Licoesbiblicas jan-mar2009-santificacao-pessoal

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Licoesbiblicas jan-mar2009-santificacao-pessoal

  1. 1. B ÍBLICASLIÇÕES 1º TRIMESTRE – 2009 – Nº 286 REVISTA PARA ESTUDOS NAS ESCOLAS BÍBLICAS
  2. 2. MISSÃO DA ESCOLA BÍBLICA———————————————————————————— Transformar as pessoas em discípulas de Cristo, através do ensino e da prática da palavra de Deus.
  3. 3. B ÍBLICASLIÇÕES 1º TRIMESTRE – 2009 – Nº 286 REVISTA PARA ESTUDOS NAS ESCOLAS BÍBLICAS Copyright © 2009 – Igreja Adventista da Promessa Revista para estudos na Escola Bíblica. É proibida a reprodução parcial ou total sem autorização da Igreja Adventista da Promessa. DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ decapgeral@hotmail.com Diretor Pr. Genilson S. da Silva Conselho Editorial Pr. Adelmilson Júlio Pereira Pr. Aléssio Gomes de Oliveira Pr. Ednei Rodrigues Brito Pr. Genilson S. da Silva Pr. Irgledson Irvison Galvão Pr. José Lima de Farias Filho Pr. Manoel Lino Simão Pr. Manoel Pereira Brito Pr. Otoniel Alves de Oliveira Pr. Sebastião Lino Simão Pr. Valdeci Nunes de Oliveira expediente REDAÇÃO Seleção de hinos Dsa. Vilma Martins Bertulino Jornalista responsável Pr. Elias Pitombeira de Toledo Leituras diárias Eleinton Willian de Souza Freitas MTb. 24.465 Atendimento e tráfego Geni Ferreira Lima Fone: (11) 2955-5141 Redação e preparação Pr. Genilson S. da Silva de originais Assinaturas Informações na página 96 Revisão de textos Eudoxiana Canto Melo Editoração Marcorélio Murta e Ana Luiza Assumpção IMPRESSÃO Capa Farol Editorial e Design Prol Editora Gráfica com foto da StockXpert Av. Papaiz, 581 – Diadema, SP – Fone: (11) 2169-6199 REDAÇÃO – Rua Boa Vista, 314 – 6º andar – Conj. A – Centro – São Paulo – SP – CEP 01014-030 Fone: (11) 3119-6457 – Fax: (11) 3107-2544 – www.portaliap.com – secretariaiap@terra.com.br
  4. 4. SUMÁRIO ABREVIATURAS 4 APRESENTAÇÃO 5 1 A exigência da santificação pessoal 7 2 A natureza da santificação pessoal 13 3 O começo da santificação pessoal 20 4 A parceria na santificação pessoal 27 5 O processo da santificação pessoal 34 6 A amplitude da santificação pessoal 41 7 A evidência da santificação pessoal 47 8 A inimiga da santificação pessoal 54 9 O declínio da santificação pessoal 60 10 A sondagem da santificação pessoal 67 11 A retomada da santificação pessoal 73 12 A insistência na santificação pessoal 79 13 A plenitude da santificação pessoal 86
  5. 5. ABREVIATURAS DE LIVROS DA BÍBLIAUTILIZADAS NAS LIÇÕES Antigo Testamento NOVO Testamento Gênesis Gn Mateus Mt Êxodo Ex Marcos Mc Levítico Lv Lucas Lc Números Nm João Jo Deuteronômio Dt Atos At Josué Js Romanos Rm Juízes Jz I Coríntios I Co Rute Rt II Coríntios II Co I Samuel I Sm Gálatas Gl II Samuel II Sm Efésios Ef I Reis I Re Filipenses Fp II Reis II Re Colossenses Cl I Crônicas I Cr I Tessalonicenses I Ts II Crônicas II Cr II Tessalonicenses II Ts Esdras Ed I Timóteo I Tm Neemias Ne II Timóteo II Tm Ester Et Tito Tt Jó Jó Filemon Fm Salmos Sl Hebreus Hb Provérbios Pv Tiago Tg Eclesiastes Ec I Pedro I Pe Cantares Ct II Pedro II Pe Isaías Is I João I Jo Jeremias Jr II João II Jo Lamentações Lm III João III Jo Ezequiel Ez Judas Jd Daniel Dn Apocalipse Ap Oséias Os Joel Jl Amós Am Obadias Ob Jonas Jn Miquéias Mq Naum Na Habacuque Hc Sofonias Sf Ageu Ag Zacarias Zc Malaquias MlABREVIATURAS DE TRADUÇÕES EVERSÕES BÍBLICAS UTILIZADAS NAS LIÇÕES BLH – Bíblia na Linguagem de Hoje BV – Bíblia Viva RA – Revista e Atualizada BJ – Bíblia de Jerusalém RC – Revista e Corrigida TEB – Tradução Ecumênica da Bíblia NVI – Nova Versão Internacional NTLH – Nova Tradução na Ling. de Hoje
  6. 6. APRESENTAÇÃO É com gratidão a Deus que apresentamos aos estudantes das escolasbíblicas da Igreja Adventista da Promessa a mais nova série de lições bíbli-cas, que tem como título Santificação Pessoal. Ao todo, são treze lições. A lição 01, A Exigência da Santificação Pessoal, enfatiza que tanto o Antigoquanto o Novo Testamento deixam muito claro que a santificação não deveser encarada como uma opção pessoal, mas como uma ordem divina. A lição 02, A Natureza da Santificação Pessoal, define santificação apartir de quatro níveis espirituais: separação para Deus, imputação deCristo como nossa santidade, purificação do mal moral e conformidadecom a imagem de Cristo. A lição 03, O Começo da Santificação Pessoal, explica que a santifica-ção começa na regeneração, que é uma obra divina, sendo que Deuscapacita espiritualmente o pecador a responder positivamente, pela fé, àsalvação em Cristo. A lição 04, A Parceria na Santificação Pessoal, esclarece que não estamosisentos de responsabilidade, quanto ao desenvolvimento de nossa santifi-cação pessoal, mas que contamos com a poderosa parceria do Deus Trino. A lição 05, O Processo de Santificação Pessoal, demonstra que a santi-ficação pessoal realiza-se em nós através de um processo contínuo, quedurará por toda a nossa vida terrena. A lição 06, A Amplitude da Santificação Pessoal, revela que a santifi-cação é abrangente, pois afeta o ser humano de maneira integral. Elaenvolve o intelecto, as emoções, a vontade e o corpo físico. A lição 07, A Evidência da Santificação Pessoal, mostra que é preciso epossível evidenciar, no dia-a-dia, de maneira prática, a santificação, atra-vés das boas obras, nos ambientes familiar, religioso e secular. A lição 08, A Inimiga da Santificação Pessoal, não somente aborda oensino bíblico sobre a natureza, a atuação e o propósito da cobiça, anossa inimiga interna, mas também aponta princípios espirituais paraenfrentá-la vitoriosamente. A lição 09, O Declínio da Santificação Pessoal, destaca que, num tem-po em que a santidade está em baixa, é imprescindível portar-se comdiligência, indispensável andar com discernimento e fundamental contarcom a capacitação divina. www.portaliap.com | 5
  7. 7. A lição 10, A Sondagem da Santificação Pessoal, considera o claro eamplo ensino das Escrituras Sagradas a respeito do significado, da am-plitude e da realização da sondagem do nosso coração. A lição 11, A Retomada da Santificação Pessoal, salienta que é possívelretomar a santificação pessoal por meio da confissão de pecados, quenão somente remove a nossas imundícia, mas também renova a nossafelicidade e restaura a nossa comunhão. A lição 12, A Insistência na Santificação Pessoal, ressalta que por ter-mos, diante de nós, um prêmio durável, um corpo glorioso e uma pátriacelestial, precisamos ser insistentes em nossa santificação pessoal. A lição 13, A Plenitude da Santificação Pessoal, conclui a série, mos-trando que jamais seremos totalmente santos nesta vida, uma vez que asantificação pessoal só será plena na volta de Cristo. Somos gratos a Deus pela equipe do Departamento de Educação Cris-tã – formada pelos pastores Valdeci Nunes de Oliveira, Alan K. Perei-ra Rocha, pelo missionário Eleilton William de Souza Freitas e pela irmãEudoxiana Canto Melo – que contribuiu grandemente na pesquisa e naprodução destas lições bíblicas. Também louvamos a Deus pela vida dopastor José Lima de Farias Filho, que novamente ofereceu a sua valiosacolaboração. Que, em 2009, cresçamos mais e mais em nossa santificação pessoal.Que sejamos cada vez mais uma igreja santa para o Deus Santo! Ao Rei eterno, sejam dadas a honra e a glória, para todo o sempre! Amém. Pr. Genilson S. da Silva Diretor do DEC6 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  8. 8. 1 3 jan 2009 A exigência da santificação pessoal Hinos sugeridos: BJ 12 – CC 176 / BJ 296 – CC 301 leitura diÁria objetivo Domingo, 28 de dezembro....Hb 12:12-14 Mostrar ao estudante da Segunda, 29..........................................Gn 17:1-2 palavra de Deus que a Terça, 30..................................................... Dt 7:6-9 . santificação não deve ser Quarta, 31..........................................Lv 11:44-45 encarada como opção Quinta, 1 de janeiro........................... Lv 19:1-2 pessoal, mas como uma Sexta, 2...............................................I Pe 1:15-16 . exigência divina. Sábado, 3..............................................Ef 5:14-15 . TEXTO BÁSICO: Segui a paz com todos e a santificação, sem a qualninguém verá o Senhor. (Hb 12:14) INTRODUÇÃO: Na lição desta semana, primeira de uma nova sériede lições bíblicas que tem por título: Santificação pessoal, veremoscomo a Bíblia Sagrada nos ensina a lidar com a santificação: Será estauma opção pessoal ou uma ordem divina? Ao longo deste estudo e detodo o trimestre, abramos a palavra de Deus e deixemos que ela, queé viva e eficaz, mais cortante do que qualquer espada de dois gumes(Hb 4:12), nos molde, e nos ajude a sermos, de fato, “uma igreja santapara o Deus santo”. I – ABRINDO A PALAVRA DE DEUS Durante toda a sua história, a igreja sempre sofreu com ataques defalsos mestres que disseminaram doutrinas mentirosas entre os crentes.Uma dessas “falsas doutrinas” é o chamado antinomismo.1 Os defensoresdessa falsa crença anulam toda obrigação da lei e acreditam que, na vidacristã, a necessidade de santificação é totalmente descartada e pode ser1. Shedd, Russell P. Lei, graça e santificação. 2 ed. São Paulo: Vida Nova, (1998:29). www.portaliap.com | 7
