Acustica da sala de cinema

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Acustica da sala de cinema

  1. 1. ACÚSTICA EM SALA DE CINEMA O que é acústica e sua importância para o cinema Prof. Marco Aurélio - Física
  2. 2. ACÚSTICA- O QUE É? ▪ A acústica é uma área da Física que estuda o som, nomeadamente as ondas sonoras e os fenômenos ondulatórios derivados da propagação dessas ondas. No cinema ela é extramente importante pois não basta apenas ter um equipamento de ponta para reproduzir o áudio se o ambiente de propagação não favorece a correta propagação das ondas sonoras
  3. 3. MAS O QUE É SOM E ONDAS SONORAS ▪ Som ▪ O som resulta da propagação das ondas sonoras que, por sua vez, são provocadas por um corpo em vibração. Todos os corpos que emitem som precisam, necessariamente, de ser capazes de vibrar, e são chamados fontes sonoras. ▪ Ondas sonoras ▪ As ondas sonoras são ondas longitudinais, isto é, a direcção de propagação é paralela à direcção da oscilação; e são também ondas mecânicas, ou seja, necessitam de um meio material para se propagarem, não se propagando no vácuo. O espectro sonoro é o conjunto de todos os sons: infra-som, som audível e ultrasom. O som audível, é constituído pelas ondas sonoras cujas frequências estão compreendidas entre os 20Hz e os 20.000 Hz; o Infra-som possui frequências inferiores a 20 Hz, e os Ultra-sons possuem frequências superiores a 20.000 Hz.
  4. 4. COMO SE PROPAGA O SOM? ▪ O som propaga-se provocando uma série periódica e sucessiva de compressões e rarefações num determinado meio. Altura Timbre Intensidade A altura de um som está relacionada com a frequência da onda sonora que lhe deu origem. Um som com baixa frequência é dito som grave e o som com frequências altas é dito som agudo. O timbre é a característica sonora que permite distinguir sons com mesma frequência e a mesma intensidade, desde que as ondas sonoras correspondentes a esses sons sejam diferentes. Isto é, dois instrumentos musicais diferentes podem emitir sons com a mesma altura e intensidade, porém o timbre será diferente, pois esta característica está relacionada com a fonte sonora. A intensidade de um som está relacionada com a quantidade de energia que a onda sonora que lhe deu origem transporta. Assim, um som originado por uma onda sonora com grande intensidade é um som forte; um som originado por uma onda sonora com pequena intensidade é um som fraco. O Conhecimento destes três elementos das ondas sonoras permite aos operadores de áudio a perfeita regulagem do áudio que será responsável por todo brilhos das cenas que acontecem no filme
  5. 5. FENÔMENOS DE REFLEXÃO, REFRAÇÃO E DIFRAÇÃO Para a perfeita propagação das ondas sonoras as salas de cinema devem receber rigoroso tratamento acústico, só assim podemos garantir um som de qualidade e mais realismo as cenas do filme
  6. 6. REFLEXÃO DO SOM A reflexão de uma onda sonora acontece quando esta encontra um obstáculo e inverte o sentido de propagação. A reflexão do som pode originar dois outros fenómenos: o ecoreverberação. Um eco é uma reflexão de som que chega ao ouvinte pouco tempo depois do som original. Este fenómeno só acontece quando entre os dois sons houver um intervalo de tempo igual ou superior a 0,1 s. Na reverberação não há um intervalo mínimo de 0,1s entre os dois sons, pelo que o ouvido humano não consegue distingui-los, havendo assim um reforço do som original. Reflexão é a característica física da onda sonora de retornar total ou parcialmente para seu ponto de origem quando atinge um obstáculo como parede, teto ou superfície refletora. Uma sala de concerto corretamente projetada deve ser cercada de superfícies refletoras, para que a onda sonora atinja a superfície e ser novamente refletida.
