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Atributos desejáveis para um coordenador de grupos

Na apresentação, o autor faz uma síntese, baseada na obra “Como trabalhamos com grupos”, de David Zimerman e Luiz Carlos Osório, acerca das atribuições básicas para um coordenador de grupos atuando em áreas diversas, utilizando-se do enfoque psicanalítico para sua orientação.

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ATRIBUTOS DESEJÁVEIS PARA UM 
COORDENADOR DE GRUPOS* 
* Baseado em “Como trabalhamos com 
grupos”, de David Zimerman e Luiz Carlos 
Osório, publicado pela Editora Artmed, 
Porto Alegre, Brasil.
CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA 
UM COORDENADOR DE GRUPOS 
 O texto resumido aborda “de forma mais direta, 
abrangente e enfática, as condições necessárias, 
ou pelo menos desejáveis, para a pessoa que 
coordena grupos”. 
 No texto, “coordenador” é encarado em seu 
sentido amplo, dizendo respeito a coordenadores 
de grupos sem maiores formalismos, como uma 
creche; um grupo de autoajuda, com suas 
lideranças; uma sala de aula universitária com 
seu professor; até a um grupo psicanalítico com 
um grupoterapeuta.
O COORDENADOR DE 
GRUPOS 
 Um condutor de grupo sempre representa um importante 
papel de figura transferencial, mas o texto supracitado 
trata do “real” da pessoa do coordenador, tomando-o pelo 
que ele é em sua personalidade e esclarecendo a este os 
atributos humanos que lhe são importantes no exercício 
da função de coordenador de grupo. 
 O autor, antes de enumerar os atributos desejáveis à 
pessoa que coordena grupos, faz a ressalva 
“de que a discriminação em separado dos diversos atributos 
a seguir mencionados pode dar uma falsa impressão de que 
estamos pegando uma enormidade de requisitos para um 
coordenador de grupo, quase que configurando uma 
condição de “super-homem”. Se realmente for essa a 
impressão deixada, peço ao leitor que releve, pois tudo se 
passa de forma simultânea, conjunta e natural, e a 
quantidade de itens descritos não é mais do que um 
esquema de propósito didático”. (grifo meu)
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Gostar e acreditar em grupos – Qualquer 
atividade profissional exige que o praticante 
goste do que faz. Isso não é exceção para o 
coordenador de grupo. É importante que ele 
goste do que faz, também, para que os membros 
do grupo não percebam na sua atuação 
profissional características como enfado, 
desânimo, falsidade etc. O autor ressalta, nesse 
ponto, que “cabe deixar bem claro que o fato de 
se gostar de trabalhar com grupos de modo 
algum exclui o fato de vir a sentir transitórias 
ansiedades, cansaço, descrenças, etc.”.
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Amor às verdades – Além de um dever ético, ter 
uma postura veraz na condução de um grupo é 
um princípio técnico fundamental, em especial 
em grupos psicanalíticos, nos quais somente 
pelas verdades interiores os pacientes poderão 
chegar a verdadeiras mudanças internas. 
“Ademais, tal atitude do grupoterapeuta modelará 
a formação do indispensável clima de uma leal 
franqueza entre os membros que partilham uma 
grupoterapia”.
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Coerência – o coordenador de um grupo está 
sempre exercendo um grau de função educadora 
e, portanto, lhe é essencial, apesar de impossível 
em todos os instantes de sua atuação, coerência 
para estabelecer confiança nos membros do 
grupo quanto à relação entre a sua postura, 
atuação, seus valores, crenças, ou, 
resumidamente, sua idiossincrasia.
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Senso de ética – É essencial que o coordenador 
de grupo mantenha sigilo daquilo que lhe é 
passado durante as sessões por seus pacientes, 
assim como também deve propiciar aos mesmos 
o “alargamento do espaço interior e exterior de 
cada um deles, através da aquisição de um 
senso de liberdade de todos, desde que essa 
liberdade não invada a dos outros”. Desse modo, 
o coordenador de grupo deve impedir que seus 
conceitos e julgamentos sejam interferências no 
processo grupal, relegando a estes um espaço 
exterior ao do grupo.
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Respeito – Significa olhar para o outro como 
diferente de si mesmo, no caso o coordenador, 
com uma distância necessária para não enxergar 
de modo parcial, e com tolerância e paciência 
para aceitar as diferenças, falhas e defeitos dos 
demais seres humanos que são parte do seu 
grupo. 
 Paciência – O termo deve ser encarado como 
uma postura ativa de espera pelo 
desenvolvimento do outro. No caso de um grupo, 
pode ser a espera de que um determinado 
membro “reduza a sua possível ansiedade 
paranoide inicial, adquira uma confiança basal 
nos outros”, entre outros estágios.
