Texto educação inclusiva e língua brasileira de sinais - libras

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Texto educação inclusiva e língua brasileira de sinais - libras

  1. 1. WEB AULA 1 Unidade 1 – Inclusão: Aspectos Históricos e Noções Básicas Sobre as DeficiênciasIntelectual,Visuale Auditiva. INCLUSÃO E FATORES HISTÓRICOS MUNDIAIS Vamos iniciar, assistindo a um vídeo no qual atentaremos sobre a questão da inclusão na escol. Inserir vídeo do MEC - domínio publico: caminhos para a inclusão. Duração 26 min. http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=124136 Mas, até chegarmos aqui, tivemos um longo caminho. Vamos ver como tudo aconteceu. Antigamente, a sociedade tinha uma visão um pouco diferente. A princípio, a atenção era direcionada para outras prioridades. Com relação aos deficientes, temos um primeiro momento, que foi chamado de fase do Extermínio. O que era diferente assustava, dava medo, (medo de contaminar), o que é diferente provoca medo e deve ser eliminado. Então, podemoslevantar alguns pontos que caracterizava a sociedade antigamente: Culto à beleza A pessoa com deficiência não tinha direito à vida. Era condenada à morte. Quando não era morta, era tratada como os bobos da corte, Com a chegada do Cristianismo , podemos observar algumas alterações:  Filho deficiente à era visto como castigo dos céus; ou  Eles eram vistos como possuídos pelo demônio;  Achavam que o comportamento diferente era determinado por forças sobrenaturais
  2. 2. Segregação (religioso/ assistido / caritativo; institucionalizado)  Crença no sobrenatural, amaldiçoados por deuses;  As pessoas doentes ou com alguma anomalia eram colocadas de lado pela sociedade;  Pessoas com deficiência à portadoras de alma – filhos de Deus à, pelos valores éticos, tinham o dever de amar o próximo;  Passaram a ser acolhidos em instituições religiosas (mas eram vistos como incapazes e doentes);  Sec. XVI: deficiência tratada com alquimia, magia e astrologia;  Sec. XVII: avanços da medicina, deficientes mantidos em asilos, hospitais psiquiátricos e conventos;  Sec. XVIII: deficiência eram resultados de lesões e disfunções no organismo;  Ciência questionou os dogmas religiosos;  Objetivo: aliviar a sobrecarga da família e da sociedade;  Eles eram mandados para asilos e hospitais, junto com doentes psiquiátricos, delinquentes e prostitutas;  Com a revolução industrial: deficiente passou a ser relacionado com incapacidade, dependência, inutilidade e não era interessante para os governantes;  Eram deixados longe dos olhos para não provocar nenhum constrangimento ético ou moral (atitude natural);  Surgiram as residências clínicas, com o intuito de dar uma educação especial (mental). Integração (Princípios da educação especial) – via de mão única.  Nos anos 60/70 à desinstitucionalização à educar em ambiente menos restritivo;  Alguns considerados aptos passaram a ser encaminhados para escolas regulares, classes especiais ou salas de recursos.  O deficiente passou a ser encarado como “necessidades educacionais especiais” à problemas de aprendizagem à requeria atenção mais específica e maiores recursos educacionais à reorganização curricular, formação de professores, novos métodos de ensino, posturas na atuação e responsabilidade das escolas;  Modelo médico da deficiência à problema está no indivíduo à ele que precisava mudar para se adaptar à sociedade ou ser mudado através da reabilitação ou cura. Inclusão (quebra de paradigma) – via de mão dupla. A Educação Especial, no Brasil, seguiu o seguinte caminho: Na época da República: Não havia necessidade, pois muitos iam para roça ou ficavam escondidos em casa.
  3. 3. No século XIX:  1854 à Serviço de atendimento aos cegos: Imperial Instituto dos meninos cegos (com o decreto imperial 1.428), e, em 1891, foi instituído como: Instituto Benjamim Constant (Decreto 1.320 de 1891);  1857 à Imperial Instituto do surdo-mudo que, em julho de 1957, tornou-se o Instituto Nacional de Educação de Surdos. No século XX:  1905 – Escola Rodrigues Alves – DF e DV (RJ);  1909 – Colégio dos Santos Anjos – DM (SC);  1920 – Primeira Sociedade/associação (RS) – Sociedade Pestalozzi (Canoas).  1926 – Porto Alegre Instituto Pestalozzi;  1932 – Escola Estadual São Rafael – DV (MG);  1935 – Instituto dos Cegos (PE) e o Instituto Pestalozzi em Belo Horizonte;  1936 – Instituto dos cegos na Bahia;  1948 – Instituto Pestalozzi - DM (RJ) É ministrado, em 1950, o primeiro curso de especialização para professores nesta área;  1950 – AACD (SP);  1954 – Inicia-se o movimento das APAES, com Beatrice e George Benis;  1962 – Federação das APAEs (12);  Até a ditadura, eles eram chamados pelo termo “excepcionais”;  1988 – Constituição Federal à passaram a ser reconhecidos como pessoas com deficiência. Pessoa: implica em reconhecer o direito de viver e conviver em comunidade. Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, bem como quaisquer outras formas de discriminação. Garante o direito à escola para todos e coloca, como princípio para educação, o “acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.  Artigo 208, da constituição – O estado assume a educação especial;  1989 à lei 7.853/89 – Define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa da deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado. A pena para o infrator pode variar de 1 (um) a 4 (quatro) anos de prisão mais multa;  1990 à Estatuto da Criança e do Adolescente – Garante o direito à igualdade de condições para o acesso e permanência à escola, sendo o ensino fundamental obrigatório e gratuito, o respeito dos educadores e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular;
  4. 4.  1994 – Com a Declaração de Salamânca (o texto não tem efeito de lei), diz que a pessoa com deficiência deve receber atendimento especializado. Crianças excluídas (trabalho infantil e abuso sexual) e deficiências graves devem ser atendidas no mesmo ambiente de ensino;  1996 – Com a Lei de Diretrizes de Base (LDB), o atendimento especializado pode ocorrer em classes especiais, quando não for possível oferecê-lo na escola comum. Este foi um ponto que gerou muita confusão, pois deu a entender que, dependendo da deficiência, a criança só podia ser atendida em escola especial;  2000 – Leis garantem a prioridade nos atendimentos prioritários de pessoas com deficiência nos locais públicos. Estabelece normas de acessibilidade física e definem, como barreira, obstáculos nas vias e no interior dos edifícios, nos meios de transporte e tudo o que dificulte a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios de comunicação, sejam ou não de massa;  2001 – Convenção de Guatemala (Decreto 3.956) à Põe fim às interpretações confusas da LDB. Esclarece as impossibilidades de tratamento desigual com base na deficiência. O acesso ao ensino fundamental é um direito humano e privar pessoas em idade escolar, dele, mantendo-as unicamente em escolas ou classes especiais, fere a convenção e a Constituição. A Convenção da Guatemala deixa clara a impossibilidade de tratamento desigual com base na deficiência, definindo a discriminação como toda diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, antecedente de deficiência, consequência de deficiência anterior ou percepção de deficiência presente ou passada, que tenha o efeito ou propósito de impedir ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício por parte das pessoas portadoras de deficiência de seus direitos humanos e suas liberdades fundamentais (art. 1º, nº 2, “a”). Podemos ver que a exclusão tem participado da nossa vida há muito tempo. No texto abaixo, Jorge conta através de uma parábola a questão da exclusão, Muito interessante para fazermos uma reflexão sobre o nosso comprometimento no dia a dia com as mais variadas situações. Estamos somente presentes ou realmente estamos presentes e conscientes no que nos engajamos. Vamos postar alguns comentários no fórum. WEB AULA 2 Unidade 1 – Da Educação Segregada à Educação Inclusiva: uma Breve Reflexão sobre os Paradigmas Educacionais no Contexto da EducaçãoEspecialBrasileira Para aprofundar: Texto 2: Da Educação Segregada à Educação Inclusiva: uma Breve Reflexão sobre os Paradigmas Educacionais no Contexto da Educação Especial Brasileira1 Rosana Glat e Edicléa Mascarenhas Fernandes Faculdade de Educação / Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  5. 5. Assim, pessoal, podemos perceber que estamos num processo que se iniciou na década de 40, com alterações na década de 70, 80 e com mais transformações ocorrendo com o passar do tempo. Este processo não está pronto. Está em andamento e fazemos parte das alterações que estão por vir. Temos uma luta pela frente, por melhores condições de atendimento para este tipo de população e de melhores condições de trabalho, com cursos, reciclagens, atualizações, projetos e outras alternativas para que possamoscontinuar com este processo. A tendência atual é que o trabalho da Educação Especial garanta, a todos os alunos com deficiência, o acesso à escolaridade, removendo barreiras que impedem a frequência desses alunos às classes comuns do Ensino Regular. Assim sendo, a Educação Especial começa a ser entendida como modalidade que perpassa, como complemento ou suplemento, todas as etapas e níveis de ensino. Esse trabalho é constituído por um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio, colocados à disposição dos alunos com deficiência, proporcionando-lhes diferentes alternativas de atendimento, de acordo com as necessidades de cada um. O atendimento educacional especializado é uma forma de garantir que sejam reconhecidas e atendidas as particularidades de cada aluno com deficiência. São consideradas matérias do atendimento educacional especializado: Língua Brasileira de Sinais (Libras); interpretação de Libras; ensino de Língua Portuguesa para surdos; Sistema Braile; orientação e mobilidade; utilização do soroban; as ajudas técnicas, incluindo informática adaptada; mobilidade e comunicação alternativa/aumentativa; tecnologias assistivas; informática educativa; educação física adaptada; enriquecimento e aprofundamento do repertório de conhecimentos; atividades da vida autônoma e social, entre outras. A seguir, temos um esquema que mostra a abrangência da educação especial durante todo o processo de ensino.
