Sócio-história da Língua Portuguesa

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Dimensões Históricas e Sociais da Língua Portuguesa

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Sócio-história da Língua Portuguesa

  1. 1. Dimensões Históricas e Sociais da Língua Portuguesa Candidato: Prof. Me. Marcelo Pires Dias
  2. 2. Romanização da Península Ibérica  Os povos conquistados adotam o latim como língua (exceto o Basco) e a região é cristianizada;  Os latinos conquistaram povos diferentes, cada qual com sua expressão idiomática (substrato);  Na Lusitânia pré-romana foram os Celtas o elemento de maior importância linguística.
  3. 3. Origem  Ramo Galego-asturiano: - Romanização intensa; - Base ibero e euscaro-caucásica; Línguas: Galego, Asturiano, Leonês e o Português
  4. 4. Península Ibérica
  5. 5. Invasões e a Reconquista  A península foi invadida e dominada por árabes, também conhecidos como “mouros” no século XII;  Com a reconquista da península pelos Reis Católicos Fernando II de Aragão e Isabel I da Castela, surge o reino independente de Portugal;  Nesse período as línguas do Norte foram “levadas” para o Sul, o caso do GALEGO-PORTUGUÊS, CASTELHANO e o CATALÃO.
  6. 6. O Galego-Português  A língua falada na Lusitânia era o Galego-Português e continuou sendo falada até meados do século XIV, quando fatores políticos e sociais determinaram a cisão da unidade linguística galego-portuguesa;  Politicamente Portugal separava-se do Reino de Leão e no século XII isolou a galícia.  Atualmente o Galego é uma língua diferente, contudo suficientemente próxima do português, o que permite a intercompreensão.
  7. 7. Desenvolvimento das Línguas no Sudoeste do Europa
  8. 8. Textos em Galego-Português medieval Cantiga da Ribeirinha No mundo non me sei parelha, mentre me for' como me vai, ca ja moiro por vós - e ai! mia senhor branca e vermelha, Queredes que vos retraia quando vos eu vi em saia! Mao dia me levantei, que vos enton non vi fea! (Paio Soares de Taveirós) Quantas sabedes amar amigo, treides comig'a lo mar de Vigo e banhar-nos-emos nas ondas. Quantas sabedes amar amado, treides comig' a lo mar levado e banhar-nos-emos nas ondas. Treides comig' a lo mar de Vigo e veeremo' lo meu amigo e banhar-nos-emos nas ondas. Treides comig' a lo mar levado e veeremo' lo meu amado e banhar-nos-emos nas ondas. (Martin Codax)
  9. 9. Primeiros textos em Português  Notícia de Fiadores (1175);  Auto da Partilha (1192)  Testamento de Elvira Sanches (1193)
  10. 10. (VASCONCELLOS, 1970) O Testamento de Elvira Sanches (1193) In Christi nomine. Amen. Eu Elvira Sanchiz offeyro o meu corpo áás virtudes de Sam Saluador do moensteyro de Vayram, e offeyro co’no meu corpo todo o herdamento que eu ey en Centegãus e as tres quartas de padroadigo d’essa eygleyga e todo hu herdamento de Crexemil, assi us das sestas como todo u outro herdamento: que u aia u moensteyro de Vayram por en saecula saeculorum. Amen Em nome de Cristo. Amén. Eu, Elvira Sanches, ofereço o meu corpo às virtudes do Santo Salvador do mosteiro de Vairão, e ofereço com o meu corpo toda a herança que eu tenho em Centegãos e os três votos do direito de padroado dessa igreja, e todo o bem de Creixemil, assim também os (bens) das residências rurais, e todas as outras propriedades: (determino) que os tenha o mosteiro de Vairão pelos séculos dos séculos. Amén
  11. 11. A língua geral O nome de língua geral aplícase, principalmente, a dúas variedades do tupí que se utilizaron como vehículo de comunicación en amplas zonas do Brasil: a paulista, na rexión de São Paulo e a amazónica ou tupinambá, máis ao norte do país. A razón da aparición foi semellante en ambos os dous casos: aos europeos chegados para proceder á colonización do territorio a comunicación cos indíxenas resultáballes complicada, coa dificultade engadida de que cada grupo utilizaba unha variedade lingüística diferente. Xa que logo, estas variedades simplificadas xurdidas do tupí serviron para facilitar a comunicación dos europeos cos nativos, pero tamén entre unhas tribos e outras. Ademais de para estes dous casos, a denominación de lingua xeral utilizouse para outras linguas indíxenas que se falaban en áreas extensas.
