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Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.
1º Bloco
I. Bipolaridade;
II. Fim da URSS.
2º Bloco I. Globalização.
3º Bloco
I. Nova Ordem Mundial:
 EUA;
 Japão;
 União Europeia.
4º Bloco
I. Organização das Nações Unidas:
 A Assembleia Geral;
 O Conselho de Segurança;
 A Corte Internacional de Justiça.
5º Bloco I. Exercícios Relativos ao Encontro.
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I. BIPOLARIDADE
Introdução
Olá meu caro concurseiro, você que nos acompanha dos mais diversos fusos horários deste enorme país.
Chamo-me Leonardo Alves e serei seu facilitador na disciplina de Conhecimentos Gerais nos diversos concursos que
cobram em seu edital esta disciplina, cujo entendimento e aplicação tem feito cada vez mais diferença para a sua
aprovação nos certames, haja vista o grau crescente de profissionalização do concurso público no Brasil.
Primeiramente temos que desconstruir alguns “mitos” sobre o estudo desta disciplina. Apague da sua mente a
ideia de que apenas assistindo os jornais televisivos, ou lendo as revistas das últimas semanas você estará bem
preparado para a realização da prova. Estudar Conhecimentos Gerais e Atualidades requer antes de tudo a
construção de uma base sólida de entendimento do mundo em que vivemos e isso só é possível pela compreensão
dos principais aspectos estruturais de nossa sociedade, os quais para serem entendidos devem ser percorridos até a
suas origens, o que necessariamente nos conduzirá por uma viagem retrospectiva aos processos históricos de
formação do modelo de mundo vigente. Após construirmos esta base de conhecimento pela análise das estruturas
em movimento, agregam-se os fatos conjunturais, as notícias, estas sim obtidas nos diversos veículos de
comunicação. A partir de então teremos formada em nossas mentes o que costumo denominar “teia de
conhecimentos”, pois assim como a aranha ao tecer sua teia acaba por criar uma sofisticada rede de comunicação
interligada, o nosso cérebro age da mesma forma, compactando os conhecimentos em locais específicos e os
interligando em camadas sobrepostas, onde algumas palavras chaves são capazes de desencadear o processo de
montagem mental dessa complexa cadeia.
No começo parece algo assustador, mas você verá no decorrer das aulas que este processo sedimentará
conhecimentos que te ajudarão a resolver qualquer questão relativa a esta disciplina, sem a necessidade de estudar
novamente os assuntos aqui abordados.
Aperte o cinto e se beber não case.
BIPOLARIDADE
Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), os principais países envolvidos no conflito (França, Reino Unido,
Itália, Alemanha e Japão) se encontravam arrasados socioeconomicamente. O cenário de destruição nessas nações
era enorme, a infraestrutura estava totalmente comprometida, além da grande perda populacional, principalmente de
jovens. Nesse cenário, Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, Emergem como as únicas
superpotências a nível mundial no pós-guerra.
Após o conflito, uma nova organização geopolítica mundial surge em substituição à antiga ordem liderada pelos
ex impérios europeus. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas anexou vários territórios, aperfeiçoou o
desenvolvimento de armas nucleares, ampliou sua área de influência no leste europeu, além de possuir o maior
efetivo militar do planeta. Os Estados Unidos, por sua vez, destinou créditos financeiros para a reestruturação dos
países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, ampliou suas zonas de influência e cercou-se de tecnologia para
produção de armas nucleares.
Esse novo mundo, caracteriza-se pela polarização das diferenças dessas duas superpotências, personificadas
nas divergências de sistemas ideológicos mutuamente excludentes: o Capitalismo e o Socialismo.
De um lado os americanos vão tentar impor o capitalismo como o “melhor dos mundos” o chamado “american way
life” onde as liberdades individuais, extensivas às atividades econômicas seriam os valores a serem cultuados. Por
sua vez os soviéticos defendiam o socialismo, entreposto para o advento do comunismo como modelo político e
econômico ideal por ser o mais socialmente justo.
Assim o mundo assiste o conflito ideológico que foi a tônica de boa parte do século XX pós-segunda guerra
mundial e que para a nossa prova cabe ressaltar as seguintes características:
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Guerra Fria – Muito embora as hostilidades fossem constantes durante os anos de bipolaridade as duas
superpotências jamais se enfrentaram num conflito militar direto, jamais se enfrentaram numa "Guerra Quente". Daí o
conflito entre as duas superpotências ter recebido esse nome. Apesar de toda a hostilidade que havia entre as duas
superpotências, os dois lados sabiam que uma guerra total, isto é uma guerra em que cada potência utilizasse todos
os seus recursos, seria uma guerra impossível de ser vencida por qualquer das partes e uma ameaça à própria
continuidade da espécie humana no planeta. Afinal, ambos os lados no fim dos anos 40 eram potencias nucleares.
Uma das características principais foi transferir os conflitos militares para áreas periféricas do mundo. Ou seja, norte-
americanos e soviéticos se envolveram em guerras localizadas em outras partes do mundo como África, Ásia e
América Latina. Exemplos dessas guerras foi a guerra da Coréia, intervenção norte-americana no Vietnã, durante as
décadas de 1960 e 1970, a pior derrota militar da história norte-americana, a intervenção soviética no Afeganistão,
final dos anos 1970 a meados dos anos 1980, que é considerado o Vietnã dos soviéticos, e o envolvimento direto ou
indireto dessas superpotências em praticamente todas as guerras no Oriente Médio, especialmente a luta entre
palestinos, apoiados pela União Soviética, e israelenses, apoiados pelos norte-americanos.
Crise dos mísseis - Na década de 1960, os olhos do mundo se voltavam para uma pequena ilha centro-
americana que, por meio de uma revolução armada, derrubou a hegemonia política dos EUA na América Latina.
Naquele período, a ilha de Cuba se tornou um enorme atrativo político capaz de instigar o temor e a admiração de
muitos políticos. Para os EUA, aquela situação representava uma séria ameaça aos seus interesses econômicos,
políticos e ideológicos.
Não por acaso, as autoridades norte-americanas buscaram todas as formas para conter a consolidação do Estado
revolucionário cubano. Sem obter uma resposta favorável, o presidente John F. Kennedy decidiu, no início de 1961,
findar as relações diplomáticas com o governo cubano. Alguns meses depois, organizou um grupo de soldados
cubanos e estadunidenses para derrubar o governo de Fidel Castro por meio de uma invasão à Baía dos Porcos.
O chamado “Ataque à Baía dos Porcos” acabou não surtindo o efeito esperado e o insucesso daquela manobra
militar poderia representar sérios riscos para os interesses dos EUA. Após esse incidente, Fidel Castro se aproximou
do bloco socialista promovendo um intenso diálogo com o presidente russo Nikita Kruschev. Dessa nova aliança,
nasceu um plano que materializou uma das maiores crises políticas da Guerra Fria.
Segundo relato, no dia 14 de outubro de 1962, um avião de espionagem norte-americano sobrevoou o território
cubano em busca de informações sobre o local. Nessa missão, coletou uma série de imagens do que parecia ser
uma nova base militar em construção. Após um estudo detalhado das imagens, as autoridades norte-americanas
descobriram que os soviéticos estavam instalando diversos mísseis capazes de carregar ogivas nucleares em Cuba.
Pela primeira vez, os norte-americanos sentiram-se ameaçados pelos horrores das mesmas armas que
protagonizaram o ataque nuclear de Hiroshima e Nagasaki. Para alguns analistas, a ousadia da manobra militar
cubano-soviética poderia dar início a uma nova guerra em escala mundial. Dessa forma, entre os dias 16 e 29 de
outubro daquele mesmo ano, foi iniciada uma delicada rodada de negociações que deveria conter a ameaça de uma
guerra nuclear.
Após um intenso diálogo, marcado inclusive com uma reunião entre Kennedy e Kruschev, os soviéticos decidiram
retirar todos aqueles mísseis apontados para a nação-líder do bloco capitalista. Na verdade, a possibilidade de
guerra era impossível, já que ambos os lados tinham um poder bélico de destruição capaz de aniquilar
completamente o inimigo. Depois disso, acordos proibindo a proliferação de armas nucleares foram assinados pelas
lideranças socialistas e capitalistas.
O presidente americano Barack Obama e o russo Dmitry Medvedev assinam EM 2010 em Praga, na República
Tcheca, o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START). O acordo é histórico e ajuda a enterrar a
Guerra Fria (1945-1991), período em que os Estados Unidos, capitalistas, rivalizaram com a antiga União Soviética
(atual Rússia), comunista, provocando uma corrida atômica que amedrontou o mundo.
OTAN X PACTO DE VARSÓVIA - A OTAN e o Pacto de Varsóvia nunca travaram um conflito militar direto, mas
fizeram o mundo refém de suas trocas de ameaças por mais de três décadas. Abastecidas pela obcecada corrida
armamentista da Guerra Fria, as duas organizações simbolizaram o perigo mais imediato de uma guerra entre
Estados Unidos e União Soviética. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) surgiu primeiro, em 1949,
para lutar contra a expansão do comunismo e retaliar qualquer ataque soviético contra seus países-membros. A
resposta da URSS veio em 1955 com o Pacto de Varsóvia, apoiado pelos países do bloco socialista e criado nos
mesmos moldes da rival.
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Com o tempo, porém, o papel das duas alianças militares desviou-se da proposta original. O Pacto de Varsóvia
voltou-se para a repressão dos governos contrários ao regime socialista e das eventuais insurreições dos países
integrantes. Tornou-se uma ferramenta de controle da URSS sobre seus territórios de influência e extinguiu-se em
1990, logo após a implosão do império soviético. A Otan, por sua vez, ampliou sua atuação: fixou-se nas trocas
militares de técnicas de segurança com a Europa, nas intervenções de conflitos e até no combate ao narcotráfico.
Hoje, agrupa também países do ex-bloco socialista que fizeram parte do Pacto de Varsóvia, como a Romênia e a
Bulgária.
II. FIM DA URSS
Em 1985, com a entrada de Mikhail Gorbatchev a frente do partido Comunista, a União Soviética passou por
bruscas mudanças políticas, econômicas e sociais. Ciente dos problemas que o país passava, Gorbatchev propôs
dois planos: a perestroika (reestruturação) e a glasnost (transparência).