  9. 9. assumida como opcional aos crentes. Pensam que a graça é tão abran-gente que todo esforço para fazer o que Deus manda é desnecessário eaté mesmo errado. Será mesmo que a Bíblia concorda com isso? É certo que não! Viver emsantidade na palavra de Deus não é uma opção pessoal, é uma exigênciadivina! A Bíblia ensina que a nossa salvação é conseguida única e exclusi-vamente pela graça, através do sacrifício de Jesus; porém, também ensinaque, uma vez salvos, devemos nos esforçar para vivermos em santidade.Veremos, a seguir, que, tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deusnão simplesmente nos convida a sermos santos, mas ordena isso. 1. As exigências divinas quanto à santificação pessoal no AntigoTestamento: A palavra santo com todos os seus correlatos, tais como,“santidade”, “santificação”, “santificado”, “santificar”, “santíssimo”, aparecemquase quinhentas vezes, nas páginas do Antigo Testamento. Santidade é aqualidade mais usada para descrever a fé em Deus e também é a qualidademais repetidamente enfatizada, no que diz respeito à natureza divina2 (cf.Lv 19:2, 20:26; Is 6:3; Sl 99:3,5,9; Os 11:9; Am 4:2). Vejamos alguns textos. No livro de Gênesis, no episódio em que Deus mudou o nome de Abrãopara Abraão, lemos: Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minhavontade e seja íntegro (Gn 17:1 – NVI). Essa é uma das primeiras referênciasclaras à santidade exigida por Deus, por parte daqueles que o servem, noAntigo Testamento. Deus deixou claro a Abraão que ele se importava como seu modo de andar. Ele entendeu isso. Anos depois, Deus disse a Isaque:Abraão obedeceu a minha voz, e guardou o meu mandamento (Gn 26:5). Em Êxodo, no capítulo 20, depois de haver libertado o povo de Israelda escravidão, por meio de uma voz audível e “terrível”, Deus transmitesua lei ao povo. É importante lembrarmos que o povo de Israel foi salvounicamente pela graça: O Senhor não se afeiçoou de vós e vos escolheu porserdes mais numerosos (...). Mas por que vos amava (Dt 7:7-8). No entanto,não foram salvos sem propósito. Israel foi alcançado por Deus para ser umpovo santo (Dt 7:6, 14:2,21) e os mandamentos serviriam para orientá-losnessa missão. Eles disseram: Tudo o que o Senhor falou faremos (Ex 24:7). Além da lei moral, todo o livro de Levítico foi escrito com “o objetivosingular de convocar o povo de Deus para a santidade pessoal”.3 A ex-pressão: Sede santos por que eu, o Senhor vosso Deus, sou santo, repete-sevárias vezes (cf. Lv 11:44-45, 19:2, 20:7). “Santidade ao Senhor” é o tema2. mith, Ralph L. Teologia do Antigo Testamento: história, método e mensagem. São Paulo: S Vida Nova, )2001:180).3. llisen, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. 2 Ed. São Paulo: Editora Vida, E (2007:48).8 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  10. 10. do Livro.4 Com a escrita de Levítico, Deus ensina como o povo poderiaaproximar-se dele de maneira santa, e mostra que santidade é uma exi-gência sua: Sereis para mim santos, porque eu, o Senhor sou santo, e vosseparei (...) para serdes meus (Lv 20:26). Os capítulos 17 a 26 de Levítico são chamados pelos comentaristasde “O código de santidade”, e mostram que a santidade de Deus impõeum padrão completo de comportamento ao povo que ele escolheu, “demaneira que a santidade dele faz da santidade responsiva do povo umaexigência inapelável”.5 Todo o povo é conclamado a viver de um modosanto, que, com base em Levítico, é integral, envolve todos os aspectosdo comprometimento pessoal, familiar e social. Concluímos este primeiro item com palavras de Ralph L. Smith. Eledisse que santidade, no Antigo Testamento, “diz respeito ao chamadode Deus e a exigência de que as pessoas sejam santas como ele ésanto, no sentido de que sejam puras, limpas, justas e compassivas”.6Não foi à toa que, através de Isaías, o Senhor disse: Lavem-se! Lim-pem-se! Removam as suas más obras para longe da minha vista! (Is1:16). Passemos a considerar, agora, as exigências do Novo Testa-mento quanto à santificação pessoal. 2. As exigências divinas quanto à santificação pessoal no NovoTestamento: Apesar de não ser tão freqüente como no Antigo Testa-mento, a palavra santo e os seus correlatos se repetem, nas páginas doNovo Testamento, de maneira um tanto quanto significativa: Mais deduzentas vezes! E, ao examinarmos as passagens referentes ao assunto, aexemplo do Antigo Testamento, descobrimos que a santificação pessoaltambém é encarada como uma exigência no Novo Testamento. Destaca-mos dois textos a seguir. O primeiro texto, e, talvez, o mais enfático dentre os dois, é o de He-breus 12:14, em que lemos: Segui a paz com todos e a santificação, sem aqual ninguém verá o Senhor. Essa passagem é muito clara quanto à ne-cessidade absoluta de santidade. A palavra “segui” é enfática e expressaalgo do esforço, da determinação na perseguição da caça.7 Essa palavraestá no modo imperativo, ou seja, é uma ordem. No texto, duas são asvirtudes que devem ser buscadas, e, entre elas, está a santificação.4. Hoff, Paul. O Pentateuco. São Paulo: Editora Vida, (1983:156).5. llen, Clinfton J. (Editor geral). Comentário Bíblico Broadmam: AT. Rio de Janeiro: JUERP, A (19 6:66-67). 86. mith, Ralph L. Teologia do Antigo Testamento: história, método e mensagem. São Paulo: S Vida Nova, (2001:183).7. uthrie, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cris- G tão, (1984:240). www.portaliap.com | 9
  11. 11. Santificação pessoal “não é algo opcional ou extra na vida cristã, masalgo que pertence a sua essência”.8 Sem a santificação, “ninguém veráo Senhor”, diz o texto. “Ver” e “conhecer” o Senhor, com certeza, são asmaiores bênçãos que um dia poderemos desfrutar. Essas bênçãos só se-rão experimentadas por quem acatar a ordem divina, pois Deus não noschamou para a impureza, mas para a santificação (I Ts 4:7); Cristo amou aigreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar (Ef 2:25b-26a). Um segundo texto que merece destaque, nesta abordagem, é o de I Pe-dro 1:15-16, em que lemos o seguinte: Como é santo aquele que vos chamou,sede também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto está escrito:Sede santos, porque eu sou santo (I Pe 1:15-16). Com base nesse texto, po-demos destacar, pelo menos, duas razões pelas quais a santidade deve sernosso objetivo principal de vida:9 Em primeiro lugar, devemos ser santos porcausa da “santidade divina”: Como é santo aquele que vos chamou; e, emsegundo lugar, por causa da “ordem divina”: Sede também santos. Observe que, tanto no texto de Hebreus 12:14, “Segui”, quanto no texto deI Pedro 1:15-16, “Sede”, a santidade não é encarada como opcional ou comoum convite, mas, sobretudo, como uma ordem, uma exigência de Deus, ummandamento. É bom lembrar, também, que, no versículo 16 de I Pedro ca-pítulo 1, o apóstolo utiliza o já citado texto de Levítico 11:44 e 19:2, paramostrar que o povo de Deus, sob o novo pacto, “deve ter o mesmo padrãode santidade que obedecia quando ainda estava sob o antigo pacto”.10 Sejamos santos! Como vimos até agora, santificação pessoal é um manda-mento divino, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Consciente dessedever, que cada promessista encare o lema “Uma igreja santa para o Deussanto” com seriedade. Só assim, poderemos apresentar-nos a Deus igrejagloriosa, sem mácula nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreen-sível (Ef 5:27). Vejamos, na segunda parte desta lição, três aplicações práticassobre como devemos e podemos obedecer a essa exigência divina.1. pós ler os dois primeiros parágrafos do comentário anterior, A comente com a classe qual a visão do chamado antinomismo no que diz respeito à santificação pessoal? A Bíblia concorda com esse ponto de vista? Stronstad, Roger Arrigton L. Frech (Editores). Comentário Bíblico Pentecostal. Rio de8. Janeiro: CPAD, (2003:1634).9.Shedd, Russell P. Nos passos de Jesus. São Paulo: Vida nova, (1993:27-28).10. Stronstad, Roger Arrigton L. Frech (Editores). Comentário Bíblico Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, (2003:1702).10 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  12. 12. 2. pós ler Gn 17:1, Ex 20; Is 6:3 e os três primeiros parágrafos do item A 1 do comentário anterior, explique como a santificação pessoal é encarada no Antigo Testamento? 3. pós ler Lv 11:44-45, 19:2, 20:27 e os três últimos parágrafos do A item 1 do comentário anterior, comente sobre o objetivo e o tema do livro de Levítico. 4. pós ler Hb 12:14; I Pe 1:15-16 e todo o item 2 do comentário A anterior, responda: Como a santificação pessoal é encarada no Novo Testamento? Fale sobre os dois textos lidos. II – VIVENDO A PALAVRA DE DEUS1. Santificação pessoal é uma exigência divina: obedeçamos com firmeza! Cientes de que, em toda a Bíblia, a santificação pessoal é um manda-mento, corramos com perseverança a corrida que nos está proposta, tendoos olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé (Hb 12:1). O textode Hebreus 12:14, na Bíblia NVI, diz: Esforcem-se para viver em paz comtodos e para serem santos. Se, até hoje, você encarava a santidade comoopcional, a partir de agora, não há mais desculpas: Obedeça a ordem doSenhor com firmeza! Esforce-se. Seja santo!5. om base na primeira aplicação, fale sobre o nosso dever de C obedecer à exigência divina da santificação pessoal com firmeza. www.portaliap.com | 11
  13. 13. 2. Santificação pessoal é uma exigência divina: obedeçamos com atenção! Sem santidade ninguém verá o Senhor (Hb 12:14b). Esse é um alerta sério.Quem deixa a santidade “de lado” e ignora esse mandamento é um sériocandidato a “não ver o Senhor”. Por isso, afastemos de nós qualquer coisaque nos torne vagarosos ou nos atrase, e, especialmente, aqueles pecadosque se enroscam tão fortemente em nossos pés e nos derrubam (Hb 12:14a– BV). O apóstolo Paulo, escrevendo aos irmãos de Éfeso, disse: Desperta, ótu que dormes (...), vede prudentemente como andais (Ef 5:14-15).6. om base na segunda aplicação, fale sobre o nosso dever de C obedecer à exigência divina da santificação pessoal com atenção. 3. Santificação pessoal é uma exigência divina: obedeçamos com alegria! Além de mostrar uma “exortação” para se viver em santidade, o texto deHebreus, capítulo 12, versículo 14, também mostra uma “motivação” paravivermos em santidade. Ao mesmo tempo em que o texto diz que sem a san-tificação ninguém verá o Senhor, nas entrelinhas, lemos que, “com a santifica-ção”, nós veremos o Senhor! Obedeçamos a essa exigência divina com ale-gria, expectativa e esperança. Vale a pena esforçarmo-nos para vivermos emsantidade! Um dia, veremos e estaremos para sempre ao lado do Senhor!7. om base na terceira aplicação, fale sobre o nosso dever de C obedecer à exigência divina da santificação pessoal com alegria. CONCLUSÃO: Na lição de hoje, aprendemos que a santificação pessoalnão é opcional; é um mandamento divino. Com firmeza, atenção e ale-gria, obedeçamos a esse mandamento! As próximas lições desta série nosajudarão a entender ainda mais esse ensino bíblico. Abra o seu coraçãopara os conselhos da palavra, e, depois de estudarmos sobre a natureza, ocomeço, a parceria, o processo, a amplitude, a evidência, a inimiga, o de-clínio, a sondagem, a retomada, a insistência e a plenitude da santificaçãopessoal, o Senhor nos fará crescer e fortalecerá ainda mais o nosso cora-ção para sermos irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, navinda do nosso Senhor Jesus com todos os seus santos (I Ts 3:13 – NVI).12 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  14. 14. A natureza da 2 10 JAN 2009 santificação pessoal Hinos sugeridos: BJ 28 CC 9 / BJ 184 CC 292 leitura diÁria objetivo Domingo, 4 de janeiro........... I Co 1:2,30 Levar o estudante a Segunda, 5............................. II Tm 2:19-21 compreender o conceito e Terça, 6...........................................II Jo 9 -10 a natureza da santificação pessoal, a fim de que seja Quarta, 7................................... Rm 6:11-12 . auxiliado por esses princípios, Quinta, 8............................................ Cl 3:5-9 no restabelecimento dos Sexta, 9....................................... Rm 8:28-29 princípios espirituais e morais Sábado, 10...................................Gl 5:16-25 da nova vida com Deus. TEXTO BÁSICO: Como é santo aquele que vos chamou, sede tambémsantos em toda a vossa maneira de viver, porquanto está escrito: Sede san-tos, porque eu sou santo. (I Pe 1:15-16) INTRODUÇÃO: Aprendemos, no primeiro estudo, que a santificaçãonão é uma opção, mas uma necessidade imperiosa para que a salvaçãoem Cristo não seja interrompida. A santificação, portanto, é uma etapaimprescindível no processo de salvação, que, tendo iniciado na justifi-cação pela fé em Cristo, será concluído com a glorificação, na volta deJesus. Mas qual a natureza da santificação? Como a Bíblia Sagrada a con-ceitua? Conhecer esses princípios espirituais certamente é um grandepasso para a prática eficiente da santificação pessoal. I – ABRINDO A PALAVRA DE DEUS A palavra “santo” significa “separado”. Esse termo, tanto em hebraico(qodesh) como em grego (hagiazo), significa, literalmente, “separar”. To-davia, “o substantivo santificação [hagiasmos, em grego] não ocorre noVelho Testamento, mas é encontrado dez vezes no Testamento Grego www.portaliap.com | 13
