Texto: Malaquias 1: 1- 14Tema: INDIFERENÇA       A poetisa brasileira Cecília Meireles escreveu uma poesia sobre a indifer...
1 - Desconsiderar a singularidade do amor de Deus (Vs. 2-4)      O amor de Deus por Seu povo sempre foi singular. Dentre t...
2 – Desconsiderar a realidade da supremacia de Deus (5, 6, 11, 14b)        O texto bíblico apresenta repetidamente a ideia...
3 - Desconsiderar a solenidade do genuíno culto a Deus (7, 8, 10, 12, 13, 14a)       Um dos aspectos do culto no AT era o ...
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sermão com base em Malaquias 1:1-14.

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Indiferença

  1. 1. Texto: Malaquias 1: 1- 14Tema: INDIFERENÇA A poetisa brasileira Cecília Meireles escreveu uma poesia sobre a indiferença, na qual ela retrata seupessimismo com relação à vida. A indiferença na visão dela envenena a alma e mata aos poucos. É claroque ela tem razão. Por exemplo, muitos casais vivem debaixo do mesmo teto, mas estão envenenando umao outro com a indiferença. A frieza nos relacionamentos destrói a confiança e cria uma série de obstáculosà verdadeira intimidade. Se a indiferença é um grande empecilho nos relacionamentos humanos, o quedizer no relacionamento com Deus? Estamos chegando ao fim de mais um ano e precisamos sondar nossos corações com ajuda doEspírito Santo. Será que fomos indiferentes aos alertas da Palavra de Deus? Será que fomos indiferentesna relação com nossos irmãos e irmãs na fé? Fomos indiferentes no serviço prestado ao Senhor? Fomosindiferentes em nossos casamentos? Se houvesse um “índice de indiferença” que tornasse possível medirnossa indiferença espiritual qual seria nosso índice? Malaquias é um profeta pós-exílico que exerceu seu ministério por volta de 440 a. C. A condiçãoespiritual dos judeus se achava num nível deplorável. Neste contexto, ele denuncia a indiferença do povo eo que esta indiferença gerou. Deus sempre denunciou por meio dos profetas a indiferença do Seu povo. Oprofeta Ageu também denunciou a indiferença do povo que retornou do exílio babilônico. O povo começoua edificar casas suntuosas, mas tornou-se indiferente na reconstrução do templo. No seu ministério Jesus confrontou a postura de indiferença dos fariseus: "Quem não é comigo écontra mim; e quem comigo não ajunta, espalha" (Mateus 12:30). No livro de Apocalipse, a advertência deCristo à igreja em Laodicéia é contra a indiferença daquela igreja: "Conheço as tuas obras, que nem és frionem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou aponto de vomitar-te da minha boca" (Ap. 3: 15, 16).Tendo introduzido o assunto, nesta noite eu gostaria de afirmar o seguinte:ALGUMAS POSTURAS REPROVÁVEIS TESTIFICAM A INDIFERENÇA NO RELACIONAMENTO COMDEUS Testificar é comprovar ou confirmar. Ou seja, algumas posturas descritas neste texto confirmam aindiferença do povo pós-exílico na sua relação com Deus. A indiferença murcha a vitalidade do nossorelacionamento com Deus, pois passamos a viver de forma automática; já não tratamos pecado comopecado e desconsideramos as advertências da Palavra de Deus. A indiferença é um empecilho que nosimpede de prosseguir em santificação e atrapalha a nossa comunhão com Cristo. Crentes indiferentessão um estorvo ao cristianismo genuíno. A indiferença gera apatia, negligência, insensibilidade edesinteresse no relacionamento com o Senhor. Nesta época de indiferença, precisamos mais do que nuncade um alerta sobre a necessidade de abandonar estas posturas e assumir atitudes condizentes com aPalavra de Deus. Vamos então examinar quais as posturas do povo de Israel testificavam a indiferença norelacionamento com Deus, que o profeta Malaquias denunciou neste texto bíblico.S. I.: Então, de acordo com este texto bíblico que posturas reprováveis testificam a indiferença norelacionamento com Deus?
