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Ecologia de camponotus sericeiventris no cerrado

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1
ECOLOGIA DE CAMPONOTUS SERICEIVENTRIS NO CERRADO: HÁBITOS
DE NIDIFICAÇÃO E SUA INTERAÇÃO COM FORMIGAS-SAÚVAS.
Estefane Leoncini Siqueira¹ e Heraldo L. Vasconcelos¹
Instituto de Biologia, Universidade Federal de Uberlândia (UFU), CP 384,38902-020,
Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.
RESUMO
Camponotus sericeiventris faz parte do grupo das formigas carpinteiras, ocorrendo em diversos
ambientes da região neotropical. Mantém colônias muito populosas com ninhos em grandes árvores vivas
ou mortas. No entanto, não existem estudos detalhados sobre a ecologia da espécie em ambiente natural.
O presente estudo teve como objetivo determinar se o tamanho e a espécie de árvore afetam o
estabelecimento de ninhos de C. sericeiventris , quais os horários em que forrageiam e sua relação com
saúvas. Os ninhos foram encontrados preferencialmente em árvores vivas (90,7% dos ninhos
encontrados) e com circunferência média de 62,56 cm. As diferenças no número de ninhos em diferentes
espécies de árvores não foram explicadas por diferenças na abundância destas espécies. Miconia albicans
é a espécie mais abundante na área de estudo, porém nenhum ninho de C. sericeiventris foi encontrado
nesta espécie de árvore. Entretanto, os resultados indicam que a seleção das árvores para nidificação é
influenciada pelo tamanho da planta. Houve uma correlação positiva e significativa entre o diâmetro
médio de Vochysia tucanorum e o número total ninhos de C. sericeiventris nesta espécie (r = 0,644; p <
0,001). Estes resultados sugerem que a escolha de uma dada espécie de planta como local de nidificação
por C. sericeiventris não é função da abundância desta espécie, mas sim de seu tamanho. Houve
observações de interações agonísticas entre C. sericeiventris e formigas-saúva.
Palavras chave: Cerrado, saúvas, fomiga V.tucanorum.
ABSTRACT
Camponotus sericeiventris is a wood-harvester ant that occurs in several habitats of the Neotropical
region. It hás large colonies that are established in large trees, live or dead. However, there are no studies
on the ecology fo this species in natural areas. This study had the objective of determining the size and
species of trees that harbors colonies of this ant species, its daily schedule of activities and its relation
with leaf-cutter ants. Most nests were found in live trees (90.7% of the nests found) with a mean
circumference of 62.56 cm. Plant abundance did not explain the greater number of nests found in certain
tree species. Miconia albicans is the most abundant tree species in the study area, but no nest C.
sericeiventris was found in this species. The results suggest that tree size may be an important factor in
nesting site selection. There was a positive correlation between plant size and number of nests for
Vochysia tucanorum (r = 0.644; p < 0,001). Therefore, nesting selection by C. sericeiventris is in part
determined by plant size. Several events of agonistic interaction between C. sericeiventris andf leaf-
cutter ants were observed.
2
1.INTRODUÇÃO
As formigas desempenham papéis
importantes nos fluxos de energia e
nutrientes, uma vez que elas constituem,
juntamente com os térmitas, um grupo
muito importante de insetos do cerrado,
pois são numericamente dominantes e
desempenham importantes papéis
ecológicos (SILVA 1999; SILVESTRE
2000). Vários estudos mostram que as
formigas podem estabelecer diversas
interações com plantas: explorando o
néctar produzido em nectários
extraflorais, estabelecendo relações com
hemípteros sugadores de seiva, atuando
como dispersoras de sementes, como
polinizadoras, herbívoras, ou
simplesmente utilizando as plantas
como locais para nidificação (veja
revisão em HÖLLDOBLER e WILSON
1990).
Entre os Formicidae, o gênero
Camponotus (MAYR, 1866) é
considerado o segundo mais diverso da
região Neotropical (KEMPF 1972) e do
mundo (WILSON 1976; BOLTON
1994). É um gênero cosmopolita com
930 espécies descritas, a maioria das
quais apresentando forte polimorfismo
entre as operárias (BOLTON 1995). São
formigas que fazem ninhos em troncos
ocos de árvores, em bulbos de
orquídeas, em montes de matéria
orgânica, embaixo de pedras ou, mais
raramente, no solo (BARONI-URBANI
1989; HÖLLDOBLER e WILSON
1990; DELABIE 1991).
Camponotus sericeiventris (Guérin,
1834) é uma espécie amplamente
distribuída na região Neotropical,
ocorrendo tanto em ambientes florestais
(WILSON 1987; RICO-GRAY 1993),
como no cerrado do Brasil central
(DEL-CLARO e OLIVEIRA 1999).