A perestroika nada mais era do que um conjunto de medidas que propunha modernizar e dinamizar a economia
do país. Assim, o plano autorizava a existência de empresas privadas, a entrada gradual de multinacionais e
estimulava a concorrência entre as empresas. Já a glasnost previa a diminuição da atuação do Estado na vida do
cidadão, ou seja, nas questões civis. Por meio da glasnost, foi dada liberdade de expressão, os presos políticos
foram soltos, entre outras medidas.
Com essas profundas mudanças, tornou-se claro que a União Soviética e o modelo socialista mundial estavam
com seus dias contados. Com a crise estrutural do sistema instalada, as outras repúblicas começaram a exigir
autonomia. Em 1991, quase todos os países já eram independentes. O fim definitivo da URSS foi oficializado em 21
de dezembro de 1991, com a criação da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), organização supranacional
formada por Rússia, Ucrânia, Bielo-Rússia, Cazaquistão e Uzbequistão e simbolicamente decreta o fim do período
Bipolar.
O sistema Bipolar começou a se desestruturar durante a década de 1980. Em 1989, a queda do muro de Berlim e
posterior reunificação da Alemanha Ocidental e Oriental foi o ato simbólico que decretou o encerramento de décadas
de disputas econômicas, ideológicas e militares entre o bloco capitalista, comandado por Estados Unidos e o
socialista, dirigido pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas USSS. Esse processo vai se completar com o fim
da URSS. Assim observamos o surgimento de uma Nova ordem Mundial caracterizada pelo Multilateralismo em
substituição ao modelo Bipolar.
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I. GLOBALIZAÇÃO
O termo globalização designa um fenômeno de abertura das economias e das respectivas fronteiras em resultado
do acentuado crescimento das trocas internacionais de mercadorias, da intensificação dos movimentos de capitais,
da circulação de pessoas, do conhecimento e da informação, proporcionados quer pelo desenvolvimento dos
transportes e das comunicações (sociedade tecnológica), quer pela crescente abertura das fronteiras ao comércio
internacional, como um reflexo das práticas neoliberais que voltam a ganhar força a partir do início dos anos 80.
Pode ser entendida, em um sentido mais amplo designando o processo intensificação das relações políticas,
econômicas, socioculturais entre os diversos povos iniciada após a segunda guerra mundial. Esse conceito sempre é
cobrado direta ou indiretamente nas provas, variando somente o enfoque. O mais provável é que seja relacionado à
crise na Europa, que segundo alguns especialistas por incentivar medidas protecionistas - Protecionismo é a teoria
que propõe um conjunto de medidas econômicas que favorecem as atividades internas em detrimento da
concorrência estrangeira - tendem a gerar um processo de desglobalização - com a diminuição das trocas e relações
comerciais entre as nações.
Para a nossa prova, Globalização é sinônimo de integração e interdependência. Sem esses dois pré-requisitos o
mundo caminha para a diminuição das relações internacionais, em clara contradição com o modelo neoliberal
capitalista.
São pontos importantes para o entendimento do conceito de globalização:
 Neoliberalismo:
Para entendermos algo novo na história da humanidade é necessário o estudo dos antecedentes, do antigo, do
anterior. Assim a compreensão do neoliberalismo perpassa pela revisão da história das doutrinas econômicas que
antecederam a aceitação, pelo menos pelo mundo ocidental, do modelo neoliberal como modelo econômico ideal.
O liberalismo enquanto doutrina econômica surge em 1776 com a publicação da obra: A riqueza das Nações de
Adam Smith. Basicamente Smith vai dizer que o Estado não deveria intervir na economia, assim suas funções
básicas ficariam restritas a defesa nacional (exército) e defesa interna (poder de polícia). O que determinaria os
preços dos bens e dos serviços seria a lei geral da oferta e da demanda.
Para resolver a questão distributiva, segundo Smith, uma mão invisível se encarregaria de alocar corretamente os
recursos produtivos, propiciando prosperidade para todos, uma vez que na ânsia de obter lucro o capitalista estaria
contribuindo para o bem geral, na geração de empregos e consequentemente distribuição de renda e assim o
chamado “melhor dos mundos” seria um desdobramento da livre concorrência.
Esse modelo vai ser uma realidade até a grave crise de 1929, quando ocorre a quebra da bolsa de valores de
Nova Yorke e uma profunda crise se instala nas bases do capitalismo pondo em xeque o modelo liberal. Diversas
empresas são fechadas e verdadeiras fortunas são perdidas da noite para o dia, a fome a recessão e o desemprego
chegam a níveis inimagináveis. A partir de então os economistas procuram solucionar os problemas da economia
mundial com novas teorias a respeito do papel do Estado.
Surge a partir da década de 30 a teoria Keynesiana sobre o papel intervencionista que o Estado deveria assumir,
principalmente nos momentos de crise econômica, ofertando empregos e acelerando a recuperação econômica,
ainda que para isso tivesse que aumentar os gastos públicos.
Por convenção o neoliberalismo pode ser entendido como um conjunto de práticas político-econômicas baseadas
nas ideias dos pensadores monetaristas (representados principalmente por Milton Friedman, dos EUA, e Friedrich
August Von Hayek, da Grã Bretanha). Após a crise do petróleo de 1973, eles começaram a defender a ideia de que o
governo já não podia mais manter os pesados investimentos que haviam realizado após a II Guerra Mundial, pois
agora tinham déficits públicos, balanças comerciais negativas e inflação. Defendiam, portanto, uma redução da ação
do Estado na economia.
Essas teorias ganharam força depois que os conservadores foram vitoriosos nas eleições de 1979 no Reino Unido
(ungindo Margareth Thatcher como primeira ministra) e, de 1980, nos Estados Unidos (eleição de Ronald Reagan
para a presidência daquele país).
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Desde então o Estado passou apenas a preservar a ordem política e econômica, deixando as empresas privadas
livres para investirem como quisessem. Além disso, os Estados passaram a desregulamentar e a privatizar inúmeras
atividades econômicas antes controladas por eles. Na América Latina o Chile foi o laboratório internacional das
práticas neoliberais, sendo constantemente citado em diversas questões de concursos que abordam o seu
pioneirismo.
 Integração e Interdependência:
Segundo a doutrina Neoliberal esses dois conceitos formam o pressuposto para a existência de um mundo
globalizado, ou seja, um mundo sem maiores restrições a livre circulação de mercadorias/produtos e capital, este
último representando o processo da internacionalização e da transnacionalização da produção que são fenômenos
precursores do atual estágio de desenvolvimento das relações comerciais a nível mundial, com o surgimento das
grandes corporações, as chamadas multinacionais.
A integração pressupõe a eliminação de barreiras que restrinjam o comercio multilateral e a interdependência
refere-se ao fato dos recursos produtivos serem escassos e por mais próspero que seja uma nação ela não pode ser
considerada autossuficiente, por não possuir todos os recursos necessários para suprir todas as suas necessidades.
Em razão disso os países estabelecem entre si um vínculo de interdependência devido à divisão internacional da
produção, onde os países ricos concentram a produção de alta tecnologia, como é o caso do vale do silício nos EUA,
região que agrega as maiores empresas da área de informática no mundo.
Os países asiáticos, como a China e a Índia vão concentrar atualmente a produção de manufaturados, que são os
produtos de industrializados de média e baixa tecnologia produzidos em larga escala. Suas economias são voltadas
para a exportação, que vai render à China a liderança no ranking mundial de exportações, superando os EUA.
Restam aos países detentores das maiores reservas em termos de recursos naturais, como Brasil e a Rússia a
liderança na venda de commodities, que são os produtos do setor primário da produção.
 Blocos Supranacionais:
São espécies de associações feitas por países de determinada região, por meio de tratados diplomáticos ou pela
própria dinâmica dos fluxos econômicos, facilitam a circulação de mercadorias e capitais e configuram mercados
interiores. Essa tendência, de regionalização, manifesta-se com toda sua profundidade na União Europeia, mas
aprece, sob formas diferentes, na América e na macrorregião da Ásia-Pacífico. Na América do Sul temos o exemplo
do MERCOSUL.
 Sociedade Tecnológica:
Uma das marcas da civilização contemporânea simbolizada pelas rápidas mudanças estruturais nas formas de
organização principalmente relacionadas ao trabalho que ganhou impulso com a revolução dos transportes e das
comunicações, que possibilitaram o processo de globalização pela diminuição das distâncias entre os povos,
resumidamente pela quebra das barreiras a livre circulação do capital, das mercadorias, das pessoas, da cultura, do
conhecimento, da informação, etc.
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I. NOVA ORDEM MUNDIAL
Nova Ordem Mundial é um conceito sócio-econômico-político que faz referência ao contexto histórico do mundo
pós-Guerra Fria. A expressão foi pela primeira vez usada pelo presidente norte-americano Ronald Reagan na década
de 1980, referindo-se ao processo de queda da União Soviética e ao rearranjo geopolítico das potências mundiais. A
Nova Ordem Mundial foi o que o presidente Bush chamou de ordem multipolar, onde novos polos econômicos
estavam surgindo, entre eles, Japão, China, Rússia e União Europeia. Quando deu início a nova ordem mundial, a
rivalidade entre os sistemas econômicos opostos, a classificação dos países em 1º, 2º e 3º mundo e a ordem bipolar,
EUA e URSS, deixaram de existir. O termo Nova Ordem Mundial tem sido aplicado de forma abrangente,
dependendo do contexto histórico, mas de um modo geral, pode ser definido como a designação que pretende
compreender uma radical alteração, e o surgimento de um novo equilíbrio, nas relações de poder entre os estados na
cena internacional.
 EUA
O mundo bipolar, que era dividido em dois lados: Estados Unidos (capitalista) e União Soviética (socialista), as
duas maiores potências mundiais, não existe mais. Com o declínio do socialismo e, automaticamente, da União
Soviética houve uma transformação no panorama da ordem mundial, e essa começou a ser estabelecida. Com a
retirada da União Soviética do cenário mundial, em relação à sua influência política, os líderes dos Estados Unidos
iniciaram uma série de decisões de acordo somente com seus interesses, uma vez que se tratava da maior potência
mundial e não havia nenhum país para ir contra as suas ofensivas.
A partir dessa liderança mundial, os Estados Unidos começaram a intervir em diversas questões diplomáticas e
militares no mundo, um exemplo claro dessas iniciativas foi quando tomou partido na invasão do Iraque ao Kuwait
que ocasionou a Guerra do Golfo. Essa atitude por parte do governo norte-americano não se limitou somente às
discussões e negociações intermediadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pelo contrário, foi uma
ofensiva arbitrária e imposta pelos Estados Unidos. De certa forma, era uma maneira do país se firmar como potência
e líder mundial, isso em nível global.