  2. 2. 1 - Desconsiderar a singularidade do amor de Deus (Vs. 2-4) O amor de Deus por Seu povo sempre foi singular. Dentre todas as famílias da terra, Deus escolheua família de Israel para fazer dela uma grande nação. Tudo começou com o chamado de Abraão emGênesis 12. Dos filhos de Abraão, Deus escolheu soberanamente Isaque, e dos filhos de Isaque, Deusamou singularmente Jacó. O apóstolo Paulo utiliza este mesmo texto no livro de Romanos (Rm. 9:13) paraargumentar sobre a escolha soberana de Deus na salvação de pecadores. Em Romanos 9:16, Paulo afirmaque a salvação “não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a Sua misericórdia”. Toda a história do povo de Israel está permeada com o amor singular de Deus, demonstrado devárias maneiras. Os hebreus sempre estiveram cercados de privilégios sem precedentes por causa doamor de Deus. Em Deuteronômio 7:7-8, Moisés afirma que o amor singular de Deus não levou em contanenhum mérito do povo de Israel na Sua escolha soberana: "Não vos teve o Senhor afeição, nem vosescolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, masporque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou commão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito." Mesmo com tamanhademonstração de amor, o povo se tornou rebelde à voz do Senhor e indiferente aos Seus mandamentos.Em sua época, o profeta Jeremias também confrontou a indiferença do povo com base no eterno amor deDeus: “Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr. 31:7). "Deus escolheu-nos paraseu amor e agora nos ama por causa de sua escolha" A indiferença se instala em nossos corações quando não levamos em consideração asingularidade do amor de Deus. O amor de Deus por nós nasceu na eternidade e atravessou os séculospara nos alcançar. Este amor maravilhoso não viu em nós mérito algum, porque todos somos pecadores:“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós aindapecadores” (Rm. 5:8). É notório que o amor de Deus nos atraiu e nos alcançou graciosamente, através daobra perfeita de Cristo na cruz do Calvário. Além de sermos escolhidos pelo amor eterno de Deus, estamosseguros neste amor por toda a eternidade porque “nada poderá separar-nos do amor de Deus, que está emCristo Jesus, nosso Senhor” (Rm. 8:39). O amor eletivo de Cristo também é demonstrado nos Evangelhos.Dias antes de morrer, ele afirmou aos discípulos: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelocontrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso frutopermaneça” (João 15:16). Muitos cristãos estão mergulhados na indiferença porque passaram a desconsiderar asingularidade do eterno amor de Deus. Às vezes, por causa de alguma tragédia ou grave doença, oprimeiro pensamento que surge é questionar o amor de Deus: “Se Deus me ama de fato, porque estoupassando por esta situação?” Se este pensamento não for banido pela certeza do amor de Deus por nósdeste a eternidade, a indiferença certamente reinará em nossas vidas. Não é possível que continuemos vivendo em indiferença/apatia quando paramos para pensar noamor gracioso de Deus por nós. Nossos corações podem estar gélidos e apáticos porque não refletimosprofundamente na realidade do amor de Deus por miseráveis pecadores. Quando a indiferença estiverrodando nossos corações, eu recomendo a leitura do texto bíblico em Efésios 1: 3-14. Neste texto, Paulonos ensina que fomos escolhidos antes da fundação do mundo e predestinados em amor, para adoção defilhos, para louvor da graça de Deus. Deus derramou a Sua graça abundantemente sobre nós segundo oSeu plano soberano traçado na eternidade. Meditar na verdade maravilhosa do Evangelho derrete o geloda indiferença de nossos corações, pois o amor de Cristo nos constrange a viver de modo que agrade aoPai.
