diz que esta guerra foi a maior campanha deresistência que o Brasil conheceu, e faz referencia ao trabalho de PedroPuntoni,destacando assim os combates entre colonios e índios, dizendo que estetrabalho foi essencial para se ter uma macro visão dos conflitos e que a resistênciaindígena se fez em diversas frentes. Uma dessas frentes foram os aldeamentos, ondeas várias formas de resistência tiveram visibilidade por estarem inseridas na sociedadecolonial. O resultado dessa convivência administrada foi um conjunto de estratégiasindígenas de camuflar a sua luta e resistência, dando aos administradores a falsa idéiade que os índios aldeados estavam efetivamente englobados pelo mundo colonial efadados ao fim enquanto unidades culturais autônomas. santos(2000: 331)tambémnos diz que esta guerras, ficou conhecida como guerra do Açu por ter sido as margensdo Rio Açu. JuarezAmbires (2005: 383) citando Pedro puntoni em arttigo diz que opesquisador enfoca o literal de um combate que, sem o mínimo subterfúgio, buscou oextermínio de tribos índias sublevadas que abalavam, na visão de autoridades ecolonizadores, a seguridade da colônia no seu plano interno.1.3 Missões nos aldeamentosNotamos que são varias as medidas da coroa para tornar os nativosseus súditos , comoas missões nos aldeamentos que trouxéramos os catequizadores que, segundo MariaIdalina da Cruz Pires (UFPE) em artigo p.03 diz que, os missionários tinham o pretextodo Serviço de Deus , mais chegaram a ter varias mulheres, logico que em segredo,efaziam uso da mão- de- obra dos índios e usurpavam suas terras. Ferraz Graduando emHistória, (UFPE 2008) diz queA conversão do indígena ao catolicismo foi desde o inícioda colonização um objetivo da coroa portuguesa. Todavia, os nativos brasileiros nãoassistiram de forma passiva esse intento. De modos diversos, resistiram a essatentativa de conversão, criando dificuldades às ações dos padres catequizadores. Ebuscarampreservar-se em seus costumes.
  8. 8. JáLuiz Francisco da Silva Junior( ENTRE A CRUZ E A JUREMA:) coloca que que Paraalguns autores , os indígenas não rejeitavam o que lhes era imposto, como a religiãoque era uma imposição dos padres nos aldeamentos missionários. Apesar de nãorejeitarem a cultura dos “dominadores”, o sucesso da colonização europeianão foi tãogrande, a resistência dos nativos deu-se através do uso que esses indígenasfizeram daordem estabelecida pelos que exerciam o poder (colonizadores).Ora sabemos que os missionários não só se contentavamque os índios adorassem seuDeus mais exigia, que estes vestissem roupas, e imediatamente absorvesse suacultura, de forma que se estes não praticassem o que eles praticassem eramconsiderados inculto, bárbaros, ignorante.1.4 InteriorizaçãoOutra ponto que no falasobre ao resistência dos nativos é a frente do projeto deinteriorização do nordeste Brasileiro, que segundo (Texto: Prof. Dr. Fábio PestanaRamos).Existia na realidade um medo em demasia por parte do gentio devido aoavanço do colonizador em suas terras e vice-versa, criando um ambiente depermanente tensão que manteve a paz. Por certo tempo. Entretanto, ele nos lembraque a presença indígena sempre foi um incomodo aos colonos que buscava cada vezmais e mais terras.Santos (2000:335) também nos mostra que oprocesso de interiorização foi tao intensoque, mesmo os colonos sendo em menor números conseguiram dominas não de formasoberana, pois este nos mostra que sempre houve resistência é tanto que ele cometaque os colonos não queriam os índio em suas fazendas, que quase sempre eramrecebido a tiros e que como forma de resistência de vez em quando os índios davamfim a algumas cabeça de gado.Santos (2000:332) também nosfaz ver que a interiorização foi rápida, assim como asinfraestruturas para o desenvolvimento das atividades criatórias. De uma forma ou deoutra percebemos que os portugueses usaram todas as possibilidades para limpar aterra da presencia dos indígenas LOPES, Maria (1999) diz que seja pela morte, pelafuga ou pela rendição forçada ou ainda com outras estratégias de intimaçãoo objetivoera ampliar as fronteiras em direção ao Sertões, e que a situação levava os índios acada vez mais saquearem fazendas roubando e matando gado.Mas não foi só a atividade criatória que levou as colonos a se interiorizarem, Santos(0000:333) citando Caio Prado Júnior nos diz quea mineração foi outro fatorimportante, no processo de interiorização, e que as primeiras minas
  9. 9. segundoSantos(0000:336) foram explorada pelos índios cativos, o mesmo nos lembrade que a carta Regia de 1701, também contribuiu para migração e em todo esteprocesso, a principal consequência foi a extinção dos indígena, principalmente os doNordeste Brasileiro. segundoLOPES, Maria(1999:5) os poucos indígenas quesobreviveram, foram aldeados, cristianizados, escravizados e, lentamente,assassinados. De acordo com Fátima Lopes, no inicio do século XVIII “a interiorizaçãocolonial sobre as terras pelas quais os Tarairushaviam lutado para defender foi sendoefetuada, levando colonos a instalaram-se em Currais e fazendas criatórias de gadoque deram inicio a povoações esparsas e a novos caminhos que facilitaram que novaslavas de colonos se interiorizassem. Também cresceu a demanda por novas terras queproduzissem alimentos e produtos que pudessem participar da economia mercantilregional”.2.Referencias:LOPES, Maria de Fátima.Índios, Colonos e Missionários na Colonização do Rio Grandedo Norte. Natal, 1999. Dissertação (Mestrado em História) Centro de Filosofia eCiências Humanas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Cap. 4. p. 102-129.MONTEIRO, Denise Mattos.Introdução à História do Rio Grande do Norte –Natal:Edufrn, 2000. cap.1-2. p. 19-95http://www.cerescaico.ufrn.br/mneme/pdf/mneme6_10/mneme/cd_mneme/rnnaweb/interiorizacao.htmhttp://blogs.leya.com.br/brasilumahistoria/2010/09/03/a-guerra-dos-barbaros/http://www.geocities.ws/terrabrasileira/contatos/alianca.htmlANAIS DO II ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA COLONIAL.Mneme – Revista de Humanidades. UFRN. Caicó (RN), v. 9. n. 24, Set/out. 2008. ISSN1518-3394.Disponível em www.cerescaico.ufrn.br/mneme/anaisRESISTÊNCIA INDÍGENA EM PERNAMBUCO NOS SÉCULOS XVI E XVII:A VISÃO DOS CRONISTAS.Luiz Paulo P. Ferraz
  10. 10. Graduando em História/UFPE e Bolsista PIBIC/FACEPE/CNPq.lp_ans@hotmail.comENTRE A CRUZ E A JUREMA: A RESISTÊNCIA INDÍGENA ÀEVANGELIZAÇÃO CATÓLICA NO LITORAL DA PARAÍBA.Luiz Francisco da Silva Junior – FIPHistoriador, pós-graduando em História da Paraíbalfsj-pb@hotmail.com

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