É um fato incontestável que a partir do fim da Guerra-Fria os EUA emergem como a única potência hegemônica a
nível mundial. Entretanto observa-se a partir do fim do Séc. XX e início do Séc. XXI, o surgimento de novas
lideranças regionais em conjunto com o fenômeno da formação dos blocos políticos e econômicos.
 Japão
O Japão vive sua pior crise desde o final da Segunda Guerra Mundial e tem seu crescimento cortado pela metade,
diante da crise natural e nuclear que enfrenta o país. Os dados são da OCDE que rebaixou a perspectiva de
expansão do PIB da terceira maior economia do mundo e alertou que o Japão já é o país mais endividado do mundo,
com um buraco equivalente a 200% de seu próprio PIB.
Cidades inteiras terão de ser reconstruídas, depois do impacto do terremoto e tsunami. A falta de eletricidade
ainda afeta o setor industrial e as exportações sofrem uma queda importante. Para completar, a redução da renda no
setor do turismo é a pior em 50 anos e milhares de estrangeiros deixaram o país.
Diante deste cenário, a constatação é de que é de que mais de 2% do PIB japonês será gasto para reconstruir o
país. Para 2011, a terceira maior economia do mundo deverá crescer em apenas 0,8%, e não mais os 1,7% previstos
no início do ano.
As exportações em março despencaram e o superávit comercial foi reduzido em 79%. Empresas suspenderam
suas produções e o setor automotivo foi obrigado a dar ferias coletivas diante da queda de 27% nas vendas.
Se não bastassem os problemas internos, mais de 30 países adotaram medidas de restrição contra os produtos
japoneses, temendo problemas de contaminação nuclear. Consumidores de sushi em todo o mundo abandonaram os
fornecedores japoneses nas últimas semanas.
Segundo a OCDE, o impacto na produção poderá ser compensado com a necessidade de reconstrução do país e
os investimentos que terão de ser feito para recolocar o Japão de pé.
O problema é que outra crise estaria se desenvolvendo: a da dívida. Hoje, o Japão já tem uma dívida pública "sem
precedentes" de mais de 200% do PIB, taxa que poderá se agravar diante da necessidade de reconstrução.
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Para a OCDE, uma solução seria apelar por uma maior “solidariedade do povo japonês”. Em outras palavras,
aumentar impostos. O governo já anunciou o aumento das taxas de valor agregado de 5% para 8%.
A avaliação da entidade é de que, apesar da crise, o Japão irá superar a crise. Em 1995, o terremoto de Kobe
custou US$ 110 bilhões. E apenas em um ano o país se recuperou.
Desta vez, o problema é o abastecimento de energia no país, profundamente afetado. Uma série de medidas já
começam a ser estabelecidas para enfrentar o verão, além de um racionamento de energia, no país conhecido por
seus letreiros e pela dimensão eletrônica da sociedade.
Em suma a economia japonesa que durante muito tempo esteve entre as duas maiores do mundo, vem sofrendo
um retrocesso semelhante ao verificado na década de setenta do século passado.
 União Europeia
A UE (União Europeia) é um bloco econômico, político e social de 27 países europeus que participam de um
projeto de integração política e econômica. Os países integrantes são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária. Chipre,
Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia,
Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, Reino Unido, República, Romênia
e Suécia. Macedônia, Croácia e Turquia encontram-se em fase de negociação. Estes países são politicamente
democráticos, com um Estado de direito em vigor.
Os tratados que definem a União Europeia são: o Tratado da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA),
o Tratado da Comunidade Econômica Europeia (CEE), o Tratado da Comunidade Europeia da Energia Atômica
(EURATOM) e o Tratado da União Europeia (UE), o Tratado de Maastricht, que estabelece fundamentos da futura
integração política. Neste último tratado, se destaca acordos de segurança e política exterior, assim como a
confirmação de uma Constituição Política para a União Europeia e a integração monetária, através do Euro.
Para o funcionamento de suas funções, a União Europeia conta com instituições básicas como o Parlamento, a
Comissão, o Conselho e o Tribunal de Justiça. Todos estes órgãos possuem representantes de todos os países
membros. Esse caso ocorre quando o Governo decide intervir no mecanismo de preços para fixar um nível abaixo do
que o mercado determina.
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I. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
SISTEMA ONU
A Organização das Nações Unidas (ONU) começou a existir oficialmente em 24 de outubro de 1945, ocasião em
que foi assinada a "Carta das Nações Unidas" - cuja essência reside na luta pelos direitos humanos; no respeito à
autodeterminação dos povos e na solidariedade internacional.
Fundada por 51 países, entre eles o Brasil, a ONU, hoje, conta com 193 países membros. Apesar ONU ter sede
em Nova York nos EUA (exceção feita a Corte Internacional de Justiça, que tem sede em Haia na Holanda) suas
instalações são consideradas território internacional.
A missão da ONU é fomentar a paz entre as nações, cooperar com o desenvolvimento sustentável, monitorar o
cumprimento dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais e organizar reuniões e conferências em prol
desses objetivos. O sistema ONU é complexo. Conta com Organismos especializados, Programas, Fundos etc.
Os principais órgãos da ONU são:
 A Assembleia Geral, órgão principal da ONU que tem caráter deliberativo, onde estão representados todos os
193 países membros (O Sudão do Sul foi o último país a se tornar membro), cada um com direito a um voto.
Assuntos em pauta: paz e segurança, aprovação de novos membros, questões de orçamento, desarmamento,
cooperação internacional em todas as áreas, direitos humanos, etc. As resoluções, votadas e aprovadas – da
Assembleia Geral funcionam como recomendações e não são de cumprimento obrigatório. Atualmente o
Secretário Geral é o sul coreano Ban Ki-Moon, este em campanha de reeleição.
 O Conselho de Segurança é o órgão da ONU responsável pela paz e segurança internacionais. Podemos dizer
que atualmente é o órgão mais importante quando se trata de concursos públicos, pois vem sendo bastante
cobrado por todas as organizadoras.
Ele é formado por 15 membros: cinco permanentes – Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China –,
que possuem o tão cobiçado “poder de veto”, que lhes dá direito de barrar qualquer resolução no âmbito do conselho;
e dez membros não permanentes, eleitos pela Assembleia Geral para um mandato de dois anos. O Brasil atualmente
é um deles, eleito para o biênio 2010/11.
Este é o único órgão da ONU que tem poder decisório, isto é, todos os membros das Nações Unidas devem
aceitar e cumprir as decisões do conselho.
Decisões recentes do conselho de segurança:
 Sanções contra o Irã, por seu controverso programa nuclear;
 Resolução 1973 – Criou a zona de exclusão do espaço aéreo Líbio, permitindo as ações militares da OTAN
naquele país, sobretudo, bombardeios contra as tropas de Muammar Kadafi;
 Sanções contra o regime do presidente da Síria Bashar al Assad, por clara violação dos direitos humanos em
seu país.
 A Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia (Holanda), é o principal órgão judiciário das Nações
Unidas. Todos os países que fazem parte do Estatuto da Corte – que é parte da Carta das Nações Unidas –
podem recorrer a ela. Somente países, nunca indivíduos, podem pedir pareceres à Corte Internacional de
Justiça. A Corte Internacional de Justiça é composta por quinze juízes chamados “membros” da Corte. São
eleitos pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Segurança em escrutínios separados. A partir da CIJ são
formados os Tribunais Penais Internacionais para julgar crimes contra a humanidade, de genocídio e crimes de
guerra, dentre outros.
Uma questão que merece destaque é a discussão sobre a criação do Estado palestino no âmbito da ONU.
Entenda o conflito e seus principais personagens:
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Seis dias - A guerra de 1948 foi apenas o primeiro capítulo do moderno conflito na região. Em 1967, Ocorreria o
pior conflito. Israel avançaria ainda mais suas posições, alegando defender seu território e, portanto, seu direito de
existência num região cercada de árabes. Nesse conflito Israel empreendeu uma ação relâmpago em apenas seis
dias: ao sul, tomou do Egito a Península do Sinai e a Faixa de Gaza; no centro-leste, ocupou a Cisjordânia e
Jerusalém Oriental, que estavam sob administração jordaniana; por fim, invadiu as Colinas de Golã, da Síria. Não por
acaso, a ação ficou conhecida como Guerra dos 6 Dias. O movimento provocou novo êxodo palestino: cerca de
50.000 fugiram para países vizinhos. Israel, por sua vez, iniciou a colonização dos espaços deixados, fixando
milhares de judeus nos territórios ocupados. A discussão hoje na ONU gira em torno da devolução por parte dos
Judeus dos territórios ocupados em sua maior parte desde 1967. Por um lado o atual presidente da ANP, Mahmoud
Abbas não acredita mais em um acordo direto com Israel, sob tutela dos EUA, para resolver a questão, embora seja
um defensor da resolução pacífica do conflito. O caso foi levado até a ONU, onde a Palestina já conta com o apoio da
maioria dos países, entre eles o Brasil, que já reconhece aquele país desde dez de 2010. A maior dificuldade para o
reconhecimento no âmbito da ONU é a recusa norte americana em aceitar a proposição sem a participação de Israel.
Uma das possíveis consequências deste impasse seria a utilização do poder de veto pelos EUA, caso a proposta
fosse levada ao conselho de segurança.
Al-Fatah - Movimento pela Libertação da Palestina. Sob a liderança de Yasser Arafat, o Al-Fatah se tornou a mais
forte e mais organizada facção palestina. As autoridades israelenses têm acusado o movimento de ataques
terroristas contra Israel desde o início da nova Intifada. As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, responsáveis por vários
atentados nos últimos meses em Israel, são os mais radicais membros da organização.
Hamas - Grupo fundamentalista palestino que possui um braço político e outro militar. A sigla significa Movimento
de Resistência Islâmica, mas também é a palavra que pode ser traduzida como “devoção” em árabe. O movimento
nasceu junto com a Intifada. Seu braço político faz trabalhos sociais em campos de refugiados. O braço armado foi o
primeiro a usar atentados com homens-bomba na região, em 1992. O braço político venceu as eleições legislativas
palestinas em 2006 e tomou o poder à força, na Faixa de Gaza, em junho de 2007, após romper com Mahmoud
Abbas, que preside a Autoridade Nacional Palestina (ANP), na Cisjordânia.