Entretanto, são poucos os trabalhos
sobre a história natural desta espécie de
formiga, tanto em respeito aos seus
hábitos de nidificação, quanto em
3
relação a sua interação com outras
espécies de formigas. As poucas
informações disponíveis indicam que as
colônias de C. sericeiventris são muito
populosas e que seus ninhos estão
geralmente localizados em grandes
troncos e galhos de árvores (LONGINO
2002). Além disto, existem evidências
de que os ninhos de C. sericeiventris
são mais comuns em madeira morta ou
de constituição macia (YAMAMOTO
2004), talvez pela maior facilidade
encontrada pelas formigas durante o
processo de construção e manutenção
do ninho. Por ser uma espécie
arborícola, C. sericeiventris interage
com outras espécies de insetos que se
utilizam de plantas, incluindo outras
formigas, especialmente as formigas
cortadeiras de folha (Atta spp.). Existem
evidências de que C. sericeiventris inibe
ou mesmo impede a atividade de
forrageamento das formigas cortadeiras
durante alguns horários do dia (WIRTH
et al. 1997), talvez para evitar que estas
desfolhem as plantas que servem de
ninho e/ou local de forrageamento para
C. sericeiventris. Outros estudos
relatam que Camponotus sereceiventris
têm efeitos negativos sobre a
comunidade de insetos herbívoros em
plantas do cerrado, a presença da
formiga no tronco reduz a incidência
desses insetos nas plantas em que
nidificam (FERNANDES et. al 2005).
O objetivo deste trabalho foi estudar a
ecologia de C. sericeiventris no
Cerrado, o seu hábito de nidificação e
sua interação com formigas-saúvas.
Foram determinadas as espécies de
árvores utilizadas como ninho por C.
sericeiventris, assim como as
características das árvores-ninho, em
particular o tamanho, nas duas áreas de
estudo. Numa segunda etapa deste
estudo foi analisada a relação entre os
horários de forragemento de C.
sericeiventris e da formiga-cortadeira
4
Atta laevigata, assim como a interação
entre estas durante a sobreposição dos
períodos de atividade.
4. MATERIAIS E MÉTODOS
4.1. Local de estudo
Este estudo foi realizado na Estação
Ecológica do Panga, uma RPPN da
Universidade Federal de Uberlândia,
localizada a 30 Km ao sul da cidade de
Uberlândia, com altitude variando entre
740 e 840 m. A Estação possui 409,5 ha
e sua vegetação abrange vários tipos
fisionômicos do Cerrado, incluindo
formações florestais, savânicas e
campestres (SCHIAVINI e ARAÚJO
1989).
O clima da região é do tipo Aw (tropical
chuvoso), de acordo com a classificação
de Köppen, sendo marcado por duas
estações bem definidas, uma chuvosa
que se estende de outubro a março e
outra seca de abril a setembro. A
precipitação anual varia entre 1300 a
1700 mm e a temperatura média é
uniforme ao longo do ano (ROSA et. al.
1991).
O estudo foi desenvolvido em duas
áreas de cerrado sentido restrito
(doravante áreas 1 e 2), que se
caracteriza com uma vegetação
predominantemente arbórea com
cobertura de 50% a 70% e a altura
média de 5 a 8 m (SANO e ALMEIDA
1998), sendo que a vegetação arbórea é
bem mais densa na área 1, sendo esta,
portanto melhor classificada como
“cerrado sentido restrito denso”.
Na Área 1 (cerrado denso) foram
estabelecidas 12 parcelas permanentes
de 30x 30 m, divididas em 9 sub-
parcelas de 10x10m cada, como parte
de um estudo sobre a dinâmica da
vegetação nesta área (H.L. Vasconcelos,
dados não publicados). Dentro das sub-
parcelas todas as árvores com diâmetro
superior a 15,5 cm (com a medição do
tronco feita a 14 cm do solo), foram
medidas. Na Área 2 (cerrado) foram
5
estabelecidos 2 quadrantes (COTTAM
& CURTIS 1956), com transectos de
200 metros cada, e ao longo deles
estabelecidos 40 pontos. Em cada ponto
foram amostrados quatro indivíduos,
um em cada ângulo de 90° (quadrante) a
partir do ponto. Foi amostrado e
identificado o indivíduo mais próximo
do ponto em cada quadrante sendo
medido o diâmetro a 15 cm do solo
(plantas com diâmetro superior a 15,5
cm) e a distância do indivíduo ao ponto.
