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Tornar-se Pai de uma Criança que Apresenta 
Deficiência 
Tornar-se pai de uma criança diferente das outras é 
uma grande transformação na vida, é enfrentar uma situação 
para a qual ninguém está preparado. É também viver 
sentimentos complexos e intensos: a raiva, a tristeza, o 
abandono, a onipotência e a frustação. 
É ficar de luto da criança que se esperava. 
Esses sentimentos vividos no momento do nascimento 
podem reaparecer nas diversas etapas do desenvolvimento 
da criança.
Com o tempo os pais aprendem a descobrir o filho, a amar 
e se familiarizar com a deficiência. 
O fato de o filho apresentar uma deficiência leva também os 
pais a conhecer ambientes que eles nunca desejariam ter tido a 
oportunidade de frequentar: o da reabilitação e o da educação 
especial. 
Mesmo que a situação seja angustiante para os pais, 
parece que o estresse afeta sempre mais a mãe que o pai. 
Diante dos pais, devemos mostrar grande humildade 
profissional. Evitar julgamentos apressados sobre o modo de agir 
de alguns pais, tentar compreender sua situação e lhes fornecer 
pistas capazes de ajudá-los.
Depoimento das Mães 
• Percebe-se na pesquisa(anexo 1) que, em alguns casos, todo o 
lugar é deixado aos profissionais da reabilitação ou ocupado 
por eles. 
• Outras subestimam o valor das atividades que não fora, 
sugeridas por esses profissionais. 
• Enquanto era fácil para as mães explicarem o que seus filhos 
gostavam de fazer, tinham mais dificuldade em delimitar o que 
elas mais gostavam de fazer com os filhos. Isso talvez indique 
que elas não tenham conseguido instaurar uma interação como 
o filho que lhes satisfaça realmente, que elas não tenham 
conseguido descobrir seu lado de prazer nessa interação.
• Os profissionais que os pais precisam consultar não parecem 
ter disponibilidade suficiente, nem responder suas 
expectativas. 
• Segundo Kazak (1987), a insatisfação dos pais pode ser 
atribuida ao fato de que o profissional concentra sua 
intervenção na criança e negligencia as necessidades da 
famílias. Parece oportuno reconsiderar o trabalho com os 
pais para dar conta do contexto familiar e disponibilizar uma 
intervenção que seja centrada nas necessidades da família. 
• Antes de intervir no Modelo Lúdico, consideremos 
primeiramente os papéis e dos terapeutas face á criança.
Papeis Distintos e 
Complementares dos Pais e 
dos Terapeutas 
Evitar considerar a criança com deficiência 
física somente do ponto de vista das suas 
limitações e de fazer de sua vida, e de sua 
família, um cotidiano “terapêutico”. 
Condição física particular = necessidades 
particulares. 
Papeis Complementares.
Modelo Lúdico na Vida Cotidiana 
O papel do terapeuta ocupacional pode ser 
resumido da seguinte maneira: 
• Facilitar a vida cotidiana da criança e o 
planejamento dos cuidados. 
• Ajudar os pais a ter com o filho uma interação 
satisfatória para as duas partes. 
• Ajudar os pais a favorecer, na criança, o acesso 
ao mundo que está à sua volta e acompanhá-lo 
em suas descobertas, permitindo - se 
reconhecer as novas facetas de seu filho.
• A tarefa dos pais não é o prolongamento 
da tarefa dos terapeutas, ela é distinta, 
mas igualmente importante.
Dentre as atividades que você deve fazer com 
seu filho, quais são as difíceis e desagradáveis 
para você ou para ele? 
Nesse sentido o que mais é encontrado são as atividades 
relacionadas aos cuidados pessoais das crianças. 
Nessa questão o Terapeuta Ocupacional entra para facilitar esse 
processo, tanto em relação a mãe quanto trabalhar uma maior 
autonomia para a criança.
Dentre as atividades que você gosta de 
fazer com seu filho, a quais eles reagem 
bem? 
Essas atividades são tão apreciadas pelos pais quanto 
pelos filhos, os profissionais devem levar os pais a 
reconhecer a importância dessas atividades no cotidiano, e 
a conservá-las preciosamente.
Dentre as atividades que as outras crianças praticam, 
quais são as que você gostaria de oferecer a seu filho? 
Concentrando constantemente nossas energias e as dos pais nas 
dificuldades do filho, conduzimos os pais a se ater somente às limitações da 
criança; restringimos assim, suas experiências. Fazendo tal pergunta, 
abrimos a porta para a iniciativa, para os interesses e para a imaginação dos 
pais.
