São Paulo - 2011
Marcelo Edu de Oliveira
O Constraste Entre Dois Jardins
Marcelo Edu de Oliveira
1a Edição: Dezembro 2011
Capa
Pedro Barros
e-mail: pedro.barros.16...
ÍNDICE
Introdução .................................................... 13
No tempo da inocência..............................
1312
Diante de um século de grandes metró-
polis e construções, um mundo corriqueiro
que traz consigo grandes problemas so...
1514
LONGE DE QUALQUER CONFLITO, HAVIA UM
homem que foi formado do pó da terra e a
quem Deus deu o fôlego da vida (Gn 2:7)...
1716
TUDO ERA BELO, MAS HAVIA ALGUÉM QUE
não gostava nada disso, a Serpente Rebelde.
Lúcifer, o anjo de luz, querubim ungi...
1918
além de astuta, era manipuladora, mesmo de-
pois da queda quis provar ser vencedora.
Decidiu então tocar naquilo que ...
2120
É MAIS DO QUE POÉTICO SABER QUE HOUVE
uma visitação tão especial em um pôr do sol.
Deus passeava pelo jardim na viraç...
2322
sentido, pois o homem escolheu ficar sem
Deus. Mesmo com tanta rebeldia, mas Deus
revelou seu caráter de Deus da prov...
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ÉDEN, LUGAR DAS DELÍCIAS DE DEUS, O LO-
cal da paz com Deus, de uma forma sim-
bólica, a comunhão com Deus, o lugar o...
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O CONTRASTE ENTRE
DOIS JARDINS
- 2ª PARTE -
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CHEGOU O TEMPO DE “ARRUMAR AS MALAS”.
Não dá para viver no jardim de Deus, no pe-
cado.Eestatransiçãoacarretouquebras...
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PIOR DO QUE ESTAR DO LADO DE FORA DO
jardim é caminhar para longe de Deus. Não
daria para colocar todos os relatos de...
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OS SERES HUMANOS AGORA PODERIAM SER
chamados de seres urbanos. Porém, mesmo
em um mundo urbanizado, existe uma falta
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A TERRA ESTAVA CHEIA DE VIOLÊNCIA. A
corrupção da terra feria o coração de Deus.
Foi com uma rapidez assustadora que ...
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AS ÁGUAS DIMINUÍRAM E ATRAVÉS DE NOÉ
e sua família surgiu a esperança de um novo
povo. Realmente um novo povo estava
...
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COMO JÁ FORA DITO, O HOMEM TEM CAR-
ência de Deus e busca satisfação de suprir essa
carência. Todavia também descobri...
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NO COMEÇO DO LIVRO FALAMOS DO PRI-
meiro jardim, foi falado do pecado, morte
espiritual, separação de Deus, desobediê...
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ACREDITO QUE O PRIMEIRO JARDIM TENHA
ficado claro. Ele foi o lugar da inocência, das
delícias de Deus, da intimidade ...
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mas traz consigo uma bela ilustração da re-
denção de Deus, que tem como objetivo
conduzir-nos ao evangelho do Reino....
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discípulos e os encontra dormindo. No Éden
o homem percebe sua nudez e veste-se com
folhas de figueira, para cobrir s...
4948
porque sem Cristo não terá reconciliação.
A serpente enganou a Eva e continua
enganando pessoas, levando-as para long...
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são), sem saber do que se passava comigo,
chamou-me para conversar em particular.
Foi ele quem nesse dia me ajudou co...
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faceta de Deus, pois Cristo quer revelar seu
caráter restaurador, começado um dia, no
segundo jardim. A mais bela his...
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baladas,curtiravida, terváriossonhos,experi-
mentarváriasemoções,masedepois?Equan-
doencostaracabeçanotravesseiro?Equ...
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caráter. Andar com Cristo não é uma religião,
é uma transformação.
Procure uma igreja próxima de sua casa.
Um lugar o...
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baixo de ouro. Não ignoro a hipótese de po-
der existir tais coisas.
Porém, há algo muito mais importante:
adoraremos...
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mais belos sermões, cantar de maneira que
todos a minha volta venham chorar.
Mas o reino de Deus não consiste em
pala...
6362
JOCUM
É um movimento internacional de jo-
vens cristãos, de orientações denominacio-
nais diversas que servem, de for...
6564
JOCUM SAMPA
As características da cidade são
incomuns a outras capitais no país. Mais de
cem grupos étnicos podem ser...
6766
dem escolher ficar como obreiros volun-
tários na Missão, engajando-se em uma de
nossas equipes.
EMU (Escola de Missõ...
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GESTÃO
COMUNICAÇÃO
Esse é o ministério que faz “a ponte”
entreIgrejaeOrganização.Éatravésdessemi-
nistério que muitas...
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um trabalho de palestras com adolescentes
em escolas públicas sobre sexualidade, pre-
venção ás drogas, gravidez ines...
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Com um olhar bem Poético e Reflexivo Marcelo Edu Oliveira, apresenta algumas verdades bíblicas a respeito da Criação e Redenção.
Com uma ênfase muito forte em Missões Urbanas este livro revela um pouco sobre a complexidade urbana e cuidado de Deus.
Portanto, ler o Contraste Entre Dois Jardins é ler a si mesmo
ISBN: 9788580456769

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O Contraste entre dois Jardins

  1. 1. São Paulo - 2011 Marcelo Edu de Oliveira
  2. 2. O Constraste Entre Dois Jardins Marcelo Edu de Oliveira 1a Edição: Dezembro 2011 Capa Pedro Barros e-mail: pedro.barros.16@hotmail.com Diagramação Paula Felisbino paulacris519@hotmail.com Coordenação Editorial Paula Felisbino Contato: Marcelo Edu de Oliveira e-mail: oliveiramarceloedu@gmail.com fone: (11) 4489-0664 Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados ao autor. Dedicatória “Saber silenciar meu dia, ouvir em melodia; canção que sempre esperei. Sincera a mente ficará, sinceramente se fará. se dás chuva; choverás! assim, verás neste meu ser, a humildade de viver e começar nova manhã. No teu abraço que me aquece, em minha blusa que é de lã. Na tua voz que esmorece, o meu desejo de reinar e assim descubro que meu dia; é bem melhor se tu estás!” Meus sinceros agradecimentos a Deus, pois, sabe quem eu sou quando ninguém está me vendo. a minha Família que suporta minha sagrada teimosia e aos amigos que comigo participam em favor do Reino.