4.2. Levantamento das árvores
utilizadas para nidificação
Para o levantamento das árvores
utilizadas como ninho por C.
sericeiventris, foi utilizada isca de
sardinha como um atrativo para gerar
atividade das formigas numa primeira
amostragem e, numa segunda
amostragem, o levantamento de todas as
plantas da sub-parcela, em cerca de 10
sub parcelas sorteadas, para que não só
ninhos grandes, que têm uma maior área
de forrageio, estejam incluídos nessa
amostragem. Yamamoto (2004)
observou que C. sericeiventris apresenta
ritmo de atividade exclusivamente
diurno, com maior atividade no final do
período da manhã e início da tarde,
quando a temperatura é mais elevada,
assim as iscas foram oferecidas das 9
horas da manhã até 5 horas da tarde.
Na Área 1 as iscas foram dispostas em
quatro pontos escolhidos aleatoriamente
dentro das sub-parcelas, para que novos
ninhos fundados pudessem ser incluídos
nas análises. Na Área 2 as iscas foram
distribuídas ao longo de uma trilha já
existente em pontos distantes 5 m entre
si. As formigas atraídas pelas iscas
foram então seguidas ao longo de suas
trilhas para a localização dos ninhos. As
plantas da Área 1, com ninho de C.
sericeiventris, foram marcadas. Foram
também, para esta mesma área,
registrados os dados sobre o tamanho
(diâmetro) de cada planta utilizada
6
como ninho, assim como dados sobre a
localização do ninho (altura do solo),
qual a espécie de planta utilizada como
ninho e a distância entre a isca e o ninho
que forrageia na respectiva isca. As
plantas da Área 2 foram marcadas da
mesma forma que as da Área 1,
respeitando a metodologia feita no ano
anterior.
Comparou-se, para as diferentes
espécies de plantas, o número de plantas
com ninho de C. sericeiventris em
relação ao número existente no local
(determinado através do levantamento
botânico descrito anteriormente para as
duas áreas). Caso não houvesse uma
preferência de C. sericeiventris por
nidificar em determinadas espécies de
plantas então se esperava encontrar uma
relação positiva e linear entre a
quantidade de plantas existentes (de
cada diferente espécie) e a quantidade
de plantas utilizadas como ninho de
cada diferente espécie. Caso houvesse
uma preferência, então plantas
relativamente raras seriam muito usadas
pelas formigas enquanto plantas comuns
seriam eventualmente pouco utilizadas.
Para verificar se C. sericeiventris e Atta
laevigata forrageiam num mesmo
período do dia e quais períodos são
estes, foi feito monitoramento 24 horas
em três ninhos de C. sericeiventris, com
as anotações de atividade feitas a cada
duas horas. Em cada ninho, com o uso
de um cronômetro, contou-se, durante
três minutos, o número de formigas
entrando e saindo do ninho. Este
procedimento foi feito trimestralmente
durante 6 meses.
4.4 Análise dos dados
O teste Kolmogorov-Smirnov foi
utilizado para determinar se haviam
diferenças entre a abundância relativa
de ninhos existentes nas diferentes
espécies de plantas e a abundância
relativa de plantas na comunidade. Para
determinar se a quantidade ninhos (em
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Ecologia de camponotus sericeiventris no cerrado

  • 1. 1 ECOLOGIA DE CAMPONOTUS SERICEIVENTRIS NO CERRADO: HÁBITOS DE NIDIFICAÇÃO E SUA INTERAÇÃO COM FORMIGAS-SAÚVAS. Estefane Leoncini Siqueira¹ e Heraldo L. Vasconcelos¹ Instituto de Biologia, Universidade Federal de Uberlândia (UFU), CP 384,38902-020, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. RESUMO Camponotus sericeiventris faz parte do grupo das formigas carpinteiras, ocorrendo em diversos ambientes da região neotropical. Mantém colônias muito populosas com ninhos em grandes árvores vivas ou mortas. No entanto, não existem estudos detalhados sobre a ecologia da espécie em ambiente natural. O presente estudo teve como objetivo determinar se o tamanho e a espécie de árvore afetam o estabelecimento de ninhos de C. sericeiventris , quais os horários em que forrageiam e sua relação com saúvas. Os ninhos foram encontrados preferencialmente em árvores vivas (90,7% dos ninhos encontrados) e com circunferência média de 62,56 cm. As diferenças no número de ninhos em diferentes espécies de árvores não foram explicadas por diferenças na abundância destas espécies. Miconia albicans é a espécie mais abundante na área de estudo, porém nenhum ninho de C. sericeiventris foi encontrado nesta espécie de árvore. Entretanto, os resultados indicam que a seleção das árvores para nidificação é influenciada pelo tamanho da planta. Houve uma correlação positiva e significativa entre o diâmetro médio de Vochysia tucanorum e o número total ninhos de C. sericeiventris nesta espécie (r = 0,644; p < 0,001). Estes resultados sugerem que a escolha de uma dada espécie de planta como local de nidificação por C. sericeiventris não é função da abundância desta espécie, mas sim de seu tamanho. Houve observações de interações agonísticas entre C. sericeiventris e formigas-saúva. Palavras chave: Cerrado, saúvas, fomiga V.tucanorum. ABSTRACT Camponotus sericeiventris is a wood-harvester ant that occurs in several habitats of the Neotropical region. It hás large colonies that are established in large trees, live or dead. However, there are no studies on the ecology fo this species in natural areas. This study had the objective of determining the size and species of trees that harbors colonies of this ant species, its daily schedule of activities and its relation with leaf-cutter ants. Most nests were found in live trees (90.7% of the nests found) with a mean circumference of 62.56 cm. Plant abundance did not explain the greater number of nests found in certain tree species. Miconia albicans is the most abundant tree species in the study area, but no nest C. sericeiventris was found in this species. The results suggest that tree size may be an important factor in nesting site selection. There was a positive correlation between plant size and number of nests for Vochysia tucanorum (r = 0.644; p < 0,001). Therefore, nesting selection by C. sericeiventris is in part determined by plant size. Several events of agonistic interaction between C. sericeiventris andf leaf- cutter ants were observed.