  6. 6. Por este quadro, podemos observar que a educação especial é um processo que deve acompanhar o aluno durante todo o processo de ensino, desde a educação infantil até, ou melhor, além do ensino superior. (Monroe). Ela, também, coloca que, com a mudança de paradigma, o portador de deficiência passou a ser visto de forma diferente pelos vários setores da sociedade. Essa tomada de consciência se deve a vários fatores que ocorreram durante anos, com mudanças na sociedade, na política e na ciência. Mudanças estas que afetaram as mais variadas áreas da sociedade, com surgimento de lei, de movimentos a nível mundial e novas descobertas nas ciências. Abaixo, estão listados alguns acontecimentos mundiais que desencadearam avanços:  Revolução Industrial: exigência de novas competências;  Revolução francesa: movimento humanista em favor das pessoas excluídas, com o slogan "Liberdade/Igualdade/ Fraternidade; o 1945 - Proclamação dos direitos humanos (entre eles, o direito à educação); o Avanços nas áreas das ciências (sofisticação dos exames e diagnósticos); o 1969 - Dinamarca: Filosofia de Normatização e Integração; o 1990 - Tailândia: Conferencia Mundial de Educação para Todos - Conferencia de Jomtien;  1994 - Espanha - Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais - Conferência de Salamânca -reconheceu a necessidade e urgência da educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades especiais dentro do sistema regular de ensino. Todos estes fatos contribuíram muito para a tomada de consciência que estamos passando hoje. Podemos ver, no quadro a seguir, de forma clara, esta mudança de paradigma. Antes centrada no déficit, na dificuldade e, depois, centrada na competência.
  7. 7. Mas, vamos retomar nosso rumo. O que é mesmo inclusão? Aqui, estão mais informações : DUCAÇÃO ESPECIAL é:  O processo que visa promover o desenvolvimento das potencialidades de pessoas com necessidades educativas especiais e que abrange os diferentes níveis e graus do sistema de ensino;  Fundamenta-se em referenciais teóricos e práticos, compatíveis com as necessidades específicas de seu alunado;  O processo deve ser integral, fluindo desde a estimulação essencial até os graus superiores de ensino;  Sob o enfoque sistêmico, a educação especial integra o sistema educacional vigente, identificando-se com sua finalidade, que é formar cidadãos conscientes e participativos. OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL 1. Desenvolvimento global das potencialidades dos alunos; 1. Incentivo à autonomia, cooperação, espírito crítico e criativo da pessoa com necessidades educativas especiais; 1. Preparação dos alunos para participarem ativamente no mundo social, cultural, dos desportos, das artes e do trabalho; 1. Frequência à escola em todo o fluxo de escolarização, respeitando o ritmo próprio do aluno; 1. Atendimento educacional adequado às necessidades especiais do alunado, no que se refere a currículos adaptados, métodos, técnicas e materiais de ensino diferenciados, ambiente emocional e social da escola favorável à integração social do aluno, pessoal devidamente motivado e qualificado;
  8. 8. 1. Avaliação permanente, com ênfase no aspecto pedagógico, considerando o educando em seu contexto biopsicossocial, visando à identificação de suas possibilidades de desenvolvimento; 1. Desenvolvimento de programas voltados à preparação para o trabalho; 1. Envolvimento familiar e da comunidade no processo de desenvolvimento global do educando. Objetivos da Inclusão: I. Integração das pessoas com necessidades especiais à sociedade; II. Expansão do atendimento aos alunos com necessidades especiais na rede regular governamental de ensino; III. Ingresso do aluno com necessidades educativas especiais em turmas do ensino regular, sempre que possível; IV. Apoio ao sistema de ensino regular para criar as condições de integração dos alunos com necessidades educativas especiais; V. Conscientização da comunidade escolar para a importância da presença do alunado de educação especial em escolas da rede de ensino; VI. Integração técno-pedagógica entre os educadores que atuam nas salas de aulas do ensino regular e os que atendemem salas de educação especial; VII. Integração das equipes de planejamento da educação comum com os da educação especial, em todas as instancias administrativas e pedagógicas do sistema educativo; VIII. Desenvolvimento de ações integradas nas áreas de ação social, educação, saúde e trabalho. O QUE É INCLUSÃO ESCOLAR? Processo global e dinâmico que pode tomar distintas formas, de acordo com as necessidades e habilidades dos alunos. A integração educativo-escolar refere-se ao processo de educar-ensinar, no mesmo grupo, a criança, com e sem necessidades educativas especiais, durante uma parte ou na totalidade do tempo de permanência na escola.
  9. 9. WEB AULA 3 Unidade 1 – Deficiências Visual, Intelectual e Auditiva Oi turma, bem-vindos a nossa web-aula. Vamos começar a ver, um pouco mais detalhado, sobre algumas deficiências. No atendimento educacional especializado, temos a seguinte classificação para os alunos com necessidades educacionais especiais: • Deficiência Intelectual; • Deficiência visual; • Deficiência auditiva; • Deficiência física; • Deficiência múltipla; • Transtornos Globais do Desenvolvimento; • Altas Habilidades-superdotação. Serão apresentadas as características das deficiências1 , de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais - Adaptações Curriculares: Cada uma delas requer um tipo de atendimento diferenciado, para que possamos trabalhar melhor as habilidades a serem priorizadas. 1. DEFICIÊNCIAMENTAL: Caracteriza-se por registrar um funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento, concomitante com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade do individuo em responder adequadamente às demandas da sociedade, em pelo menos dois ou mais aspectos:  Comunicação;  Cuidados pessoais;  Habilidades sociais;  Desempenho na família e comunidade;  Independência na locomoção;  Saúde e segurança;  Desempenho escolar;  Lazer e trabalho (BRASIL, 1998, p. 26).
  10. 10.  Deficiência mental é um vasto complexo de quadros clínicos, produzidos por várias etiologias e que se caracteriza pelo desenvolvimento intelectual insuficiente, em termos globais ou específicos. (Krynski 1983),  Limitação associada a duas ou mais áreas;  Início: antes dos 18 anos. 1 Quer saber mais sobre cada deficiência? Então consulte a página do MEC: www.mec.gov.br. Classificação:  Leve;  Moderado;  Grave ou severa;  Profundo. Importante lembrar que os deficientes mentais de menor gravidade, têm percepção de si mesmo e da realidade, diferenciando-os da doença mental. Oficialmente, usa-se esta classificação na hora de se emitir um laudo técnico, mas, no dia a dia, usa-se termos como: criança com atraso ou déficit intelectual, ou aluno que precisa de apoio ou apoio parcial. Saber Mais: Fazendo um breve parênteses, vemos que, no desenvolvimento "normal", segundo Piaget:  No período sensório-motor: criança organiza as sensações;  No período pré-operacional: inicio da linguagem e da função simbólica;  No período das operações concretas: internalização mental, pensamento lógico, razão norteia as atitudes, prazer pelo jogo de regras e competição;  No período das operações formais: pensamento hipotético, crítica, apresenta os pontos de vista próprio. Mas, quando estamos trabalhando com portadores de deficiência mental, vemos que:  É esperado que o portador de deficiência mental apresente comportamentos das fases anteriores, dependendo do grau de deficiência.  Pessoas com maior grau de severidade encontram mais dificuldade para realizar tarefas.