  3. 3. ÍNDICE Introdução .................................................... 13 No tempo da inocência............................... 15 A serpente rebelde....................................... 17 Um dia triste no jardim das delícias .......... 19 A visita no jardim......................................... 21 Mas o que era o Éden?................................ 25 2a parte ........................................................... 27 A mudança .................................................... 29 A vida do lado de fora do jardim .............. 31 A faceta de Deus na complexidade urbana ............................................................ 33 Andando com Deus .................................... 35 Um novo povo, uma vida antiga ............... 37 Nossa esperança........................................... 39 Cristo, o segundo Adão .............................. 41 O segundo Jardim ........................................ 43 O contraste ................................................... 45 De volta a inocência .................................... 47 O pão de Deus ............................................. 49 Nem tudo está perdido ............................... 51 Um recado para você .................................. 53 Um convite à você....................................... 55 A cidade de Deus ......................................... 57 Conclusão ..................................................... 59
  4. 4. 1312 Diante de um século de grandes metró- polis e construções, um mundo corriqueiro que traz consigo grandes problemas socio- lógicos; problemas que, na verdade, já exis- tiam desde os tempos antigos, porém, agora estão mais aflorados. Multidões que fazem caminhada pela paz e buscam a paz fazendo a guerra. Jovens nos becos, com armas, escon- dendo drogas. Crianças nos parques mas não para diversão e sim para pedir dinheiro. O homem sentado na praça; homem que pára, pensa e morre. O rico que passa correndo, com medo do ladrão; ladrão escondido em algum canto da grande cidade. Hoje eu te convido a parar por algum tempo, abandonar por algum momento, a INTRODUÇÃO
  5. 5. 1514 LONGE DE QUALQUER CONFLITO, HAVIA UM homem que foi formado do pó da terra e a quem Deus deu o fôlego da vida (Gn 2:7) Este Deus além de ter criado o homem plantou um jardim. O primeiro jardim, no lugar das delícias, paraíso também mais conhecido como Eden (Gn 2:8). No tempo da inocência, tempo da criação, dias onde o homem, cujo nome era Adão, juntamente com sua esposa chamada Eva, viviam no lugar das delícias, ouviam a voz do grande Deus. Tanto o homem quanto a mulher an- davam nus e nessa época não existia vergo- nha (gn 2:25). No primeiro jardim, lugar de pureza, os primeiros moradores deste jardim tinham tudo: árvores agradáveis, uma ótima comida e, principalmente, desfrutavam de uma grande amizade com Deus. Incrível! O NO TEMPO DA INOCÊNCIA complexidade daquilo que é urbano e voltar- mos os nossos pensamentos para a simpli- cidade de um mundo rural, com grandes en- sinamentos; para sentir a fragrância das flo- res do campo, observar o sol nascer e experi- mentar uma nova vida, descobrindo a Sabe- doria nas coisas simples. Então não perca mais tempo, venha comigo conhecer O Contraste Entre Dois Jardins. Marcelo Edu de Oliveira Dezembro de 2009
  6. 6. 1716 TUDO ERA BELO, MAS HAVIA ALGUÉM QUE não gostava nada disso, a Serpente Rebelde. Lúcifer, o anjo de luz, querubim ungido, alguém que esteve com Deus, conduzia os anjos na adoração, quis ocupar o lugar que pertencia somente à Deus, queria ser dono do trono, tornou-se soberbo, o orgulho que lhe trouxe a queda. (Ezequiel 28:13-15) Não caiu sozinho, mas trouxe consigo a Terça parte dos anjos. O anjo de luz com toda sua formosura, ministro de louvor, querubim protetor, rebelou-se contra o criador, não quis viver o tempo da inocência, no seu coração já não havia pureza e o or- gulho não permitiu que continuasse no Monte Santo, o orgulho é o motivo da queda (Provérbios 16:18) e no jardim de Deus não tem espaço para o orgulhoso. A serpente homem e Deus, grandes amigos. Adão não tinha uma vida sedentária, cui- dava das plantas, dava nome aos animais, ze- lador, jardineiro, fazendeiro, enfim, tinha tanto trabalho. Ainda bem que Deus em Sua infinita sabedoria, deu a este homem uma esposa, já pensou fazer tudo isso sozinho? O próprio Deus foi quem disse: “Não é bom que o homem esteja só...” (Gn 2:18). Glória a Deus! Aleluia. A única coisa que lhes foi restrito, foi a árvore da ciência do bem e do mal, dela Deus disse que não era para comer. Alguns dizem que esta árvore existia de uma forma simbólica, outros porém, afirmam que a árvore existia fisicamente, com pro- priedadesespeciais.Nãomeprendereinaques- tão de ser ou não simbólica, a ênfase é: Deus falou que não era para comer, Deus deu ao homem a oportunidade de escolher. E a esco- lha que Adão fizesse determinaria seu estilo de vida, o primeiro jardim era lindo, tinha árvores,animais,tinharios,tinhapássaros,além de tudo isso, tinha a presença de Deus. Mas isso não era um conto de fadas, e no jardim da inocência, Deus deu ao ho-mem a chance de vida ou morte (Gn 2:15-17). Quão lindo era o jardim, mas havia alguém que não queria observar tanta beleza. A SERPENTE REBELDE
  7. 7. 1918 além de astuta, era manipuladora, mesmo de- pois da queda quis provar ser vencedora. Decidiu então tocar naquilo que Deus tinha feito, distorcendo a verdade daquilo que Deus tinha falado, além de caído, quis condu- zir o homem a queda. Além de ser desobe- diente, levou outros a desobediência. E no Éden foi o lugar onde iria realizar seu plano maléfico. E disfarçado de serpente começou sua conversa (Gn 3:1). A SERPENTE DISTORCEU A PALAVRA DE DEUS, ela perguntou a Eva: “É assim que disse Deus: não comereis de toda árvore do jardim? (Gn 3:1) mas na verdade Deus tinha dito: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás, porque no dia que dela come- res, certamente morrerás”.(Gn 2:16-17) Satanás fez com que Eva abandonasse a simplicidade, duvidando da bondade de Deus, e fazendo com que ela caísse na ilusão do bem estar que teria ao provar do fruto, após comer ofereceu também a seu marido. Ambos comeram, este foi o momento mais triste da humanidade, um dia em que o solo do jardim das delícias, experimentou a desobediência, o início dos conflitos, rebel- dia, homicídios, suicídios, enfim, dia em que UM DIA TRISTE NO JARDIM DAS DELÍCIAS