  • 2. 2 1.INTRODUÇÃO As formigas desempenham papéis importantes nos fluxos de energia e nutrientes, uma vez que elas constituem, juntamente com os térmitas, um grupo muito importante de insetos do cerrado, pois são numericamente dominantes e desempenham importantes papéis ecológicos (SILVA 1999; SILVESTRE 2000). Vários estudos mostram que as formigas podem estabelecer diversas interações com plantas: explorando o néctar produzido em nectários extraflorais, estabelecendo relações com hemípteros sugadores de seiva, atuando como dispersoras de sementes, como polinizadoras, herbívoras, ou simplesmente utilizando as plantas como locais para nidificação (veja revisão em HÖLLDOBLER e WILSON 1990). Entre os Formicidae, o gênero Camponotus (MAYR, 1866) é considerado o segundo mais diverso da região Neotropical (KEMPF 1972) e do mundo (WILSON 1976; BOLTON 1994). É um gênero cosmopolita com 930 espécies descritas, a maioria das quais apresentando forte polimorfismo entre as operárias (BOLTON 1995). São formigas que fazem ninhos em troncos ocos de árvores, em bulbos de orquídeas, em montes de matéria orgânica, embaixo de pedras ou, mais raramente, no solo (BARONI-URBANI 1989; HÖLLDOBLER e WILSON 1990; DELABIE 1991). Camponotus sericeiventris (Guérin, 1834) é uma espécie amplamente distribuída na região Neotropical, ocorrendo tanto em ambientes florestais (WILSON 1987; RICO-GRAY 1993), como no cerrado do Brasil central (DEL-CLARO e OLIVEIRA 1999). Entretanto, são poucos os trabalhos sobre a história natural desta espécie de formiga, tanto em respeito aos seus hábitos de nidificação, quanto em
  • 3. 3 relação a sua interação com outras espécies de formigas. As poucas informações disponíveis indicam que as colônias de C. sericeiventris são muito populosas e que seus ninhos estão geralmente localizados em grandes troncos e galhos de árvores (LONGINO 2002). Além disto, existem evidências de que os ninhos de C. sericeiventris são mais comuns em madeira morta ou de constituição macia (YAMAMOTO 2004), talvez pela maior facilidade encontrada pelas formigas durante o processo de construção e manutenção do ninho. Por ser uma espécie arborícola, C. sericeiventris interage com outras espécies de insetos que se utilizam de plantas, incluindo outras formigas, especialmente as formigas cortadeiras de folha (Atta spp.). Existem evidências de que C. sericeiventris inibe ou mesmo impede a atividade de forrageamento das formigas cortadeiras durante alguns horários do dia (WIRTH et al. 1997), talvez para evitar que estas desfolhem as plantas que servem de ninho e/ou local de forrageamento para C. sericeiventris. Outros estudos relatam que Camponotus sereceiventris têm efeitos negativos sobre a comunidade de insetos herbívoros em plantas do cerrado, a presença da formiga no tronco reduz a incidência desses insetos nas plantas em que nidificam (FERNANDES et. al 2005). O objetivo deste trabalho foi estudar a ecologia de C. sericeiventris no Cerrado, o seu hábito de nidificação e sua interação com formigas-saúvas. Foram determinadas as espécies de árvores utilizadas como ninho por C. sericeiventris, assim como as características das árvores-ninho, em particular o tamanho, nas duas áreas de estudo. Numa segunda etapa deste estudo foi analisada a relação entre os horários de forragemento de C. sericeiventris e da formiga-cortadeira
  • 4. 4 Atta laevigata, assim como a interação entre estas durante a sobreposição dos períodos de atividade. 4. MATERIAIS E MÉTODOS 4.1. Local de estudo Este estudo foi realizado na Estação Ecológica do Panga, uma RPPN da Universidade Federal de Uberlândia, localizada a 30 Km ao sul da cidade de Uberlândia, com altitude variando entre 740 e 840 m. A Estação possui 409,5 ha e sua vegetação abrange vários tipos fisionômicos do Cerrado, incluindo formações florestais, savânicas e campestres (SCHIAVINI e ARAÚJO 1989). O clima da região é do tipo Aw (tropical chuvoso), de acordo com a classificação de Köppen, sendo marcado por duas estações bem definidas, uma chuvosa que se estende de outubro a março e outra seca de abril a