  11. 11. Vídeo MEC - domínio público: MEC desafios escola d m socializ http://w w w .dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=20260 A seguir, veremos um poema escrito por uma pessoa com necessidades educacionais especiais: Texto 3: http://w ww11.unopar.br/unopar/atividade/download.action?geconteudo.gecoCd=317120 http://palavrastodaspalavras.w ordpress.com/2009/03/11/ilusoes-do-amanha-poema-de-alexandre-lemos-aluno-da-apae/ 1.1 Síndrome de Down: Na síndrome de down ou Trissomia do 21, um dos tipos é a síndrome e uma das características é a deficiência mental. A seguir, temos um cariótipo de uma pessoa sem síndrome de down e outra com alteração cromossômica típica da síndrome de down Figura 1: cariótipo de uma pessoa "normal". Figura 2: cariótipo de uma pessoa com síndrome de down. A seta indica uma trissomia do par do cromossomo 21
  12. 12. WEB AULA 4 Unidade 1 – DeficiênciaVisuale Auditiva. É a redução ou perda total da capacidade de ver com o melhor olho e após a melhor correção ótica. É possível manifestar-se como:  Cegueira: perda da visão, em ambos os olhos, mesmo com o uso de lentes de correção. Sob o enfoque educacional, a cegueira representa a perda total ou o resíduo mínimo da visão que leva o indivíduo a necessitar do método Braille como meio de leitura e escrita, além de outros recursos didáticos e equipamentos especiais para a sua educação;  Visão reduzida: acuidade visual dentre 6/20 e 6/60, no melhor olho, após correção máxima. Sob o enfoque educacional, trata-se de resíduo visual que permite ao educando ler impressos a tinta, desde que se empreguem recursos didáticos e equipamentos especiais (BRASIL, 1998, p. 26). Em caso de deficiência visual, a escola deve providenciar para o aluno, após a sua matrícula, o material didático necessário, como regletes, soroban, além do ensino do código Braile e de noções sobre orientação e mobilidade, atividades de vida autônoma e social. Deve, também, conhecer e aprender a utilizar ferramentas de comunicação que, por sintetizadores de voz, possibilitam aos cegos escrever e ler via computadores. É preciso, contudo, lembrar de que a utilização desses recursos não substitui o currículo e as aulas nas escolas comuns de ensino regular. Os professores e demais colegas de turma desse aluno também poderão aprender o Braile, assim como a utilizar as demais ferramentas e recursos específicos pelos mesmos motivos apresentados no caso de alunos surdos ou com deficiência auditiva. Em se tratando de escola pública, o próprio Ministério da Educação tem um programa que possibilita o fornecimento de livros didáticos em Braile. Além disso, em todos os Estados estão instalados centros de apoio educacional especializado, que devem atender às solicitações das escolas públicas. Da mesma forma, as escolas particulares devem providenciar e arcar com os custos do material ou tentar obtê-lo através de convênios com entidades especializadas e/ou rede pública de ensino. Recursos para aprendizagem e mobilidade:  Braille - principal meio de leitura e escrita. Colocar em um quadro
  13. 13.  utilizar equipamentos específicos para o desenvolvimento educacional e integração social;  Aprender orientação e mobilidade para sua autonomia;  Usar o resíduo visual nas atividades de vida diária sempre que possível;  Cajado de pastor e cão - primeiros auxílios utilizados pelas pessoas cegas;  Bengala Ortopédica - Tem como objetivo, servir de apoio e sustentação, suportando o peso do indivíduo. Material: madeira grossa e resistente, apresentando extremidade superior e um cabo curvo;  Bengala Branca - Mais longa que a bengala ortopédica, medindo cerca de 90 cm. Também confeccionada de madeira pintada de branco com uma faixa vermelha na extremidade inferior;  Bengala Longa ou de Hoover -. Material: Liga de alumínio, por sua capacidade de transmitir aos nervos da mão em formas de sensações táteis, as particularidades do terreno. INSTRUMENTOS EDUCACIONAIS  Diferentes tipos de óculos;  Lupas e telescópios;  Cadernos com pautas mais grossas;  Tiposcópio;  Ampliação de livros;  Baralhos;  Dial telefônico;  Sistema Braille;  Instrumentos de medida, com marcas em relevo, em réguas, fitas métricas e outros;  Gravadores e livro falado, pelos quais as crianças podem ouvir textos registrados e fazer relatos ou tarefas;  Instrumentos de medida, com marcas em relevo, em réguas, fitas métricas e outros;  Gravadores e livro falado, pelos quais as crianças podem ouvir textos registrados e fazer relatos ou tarefas;  Recursos visuais não-ópticos: favorecem o funcionamento visual, não utilizam lentes. Mesa adaptada, canetas tipo pincel atômico, luminárias, cadernos com linhas ampliadas e em negrito, marcadores de página e janelas de leitura, proteção contra luz e brilho, livros com tipos ampliados, com adequação do tamanho do caractere, espaçamento entre letras e linhas, uso do negrito, serifa e espessura da letra.
  14. 14. Figura 4: alguns equipamentos utilizados por portadores de baixa visão e/ou cegos: reglete, punção, máquina de escrever em braile (perkins), lupas, tele-lupas e sorobã. MATERIAIS ALTERNATIVOS  Guizos - bolas e pneus;  Maquetes;  Aumentar o tamanho dos equipamentos;  Utilizar-se de cores brilhantes para marcações e metas;  Usar auxílio de um vidente;  Usar bolas sonoras;  Usar sons para delinear a área de jogo;  Usar sinetas, barbantes ou elásticos condutores;  Usar informações verbais de guia. ADAPTAÇÕES NO ESPAÇO FÍSICO  Reconhecimento do local;  Reconhecer o local que cercam o espaço da atividade;  Verificar a disposição dos materiais e obstáculos no local da atividade;  Comentar sobre o caminho que é percorrido até o local da atividade;  Informações sinaléticas no ambiente que será realizada à atividade (ex. Campo minado). Vídeo MEC - domínio público - quebrando a invisibilidade http://w w w .dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=124140 Para seu aprofundamento, faça a leitura da cartilha sobre saberes e práticas da educação:www.portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/deficienciavisual.pdf WEB AULA 4 Unidade 1 – DeficiênciaAuditiva Perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de compreender a fala por intermédio do ouvido. Manifesta-se como:
  15. 15.  Surdez leve/moderada: perda auditiva de até 70 decibéis, que dificulta, mas não impede o individuo de se expressar oralmente, bem como de perceber a voz humana, com ou sem a utilização de um aparelho auditivo;  Surdez severa/profunda: perda auditiva acima de 70 decibéis, que impede o indivíduo de entender, com ou sem aparelho auditivo, a voz humana, bem como adquirir, naturalmente, o código da língua oral (BRASIL, 1998, p. 25). Caso exista um aluno com deficiência auditiva ou surdo matriculado numa escola de ensino regular, ainda que particular, esta deve promover as adequações necessárias e contar com os serviços de um intérprete de língua de sinais, de professor de Português como segunda língua desses alunos e de outros profissionais da área da saúde (fonoaudiólogos, por exemplo), assim como pessoal voluntário ou pertencente a entidades especializadas conveniadas com as redes de Ensino Regular. Se for uma escola pública, é preciso solicitar material e pessoal às Secretarias de Educação municipais e estaduais, as quais terão de providenciá-los, com urgência, ainda que através de convênios, parcerias, etc. Ainda para a surdez e a deficiência auditiva, a escola deve providenciar um instrutor de Libras (de preferência surdo) para os alunos que ainda não aprenderam esta língua, mas cujos pais tenham optado pelo seu uso. Obedecendo aos princípios inclusivos, a aprendizagem de Libras deve acontecer, preferencialmente, na sala de aula desse aluno e ser oferecida a todos os demais colegas e ao professor, para que possa haver comunicação entre todos.  O ouvido é o órgão que capta esse som, transforma-o em estímulos elétricos e os envia ao nervo auditivo, para que cheguem ao cérebro;  Ali, eles são decodificados como uma palavra, ou como uma canção;  Quando esse precioso mecanismo apresenta falhas, surgem as deficiências auditivas, que podem ter vários graus e culminar na surdez total; O som é energia mecânica de vibração do ar. As vibrações sonoras causam o movimento do tímpano e da corrente de três pequenos ossos que se encontram no interior do ouvido médio. Os três ossos atuam como alavancas, aumentando a força da vibração inicial recebida pelo tímpano. Este estímulo ampliado é conduzido à membrana que cobre a janela oval.
  16. 16. A audição é medida por decibéis. Para seu aprofundamento, faça a leitura da cartilha sobre saberes e práticas da educação: www.portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/deficienciaauditiva.pdf Quem é o surdo? Há muitos graus de perda auditiva. Hoje, dizemos que surdos são aqueles que usam a língua de sinais para se comunicar e deficientes auditivos aqueles que com uma prótese podem reconhecer pelo som as palavras. Surdos são aquelas pessoas que utilizam a comunicação espaço-visual como principal meio de conhecer o mundo em substituição à audição e à fala. A maioria das pessoas surdas, no contato com outros surdos, desenvolve a Língua de Sinais. Já outros, por viverem isolados ou em locais onde não exista uma comunidade surda, apenas se comunicam por gestos. Existem surdos que por imposição familiar ou opção pessoal preferem utilizar a língua oral (fala). Surdo-mudo:  Provavelmente a mais antiga e incorreta denominação atribuída ao surdo e, infelizmente, ainda utilizada em certas áreas e divulgada nos meios de comunicação, principalmente televisão, jornais e rádio;  O fato de uma pessoa ser surda não significa que ela seja muda. A mudez é uma outra deficiência, totalmente desagregada à surdez. São minorias os surdos que também são mudos;  Fato é a total possibilidade de um surdo falar, através de exercícios fonoaudiológicos, aos quais chamamos de surdos oralizados;  Também, é possível um surdo nunca ter falado, sem que seja mudo, mas apenas por falta de exercício. Surdo: dificuldade parcial ou total no que se refere à audição Mudo: problema ligado à voz
  17. 17. Educação:  a educação de uma pessoa surda se dará de forma diferente, de acordo com a época em que a surdez acontecer;  Ela precisará de um atendimento especializado para conseguir uma educação de qualidade e poder participar da sociedade como cidadã;  Crianças com problemas de audição, sem a devida assistência, têm dificuldades no desenvolvimento da linguagem;  Se chegarem à idade escolar sem que a surdez tenha sido diagnosticada, o aprendizado será difícil, simplesmente porque essas crianças ouvem mal o que está sendo ensinado. Língua: Conjunto do vocabulário de um idioma, e de suas regras gramaticais; idioma. Por exemplo: inglês, português, LIBRAS. Língua de sinais: É a língua dos surdos e que possui a sua própria estrutura e gramática através do canal comunicação visual. A língua de sinais dos surdos urbanos brasileiros é a LIBRAS. Lei Federal n 10436 de 2002. Dispõe sobre a oficialização da LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais e dá outras providências. Interprete de Libras: Pessoa ouvinte que interpreta para os surdos uma comunicação falada, usando a língua de sinais e vice-versa. Vídeo MEC - Domínio público deficiência auditiva WEB AULA 5 Unidade 2 – Deficiência Física - Comunicação Alternativa. Condutas Típicas. 4. PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA: Variedade de condições não sensoriais que afetam o indivíduo em termos de mobilidade, de coordenação motora geral ou da fala, como decorrência de lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, ou, ainda, de malformações congênitas ou adquiridas (BRASIL, 1998, p. 25). Para possibilitar o acesso de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, toda escola deve eliminar suas barreiras arquitetônicas e de comunicação, tendo ou
