E-Book Pulmões de vida

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Versão digital da Antologia Poética Pulmões de Vida,
De Marcelo Edu Oliveira, atual diretor de JOCUM Sampa

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E-Book Pulmões de vida

  1. 1. Por Marcelo Edu Oliveira Capa e Diagramação André Rocha 1° edição - Agosto 2013 Publicação Digital Apresentação: Palavras não passam despercebidas por Poetas. Algumas com presença ainda maior, fazem habi- tação. Na verdade habitam e habituam, não saem de moda, às vezes ficam apenas escondidas. Nessa antologia, Marcelo trata sobre um assunto tão cotidiano e a principio muito generalizado: a Vida. Porém, com a simplicidade e ousadia que convivem com esse Poeta. Sendo assim, desejamos que essa leitura gere em cada pessoa um senso de amor e fé por viver, ser pessoa e acreditar em dias melhores...
  2. 2. “Às crianças de Marromeu, cidade de Moçambique onde estive no ano de 2011”. Marcelo Edu Oliveira Verão de 2013 Suspiros Pulmões de vida, Olhares elétricos, Um breve suspiro, Aspiro e descanso, Não canso do verso, Versado não sou, Escrevo suspiros, E livro virou. 5
  3. 3. Quente Quem te viu E quem te vê, Não sabe o frio que fez, Ao ver endurecer, Um coração tão quente, Crente na vida, No amor, No braço da juventude, No terno olhar do idoso. Temeroso fica o dia, Não pelo frio de fora, Antes fora isso, Mas, pelo frio de dentro, Centro do egoísmo, Pela inutilidade de ser só, Só ser medíocre. 6 Peso Leva o peso do mundo consigo, Leva a leve impressão, Não sei se consigo o mesmo, Enquanto venta na varanda, Algumas flores de lavanda, Vem para perfumar, Às vezes não perfuma, Perfura, Minha almofada que diga, Fica o frio na barriga, Só em poder pensar, Que o mundo pesa tanto, Cheio de triste labuta, Não quero guerra nem luta, Quero esse cheiro guardar. 7
  4. 4. Plantas Com minha mãe, Aprendi gostar de plantas, Tantas, com lindas cores, Tons, flores e afins, Quantas ainda há, Ah, se tivesse espaço, Cuido de plantas, Mas, não estou tão seguro assim, Quando faz silêncio elas cuidam de mim. 8 Sonoro O sono se vai, Barulho de relógio, Nunca foi tão sonoro, Vento, Sinal de chuva por perto, Perto de casa, Ouvem-se as brigas, Abrigo da ira, Irá algum dia mudar? Afago é o que se espera, Na era em que vivemos, Não menos que isso na vida, Curta de mais para fazer inimigos. 9
  5. 5. Sisudo Seu Zé, De algum lugar do mundo, Com semblante sisudo, Gestos fortes, Indiferente a tudo, Casou e teve filhos, Um sortudo! Reaprendeu a viver. 10 “Em casa de ferreiro o espeto é de doce” Mudou tanto de costume, Jogou perfume na cara, A barba bem feita, Saiu na rua com flores, Respirou fundo antes de falar, Pobre ferreiro, Encontrou amores, Encontrou poesia, E amou quem quer que fosse, Assim, surgiu o ditado: “Em casa de ferreiro o espeto é de doce”. 11
  6. 6. Diamantes Muitos amantes, Pra não dizer quase todos, Gastam a vida por algo que não leva, A frieza da avareza, No calor do trabalho, Árduo, Ardidos diamantes, Brilho que cega pessoas, Passos errantes, De hoje em diante, Procurem mais risos, Menos diamantes. 12 No auge da fome Chegou de algum lugar, Foi pra lugar nenhum, No auge da fome, Barriga do homem chegou, Queria tanto a fama, De ser famigerado, E ganhou! Gerou sonhos, Gerou filhos, Amou o status o quanto pôde, Cantou todas as canções, Assim, é sua carreira internacional, No auge de ter, Teve fome, Fome de simplesmente ser. 13
  7. 7. Vida na Vida Cabe tanta vida na vida, Que desperdício, Achar no vício a resposta, Não espere a esperança fugir, Ande por onde ela anda, E Cristo te ajudará. 14 Meu lugar Ali sempre foi meu chão, Terra molhada, Marrom e mato, Também morro quando lembro, Dos morros em Dezembro, Mês tão sentimental, Quem dera lembrar-se sempre, De onde sempre foi meu chão, Rio Grande da Serra, Quase perto de São Paulo, Quase perto do Mar, Ali ainda parece meu melhor lugar. 15