setembro. A precipitação anual varia entre 1300 a 1700 mm e a temperatura média é uniforme ao longo do ano (ROSA et. al. 1991). O estudo foi desenvolvido em duas áreas de cerrado sentido restrito (doravante áreas 1 e 2), que se caracteriza com uma vegetação predominantemente arbórea com cobertura de 50% a 70% e a altura média de 5 a 8 m (SANO e ALMEIDA 1998), sendo que a vegetação arbórea é bem mais densa na área 1, sendo esta, portanto melhor classificada como “cerrado sentido restrito denso”. Na Área 1 (cerrado denso) foram estabelecidas 12 parcelas permanentes de 30x 30 m, divididas em 9 sub- parcelas de 10x10m cada, como parte de um estudo sobre a dinâmica da vegetação nesta área (H.L. Vasconcelos, dados não publicados). Dentro das sub- parcelas todas as árvores com diâmetro superior a 15,5 cm (com a medição do tronco feita a 14 cm do solo), foram medidas. Na Área 2 (cerrado) foram
  • 5. 5 estabelecidos 2 quadrantes (COTTAM & CURTIS 1956), com transectos de 200 metros cada, e ao longo deles estabelecidos 40 pontos. Em cada ponto foram amostrados quatro indivíduos, um em cada ângulo de 90° (quadrante) a partir do ponto. Foi amostrado e identificado o indivíduo mais próximo do ponto em cada quadrante sendo medido o diâmetro a 15 cm do solo (plantas com diâmetro superior a 15,5 cm) e a distância do indivíduo ao ponto. 4.2. Levantamento das árvores utilizadas para nidificação Para o levantamento das árvores utilizadas como ninho por C. sericeiventris, foi utilizada isca de sardinha como um atrativo para gerar atividade das formigas numa primeira amostragem e, numa segunda amostragem, o levantamento de todas as plantas da sub-parcela, em cerca de 10 sub parcelas sorteadas, para que não só ninhos grandes, que têm uma maior área de forrageio, estejam incluídos nessa amostragem. Yamamoto (2004) observou que C. sericeiventris apresenta ritmo de atividade exclusivamente diurno, com maior atividade no final do período da manhã e início da tarde, quando a temperatura é mais elevada, assim as iscas foram oferecidas das 9 horas da manhã até 5 horas da tarde. Na Área 1 as iscas foram dispostas em quatro pontos escolhidos aleatoriamente dentro das sub-parcelas, para que novos ninhos fundados pudessem ser incluídos nas análises. Na Área 2 as iscas foram distribuídas ao longo de uma trilha já existente em pontos distantes 5 m entre si. As formigas atraídas pelas iscas foram então seguidas ao longo de suas trilhas para a localização dos ninhos. As plantas da Área 1, com ninho de C. sericeiventris, foram marcadas. Foram também, para esta mesma área, registrados os dados sobre o tamanho (diâmetro) de cada planta utilizada
  • 6. 6 como ninho, assim como dados sobre a localização do ninho (altura do solo), qual a espécie de planta utilizada como ninho e a distância entre a isca e o ninho que forrageia na respectiva isca. As plantas da Área 2 foram marcadas da mesma forma que as da Área 1, respeitando a metodologia feita no ano anterior. Comparou-se, para as diferentes espécies de plantas, o número de plantas com ninho de C. sericeiventris em relação ao número existente no local (determinado através do levantamento botânico descrito anteriormente para as duas áreas). Caso não houvesse uma preferência de C. sericeiventris por nidificar em determinadas espécies de plantas então se esperava encontrar uma relação positiva e linear entre a quantidade de plantas existentes (de cada diferente espécie) e a quantidade de plantas utilizadas como ninho de cada diferente espécie. Caso houvesse uma preferência, então plantas relativamente raras seriam muito usadas pelas formigas enquanto plantas comuns seriam eventualmente pouco utilizadas. Para verificar se C. sericeiventris e Atta laevigata forrageiam num mesmo período do dia e quais períodos são estes, foi feito monitoramento 24 horas em três ninhos de C. sericeiventris, com as anotações de atividade feitas a cada duas horas. Em cada ninho, com o uso de um cronômetro, contou-se, durante três minutos, o número de formigas entrando e saindo do ninho. Este procedimento foi feito trimestralmente durante 6 meses. 4.4 Análise dos dados O teste Kolmogorov-Smirnov foi utilizado para determinar se haviam diferenças entre a abundância relativa de ninhos existentes nas diferentes espécies de plantas e a abundância relativa de plantas na comunidade. Para determinar se a quantidade ninhos (em