  7. 7. TEMPO DE REVERBERAÇÃO “tempo necessário para que o nível de pressão sonora decaia em 60 dB, depois que a fonte interrompe a emissão”. A soma de todas as ondas refletidas é chamada de som reverberante. A reverberação é o prolongamento da sensação auditiva gerada pelo reforço resultante da interferência entre duas ondas. O tempo de reverberação é o tempo gasto para que o som atinja o seu valor máximo ou mínimo, a partir do nível de equilíbrio. A qualidade de uma boa sala de cinema depende, portanto da qualidade da reverberação que é resultante da boa aplicação dos elementos deflatores e elementos reflexivos; é o equilíbrio entre o som direto e o som reverberante. A distinção das performances musicais ouvidas em grandes parques, ao ar livre, daquelas ouvidas em salas de concertos é resultado da boa qualidade do som reverberante e a ausências de sons de interferência. ATENUAÇÃO SONORA POR ABSORÇÃO Onde: TR éo tempo de reverberação (s); V éo volume da sala (m2); S éa área das superfícies (m2); α éo coeficiente de absorção dos materiais MATERIAIS PARA ABSORÇÃO Espuma Acústica, Acortinados, Lã em painéis, Jateamento de Celulose, Painéis para o forro removivel, Painéis para forro removível, Tecido para parede São exemplo de materiais utilizado no controle da reverberação
  8. 8. O TEMPO DE REVERBERAÇÃO E DIFERENTE PARA SALA DE CINEMA VAZIA OU CHEIA A diferença é devido à constituição das superfícies refletoras, ou seja, quando as superfícies expostas às ondas sonoras são muito absorventes, a taxa de absorção de energia por todas elas, rapidamente se torna igual à de produção de energia de todas as fontes: ou seja, o tempo de reverberação da sala de cinema é maior quando ela esta vazia.
  9. 9. REFRAÇÃO E DIFRAÇÃO DO SOM Refração é a alteração na velocidade de propagação e no comprimento da onda, sempre que ela encontra uma fronteira entre dois meios de propagação de natureza diferente. Um nadador imerso na água de uma piscina percebe o som produzido fora da piscina, mas de maneira com que abafado, distante, isto porque a onda se propaga de forma alterada no meio líquido da piscina. O mesmo ocorre com um facho de luz projetado na água da piscina; a luz se propaga, mas de maneira alterada. Difração é a capacidade da onda de contornar obstáculos e/ou fendas. Se as dimensões do obstáculo forem maiores do que o comprimento da onda esta onda sofre reflexão, se propagando como se o obstáculo não existisse. Entretanto, se o obstáculo tiver dimensões comparáveis ao comprimento da onda esta se curva para contorná-lo, propagando-se após o obstáculo ou fenda como se ali fosse seu ponto de origem. Por isto não é ideal projetar auditórios e salas de concertos com pilares soltos no salão, pois neste caso, eles funcionam como pontos emissores de ondas sonoras, criando a interferência ou superposição de ondas.
  10. 10. POLARIZAÇÃO DO SOM Polarização é a restrição de movimento em alguma direção que ocorre quando a onda atravessa uma fenda. Isto acontece apenas em ondas transversais; nas ondas longitudinais o movimento de oscilação se dá na mesma direção que a propagação. A onda pode também sofrer polarização quando é refletida. Este fenômeno acontece com ondas eletromagnéticas e é a explicação para o brilho observado nos dias meio enevoados. Vale ressaltar que a polarização como a refração são fenômenos da acústica de ocorrência praticamente nulos nas salas de concertos. O desconhecimento ou inobservância destes princípios físicos explicam porque, na sala de concertos do Philharmonic Hall o maestro não podia ouvir toda a orquestra e porque em algumas salas o som é mais alto em determinados locais do que em outros.
  11. 11. TRATAMENTO ACÚSTICO O SEGREDO DO SOM Assim, o conhecimento dos princípios físicos da acústica, mais especificamente a difração, interferência e reflexão é fundamental para projetar uma boa sala de cinema, a soma de todas as ondas refletidas é chamado som reverberante. A qualidade de uma boa sala de concertos depende, portanto da qualidade da reverberação que é uma combinação do volume da sala e da boa aplicação dos elementos deflatores e reflexivos. O tempo necessário para o nível de som chegar ao máximo ou diminuir até zero, chamado tempo de reverberação é a mais importante característica de uma sala de concertos. DESSA FORMA SE NÃO TRABALHARMOS A ACUSTISCA DA SALA NÃO TEREMOS QUALIDADES COM OS PRINCIPAIS SISTEMAS DIGITAIS DE AUDIO DE SALA DE CINEMA QUE SÃO: Digital Theater Systems (DTS) Dolby Digital Sony Dynamic Digital Sound (SDDS)
  12. 12. FIM

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