ANP - A Autoridade Nacional Palestina, ou Autoridade Palestina, hoje presidida por Mahmoud Abbas, é a
organização oficial que administra a Cisjordânia - a Faixa de Gaza está sob o controle do Hamas desde junho de
2007. Foi criada a partir de um acordo firmado em 1993 entre a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) e
Israel. Na primeira eleição para o legislativo e executivo da ANP, realizada em janeiro de 1996, Yasser Arafat foi
eleito presidente. O acordo previa um mandato de cinco anos, que expiraria em 1999, quando então Israel e
palestinos voltariam a negociar o status das áreas palestinas - o que não aconteceu, com a deterioração das relações
entre os dois lados.
Cisjordânia - Área de 5.860 quilômetros quadrados a oeste do Rio Jordão e do Mar Morto, que esteve sob
controle da Jordânia entre 1948 e 1967. Atualmente, está sob a administração da Autoridade Nacional Palestina. As
cidades mais populosas são Jerusalém, Ramallah, Hebron, Nablus e Belém. Há duas universidades: Bir Zeit, em
Jerusalém, e An-Najah, em Hebron.
Faixa de Gaza - É um estreito território com largura que varia de 6 quilômetros a 10 quilômetros às margens do
Mar Mediterrâneo. Seus cerca de 360 quilômetros quadrados de área são limitados ao sul pelo Egito e ao norte por
Israel. O grupo radical islâmico Hamas controla a região desde junho de 2007, quando tomou o poder à força. A
principal cidade do território é Gaza.
Intifada - Nome do levante nos territórios palestinos contra a política e ocupação israelense, caracterizado por
protestos, tumultos, greves e violência, tanto na Faixa de Gaza quanto na Cisjordânia. A primeira intifada estendeu-
se de 1987 a 1993, estimulada principalmente por três grupos: Hamas, OLP e Jihad. Ficou marcada pelo
apedrejamento de soldados israelenses por jovens palestinos desarmados. Em setembro de 2000, quando
recomeçou a violência entre palestinos e israelenses, depois de uma visita de Ariel Sharon a um local santo para os
muçulmanos, o conflito violento recomeçou, sendo chamado de segunda intifada. O estopim foi uma provocação
deliberada do então candidato a primeiro-ministro Ariel Sharon, líder da oposição ao governo de Ehud Barak e porta-
voz da linha dura israelense. Cercado de guarda-costas, ele visitou a Esplanada das Mesquitas, na parte murada de
Jerusalém, onde ficam as mesquitas de Al-Aksa e de Omar, um conjunto que é o terceiro entre os lugares santos do
Islã.
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SANÇÕES CONTRA O IRÃ
As sanções da ONU e da União Europeia são represálias ao governo do Irã, que insiste em manter um programa
nuclear considerado bélico pelas duas entidades. Teerã já disse e repetiu diversas vezes que seu programa nuclear
tem fins pacíficos, mas até aqui não conseguiu convencer a comunidade internacional. O Brasil, entretanto tem se
posicionado a favor do direito do governo iraniano em dar continuidade ao seu projeto nuclear.
SANÇÕES CONTRA A SÍRIA
Em virtude da violenta reação por parte do governo do presidente Bashar Al Assad frente aos protestos por
democracia em seu país.
LÍBIA
A resolução 1974 do conselho de segurança da ONU determinou a criação de uma área de exclusão aérea neste
país, o que possibilitou o apoio aos rebeldes na luta pela queda do regime do ditador Muammar Kadafi.
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I. EXERCÍCIOS RELATIVOS AO ENCONTRO
1. O cenário internacional contemporâneo é bem diferente daquele surgido com o fim da Segunda Guerra. O fim da
URSS foi fator determinante para que ocorresse essa transformação. Assim, nos dias de hoje, é correto afirmar
que:
a) o sistema bipolar de poder mundial, que a "guerra fria" ajudou a compor, deixa de existir a partir do momento em
que a URSS desaparece de cena.
b) com o colapso da URSS, a Rússia viu-se na contingência de desmobilizar suas forças armadas e colocar seu
arsenal nuclear sob os cuidados do Conselho de Segurança da ONU.
c) ao contrário do que se imaginava, a presença militar norte-americana no mundo retraiu-se com o
desaparecimento da URSS, agindo quase que exclusivamente a pedido da ONU.
d) o fim da URSS também alterou radicalmente a situação da República Popular da China, que, liberalizando sua
economia e seu regime político, isolou-se em relação ao exterior e assumiu o posto de maior potência asiática.
e) o esgotamento da "guerra fria" também significou, a partir do final do século XX, o fim de conflitos regionais ou
locais motivados por questões étnicas, religiosas e nacionais.
2. A interdependência dos atores — governos, empresas e sociedades — é, certamente, a característica
fundamental do atual cenário econômico mundial, comumente denominado globalização. Com base nessa nova
realidade, que ganhou maior densidade a partir da década de 80 do século XX, assinale a alternativa correta.
a) As cadeias produtivas concentram-se cada vez mais em áreas restritas do planeta, em geral nas economias mais
sólidas, restando aos países pobres o papel de meros consumidores.
b) As inovações tecnológicas, profundas e incessantes, contribuem decisivamente para um aspecto essencial à
ordem global, qual seja, a celeridade da circulação de bens, capitais e informações.
c) Apesar da queda do Muro de Berlim e da derrocada do chamado socialismo real do Leste europeu, os países da
antiga Cortina de Ferro recusam-se a se inserir na economia capitalista globalizada.
d) Embora importante sob vários aspectos, em especial nas telecomunicações, a revolução tecnológica dos anos 90
do século XX foi insuficiente para ampliar as possibilidades de integração da economia mundial.
e) Mesmo reduzindo o quadro de desigualdades entre as nações, a globalização acabou por concentrar poder e
riqueza nos países ricos, o que impede a emergência de outros países na cena econômica mundial.
3. A partir dessas informações, que se relacionam ao funcionamento e à ação da ONU, assinale a opção incorreta.
a) O Conselho de Segurança é formado por quinze membros, dos quais dez são eleitos para cumprir mandato por
tempo determinado.
b) Os cinco membros do Conselho de Segurança se distinguem dos demais por não terem mandato estipulado e
pelo poder de impedir que um determinado tema seja discutido no Conselho.
c) Pelo que o texto afirma, a Assembleia Geral é o órgão menos democrático da ONU.
d) Muitas das agências especializadas da ONU, bem como os programas e fundos desse organismo, visam à
melhoria das condições de vida da população mundial, a exemplo dos voltados para a saúde, a agricultura e a
educação.
e) Quando o texto diz que a ONU é um órgão multilateral, ele também está afirmando tratar-se de um organismo
aberto à participação de vários países, e não apenas de uns poucos.
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4. A História Contemporânea teve na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) um de seus acontecimentos mais
marcantes e definidores. Relativamente ao seu significado histórico e ao mundo que fez nascer, assinale a opção
incorreta.
a) A Segunda Guerra Mundial foi marcada pelo confronto de dois grandes blocos: o Eixo, liderado por Alemanha,
Itália e Japão, e os Aliados, tendo à frente, sobretudo, os EUA, a URSS e a Inglaterra.
b) A identidade ideológica mais nítida, durante o conflito, foi a que aproximou os países do Eixo, assentada nas
teses nazifascistas.
c) O Brasil participou diretamente da guerra, tendo constituído a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que
combateu em território italiano, e a Força Aérea Brasileira (FAB), especialmente usada no patrulhamento do
Atlântico Sul.
d) Terminado o conflito, o mundo testemunhou o declínio da Europa e a ascensão de duas superpotências, os EUA
e a URSS, as quais, nos anos seguintes, empenharam-se na disputa por áreas de influência em todas as partes,
num cenário de guerra não declarada: era a "guerra fria".
e) Após a Segunda Guerra, aprofundaram-se as estruturas de dominação colonial sobre a Ásia e a África, o que
eliminou a possibilidade de independência nacional nesses continentes.
5. A Guerra Fria, caracterizando a disputa do poder mundial entre Estados Unidos e União Soviética, manifestou-se
de várias formas, inclusive no campo militar propriamente dito. A esse respeito, marque com (V) a assertiva
verdadeira e com (F) a assertiva falsa, assinalando em seguida a opção correspondente.
( ) No final dos anos 40, quando a bipolaridade americano-soviética ganhava contorno preciso, foi criada a
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), por inspiração de Washington, para ser a aliança militar
ocidental.
( ) A resposta soviética veio por meio do Pacto de Varsóvia; hoje, mesmo não mais existindo o bloco socialista
europeu, essa aliança militar continua de pé, sob comando da Rússia, basicamente para a defesa de seu território
asiático.
( ) Com o fim da União Soviética e o colapso do socialismo na Europa Oriental, a OTAN perdeu sua razão de
ser, tendo sido extinta, com a desmobilização de suas tropas em território europeu.
a) V, V, V
b) V, V, F
c) F, F, V
d) F, F, F
e) V, F, F
6. A política e as relações internacionais contemporâneas conheceram sensíveis modificações a partir de
determinados acontecimentos que, em breve espaço de tempo, especialmente entre 1989 e 1991, romperam
com os padrões mundiais vigentes desde o fim da Segunda Guerra. Entre as opções que se seguem, assinale a
que identifica um desses fatos.
a) A construção do Muro de Berlim, dividindo a antiga capital alemã.
b) A retirada da República Popular da China do Conselho de Segurança da ONU.
c) O colapso da União Soviética, no mesmo contexto de derrocada do socialismo real no Leste europeu.
d) O recuo dos Estados Unidos em sua intenção, várias vezes reiteradas, de intervir militarmente no Oriente Médio.
e) O enrijecimento do regime castrista em Cuba, fechando suas fronteiras a mercadorias e a turistas estrangeiros.
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7. Alguns fatos ocorridos em fins do século XX foram decisivos para a nova configuração geopolítica do planeta. A
propósito do cenário mundial, com o qual se convive nos dias de hoje, assinale a opção correta.
a) O sistema bipolar mantém-se de pé, agora colocando em polos opostos os Estados Unidos e a China.
b) A Organização das Nações Unidas (ONU) começa o século XXI bem mais forte do que à época da Guerra Fria,
com a qual nunca soube conviver.
c) Apesar de episódios pontuais com seus efeitos trágicos, o terrorismo mostra-se sob controle, graças à ação firme
dos Estados e dos organismos multilaterais.
d) É incontrastável o poderio norte-americano, a se manifestar nos mais diversos campos - do bélico ao econômico,
do político ao cultural.
e) A sensível redução do volume de comércio mundial deve-se à diminuição da renda das populações, em larga
medida devido ao desemprego generalizado.