  15. 15. [Novo Testamento]”.1 Em síntese, o verbo “separar” tem três significados:(1) venerar ou reconhecer que é venerável, ou seja, reverenciar (cf. Mt 6:9;Lc 11;2; I Pe 3:15); (2) separar das coisas profanas e dedicar a Deus, isto é,consagrar (cf. Mt 23:17,19; Jo 17:19, 10:36; II Tm 2:21); (3) e purificar; emoutras palavras, limpar (cf. Ef 5:26; I Ts 5:23; Hb 2:11, 9:13, 13:12).2 Com base nesses três significados teológicos, Thiessen define santifi-cação em quatro níveis espirituais: (1) separação para Deus, (2) imputa-ção de Cristo como nossa santidade, (3) purificação do mal moral, (4) econformidade com a imagem de Cristo.3 Pode ser a santificação da imundícia que esteja sobre um santuário (IICr 29:5,15-19); pode ser a santificação do mobiliário e dos utensílios deum tabernáculo (Ex 40:10-11; Nm 7:1); pode ser a santificação de umacasa ou de um campo (Lv 27:14-16); pode ser a santificação de um pri-mogênito para Deus (Ex 13:2; Nm 3:13), da mesma forma que o Pai san-tificou o Filho e este a si mesmo (Jo 10:36, 17:19); assim como os cristãossão santificados na sua conversão a Cristo (I Co 1:1-2; I Pe 1:1). O princí-pio é claro: Coisas e pessoas são separadas da impureza “para Deus”. Em segundo lugar, o conceito bíblico de “imputação de Cristo comonossa santidade” refere-se ao sacrifício de Cristo na cruz, fato que fezcom que Deus Pai nos imputasse a justiça de seu Filho, ou seja, Jesus setornou justiça e santificação para os salvos: Mas vós sois dele, em CristoJesus, o qual se tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santifi-cação, e redenção (I Co 1:30). Podemos afirmar, sem medo de cometerdeslize doutrinário, que este é o mais definidor e impactante tipo desantificação, pois Paulo afirma que somos santificados em Cristo Jesus, e,por isso, chamados para ser santos nele (I Co 1:2). Esse importantíssimo tipo de santificação é obtido unicamente pela féem Cristo (cf. At 26:18); é também realizado de uma vez por todas. Destaforma, o salvo pode afirmar que foi, definitivamente, justificado, santifi-cado e redimido, desde que realmente se mantenha revestido da justiçae da santidade de Cristo, pela fé. Em outras palavras, o salvo não podedeixar de crer que as mudanças espirituais ocorridas em sua vida fo-ram iniciadas unilateralmente por Deus, que aplicou os méritos de Cristoem sua vida, tornando possível a suspensão da penalidade do pecado( justificação), o início da libertação do poder do pecado (santificação)e, finalmente, a condição de viver livre (redenção), enquanto aguarda alibertação final da presença do pecado (glorificação).1. hiessen, Henry Clarence – Palestras Introdutórias à Teologia Sistemática – Imprensa Ba- T tista Regular do Brasil, São Paulo, (2001:270).2. Idem.3. Idem.14 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  16. 16. Em terceiro lugar, o conceito bíblico de “purificação do mal moral” dizrespeito à separação pessoal do salvo de todo tipo de impiedade. Essetipo de santificação está inteiramente ligado à vida pós-justificação, ànova vida que foi reconciliada com Deus. Clarence lembra que, no AntigoTestamento, havia um pedido para que os sacerdotes se santificassem,antes de se aproximarem de Deus (cf. Ex 19:22). Por sua vez, o Novo Tes-tamento pede que os salvos em Cristo se separem da vida e das pessoasiníquas (cf. II Co 6:17-18), das falsas doutrinas, dos falsos mestres (cf. II Tm2:21; II Jo 9-10) e de sua própria natureza pecaminosa (cf. Rm 6:11-12; Ef4:22,25-32; Cl 3:5-9; II Co 7:1; I Ts 4:3,7).4 Esse tipo de santificação é obtida de forma progressiva, ou seja, o salvodesenvolve a santificação iniciada após sua justificação em Cristo Jesus.O estudo de número seis tratará com profundidade a progressividadeda santificação. Contudo, é fato que a natureza da santificação pessoal éafastar-se, a cada dia, do mal. Diferentemente da santificação que provémda cruz de Cristo, essa se desenvolve por toda a vida e só será consumadana volta de Jesus. Todo cristão genuíno deve ter muito claro, em sua cons-ciência, o fato de que Deus é santo e não deseja para seus filhos nada me-nos do que esse padrão de espiritualidade e moralidade (I Pe 1:15-16). Em quarto lugar, o conceito bíblico de “conformidade com a imagemde Cristo” relaciona-se com o alvo da santificação, ou seja, o crente jus-tificado vai crescendo em santificação, à medida que permite o EspíritoSanto construir dentro de si a estrutura espiritual e moral da pessoa deCristo. A Escritura nos diz que, se tivermos sempre como alvo a glória doSenhor Jesus, somos transformados de glória em glória, na sua própriaimagem, como que pelo Senhor, o Espírito (II Co 3:18). O Espírito Santo, aolongo da vida cristã, cria dentro dos salvos a imagem exata de Jesus Cris-to, porque aos que de antemão conheceu, também os predestinou paraserem conformes à imagem de seu Filho (Rm 8:29).5 Grudem corrobora esses conceitos bíblicos, ao definir santidade comestas palavras: “Santificação é uma obra progressiva da parte de Deus edo homem que nos torna cada vez mais livres do pecado e semelhantesa Cristo em nossa vida presente”.6 Portanto, a obra de Jesus, na cruz, tema função dupla de reconciliar-nos com Deus e de efetuar em nós a san-tificação plena. Isso foi afirmado por Strong, quando este disse: “Atravésdaquela, recebe-se no estado de graça o pecador condenado; através4. hiessen, Henry Clarence. Palestras Introdutórias à Teologia Sistemática – Imprensa Batis- T ta Regular do Brasil, São Paulo, (2001:271).5. Idem.6. Grudem, Wayne – Teologia Sistemática – Vida Nova, São Paulo, (1999:622). www.portaliap.com | 15
  17. 17. desta o pecador perdoado se associa com a vida de Deus”.7 A natureza ou essência da salvação é a santificação. Salvação que nãoresulta em santificação não é salvação. O crente não é santo para ser salvo,mas é salvo para ser santo. A salvação em Cristo consiste na saúde espiritu-al e moral da alma humana, e esta modalidade de vida é consistente com asantificação, pois o Senhor Deus jamais justificaria um pecador para deixá-lo do mesmo jeito. “Se o pensamento de Deus se presta a declarar o peca-dor justo, é para que ele possa através disso restaurá-lo à santidade”.8 Gifford ilustra a natureza da santificação desta forma: “Pode-se trazerao porto e atar ao cais o navio cuja maquinaria entrou em pane. Ele estásalvo, mas não está sadio. O conserto demanda muito tempo. Cristo sepropõe a tornar-nos são e salvos”.9 Na prática, Gifford está ensinandoque, na justificação, o crente em Jesus é salvo da morte eterna e, nasantificação, recebe saúde espiritual para viver eternamente. Logo, a jus-tificação precisa ter continuidade na santificação. O salvo não precisa deDeus apenas na justificação; precisa de Deus para “preservar a sua vidaespiritual do mesmo modo que precisou de Deus para começá-la”.10 “Qualquer que pensa ser cristão e que aceitou a Cristo para a justifi-cação, quando ao mesmo tempo não o aceitou para a santificação, estámiseravelmente iludido naquela mesma experiência”.11 Mas por que apessoa justificada que despreza a santificação está miseravelmente iludi-da? Porque, em sua alma, ainda há tendências fortíssimas para a práticado mal; são forças internas que lutam contra o Espírito Santo, a fim decontinuarem a satisfazer a vontade da carne (cf. Gl 5:16-25). Somente pelasantificação o salvo verá o reinado do pecado chegar ao fim (Rm 6:12). Tudo leva a crer que Davi entendeu bem a natureza da santificação.Em sua oração penitencial, ele clama pela compaixão, pela benignidadee pela misericórdia divina para ter seus pecados justificados; mas nãopára por aí. Em seguida, pede que Deus lave completamente as suasiniqüidades e purifique a sua vida (Sl 51:1-2). Davi sabia que, na justifica-ção, removem-se as conseqüências penais do pecado e, na santificação,restabelecem-se os princípios morais da vida com Deus.7. Strong, Augustos Hopkins – Teologia Sistemática – Editora Hagnos, São Paulo,(2002:606).8. Idem.9. Idem.10. Idem.11. Strong, Augustos Hopkins – Teologia Sistemática – Editora Hagnos, São Paulo,(2002:607).16 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  18. 18. 1. Com base nos primeiros parágrafos do comentário, explique o significado bíblico abrangente de “santificação”. 2. om base em I Co 1:2,30; At 26:18 e no comentário, explique o C significado espiritual prático da “imputação de Cristo como nossa santidade”.3. om base em II Co 6:17-18; II Tm 2:21; Rm 6:11-12; I Ts 4:3,7 e no C comentário, explique o significado espiritual prático de “purificação do mal moral” na vida do salvo.4. om base em II Co 3:18; Rm 8:29 e no comentário, explique o C significado espiritual prático de o salvo viver em “conformidade com a imagem de Cristo”. II – VIVENDO A PALAVRA DE DEUS1. Preciso crer que Deus me santificou para si. Em geral, temos uma imagem muito boa ou muito ruim de nós mes-mos. O salvo em Cristo deve viver longe dos extremos. Deve saber quenão vive em estado de glória, mas também não é mais um iníquo. Ele éuma pessoa aperfeiçoada e santificada por Deus (Hb 10:14). O Senhoro separou para si! Quando perdido, Deus o achou (Lc 15:3-7). Quandomorto, Deus o ressuscitou (Ef 2:1). É um ato soberano de Deus. Portanto,se você não pode se exaltar, tampouco deve se rebaixar. Afinal, o Senhordecidiu separar você para si. Creia: Deus lhe confere valor! www.portaliap.com | 17