Conhecimentos e Competências Específicas do TO no serviço com pais 
Ajudar os pais na vida cotidiana 
 Oferecer meios para simplificar a execução de atividades 
cotidianas (posicionamento, adaptações no banho, vestuário, 
locomoção...)evitando problemas na coluna. 
 “orquestrar” os pais no planejamento, organização, procura de 
equilíbrio, a antecipação e a capacidade de dar um sentido para as 
atividades. 
Favorecendo na conservação de energia e recuperação do tempo. 
Criar uma lista de tarefas, anotar as questões para discussão, 
combinar atividades ao mesmo tempo.
● Organizar o ambiente, utilizar um carrinho para transporte, banco 
para apoio do pé. 
●Se possível: 
-----realizar atividades sentado. 
-----pegar a criança com o quadril e não com braços e costas. 
-----pegar objetos com as duas mãos . 
-----empurrar ao invés de levantar a mobília. 
O Terapeuta acompanhando o cotidiano encontrará mais sugestões para 
ajudar os pais nas atividades.
Favorecer uma Interação Pais-Filhos Mutuamente Satisfatória 
“O fato de discutir com eles efeitos da deficiência sobre o desenvolvimento 
e comportamento da criança pode assegurá-los de suas competências de 
pais. 
Dividir com os pais nosso conhecimento sobre o desenvolvimento sensorial 
da crianças lhes permitirá compreender a importância das atividades 
cotidianas mais simples que a levam a olhar, escutar, tocar, cheirar e mexer-se, 
e de reconhecer seus efeitos sobre o desenvolvimento da criança.”
“Sensibilizar os pais para o desenvolvimento global da criança, 
fazendo aparecer seu comportamento nas esferas diferentes 
daquelas ligadas às suas limitações, ajudará os pais a olhar o filho 
com outros olhos, e talvez, a descobrir nele forças desconhecidas. 
A atitude lúdica pode também enriquecer as relações entre os pais 
e a criança. Abordar as tarefas cotidianas com humor, um pouco 
de loucura na rotina, tudo isso pode mudar a cor do dia e tornar o 
contato com a criança mais sereno e mais agradável.”
Ajudar pais e filhos a fazer 
descobertas juntos 
Se ajudarmos os pais a descobrir seu filho, a 
compreender que apesar das limitações, ele 
pode ser sorridente, carinhoso, ter interesses, 
descobrir a importância das atividades mais 
simples pela experiência de vida de seu filho, 
eles estarão mais capacitados para 
desempenhar o papel de pais, coisa de que, as 
vezes, esquecemos quando todos os nossos 
esforços são somente sobre a criança.
No modelo lúdico, convidamos os pais a 
investir nas forças da criança, com suas 
dificuldades sendo levadas em conta por 
inúmeros profissionais. Ajudando-os a 
ocupar o verdadeiro lugar como pais ao lado 
do filho e a descobrir o prazer com eles. Por 
outro lado, um outro elemento deve ser 
igualmente considerado pelos terapeutas 
que oferecem seus serviços a criança. 
Qualquer pai, incluindo o da criança com 
deficiência física, tem necessidades que lhe 
são próprias.
O trabalho de acompanhamento dos pais pode 
ser feito nos encontros individuais ou nas 
visitas a domicilio. É também possível discutir 
alguns temas anteriores mencionados nos 
encontros de grupos de pais.
E os outros filhos? 
Ser irmã (o) de uma criança diferente das 
outras não é fácil; 
Sentem raiva, tristeza, ressentimento, 
ambivalência, vergonha diante dos amigos; 
Receiam que os pais os amem menos; 
Raramente expressam suas emoções, mas 
transmitem nos seus atos: crises, murros, 
insolência, mau humor, brigas, desobediência; 
A atitude dos pais com o filho deficiente tem 
influência nas reações do(s) outro(s) filho(s).
Terapia Ocupacional: Ajuda a descobrir o prazer de 
interagir com essa(e) irmã(o) diferente dos outros; 
Tem a necessidade de certeza do amor dos pais, de 
um espaço pessoal; 
Precisam criar laços fraternais com essa(e) irmã(o). 
Ex: o brincar. 
Para a criança com deficiência: irmãs(os) 
podem ser parceiros preciosos da brinca-deira, 
aumentando sua bagagem de 
conhecimento e experiência.
O Modelo Lúdico 
Aplicado com a colaboração dos pais, tenta 
responder às necessidades da família no 
cotidiano e contribuir com as competências e os 
conhecimentos do terapeuta ocupacional, 
fundamentando tanto em sua experiência com as 
crianças quanto em sua formação de base. 