GABARITO
1 - A
2 - B
3 - C
4 - E
5 - E
6 - C
7 - D

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  • 1.
  • 2. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. 1º Bloco I. Bipolaridade; II. Fim da URSS. 2º Bloco I. Globalização. 3º Bloco I. Nova Ordem Mundial:  EUA;  Japão;  União Europeia. 4º Bloco I. Organização das Nações Unidas:  A Assembleia Geral;  O Conselho de Segurança;  A Corte Internacional de Justiça. 5º Bloco I. Exercícios Relativos ao Encontro.
  • 3. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. I. BIPOLARIDADE Introdução Olá meu caro concurseiro, você que nos acompanha dos mais diversos fusos horários deste enorme país. Chamo-me Leonardo Alves e serei seu facilitador na disciplina de Conhecimentos Gerais nos diversos concursos que cobram em seu edital esta disciplina, cujo entendimento e aplicação tem feito cada vez mais diferença para a sua aprovação nos certames, haja vista o grau crescente de profissionalização do concurso público no Brasil. Primeiramente temos que desconstruir alguns “mitos” sobre o estudo desta disciplina. Apague da sua mente a ideia de que apenas assistindo os jornais televisivos, ou lendo as revistas das últimas semanas você estará bem preparado para a realização da prova. Estudar Conhecimentos Gerais e Atualidades requer antes de tudo a construção de uma base sólida de entendimento do mundo em que vivemos e isso só é possível pela compreensão dos principais aspectos estruturais de nossa sociedade, os quais para serem entendidos devem ser percorridos até a suas origens, o que necessariamente nos conduzirá por uma viagem retrospectiva aos processos históricos de formação do modelo de mundo vigente. Após construirmos esta base de conhecimento pela análise das estruturas em movimento, agregam-se os fatos conjunturais, as notícias, estas sim obtidas nos diversos veículos de comunicação. A partir de então teremos formada em nossas mentes o que costumo denominar “teia de conhecimentos”, pois assim como a aranha ao tecer sua teia acaba por criar uma sofisticada rede de comunicação interligada, o nosso cérebro age da mesma forma, compactando os conhecimentos em locais específicos e os interligando em camadas sobrepostas, onde algumas palavras chaves são capazes de desencadear o processo de montagem mental dessa complexa cadeia. No começo parece algo assustador, mas você verá no decorrer das aulas que este processo sedimentará conhecimentos que te ajudarão a resolver qualquer questão relativa a esta disciplina, sem a necessidade de estudar novamente os assuntos aqui abordados. Aperte o cinto e se beber não case. BIPOLARIDADE Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), os principais países envolvidos no conflito (França, Reino Unido, Itália, Alemanha e Japão) se encontravam arrasados socioeconomicamente. O cenário de destruição nessas nações era enorme, a infraestrutura estava totalmente comprometida, além da grande perda populacional, principalmente de jovens. Nesse cenário, Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, Emergem como as únicas superpotências a nível mundial no pós-guerra. Após o conflito, uma nova organização geopolítica mundial surge em substituição à antiga ordem liderada pelos ex impérios europeus. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas anexou vários territórios, aperfeiçoou o desenvolvimento de armas nucleares, ampliou sua área de influência no leste europeu, além de possuir o maior efetivo militar do planeta. Os Estados Unidos, por sua vez, destinou créditos financeiros para a reestruturação dos países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, ampliou suas zonas de influência e cercou-se de tecnologia para produção de armas nucleares. Esse novo mundo, caracteriza-se pela polarização das diferenças dessas duas superpotências, personificadas nas divergências de sistemas ideológicos mutuamente excludentes: o Capitalismo e o Socialismo. De um lado os americanos vão tentar impor o capitalismo como o “melhor dos mundos” o chamado “american way life” onde as liberdades individuais, extensivas às atividades econômicas seriam os valores a serem cultuados. Por sua vez os soviéticos defendiam o socialismo, entreposto para o advento do comunismo como modelo político e econômico ideal por ser o mais socialmente justo. Assim o mundo assiste o conflito ideológico que foi a tônica de boa parte do século XX pós-segunda guerra mundial e que para a nossa prova cabe ressaltar as seguintes características:
  • 4. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Guerra Fria – Muito embora as hostilidades fossem constantes durante os anos de bipolaridade as duas superpotências jamais se enfrentaram num conflito militar direto, jamais se enfrentaram numa "Guerra Quente". Daí o conflito entre as duas superpotências ter recebido esse nome. Apesar de toda a hostilidade que havia entre as duas superpotências, os dois lados sabiam que uma guerra total, isto é uma guerra em que cada potência utilizasse todos os seus recursos, seria uma guerra impossível de ser vencida por qualquer das partes e uma ameaça à própria continuidade da espécie humana no planeta. Afinal, ambos os lados no fim dos anos 40 eram potencias nucleares. Uma das características principais foi transferir os conflitos militares para áreas periféricas do mundo. Ou seja, norte- americanos e soviéticos se envolveram em guerras localizadas em outras partes do mundo como África, Ásia e América Latina. Exemplos dessas guerras foi a guerra da Coréia, intervenção norte-americana no Vietnã, durante as décadas de 1960 e 1970, a pior derrota militar da história norte-americana, a intervenção soviética no Afeganistão, final dos anos 1970 a meados dos anos 1980, que é considerado o Vietnã dos soviéticos, e o envolvimento direto ou indireto dessas superpotências em praticamente todas as guerras no Oriente Médio, especialmente a luta entre palestinos, apoiados pela União Soviética, e israelenses, apoiados pelos norte-americanos. Crise dos mísseis - Na década de 1960, os olhos do mundo se voltavam para uma pequena ilha centro- americana que, por meio de uma revolução armada, derrubou a hegemonia política dos EUA na América Latina. Naquele período, a ilha de Cuba se tornou um enorme atrativo político capaz de instigar o temor e a admiração de muitos políticos. Para os EUA, aquela situação representava uma séria ameaça aos seus interesses econômicos, políticos e ideológicos. Não por acaso, as autoridades norte-americanas buscaram todas as formas para conter a consolidação do Estado revolucionário cubano. Sem obter uma resposta favorável, o presidente John F. Kennedy decidiu, no início de 1961, findar as relações diplomáticas com o governo cubano. Alguns meses depois, organizou um grupo de soldados cubanos e estadunidenses para derrubar o governo de Fidel Castro por meio de uma invasão à Baía dos Porcos. O chamado “Ataque à Baía dos Porcos” acabou não surtindo o efeito esperado e o insucesso daquela manobra militar poderia representar sérios riscos para os interesses dos EUA. Após esse incidente, Fidel Castro se aproximou do bloco socialista promovendo um intenso diálogo com o presidente russo Nikita Kruschev. Dessa nova aliança, nasceu um plano que materializou uma das maiores crises políticas da Guerra Fria. Segundo relato, no dia 14 de outubro de 1962, um avião de espionagem norte-americano sobrevoou o território cubano em busca de informações sobre o local. Nessa missão, coletou uma série de imagens do que parecia ser uma nova base militar em construção. Após um estudo detalhado das imagens, as autoridades norte-americanas descobriram que os soviéticos estavam instalando diversos mísseis capazes de carregar ogivas nucleares em Cuba. Pela primeira vez, os norte-americanos sentiram-se ameaçados pelos horrores das mesmas armas que protagonizaram o ataque nuclear de Hiroshima e Nagasaki. Para alguns analistas, a ousadia da manobra militar cubano-soviética poderia dar início a uma nova guerra em escala mundial. Dessa forma, entre os dias 16 e 29 de outubro daquele mesmo ano, foi iniciada uma delicada rodada de negociações que deveria conter a ameaça de uma guerra nuclear. Após um intenso diálogo, marcado inclusive com uma reunião entre Kennedy e Kruschev, os soviéticos decidiram retirar todos aqueles mísseis apontados para a nação-líder do bloco capitalista. Na verdade, a possibilidade de guerra era impossível, já que ambos os lados tinham um poder bélico de destruição capaz de aniquilar completamente o inimigo. Depois disso, acordos proibindo a proliferação de armas nucleares foram assinados pelas lideranças socialistas e capitalistas. O presidente americano Barack Obama e o russo Dmitry Medvedev assinam EM 2010 em Praga, na República Tcheca, o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START). O acordo é histórico e ajuda a enterrar a Guerra Fria (1945-1991), período em que os Estados Unidos, capitalistas, rivalizaram com a antiga União Soviética (atual Rússia), comunista, provocando uma corrida atômica que amedrontou o mundo. OTAN X PACTO DE VARSÓVIA - A OTAN e o Pacto de Varsóvia nunca travaram um conflito militar direto, mas fizeram o mundo refém de suas trocas de ameaças por mais de três décadas. Abastecidas pela obcecada corrida armamentista da Guerra Fria, as duas organizações simbolizaram o perigo mais imediato de uma guerra entre Estados Unidos e União Soviética. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) surgiu primeiro, em 1949, para lutar contra a expansão do comunismo e retaliar qualquer ataque soviético contra seus países-membros. A resposta da URSS veio em 1955 com o Pacto de Varsóvia, apoiado pelos países do bloco socialista e criado nos mesmos moldes da rival.