  8. 8. Desfile Pela mesma cidade desfila, Tímidos e cínicos, Risos e choros, Flor e poluição, Rio e Marginal, Ou, Marginal Tietê, Marginal Pinheiros, Desfila carros, Vibram os vidros, Vidram os olhos, Viram os dias, O desfile não para, Para muitos: loucura, Para o poeta amor, Por ver os desfiles de São Paulo, Um concreto de amores, Pois as pedras também amam. 16 “Takuta Maning” (Muito Obrigado no dialeto Chisena da região de Marromeu - Moçambique-África). Que calor, Do lugar talvez seja o que você pensa, Mas, não! o calor das pessoas supera, Das crianças dessa região, Canções tão afinadas, Refinados olhares, Não há quem não brinque, Que não ria, No Delta do Rio Zambê, Quero de novo ver, Aquelas crianças de lá, Na terra de crocodilos, Hipopótamos, E poetas que ainda não escreveram, Mas, acordam vencedores, Fortes, felizes, Em fim, “Takuta Maning”. 17
  9. 9. Falar de vida Quando em você morrer o riso, Lembre que nasceu, Quando morrer a fé, Lembre que Deus ressuscita, Quando morrer a esperança, Olhe pássaros na janela, Talvez encontre resposta, Eles cantam seguros, Mesmo em galhos fracos, Pois, sabem voar. 18 O Inverso Diversos, Versificar, O Inverso, O Efêmero, A passear com o Eterno, Faz-me assim, Um pedaço de mim, Inteiro. 19
  10. 10. Palavra Expansiva Palavra, Passa por manjedoura, “Termina” em novos céus, Transforma pessoas Em filhos de Deus, E faz o que faz, Não só por fazer, É o que é, E é por querer, Amor que produz, Uma ânsia em dizer, Que não há distancia, Que o mesmo, Não alcança. 20 Espero Toda manhã, Espero despertar, No mesmo amor, Mesmo pulsar. Não por religião, Ou, coisa vã, Mas, por saber, Que sem você, Não há manhã. 21
  11. 11. Antes que o mundo acabe Medo, Do fim, Do fim do mundo, Do fim de tudo, Do fim das pessoas, Do fim das coisas. Não, confesso não ter esse medo, Com todo respeito, Ao que Deus criou, E a culpa não é dele. Na verdade o medo que me vem ao Peito, Não é ver o mundo acabar, Mas, ver as pessoas do mesmo jeito. 22 No leito Deitou e sentiu no peito, Uma dor que não era comum, Foi procurar um lugar, Não achou lugar algum. Voltou ao mesmo leito, Riu de si pra esconder o lamento, O que não precisava, Basta chorar quando preciso for, Basta sorrir quando o riso visitar. Continuou como vencedor, Venceu mais que o câncer, Encheu os pulmões de vida, Esperou a esperança, E quando ela chegou, foi atrás. É assim, que se faz, Lute e saiba: Deus é mais. 23
  12. 12. Paisagem Quando vi o mar e o céu, Formar um elo, De pintura sobreposta, Exposta pra toda gente, Não teve outra impressão, Fiquei mais que contente, Pois, de tarde descobri, Que é de Poesia, Que Deus fala. 24 Biografia: Marcelo é Missionário e Poeta, nascido em Abril de 1986. Tem participação em outras antologias poéticas. Atualmente com sua esposa Vera, traba- lham na mobilização e apoio para envio de pesso- as para outras nações necessitadas de Desenvol- vimento Comunitário. Este livro, como também o valor recebido por ele tem como objetivo mobilizar mais pessoas para os Projetos Internacionais de Jovens Com Uma Missão - SP (JOCUM Sampa). Para mais informações e contato com o autor: oliveiramarceloedu@gmail.com 25 Biografia: Marcelo é Missionário e Poeta, nascido em Abril de 1986. Tem participação em outras antologias poéticas. Atualmente com sua esposa Vera, traba- lham na mobilização e apoio para envio de pesso- as para outras nações necessitadas de Desenvol- vimento Comunitário. Este livro, como também o valor recebido por ele tem como objetivo mobilizar mais pessoas para os Projetos Internacionais de Jovens Com Uma Missão - SP (JOCUM Sampa). Para mais informações e contato com o autor: oliveiramarceloedu@gmail.com 25
  13. 13. As palavras não pas- sam despercebidas por Poetas. Algumas com presença ainda maior, fazem habita- ção. Na verdade habi- tam e habituam, não saem de moda, às vezes ficam apenas escondidas. Nessa antologia, Marcelo trata sobre um assunto tão cotidiano e a principio muito generalizado: a Vida. Porém, com a simplicidade e ousadia que convivem com esse Poeta. Sendo assim, desejamos que essa leitura gere em cada pessoa um senso de amor e fé por viver, ser pessoa e acreditar em dias melhores...

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