  • 7. 7 cada uma das espécies de árvores) dependia do tamanho da árvore, foi feita uma análise de correlação entre o tamanho médio das árvores (de cada espécie) e o número de ninhos de C. sericeiventris. Também, através do Teste t de Student, comparou-se para a mesma espécie de planta o tamanho médio das árvores com e sem ninho. 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5.1 Levantamento das árvores utilizadas como locais de nidificação No levantamento botânico feito no Cerrado denso (área 1) foram amostradas 4526 árvores com diâmetro acima de 15,5 centímetros, com um total de 97 espécies. Nesta mesma área foram encontrados ninhos de C. sericeiventris em 47 plantas de 11 espécies. Vinte e oito ninhos estavam em Vochysia tucanorum, 4 em Caryocar brasiliense, 3 em Qualea grandiflora, e um em Copaifera langsdorffii, Matayba guianenses, Bowdchia virgilioides, Sclerolobium aureum, Xylopia aromatica, Pera glabrata, Aspidosperma sp., um em uma espécie de liana não identificada e quatro em plantas mortas. Os ninhos foram encontrados preferencialmente em árvores vivas (90,7% dos ninhos encontrados) e com circunferência média de 62,56 cm, corroborando a afirmativa de Longino (2002), que os ninhos de C. sericeiventris estão localizados em grandes troncos e galhos de árvores vivas ou mortas. No levantamento feito na área 2 foram encontrados 24 ninhos de C. sericeiventris, em 8 espécies de plantas. Oito ninhos estavam em Caryocar brasiliense e seis em Vochysia tucanorum, dois em Qualea grandiflora, dois em Bowdichia virgilioides e um em Erytroxinum suberosum, Pisidium firmum, Qualea parviflora e Vochysia cinamomea. Nesta área, também, os ninhos foram
  • 8. 8 encontrados preferencialmente em árvores vivas (94,1%). As diferenças no número de ninhos em diferentes espécies de árvores não foram explicadas por diferenças na abundância destas espécies (Fig. 1 e 2). Miconia albicans foi a espécie mais abundante nas áreas de estudo, porém nenhum ninho de C. sericeiventris foi encontrado nesta espécie de árvore. Entretanto, os resultados indicam que a seleção das árvores para nidificação é influenciada pelo tamanho da planta, o que foi visto nas duas áreas de estudo (Fig. 3). Houve uma correlação positiva e significativa entre o diâmetro médio de uma dada espécie de árvore e o número total ninhos de C. sericeiventris nesta espécie (r = 0,644; p < 0,001). Além disto, o tamanho da árvore foi importante para determinar quais indivíduos de uma dada espécie continham ninhos e quais não. A análise com V. tucanorum mostrou que as plantas com ninhos tinham um diâmetro médio maior do que aquelas sem ninho (t = 3,23, n = 101, p = 0.002) (Fig. 4). Estes resultados sugerem que a escolha de uma dada espécie de planta como local de nidificação por C. sericeiventris não está condicionada com a abundância desta espécie, mas sim de seu tamanho. 5.2 Monitoramento da atividade de C. sericeiventris Ainda baseados em dados preliminares, notei que C. sericeiventris, em setembro na estação seca (Fig. 5) mantém ritmo de atividade diurno, corroborando a afirmação de Yamamoto (2004), que diz que a espécie tem atividade durante o final do período da manhã e começo da tarde. Em janeiro, na estação chuvosa (Fig. 5) a espécie manteve seu ritmo de atividade diurno, mas os soldados se mantiveram vigilantes na porta da entrada durante toda a madrugada em todos os ninhos monitorados. Um maior