  8. 8. 2120 É MAIS DO QUE POÉTICO SABER QUE HOUVE uma visitação tão especial em um pôr do sol. Deus passeava pelo jardim na viração do dia. Acredito que na sua ótica, assim como na minha, pensávamos em Deus como um ve- lhote de barba branca e um raio na mão, sen- tado no seu trono branco, esperando você e eu pecar, para jogar o raio em nossa cabeça, mas não é esta a impressão que temos quando lemos o versículo 8 do capítulo 3 de Gênesis. É libertador saber que Deus é relacional, e seu relacionamento íntimo com o homem foi quebrado devido a desobediência, e mes- mo assim, Ele foi ao jardim. Incrível! Deus não queria passar um pôr-do-sol sem o homem, Deus investe no relacionamento, valoriza o relacionamento, pois é relacional em sua integra. o homem abriu a porta e permitiu que o pecado entrasse em sua habitação (Gn 3:1- 6), e seus olhos foram abertos, viram que estavam nus e tentaram ocultar a nudez, mas esqueceram que Deus conhece tudo e não seria algumas folhas de figueira que escon- deria seus pecados, ainda que se colocasse entre as árvores do jardim, não tem como fugir do Deus Onisciente. “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os bons e os maus” (Provérbios 15:3) É assombroso saber que uma amizade tão especial estava preste a terminar, e não era culpa de Deus (Gn 3:7) A VISITA NO JARDIM
  9. 9. 2322 sentido, pois o homem escolheu ficar sem Deus. Mesmo com tanta rebeldia, mas Deus revelou seu caráter de Deus da providência, pois fez túnicas de pele para o homem e a mulher (Gn 3:21). O homem tinha feito suas vestes com folhas de figueira, mas Deus tinha algo melhor para eles, mesmo sendo eles pecadores. Deus desejava mais do que dar-lhes vestes de pele, o desejo de Deus era a intimidade com o homem. Mas a justiça de Deus não compactua com o pecado. Mas o homem e a mulher esconderam-se de Deus, satanás colocou neles o sentimento deculpaeahumanidadeperdeusuaidentidade em Deus, não quiseram estar na presença de Deus. Adão decidiram viver no estado under- ground (subterrâneo), mas Deus amava estes undergroundsatalpontoquemesmosabendo onde eles estavam, perguntou: “onde estás?”, pois fez questão de começar um diálogo com ohomem.(Gn3:9).Eodiálogocontinua,desta vez o ho-mem fala que teve medo, tentou justificar-se, mas “o justo não se justifica”. (quando erra, confessa e deixa). Deusmesmoemsuaonisciência,pergunta outra vez, porquê queria falar com Adão. Descubra o que Adão fez. É irônico mas jo- gou a culpa na mulher e depois no próprio Deus. Então Deus foi perguntar a Eva. Ima- gine o que Eva fez: seguiu o modelo de Adão, jogou a culpa na serpente.Imagine o que deve Ter passado na mente da serpente: “e agora? Sobrou para mim”. Se você prestar a atenção, Deus nem fez questão de perguntar a ser- pente. As palavras de Deus para a serpente foram para amaldiçoá-la e, para a serpente, não tem o porquê ficar de bate-papo. AspalavrasditasporDeusorevelamcomo o primeiro profeta, pois, naquele jardim proferiu a derrota de satanás, revelando que Cristo, descendente ou semente da mulher, pisaria na cabeça da serpente (Gn 3:15). No primeiro jardim a vida tornou-se sem
  10. 10. 2524 ÉDEN, LUGAR DAS DELÍCIAS DE DEUS, O LO- cal da paz com Deus, de uma forma sim- bólica, a comunhão com Deus, o lugar onde criador gostava de estar, criado para que o homem e Deus andassem juntos. Contudo para Adão estava prestes a não desfrutar do paraíso, a raça humana, a sentir a saudade do tempo da inocência, as flores do campo, as águas cristalinas, pedras preciosas. O jardim onde morou o pai da raça hu-mana, um zoólogo (deu nome aos animais), feito a imagem e semelhança de Deus, partilhava de um relacionamento íntimo com o criador. Embora, havendo tanta beleza, não fo- ram suficientes, pois o zelador do jardim pre- feriu o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e o resultado disso foi Ter que mudar de habitação. MAS O QUE ERA O ÉDEN?
  11. 11. 2726 O CONTRASTE ENTRE DOIS JARDINS - 2ª PARTE -
  12. 12. 2928 CHEGOU O TEMPO DE “ARRUMAR AS MALAS”. Não dá para viver no jardim de Deus, no pe- cado.Eestatransiçãoacarretouquebrasderela- cionamentos: Em primeiro lugar com Deus - opecadofezseparaçãoentreohomemeDeus. (Isaías 59:1 e 2). Pecar significa errar o alvo e Adão errou o alvo, ou seja, o lugar da união com Deus. Em segundo lugar, quebrou-se os relacionamentos interpessoais; a raça humana perdeu a inocência, queda que ocasionou o egoísmo.Provadissofoioprimeirohomicídio, onde Caim mata Abel (Gn 4:8). “Porque esta é a mensagemqueouvistedesdeoprincípio:quenosamemos uns aos outros; não como Caim que era do maligno e matou a seu irmão. E porque causa o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão justas” (I João 3:11 e 12). E por último, o homem perdeu o relacionamento com a natureza; a queda A MUDANÇA
  13. 13. 3130 PIOR DO QUE ESTAR DO LADO DE FORA DO jardim é caminhar para longe de Deus. Não daria para colocar todos os relatos dentro deste simples livro, mas gostaria de fazer um pequeno resumo do que aconteceu com o homem ao abandonar Deus. Ao deixar o jardim, nasceu Caim, filho de Adão e Eva. Logo depois nasceu Abel. Enfim, existe todo um contexto histórico. Caim irou-se contra Abel e assim aconteceu o primeiro homicído. Caim fugiu após ser repreendido por Deus e foi morar na terra de Node (Gn 4:16). Tendo chegado na terra de Node, formou uma cidade. A raça hu- mana foi lançada fora do jardim e, agora, tinha uma cidade; fruto do seu distancia- mento de Deus. Onde existem pessoas, existem proble- comprometeu tudo o que estava em sua volta e a falta de amor por Deus trouxe uma sede insaciável, onde não respeitaria, sequer a natureza. O dia da transição foi um dia trágico; a humanidade não seria mais a mesma. Foi ne- cessário que Deus os lançasse fora do Jardim (Gn 3:23-24). O lugar das delícias ficaria guar- dado por querubins e o homem precisaria a- prender a ficar do lado de fora, no mundo de conflitos, sem acesso à árvore da vida. A VIDA DO LADO DE FORA DO JARDIM