Também aposta no prazer partilhado entre os 
pais e filhos, apostando em um valor seguro, em 
um bem-estar de toda família. Contribuindo para 
tornar a vida da família parecida com a das 
outras, ainda que um de seus membros seja 
diferente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
FERLAND, Francine. O modelo lúdico: o brincar, a 
criança com deficiência física e a terapia ocupacional. 3ª 
ed. São Paulo: Rocca, 2006. 
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Modelo ludico e os pais

  • 1.
  • 2. Tornar-se Pai de uma Criança que Apresenta Deficiência Tornar-se pai de uma criança diferente das outras é uma grande transformação na vida, é enfrentar uma situação para a qual ninguém está preparado. É também viver sentimentos complexos e intensos: a raiva, a tristeza, o abandono, a onipotência e a frustação. É ficar de luto da criança que se esperava. Esses sentimentos vividos no momento do nascimento podem reaparecer nas diversas etapas do desenvolvimento da criança.
  • 3. Com o tempo os pais aprendem a descobrir o filho, a amar e se familiarizar com a deficiência. O fato de o filho apresentar uma deficiência leva também os pais a conhecer ambientes que eles nunca desejariam ter tido a oportunidade de frequentar: o da reabilitação e o da educação especial. Mesmo que a situação seja angustiante para os pais, parece que o estresse afeta sempre mais a mãe que o pai. Diante dos pais, devemos mostrar grande humildade profissional. Evitar julgamentos apressados sobre o modo de agir de alguns pais, tentar compreender sua situação e lhes fornecer pistas capazes de ajudá-los.
  • 4. Depoimento das Mães • Percebe-se na pesquisa(anexo 1) que, em alguns casos, todo o lugar é deixado aos profissionais da reabilitação ou ocupado por eles. • Outras subestimam o valor das atividades que não fora, sugeridas por esses profissionais. • Enquanto era fácil para as mães explicarem o que seus filhos gostavam de fazer, tinham mais dificuldade em delimitar o que elas mais gostavam de fazer com os filhos. Isso talvez indique que elas não tenham conseguido instaurar uma interação como o filho que lhes satisfaça realmente, que elas não tenham conseguido descobrir seu lado de prazer nessa interação.
  • 5.
  • 6. • Os profissionais que os pais precisam consultar não parecem ter disponibilidade suficiente, nem responder suas expectativas. • Segundo Kazak (1987), a insatisfação dos pais pode ser atribuida ao fato de que o profissional concentra sua intervenção na criança e negligencia as necessidades da famílias. Parece oportuno reconsiderar o trabalho com os pais para dar conta do contexto familiar e disponibilizar uma intervenção que seja centrada nas necessidades da família. • Antes de intervir no Modelo Lúdico, consideremos primeiramente os papéis e dos terapeutas face á criança.
  • 7. Papeis Distintos e Complementares dos Pais e dos Terapeutas Evitar considerar a criança com deficiência física somente do ponto de vista das suas limitações e de fazer de sua vida, e de sua família, um cotidiano “terapêutico”. Condição física particular = necessidades particulares. Papeis Complementares.
  • 8. Modelo Lúdico na Vida Cotidiana O papel do terapeuta ocupacional pode ser resumido da seguinte maneira: • Facilitar a vida cotidiana da criança e o planejamento dos cuidados. • Ajudar os pais a ter com o filho uma interação satisfatória para as duas partes. • Ajudar os pais a favorecer, na criança, o acesso ao mundo que está à sua volta e acompanhá-lo em suas descobertas, permitindo - se reconhecer as novas facetas de seu filho.
  • 9. • A tarefa dos pais não é o prolongamento da tarefa dos terapeutas, ela é distinta, mas igualmente importante.
  • 10. Dentre as atividades que você deve fazer com seu filho, quais são as difíceis e desagradáveis para você ou para ele? Nesse sentido o que mais é encontrado são as atividades relacionadas aos cuidados pessoais das crianças. Nessa questão o Terapeuta Ocupacional entra para facilitar esse processo, tanto em relação a mãe quanto trabalhar uma maior autonomia para a criança.
  • 11. Dentre as atividades que você gosta de fazer com seu filho, a quais eles reagem bem? Essas atividades são tão apreciadas pelos pais quanto pelos filhos, os profissionais devem levar os pais a reconhecer a importância dessas atividades no cotidiano, e a conservá-las preciosamente.
  • 12. Dentre as atividades que as outras crianças praticam, quais são as que você gostaria de oferecer a seu filho? Concentrando constantemente nossas energias e as dos pais nas dificuldades do filho, conduzimos os pais a se ater somente às limitações da criança; restringimos assim, suas experiências. Fazendo tal pergunta, abrimos a porta para a iniciativa, para os interesses e para a imaginação dos pais.