  18. 18. não alunos com deficiência, nela matriculados no momento (Leis 7.853/89, 10.048 e 10.098/00, CF). Faz-se necessária, ainda, a adoção de recursos de comunicação alternativa/aumentativa, principalmente para alunos com paralisia cerebral e que apresentam dificuldades funcionais de fala e escrita. A comunicação alternativa/aumentativa contempla os recursos e estratégias que complementam ou trazem alternativas para a fala de difícil compreensão ou inexistente (pranchas de comunicação e vocalizadores portáteis). Prevê, ainda, estratégias e recursos de baixa ou alta tecnologia que promovem acesso ao conteúdo pedagógico (livros digitais, softwares para leitura, livros com caracteres ampliados) e facilitadores de escrita, no caso de deficiência física, com engrossadores de lápis, órteses para digitação, computadores com programas específicos e periféricos (mouse, teclado, acionadores especiais). Vídeo do MEC - domínio público: escola uma aventura http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=20277 Na deficiência física, há disfunção ou interrupção dos movimentos de um ou mais membros: superiores, inferiores ou ambos, e conforme o grau do comprometimento ou tipo de acometimento, fala-se em paralisia (refere à perda da capacidade de contração muscular voluntária) ou paresia (refere-se quando o movimento está apenas limitado ou fraco) Tipo se deficiência física:  Ordem neurológica: (destruição das células nervosas centrais que afetam o sistema nervoso central pode ocorrer por doenças (Poliomielite, espinha bífida, hidrocefalia, esclerose múltipla, meningocele);  Ordem muscular (Distrofia Muscular de Duchenne);  Ordem ósseo-articular (osteogênese imperfeita, nanismo);  Amputações (malformações congênitas, Infecção, Trauma, Neoplasias, Problemas vascular Vídeo do MEC - Além dos limites http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=20278
  19. 19. Importante:  Conhecer o quadro clínico para escolha de atividades adequadas considerando; o O potencial remanescente do aluno; o A eficiência - força de vontade. 4.1 Paralisia Cerebral: Consiste em um grupo heterogêneo de condições patológicas não-progressivas do movimento e da postura, que se manifestam no início da vida, atribuídas a várias etiologias, conhecidas e desconhecidas, envolvendo o cérebro imaturo. Não é doença, mas apresenta inabilidade, dificuldade, descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo e dano ao Sistema Nervoso Central, que afeta os músculos e sua coordenação motora, podendo afetar a articulação da fala - alguns apresentam dificuldade de se comunicar e, muitas vezes, são confundidos como deficientes mentais.  Algumas são afetadas no todo;  Algumas terão dificuldade em falar, andar ou usar as mãos;  Umas serão capazes de sentar sem suporte ou ajuda / outras necessitarão de ajuda para a maioria das tarefas de vida diária;  Podem ser confundidos com def. mentais;  Não há medicamentos nem operações que possam curar;  Os progressos não são súbitos, mas demorados. Nas paralisias cerebrais, há uma confusão de mensagens entre o cérebro e os músculos. Na Paralisia Cerebral, um dos maiores problemas é, justamente, o tônus muscular. Isto quer dizer que, por algum motivo, o cérebro não consegue controlar a contração dos músculos envolvidos em um determinado movimento ou mesmo em uma determinada postura. Sem um controle organizado do cérebro, este tônus pode variar de alto para baixo. As dificuldades motoras apresentadas serão definidas, dependendo de quanto, como e onde o cérebro foi afetado.
  20. 20. Cada criança, portadora de Paralisia Cerebral, apresentará um problema motor específico e diferente dos outros, com seus limites e potenciais individuais. 4.1.1 Comunicação Alternativa/aumentativa: COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA é um recurso utilizado por um grupo de pessoas acometidas por algum tipo de deficiência, que impede o uso da fala nas situações cotidianas. Os alunos com deficiências podem apresentar dificuldades na linguagem receptiva (compreensão), na linguagem expressiva (oral e escrita) ou em ambas. Ele pode ser incapaz de expressar seus sentimentos e preocupações e ter prejudicado seu desenvolvimento acadêmico e social. Das crianças com paralisia cerebral, 65 % apresentam dificuldade no processo de comunicação oral, que varia de pequenos erros de articulação até a impossibilidade absoluta de movimentação dos orgãos fonoarticulatórios (Crickmay) Comunicação alternativa é usada quando o indivíduo comunica-se face-a-face por meio de outros caminhos que não a fala. ( Tetzchner, 1997, Glennen, 1997) Signos gráficos e manuais, código Morse, escrita, são formas alternativas de comunicação de indivíduos que perderam a habilidade para falar. Comunicação aumentativa é aquela que é realizada por meio de suporte. Enfatiza o fato de que o treinar em formas alternativas de comunicação tem um duplo objetivo: promover e suplementar a fala e garantir uma forma alternativa de comunicação, se um indivíduo não começou a falar. Tipos de comunicação alternativa:  Bliss (Foi criado por Charles Bliss - 1942) o É formado, basicamente, por símbolos: gráficos, ideográficos (sugerem o conceito), pictográficos (assemelha-se ao objeto), arbitrários (não tem relação direta convencional com os significados); o Usa diferentes cores para diferentes categorias; o Foi criado para ultrapassar as diferenças de línguas; o É semântico (a figura mostra o significado da palavra ou da frase).  PCS - Pictures Comunication symbol (Desenvolvido por Roxana Mayer (1981) o Faz uso de desenhos bidimensionais;
  21. 21. o Inclui alfabeto, números, foto; o Segue uma organização sintática (ordena as palavras de maneira a determinar frases inteligíveis, que retém o significado); o PECS; o Premack; o Rebus; o PIC; o Sigsyn. É fundamental a participação da família e da escola na busca pelos diferentes meios pelos quais a pessoa possa se comunicar. Explorar os meios pelos quais a pessoa interage e se comunica em situações cotidianas contribuirá, de forma significativa, na seleção dos recursos alternativos e aumentativos de comunicação. 4.1.2 Computador O computador pode ser utilizado para muitos fins, como meio de comunicação, como opcional para auxiliar na aprendizagem, usá-lo como se usa o caderno, etc. Recursos do Computador:  Opção de acessibilidade: existe em todos os PCs, basta acioná-lo. É possível fazer várias atividades, usando recursos, como filtro de tecla repetida, troca do acionamento do mouse, etc. Procure no seu PC e conheça estas opções existentes e use-as.  Opcionais externos: o Teclado importado; o Teclado com placa de acrílico; o Mouses especiais; o Acionadores de mão, cabeça, ou adaptado a qualquer outro membro do corpo.  Programas: o Jogos;
  22. 22.  Memória;  Pintura;  Educativos (Byte Brothers, Expoente, Positivo) o Comunicação;  Dosvox.  Parte do corpo a ser utilizada: É de extrema importância avaliar qual a parte do corpo que apresenta melhor funcionalidade, para ser trabalhada no computador. 4.2 Amputados: VÍDEO TONY MELENDEZ Procure entender as características individuais de cada um e descobrir como se relacionar com eles. Potencialize seu aluno, não subestime as possibilidades, evite super-proteção, estimule a independência, esclareça suas dúvidas sobre as limitações. Dirija-se sempre que possível ao seu aluno e, apenas quando necessário, peça informações às pessoas que o acompanham. O papel do educador deve englobar, também, aspectos como: maximizar o potencial individual, focalizar o desenvolvimento de habilidades, selecionar atividades apropriadas, providenciar um ambiente favorável a aprendizagem e encorajar a auto- superação. VÍDEO - CASAL AMPUTADO - DANÇA 5. PORTADORES DE DEFICIÊNCIAMÚLTIPLA; É a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (mental/visual/auditiva/física), com comprometimentos que acarretam atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa (BRASIL, 1998, p. 27). A seguir, estão alguns tipos de deficiências múltiplas. Para cada uma delas, há métodos específicos para educação. A. Surdo-cegueira:  É uma deficiência múltipla;  Caracteriza-se pela perda parcial ou total da visão e da audição, de tal forma que a combinação das duas deficiências causa extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, de lazer e sociais;
  23. 23.  Apesar das dificuldades, é possível educar a criança portadora desta deficiência, através de métodos especializados. B. Deficiência física e Mental; C. Deficiência física e visual; D. Deficiência mental e visual; E. Deficiência física e auditiva; Observar o comportamento das crianças sem deficiência ajuda aquelas que têm deficiência múltipla a se desenvolver. Faça jogos e brincadeiras que reúnam a turma no final das aulas. Pesquise tudo sobre a criança: de onde ela vem, como é a família, como se comunica e quais são suas brincadeiras preferidas. Na avaliação, valorize a evolução do aluno e não os resultados. 6. PORTADORES DE CONDUTAS TÍPICAS Manifestações de comportamentos típicos de portadores de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos que ocasionam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que requeira atendimento educacional especializado (BRASIL, 1998, p. 25). A partir da década de 90, para fazer referência aos alunos que apresentavam distúrbios de comportamentos, atualmente refere-se às "manifestações típicas de síndromes e quadros neurológicos, psicológicos ou psiquiátricos persistentes que ocasionam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que requeira atendimento educacional especializado " (Brasil,1994).] Consideram-se, educandos com necessidades educacionais especiais na área de condutas típicas, aqueles que apresentam dificuldades na adaptação escolar, associadas ou não a limitações no processo de desenvolvimento, que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares. Não existe um padrão único de comportamento denominado conduta típica.  É grande a variedade de comportamentos englobados nesse rótulo;  Seus determinantes são variados, podendo ser de natureza biológica, psicológica, comportamental e/ou social.