  19. 19. 5. Com base na primeira aplicação, discuta com a classe a importância espiritual de cada salvo crer que, de fato, Deus o santificou para si mesmo. 2. Preciso me santificar para ser usado por Deus. A Bíblia garante que Deus separou para si mesmo todos aqueles quecrêem em Cristo (I Co 1:2). Agora é a vez do crente se separar para Deus!Não é Deus que precisa do crente, é o crente que precisa de Deus. Por-tanto, você precisa dele para preservar a sua vida espiritual e a melhormaneira de fazer isso é se santificando para que ele o use. Quer ser ins-trumento nas mãos de Deus? Santifique-se! Separai-vos, diz o senhor;não toquei em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós se-reis para mim filhos e filhas, diz o senhor Todo-Poderoso (II Co 6:17-18).6. Com base na segunda aplicação, discuta com a classe a importância espiritual de cada salvo crer que, de fato, é necessário que se santifique para poder ser usado por Deus. 3. Preciso ter Cristo como modelo de santificação. Deus separou você e você se separa para ser usado por ele. Se você crêe age dessa forma, está indo bem na carreira cristã. Contudo, isso não ésuficiente para o triunfo final. É necessário aperfeiçoar-se na santificação,e o padrão a ser perseguido é Cristo (II Co 3:18; Cl 3:10). Faça como Paulo,que disse: ... esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançandopara as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio dasoberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp 3:13-14). Por melhor quevocê seja e esteja, ainda precisa caminhar bastante, até o padrão de Cris-to. Continue a avançar! Assim, você vai atingir todos os propósitos queJesus preparou para você, desde o início de sua salvação (Fp 1:6).18 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  20. 20. 7. Com base na terceira aplicação, discuta com a classe a importância espiritual de cada salvo crer que, de fato, é necessário ter Cristo como modelo de aperfeiçoamento na santificação pessoal. CONCLUSÃO: Entender corretamente o ensino bíblico sobre santifi-cação é um passo gigantesco no caminho para o céu. Muitos crentes seperdem no caminho, por desconhecerem que a salvação não se completasem a santificação. Que este estudo não seja esquecido! Que, com os pró-ximos estudos, forme um cordão poderoso e indestrutível, capaz de fazercom que você creia que a justificação tem continuidade na santificação, e,assim, decida viver uma vida marcada pelo restabelecimento dos valoresespirituais e morais que norteiam a relação dos salvos com Deus. www.portaliap.com | 19
  21. 21. 3 O começo da santificação pessoal 17 JAN 2009 Hinos sugeridos: BJ 176 – CC 266 / BJ 130 – CC 350 leItura diÁria objetivo Domingo, 11 de janeiro.................Tt 3:4-6 Mostrar ao estudante como Segunda, 12...................................I Co 6:11 Deus inicia o processo de Terça, 13..................................... Rm 6:11-14 santificação da vida dos salvos Quarta, 14................................. Rm 6:17-18 por Cristo Jesus; encorajá-lo Quinta, 15........................................At 20:32 . a desfrutar dessa verdade e Sexta, 16............................................ Ef 2:4-5 usufruir corretamente seus Sábado, 17..............................II Co 5:17-19 benefícios espirituais. TEXTO BÁSICO: Segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagemda regeneração e da renovação do Espírito Santo. (Tt 3:5b) INTRODUÇÃO: À exceção de Deus, tudo o que existe teve um início.No caso da santificação, há o início, o meio e o fim. É preciso conhecerbem esse processo visto ser ele, depois da justificação, uma parte decisi-va para o desfecho da salvação (a glorificação). O estudo de hoje, porém,trará à baila um ato divino que precede a justificação, a santificação e, ob-viamente, a futura glorificação. Sem este ato, a obra de Jesus na cruz nãopoderá ser percebida pelo pecador que está morto em delitos e pecados.Chama-se regeneração a ação de Deus, que, por meio do Espírito Santo,capacita espiritualmente o pecador a responder positivamente, pela fé, àsalvação em Cristo, através do evangelho, pelo qual é chamado. I – ABRINDO A PALAVRA DE DEUS Como um bom e dedicado estudante da Palavra, o leitor sabe que aBíblia Sagrada, além de ser a palavra de Deus, é a verdade de Deus. Por-tanto, não há de se espantar com a descrição extremamente negativa danatureza humana. Diz a Palavra que todos se extraviaram e se corrompe-ram de tal forma que não há quem faça o bem, não há nem um sequer (Sl14:3). Do ponto de vista humano, uma pessoa pode ver bondade na ou-20 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  22. 22. tra, mas à tua vista [do Senhor] não há justo nenhum vivente. (Sl 143:2).A Bíblia é taxativa: ... não há homem que não peque (I Rs 8:46). Ninguémescapa, todos tropeçamos em muitas coisas (Tg 3:2). A Bíblia descarta qualquer possibilidade de alguém se sentir diferen-ciado: Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou do meupecado? (Pv 20:9). Você pode dizer isso? Cuidado, contenha-se! De Roma-nos 1:18 a 3:20, Paulo descreve a profundidade da depravação humana.O ser humano, por si mesmo, está atolado até o pescoço na imoralidadee na incredulidade. Que se conclui? Temos nós [seres humanos] qualquervantagem [méritos pessoais]? Não, de forma nenhuma; pois já temos de-monstrado que todos (...) estão debaixo do pecado (Rm 3:9-10). A queda, no Éden, desfigurou-nos totalmente. Iniciamos a carreiraafastados da vida e da santidade de Deus. Viemos ao mundo destituídosde perfeição. Somos acostumados a não ver em nós o que, de fato, so-mos. Os filmes, os seriados, as novelas, os romances dão-nos uma visãoromântica e fantasiosa sobre a natureza humana. As ideologias huma-nistas criam uma imagem altamente positiva do ser humano. A Bíblia,porém, nos chama à realidade, põe nossos pés no chão, e nos afirma:Nascemos em iniqüidade e somos concebidos em pecado (Sl 51:5). Enquanto as ciências humanas buscam resposta para o mal na comple-xidade humana e nos eventos sociais, a palavra de Deus vai ao âmago daquestão: Somos transgressores, desde o ventre materno (Is 48:8). Desvia-mo-nos, desde a concepção, desde o ventre materno, desencaminhamo-nos com mentiras (Sl 58:3). A Bíblia garante: ... é mau o desígnio íntimo dohomem desde a sua mocidade (Gn 8:21). Por causa de sua natureza corrom-pida, o ser humano tornou-se desqualificado para praticar o bem, de formaque tudo “o que ele faz é desprezível aos olhos de Deus, porque nada queo homem faz procede do amor a Deus e do propósito de glorificá-lo”.1 O ser humano sem Deus é identificado como ímpio, perverso, iníquo.E, nessa condição, qualquer sacrifício espiritual, ainda que feito com a me-lhor das intenções, é abominável ao Senhor (Pv 15:8). Gálatas 5 ensina quetoda obra que não é fruto da influência e do trabalho do Espírito Santo écarne, e, por isso, não pode agradar a Deus. As pessoas que têm a mentecontrolada pela natureza humana se tornam inimigas de Deus, pois nãoobedecem à lei de Deus e, de fato, não podem obedecer a ela (Rm 8:7 –NTLH). O versículo seguinte é ainda mais enfático: As pessoas que vivem deacordo com sua natureza humana não podem agradar a Deus (Rm 8:8). O pastor inglês Arthur W. Pink afirma: “[O homem] pode ser civilizado,educado, sofisticado e religioso, mas no coração ele é desesperadamen-1. ink, Arthur W. Fé Para Hoje, A Necessidade do Novo Nascimento. São Paulo: Editora Fiel, P (2008:13). www.portaliap.com | 21
  23. 23. te corrupto (Jr 17:9)”.2 Para o ser humano depravado, morto em delitose pecados, atolado na escravidão do pecado, subjugado pelas garras deSatanás, só há uma saída: Ser regenerado, ou seja, liberto e recriado con-forme a imagem de Jesus Cristo, através da ação poderosa e constantedo Espírito Santo (Jo 3:5-8; II Co 3:18; Cl 3:10). A Bíblia, portanto, nos dáa idéia da importância do assunto e da seriedade que devemos ter paracom a doutrina da regeneração. A regeneração é o começo da santificação. É um ato exclusivo de Deusque consiste em dar ao homem vida espiritual. Esse ato é popularmenteconhecido como “nascer de novo”. Sobre aqueles que creram em Cristo e setornaram filhos de Deus (Jo 1:12), a Bíblia afirma: Eles não se tornaram filhosde Deus pelos meios naturais, isto é, não nasceram como nascem os filhos deum pai humano; o próprio Deus é quem foi o Pai deles (Jo 1:13 – NTLH). Numato divino misterioso, como o vento, que não sabemos de onde vem nempara onde vai, “nascemos de novo” (Jo 3:3). Uma coisa, porém, sabemos:Sem nascer de novo, jamais entraremos no reino de Deus (Jo 3:3). Não sabemos quando essa obra maravilhosa começou por uma sim-ples razão: Estávamos mortos em delitos e pecados (Ef 2:1). Morto nãosabe de nada e não pode fazer nada! Estávamos nas mãos do espírito quecontrola a vida dos desobedientes; vivíamos fazendo a vontade da carnee dos pensamentos maus e estávamos destinados à morte eterna (Ef 2:32e 3). Mas a misericórdia de Deus é muito grande, e seu amor por nós étanto, que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossadesobediência, ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo(Ef 2: 4-5 – NTLH). Nascemos de novo! (cf. Cl 2:13; I Pe 1:3). A regeneração, portanto, é o primeiro passo para o ser humano sair damorte espiritual para a vida espiritual, da condenação para a salvação, dainimizade e distância de Deus para a amizade e comunhão com Deus, daabominação de Deus para o prazer de Deus, das trevas de Satanás para aluz de Jesus. Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão; mas, agoraque pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoasque pertencem à luz (Ef 5:8 – NTLH). “Não há meio termo entre essas duascondições: Cada homem e cada mulher agora, na terra, ou é objeto doprazer de Deus ou de sua abominação”.3 Pink enfatiza que, enquanto não passam pelo novo nascimento, todosos homens são “reprovados para toda boa obra” (Tt 1:16). Não se querser repetitivo, mas, sem Cristo, as mais bondosas e imponentes obras hu-manas não agradam a Deus. “Entretanto, as menores faíscas que proce-2. Idem.3. Idem.22 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  24. 24. dem daquilo que a graça iluminou são aceitáveis aos seus olhos”.4 Tudode bom que fazemos hoje e que agrada a Deus vem dele (Tg 1:17), quepela sua própria vontade (...) fez com que nós nascêssemos, por meio dapalavra da verdade, a fim de ocuparmos o primeiro lugar entre todas assuas criaturas (Tg 1:18 – NTLH). O ato de Deus, que, por intermédio do Espírito Santo, nos faz nascerde novo ou nos dá vida espiritual, faz com que tenhamos condições deresponder com fé ao chamado do evangelho para a salvação em CristoJesus. Sem esse ato de vivificação espiritual, nenhuma pessoa pode dizersim ao plano salvífico de Deus, pois, sem a ação do Espírito Santo, nin-guém diz que Jesus é Senhor. Sem esse início, ninguém pode começar oprocesso de santificação pessoal, e, por conseqüência, ninguém verá oSenhor (Hb 12:14). Sem esse início, nada do que fazemos agrada a Deus. O Espírito Santo iniciou a obra de regeneração em Lídia, de forma queela teve condições de entender espiritualmente o evangelho que Paulopregava (At 16:14). Ela se rendeu a Cristo e nasceu de novo, pois a Palavradiz: Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus (I Jo 5:1).A partir de então, o que ela faz de bom agrada a Deus. Mas, pelo fatode ser início, de ser a semente da salvação, a regeneração segue operan-do poderosamente na vida do salvo, de tal maneira que a santificaçãopessoal é percebida pela interrupção de pecados antes contínuos. Todoaquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado (I Jo 3:9), masna prática da justiça (I Jo 2:29). Enquanto Jesus não voltar para dar-nos a glorificação almejada, nãoteremos uma vida de perfeição. O alvo de Deus para nós, porém, nãoé menos do que isso. Nesta vida, não deixamos de ser pecadores, mas,também, não vivemos pecando, pois não somos mais dominados pelopecado (Rm 6:14). A nova vida que ganhamos e que se desenvolve dentrode nós nos capacita a vencer todas as tentações da vida, seja no nível dointelecto, no das emoções, no da vontade e no do corpo. Esse processoatende pelo nome de santificação, mas seu início se dá na regeneração.1. Com base em Sl 14:3, 51:5, 58:3, 143:2; I Rs 8:46; Rm 3:9-10 e no comentário, explique a realidade espiritual e moral da natureza humana sem a influência divina. 4. Idem. www.portaliap.com | 23