  • 5. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Com o tempo, porém, o papel das duas alianças militares desviou-se da proposta original. O Pacto de Varsóvia voltou-se para a repressão dos governos contrários ao regime socialista e das eventuais insurreições dos países integrantes. Tornou-se uma ferramenta de controle da URSS sobre seus territórios de influência e extinguiu-se em 1990, logo após a implosão do império soviético. A Otan, por sua vez, ampliou sua atuação: fixou-se nas trocas militares de técnicas de segurança com a Europa, nas intervenções de conflitos e até no combate ao narcotráfico. Hoje, agrupa também países do ex-bloco socialista que fizeram parte do Pacto de Varsóvia, como a Romênia e a Bulgária. II. FIM DA URSS Em 1985, com a entrada de Mikhail Gorbatchev a frente do partido Comunista, a União Soviética passou por bruscas mudanças políticas, econômicas e sociais. Ciente dos problemas que o país passava, Gorbatchev propôs dois planos: a perestroika (reestruturação) e a glasnost (transparência). A perestroika nada mais era do que um conjunto de medidas que propunha modernizar e dinamizar a economia do país. Assim, o plano autorizava a existência de empresas privadas, a entrada gradual de multinacionais e estimulava a concorrência entre as empresas. Já a glasnost previa a diminuição da atuação do Estado na vida do cidadão, ou seja, nas questões civis. Por meio da glasnost, foi dada liberdade de expressão, os presos políticos foram soltos, entre outras medidas. Com essas profundas mudanças, tornou-se claro que a União Soviética e o modelo socialista mundial estavam com seus dias contados. Com a crise estrutural do sistema instalada, as outras repúblicas começaram a exigir autonomia. Em 1991, quase todos os países já eram independentes. O fim definitivo da URSS foi oficializado em 21 de dezembro de 1991, com a criação da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), organização supranacional formada por Rússia, Ucrânia, Bielo-Rússia, Cazaquistão e Uzbequistão e simbolicamente decreta o fim do período Bipolar. O sistema Bipolar começou a se desestruturar durante a década de 1980. Em 1989, a queda do muro de Berlim e posterior reunificação da Alemanha Ocidental e Oriental foi o ato simbólico que decretou o encerramento de décadas de disputas econômicas, ideológicas e militares entre o bloco capitalista, comandado por Estados Unidos e o socialista, dirigido pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas USSS. Esse processo vai se completar com o fim da URSS. Assim observamos o surgimento de uma Nova ordem Mundial caracterizada pelo Multilateralismo em substituição ao modelo Bipolar.
  • 6. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. I. GLOBALIZAÇÃO O termo globalização designa um fenômeno de abertura das economias e das respectivas fronteiras em resultado do acentuado crescimento das trocas internacionais de mercadorias, da intensificação dos movimentos de capitais, da circulação de pessoas, do conhecimento e da informação, proporcionados quer pelo desenvolvimento dos transportes e das comunicações (sociedade tecnológica), quer pela crescente abertura das fronteiras ao comércio internacional, como um reflexo das práticas neoliberais que voltam a ganhar força a partir do início dos anos 80. Pode ser entendida, em um sentido mais amplo designando o processo intensificação das relações políticas, econômicas, socioculturais entre os diversos povos iniciada após a segunda guerra mundial. Esse conceito sempre é cobrado direta ou indiretamente nas provas, variando somente o enfoque. O mais provável é que seja relacionado à crise na Europa, que segundo alguns especialistas por incentivar medidas protecionistas - Protecionismo é a teoria que propõe um conjunto de medidas econômicas que favorecem as atividades internas em detrimento da concorrência estrangeira - tendem a gerar um processo de desglobalização - com a diminuição das trocas e relações comerciais entre as nações. Para a nossa prova, Globalização é sinônimo de integração e interdependência. Sem esses dois pré-requisitos o mundo caminha para a diminuição das relações internacionais, em clara contradição com o modelo neoliberal capitalista. São pontos importantes para o entendimento do conceito de globalização:  Neoliberalismo: Para entendermos algo novo na história da humanidade é necessário o estudo dos antecedentes, do antigo, do anterior. Assim a compreensão do neoliberalismo perpassa pela revisão da história das doutrinas econômicas que antecederam a aceitação, pelo menos pelo mundo ocidental, do modelo neoliberal como modelo econômico ideal. O liberalismo enquanto doutrina econômica surge em 1776 com a publicação da obra: A riqueza das Nações de Adam Smith. Basicamente Smith vai dizer que o Estado não deveria intervir na economia, assim suas funções básicas ficariam restritas a defesa nacional (exército) e defesa interna (poder de polícia). O que determinaria os preços dos bens e dos serviços seria a lei geral da oferta e da demanda. Para resolver a questão distributiva, segundo Smith, uma mão invisível se encarregaria de alocar corretamente os recursos produtivos, propiciando prosperidade para todos, uma vez que na ânsia de obter lucro o capitalista estaria contribuindo para o bem geral, na geração de empregos e consequentemente distribuição de renda e assim o chamado “melhor dos mundos” seria um desdobramento da livre concorrência. Esse modelo vai ser uma realidade até a grave crise de 1929, quando ocorre a quebra da bolsa de valores de Nova Yorke e uma profunda crise se instala nas bases do capitalismo pondo em xeque o modelo liberal. Diversas empresas são fechadas e verdadeiras fortunas são perdidas da noite para o dia, a fome a recessão e o desemprego chegam a níveis inimagináveis. A partir de então os economistas procuram solucionar os problemas da economia mundial com novas teorias a respeito do papel do Estado. Surge a partir da década de 30 a teoria Keynesiana sobre o papel intervencionista que o Estado deveria assumir, principalmente nos momentos de crise econômica, ofertando empregos e acelerando a recuperação econômica, ainda que para isso tivesse que aumentar os gastos públicos. Por convenção o neoliberalismo pode ser entendido como um conjunto de práticas político-econômicas baseadas nas ideias dos pensadores monetaristas (representados principalmente por Milton Friedman, dos EUA, e Friedrich August Von Hayek, da Grã Bretanha). Após a crise do petróleo de 1973, eles começaram a defender a ideia de que o governo já não podia mais manter os pesados investimentos que haviam realizado após a II Guerra Mundial, pois agora tinham déficits públicos, balanças comerciais negativas e inflação. Defendiam, portanto, uma redução da ação do Estado na economia. Essas teorias ganharam força depois que os conservadores foram vitoriosos nas eleições de 1979 no Reino Unido (ungindo Margareth Thatcher como primeira ministra) e, de 1980, nos Estados Unidos (eleição de Ronald Reagan para a presidência daquele país).
  • 7. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Desde então o Estado passou apenas a preservar a ordem política e econômica, deixando as empresas privadas livres para investirem como quisessem. Além disso, os Estados passaram a desregulamentar e a privatizar inúmeras atividades econômicas antes controladas por eles. Na América Latina o Chile foi o laboratório internacional das práticas neoliberais, sendo constantemente citado em diversas questões de concursos que abordam o seu pioneirismo.  Integração e Interdependência: Segundo a doutrina Neoliberal esses dois conceitos formam o pressuposto para a existência de um mundo globalizado, ou seja, um mundo sem maiores restrições a livre circulação de mercadorias/produtos e capital, este último representando o processo da internacionalização e da transnacionalização da produção que são fenômenos precursores do atual estágio de desenvolvimento das relações comerciais a nível mundial, com o surgimento das grandes corporações, as chamadas multinacionais. A integração pressupõe a eliminação de barreiras que restrinjam o comercio multilateral e a interdependência refere-se ao fato dos recursos produtivos serem escassos e por mais próspero que seja uma nação ela não pode ser considerada autossuficiente, por não possuir todos os recursos necessários para suprir todas as suas necessidades. Em razão disso os países estabelecem entre si um vínculo de interdependência devido à divisão internacional da produção, onde os países ricos concentram a produção de alta tecnologia, como é o caso do vale do silício nos EUA, região que agrega as maiores empresas da área de informática no mundo. Os países asiáticos, como a China e a Índia vão concentrar atualmente a produção de manufaturados, que são os produtos de industrializados de média e baixa tecnologia produzidos em larga escala. Suas economias são voltadas para a exportação, que vai render à China a liderança no ranking mundial de exportações, superando os EUA. Restam aos países detentores das maiores reservas em termos de recursos naturais, como Brasil e a Rússia a liderança na venda de commodities, que são os produtos do setor primário da produção.  Blocos Supranacionais: São espécies de associações feitas por países de determinada região, por meio de tratados diplomáticos ou pela própria dinâmica dos fluxos econômicos, facilitam a circulação de mercadorias e capitais e configuram mercados interiores. Essa tendência, de regionalização, manifesta-se com toda sua profundidade na União Europeia, mas aprece, sob formas diferentes, na América e na macrorregião da Ásia-Pacífico. Na América do Sul temos o exemplo do MERCOSUL.  Sociedade Tecnológica: Uma das marcas da civilização contemporânea simbolizada pelas rápidas mudanças estruturais nas formas de organização principalmente relacionadas ao trabalho que ganhou impulso com a revolução dos transportes e das comunicações, que possibilitaram o processo de globalização pela diminuição das distâncias entre os povos, resumidamente pela quebra das barreiras a livre circulação do capital, das mercadorias, das pessoas, da cultura, do conhecimento, da informação, etc.