  24. 24. Esses alunos, geralmente:  Não apresentam comprometimento ou atraso intelectual;  Vivenciam enorme dificuldade em se adaptar ao contexto familiar, escolar e comunitário;  De acordo com o MEC, entende-se por quadros neurológicos, psicológicos graves e/ou psiquiátricos persistentes as manifestações que permanecerem apesar das inúmeras tentativas de intervenção, seja de natureza clínica, educativa ou social;  Apresenta dificuldade em uma ou várias áreas, tais como:  Permanecer sentado e concentrado nas atividades;  Distrai com muita facilidade;  Fala excessivamente durante a aula;  Pouca noção de perigo;  Não cuida adequadamente do material escolar;  Problemas emocionais geram inadaptações de maior complexidade que não se resolvem por si mesmas;  Criança que reage de forma inadaptada;  Perde a paciência;  Não aceita regras ou quaisquer orientações do professor;  Quando comete erros, ou mesmo traquinagens, responsabiliza os colegas;  Apresenta muitas vezes raiva e ressentimento;  Criando discussões com todos;  Manifestações que afetam as relações interpessoais;  Agressão ou auto-agressão;  Isolamento, alheios à realidade circundante. 6.1 TDA-H (Transtornos de Déficit de Atenção com hiperatividade) Antigamente era conhecida como "Disfunção Cerebral Mínima". Em 1987, o nome passou a ter a atual denominação: "Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade". O verdadeiro comportamento hiperativo interfere na vida familiar, escolar e social da criança.
  25. 25. O diagnóstico da TDA-H é um diagnostico de difícil precisão. Há necessidade de uma avaliação com uma equipe multidisciplinar, com neuropediatra, psicólogo, psicopedagogo, a família e o professor, e a criança ser observada em diversas situações. Normalmente, só é diagnosticada depois que a criança começou a frequentar a escola. É um transtorno real, um obstáculo real, apesar de não haver nenhum sinal exterior de que algo está errado com o Sistema Nervoso Central. É uma disfunção neurobiológica. As crianças hiperativas entenderam as regras, instruções e expectativas sociais. Mas elas têm dificuldade em obedecê-las. Esses comportamentos são acidentais e não propositais. Apesar do desejo de agradar e de ser educada e contida, a criança hiperativa não consegue se controlar. 6.2 Espectro Autista: O autismo é uma anormalidade do desenvolvimento que se manifesta de maneira grave. Aparece tipicamente entre o nascimento até os 18 meses. Caracteriza-se por severos problemas de comunicação e na conduta por uma incapacidade de relacionar-se com as pessoas de maneira normal. Os indivíduos autistas podem ser comparados ao deficiente mental, por seu desenvolvimento atrasado em todas as dimensões: fala, coordenação motora, raciocínio, postura, emoção e psicológico. Quando aprendemos qualquer nova informação, precisamos que este conteúdo seja simbolizado em nosso cognitivo. O que acontece com os autistas, é que a simbolização ocorre de forma muito precária. Assim, parece que ou são deficientes mentais ou surdos, pois evitam qualquer tipo de contato com pessoas ou, então, não respondem quando solicitada sua atenção. 6.3 Psicose: O mundo interior é comumente confuso, pontuado por vozes estranhas, paranóia e pensamentos ilógicos. Sintomas: Agitação, delírio paranóide (quando o doente acredita que conspiram contra ele), alucinações, comumente a ouvir vozes, as quais instigam a violência contra si mesmos
  26. 26. e contra outros, são um sinal extremamente grave: eles podem não resistir e atuar de forma violenta, ambivalência (sentimentos opostos, como ódio e amor, expressos ao mesmo tempo), embotamento afetivo (manifestado por uma expressão facial suave e imperturbável), perda de associação (no qual a pessoa encadeia pensamentos sem uma lógica evidente, frequentemente misturando palavras sem sentido. A falta de espontaneidade, discurso empobrecido, dificuldade de estabelecer uma relação e lentidão de movimentos, apatia, desinteresse, incapacidade para lidar com assuntos simples. (Scientific Americain ) Para se trabalhar com este tipo de alunado, é muito importante fazer uso da ROTINA. Dar REFERÊNCIA à criança. Buscar a socialização da criança. Quando introduzir um novo estímulo, explicar, detalhadamente, à criança Inclusão de alunos com condutas típicas na escola regular é viável em alguns casos. O aluno deve ser incluído por ter condições de aprender e estar com outras crianças e pessoas e não pelo fato de ser somente um direito adquirido. A convivência pode ficar insuportável e podem ocasionar danos físicos e/ou desencadear desorganizações psíquicas, uma vez que se encontram em idade na qual as elaborações primordiais (formação da identidade) ainda estão em curso. (Jerusakinsk) No Estado do Paraná, os alunos com condutas típicas são encaminhados para atendimentos especializados, após avaliação sistemática para identificação das necessidades educacionais especiais no contexto escolar, realizada pelos professores, equipe pedagógica e avaliação clínica, conduzidas por profissionais da comunidade (psicólogos, psiquiatras, neurologistas, entre outros). Devem ser propostas ações pedagógicas que estabeleçam o desenvolvimento de capacidades relacionadas à interação e integração social e ao equilíbrio emocional, atribuindo-lhes o mesmo nível de importância que é dado às mais tradicionais capacidades cognitivas e linguísticas. A atuação pedagógica do professor deve visar à potencialização do desenvolvimento cognitivo, emocional, social e psicomotor. Para isso, é importante o professor:
  27. 27.  Identificar uma forma mais adequada de comunicação, estabelecer limites necessários para a convivência no coletivo, previsibilidade de ações e acontecimentos. Buscar a melhora da auto-estima e do autoconhecimento do aluno, usar técnicas de comunicação afetiva, desenvolver a conduta assertiva, usar técnicas positivas de resolução de conflitos e de tomadas de decisões significativas, para a evolução de todos os alunos. Desenvolver, no aluno, a consciência corporal a fim de, através dela, estar disponível para aprender e buscar o conhecimento de si mesmo e daquilo que o rodeia. WEB AULA 2 Unidade 2 – Superdotação e Maneiras de Tratar o Portador de Deficiência Todo desenvolvimento verdadeiramente humano significa o desenvolvimento do conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana. ...Compreender o humano é compreender sua unidade na diversidade, sua diversidade na unidade". Morin (2000) 5. Portadores de superdotação (altas habilidades): Notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados:  Capacidade intelectual geral;  Aptidão acadêmica específica;  Pensamento criativo ou produtivo;  Capacidade de liderança;  Talento especial para artes;  Capacidade psicomotora (BRASIL, 1998, p. 25). A Legislação Educação Especial Resolução nº2 de 11 de setembro de 2001: Art 5º Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o processo educacional, apresentarem: III - altas habilidades / super dotação, grandes facilidades de aprendizagem que os leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.
  28. 28. O termo "superdotado" é usado para indicar qualquer criança que se destaque das demais, numa habilidade geral ou específica, dentro de um campo de atuação relativamente largo ou estreito. Os superdotados têm desempenho e/ou elevada potencialidade, isolados ou combinados, nos aspectos:  Capacidade intelectual superior: o Rapidez de pensamento; o Compreensão e memória elevadas; o Capacidade de pensamento abstrato; o Curiosidade intelectual; o Poder excepcional de observação.  Aptidão acadêmica específica: o Envolve atenção; o Concentração; o Motivação por disciplinas acadêmicas do seu interesse; o Capacidade de produção acadêmica; o Alta pontuação em testes acadêmicos; o Desempenho excepcional na escola.  Pensamento criador ou produtivo: o Originalidade de pensamento; o Imaginação; o Capacidade de resolver problemas de forma diferente e inovadora; o Capacidade de perceber um tópico de muitas formas diferentes;  Capacidade de liderança: o Refere-se à sensibilidade interpessoal; o Atitude cooperativa; o Capacidade de resolver situações sociais complexas; o Poder de persuasão e de influência no grupo; o Habilidade de desenvolver uma interação produtiva com os demais. Talento especial para artes visuais, dramática e música:
  29. 29. o Envolve alto desempenho em artes plásticas; o Musicais; o Dramáticas; o Literárias ou cênicas (por exemplo, facilidade para expressar idéias visualmente, sensibilidade ao ritmo musical, facilidade em usar gestos e expressão facial para comunicar sentimentos).  Capacidade psicomotora. o Desempenho superior em esportes e atividades físicas; o Velocidade; o O Agilidade de movimentos; o Força; o Resistência; o Controle; e o Coordenação motora fina e grossa. CADA INTELIGÊNCIAÉ UM POTENCIAL INTELECTUAL REALMENTE AUTÔNOMO QUE É CAPAZ DE FUNCIONAR INDEPENDENTEMENTE DAS OUTRAS. Diretrizes do MEC/CENESP (1986), para identificação do superdotado:  Julgamento e avaliação das habilidades por professores, especialistas e supervisores;  Resultados consistentemente superiores em testes devidamente adaptados e padronizados;  Demonstração de habilidades superiores ligadas a expressivo interesse, motivação e envolvimento pessoal em determinadas áreas;  Rendimento escolar e progresso acadêmico mais rápido do que aqueles da mesma idade; A boa dotação intelectual não é condição suficiente para a alta produtividade na vida.  Adaptações Educacionais o Oferecer experiências complexas para desafiar o intelecto das crianças; o Estimular a autonomia na busca por conhecimento;
  30. 30. o Ajudar na compreensão de suas próprias emoções; o Valorizar a individualidade da criança. Permitir que ela seja ela mesma, ao invés de forçá-la a ser aquilo que os pais gostariam que fosse; o Enriquecimento:  Escolas especiais;  Atendimento suplementar;  Programas oferecidos fora da escola; o Aceleração:  Admissão escolar precoce;  Pular séries;  Condensação de séries;  Colocação adiantada e admissão precoce na faculdade. É importante dar oportunidade à criança para tomadas de decisões e escolhas entre alternativas. Tais oportunidades favorecem a sua independência e autoconfiança. Depois de atentarmos a tantos fatos e informações, agora podemos repensar um pouco mais sobre o papel do professor. Abaixo, segue um trecho do texto de HORA Texto 4 : Necessidade de formação http://www11.unopar.br/unopar/atividade/download.action?geconteudo.gecoCd=317176 CUIDADOS DIFERENTES PARA CADA DEFICIÊNCIA Inclusão significa atender o aluno com necessidades educacionais e especiais, incluindo aquele com necessidades especiais severas na classe regular, com apoio dos serviços de educação especial. Como fatores de inclusão, temos: • Professor A formação de professores para inclusão escolar de pessoas com necessidades especiais não pode restringir a fazê-los conscientes das potencialidades dos alunos, mas de suas próprias condições para desenvolver o processo de ensino inclusivo. Implicar no desenvolvimento da capacidade auto-regular e de tornar consciência da atividade de ensinar.