  25. 25. 2. Discuta com a classe a seguinte afirmação do pastor inglês Arthur W. Pink: “[O homem] pode ser civilizado, educado, sofisticado e religioso, mas no coração ele é desesperadamente corrupto (Jr 17:9)”. Que relação essa realidade tem com o nosso dia-a-dia? 3. Com base em Jo 1:12-13, 3:3; Ef 2:1-5; Cl 2:13; I Pe 1:3 e no comen- tário, explique como Deus, através da regeneração, opera a grande mudança na alma mortal e corrupta dos seres humanos. 4. Com base em Ef 5:8; Rm 6:14; I Jo 3:9 e no comentário, explique as conseqüências positivas na vida dos que começaram o pro- cesso de santificação, através da regeneração. II – VIVENDO A PALAVRA DE DEUS1. Devo reconhecer que minha natureza é má. O brasileiro é famoso por dar um jeitinho em tudo. Mas, para resolvero pecado, não há “jeitinho brasileiro” que dê jeito. Quem ainda não foiregenerado, precisa enfrentar o fato de que, dentro de si, habita umanatureza má, corrupta, que o subjuga e o dirige à prática do mal. Precisaadmitir, com honestidade, como Paulo: “Na minha carne não habita bemnenhum” (Rm 7:18). Sem esse enfrentamento, serão inúteis os conselhosdos pais, as exortações dos amigos, as advertências de Deus, as experi-ências com sofrimentos, enfermidades e até mortes. Sem essa admissãohonesta, o ser humano carnal não pode agradar a Deus (Rm 8:8). Admita,portanto, diante de Deus, que você não é tão bonzinho como pensa. Atocontínuo: Jogue-se nos braços de Cristo.24 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  26. 26. 5. Com base na primeira aplicação, explique: Para ter início a liber- tação espiritual do poder do pecado, por que é necessário que cada pessoa reconheça que sua natureza é corrupta e má? 2. Devo reconhecer que só Deus pode me recriar. Assim como o abacateiro não dá manga e a mangueira não dá abaca-te, Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzirfrutos bons (Mt 7:18). Se sua natureza é má, o que se esperar de você?Enquanto você não nascer de novo, estará reprovado para toda boa obra(Tt 1:16). Só depois de recriado e purificado para Deus é que você poderáser uma pessoa zelosa e de boas obras (Tt 2:14). “Ah, mas já tenho déca-das de crente!”. Nesse assunto, o tempo e a experiência de vida não con-tam. Nicodemos era antigo na fé, um doutor da lei, mas ouviu de Jesus:... necessário vos é nascer de novo (Jo 3:7). Essa é uma questão fatal, e, porisso, é melhor ser humilde. Só assim o Deus que o criou irá recriá-lo.6. Com base na segunda aplicação, explique: Por que é necessário reconhecer que só Deus cria uma nova natureza humana e crer que o novo nascimento espiritual é uma necessidade imperiosa para a salvação? 3. Devo reconhecer que a regeneração é o começo da santificação. “Eu aceitei Jesus!”. Ouve-se muito isso. A ênfase está no “EU”. Dá-sea impressão de que está tudo resolvido. De fato, esse é um ato em queo ser humano usa seu livre arbítrio. Contudo, ninguém se rende a Jesus,sem, antes, ter sido vivificado espiritualmente. Ponto final. Muito maisimportante do que o “Eu aceitei Jesus” é estar consciente de que a ca-minhada apenas começou. Deu-se a largada. O grande Juiz do universo(Gn 19:25) acabou de suspender a penalidade do pecado ( justificação,Rm 8:1) e dar início ao processo de libertação do poder do pecado (san-tificação, Rm 6:14). Começou a salvação! É necessário desenvolvê-la. Elatem começo, meio e fim (a glorificação, Fp 1:6; Rm 8:19-23). www.portaliap.com | 25
  27. 27. 7. Com base na terceira aplicação, explique: Por que a regeneração (que leva à justificação) é o início da santificação, que, por sua vez, será concluída na glorificação? CONCLUSÃO: A doutrina bíblica da regeneração tem, em si mesma,muitas qualidades espirituais benéficas à humanidade perdida. Porém, ofato mais relevante é o poder que Deus tem de mudar desejos, pensa-mentos e vontades humanas, antes rendidas ao poder do pecado. Quan-do alguém nasce de novo, o reino de Satanás é abalado, pois, para recriaruma pessoa, Deus não poupa seu poder, por intermédio de Cristo. Paulodiz: ... qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos,segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo,ressuscitando-o dentre os mortos (Ef 1:19-20). “O poder de Deus na re-generação está entre as maiores demonstrações de sua onipotência nahistória do universo”.5 Por causa dessa força, o homem morto é vivificadoe começa a viver uma nova vida.5. lumer, William. Fé Para Hoje, A Definição de Novo Nascimento. São Paulo: Editora Fiel, P (2008:7).26 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  28. 28. 4 A parceria na santificação pessoal 24 JAN 2009 Hinos sugeridos: BJ 27 – CC 354 / BJ 224 – HC 58 leItura diÁria objetivo Domingo, 18 de janeiro.........Jo 8:34-36 . Mostrar ao estudante o parecer Segunda, 19................................Jo 16:7-13 bíblico sobre a parceria entre Terça, 20..................................... Jo 17:15-19 Deus e o ser humano no pro- cesso de santificação pessoal; Quarta, 21...............................II Co 5:14-20 conscientizar o estudante de Quinta, 22...............................II Co 6:14-18 . sua responsabilidade com a sua Sexta, 23........................................... II Co 7:1 santificação pessoal e com a de Sábado, 24.................................. Fp 2:12-13 seus irmãos na fé. TEXTO BÁSICO: ... purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e doespírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. (II Co 7:1) INTRODUÇÃO: Quando se trata de santificação pessoal, percebe-seum sério engano: muitos cristãos acreditam que, por serem salvos pelagraça, não têm responsabilidade alguma com a busca e o crescimento desua santificação pessoal. Dizemos que isso é um engano porque a Bíblianão confirma essa isenção humana, mas ensina que há uma parceria en-tre Deus e o crente no processo de santificação pessoal. É dessa parceriaque o estudo de hoje vai tratar. I – ABRINDO A PALAVRA DE DEUS Independentemente de quantas linhas teológicas haja, no estudosobre a santificação, ou dos nomes que lhes sejam atribuídos, nossocompromisso, quanto à parceria no processo da santificação pessoal, éapresentar o parecer bíblico sobre essa questão, afinal, toda escritura édivinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, paracorrigir, para instruir em justiça (II Tm 3:16). Vamos, então, com base nasEscrituras, conhecer o papel divino e o humano nessa parceria, sem es-quecermos nossa total dependência de Deus. www.portaliap.com | 27
  29. 29. 1. A participação divina na santificação pessoal: Com relação à partici-pação divina na santificação pessoal, vamos tratar do papel provedor do Pai,do papel consumador do Filho e do papel mantenedor do Espírito Santo.Contudo, precisamos entender que, em cada um desses papéis, a Trindadetrabalhou e trabalha unida pela nossa santificação, ou seja: Para provê-la,o Pai agiu enviando o Filho para consumá-la (Jo 3:16, 5:24,36-37). Este, porsua vez, agiu para glorificar o Pai e foi glorificado por ele (Jo 7:16-18, 8:29,54,17:1-5). Assim, também, o Espírito Santo, enviado pelo Pai, age para glorifi-car o Filho (Jo 16:13-15). Conheçamos, então, essa cooperação divina. 1.1 Na participação divina, o Pai proveu a nossa santificação: EmII Co 5:18-20, o apóstolo Paulo nos diz o seguinte: E tudo isso provém deDeus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo (...), isto é, Deusestava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando osseus pecados. Aqui, aprendemos que Deus Pai, desde o início do seuplano de salvação para a humanidade, já havia se comprometido com aexecução de sua parte, provendo a nossa reconciliação consigo mesmo.Ele nos deu Jesus Cristo (Jo 3:16). Esse foi o primeiro passo para a nossa santificação. O mesmo Pauloafirma que se trata de iniciativa e obra de Deus: O mesmo Deus de pazvos santifique completamente (I Ts 5:23), uma vez que é ele quem efetuaem nós o querer e o realizar a sua vontade (Fp 2:13). Podemos entenderesse efetuar de Deus como um ato de dar-nos apoio gratuito, de aper-feiçoar-nos e tornar-nos flexíveis a sua vontade. Isso pode até mesmoocorrer pela disciplina. Grudem faz a seguinte afirmação a esse respeito:“Um papel específico de Deus Pai na santificação é seu processo de nosdisciplinar como seus filhos”.1 A cooperação de Deus Pai também reside na sua iniciativa de nos daro Espírito Santo como garantia de que, um dia, seremos completamentelivres do pecado. É por isso que Paulo afirma: Ora, quem para isso mesmonos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito (II Co5:5). De acordo com o sentido do texto em que essa afirmação está inse-rida, ele se refere ao papel do Pai de prover a redenção do nosso corpo,de torná-lo livre de todo pecado (cf. II Co 5:1-8). 1.2 Na participação divina, o Filho consumou a nossa santificação:Em Jesus Cristo, vemos grande empenho, tal como no Pai, na nossa san-tificação, pois foi ele quem conquistou a nossa salvação, encarnando-se,morrendo por nós e ressuscitando em nosso favor, para que sejamossantificados (II Co 5:14-15). Além disso, pela sua maneira de viver comoser humano, Jesus foi, entre nós, a consumação da santidade perfeita.1. Grudem (1999:628).28 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  30. 