  3. 3. 2 – Desconsiderar a realidade da supremacia de Deus (5, 6, 11, 14b) O texto bíblico apresenta repetidamente a ideia da grandeza de Deus e do zelo que Ele tem por Seupróprio Nome. O profeta Malaquias lembra que Deus é o Senhor e Pai da nação israelita, mas este fato nãofoi levado em conta pelos sacerdotes que ofereciam sacrifícios imundos no templo. A supremacia doSenhor era notável em toda a terra desde o nascente até o poente. Mas os sacerdotes desconsideravamabertamente a realidade da supremacia do Senhor dos Exércitos, cujo nome é terrível entre as nações. Pormeio do seu profeta, Deus denunciou a falta de temor e respeito para com o Seu Nome Excelso. Este fatotestifica que a indiferença reinava nos corações de todos os sacerdotes da nação de Israel. Numa de suas cartas a Erasmo de Roterdã, Lutero escreveu: "As tuas ideias sobre Deus sãodemasiadamente humanas". O deus de que se fala atualmente, principalmente no Teísmo Aberto, foidiminuído para caber nos argumentos humanistas e se adaptar ao sentimentalismo vazio. Mas o Deus queas Escrituras revelam é o Totalmente Outro. O Deus das Escrituras é grande em força e forte em poder,majestoso e soberano, Rei e Senhor, Criador e Sustentador da vida, magnífico, exaltado, sublime evitorioso. Ele habita em alto e sublime trono por toda a eternidade e nada foge do Seu domínio. Quandorecebeu as ofertas do povo para a construção do templo, Davi orou em alta voz: “Teu, Senhor, é o poder, agrandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, Senhor, éo reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tuamão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força” (1 Crônicas 29:11-12). Deus tem zelo por sua própria glória sem egoísmo, porque nEle não há pecado. Deus diz “a minhaglória, não a darei a outrem” (Is. 48:11), porque não há ninguém maior em santidade, honra e poder. "Aquem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? — diz o Santo" (Is. 40:25). Deus é Supremo criadore benfeitor, que faz todas as coisas para que o Seu nome seja exaltado e glorificado. O Deus que abriu oMar Vermelho, que fez a terra parar de girar, que destronou reis e levantou nações, que guiou o Seu povono deserto e fez cair alimento do céu, que derrubou as muralhas de Jericó e conquistou a terra de Canaã. As percepções inadequadas sobre a pessoa de Deus resultam em indiferença norelacionamento com Ele. Quando Deus não é honrado e glorificado como Supremo Senhor, a indiferençaem nossas vidas torna-se visível. Precisamos ter uma visão clara sobre a majestade e supremacia donosso Deus para que possamos banir qualquer vestígio de indiferença das nossas vidas. J. I. Paker, no seulivro “O conhecimento de Deus” faz um sério alerto aos leitores logo nas primeiras páginas: “Despreze avisão correta sobre Deus e você estará sentenciando a si mesmo a passar a vida aos tropeções, como umcego, sem nenhum senso de direção.” Muitos naufrágios espirituais iniciaram por uma visão inadequada sobre Deus e sua Majestade.Alguns cristãos que corriam bem já não estão na corrida porque começaram a desconsiderar a grandeza doSenhor em suas vidas. O cristianismo hoje em dia se encontra raquítico porque muitos pastoresdesprezaram a percepção gloriosa da supremacia de Deus. Por isso é fundamental termos uma teologiacorreta com base na verdade das Escrituras. Você há de concordar que não sobra espaço para a indiferença em nossas vidas se considerarmos ainsondável grandeza de Deus. O salmista Davi reconheceu a importância disto: “Meditarei no gloriosoesplendor da tua majestade e nas tuas maravilhas. Falarei do poder dos teus feitos tremendos e contarei atua grandeza” (Salmo 145: 6-7). Quando o profeta Isaías contemplou a beleza da Majestade divina ele nãoficou indiferente ao chamado divino para a Sua vida, mas prontamente se dispôs: “Eis-me aqui, envia-me amim.”