  31. 31. • Sala de aula Quando a escola incluir uma criança de necessidades especiais, a mesma terá que se ajustar às necessidades, desde espaço para carteira, modelo de cadeira, banheiros, portas, rampas, quantidades de números de alunos, materiais pedagógicos (sem haver uma discriminação material esse que deve ser aplicado para todos os alunos), entre outros. • Programa de Estudo No campo da inclusão, refere-se às escolhas que são feitas quanto aos programas aos quais serão submetidos aos alunos de necessidades especiais. Sendo que os aspectos compreendem a adaptação ou a produção do material didático dos elementos e o tipo de avaliação. Com relação aos tipos de deficiências, temos que atentar a alguns aspectos: Auditiva:  A escola precisa providenciar um instrutor para a criança que não conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras), mas cujos pais tenham optado pelo uso dessa forma de comunicação;  Esse profissional deve estar disponível para ensinar os professores e as demais crianças. O ideal é ter também fonoaudiólogos disponíveis;  Consiga, junto ao médico do estudante, informações sobre o funcionamento e a potência do aparelho auditivo que ele usa;  Garanta que o aluno possa ver, do lugar onde estiver sentado, seus lábios, ou seja, nunca fale de costas para a classe;  Solicite que o estudante repita suas instruções para se certificar de que a proposta foi compreendida;  Use representações gráficas para introduzir conceitos novos;  Oriente o restante da classe a falar sempre de frente para o deficiente;  Espere que o surdo olhe para você antes de falar;  Fale de frente, pausadamente e de forma clara, pois a boa articulação facilita a leitura labial;  Converse buscando contato visual;  Não tenha barreiras diante dos lábios;  Se não entender o que a pessoa surda esta falando, peça para repetir ou, se preciso, escrever;  Expressões faciais, gestos e movimento do seu corpo, são indicações do que você quer dizer;
  32. 32.  Quando acompanhadas de interprete, dirigir-se ao surdo e não ao interprete. Visual:  Trate-o com consideração e respeito, como os demais;  Ofereça ajuda;  Pergunte como ajudá-lo;  Deixe-o segurar em seu cotovelo dobrado. Ele acompanhará o movimento do seu corpo enquanto você caminha;  Avise com antecedência a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos existentes no percurso;  Chame-o pelo nome;  Ao explicar as direções, seja o mais claro possível, indique a distância em metros;  Incentive-o a usar recursos específicos (bengala, óculos, lupa, etc.);  Para sentar, guie-o até o assento, conduza a mão do cego até o encosto e informe se tem braços ou não;  Num corredor estreito, coloque seu braço para trás, de forma que o cego possa continuar a seguir você;  Jamais distraia o cão-guia. vídeo MEC - Domínio Público - Ameaça, Oportunidade http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?s elect_action=&co_obra=20246 Mental:  Aja com naturalidade;  Não os ignore, cumprimente e despeça-se delas, como faria com outra pessoa;  Quando criança, trate-a como criança;  Quando adolescente, trate-o como adolescente;  Dê atenção e converse com eles;  Não superproteja, deixe-os tentar fazer sozinho tudo que puderem;  É uma condição de ser;  Nunca use expressões como "coitadinho", "bobinho";  Não subestime sua inteligência. Eles levam tempo para aprender;  Mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais. Deficiência Física:
  33. 33.  Ofereça ajuda, mas não insista;  Pergunte o que poderá fazer;  Não segure ou toque na cadeira de roda;  Esteja atento a eventuais barreiras arquitetônicas;  Quando conversar, sente-se de modo a ficar no mesmo nível do seu olhar;  Ao descer rampas ou degraus, use a marcha ré, para evitar que a pessoa caia para frente;  Não estacione seu veículo nas vagas para pessoas com deficiência física;  Possibilite a participação da pessoa nas atividades;  Conscientize outras pessoas como contribuir para integração do deficiente. VÍDEO - ABERTURA OLIMPÍADAS DE PEQUIM Isso que é força e determinação. Foi uma pena que não foi divulgado da mesma forma como foi divulgada a abertura das olimpíadas. Ma foi tão bonita como a outra... A propósito: o que vocês acham do fato de as paraolimpíadas ter sido realizada alguns dias depois das olimpíadas e não terem acontecidas concomitantemente? E aí, o que é inclusão? Vamos ver outro exemplo: VÍDEO JUDOCA COM DEFICIÊNCIA Vemos que a deficiência é apenas um detalhe, que existe muita vontade, motivação e entusiasmo nessas pessoas. Digo sempre para meus alunos, que trabalhar com deficientes não é impossível, nem difícil, é apenas diferente. É importante perceber como você os olha, e ter dedicação ao que você faz. Uma vez o poeta disse que: O que mata um jardim não é o abandono, o que mata um jardim é esse olhar vazio de quem por ele passa indiferente. (Mario Quintana)
  34. 34. Web Aula 1 Título: Surdez e Linguagem Olá, sou a professora Josiane Junia Facundo de Almeida, professora e Intérprete de Língua de Sinais Brasileira. Trabalho como intérprete há 14 anos e na maior parte desse tempo fui voluntária, prestando serviços aos surdos em entidades públicas e particulares. Fiz meu primeiro curso de Libras em 1995, e desde então, não perdi mais o contato com a comunidade surda. Fiz parte da turma pioneira de intérpretes formados pelo Estado do Paraná, em 1998, com o compromisso de prestar serviços voluntários ao Estado por dois anos. Em 2004 comecei a atuar como intérprete em salas de inclusão na rede regular de ensino, sendo remunerada pelo Estado do Paraná. Hoje estou aqui e pretendo dividir essa experiência com você. Tenho certeza de que, como eu, você vai se apaixonar pela Língua de Sinais Brasileira. Surdez e Linguagem6 Primeiramente vamos falar sobre o conceito de surdez. É bastante comum ouvirmos as pessoas se referirem ao surdo como "mudo", ou pior, "mudinho", surdo-mudo, deficiente auditivo, entre outros. A maioria dos surdos não apresenta nenhuma deficiência no aparelho fonador, ou seja, seus órgãos internos e externos da fala estão intactos, por isso não podem ser considerados como mudos1. Então por que alguns não falam quase nada ou fala diferente? Todos os surdos vocalizam, algumas vezes produzem sons mais graves, outras vezes mais agudos, porém, por não ouvirem, não têm feedbackauditivo2. As pessoas da família ou outros ouvintes3, que convivem com a pessoa surda já estão mais acostumados com seu tipo vocal, por isso compreendem melhor o que ele diz.
  35. 35. A oralidade no surdo depende de alguns fatores, entre os quais estão o momento do aparecimento da surdez , que pode ser pré-lingual, peri-lingual ou pós lingual4; do grau de surdez, que varia de perda leve, perda moderada, perda severa, perda profunda e perda total5; e do estímulo da fala, que quanto mais precoce, maiores as possibilidades de uma criança com surdez severa ou profunda por exemplo desenvolver a oralidade. Mas, por que Surdo? Os surdos não se definem como deficientes porque procuram enfatizar o aspecto cultural e lingüístico da surdez e não a ausência de algo, no caso, da audição. A existência de uma comunidade, que se identifica como grupo cultural, contribuiu para que os estudos sobre a surdez ganhassem espaço no campo dos estudos culturais. Antes disso, a surdez era exclusivamente objeto dos estudos médico- terapêuticos. 1 Mudo é a pessoa incapaz de falar, por defeito do aparelho fonador (dicionário Silveira Bueno); Impossibilitado de falar, por defeito orgânico ou por acidente; silencioso; calado (dicionário on- line - Priberam); Privado do uso da palavra por defeito orgânico ou causa psíquica (dicionário Aurélio). 2 O feedback auditivo é uma expressão para designar um retorno auditivo que permite o autocontrole da fala. 3 Ouvinte é o termo utilizado pelos surdos para se referirem aos não surdos. 4 A Surdez Pré-lingual é caracterizada pela total ausência de memória auditiva, sendo por isso extremamente difícil a estruturação da linguagem. A Surdez Peri-lingual surge nas crianças que falam mas que ainda não lêem, situação em que, se não existir um acompanhamento eficaz, se dá uma rápida degradação da linguagem. A Surdez Pós-lingual surge quando a criança já fala e lê, não se acompanhando praticamente de regressão devido ao suporte da leitura. 5 Dependendo do grau de surdez, a prótese auditiva pode ser muito útil na aprendizagem da fala. Nos casos de perda severa à total, a prótese não
  36. 36. produz muitos efeitos. 6 ©Sandra Cristina Malzinoti Vedoato As Comunidades surdas e as Línguas de Sinais Durante muito tempo e até algum tempo atrás, os surdos eram submetidos a duras e longas sessões de reabilitação da fala nas próprias escolas de surdos, cujo objetivo era transformar esses alunos num modelo mais próximo possível ao ouvinte. A língua de sinais foi proibida nas escolas de surdos no final do século XIX e por quase cem anos, pois, muitos estudiosos da época acreditavam que a língua de sinais retardaria o desenvolvimento da fala e que contribuiria para a segregação dos surdos, excluindo-os da sociedade majoritária ouvinte. Mas as línguas de sinais, que já estavam estruturadas em vários países e era utilizada pelos surdos para se comunicarem em outros contextos além do espaço escolar, sobreviveu, principalmente nas associaçõesde surdos. Até hoje as associações de surdos desempenham um papel fundamental de espaço de produção cultural e de disseminação da identidade e da cultura surda tendo a Língua de Sinais como elemento principal e determinante dessa cultura. Em algumas cidades que não existem associações de surdos, eles costumam se reunir em locais específicos. Esses encontros podem ser em uma praça, um terminal urbano, um parque, entre outros. PARA CONHECER AS ASSOCIAÇÕES DE SURDOS NO BRASIL ACESSE http://www.cbsurdos.org.br Segundo Tomaz Tadeu da Silva, autor do livro "Identidade e Diferença" "a identidade e a diferença são criações sociais e culturais".(p.76) A identidade surda é criada e fabricada pelas pessoas surdas no convívio com outros surdos falantes de uma mesma língua. Os estudos surdos, que se definem como uma ramificação dos estudos culturais, buscam aprofundar as questões que evidenciam a existência da identidade e cultura surda, ainda que os surdos estejam inseridos no meio ouvinte.