30. Por isso, tornou-se nosso exemplo máximo. Não é sem motivo que oautor de Hebreus nos ensina a olhar firmemente para o Autor e Consu-mador da fé, Jesus (Hb 12:2). Jesus foi vitorioso sobre todo tipo de pecado e garante tornar-nosvitoriosos também, com a promessa de sua constante presença conosco:Eis que estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt28:20). Não bastasse isso, prometeu preparar lugar para nós junto a sie ressuscitar-nos livres da nossa natureza pecadora, por ocasião de suavolta (Jo 14:1-3, 11:25-26). O texto de I Co 1:30 mostra-nos, em síntese,toda a cooperação de Cristo na nossa santificação pessoal: ele se tornou,para nós, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção. 1.3 Na participação divina, o Espírito Santo mantém a nossa san-tificação: A Bíblia nos ensina que o Espírito Santo nos convence do pe-cado (Jo 16:7-11) e tem a preciosa tarefa de ajudar-nos a mantermo-nosfiéis e crescermos em santidade, lembrando-nos da palavra de Deus eencorajando-nos, a partir dela, a resistirmos ao pecado: Mas o consola-dor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todasas coisas e vos fará lembrar de tudo que os tenho dito (Jo 14:26 – leiatambém: Jo 14:16-17; Rm 8:13-14; Gl 5:16-18). Como nosso parceiro, ele participa ativamente de nossas lutas diáriascontra o pecado e se responsabiliza por produzir em nós o seu fruto(cf. Gl 5:22), para tornar-nos parecidos com Cristo. Por isso, o Espírito,cujo “sobrenome” é Santo, é a prova de que podemos viver em santi-dade constante diante de Deus, e de que, futuramente, alcançaremos asantidade perfeita; afinal, foi Deus que nos preparou para este propósito,dando-nos o Espírito como garantia do que está por vir (II Co 5:5 – NVI). 2. A participação humana na santificação pessoal: Onde é que en-tramos nesse processo? Qual é a nossa parte na nossa santificação pesso-al? Há quem pense que não há nada que possamos fazer, pois qualqueresforço humano anularia a graça de Deus. Realmente, nunca conquista-remos a santidade por iniciativa ou esforço nosso. Precisamos entender,quanto a isso, que não se trata de mérito humano, mas de responsabilida-de de cada crente com o que recebeu gratuitamente de Deus. Entendidoeste aspecto, vamos, agora, conhecer o que a Bíblia diz sobre nossa partenessa parceria com Deus pela nossa santificação pessoal. 2.1 A participação humana implica aceitação: Em primeiro lugar, apalavra de Deus nos ensina que a nossa cooperação inicia-se com umaatitude de aceitação (Rm 10:8-11, 8:16; Tg 1:21). Isto significa que preci-samos crer que o sacrifício de Jesus é suficiente para nos tornar aceitosdiante de Deus e que somente em Cristo somos transformados em novascriaturas (Ef 1:3-14, 2:1-8; Rm 8:1-17; II Co 5:15-17). Nesse sentido, acei-tar é submeter-se a Deus, como aconselha o apóstolo Tiago: Sujeitai-vos, www.portaliap.com | 29
  31. 31. pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e elese chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, puri-ficai o coração (Tg 4:7-8). 2.2 A participação humana implica obediência: A Bíblia nos traz, emsegundo lugar, o ensino de que nossa cooperação implica obediência.Em Tg 1:22-25, a palavra de Deus nos encoraja a sermos praticantes dapalavra e não apenas ouvintes. Também, em Ef 2:10, somos ensinados daseguinte maneira: Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus paraas boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Nestaafirmação, Paulo ensina que a salvação pela graça tem como conseqüên-cia as boas obras, pois Deus, pelo seu Espírito, nos capacita para isso, aonos criar em Cristo Jesus (cf. Ef 2:1-9). 2.3 A participação humana implica união do corpo de Cristo: Em ter-ceiro e último lugar, a Bíblia ensina que devemos encorajar uns aos outros àsantidade, com palavras e atitudes (Hb 10:24-25; Rm 12:10-13; I Ts 5:14-18;I Tm 4:11-12). Isso significa que a santificação é pessoal, mas não individual,pois precisamos uns dos outros para crescermos em santidade (I Co 12:12-27). Essa é a razão de a Escritura nos ensinar que, se nosso irmão se ofendecom determinadas atitudes nossas, devemos evitá-las, para não prejudicar-mos a sua santificação pessoal (I Co 10:24,32-33; II Co 6:1,3-10). Esses aspectos da participação divina e da participação humana, noprocesso de santificação pessoal, mostram que Deus é provedor, con-sumador e mantenedor da nossa santificação. O que nos cabe, nesseprocesso, é responsabilidade – algo que recebemos de outrem –, nãomérito – algo que temos em nós mesmos. Por isso, cooperamos comDeus porque recebemos dele a capacitação. Logo, não se trata de ser-mos participantes na mesma medida de Deus, mas de sermos apenasservos e confiarmos no Senhor, que nos santifica, o que é muito diferentede sermos omissos quanto à busca pela santificação.1. Após ler o item 1.1 e os textos bíblicos nele indicados, explique como o Pai proveu a nossa santificação. 30 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  32. 32. 2. Responda, com base no item 1.2 e nos textos bíblicos nele indicados: Como Jesus Cristo consumou a nossa santificação? 3. Após ler o item 1.3 e os textos bíblicos nele indicados, explique como o Espírito Santo mantém a nossa santificação. 4. Leia os itens 2.1, 2.2, 2.3, bem como os textos bíblicos nele indicados e comente as três implicações da participação humana na santificação pessoal. 5. Com base em toda a primeira parte deste estudo, explique como a parceria com Deus anula o mérito humano. II – VIVENDO A PALAVRA DE DEUS1. A parceria com Deus requer reconciliação. Quando tratamos, neste estudo, da participação do Pai na nossa santi-ficação, dissemos que ele proveu a nossa reconciliação consigo, enviandoJesus Cristo para morrer por nós. Por essa iniciativa de Deus Pai, temosa oportunidade de nos reconciliar com ele, aceitando Jesus Cristo comonosso Senhor e Salvador, para andarmos em santidade. Sem reconcilia-ção, continuamos inimigos de Deus e não podemos ser seus parceiros(Jo 3:36). É por essa razão que Paulo nos diz: Rogamos-vos, pois, da partede Cristo que vos reconcilieis com Deus (II Co 5:20). www.portaliap.com | 31
  33. 33. 6. Leia a primeira aplicação e responda: O que significa dizer que a parceria com Deus requer reconciliação? 2. A parceria com Deus requer purificação. Além de reconciliação, a parceria com Deus requer purificação, umavez que santidade significa rompimento com o pecado. É através de Je-sus que essa separação se torna possível, pois, sendo ele o consumadorda nossa santificação, o seu sangue nos purifica de todo pecado (I Jo1:7). Neste sentido, não há parceria com Deus, se não há purificação, poisele coopera conosco para nos tornar novas criaturas, ou seja, para nospurificar. Deixemos, então, tudo que nos torna impuros (II Co 6:14-16);... purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito (II Co 7:1b).7. Leia a segunda aplicação e responda: O que significa dizer que a parceria com Deus requer purificação? 3. A parceria com Deus requer aperfeiçoamento. A última parte de II Co 7:1 diz: ... aperfeiçoando a santificação no temorde Deus. Através dessa expressão, entendemos que nunca alcançaremosum nível de perfeição moral nesta vida. Enquanto estivermos neste cor-po, não conseguiremos fazer sempre o que é certo; mas, como salvosem Jesus, temos o auxílio do Espírito Santo, para permanecermos purose não nos deixarmos dominar pelo pecado (Tg 4:7-10; Rm 6:13, 19, 8:13,12:1-2), sendo que, a cada pecado renunciado, o Senhor nos aperfeiçoae nos torna mais santos. Oremos como o salmista, no Salmo 139:23-24:Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração (...) vê se há em mim algumcaminho mal, e guia-me pelo caminho eterno.8. Leia a terceira aplicação e responda: O que significa dizer que a parceria com Deus requer aperfeiçoamento? 32 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  34. 34. CONCLUSÃO: Aprendemos, neste estudo, que não estamos isentosde responsabilidade, quanto à busca e ao aperfeiçoamento de nossasantificação pessoal, mas que contamos com a preciosa parceria do DeusTrino, que nos reconciliou consigo, conquistou a nossa santificação e noscapacita a crescer em santidade na sua presença. Portanto, coloquemosem ação a nossa salvação, com temor e tremor, sabendo que é Deusquem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar, de acordo com aboa vontade dele (Fp 2:12-13 – NVI). www.portaliap.com | 33
  35. 35. 5 O processo da santificação pessoal31 JAN 2009 Hinos sugeridos: BJ 317 – HC 77 / BJ 126 – CC 119 leItura diÁria objetivo Domingo, 25 de janeiro........ Pv 4:18-27 . Ensinar que a santificação pes- Segunda, 26................................ Ef 4:12-16 soal realiza-se em nós através Terça, 27............................................ Fp 1:3-6 de um processo contínuo, Quarta, 28....................................Rm 12:1-2 que durará por toda a nossa Quinta, 29......................................II Co 3:18 . vida aqui na terra, e devemos Sexta, 30.........................................I Pe 2:1-3 vivenciá-lo de forma natural, Sábado, 31...............................II Pe 3:17-18 crescente e objetiva. TEXTO BÁSICO: Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, quevai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. (Pv 4:18) INTRODUÇÃO: Nas sagradas páginas da Bíblia, o crente em Cristo éfrequentemente incentivado e exortado a crescer na santificação pes-soal. É comum encontrarmos expressões como: “crescei”, “desenvolvei”,“transformai”, indicando que a santificação não se realiza num momentosó, mas em um processo contínuo que depende de nossa vontade paradesenvolvê-lo. Na lição de hoje, examinaremos alguns textos, que mos-tram no que consiste o processo da santificação e como ela se desenvol-ve em cada um de nós. I - ABRINDO A PALAVRA DE DEUS 1. Entendendo o processo: Já aprendemos que a santificação co-meça na regeneração, quando assumimos uma nova posição diante doPai, por meio da fé em Cristo. Porém, ela não pára por aí. De acordocom Grudem, a “santificação é uma obra progressiva da parte de Deuse do homem que nos torna cada vez mais livres do pecado e semelhan-34 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  36. 