  14. 14. 3332 OS SERES HUMANOS AGORA PODERIAM SER chamados de seres urbanos. Porém, mesmo em um mundo urbanizado, existe uma falta no homem e esta falta só pode ser preen- chida por Deus. Não há como negar que toda humani- dade, por pior que seja, tem a faceta de Deus, porque foi criada por Deus. A verdade é esta: enquanto houver pessoas, haverá carência de Deus. No decorrer da história, da primeira cidade, havia um homem que desejava voltar às origens, Ter intimidade com Deus, assim como havia sido um dia, no primeiro jardim. Este homem não precisava e não queria estar no jardim, mas invocava o nome do Senhor, em busca da comunhão que um dia fora per- dida. Enos era o nome dele (Gn 4:26). Deus ama pessoas e procura pessoas que o adore massociológicos,existemosbecos,existeacor- reria do dia a dia. Começou a surgir as “cons- truções”, os músicos, os fazedores de armas e, seexistemosfazedoresdearmas,tambémexis- temoscompradores,surgindomaishomicídios. E assim foi a formação da cidade. Com a chegada da cidade, a impressão que temos é o jardim sendo esquecido. O primeiro jardim, agora, já não era mais lem- brado como o lugar das delícias. Sua recor- dação vem quando nos lembramos da queda; todavia, mesmo diante de uma humanidade caída, Deus não deixou de revelar a faceta de seu amor por aqueles que Ele mesmo havia criado A FACETA DE DEUS NA COMPLEXIDADE URBANA
  15. 15. 3534 A TERRA ESTAVA CHEIA DE VIOLÊNCIA. A corrupção da terra feria o coração de Deus. Foi com uma rapidez assustadora que o povo esqueceu de Deus. E viu Deus a maldade do homem se multiplicando sobre a terra. E Deus expressou sua tristeza, desejando des- truir a terra. Noé, porém, arrancou um sor- riso de Deus (Gn 6:8 e 9). A vida de Noé era um exemplo diante de uma geração rebel- de, diante de suas viagens. A bíblia fala de um homem que andou com Deus. Achar graça aos olhos de Deus, não sig- nifica ser o bobo da corte, pelo contrário. Conseguimos achar graça aos olhos de Deus com nosso caráter e dependência nEle. As escrituras sagradas não existem sim- plesmente para aumentar nossos conheci- mentos e sim para transformar nosso caráter. em espírito e em verdade. Enos deixou claro que era possível adorar a Deus, nos com- plexos centros urbanos (João 4:23-24). Embora as pessoas tenham, os conflitos continuamemnossosdias.AleituradeGênesis não pode ser interpretada como algo distante darealidade;acarênciadeDeuséumfato.Fato este que não podemos ignorar, a identidade humana só pode ser restaurada em Cristo. Voltar às origens significa dar passos para mais próximo de Deus; significa Ter uma identidade restaurada. É libertador conhecer o versículo de Gênesis revelando a história de um homem que invocou o no- me do Senhor, diante de um quadro con- trário à sua atitude. Enos contrariou o cami- nho da população e foi feliz ANDANDO COM DEUS
  16. 16. 3736 AS ÁGUAS DIMINUÍRAM E ATRAVÉS DE NOÉ e sua família surgiu a esperança de um novo povo. Realmente um novo povo estava surgindo, mas o estilo de vida era tão antigo, quanto a do primeiro povoado. A carência de Deus é um fato indepen- dente das gerações, e nessa geração surgiu um home chamado Ninrode, que tornou-se poderoso na terra. Era um cidadão influen- ciador e um eloqüente caçador. (Gn 10:8 e 9). E mais uma vez o primeiro jardim ficou de lado e o que era urbano prevaleceu. Não vou apegar-me muito a pequenos detalhes, porém é interessante lembrar que, mais uma vez o povo tinha esquecido sua identidade em Deus. Era um novo povo mas com uma vida antiga. A raça humana tem sede de impressionar a Deus com seus pró- Ter o caráter transformado conforme a imagem de Cristo deve ser o alvo de todos quanto crêem estar em Cristo. “Aquele que diz estar em Cristo, também deve andar como ele andou”.(I João 2:6) Noé mesmo tendo vivido muitos anos antes de Cristo, já entendia este princípio bí- blico. Parece atéumautopia,andarcomDeus, porém estava com Deus e andar com o mes- moétãorealquantoérealarespiração.Temos nossas identidades restauradas quando cre- mos na simplicidade das caminhadas pelo jardim, ou seja, nossa comunhão com Deus. Noé foi um exemplo, de alguém que an- dou com Deus e provou que é possível. Deus mandou o dilúvio, destruiu a terra, deixando somente Noé e sua família, juntamente com os animais que estavam na arca. Apartirdeste acontecimento, começa um novo povoado. Deus faz uma aliança com Noé e uma nova história a terra começou a viver. Tudo isso porque um homem andou com Deus e achou graça aos olhos de Deus. Noé não era perfeito mas buscou o Deus da perfeição. UM NOVO POVO, UMA VIDA ANTIGA
  17. 17. 3938 COMO JÁ FORA DITO, O HOMEM TEM CAR- ência de Deus e busca satisfação de suprir essa carência. Todavia também descobrimos que não é por nossas próprias forças que conse- guimosandarcomDeus.Umdosnossoserros édepositarnossasesperançasemnósmesmos. O que dizer dos livros de auto-ajuda? Eles dizem que você pode, você con-segue, confie em si próprio, porém, nossa esperança não pode ser baseada naquilo que fazemos e sim naquilo que somos. E quando entendemos quem somos, percebemos que não conse- guimosfazercomnossasprópriasforças.Mais importantedoqueofazer é o ser e a verdade é esta: temos feito muito sem entender quem somos.Porcausadopecadonãoconseguimos ver nossa verdadeira identidade. É por isso que nas próximas páginas prios esforços e esta sede levou o homem a construir a torre de Babel, fazendo com que a paixão desenfreada por conquista deixasse Deus de lado. Não sou contra aquilo que é urbano e também não desejo construir uma igreja em um jardim, nem tampouco me tornaria um guru indiano, mas minha intimidade com Deus deve ser prioridade, independente do lugar onde esteja. Deus deu ao homem uma cabeça pensante, mas essa cabeça pensante tem se distanciado do Senhor. A filosofia tem buscado resposta, os cientistas estão de cabelos brancos. Contudo a sabedoria está na simplicidade do primeiro jardim, ou seja, a sabedoria está no nosso caminhar com Deus. NOSSA ESPERANÇA