  • 9. 9 fluxo de formigas foi observado em um dos ninhos, que manteve a atividade de forrageio até por volta das 19h, e vigilância se estendendo pela madrugada. Os testes para a comparação do ritmo de atividade de saúvas e formigas carpinteiras, não foram realizados, pois uma metodologia eficiente, que explicasse as diferenças no ritmo de atividade entre as duas espécies ainda não foi encontrada. No entanto notei intensa interferência de C. sericeiventris na atividade tanto diurna quanto noturna de saúvas. C. sericeiventris limitou severamente a atividade de uma trilha de saúvas durante o período da tarde, na estação seca. Os soldados de Camponotus se mantiveram em duplas nas bordas das trilhas de saúvas, desse modo cortavam pernas e cabeças de operárias e soldados de saúvas. Esse fato foi registrado quatro vezes em dois anos de estudo. A limitação da atividade de forrageio de saúvas também foi notada durante o período da noite. O corte de Vochysia tucanorum pelas saúvas foi severamente impedido por C. sericeiventris. Estas estavam do lado de fora do ninho, no tronco, por volta das 5 horas da manhã, impedindo as formigas saúvas de subirem no mesmo e desfolharem a planta. O tronco coincidentemente ou não, servia de local de nidificação para C. sericeiventris, nesta noite a planta não foi cortada pela formiga, no entanto na noite seguinte, a planta foi desfolhada totalmente. Outro fato interessante é o de que nas duas observações de confronto entre ambas, que ocorreram durante a noite (5 horas), as formigas estavam no tronco, e nas que foram feitas durante o dia (16 horas), o confronto aconteceu diretamente no olheiro das saúvas. Duas operárias de C. sericeiventris saíram do ninho pela manhã e ficaram no olheiro das saúvas
  • 10. 10 impedindo o forrageamento das mesmas durante aquele dia, com morte de soldados e operárias de Atta, corroborando a afirmativa de WIRTH et al 1997, que diz que a presença das fomigas carpinteiras no olheiro de saúvas, limitou severamente a atividade das saúvas naquele dia. Tais fatos mostram que a interação existente entre as duas espécies de formigas pode ter importância na manutenção da dinâmica do Cerrado e que mais estudos sobre esse tipo de interação devem ser feitos. 7. LEGENDA DAS FIGURAS Fig.1 Abundância relativa das plantas disponíveis nas parcelas permanentes versus a utilização das espécies para nidificação. Fig.2 Abundância relativa das plantas disponíveis no cerrado sentido restrito versus a utilização das espécies para nidificação. Fig.3 Correlação entre o diâmetro médio das espécies de plantas e a presença e ninhos de C. sericeiventris. Fig.4 Diferença entre os diâmetros de V. tucanorum com e sem ninho. As medidas de diâmetros a 15 cm do solo. Fig 5 Atividade de C.sericeiventris na estação seca e chuvosa
  • 11. 11 Figura 1 C e rra d o d e n so Aco sm ium das Aco sm ium su b Agonandra br Alib ertia my Alib ertia se Andira panic Annona crass Apuleia leio Asp idosp erm a Austroplenck Bauhinia ruf Bowdichia vi Byrso nim a ba Byrso nim a co Byrso nim a cr Cardiopetalu Cayoca r bras Cecropia pac Cocc oloba mo Connarus su b Copaife ra la Couepia gran Couepia sp Couss are a hy Curatella am Cyb istax sp Dalberg ia mi Dim orphandra Diosp yros bu Enterolobium Eremanthus s Eriotheca gr Erythrolxyll Erythroxilum Erythroxy lum Eugenia puni Goch natia po Guapira grac Guapira noxi Hirtella gla Hymenaea sti Kielm eye ra c Lafoensia pa Mach aerium a Mach aerium o Machaerium s Maprounea gu Matayb a guia Miconia albi Myrcia ro str Myrcia tomen Myrcia varia Myrsine guia Myrtace ae Nea theifera Oco tea co ryn Oco tea puche Ouratea ca st Oura tea hexa Palic ourea r Pera glabra t Piptocarpha Plathym enia Platypodium Psidium firm Qualea dicho Qualea grand Qualea multi Qualea parvi Rhamnace ae Roupala mont Rudgea vibur Sch efflera m Sclero lobium Senna ru gosa Siparu na gui Stryp hnodend Styrax ferru Sym plocu s ni Sym plocu s pu Tabebuia aur Tabebuia och Tabebuia ser Tapirira mar Term inalia a Trich ilia pa Vatairea mac Virola se bif Voch ys ia cin Voch ys ia ru f Voch ys ia tuc Xilo pia arom Zanthoxy lum igual 3760 Espécie de planta 0 10 20 30 40 50 60 70 Abundânciarelativa(%) do total de ninhos do total de plantas Abundância relativa Figura 2 Figura 3 C e rr a d o s e n tid o r e s tr ito Acosmium das Alibertia se Annona cra ss Bowdichia vi Byrsonim a cr Card iopetalu Caryocar bra Copaifera la Couepia gra n Coussarea hy Dalberg ia mi Dim orfandra Erioteca gra