  • 8. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. I. NOVA ORDEM MUNDIAL Nova Ordem Mundial é um conceito sócio-econômico-político que faz referência ao contexto histórico do mundo pós-Guerra Fria. A expressão foi pela primeira vez usada pelo presidente norte-americano Ronald Reagan na década de 1980, referindo-se ao processo de queda da União Soviética e ao rearranjo geopolítico das potências mundiais. A Nova Ordem Mundial foi o que o presidente Bush chamou de ordem multipolar, onde novos polos econômicos estavam surgindo, entre eles, Japão, China, Rússia e União Europeia. Quando deu início a nova ordem mundial, a rivalidade entre os sistemas econômicos opostos, a classificação dos países em 1º, 2º e 3º mundo e a ordem bipolar, EUA e URSS, deixaram de existir. O termo Nova Ordem Mundial tem sido aplicado de forma abrangente, dependendo do contexto histórico, mas de um modo geral, pode ser definido como a designação que pretende compreender uma radical alteração, e o surgimento de um novo equilíbrio, nas relações de poder entre os estados na cena internacional.  EUA O mundo bipolar, que era dividido em dois lados: Estados Unidos (capitalista) e União Soviética (socialista), as duas maiores potências mundiais, não existe mais. Com o declínio do socialismo e, automaticamente, da União Soviética houve uma transformação no panorama da ordem mundial, e essa começou a ser estabelecida. Com a retirada da União Soviética do cenário mundial, em relação à sua influência política, os líderes dos Estados Unidos iniciaram uma série de decisões de acordo somente com seus interesses, uma vez que se tratava da maior potência mundial e não havia nenhum país para ir contra as suas ofensivas. A partir dessa liderança mundial, os Estados Unidos começaram a intervir em diversas questões diplomáticas e militares no mundo, um exemplo claro dessas iniciativas foi quando tomou partido na invasão do Iraque ao Kuwait que ocasionou a Guerra do Golfo. Essa atitude por parte do governo norte-americano não se limitou somente às discussões e negociações intermediadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pelo contrário, foi uma ofensiva arbitrária e imposta pelos Estados Unidos. De certa forma, era uma maneira do país se firmar como potência e líder mundial, isso em nível global. É um fato incontestável que a partir do fim da Guerra-Fria os EUA emergem como a única potência hegemônica a nível mundial. Entretanto observa-se a partir do fim do Séc. XX e início do Séc. XXI, o surgimento de novas lideranças regionais em conjunto com o fenômeno da formação dos blocos políticos e econômicos.  Japão O Japão vive sua pior crise desde o final da Segunda Guerra Mundial e tem seu crescimento cortado pela metade, diante da crise natural e nuclear que enfrenta o país. Os dados são da OCDE que rebaixou a perspectiva de expansão do PIB da terceira maior economia do mundo e alertou que o Japão já é o país mais endividado do mundo, com um buraco equivalente a 200% de seu próprio PIB. Cidades inteiras terão de ser reconstruídas, depois do impacto do terremoto e tsunami. A falta de eletricidade ainda afeta o setor industrial e as exportações sofrem uma queda importante. Para completar, a redução da renda no setor do turismo é a pior em 50 anos e milhares de estrangeiros deixaram o país. Diante deste cenário, a constatação é de que é de que mais de 2% do PIB japonês será gasto para reconstruir o país. Para 2011, a terceira maior economia do mundo deverá crescer em apenas 0,8%, e não mais os 1,7% previstos no início do ano. As exportações em março despencaram e o superávit comercial foi reduzido em 79%. Empresas suspenderam suas produções e o setor automotivo foi obrigado a dar ferias coletivas diante da queda de 27% nas vendas. Se não bastassem os problemas internos, mais de 30 países adotaram medidas de restrição contra os produtos japoneses, temendo problemas de contaminação nuclear. Consumidores de sushi em todo o mundo abandonaram os fornecedores japoneses nas últimas semanas. Segundo a OCDE, o impacto na produção poderá ser compensado com a necessidade de reconstrução do país e os investimentos que terão de ser feito para recolocar o Japão de pé. O problema é que outra crise estaria se desenvolvendo: a da dívida. Hoje, o Japão já tem uma dívida pública "sem precedentes" de mais de 200% do PIB, taxa que poderá se agravar diante da necessidade de reconstrução.
  • 9. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Para a OCDE, uma solução seria apelar por uma maior “solidariedade do povo japonês”. Em outras palavras, aumentar impostos. O governo já anunciou o aumento das taxas de valor agregado de 5% para 8%. A avaliação da entidade é de que, apesar da crise, o Japão irá superar a crise. Em 1995, o terremoto de Kobe custou US$ 110 bilhões. E apenas em um ano o país se recuperou. Desta vez, o problema é o abastecimento de energia no país, profundamente afetado. Uma série de medidas já começam a ser estabelecidas para enfrentar o verão, além de um racionamento de energia, no país conhecido por seus letreiros e pela dimensão eletrônica da sociedade. Em suma a economia japonesa que durante muito tempo esteve entre as duas maiores do mundo, vem sofrendo um retrocesso semelhante ao verificado na década de setenta do século passado.  União Europeia A UE (União Europeia) é um bloco econômico, político e social de 27 países europeus que participam de um projeto de integração política e econômica. Os países integrantes são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária. Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, Reino Unido, República, Romênia e Suécia. Macedônia, Croácia e Turquia encontram-se em fase de negociação. Estes países são politicamente democráticos, com um Estado de direito em vigor. Os tratados que definem a União Europeia são: o Tratado da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), o Tratado da Comunidade Econômica Europeia (CEE), o Tratado da Comunidade Europeia da Energia Atômica (EURATOM) e o Tratado da União Europeia (UE), o Tratado de Maastricht, que estabelece fundamentos da futura integração política. Neste último tratado, se destaca acordos de segurança e política exterior, assim como a confirmação de uma Constituição Política para a União Europeia e a integração monetária, através do Euro. Para o funcionamento de suas funções, a União Europeia conta com instituições básicas como o Parlamento, a Comissão, o Conselho e o Tribunal de Justiça. Todos estes órgãos possuem representantes de todos os países membros. Esse caso ocorre quando o Governo decide intervir no mecanismo de preços para fixar um nível abaixo do que o mercado determina.
  • 10. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. I. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS SISTEMA ONU A Organização das Nações Unidas (ONU) começou a existir oficialmente em 24 de outubro de 1945, ocasião em que foi assinada a "Carta das Nações Unidas" - cuja essência reside na luta pelos direitos humanos; no respeito à autodeterminação dos povos e na solidariedade internacional. Fundada por 51 países, entre eles o Brasil, a ONU, hoje, conta com 193 países membros. Apesar ONU ter sede em Nova York nos EUA (exceção feita a Corte Internacional de Justiça, que tem sede em Haia na Holanda) suas instalações são consideradas território internacional. A missão da ONU é fomentar a paz entre as nações, cooperar com o desenvolvimento sustentável, monitorar o cumprimento dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais e organizar reuniões e conferências em prol desses objetivos. O sistema ONU é complexo. Conta com Organismos especializados, Programas, Fundos etc. Os principais órgãos da ONU são:  A Assembleia Geral, órgão principal da ONU que tem caráter deliberativo, onde estão representados todos os 193 países membros (O Sudão do Sul foi o último país a se tornar membro), cada um com direito a um voto. Assuntos em pauta: paz e segurança, aprovação de novos membros, questões de orçamento, desarmamento, cooperação internacional em todas as áreas, direitos humanos, etc. As resoluções, votadas e aprovadas – da Assembleia Geral funcionam como recomendações e não são de cumprimento obrigatório. Atualmente o Secretário Geral é o sul coreano Ban Ki-Moon, este em campanha de reeleição.  O Conselho de Segurança é o órgão da ONU responsável pela paz e segurança internacionais. Podemos dizer que atualmente é o órgão mais importante quando se trata de concursos públicos, pois vem sendo bastante cobrado por todas as organizadoras. Ele é formado por 15 membros: cinco permanentes – Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China –, que possuem o tão cobiçado “poder de veto”, que lhes dá direito de barrar qualquer resolução no âmbito do conselho; e dez membros não permanentes, eleitos pela Assembleia Geral para um mandato de dois anos. O Brasil atualmente é um deles, eleito para o biênio 2010/11. Este é o único órgão da ONU que tem poder decisório, isto é, todos os membros das Nações Unidas devem aceitar e cumprir as decisões do conselho. Decisões recentes do conselho de segurança:  Sanções contra o Irã, por seu controverso programa nuclear;  Resolução 1973 – Criou a zona de exclusão do espaço aéreo Líbio, permitindo as ações militares da OTAN naquele país, sobretudo, bombardeios contra as tropas de Muammar Kadafi;  Sanções contra o regime do presidente da Síria Bashar al Assad, por clara violação dos direitos humanos em seu país.  A Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia (Holanda), é o principal órgão judiciário das Nações Unidas. Todos os países que fazem parte do Estatuto da Corte – que é parte da Carta das Nações Unidas – podem recorrer a ela. Somente países, nunca indivíduos, podem pedir pareceres à Corte Internacional de Justiça. A Corte Internacional de Justiça é composta por quinze juízes chamados “membros” da Corte. São eleitos pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Segurança em escrutínios separados. A partir da CIJ são formados os Tribunais Penais Internacionais para julgar crimes contra a humanidade, de genocídio e crimes de guerra, dentre outros. Uma questão que merece destaque é a discussão sobre a criação do Estado palestino no âmbito da ONU. Entenda o conflito e seus principais personagens:
  • 11. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. Seis dias - A guerra de 1948 foi apenas o primeiro capítulo do moderno conflito na região. Em 1967, Ocorreria o pior conflito. Israel avançaria ainda mais suas posições, alegando defender seu território e, portanto, seu direito de existência num região cercada de árabes. Nesse conflito Israel empreendeu uma ação relâmpago em apenas seis dias: ao sul, tomou do Egito a Península do Sinai e a Faixa de Gaza; no centro-leste, ocupou a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, que estavam sob administração jordaniana; por fim, invadiu as Colinas de Golã, da Síria. Não por acaso, a ação ficou conhecida como Guerra dos 6 Dias. O movimento provocou novo êxodo palestino: cerca de 50.000 fugiram para países vizinhos. Israel, por sua vez, iniciou a colonização dos espaços deixados, fixando milhares de judeus nos territórios ocupados. A discussão hoje na ONU gira em torno da devolução por parte dos Judeus dos territórios ocupados em sua maior parte desde 1967. Por um lado o atual presidente da ANP, Mahmoud Abbas não acredita mais em um acordo direto com Israel, sob tutela dos EUA, para resolver a questão, embora seja um defensor da resolução pacífica do conflito. O caso foi levado até a ONU, onde a Palestina já conta com o apoio da maioria dos países, entre eles o Brasil, que já reconhece aquele país desde dez de 2010. A maior dificuldade para o reconhecimento no âmbito da ONU é a recusa norte americana em aceitar a proposição sem a participação de Israel. Uma das possíveis consequências deste impasse seria a utilização do poder de veto pelos EUA, caso a proposta fosse levada ao conselho de segurança. Al-Fatah - Movimento pela Libertação da Palestina. Sob a liderança de Yasser Arafat, o Al-Fatah se tornou a mais forte e mais organizada facção palestina. As autoridades israelenses têm acusado o movimento de ataques terroristas contra Israel desde o início da nova Intifada. As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, responsáveis por vários atentados nos últimos meses em Israel, são os mais radicais membros da organização. Hamas - Grupo fundamentalista palestino que possui um braço político e outro militar. A sigla significa Movimento de Resistência Islâmica, mas também é a palavra que pode ser traduzida como “devoção” em árabe. O movimento nasceu junto com a Intifada. Seu braço político faz trabalhos sociais em campos de refugiados. O braço armado foi o primeiro a usar atentados com homens-bomba na região, em 1992. O braço político venceu as eleições legislativas palestinas em 2006 e tomou o poder à força, na Faixa de Gaza, em junho de 2007, após romper com Mahmoud Abbas, que preside a Autoridade Nacional Palestina (ANP), na Cisjordânia. ANP - A Autoridade Nacional Palestina, ou Autoridade Palestina, hoje presidida por Mahmoud Abbas, é a organização oficial que administra a Cisjordânia - a Faixa de Gaza está sob o controle do Hamas desde junho de 2007. Foi criada a partir de um acordo firmado em 1993 entre a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) e Israel. Na primeira eleição para o legislativo e executivo da ANP, realizada em janeiro de 1996, Yasser Arafat foi eleito presidente. O acordo previa um mandato de cinco anos, que expiraria em 1999, quando então Israel e palestinos voltariam a negociar o status das áreas palestinas - o que não aconteceu, com a deterioração das relações entre os dois lados. Cisjordânia - Área de 5.860 quilômetros quadrados a oeste do Rio Jordão e do Mar Morto, que esteve sob controle da Jordânia entre 1948 e 1967. Atualmente, está sob a administração da Autoridade Nacional Palestina. As cidades mais populosas são Jerusalém, Ramallah, Hebron, Nablus e Belém. Há duas universidades: Bir Zeit, em Jerusalém, e An-Najah, em Hebron. Faixa de Gaza - É um estreito território com largura que varia de 6 quilômetros a 10 quilômetros às margens do Mar Mediterrâneo. Seus cerca de 360 quilômetros quadrados de área são limitados ao sul pelo Egito e ao norte por Israel. O grupo radical islâmico Hamas controla a região desde junho de 2007, quando tomou o poder à força. A principal cidade do território é Gaza. Intifada - Nome do levante nos territórios palestinos contra a política e ocupação israelense, caracterizado por protestos, tumultos, greves e violência, tanto na Faixa de Gaza quanto na Cisjordânia. A primeira intifada estendeu- se de 1987 a 1993, estimulada principalmente por três grupos: Hamas, OLP e Jihad. Ficou marcada pelo apedrejamento de soldados israelenses por jovens palestinos desarmados. Em setembro de 2000, quando recomeçou a violência entre palestinos e israelenses, depois de uma visita de Ariel Sharon a um local santo para os muçulmanos, o conflito violento recomeçou, sendo chamado de segunda intifada. O estopim foi uma provocação deliberada do então candidato a primeiro-ministro Ariel Sharon, líder da oposição ao governo de Ehud Barak e porta- voz da linha dura israelense. Cercado de guarda-costas, ele visitou a Esplanada das Mesquitas, na parte murada de Jerusalém, onde ficam as mesquitas de Al-Aksa e de Omar, um conjunto que é o terceiro entre os lugares santos do Islã.