  18. 18. 4140 NO COMEÇO DO LIVRO FALAMOS DO PRI- meiro jardim, foi falado do pecado, morte espiritual, separação de Deus, desobediência do homem, castigo, etc. Mas o amor de Deus é grande. Romanos 5:8 diz: “mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Deus não de- siste do homem; mostrou seu amor durante todo o tempo da história de Israel e não ape- nas de Israel mas de toda a humanidade. A prova desse amor é revelada de uma forma especial, pois foi além: Ele enviou seu filho, sendo nós ainda pecadores. Existe uma ilustração que diz: havia uma terra seca e nela havia também um povoado pobre. Neste povoado existia um único poço e desse poço dependia a vida do pobre povo. quero falar do segundo jardim. O jardim que é a nossa esperança de termos nossa iden- tidade restaurada. E nisso define-se o andar com Deus, entender a essência do segundo jardim, o exemplo do segundo Adão, ou seja, Jesus Cristo. “Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.” (Romanos 5:17) A nossa esperança está em Cristo. Ele é quem restaura nossa identidade, quebrando nossas dúvidas, confissões, com o seu amor revelado no segundo jardim. “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Romanos 5:5) Não podemos viver um cristianismo sem Cristo.Esteéosegredodeumavidaverdadeira. CRISTO - O SEGUNDO ADÃO
  19. 19. 4342 ACREDITO QUE O PRIMEIRO JARDIM TENHA ficado claro. Ele foi o lugar da inocência, das delícias de Deus, da intimidade com Deus, mas também o lugar da queda, da rebeldia, do distanciamento entre o homem e Deus. Mas e o Segundo Jardim? Que lugar é esse? Para que serve? Qual é o contraste entre o primeiro e o segundo? Antes de dizer um pouco sobre o segun- do jardim, quero deixar claro que a ênfase não é estar no Jardim. Este jardim só é sig- nificativo devido o seu visitante. Getsêmani é o nome do segundo jardim. Pode ser tra- duzido no grego como: “o lugar de azeite ou lagar - tanque onde se espremem certos frutos”. É localizado em direção sudoeste do Monte das Oliveiras (Lucas 22:39/João 18:1) Não há nada de místico neste jardim, Certo dia um homem jogou vários entulhos no poço que, por sinal era muito fundo. Passaram-se muitos anos até que um dia um homem decidiu cavar o poço novamente. Desceu portanto amarrado em uma corda e passou algum tempo dentro do poço. A pes- soa que estava em cima, ao puxar a corda viu que o homem estava molhado, porém, morto. Esta ilustração encaixa-se bem com a idéia que é passada, do sacrifício de Cristo em nosso favor. Jesus morreu para que experimentásse- mos da água que jorra para a vida eterna (João 4:13 e 14). Há um dito popular que diz: “a esperança é a última que morre”. Contudo hoje quero falar-te que a nossa es-perança morreu, mas ressuscitou e através de Cristo, o segundo Adão, nós temos a vida eterna. Cristo não apenas falou de amor, ele foi além, foi a revelação do amor de Deus por seu povo caído e distante de suas verdades (João 3:16) O SEGUNDO JARDIM
  20. 20. 4544 mas traz consigo uma bela ilustração da re- denção de Deus, que tem como objetivo conduzir-nos ao evangelho do Reino. Reino esse que vai além daquilo que nossos pensa- mentos tentam supor. Infelizmente a nossa visão de reino não tem sido a mesma visão que Deus tem a respeito do reino. Quando falamos de reino é bem provável que nos lembremos dos anjos, dos seres espirituais, os vinteequatroanciõesdescritosemapocalipse. Não deveria ser assim mas infeliz-mente é. Todavia na ótica de Deus Reino é mudança de caráter. É isto que tento propor. Para mim dar um abraço é tão espiritual quanto trazer um sermão sobre o dia de Pentecostes. Algo tem me assustado, pois temos per- dido viagens, perdido autoridade espiritual para mostrar que somos espirituais e não para divulgar o evangelho do reino. O evan- gelho do Reino é mudança de caráter. Vive- mos a mudança de caráter quando experi- mentamos o segundo jardim. Acredito no céu, nos vinte e quatro anci- ões, nos anjos, mas o reino de Deus vai além, pois o Reino de Deus está entre nós, mol- dando nosso caráter conforme a imagem de Cristo (Lucas 17:20 e 21) NO ÉDEN O HOMEM VIVIA EM INTIMIDADE com Deus, porém, preferiu desobedecer sua palavra.NoGetsêmaniJesusfalavacomDeus em favor do homem que tinha caído. No Éden Adão e sua esposa comem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, ignorando a vontade de Deus e saindo do Jar- dim. Cristo porém, um pouco antes do Getsêmani, come o pão e bebe o vinho junto com seus discípulos e vão ao segundo jardim. No primeiro jardim Eva dá ouvidos a serpente e Adão apoiou a decisão da mulher. No Getsêmani Jesus estava triste e se pros- trou de joelhos, orando e fazendo a vontade de Deus em nosso favor. No Éden, Deus passeia no final do dia para conversar com o homem e o homem e sua esposa se escon- dem. No Getsêmani, Jesus vai até os seus O CONTRASTE
  21. 21. 4746 discípulos e os encontra dormindo. No Éden o homem percebe sua nudez e veste-se com folhas de figueira, para cobrir sua vergonha com seus próprios recursos. No Getsêmani, Jesus orava com tanta intensi-dade que seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue. No primeiro jardim, Adão coloca a culpa em sua esposa e sua esposa por sua vez coloca a culpa na serpente. No segundo jardim, Jesus leva todas as nossas culpas e acusações.No primeiro jardim Deus faz túnicas de peles de algum animal para que pudesse vestir o homem.No segundo jardim Jesus se apresenta como o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.No primeiro jardim, Deus por ser um Deus justo, lança o homem fora do lugar das delícias.No segundo jardim, Jesus sofre para que o homem volte a experimentar as delícias da comunhão com Deus.No segundo jardim Jesus veio para restaurar esta amizade. No Éden o homem perde a inocência. No Getsêmani começa o sacrifício de Cristo para trazer o homem de volta ao tempo da inocência. APALAVRAHOMEM,NOGREGO,É“ANTHROPOS”, que pode ser traduzida como aquele que e todo homem tem a faceta de Deus, o vazio que existe no homem é do tamanho de Deus. O sacrifício de Cristo, começado no Getsê- mani aconteceu para que o homem olhasse para cima e se lembrasse de Deus. É restau- rador ler a carta do apóstolo Paulo aos Ro- manos. Preste atenção nesse versículo: “10 Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estan- do já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11 E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação”. (Romanos 5:10 e 11) Nossa caminhada de volta à inocência só poderá ser completa quando reconhecer-mos que dependemos de Cristo para continuar, DE VOLTA A INOCÊNCIA