  12. 12. Fases do Português: visão geral  Fase proto-histórica: século IX até o século XII (textos com palavras portuguesas);  Fase do português arcaico (século XII ao século XVI); - Galego-Português (Século XII ao século XIV); - Separação entre o galego e português (século XIV ao século XVI)  Fase do português moderno - Publicação da epopeia Lusíadas (De Luis de Camões) em 1572.
  13. 13. Situação da Língua Portuguesa no Mundo  5ª língua mais falada no mundo;  250 milhões de falantes;  Língua oficial de 9 países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Princípe e Timor Leste, além de uma entidade independente (Macau).
  14. 14. Breve História do Português Brasileiro  1 língua oficial (Português ) instituida por Pombal (1758);  Na região Amazônica prevaleceu a utilização da Língua Geral Amazônica (Nhengatu) até 1877;  Sofreu influência das línguas indígenas e línguas africanas;  Transmitido irregularmente para a maioria da população devido a ausência de escolarização oficial entre os século XIV e XIX;  A primeira universidade no Brasil foi fundada em 1909 (Escola Universitária de Manaós). Na América espanhola, a primeira universidade foi fundada em 1538 em São Domingos (República Dominicana)
  15. 15. Algumas diferenças entre o Português Brasileiro e o Português Europeu  Diferenças fônicas - O PE apresenta redução vocálica, enquanto que o PB é mais vocálico; - Palatalização de /t/ e /d/ [tʃia] [dʒia] [dentʃi] [ondʒe] só ocorre no PB;
  16. 16. Sistema Pronominal do PB SISTEMA DE 4 POSIÇÕES SISTEMA DE 3 POSIÇÕES SISTEMA DE 2 POSIÇÕES EU falo EU falo EU falo VOCÊ fala VOCÊ fala VOCÊ fala ELE ELE ELE A GENTE A GENTE A GENTE NÓS falamos VOCÊS falamELES ELES falam ELES
  17. 17.  Supressão dos clíticos o, as, os, as e substituição por um sintagma nominal pleno: - Seu filho estava no parque. Eu vi seu filho lá. Eu vi ele lá. Eu vi lá. Eu o vi.  Desuso do lhe dativo: - Eu lhe vejo sempre na UFRA. - Eu te vejo sempre na UFRA. - Eu vejo você sempre na UFRA. - Eu lhe dei o dinheiro do lanche. - Eu te dei o dinheiro do lanche.
  18. 18.  Uso do pronome-lembrete: - O professor que eu estudei inglês com ele voltou. - O professor com quem eu estudei inglês voltou.  Colocação Pronominal (Próclise no PB): - Me diz que tens razão (PB); - Diz-me que tens razão (PE); - Te vi na igreja (PB); - Vi-te na igreja (PE);
  19. 19. Polarização Sociolinguística no PB Norma Culta Norma Popular Derivada dos padrões linguísticos da elite (seja no Brasil-Colônia ou no Brasil- Império) Derivada da transmissão linguística irregular e do contato entre línguas indígenas e africanas.
  20. 20. Palavras finais
  21. 21. Referências FREITAS, Horácio França Rolim. Auto da Partilha e Testamento de Elvira Sanches: comentários histórico- interpretativos. In: Revista da Academia Brasileira de Filologia. Ano 2. Vol II, 2003. Disponível em: <http://www.filologia.org.br/abf/rabf/2/060.pdf>. Acessado em 4 de novembro de 2015. FUNDACIÓN BARRIÉ. Língua Geral. In: Portal das Palabras. Disponível em: <http://portaldaspalabras.gal/miraquedin/lingua-geral>. Acessado em 4 de novembro de 2015. LOPES, Graça Videira; FERREIRA, Manuel Pedro et al. Cantigas Medievais Galego Portuguesas [base de dados online]. Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, FCSH/NOVA, 2011. Disponível em: <http://cantigas.fcsh.unl.pt>. Acessado em 4 de novembro de 2015. MATTOS & SILVA, Rosa Virgínia. O Português Brasileiro. In: História da Língua Portuguesa. Disponível em: <http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/hlpbrasil/>. Acessado em 4 de novembro de 2015. SILVA NETO, Serafim da. História da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Livros de Portugal, 1957 [1970]. SPINA, Segismundo. História da Língua Portuguesa. São Paulo: Ateliê, 2008. TEYSSIER, Paul. História da Língua Portuguesa. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
  22. 22. Obrigado!

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