Erytroxinum Guapira grac Guapira noxi Kielm eyera c Licania umil Machaerium a Machaerium o Matayba guia Miconia albi Myrcia ro str Myrcia tomen Myrcia varia Neea theifer Ocotea corim Oura tea cast Palicoure a r Pera glabra t Pouteria ra m Psidium firm Qualea gra nd Qualea parvi Roupala mont Rudgea vibur Schefflera m Sclero lobium Senna ru gosa Sim plocus ni Sim plocus pu Siparuna gui Stira x ferru Stryphnodend Tabebuia aur Tapirira gui Vatairea mac Virola sebif Vochysia cin Vochysia ru f Vuchysia tuc Xilopia aro m Espécie de planta 0 10 20 30 40 Abundânciarelativa(%) do total de ninhos do total de plantas Abundância relativa 10 20 30 40 50 60 Diâmetro médio (cm) da espécie de planta 0 5 10 15 20 25 30 No.deninhos sentido restrito denso Tipo de cerrado
  • 12. 12 Figura 4 Figura 5 T o d a s a s p la n t a s P la n t a s c o m n in h o 1 0 2 0 3 0 4 0 5 0 6 0 7 0 8 0 9 0 1 0 0 Diâmetro(cm) V o c h y s ia t u c a n o r u m T o d a s a s p la n t a s P la n t a s c o m n in h o 1 0 2 0 3 0 4 0 5 0 6 0 7 0 8 0 9 0 1 0 0 Diâmetro(cm) V o c h y s ia t u c a n o r u m Setembro Janeiro 0 4 8 12 16 20 24 Horário 0 10 20 30 40 50 No.formigasentrandononinho 0 4 8 12 16 20 24 Horário 0 10 20 30 40 50 No.formigasentrandononinho 0 4 8 12 16 20 24 Horário 0 10 20 30 40 50 60 No.formigassaindodoninho 0 4 8 12 16 20 24 Horário 0 10 20 30 40 50 No.formigassaindodoninho
  • 13. 13 5.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARONI-URBANI, C.1989. Phylogeny and behavioral evolution in ants, with a discussion of the role of behavior in evolutionary process. Ethology Ecology and Evolutuion 1: 137-168. BOLTON, B. 1994. Identification guide to the ant genera of the world. Harvard University Press, Cambridge, 224 pp. BOLTON, B. 1995. A taxonomic and zoogeographical census of the exant ant taxa (Hymenoptera: Formicidae). Journal of Natural History 29:1037-1056. COTTAM, G. & CURTIS, J. T. 1956. The use of distance measures in phytosociological sampling. Ecology 37: 451-460. DELABIE, J. H. C.; BENTON, F. P. & DE MEDEIROS, M. A., 1991. La polydomie chez les Formicidae arboricoles dans les cacaoyères du Brèsil: optisation de líoccupation de liespace ou stratégie défensive? Actes Coll. Insectes Sociaux 7:173-178. DEL-CLARO, K. e OLIVEIRA, P.S. 1999. Ant-Homoptera interactions in s Neotropical savanna: the honeydew-producting treehopper, Guayaquila xiphias (Membracidae), and its associated ant fauna on Dydimopanax vinosum (Araliaceae). Biotropica 31:135-144. FERNANDES, G. W.; FAGUNDES, M.; GREGO, M. K. B.; BARBEIROS, M. S. e SANTOS, J. C. 2005. Ants and their effects on na insect herbivore community associated with the inflorescences of Byrsonima crassiflora (Linnaeus) H. B. K. (Malpighiaceae). Revista brasileira de Entomologia 49(2): 264-269.
  • 14. 14 HÖLLDOBLER, B. & WILSON, E.O.1990. The ants. Cambridge, Belknap/ Harvard University Press.732p. LONGINO, J. T. 2002. The Evergreen State College, Olympia WA 98505 USA. longinoj@evergreen.edu RICO-GRAY, V. 1993. Use of plant- derived food resourses by ants in the dry tropical lowlands of Coastal Veracruz, México. Biotropica 30(2):190-200. KEMPF, W. W. 1972. Catálogo abreviado das formigas da região Neotropical. Studia Entomológica (N.S.) 15:3-344. ROSA, R.; LIMA, S. C. & ASSUNÇÃO, W. L. 1991. Abordagem preliminar das condições climáticas de Uberlândia (M.G.). Sociedade & Natureza 1:91-108 SANO, S. M.; ALMEIDA, S. P. 1998. Cerrado ambiente e flora. Embrapa. Planaltina, DF. 556 pg. SILVA, R. R. 1999. Riqueza de formigas (Hymenoptera: Formicidae) nos Cerrados e similaridade entre uma localidade do Planalto Central e duas do sudeste do Brasil. Tese de Mestrado, Universidade de São Paulo. SILVESTRE, R. 2000. Estrutura de comunidades de formigas no Cerrado. Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo. SCHIAVINI, I. & ARAÚJO, G. M. 1989. Condições sobre a vegetação da Reserva Ecológica do Panga (Uberlândia). Sociedade & Natureza 1:61-66. WILSON, E.O., 1976. A social ethogram of Neotropical arboreal ant Zacryptocerus varians (Fr.
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