  • 13. Conhecimentos e Competências Específicas do TO no serviço com pais Ajudar os pais na vida cotidiana  Oferecer meios para simplificar a execução de atividades cotidianas (posicionamento, adaptações no banho, vestuário, locomoção...)evitando problemas na coluna.  “orquestrar” os pais no planejamento, organização, procura de equilíbrio, a antecipação e a capacidade de dar um sentido para as atividades. Favorecendo na conservação de energia e recuperação do tempo. Criar uma lista de tarefas, anotar as questões para discussão, combinar atividades ao mesmo tempo.
  • 14. ● Organizar o ambiente, utilizar um carrinho para transporte, banco para apoio do pé. ●Se possível: -----realizar atividades sentado. -----pegar a criança com o quadril e não com braços e costas. -----pegar objetos com as duas mãos . -----empurrar ao invés de levantar a mobília. O Terapeuta acompanhando o cotidiano encontrará mais sugestões para ajudar os pais nas atividades.
  • 15.
  • 16. Favorecer uma Interação Pais-Filhos Mutuamente Satisfatória “O fato de discutir com eles efeitos da deficiência sobre o desenvolvimento e comportamento da criança pode assegurá-los de suas competências de pais. Dividir com os pais nosso conhecimento sobre o desenvolvimento sensorial da crianças lhes permitirá compreender a importância das atividades cotidianas mais simples que a levam a olhar, escutar, tocar, cheirar e mexer-se, e de reconhecer seus efeitos sobre o desenvolvimento da criança.”
  • 17. “Sensibilizar os pais para o desenvolvimento global da criança, fazendo aparecer seu comportamento nas esferas diferentes daquelas ligadas às suas limitações, ajudará os pais a olhar o filho com outros olhos, e talvez, a descobrir nele forças desconhecidas. A atitude lúdica pode também enriquecer as relações entre os pais e a criança. Abordar as tarefas cotidianas com humor, um pouco de loucura na rotina, tudo isso pode mudar a cor do dia e tornar o contato com a criança mais sereno e mais agradável.”
  • 18. Ajudar pais e filhos a fazer descobertas juntos Se ajudarmos os pais a descobrir seu filho, a compreender que apesar das limitações, ele pode ser sorridente, carinhoso, ter interesses, descobrir a importância das atividades mais simples pela experiência de vida de seu filho, eles estarão mais capacitados para desempenhar o papel de pais, coisa de que, as vezes, esquecemos quando todos os nossos esforços são somente sobre a criança.
  • 19.
  • 20. No modelo lúdico, convidamos os pais a investir nas forças da criança, com suas dificuldades sendo levadas em conta por inúmeros profissionais. Ajudando-os a ocupar o verdadeiro lugar como pais ao lado do filho e a descobrir o prazer com eles. Por outro lado, um outro elemento deve ser igualmente considerado pelos terapeutas que oferecem seus serviços a criança. Qualquer pai, incluindo o da criança com deficiência física, tem necessidades que lhe são próprias.
  • 21. O trabalho de acompanhamento dos pais pode ser feito nos encontros individuais ou nas visitas a domicilio. É também possível discutir alguns temas anteriores mencionados nos encontros de grupos de pais.
  • 22. E os outros filhos? Ser irmã (o) de uma criança diferente das outras não é fácil; Sentem raiva, tristeza, ressentimento, ambivalência, vergonha diante dos amigos; Receiam que os pais os amem menos; Raramente expressam suas emoções, mas transmitem nos seus atos: crises, murros, insolência, mau humor, brigas, desobediência; A atitude dos pais com o filho deficiente tem influência nas reações do(s) outro(s) filho(s).
  • 23. Terapia Ocupacional: Ajuda a descobrir o prazer de interagir com essa(e) irmã(o) diferente dos outros; Tem a necessidade de certeza do amor dos pais, de um espaço pessoal; Precisam criar laços fraternais com essa(e) irmã(o). Ex: o brincar. Para a criança com deficiência: irmãs(os) podem ser parceiros preciosos da brinca-deira, aumentando sua bagagem de conhecimento e experiência.
  • 24. O Modelo Lúdico Aplicado com a colaboração dos pais, tenta responder às necessidades da família no cotidiano e contribuir com as competências e os conhecimentos do terapeuta ocupacional, fundamentando tanto em sua experiência com as crianças quanto em sua formação de base. Também aposta no prazer partilhado entre os pais e filhos, apostando em um valor seguro, em um bem-estar de toda família. Contribuindo para tornar a vida da família parecida com a das outras, ainda que um de seus membros seja diferente.
  • 25.
  • 26. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FERLAND, Francine. O modelo lúdico: o brincar, a criança com deficiência física e a terapia ocupacional. 3ª ed. São Paulo: Rocca, 2006. Google imagens