  22. 22. 4948 porque sem Cristo não terá reconciliação. A serpente enganou a Eva e continua enganando pessoas, levando-as para longe da simplicidade de Cristo. Faço das palavras de Paulo as minhas palavras: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astú- cia, assim também sejam de alguma sorte corrom- pidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (II Coríntios11:3) Não perca o foco; seu alvo deve ser Cris- to, pois seu sangue foi a tinta que escreveu em nossas vidas, uma nova história, que os conduz a Deus, o Grande escritor, e isto é mais do que poético, é libertador, pois Cristo, assim como diz uma canção, foi como uma flor machucada. No jardim morreu por nós, nos amou para que pudéssemos caminhar de volta para a inocência. PORQUE O PÃO DE DEUS É AQUELE QUE DESCE do céu e dá vida ao mundo” (João 6:33). Certa vez eu estava em um condomínio fechado, pregando para um grupo de mora- dores em Puerto Ordaz, na Venezuela, junto como uma equipe de jovens missionários co- mo eu. Confesso ter sentido uma certa inse- gurança, embora já tivesse pregado várias ve- zes em outros lugares, pregar em um condo- mínio seria um fato inédito para mim. Foi algo marcante para a minha vida. De- pois da mensagem houve conversões, pes- soas que foram tocadas por Deus. Algumas estavam chorando. Mas mesmo assim, ainda estava me questionando sobre o porque da minha insegurança. Ramom, um missionário venezuelano, obreiro de JOCUM (Jovens Com Uma Mis- O PÃO DE DEUS
  23. 23. 5150 são), sem saber do que se passava comigo, chamou-me para conversar em particular. Foi ele quem nesse dia me ajudou com a tra- dução da mensagem e, na conversa que tive- mos, não consigo me esquecer do que me fora dito. Suas palavras foram essas: “vejo que você tem uma unção especial e vai ser usado grandemente por Deus. Mas jamais se esqueça que o pão só pode ser oferecido quando o trigo for moído. Fiquei por um tempo em silêncio com os olhos cheios de lágrimas, pois no mesmo instante Deus estava me revelando que mi- nha insegurança, na verdade, era um medo de não ser aceito pelas pessoas que escuta- vam-me, e o pão só poderia ser oferecido quando o trigo fosse moído. A atitude de Cristo foi diferente da mi- nha, pois ele foi moído por nossas transgres- sões,levando-nosaentenderqueseusacrifício, o seu corpo na cruz, foi o pão que ma-tara a fomedaraçahumana,porDeus.Masparaisso é necessário crer no que Cristo disse: “47 Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida.” NA CIDADE NÃO EXISTE APENAS A VISÃO pessimista. A cidade faz parte do plano de Deus para a redenção, pois a história que começa no jardim será concluída na cidade, a cidade do nosso Deus, em seu santo monte. A nova Jerusalém. Embora exista a agitação , nem tudo está perdido, pois Deus ama a cidade, onde exis- tempessoas;eDeususaacidadeparatra-balhar o caráter das pessoas. É estando perto dos diferentes que nos é revelado quem somos. O jardim das delícias trouxe queda. O jardim do azeite (Getsêmani) restauração: a cidade opção. Isto mesmo, cidade é lugar de escolhas, revelar opinião, decisão, pois é nela que se encontra o palco dos conflitos, devido a saída do jardim das delícias. Como já foi dito, é nela também que encontramos a NEM TUDO ESTÁ PERDIDO
  24. 24. 5352 faceta de Deus, pois Cristo quer revelar seu caráter restaurador, começado um dia, no segundo jardim. A mais bela história de amor é revelada em Cristo, pois é mais que uma história, é uma notícia que percorre o mundo, desde as pequenas aldeias até as grandes metrópoles. Não há nada mais impressionante que o contraste entre os dois jardins, ou seja, cria- ção e redenção. Enquanto estamos na cidade, ou seja, na terra de conflitos, não poderemos perder a simplicidade e a escolha por Cristo. Aproveite a oportunidade e conheça a Cristo, conheça o segundo jardim: a reden- ção. Jesus morreu na cruz com um único objetivo: torná-lo filho de Deus. QUERIDO LEITOR, SE ESSAS PALAVRAS chegarem até você, se esse simples livro che- gou em suas mãos, saiba de uma coisa: você faz parte de uma profecia. Um dia eu estava falando com Deus e em minha oração eu dizia mais ou menos as- sim: “Senhor, me sinto tão pouco para anun- ciar o seu nome. Eu sei, pai, que não posso alcançar todas as pessoas, mas eu sei que eu posso ir além”. Depois dessa oração, Deus falou comigo dessa maneira: “Filho, onde os teus pés não forem, as tuas letras chegará”. É por isso que eu escrevo, pois creio na men- sagem libertadora do evangelho. Este é o re- cado que trago para você, hoje. Cristomorreueressuscitou paraquevocê tivessevida,umavidaverdadeira,poisvivemos em um mundo de ilusões, você pode até ir nas UM RECADO PARA VOCÊ
  25. 25. 5554 baladas,curtiravida, terváriossonhos,experi- mentarváriasemoções,masedepois?Equan- doencostaracabeçanotravesseiro?Equando as luzes do palco se apagarem? Quando não houver mais aplausos? Cristo deseja restaurar sua identidade, identidade que ficou oculta por causa da que- da, por causa do pecado. Melhor seria não existir, se fosse para existir sem conhecer a santidade da existência. A santidade da exis- tência está em Cristo. Aqui nesta terra sem- pre existirá conflitos, mas existe uma cidade santa, para onde Cristo quer te levar. O reino de Deus é mais do que palavras ou uma utopia, é uma verdade. Verdade que você pode experimentar hoje, a verdadeira emoção, a verdadeira adrenalina é caminhar com Deus. Ser nova criatura, nascer de novo! HOJE TE CONVIDA À ESSA MUDANÇA DE caráter, ao conhecimento do segundo jardim, a um encontro pessoal com Cristo. O convido a fazer uma breve oração co- migo. Esta é a maior decisão de sua vida, a decisão de reconhecer a queda do jardim das delícias e aceitar a mensagem libertadora de Cristo. Não perca mais tempo! Repita essa oração: “Senhor Jesus, eu reconheço que o pecado nos afasta de ti, mas eu quero voltar ao tempo da inocência. Perdoa os meus peca- dos. Eu te aceito como meu único e suficiente salvador, pois quero viver uma nova vida con- tigo. Te agradeço por perdoar os meus peca- dos e fazer-me uma nova criatura.” Saiba que se você fez essa oração, com sinceridade, o Espírito de Deus habita em você e Ele te conduzirá à uma mudança de UM CONVITE A VOCÊ