  37. 37. As comunidades surdas, atualmente, se articulam, assim como outras minorias étnico-lingüístico-culturais, na luta por reconhecimento lingüístico e por direitos que garantam sua liberdade de expressão e acessibilidade, facilitando seu desenvolvimento como ser humano integral e o exercício de sua cidadania. O final do século XX e início do século XXI no Brasil têm sido fortemente marcados por movimentos surdos, resultando em conquistas bastante significativas para as comunidades. A foto abaixo ilustra a passeata feita pela comunidade surda de Niterói-RJ, no dia 26 de setembro de 2006. A passeata com o tema "orgulho surdo" realizada no Dia Nacional dos Surdos, remete a sociedade a enxergar a surdez com outros olhos, associando-a a questão da diversidade e da diferença. PARA SABER MAIS Veja: http://www.eusurdo.ufba.br/arquivos/estudos_surdos_feneis.doc Você sabe se na sua cidade existe alguma associação de surdos ou algum local onde eles se encontram? Tente se informar sobre a realidade dos surdos da sua região e poste seus comentários no fórum. Web Aula 2 Título: Métodosde Ensino para Surdos Na aula 1 desta unidade, vimos que a língua de sinais nunca foi extinta embora tenha sofrido sérias restrições nas instituições educativas. No capítulo um do material didático você poderá aprofundar-se melhor sobre a história da educação de surdos. O congresso de Milão, em 1880, foi o marco do período denominado por alguns autores como "período das trevas da pedagogia oralista" Nesta aula, vamos conhecer algumas características dos métodos utilizados na educação de surdos e os novos rumos que tem tomado essa educação, bem como as leis que amparam e respaldam a educação dos surdos no Brasil.
  38. 38. Os cinco modelos educacionais na Educação de Surdos:  ORALISMO  COMUNICAÇÃO TOTAL  BILINGUISMO  PEDAGOGIA DO SURDO  MEDIAÇÃO INTERCULTURAL Oralismo "O oralismo percebe a surdez como uma deficiência que deve ser minimizada através da estimulação auditiva". (GOLDFELD, 1997, p.31) Talvez você pense: "Mas, que mal há em ensinar o surdo a falar a língua padrão do país, pois, se a maioria das pessoas utiliza esta língua será muito mais fácil o convívio dele na sociedade". O problema da filosofia oralista não é este, mas o fato de não aceitar a língua de sinais como língua natural do surdo e impor a língua oral. É fazer da escola um espaço de reabilitação da fala, transformando-a em uma clínica fonoaudiológica. O surdo tem direito de aprender a língua oral escrita ou falada, mas a escola deve garantir a ele, primeiramente um ambiente lingüístico rico, que favoreça o seu desenvolvimento integral (social, cognitivo, afetivo, psicomotor,etc) o que as longas sessões de terapia da fala não permitiam, trazendo sérios prejuízos ao desenvolvimento da criança surda. Ainda hoje existem escolas que trabalham na perspectiva de ensino oralista, apoiando-se em experiências de casos isolados de surdos que conseguiram desenvolver a fala e se destacarem socialmente. Porém, mesmo nessas escolas não se pode proibir mais a língua de sinais, pois a legislação vigente não permite tal medida. Comunicação Total O próprio nome é bastante sugestivo, pois a Comunicação Total é um modelo de educação que utiliza todas as possíveis formas de comunicação como auxiliares no desenvolvimento da fala, inclusive gestos naturais das crianças surdas, alfabeto manual, leitura oro-facial1 e utilização de aparelhos auditivos.
  39. 39. Essa modalidade de educação foi desenvolvida em meados de 1960, após detectado o fracasso do oralismo puro em muitos sujeitos surdos. Bilingüismo A proposta educativa em questão entende que o bilinguismo2 consiste no ensino da língua oral e língua de sinais separadamente. Dentro desta proposta de ensino a língua de sinais é reconhecida como língua materna, natural e primeira a ser adquirida pela criança surda e a língua portuguesa como uma segunda língua, considerando que por ser majoritária, a aquisição desta segunda língua é necessária para que o surdo tenha maior acesso às informações em geral e melhores condições de convivência no meio ouvinte. Pedagogia do Surdo Este modelo pedagógico é aspirado pela comunidade surda, que busca reafirmar sua identidade e emancipar-se das práticas ouvintistas3 na educação de surdos. Entende a escola como um espaço de vivências e experiências culturais compartilhadas entre os sujeitos surdos. A Língua de Sinais deve ser o principal veículo de comunicação e instrução dos surdos dentro da escola, sem interferências da língua oral. A história da educação dos surdos e das línguas de sinais passa a compor o conteúdo estruturante das aulas. A Pedagogia do Surdo4 valoriza a presença do profissional surdo dentro da escola. A criança surda, desde a educação infantil, deve estar em contato constante com a Língua de Sinais, que, irá mediar o processo de desenvolvimento integral dessa criança. A ilustração abaixo, mostra o trabalho do professor Alexandre, que é Surdo, na escola Rio Branco. Ele atua na educação infantil com bebês surdos. 1 Leitura oro-facial é a leitura labial associada à visualização de toda a fisionomia da pessoa que fala, incluindo sua expressão fisionômica e gestos espontâneos. Leitura labial é a capacidade de "ler" a posição dos lábios e captar os sons que alguém está fazendo. É útil quando o interlocutor formula as palavras com clareza. Porém, é provável que até o melhor leitor labial adulto só consiga entender 50% das palavras articuladas (talvez menos). O resto é pura adivinhação. Muitos sons são invisíveis nos lábios. Por exemplo, a diferença entre as palavras "gola" e
  40. 40. "cola" dependem unicamente dos sons guturais. Outros sons, como "p" e "m", "d" e "n" e "s" e "z", podem ser facilmente confundidos. Se a pessoa não souber bem qual o assunto da conversa, terá mais dificuldade de fazer a leitura labial. Para quem já nasceu surdo, a leitura labial é muito mais difícil do que para alguém que tinha audição, pois tem de imaginar os sons que nunca foram ouvidos. 2 Bernardino (2000), cita Appel e Muysken sobre três definições de bilinguismo, baseados em três autores diferentes: 1) "um bilíngue deve possuir um domínio de duas ou mais línguas como um nativo" (Bloomfield); 2) "uma pessoa poderia ser qualificada como bilíngue se tiver , além das habilidades em sua primeira língua, algumas habilidades em uma das quatro modalidades (falar, entender, escrever ou ler) da Segunda língua"(Macnamara); e 3) ä prática de utilizar duas línguas de forma alternativa. 3 Ouvintismo: "(...) é um conjunto de representações dos ouvintes, a partir do qual o surdo está obrigado a olhar-se e narrar-se como se fosse ouvinte". (SKLIAR, 1998, p 15). 4 " A expressão Pedagogia para surdos foi traduzida por Pedagogia da Diferença, pela pesquisadora surda, Gladis Perlin (Mestre em Educação de Surdos pela UFRGS, doutora na mesma linha e Coordenadora do Setor de Educação da FENEIS/RS) quando ministrou a aula inaugural do Curso de Pedagogia para Surdos em 9/3/02, na UDESC". (MACHADO, 2008, p 75). Mediação Intercultural O procedimento parte do conceito de que: "Todos nós nos localizamos em vocabulários culturais e, sem eles, não conseguimos produzir enunciações enquanto sujeitos culturais". ( Hall, 2003, p.83). Nesse contexto, a cultura ouvinte não serve de parâmetro para o surdo, não regula mais as ações educativas nas escolas de surdos, mas o outro cultural é indispensável para afirmação da própria cultura dos sujeitos surdos. Os três últimos modelos de educação descritos acima são mais recentes, mas todos valorizam a Língua de Sinais e consideram a necessidade de constituição das identidades surdas. Ainda há outras considerações importantes sobre a Educação de Surdos, como a adoção da prática de letramento para surdos.