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Continente – Expressão original de Bion, diz 
respeito “a uma capacidade que uma mãe deve 
possuir para poder acolher e conter as 
necessidades e angústias do seu filho, ao 
mesmo tempo que as vai compreendendo, 
desintoxicando, emprestando um sentido, um 
significado e especialmente um nome, para só 
então devolvê-las à criança na dose e no ritmo 
adequados às capacidades desta”. É importante, 
pois permite ao coordenador do grupo “conter as 
possíveis fortes emoções que podem emergir no 
campo grupal provindas de cada um e de todos e 
que, por vezes, são colocadas de forma maciça e 
volumosa dentro de sua pessoa”.
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Capacidade negativa – Condição de 
reconhecimento e contenção de emoções 
negativas despertas por motivos como o de não 
saber o que está se passando na dinâmica do 
grupo, ou mesmo a existência de dúvidas, 
sentimentos despertados, etc. Assim, espera-se 
que o coordenador do grupo seja capaz de 
reconhecer e conter suas próprias angústias e 
sentimentos inadequados, sem que se sinta 
envergonhado ou culpado por vivenciá-los. 
Nesse caso, é importante e recomendado o 
tratamento com um analista capacitado.
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Função de ego auxiliar – Consiste na habilidade 
do coordenador do grupo de exercer as funções 
de ego (perceber, pensar, conhecer, discriminar, 
juízo crítico, etc.) que porventura ainda não 
estiverem suficientemente desenvolvidas nos 
membros do grupo. Dentre essas funções, o 
autor destaca as de pensar, discriminar e 
comunicar, que deverão ser analisadas, 
pensadas e facilitadas pelo coordenador do 
grupo em relação aos membros deste.
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Traços caracterológicos – O coordenador de 
grupo deve conhecer profundamente seus traços 
de personalidade e de caráter, de modo que 
possa perceber em si, a presença ou a ausência, 
de comportamentos exageradamente obsessivos 
(pouca resiliência, tolerância a atrasos e outras 
intempéries, obsessão por organização 
excessiva, etc.), fóbicos (evitar o contato com 
situações angustiantes, fuga dessas mesmas 
situações), narcisistas (o culto a si mesmo, o 
olhar voltado apenas para si e que desconsidera 
o outro, menosprezando-o em relação ao “eu” 
detentor de uma erudição, estilos de vida, 
esperteza, inteligência, raciocínio, entre outros, 
considerados superiores aos dos membros do
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Modelo de identificação – A situação grupal 
“propicia uma oportunidade para que os participantes 
introjetem a figura do coordenador e, dessa forma, 
identifiquem-se com muitas características e 
capacidades dele”. O conhecimento desse 
mecanismo é importante para a atuação do 
coordenador, de modo que ele pode planejar o que 
deseja que seja introjetado pelos membros do grupo, 
num processo de identificação, assim como o de 
perceber e desfazer “identificações patógenas que 
podem estar ocupando um largo espaço na mente 
dos pacientes”. 
 Empatia – Significa acompanhar o sofrimento do 
outro como se estivesse dentro do corpo deste, ou 
seja, “empatia refere-se ao atributo do coordenador 
de um grupo de poder se colocar no lugar de cada
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Síntese e integração – Ao conceito de síntese, diz 
respeito à capacidade de se extrair um denominador 
comum dentre as características e demandas dos 
membros do grupo, mesmo que aparentem, por 
vezes, serem totalmente diferentes entre si, 
“unificando e centralizando-se na tarefa própria do 
grupo, quando este for operativo, ou no emergente 
das ansiedades inconscientes, no caso de grupo 
voltado ao insight”. Similar à síntese é o conceito de 
integração, que designa a habilidade do coordenador 
do grupo em juntar aspectos opostos surgidos no 
grupo de modo a integrá-los, tendo antes facilitado a 
discriminação dos mesmos pelos seus membros, 
evitando que estes fiquem confusos, ou pelo menos 
pouco claros aos seus membros, o que deverá 
colaborar para a harmonia intra grupo.
OS ATRIBUTOS DO 
COORDENADOR DE GRUPOS 
 Síntese e integração 
 Essa mesma harmonia intra grupo desse ser 
proporcionada e observada nas relações de seus 
membros com as demais pessoas com as quais 
esses têm relações, de modo que possam 
discriminar uma cadeia de relações em que cada 
um visualize a sua posição, o seu papel e as 
suas habilidades, o que também implicaria na 
identificação do modelo de lideranças, ou seja, o 
de uma hierarquia contraposta, na qual alguém 
lidera e coordena os demais, mas que também 
exige a participação ativa de todos para a 
homeostase de um agrupamento e de um grupo, 
proporcionando a sua manutenção e a sua 
continuidade.