  26. 26. 5756 caráter. Andar com Cristo não é uma religião, é uma transformação. Procure uma igreja próxima de sua casa. Um lugar onde você possa aprender melhor a palavra de Deus. Um dia nos encontra- remos, na cidade de Deus, a nova Jerusalém, preparada para aqueles que um dia aceitaram o convite de Cristo. Ele disse: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.” (Apocalipse 3:20) O maior erro do homem é excluir Deus do seu processo de decisão. Não queira deci- dir as coisas sozinho. Permita que Cristo par- ticipe de sua vida, em todos os detalhes: emo- cionalmente, espiritualmente, psicologica- mente, enfim, cada detalhe, pois o próprio Deus é detalhista! Ao ordenar a Noé para que fizesse a arca, Deus disse cada detalhe de como seria cons- truída: falou a medida, o material a ser usado, o lugar onde ficaria a porta e a janela. Pense comigo se Deus cuidou dos detalhes da arca. Quanto mais não cuidará dos de sua vida. É INCRÍVEL POIS, A HISTÓRIA TERMINA COM um novo começo! Novos céus e uma nova terra, a cidade de Deus em apocalipse 21 e 22, revela-nos coisas preciosas sobre essa cidade, prepararem para aqueles que aceitaram o seu amor redentor. Lá no começo, no Éden, Deus tinha preparado o sol para iluminar a terra e a vida humana. Nessa cidade não será mais neces- sário o sol (Apocalipse 22:5). Satanás que se sentiu vitorioso, na cidade santa é derrotado por completo. Não haverá mais morte, pe- cado, tristeza. Chega de lágrimas! Nessa ci- dade são reveladas várias coisas, mas não quero me apegar naquilo que muitos dizem, tais como ruas de ouro. Ouvir certa vez um tocador dizer que teria no céu um contra- A CIDADE DE DEUS
  27. 27. 5958 baixo de ouro. Não ignoro a hipótese de po- der existir tais coisas. Porém, há algo muito mais importante: adoraremos o cordeiro de Deus veremos sua face, exaltaremos ao Rei das Nações, o Rei da glória, Maravilhoso, Conselheiro, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Para que se preocupar com um violão de ouro, um contra-baixo ou bateria, quando posso estar ao lado do meu Redentor, estar com Deus é mais importante. A cidade de Deus, o lugar de refrigério, o lugar onde Deus não está sozinho, por isso enviou a Cristo, para que através de Cristo pudés- semos fazer companhia. A teologia do reino é profunda e emocionante, pois revela-nos o Rei das Nações, controlando os deta-lhes de nossas vidas. Essa teologia não se limita em questões doutrinárias, mas vai além, pois quando te- mos a visão do Reino, aprendemos a ser uma geração de homens e mulheres como João Batista que, tanto no deserto quanto diante de Herodes, anuncia o reino de Deus e pre- para o caminho do Senhor. SEJA LIVRE, POIS FOI PARA A LIBERDADE QUE Cristo nos libertou (Gl 5:1) Ouse caminhar com Deus e experimente ouvir a sua voz. Conhecer a Cristo significa dar espaço ao Deus libertador. Esta é a ên- fase do lugar de azeite. Corra para a caminha- da no tempo da inocência. Estas palavras não é uma visão simples da vida, aliás, viver é a atitude mais complexa que alguém pode experimentar. Contudo eu preciso, as vezes, falar como gente grande, pois muitos têm ignorado as virtudes do rei- no, esquecendo-se do que o apóstolo Paulo tinha dito: “Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtudes (I Coríntios 4:20) E estas virtudes não são apenas aquilo que julgamos superespirituais, tais como: expul- sar demônios, falar novas línguas, trazer os CONCLUSÃO
  28. 28. 6160 mais belos sermões, cantar de maneira que todos a minha volta venham chorar. Mas o reino de Deus não consiste em palavras, é revelado em coisas que julgamos sem importância, pois parecem longe dos fatores espirituais tais como: ser um bom trabalhador na sua empresa, ser um bom alu- no onde as pessoas vêem o brilho de Cristo, alguém que entenda a diferença entre separa- ção e isolamento. Ser separado significa viver uma vida exemplar, não compactuando com o pecado. Ser isolado significa ter uma vida longe da realidade cristã. É lamentável mas, muitos crentes são isolados e não separados. A vida torna-se mais significativa quando deixamos Deus levar-nos a separação e não ao isolamento. Esta é a conclusão. Não fique apenas em palavras, viva cada detalhe de sua vida buscando mais de Deus. Esteéocontrasteentreosdoisjardins:no primeiroohomemseafastadeDeus,nosegun- do Deus se aproxima do homem, através do seu filho, para o homem voltar ao tempo das delícias, ou seja, comunhão com Deus. A minha oração é que o Espírito de Deus possa falar melhor ao seu coração. Nota no final do Livro: Qualquer comentário será bem vindo. Pedidos serão atendidos no email abaixo: oliveiramarceloedu@gmail.com Telefone para contato: (11) 4489-0664
  29. 29. 6362 JOCUM É um movimento internacional de jo- vens cristãos, de orientações denominacio- nais diversas que servem, de forma dinâmi- ca, diferentes áreas da Sociedade, em busca de integração social e geração de valo-res sociais e humanos. Fundada pelo casal Loren e Darlene Cunningham há quase 50 anos, a JOCUM reúne uma mistura de pessoas de mais de 170 países, desde a Coréia do Sul e Egito, até nações da Europa, América do Norte, África, Ásia Central, Oriente Médio, ilhas do Pacífico e nações latinoamericanas, todas atuando voluntariamenteemtempointegralouparcial. Presente no Brasil há quase 35 anos e a- tuante em cerca de 60 locais de operação e centros de treinamento de Norte a Sul do País, o movimento de Jovens Com Uma Missão (JOCUM) visa fazer com que todos os povos da Terra tenham a possibilidade de alcançar dignidade e identidade humanas a partir de uma cosmovisão orientada con- forme uma perspectiva bíblica e cristã. Para isso, buscamos gerar uma plataforma de iniciativas diversificada e criativa que, anualmente, recebe em torno de 30 mil pes- soas para vivenciar ações de treinamento intensivo e estratégico, entre outras. Nossos projetos estão ligados à alfabe- tização, reforço escolar, orientação voca- cional, educação especial, ensino e incentivo a práticas esportivas, música, dança, recupe- ração de adictos, treinamento de agentes sociais e líderes, dentre outras atividades, sendo todas diversificadas conforme orien- tações e contextos locais de cada base. Por fim, em atenção às maneiras pelas quais as pessoas têm sido discriminadas e têm sofrido com o desrespeito quanto aos direitos huma- nos, questões de gênero, raça, alimento e mo- radia, etc., a JOCUM Brasil tem se mobi- lizado para desenvolver ações envolvidas com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, por exemplo, dentre outras iniciativas de promoção da Paz, Igualdade e Justiça Social.