  41. 41. Surdez e "Letramento" Alguns estudos têm apontado para a ineficácia dos métodos de alfabetização no ensino da língua escrita para surdos, pois eles requerem do alfabetizando a capacidade de codificação e decodificação de sons. Os surdos, por não ouvirem, têm dificuldades de fazer associaçõesentre o som e a palavra escrita. Diante dessas considerações, algumas escolas de surdos estão adotando a prática do "letramento'. O "letramento" visa a uma leitura mais consciente dos textos, considerando o contexto em que se apresenta, e não a simples decodificação de sons e palavras isoladas. Observe a imagem abaixo: Se os textos trouxerem apenas informações escritas, se apresentarão como grandes cartas enigmáticas, como comparativamente a leitura desse texto em árabe nos pareceria. Porém o processo de letramento envolve a associação entre a linguagem verbal e não-verbal atribuindo sentidos à escrita, como no exemplo abaixo. Você é capaz de decodificar essa escrita pela informação visual? O que antes parecia sem sentido ficou bem mais claro agora, não é? A partir desse exemplo você pode ter uma noção melhor do que é o letramento para surdos.
  42. 42. PARA SABER MAIS ACESSE: http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-educar/educacao- especial/artigos/letamento%20e%20surdez.pdf SUGESTÃO DE FILMES:  Filhos do Silêncio  Seu nome é Jonah Web Aula 1 Título: AspectosLingüísticos da LIBRAS As línguas de sinais começaram a ser objeto da linguística3 a partir dos estudos de William Stokoe, um lingüista escocês que vivia e trabalhava nos Estados Unidos. Em 1955, ele se tornou professor do Departamento de Inglês do Gallaudet College, hoje conhecida como Gallaudet University. Nessa época, ele ainda não conhecia a Língua de Sinais Americana (ASL). Ele teve de aprender alguns sinais, que ele usava ao mesmo tempo em que dava suas aulas em inglês, como a maioria dos outros professores. Stokoe, logo percebeu que existia uma diferença entre a sinalização que ocorria quando um surdo se comunicava com outro, e a que ele usava como acompanhamento de palavras em inglês, durante suas aulas. A partir daí, ele começou a observar cuidadosamente a sinalização usada pelos surdos e demonstrou que aquela sinalização era uma língua autônoma, que seguia uma gramática própria. Seus estudos revolucionaram a educação de surdos, contribuindo para o reconhecimento de várias línguas de sinais no mundo todo. Alfabeto Manual ou Datilologia É bastante comum ouvir uma pessoa dizer que conhece a língua de sinais, quando, na verdade o que conhecem é o alfabeto manual da língua de sinais. Assim como as línguas de sinais, o alfabeto manual não é universal, cada língua de sinais tem seu próprio alfabeto. O Alfabeto manual da Libras, teve sua origem ainda no Império. Em 1856, o conde francês Ernest Huet desembarcou no Rio de Janeiro com o alfabeto manual francês e alguns sinais. O material trazido pelo conde, que era surdo, foi adaptado e deu origem ao alfabeto manual da Libras, que temos hoje.
  43. 43. 3 "A lingüística é o estudo científico das línguas naturais e humanas. As línguas naturais podem ser entendidas como arbitrárias e /ou como algo que nasce com o homem". (QUADROS e KARNOPP,2004 p.15) VAMOS PRATICAR UM POUCO? O dicionário de LIBRAS, tem um vocabulário bastante amplo, vamos nos fixar, por enquanto, apenas nas letras do alfabeto. http://www.acessobrasil.org.br/libras/ O alfabeto manual serve para soletrar algumas palavras que não têm sinal próprio, por exemplo nomes de pessoas, cidades, ruas e outros. Fonologia4 das Línguas de Sinais5 Vamos conhecer o esquema lingüístico proposto por Stokoe para a formação dos sinais. Ele propôs a decomposição dos sinais (ASL), em três parâmetros principais.  Configuração de mão (CM)  Ponto de articulação (PA)  Movimento da mão (M) Outros pesquisadores contribuíram para a inclusão de mais dois parâmetros no estudo das línguas de sinais:  Orientação da mão (Or)  Expressões não-manuais (ENM)  4 Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma, do ponto de vista de sua função no sistema de comunicação linguística. 5" Fonologia das línguas de sinais é o ramo da lingüística que objetiva identificar a estrutura e a organização dos constituintes fonológicos, propondo modelos descritivos e explanatórios". A fonologia para língua de sinais determina quais são as unidades mínimas que formam os sinais e estabelece padrões possíveis de combinação entre essas unidades, bem como variações possíveis no ambiente fonológico. (Quadros e Karnopp, 2004. p.47) A Configuração de mãose refere à forma que a mão assume durante a realização de um sinal.
  44. 44. Observe essa lista de configurações de mão: O ponto de articulação é o lugar onde o sinal é realizado, podendo ser em uma parte do corpo (bochecha, peito, queixo, etc.), ou no espaço neutro (na frente do corpo). O estudo do movimento é bastante complexo, envolvem várias categorias, mas, para entendermos melhor, um movimento pode ser, quanto ao tipo, retilíneo, circular, semicircular, entre outros. Orientação é a direção da palma da mão durante a realização do sinal. As Expressões não -manuais caracterizam-se pelos movimentos da face, dos olhos, da cabeça ou do tronco.
  45. 45. Veja o exemplo abaixo: A junção desses parâmetros dá origem a um sinal da língua de sinais. A palavra obrigado, por exemplo, em língua de sinais brasileira, é formada a partir dos seguintes parâmetros: CM:  PA: Testa e espaço neutro  M:semicircular  Or: Palma da mão voltada para o corpo Veja o exemplo:
  46. 46. Agora que você entendeu o processo de formação dos sinais em LSB, pode voltar ao link do dicionário de Libras e se divertir praticando outros sinais, depois compartilhe sua experiência no fórum. ATÉ A PRÓXIMA AULA! WebAula 2 Título: O Tradutor e Intérprete de Língua de Sinais (Tils) Você já deve ter visto, em alguns programas de TV, uma mini-tela no canto da tela principal com a tradução do programa em LIBRAS. Como esta: Na realidade, esta imagem que você vê não é do Brasil. Aqui no Brasil a mini-tela com o intérprete é bem menor. Talvez você tenha ficado surpreso da primeira vez que viu, pois o trabalho de interpretação em Libras não era muito conhecido no Brasil até pouco tempo atrás. Somente após o reconhecimento da Libras pela lei 10.436, as emissoras de TV começaram a tomar algumas providências para que o surdo também tivesse acesso à informação1. Mas quem é esse profissional? O papel do Intérprete de Língua de Sinais, em nossa sociedade, muitas vezes é confundido com o do professor de surdos, principalmente no ambiente escolar. O intérprete é um profissional bilíngüe, que media a comunicação entre surdos e ouvintes através da Língua de Sinais para a Língua Oral.
  47. 47. O intérprete de língua de sinais atua, mediando a comunicação entre a língua de sinais e as línguas orais em diferentes contextos:  Empresas  Hospitais  Órgãos Judiciais  Escolas  Igrejas 1 No Brasil, a medida mais comum para tornar a informação acessível ao surdo é a adoção de legendas. Tradução e Interpretação Para entendermos melhor o trabalho do tradutor e intérprete de Língua de Sinais vamos esclarecer alguns conceitos.  Traduzir:transpor de uma para outra língua2.  Interpretar:Explicar, esclarecer, representar. Em língua de sinais utilizamos o termo "tradução" quando há texto escrito envolvido. A tradução da escrita da língua oral para a língua de sinais é bastante utilizada no contexto escolar. Ainda não é muito utilizada a tradução da escrita da Língua Portuguesa para a Escrita de Sinais3, uma vez que essa última está em processo de estudo e desenvolvimento. A interpretação de uma língua para a outra, envolve a transmissão de sentidos. Não é correto interpretar palavra por palavra, pois a estrutura das línguas diferem uma das outras. Para uma interpretação mais fiel de uma língua, é necessário conhecer também a cultura dos povos que a utilizam, pois algumas expressões que existem em uma língua não existem em outras e precisam ser substituídas.  Por exemplo: Quando alguém espirra... o No Brasil dizemos: "saúde" o Nos Estados Unidos: "God bless you" (Deus te abençoe)4 2 Dicionário Silveira Bueno 3 Para saber mais sobre a Escrita de Sinais: http://www.signwriting.org/library/history/hist010.html 4 Para ver outros exemplos acesse: http://www.sk.com.br/sk-idiom.html
  48. 48. Em "A maneira de bem traduzir de uma língua para outra" (1540), Dolet estabeleceu cinco princípios para o tradutor: 1. o tradutor deve entender perfeitamente o sentido e a matéria do autor a ser traduzido; 2. o tradutor deve conhecer perfeitamente a língua do autor que ele traduz; e que ele seja igualmente excelente na língua na qual se propõe traduzir; 3. o tradutor não deve traduzir palavra por palavra; 4. o tradutor deve usar palavras de uso corrente; 5. o tradutor deve observar a harmonia do discurso. Atualmente, no Brasil, os Tradutores/intérpretes de LIBRAS, têm se organizado em associações para regularizarem mais rápido a profissão. Existem também alguns Códigos de Ética do profissional Intérpete de Língua de Sinais. O mais conhecido é o da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos- FENEIS. Para conhecer acesse: portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/tradutorlibras.pdf LEITURA COMPLEMENTAR:  QUADROS, Ronice Müller de. O Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEESP, 2001.  KELMAN, C.A. Os diferentes papéis do professor intérprete. Espaço: informativo técnico-científico do INES - apilms.org. Jul-Dez 2005. Disponível em:http://www.apilms.org/menu/downloads/espaco_interpretes03.pdf  DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005. ALGUNS SITES SOBRE TRADUÇÃO  www.cadernos.ufsc.br  http://www.instituto-camoes.pt/cvc/olingua/05/index.html  www.intralinea.it  http://www.erudit.org/revue/meta/  http://www.machadodeassis.org.br/

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