CRÉDITOS 
 Aluno: Marcio Dias 
 Curso de Psicologia – Centro de Ciências 
Biológicas 
 Universidade Estadual de Londrina 
 Disciplina: “Dinâmica de Grupos e Relações 
Humanas”. 
 Docente: Sérgio Ricardo Beloni. 
 Londrina, 26 de maio de 2011.

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Atributos desejáveis para um coordenador de grupos

  • 1. ATRIBUTOS DESEJÁVEIS PARA UM COORDENADOR DE GRUPOS* * Baseado em “Como trabalhamos com grupos”, de David Zimerman e Luiz Carlos Osório, publicado pela Editora Artmed, Porto Alegre, Brasil.
  • 2. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA UM COORDENADOR DE GRUPOS  O texto resumido aborda “de forma mais direta, abrangente e enfática, as condições necessárias, ou pelo menos desejáveis, para a pessoa que coordena grupos”.  No texto, “coordenador” é encarado em seu sentido amplo, dizendo respeito a coordenadores de grupos sem maiores formalismos, como uma creche; um grupo de autoajuda, com suas lideranças; uma sala de aula universitária com seu professor; até a um grupo psicanalítico com um grupoterapeuta.
  • 3. O COORDENADOR DE GRUPOS  Um condutor de grupo sempre representa um importante papel de figura transferencial, mas o texto supracitado trata do “real” da pessoa do coordenador, tomando-o pelo que ele é em sua personalidade e esclarecendo a este os atributos humanos que lhe são importantes no exercício da função de coordenador de grupo.  O autor, antes de enumerar os atributos desejáveis à pessoa que coordena grupos, faz a ressalva “de que a discriminação em separado dos diversos atributos a seguir mencionados pode dar uma falsa impressão de que estamos pegando uma enormidade de requisitos para um coordenador de grupo, quase que configurando uma condição de “super-homem”. Se realmente for essa a impressão deixada, peço ao leitor que releve, pois tudo se passa de forma simultânea, conjunta e natural, e a quantidade de itens descritos não é mais do que um esquema de propósito didático”. (grifo meu)
  • 4. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Gostar e acreditar em grupos – Qualquer atividade profissional exige que o praticante goste do que faz. Isso não é exceção para o coordenador de grupo. É importante que ele goste do que faz, também, para que os membros do grupo não percebam na sua atuação profissional características como enfado, desânimo, falsidade etc. O autor ressalta, nesse ponto, que “cabe deixar bem claro que o fato de se gostar de trabalhar com grupos de modo algum exclui o fato de vir a sentir transitórias ansiedades, cansaço, descrenças, etc.”.
  • 5. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Amor às verdades – Além de um dever ético, ter uma postura veraz na condução de um grupo é um princípio técnico fundamental, em especial em grupos psicanalíticos, nos quais somente pelas verdades interiores os pacientes poderão chegar a verdadeiras mudanças internas. “Ademais, tal atitude do grupoterapeuta modelará a formação do indispensável clima de uma leal franqueza entre os membros que partilham uma grupoterapia”.
  • 6. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Coerência – o coordenador de um grupo está sempre exercendo um grau de função educadora e, portanto, lhe é essencial, apesar de impossível em todos os instantes de sua atuação, coerência para estabelecer confiança nos membros do grupo quanto à relação entre a sua postura, atuação, seus valores, crenças, ou, resumidamente, sua idiossincrasia.
  • 7. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Senso de ética – É essencial que o coordenador de grupo mantenha sigilo daquilo que lhe é passado durante as sessões por seus pacientes, assim como também deve propiciar aos mesmos o “alargamento do espaço interior e exterior de cada um deles, através da aquisição de um senso de liberdade de todos, desde que essa liberdade não invada a dos outros”. Desse modo, o coordenador de grupo deve impedir que seus conceitos e julgamentos sejam interferências no processo grupal, relegando a estes um espaço exterior ao do grupo.
  • 8. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Respeito – Significa olhar para o outro como diferente de si mesmo, no caso o coordenador, com uma distância necessária para não enxergar de modo parcial, e com tolerância e paciência para aceitar as diferenças, falhas e defeitos dos demais seres humanos que são parte do seu grupo.  Paciência – O termo deve ser encarado como uma postura ativa de espera pelo desenvolvimento do outro. No caso de um grupo, pode ser a espera de que um determinado membro “reduza a sua possível ansiedade paranoide inicial, adquira uma confiança basal nos outros”, entre outros estágios.