  30. 30. 6564 JOCUM SAMPA As características da cidade são incomuns a outras capitais no país. Mais de cem grupos étnicos podem ser encontrados em suas ruas, sem contarmos as representações de outros estados do Brasil. E o maior pólo econômico do país e, anualmente, cedia quase duzentas feiras e eventos, muitos de importância internacional. Lado a lado com a prosperidade, crescem os problemas sociais: o desemprego, a criminalidade, a marginalidade e, com eles, a solidão e a falta de esperança. Uma cidade assim, como tal potencia de liderança e ao mesmo tempo, com tantos problemas, é um lugar estratégico para a pregação do evangelho, a intensificação de ministérios assistenciais as populações carentes e o treinamento de obreiros. São Paulo é um campo missionário. É por isso que JOCUM - Jovens Com Uma Missão - tem trabalhado desde 1991, juntamente com igrejas locais, para que os habitantes desta megacidade encontrem a esperançaeasalvaçãodequetantonecessitam. MINISTÉRIOS ENSINO Eted (Escola de Treinamento e Disci- pulado) - A ETED é a porta de entrada de voluntários comprometidos com as ativida- des de Jocum mundial e é Pré- requisito para se trabalhar em Jocum de tempo integral. É através dela que os obreiros são trei- nados nos conhecimentos básicos dos prin- cípios bíblicos e valores que regem a Missão. Sua duração é de 5 meses: Três teóricos e dois práticos. Durante o Tempo teórico, o aluno é exposto a atividades acadêmicas co- mo aulas, leitura e apresentação de trabalhos sobre livros, provas, trabalhos de pesquisas, etc. Há um acompanhamento pessoal com cada aluno por parte de um monitor desig- nado, para ajudá-lo a formar caráter missio- nário e a assimilar os princípios bási-cos do trabalho a ser realizado no futuro próximo. Nos dois meses Práticos, os alunos saem em equipes, para servirem a igrejas evangé- licas, comunidades carentes e projetos afins. Neste tempo, cada aluno terá a oportunidade de colocar em prática os conceitos elemen- tares da escola, confirmando a veracidade dos princípios ensinados. Depois da Eted alguns dos alunos po-
  31. 31. 6766 dem escolher ficar como obreiros volun- tários na Missão, engajando-se em uma de nossas equipes. EMU (Escola de Missões Urbanas) - Este é um treinamento específico para pes- soas que desejam se dedicar de tempo inte- gral ao trabalho assistencial e evangelístico ao povo da cidade. Multiplicam-se as orga- nizações não-governamentais assistenciais ao redor do país e cada uma delas tem um interesse em comum: servir ao ser humano na sua integralidade. Mais do que nunca, i- grejas evangélicas tem se despertado para o trabalho social, dispondo de pessoas e re- cur-sos para realizar um ótimo trabalho. Para este tipo de serviço é muito impor- tante que se possa estudar as características do público-alvo, assim como as estratégias para suprir suas necessidade. Deve se levar e consideração os recursos materiais e huma- nos, em relação ao tempo disponível para a realização do trabalho. A escola de Missões Urbanas, com dura- ção de 5 meses, supre métodos de serviço, mostra as reais necessidades, e coloca o alu- no, não apenas na sala de aula, mas também na rua, onde ele vai ver de perto o que pode e deve ser feito para mudar a situação social da cidade. População de rua, prostitutas, travestis, viciados, favelados, hippies, estes são apenas alguns dos beneficiados com os resultados deste trabalho em Jocum Sampa. EASP (Escola Eu Amo São Paulo) - Este cursorealizadoaossábadosserveparadespertar nocidadãoqueestudaoutrabalhauminteresse maior na sua cidade, e métodos para amá-la e serví-ladeacordocomsuasnecessidades.Aqui osalunosaprendemausarseusdonseseutem- popararealizaçãodetrabalhovoluntário,even- tos e levantamento de recursos para atuar em serviços assistenciais e de cidadania. O curso visa mobilizar, treinar e multi- plicar a visão voluntaria, e provar que o cida- dão comum pode fazer muito para amenizar o quadro social triste ao seu redor. Algumas atividades práticas serão acopladas ao treina- mento. Escola Missionária de Férias - A escola missionária de férias é treinamento intenso que visa oferecer experiência de curto prazo em missões. A escola missionária de ferias acontece duas vezes no ano sendo uma em janeiro com duração de 1 mês e a outra em julho com duração de 2 semanas. A escola é bem intensa o aluno terá diversas atividades como aula, oficinas de teatro, dança piro- fagia, grupos pequenos e trabalhos práticos todos os dias.
  32. 32. 6968 GESTÃO COMUNICAÇÃO Esse é o ministério que faz “a ponte” entreIgrejaeOrganização.Éatravésdessemi- nistério que muitas pessoas encontram a res- posta ao seu chamado. Através da comunica- ção podemos entender que o evangelho pode ser levado de diversas formas (rádio, cinema, internet, etc.). Existem várias áreas de atuação dentrodesseministério.EmJOCUMtrabalha- mos com Relações Públicas, Pesquisa, Tradu- ção, Desenvolvimento Humano, Secretariado e Tecnologia da Informação. DISCIPULADO Nossos missionários contam com apoio psicológico, emocional e espiritual para po- der executar seu trabalho de uma forma mais diligente. Contamos com um discipulado pa- ra obreiros solteiros, casados e para a lide- rança que é realizado uma vez por mês, sob a direção do Pastor Almir Salles. HOSPITALIDADE Temos como um dos valores funda- mentais de Jocum a hospitalidade, por isso esse ministério é tão importante queremos que você ao vir em nossa base se sinta muito bem recebido e amado por todos os que es- tão na base. Importante que você saiba que estamos de braços abertos para recebê-lo. MANUTENÇÃO Como toda casa requer cuidados, a nossa casa também não é diferente. Estamos localizados numa região com muitas arvores, planta e flores e que sempre estamos cuidando para melhor recebê-lo. Este serviço não deixa de ser tão espiritual quanto pregar e anunciar as boas novas. MINISTÉRIOS DE INFLUÊNCIA IMPACTOS Cruzadas de curto prazo que acontecem anualmente: No Carnaval (Evangelismo no sambódromo), na Parada do Orgulho Gay (Junho) e na Festa do Peão de Boiadeiro (Barretos) em Agosto e no dia 12 de Outu- bro em Aparecida do Norte, São Paulo. CONSCIENTIZANDO GERAÇÕES Em parceria com o Cervi - Centro de Reestruturação para Vida, desenvolvemos
  33. 33. 7170 um trabalho de palestras com adolescentes em escolas públicas sobre sexualidade, pre- venção ás drogas, gravidez inesperada. APOIO À IGREJAS LOCAIS Equipes missionárias de JOCUM, local e internacional,quetrabalhamnosfinsdesema- na, com pregação, ensino e teatro, desafiando a igreja local no alcance a os perdidos. JUSTIÇA E TRANSFORMAÇÃO FRANCISCO MORATO Esse ministério visa à promoção do ser humano. Dentro de uma sociedade onde, diariamente testemunhamos a banalização da vida, levamos esperança para pessoas, através de trabalhos sociais. Por isso um trabalho de desenvolvimento Comunitário na cidade de Francisco Morato que é a segunda cidade mais pobre de São Paulo. Temos trabalho com escolinha de fute- bol, atendimento psicológico e estamos bus- cando parcerias para a implantação de uma creche, uma biblioteca e um centro de in- clusão digital. URBANÓS Cracolândia e Praça da Sé: Comparti- lhando o amor de Deus com os usuários de drogas, moradores de rua e crianças que tam- bém moram nas ruas. Muitos deles já saí- ram das ruas, levados para casas de recupe- ração e entrando em um relacionamento pessoal com Jesus. PROJETOS INTERNACIONAIS PERU Apesar de termos uma forte influência para Missões Urbanas, trabalhamos também com Missões Transculturais. Temos um tra- balho no Peru na cidade de San Juan de Luri- gancho (maior cinturão de pobreza da Amé- rica Latina), lugar que padece com a falta de chuva a mais de 20 anos, onde anual-mente são enviadas duas equipes para traba-lhos sociais com os moradores dessa e de outras comunidades.

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