36. tes a Cristo em nossa vida presente”.1 Destacamos, aqui, o fato de queela é uma obra progressiva, um processo contínuo que se dá passo apasso e dura por toda a vida. É, basicamente, uma batalha que travamos contra o pecado e, à medi-da que o vencemos, tornamo-nos mais e mais parecidos com Cristo: nocaráter, nos pensamentos, nos sentimentos e nas ações. Antes, éramosescravos do pecado e caminhávamos na direção contrária a Deus. Ago-ra, libertos por Cristo, passamos a caminhar em direção a Deus. Assimcomeça a caminhada cristã e há um longo caminho a percorrer, até quecheguemos (...) à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4:13). Embora não sejamos mais escravos do pecado (Rm 6:18), ele insisteem permanecer presente em nós. De fato, a Bíblia é muito direta, quandonos mostra que, apesar de convertidos a Cristo, ainda pecamos (I Jo 1:8).Mas o desejo de nosso Deus é que vençamos o pecado a cada dia e ca-minhemos para perfeição, pois segundo é santo aquele que vos chamou,tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo (I Pe 1:15-16). Observe, por favor, o versículo 15 da primeira carta de Pedro, queacabamos de citar. Há dois ensinos preciosos nele:2 o primeiro e mais im-portante é que Deus é santo, ou seja, ele é separado, sem pecado, puro eperfeito. O segundo ensino é que ele nos chamou, isto é, nos convocoupara sermos participantes com ele de sua santidade. Todos nós, cristãos,fomos chamados para trilhar o caminho da santificação, abandonando opecado, tornando-nos cada vez mais santos e identificando-nos cada vezmais com o nosso Deus, que é Santo! Ao ler esses dois versículos, Wilkinson3 observa que há dois mandamen-tos, “tornai-vos” e “sede”; ambos indicam que há, realmente, um processopelo o qual nos tornamos santos; porém, esse processo não é automáticoem nós; está sujeito à resposta que damos ao chamado de Deus. É precisoque nos esforcemos e nos apresentemos diante de Senhor com o desejo decrescer espiritualmente. Paulo disse: Rogo-vos pois (...) apresenteis os vossoscorpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12:1). A santificação é resultado de um trabalho conjunto entre Deus e ocristão. Para o cristão, é imprescindível desejar e buscar para realmentealcançá-la. Entretanto, somente por seu esforço, não experimentará ne-nhum avanço e jamais irá alcançá-la. Sem Jesus, nada podemos fazer (Jo1. Grudem, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, (1999:62).2. ueller, Ênio R. I Pedro: introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, M (1991:102).3. ilkinson, Bruce H. Santidade pessoal em tempos de tentação. São Paulo: Mundo W Cristão, (2002:85). www.portaliap.com | 35
  37. 37. 15:5). A santificação se realiza-se na dependência de Cristo. É ele quemnos purifica de todo pecado, é a ele que devemos nos confessar, pois, éfiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça (I Jo 1:9). Nosso coração deve arder pelo desejo de ser mais parecido com Je-sus. É esse desejo que nos impulsionará a superar, dia a dia, a força queo pecado exerce em alguma área da nossa vida. Por exemplo: Suponhaque você se percebe mentindo, mas que, no seu coração, há um ardentedesejo de se parecer com Cristo. O que fazer? Ciente de que você estáem um processo, não desanime. É preciso avançar nesse processo! Ore,peça o perdão e a ajuda de Deus; lute e se esforce até o dia em que con-seguir vencer esse pecado. 2. Avançando no processo: É certo que, quanto mais o cristão avançano processo de santificação pessoal, mais diminui seu grau de pecado. Oapóstolo Paulo tinha este conceito em mente, quando disse aos coríntios:... purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfei-çoando a nossa santidade no temor de Deus (II Co 7:1b). Todo cristão deve epode progredir em sua vida espiritual. Neste versículo, Paulo se refere a doisprincípios básicos para avançarmos no processo da santificação pessoal. O primeiro princípio que encontramos no versículo é a necessidade depurificação. Para experimentarmos o avanço e o crescimento, é funda-mental que nos purifiquemos, ou seja: é necessário livrarmo-nos da con-taminação do pecado, limparmo-nos da iniqüidade, consagrarmo-nose dedicarmo-nos somente a Deus. Isso envolve todas as áreas da vida.Precisamos nos limpar de toda impureza, tanto da carne como do espírito.Note que a expressão é imperativa; é uma ordem bíblica: Afastemo-nosde tudo o que está errado, diz a tradução da Bíblia Viva. O segundo princípio é a necessidade de aperfeiçoamento. A santi-dade em nós não é um processo concluído, mas algo que necessita deum contínuo aperfeiçoamento. O termo traduzido por “aperfeiçoando”(epiteleo - gr.) significa “levar até um fim, terminar, completar”.4 Pauloestá incentivando os cristãos de Corinto a permanecerem avançando nasantificação pessoal e a se esforçarem para completá-la. Esse texto mos-tra claramente que a santificação pessoal deve ser encarada como umaação contínua de consagração a Deus. Esse pensamento fica bem evidenciado quando lemos que todos nós (...)somos transformados, de glória em glória (II Co 3:18). A vida cristã é total-mente contrária a qualquer tipo de estagnação, inércia, imobilidade. Nãohá espaço, no cristianismo autêntico, para cristãos espiritualmente “confor-mados” e satisfeitos consigo mesmos. Até mesmo Paulo disse: Não que já4. ilkinson, Bruce H. Santidade pessoal em tempos de tentação. São Paulo: Mundo Cristão, W (2002:86).36 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  38. 38. tenha alcançado, ou que seja perfeito, mas prossigo (Fp 3:12). O que dizer denós? Busquemos sempre o crescimento espiritual, sabendo que avançar nasantificação não é uma opção,5 mas um mandamento para o crente. Na prática, isso significa que, a cada vitória sobre o pecado, começa-mos a agir cada vez mais conforme Jesus agiria. À medida que o pecadoperde a força em nós, o Espírito Santo assume gradualmente o domíniode nossa vida, libertando-nos das obras da carne e gerando em nós o fru-to espiritual, que é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bon-dade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5:22). Assim, assumimoscada vez mais a plenitude do caráter de Cristo. Vale ainda dizer que a santificação, entendida como um processo, nãoé igual em todos. Ela se manifesta em velocidade e graus diferentes,dependendo da capacidade, da vontade e do empenho de cada pessoa.Sobre esse assunto, Paulo escreve: desenvolvei a vossa salvação com te-mor e tremor (Fp 2:12b). Há, na igreja, aqueles que ainda estão “engati-nhando” na fé e outros que são mais maduros, mas ninguém está pronto,pois “qualquer que seja o crescimento espiritual alcançado, há sempremais, muito mais para alcançar”.6 Além disso, “a santificação, sendo um processo, não deve ser encara-da como um alvo que algum dia alcançaremos nesta vida terrestre”.7 Defato, aqui não podemos ser perfeitos, pois somos limitados. Somente navolta de Cristo isso vai acontecer. Mas isso não nos impede que avance-mos e busquemos a santificação. Deus não espera de nós perfeição nes-ta vida, mas ele espera ver em nós vontade e esforço para obedecer-lhe.Com isso em mente, iremos considerar, a seguir, três aplicações, tendopor base Pv 4:18.1. Após ler o comentário, Pv 4:18; II Co 3:18; Fp 2:12, responda: O que é o processo da santificação pessoal? Onde ele começa e qual é seu objetivo final? 5. hamplin, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. vol. C IV, São Paulo: Milenium, (:363).6. Shedd, Russell P. Lei, graça e santificação. 2ª Ed. São Paulo: Vida Nova, (1998:75).7. Idem. www.portaliap.com | 37
  39. 39. 2. Leia I Pe 1:15-16; Rm 12:1 e responda: Qual é a convocação de Deus para todo crente em Cristo? Comente, ainda, o que esses dois textos bíblicos nos ensinam sobre o processo da santificação pessoal. 3. Após ler I Jo 1:8-9; II Co 7:1 e o comentário, responda: Como podemos vencer gradualmente o pecado, na vida cristã, e o que isso tem a ver com o processo de santificação pessoal? 4. Com base nos quatro últimos parágrafos do comentário, comente a afirmação: “santificação, entendida como um processo, não é igual em todos. Ela se manifesta em velocidade e graus diferentes”. II - VIVENDO A PALAVRA DE DEUS1. Vivencie o processo da santificação pessoal de forma natural. Assim como o sol está para brilhar, o crente está destinado, natural-mente, a crescer em santidade. Por isso, o sábio diz: Mas a vereda dosjustos é como a luz da aurora (Pv 4:18a). À semelhança do crescimentohumano, o cristão precisa crescer na santificação. Para que uma criançacresça de forma natural, é necessária, basicamente, uma boa alimenta-ção. De igual modo, precisamos nutrir a nossa alma com disciplinas es-pirituais, como a oração, a leitura bíblica e a comunhão com os outros,para crescermos na fé com naturalidade.38 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  40. 40. 5. Com base na primeira aplicação, comente o que devemos fazer para crescer com naturalidade na vida cristã. 2. Vivencie o processo da santificação pessoal de forma crescente. Na seqüência do versículo, lemos: ... que vai brilhando mais e mais (Pv4:18b). O pensamento é que devemos atingir patamares cada vez maisaltos na santificação. Quando o sol começa a nascer, não há mais comopará-lo. Assim devemos agir na santificação. É triste vermos cristãos es-tagnados e outros que até regrediram na vida cristã. Mas não é isso quenosso Senhor espera de nós. Ele deseja que vivamos o processo santifi-cação de forma crescente, de glória e glória (II Co 3:18), no crescimentoque procede de Deus (Cl 2:19).6. Com base na segunda aplicação, responda: O significa vivenciar o processo de santificação pessoal de forma crescente? 3. Vivencie o processo da santificação pessoal de forma objetiva. O objetivo da luz da aurora é tornar-se dia perfeito (Pv 4:18c) e o obje-tivo do cristão é ser perfeito em santidade. Temos um alvo, que é Cristo!E assim: ... esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançandopara as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio dasoberana vocação de Deus em Cristo (Fp 3:13-14). Devemos vivenciar oprocesso de santificação com a disciplina e a determinação de um atleta,que, tendo uma meta, não pensa em outra coisa, senão em alcançá-la.7. Com base em Fp 3:13-14 e na terceira aplicação, responda: Qual é o alvo de todo cristão e qual deve ser sua atitude diante desse alvo? www.portaliap.com | 39