  • 9. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Continente – Expressão original de Bion, diz respeito “a uma capacidade que uma mãe deve possuir para poder acolher e conter as necessidades e angústias do seu filho, ao mesmo tempo que as vai compreendendo, desintoxicando, emprestando um sentido, um significado e especialmente um nome, para só então devolvê-las à criança na dose e no ritmo adequados às capacidades desta”. É importante, pois permite ao coordenador do grupo “conter as possíveis fortes emoções que podem emergir no campo grupal provindas de cada um e de todos e que, por vezes, são colocadas de forma maciça e volumosa dentro de sua pessoa”.
  • 10. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Capacidade negativa – Condição de reconhecimento e contenção de emoções negativas despertas por motivos como o de não saber o que está se passando na dinâmica do grupo, ou mesmo a existência de dúvidas, sentimentos despertados, etc. Assim, espera-se que o coordenador do grupo seja capaz de reconhecer e conter suas próprias angústias e sentimentos inadequados, sem que se sinta envergonhado ou culpado por vivenciá-los. Nesse caso, é importante e recomendado o tratamento com um analista capacitado.
  • 11. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Função de ego auxiliar – Consiste na habilidade do coordenador do grupo de exercer as funções de ego (perceber, pensar, conhecer, discriminar, juízo crítico, etc.) que porventura ainda não estiverem suficientemente desenvolvidas nos membros do grupo. Dentre essas funções, o autor destaca as de pensar, discriminar e comunicar, que deverão ser analisadas, pensadas e facilitadas pelo coordenador do grupo em relação aos membros deste.
  • 12. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Traços caracterológicos – O coordenador de grupo deve conhecer profundamente seus traços de personalidade e de caráter, de modo que possa perceber em si, a presença ou a ausência, de comportamentos exageradamente obsessivos (pouca resiliência, tolerância a atrasos e outras intempéries, obsessão por organização excessiva, etc.), fóbicos (evitar o contato com situações angustiantes, fuga dessas mesmas situações), narcisistas (o culto a si mesmo, o olhar voltado apenas para si e que desconsidera o outro, menosprezando-o em relação ao “eu” detentor de uma erudição, estilos de vida, esperteza, inteligência, raciocínio, entre outros, considerados superiores aos dos membros do
  • 13. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Modelo de identificação – A situação grupal “propicia uma oportunidade para que os participantes introjetem a figura do coordenador e, dessa forma, identifiquem-se com muitas características e capacidades dele”. O conhecimento desse mecanismo é importante para a atuação do coordenador, de modo que ele pode planejar o que deseja que seja introjetado pelos membros do grupo, num processo de identificação, assim como o de perceber e desfazer “identificações patógenas que podem estar ocupando um largo espaço na mente dos pacientes”.  Empatia – Significa acompanhar o sofrimento do outro como se estivesse dentro do corpo deste, ou seja, “empatia refere-se ao atributo do coordenador de um grupo de poder se colocar no lugar de cada
  • 14. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Síntese e integração – Ao conceito de síntese, diz respeito à capacidade de se extrair um denominador comum dentre as características e demandas dos membros do grupo, mesmo que aparentem, por vezes, serem totalmente diferentes entre si, “unificando e centralizando-se na tarefa própria do grupo, quando este for operativo, ou no emergente das ansiedades inconscientes, no caso de grupo voltado ao insight”. Similar à síntese é o conceito de integração, que designa a habilidade do coordenador do grupo em juntar aspectos opostos surgidos no grupo de modo a integrá-los, tendo antes facilitado a discriminação dos mesmos pelos seus membros, evitando que estes fiquem confusos, ou pelo menos pouco claros aos seus membros, o que deverá colaborar para a harmonia intra grupo.
  • 15. OS ATRIBUTOS DO COORDENADOR DE GRUPOS  Síntese e integração  Essa mesma harmonia intra grupo desse ser proporcionada e observada nas relações de seus membros com as demais pessoas com as quais esses têm relações, de modo que possam discriminar uma cadeia de relações em que cada um visualize a sua posição, o seu papel e as suas habilidades, o que também implicaria na identificação do modelo de lideranças, ou seja, o de uma hierarquia contraposta, na qual alguém lidera e coordena os demais, mas que também exige a participação ativa de todos para a homeostase de um agrupamento e de um grupo, proporcionando a sua manutenção e a sua continuidade.
  • 16. CRÉDITOS  Aluno: Marcio Dias  Curso de Psicologia – Centro de Ciências Biológicas  Universidade Estadual de Londrina  Disciplina: “Dinâmica de Grupos e Relações Humanas”.  Docente: Sérgio Ricardo Beloni.  Londrina, 26 de maio de 2011.