  • 12. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. SANÇÕES CONTRA O IRÃ As sanções da ONU e da União Europeia são represálias ao governo do Irã, que insiste em manter um programa nuclear considerado bélico pelas duas entidades. Teerã já disse e repetiu diversas vezes que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas até aqui não conseguiu convencer a comunidade internacional. O Brasil, entretanto tem se posicionado a favor do direito do governo iraniano em dar continuidade ao seu projeto nuclear. SANÇÕES CONTRA A SÍRIA Em virtude da violenta reação por parte do governo do presidente Bashar Al Assad frente aos protestos por democracia em seu país. LÍBIA A resolução 1974 do conselho de segurança da ONU determinou a criação de uma área de exclusão aérea neste país, o que possibilitou o apoio aos rebeldes na luta pela queda do regime do ditador Muammar Kadafi.
  • 13. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. I. EXERCÍCIOS RELATIVOS AO ENCONTRO 1. O cenário internacional contemporâneo é bem diferente daquele surgido com o fim da Segunda Guerra. O fim da URSS foi fator determinante para que ocorresse essa transformação. Assim, nos dias de hoje, é correto afirmar que: a) o sistema bipolar de poder mundial, que a "guerra fria" ajudou a compor, deixa de existir a partir do momento em que a URSS desaparece de cena. b) com o colapso da URSS, a Rússia viu-se na contingência de desmobilizar suas forças armadas e colocar seu arsenal nuclear sob os cuidados do Conselho de Segurança da ONU. c) ao contrário do que se imaginava, a presença militar norte-americana no mundo retraiu-se com o desaparecimento da URSS, agindo quase que exclusivamente a pedido da ONU. d) o fim da URSS também alterou radicalmente a situação da República Popular da China, que, liberalizando sua economia e seu regime político, isolou-se em relação ao exterior e assumiu o posto de maior potência asiática. e) o esgotamento da "guerra fria" também significou, a partir do final do século XX, o fim de conflitos regionais ou locais motivados por questões étnicas, religiosas e nacionais. 2. A interdependência dos atores — governos, empresas e sociedades — é, certamente, a característica fundamental do atual cenário econômico mundial, comumente denominado globalização. Com base nessa nova realidade, que ganhou maior densidade a partir da década de 80 do século XX, assinale a alternativa correta. a) As cadeias produtivas concentram-se cada vez mais em áreas restritas do planeta, em geral nas economias mais sólidas, restando aos países pobres o papel de meros consumidores. b) As inovações tecnológicas, profundas e incessantes, contribuem decisivamente para um aspecto essencial à ordem global, qual seja, a celeridade da circulação de bens, capitais e informações. c) Apesar da queda do Muro de Berlim e da derrocada do chamado socialismo real do Leste europeu, os países da antiga Cortina de Ferro recusam-se a se inserir na economia capitalista globalizada. d) Embora importante sob vários aspectos, em especial nas telecomunicações, a revolução tecnológica dos anos 90 do século XX foi insuficiente para ampliar as possibilidades de integração da economia mundial. e) Mesmo reduzindo o quadro de desigualdades entre as nações, a globalização acabou por concentrar poder e riqueza nos países ricos, o que impede a emergência de outros países na cena econômica mundial. 3. A partir dessas informações, que se relacionam ao funcionamento e à ação da ONU, assinale a opção incorreta. a) O Conselho de Segurança é formado por quinze membros, dos quais dez são eleitos para cumprir mandato por tempo determinado. b) Os cinco membros do Conselho de Segurança se distinguem dos demais por não terem mandato estipulado e pelo poder de impedir que um determinado tema seja discutido no Conselho. c) Pelo que o texto afirma, a Assembleia Geral é o órgão menos democrático da ONU. d) Muitas das agências especializadas da ONU, bem como os programas e fundos desse organismo, visam à melhoria das condições de vida da população mundial, a exemplo dos voltados para a saúde, a agricultura e a educação. e) Quando o texto diz que a ONU é um órgão multilateral, ele também está afirmando tratar-se de um organismo aberto à participação de vários países, e não apenas de uns poucos.
  • 14. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. 4. A História Contemporânea teve na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) um de seus acontecimentos mais marcantes e definidores. Relativamente ao seu significado histórico e ao mundo que fez nascer, assinale a opção incorreta. a) A Segunda Guerra Mundial foi marcada pelo confronto de dois grandes blocos: o Eixo, liderado por Alemanha, Itália e Japão, e os Aliados, tendo à frente, sobretudo, os EUA, a URSS e a Inglaterra. b) A identidade ideológica mais nítida, durante o conflito, foi a que aproximou os países do Eixo, assentada nas teses nazifascistas. c) O Brasil participou diretamente da guerra, tendo constituído a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que combateu em território italiano, e a Força Aérea Brasileira (FAB), especialmente usada no patrulhamento do Atlântico Sul. d) Terminado o conflito, o mundo testemunhou o declínio da Europa e a ascensão de duas superpotências, os EUA e a URSS, as quais, nos anos seguintes, empenharam-se na disputa por áreas de influência em todas as partes, num cenário de guerra não declarada: era a "guerra fria". e) Após a Segunda Guerra, aprofundaram-se as estruturas de dominação colonial sobre a Ásia e a África, o que eliminou a possibilidade de independência nacional nesses continentes. 5. A Guerra Fria, caracterizando a disputa do poder mundial entre Estados Unidos e União Soviética, manifestou-se de várias formas, inclusive no campo militar propriamente dito. A esse respeito, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a assertiva falsa, assinalando em seguida a opção correspondente. ( ) No final dos anos 40, quando a bipolaridade americano-soviética ganhava contorno preciso, foi criada a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), por inspiração de Washington, para ser a aliança militar ocidental. ( ) A resposta soviética veio por meio do Pacto de Varsóvia; hoje, mesmo não mais existindo o bloco socialista europeu, essa aliança militar continua de pé, sob comando da Rússia, basicamente para a defesa de seu território asiático. ( ) Com o fim da União Soviética e o colapso do socialismo na Europa Oriental, a OTAN perdeu sua razão de ser, tendo sido extinta, com a desmobilização de suas tropas em território europeu. a) V, V, V b) V, V, F c) F, F, V d) F, F, F e) V, F, F 6. A política e as relações internacionais contemporâneas conheceram sensíveis modificações a partir de determinados acontecimentos que, em breve espaço de tempo, especialmente entre 1989 e 1991, romperam com os padrões mundiais vigentes desde o fim da Segunda Guerra. Entre as opções que se seguem, assinale a que identifica um desses fatos. a) A construção do Muro de Berlim, dividindo a antiga capital alemã. b) A retirada da República Popular da China do Conselho de Segurança da ONU. c) O colapso da União Soviética, no mesmo contexto de derrocada do socialismo real no Leste europeu. d) O recuo dos Estados Unidos em sua intenção, várias vezes reiteradas, de intervir militarmente no Oriente Médio. e) O enrijecimento do regime castrista em Cuba, fechando suas fronteiras a mercadorias e a turistas estrangeiros.
  • 15. Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online. 7. Alguns fatos ocorridos em fins do século XX foram decisivos para a nova configuração geopolítica do planeta. A propósito do cenário mundial, com o qual se convive nos dias de hoje, assinale a opção correta. a) O sistema bipolar mantém-se de pé, agora colocando em polos opostos os Estados Unidos e a China. b) A Organização das Nações Unidas (ONU) começa o século XXI bem mais forte do que à época da Guerra Fria, com a qual nunca soube conviver. c) Apesar de episódios pontuais com seus efeitos trágicos, o terrorismo mostra-se sob controle, graças à ação firme dos Estados e dos organismos multilaterais. d) É incontrastável o poderio norte-americano, a se manifestar nos mais diversos campos - do bélico ao econômico, do político ao cultural. e) A sensível redução do volume de comércio mundial deve-se à diminuição da renda das populações, em larga medida devido ao desemprego generalizado. GABARITO 1 - A 2 - B 3 - C 4 - E 5 - E 6 - C 7 - D