  41. 41. CONCLUSÃO: Grande parte das cartas do Novo Testamento são en-sinamentos, conselhos e exortações aos crentes em Cristo de diversasigrejas sobre como deveriam crescer à semelhança do Senhor. Sem dú-vida, o desejo dos escritores da Bíblia, e, principalmente, do Senhor daBíblia é que, a cada dia, avancemos no processo da santificação pessoal.Façamos, portanto, o que nos cabe fazer, pois podemos estar plenamen-te certos de que aquele que começou boa obra em nós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus (Fp 1:6).40 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  42. 42. 6 A amplitude da santificação pessoal 7 FEV 2009 Hinos sugeridos: BJ 186 – HA 295 / BJ 93 – HC 186 leItura diÁria objetivo Domingo, 1 de fevereiro.... I Co 6:19-20 Mostrar ao estudante que a Segunda, 2....................................... Lv 27:28 santificação pessoal, como fru- Terça, 3........................................I Ts 5:22-24 to de uma vida renovada, deve Quarta, 4.........................................Cl 3:9-10 . abranger todos os aspectos da Quinta, 5..........................................I Ts 4:1-7 vida do crente em Jesus. Sexta, 6.......................................... Ef 4:17-25 Sábado, 7..................................... Ef 4:25-32 . TEXTO BÁSICO: Porque fostes comprados por bom preço; glorificai,pois a Deus, no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem aDeus. (I Co 6:20) INTRODUÇÃO: Ao encerrar sua missão na terra, Jesus intercedeu pe-los seus seguidores, pedindo ao Pai que os santificasse na verdade. De-pois, acrescentou: E por eles me santifico a mim mesmo, para que tambémeles sejam santificados na verdade (Jo 17:19). Jesus deixou claro que épossível ao crente ser santo, e que é desejo seu que todos que o seguemsejam santificados na única verdade, que é a palavra de Deus. Vejamos,então, no estudo da presente lição, qual é a amplitude da santificação. I - ABRINDO A PALAVRA DE DEUS Analisando a expressão coisa assim consagrada será santíssima aoSenhor, que aparece em Levítico 27:28, entendemos que tudo que foiescolhido e separado para o serviço a Deus é santo. Daí a recomendaçãoda Bíblia, no tocante ao crente: Santos sereis, porque eu, o Senhor vossoDeus, sou santo (Lv 19:2). O Deus santo exige de seus servos que sejamigualmente santos: Portanto, santificai-vos, e sede santos, porque eu souo Senhor vosso Deus (Lv 20:7). www.portaliap.com | 41
  43. 43. Santificação, diferentemente do que muitos pensam, abrange todos osaspectos da vida do cristão. Observemos o que diz a Escritura: E o mesmoDeus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo,sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SenhorJesus Cristo (I Ts 5:23 – grifo nosso). Espírito, alma e corpo, mencionadosnesse texto, significam o ser humano em sua totalidade, ou, como diz aEscritura, em outra parte: ... em toda a vossa maneira de viver (I Pe 1:15). Sobre essa questão, concordamos com Grudem, quando afirma que “asantificação afeta a pessoa como um todo”. Na opinião desse teólogo, asantificação abrange o nosso intelecto, as nossas emoções, a nossa von-tade, o nosso espírito, isto é, nosso caráter e, finalmente, o nosso corpofísico.1 Com a graça de Deus, no presente estudo, examinaremos cadauma dessas partes. Em primeiro lugar, mostraremos como a santificaçãoafeta o nosso intelecto, valendo-nos do conceito de “nova criatura” usa-do por Paulo, em seus escritos. Inspirado pelo Espírito Santo, o apóstolo afirma: Assim que, se alguémestá em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo sefez novo (II Co 5:17). Esta “nova criatura” a que Paulo se refere, nesse texto,surge como resultado da transformação do entendimento, experimenta-da por quem passou a viver uma nova vida em Cristo. A nova criatura nãose conforma com este mundo, pois foi transformada pela renovação doseu entendimento, e vive a perfeita vontade de Deus (cf. Rm 12:2). Com a conversão e a conseqüente renúncia da velha vida marcadapelo pecado, o crente passa a ser uma nova criatura e a ter um novoentendimento. Assim, diz a Escritura: Não mintais uns aos outros, poisque já vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes donovo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele queo criou (Cl 3:9-10). Assim, no lugar da mente escurecida pelo pecado (cf.Ef 4:18), surge um novo e verdadeiro entendimento (cf. I Jo 5:20). Além de afetar o nosso intelecto, em segundo lugar, a santificaçãopessoal afeta as nossas emoções. O leitor talvez queira perguntar: O quesão emoções e que relação existe entre elas e a santificação? Emoçõessão reações positivas ou negativas, manifestadas pelo nosso organismo,ante a presença de um estímulo qualquer. As emoções negativas estãoassociadas à amargura, cólera, ira, gritarias e blasfêmias (Ef 4:31); as posi-tivas estão associadas ao amor, alegria, paz e longanimidade (Gl 5:22).2 Em terceiro lugar, no tocante à nossa vontade, há relação tambémentre esta e a santificação. O desejo de agradar a Deus induz à santi-1. Grudem, Wayne A. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, (1999:631-632).2. Grudem, Wayne A. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, (1999:631).42 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  44. 44. ficação, e a busca desta é a melhor prova que podemos dar do nossointeresse em obedecer à palavra do Senhor: Aquele que tem os meusmandamentos e os guarda esse é o que me ama (Jo 14:21). Em estado desantificação, a nossa vontade coincidirá sempre com a vontade de Deus:... não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundoa vontade de Deus (I Pe 4:2). Grudem comenta que a santificação tem um efeito sobre a nossa von-tade, nossa faculdade de tomar decisões, porque Deus é quem efetua emnós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade (Fp 2:13).3Como podemos perceber, a santificação, antes de ser uma decisão nos-sa, é uma obra de Deus em nossas vidas, pois, de nossa parte, o simplesdesejo de sermos santos não basta; precisamos da ajuda de Deus paradesejá-la e concretizá-la, conforme já aprendemos em lições anteriores. Em quarto lugar, vejamos a relação que existe entre a santidade e onosso espírito ou caráter, e vice-versa. Essa relação consiste no seguin-te: a santidade influencia o nosso caráter ou nossa conduta interior. Daías recomendações da palavra de Deus para que sejamos interiormen-te puros: ... purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito,aperfeiçoando a santificação no temor de Deus (II Co 7:1); porque não noschamou Deus para a imundícia, mas para a santificação (I Ts 4:7). O crenteque vive em santidade pensa, fala e age de maneira santa. Por último, mas não menos importante, a santificação pessoal tam-bém afeta o nosso corpo físico. Talvez essa seja a área mais mal inter-pretada e negligenciada por nós. O nosso corpo também é afetado pelasantificação pessoal. Daí as recomendações bíblicas que apontam parao dever de conservarmos o nosso corpo afastado de qualquer tipo decontaminação: Ou não sabeis que o nosso corpo é santuário do EspíritoSanto... (I Co 6:19a). Deus não habita em templo contaminado! Como está o seu corpo? Você acha que ele está à altura de receber oSenhor? A palavra traduzida por “santuário”, neste versículo, faz referên-cia ao “santo dos santos”, lugar mais íntimo do templo, onde se verifica-vam as manifestações da glória Divina.4 A presença do Espírito Santo nonosso corpo faz dele propriedade exclusiva de Deus. E, se ele vive dentrode nós, como, de fato, cremos, então, devemos cuidar deste “templo”:Afinal de contas, nunca ninguém odiou a sua própria carne, antes a ali-menta e sustenta (Ef 4:29). “À medida que nos tornamos mais santificados em nosso corpo, ele se tornacada vez mais um servo útil de Deus, cada vez mais suscetível à sua vontade3. Idem.4. hamplin, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado v.v. São Paulo: Hagnos, C (2002:91). www.portaliap.com | 43
  45. 45. e aos desejos do Espírito Santo (cf. I Co 9:27). Não deixaremos o pecado reinarem nosso corpo (Rm 6:4) nem permitiremos que nosso corpo participe de algummodo de imoralidade (I Co 6:13), mas trataremos dele com cuidado e reconhe-ceremos que ele é o meio pelo qual o Espírito Santo atua através de nós nestavida. Portanto, ele não deve ser impensadamente vítima de maus tratos, masdeve tornar-se útil e capaz de reagir à vontade de Deus”.5 Que Deus conserve cada de nós isento de impurezas, para que os nos-sos corpos, assim conservados, prestem-se ao serviço de Deus, visto que ocorpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o cor-po (I Co 6:13b). Que cada um saiba controlar o seu próprio corpo de ma-neira santa e honrosa (I Ts 4:4- NVI). Que toda intenção má, toda palavraimprópria e toda ação indigna jamais sejam nutridas, usadas ou praticadaspor nós: ... não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antescondenai-as (Ef 5:10). Sejamos santos, porque o Senhor é santo! Nas considerações já feitas até aqui, vimos que, para agradarmos a Deus,precisamos cultivar, aplicar e avançar na santificação pessoal, em todos osaspectos da nossa vida. Nosso intelecto, nossas emoções, nossa vontade,nosso caráter e nosso corpo precisam ser santos! E não se trata de um valorespiritual inatingível, pois, se assim fosse, Deus não o teria exigido de nós.Por isso, na segunda parte desta lição, veremos pelo menos três cuidadosque nos ajudarão a colocar em prática a palavra de Deus em nossa vida.1. Após ler Lv 19:2, 20:7, 27:28 e o comentário anterior, responda: Que desejo de Deus ficou expresso nesses textos? 2. Leia I Ts 5:23; I Pe 1:15, o comentário e responda: Neste caso, em que aspectos de nossas vidas devemos satisfazer os desejos de Deus a nosso respeito e viver em santidade? Justifique sua resposta. 5. Grudem, Wayne A. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, (1999:632).44 | Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 2009
  46. 46. 3. Leia II Co 5:17; Rm 12:2; Ef 4:31; Gl 5:22; I Pe 4:2, o comentário anterior e responda: De que forma a santificação pessoal afeta o nosso intelecto, as nossas emoções e a nossa vontade? 4. Leia II Co 7:1; I Ts 4:7; I Co 6:13, 18-20, o comentário e responda: Que relação existe entre a santidade e o nosso espírito, ou caráter? Por que devemos conservar santo o nosso corpo? II - VIVENDO A PALAVRA DE DEUS1. Visto que a santificação pessoal é abrangente, tomemos mais cuidado com o que pensamos. Talvez seja a mente o lugar das nossas maiores batalhas. Neste campo,podemos perder ou ganhar. Não podemos vacilar! Viver numa sociedadecomo a nossa e manter uma mente cristã saudável e santa não é tarefafácil. Por isso, vale a pena atentar para o conselho das Escrituras: Pensainas coisas que são de cima (Cl 3:2). A santificação pessoal é abrangente.Andemos com os pés na terra e com os pensamentos no céu! Levemoscativo todo o pensamento à obediência de Cristo (II Co 10:5b). Tenhamospensamentos santos!5. Após ler Cl 3:2; Fp 4:8 e o comentário anterior, fale sobre o cuidado que devemos ter com os nossos pensamentos. 2. Visto que a santificação pessoal é abrangente, tomemos mais cuidado com o que falamos. Além dos pensamentos, é também de fundamental importância que ocrente em Jesus tenha um linguajar santo. Diz a Bíblia: Não saia da vossa www.portaliap.com | 45

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