  4. 4. 3 - Desconsiderar a solenidade do genuíno culto a Deus (7, 8, 10, 12, 13, 14a) Um dos aspectos do culto no AT era o sacrifício de animais para expiar pecados do ofertante. Masos sacerdotes estavam ofertando animais impuros e defeituosos no templo sem nenhum constrangimento.A denúncia do profeta Malaquias é extensa, pois tem o objetivo de enfatizar a gravidade de tais atitudes. Oprofeta inspirado por Deus sugere que seria melhor fechar as portas do templo e suspender os sacrifícios,pois o Senhor não estava aceitando nenhum deles. A indiferença dos sacerdotes era tão grande que nãolevaram em conta o mandamento do Senhor em Dt. 17:1: “Não sacrificarás ao Senhor, teu Deus, novilho ouovelha em que haja imperfeição ou algum defeito grave; pois é abominação ao Senhor, teu Deus.” Portanto,estes sacrifícios causavam total repugnância da parte de Deus. O veredicto divino é bem claro: "Eu nãotenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta." Nenhum culto éaceitável a Deus quando o padrão exigido por Ele é abandonado ou desprezado. Deus definitivamente nãosuporta iniqüidade associada ao ajuntamento solene (Is. 1:13). O Senhor reprova aqueles que fazem a Suaobra relaxadamente (Jr. 48:10). O profeta Isaías também fez várias denúncias contra Israel sobre o culto que era prestado a Deus:“Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração estálonge de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmenteaprendeu” (Is. 29:13). O cristão que chega ao ponto de cultuar a Deus de forma mecânica sem asinceridade de coração torna-se cada vez mais indiferente à medida que o tempo passa. Precisamosprestar atenção às palavras que entoamos ou às orações de confissão de pecados que fazemos, para quea indiferença não nos domine. Nossa vida inteira deve ser um culto a Deus. Mas precisamos lembrar que qualquer ato de adoraçãosó será aceito por Deus quando feito sob a orientação de Deus. Quando desconsideramos a necessidadedo culto genuíno a Deus, assumimos a atitude de indiferença para com as coisas de Deus e concluímoserroneamente que seremos aceitos por Ele. Precisamos entender que nem tudo que é feito em nome deJesus possui a aprovação divina. Infelizmente, os cultos em muitas igrejas que carregam o nome de cristãsnão exaltam o Nome de Cristo e Sua Palavra. Deus não se agrada de tudo o que fazemos supostamenteem seu nome, por isso devemos ser obedientes a Ele e descobrir o que realmente lhe agrada. NasInstitutas, Calvino escreveu que "somente a Deus compete estabelecer o modo como importa ser adorado."Recentemente a Rede Globo promoveu o Troféu Promessas para premiar os melhores nomes da músicagospel brasileira. A mesma rede de televisão que apóia o homossexualismo e a degeneração da famíliaagora deseja engolir a fatia do mercado evangélico. Foi um culto?! O verdadeiro culto a Deus implica em entrega e renúncia. Mas muitas vezes o que oferecemos aDeus são as sobras: a sobra do nosso tempo, a sobra da nossa energia, a sobra da nossa atenção, a sobrados nossos bens, a sobra de nossos recursos, a sobra de nossos talentos, a sobra de nós. Isto nunca seráaceitável a Deus, pois Ele é digno da excelência em tudo o que ofertamos para Ele. Importa que osverdadeiros adoradores adorem a Deus em espírito e em verdade, pois sabemos que o Senhor conhece asreais intenções do coração.O que você tem ofertado a Deus? Será que Deus aceita o culto que você presta a Ele? É uma perguntaretórica que exige profunda reflexão. E como toda a nossa vida deve ser vivida como um culto a Deusamplia-se a abrangência da resposta. Malaquias falou para pessoas que transformaram o culto a Deusnuma adoração mecânica e desprovida de significado real. Será que nós não estamos inseridos no mesmocontexto do profeta Malaquias? Precisamos acordar da nossa indiferença para com o Senhor e buscar maise mais viver em comunhão com Ele, sem negligenciar a importância da adoração que Ele requer de nós.

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