04 descritivo

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04 descritivo

  1. 1. Prof: Marcelo Deusdedit
  2. 2. Descrição é a representação verbal deum objeto sensível (ser, coisa,paisagem), através da indicação dosseus aspectos mais característicos,dos pormenores que oindividualizam, que o distinguem.
  3. 3. Descrever não é enumerar o maiornúmero possível de detalhes, masassinalar os traços mais singulares, maissalientes; é fazer ressaltar do conjuntouma impressão dominante e singular.Dependendo da intenção do autor, varia ograu de exatidão e minúcia na descrição.
  4. 4. O texto de base descritiva tem comoobjetivo oferecer ao leitor /ouvinte aoportunidade de visualizar o cenário ondeuma ação se desenvolve e as personagensque dela participam;
  5. 5. A descrição estápresente no nosso dia-a-dia, tanto na ficção(nos romances, nasnovelas, nos contos,nos poemas) como emoutros tipos de textos(nas obras técnico-científicas, nasenciclopédias, naspropagandas, nostextos de jornais erevistas);
  6. 6. A descrição pode ter uma finalidadesubsidiária na construção de outros tiposde texto, funcionando como um plano defundo, o que explica e situa a ação (nanarração) ou que comenta e justifica aargumentação;
  7. 7. Físico É a perspectiva que o observador tem doobjeto; pode determinar a ordem na enumeração dospormenores significativos. Enquanto uma fotografia ouuma tela apresentam o objeto de uma só vez, adescrição apresenta-o progressivamente, detalhe pordetalhe, levando o leitor a combinar impressõesisoladas para formar uma imagem unificada. Por essemotivo, os detalhes não são todos apresentados numúnico período, mas pouco a pouco, para que o leitor,associando-os, interligando-os, possa compor a imagemdo objeto da descrição.
  8. 8. Psicológico A descrição pode ser apresentada demodo a manifestar uma impressão pessoal,uma interpretação do objeto. A simpatia ouantipatia do observador pode resultar emimagens bastante diferenciadas do mesmoobjecto. Deste ponto de vista, dois tiposde descrição podem ocorrer: a objectiva e asubjectiva.
  9. 9. Na descrição objetiva, comoliteralmente ela traduz, o objetivo principal érelatar as características do “objeto” de modopreciso, isentando-se de comentários pessoaisou atribuições de quaisquer termos quepossibilitem a múltiplas interpretações.
  10. 10. Enfoque objetivoNa descrição objetiva , o autor reproduz arealidade como a vê.Exemplo: Ele tem uma estrutura demadeira, recoberta de espuma. Sobre aespuma há um tecido grosso. Tem assentopara 4 pessoas, encosto e dois braços. Éo sofá da minha sala.
  11. 11. A subjetiva perfaz-se de uma linguagem mais pessoal,  na  qual  são  permitidas  opiniões, expressão  de  sentimentos  e  emoções  e  o emprego de construções livres em que revelem um  “toque”  de  individualismo  por  parte  de quem a descreve.
  12. 12. Enfoque subjetivoA  realidade  descrita  não é apenas observada pelo autor, é também sentida. O objeto descrito apresenta-se transfigurado  de  acordo  com  a  sensibilidade de  quem  o  descreve.  O  autor  procura transmitir  a impressão, a emoção que a realidade lhe causa. Exemplo  :  O  sujeitão,  que  parecia  um  carro de  boi cruzando com trem de ferro, já entrou soltando fogo pela folga do dente de ouro.                                                 (José Cândido de Carvalho
  13. 13.  Os aventureiros Cenário De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio de água que se  dirige para o norte, e engrossado com os mananciais que recebe no seu  curso de dez léguas, torna-se rio caudal. É o Paquequer: saltando de  cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se  espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em  seu vasto leito. Dir-se-ia que, vassalo e tributário desse rei das águas, ...  curva-se humildemente aos pés do suserano. (...) Aí, o Paquequer lança-se  rápido sobre o seu leito, e atravessa as florestas como o tapir, espumando, ... enchendo a solidão com o estampido de sua carreira. (...) se  estende sobre a terra, e adormece numa linda bacia que a natureza  formou, ... sob as cortinas de trepadeiras e flores agrestes. (...) florestas  virgens se estendiam ao longo das margens do rio, que corria no meio das  arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras.  (...) No ano da graça de 1604, o lugar que acabamos de descrever estava  deserto e inculto; (..)                                                                                  O Guarani de José de Alencar
  14. 14. "Era  alto  ,  magro,  vestido todo  de  preto,  com  o  pescoço  entalado  num  colarinho direito.  O  rosto  aguçado no queixo ia-se alargando até à calva, vasta e  polida, um  pouco amolgado no alto; tingia os cabelos  que  de  uma  orelha  à  outra  lhe  faziam  colar  por  trás  da  nuca  -  e  aquele  preto  lustroso  dava,  pelo  contraste,  mais  brilho  à  calva;  mas  não  tingia  o  bigode;  tinha-o grisalho,  farto,  caído  aos  cantos da  boca.  Era  muito  pálido;  nunca  tirava  as  lunetas escuras.  Tinha  uma  covinha  no  queixo,  e  as  orelhas grandes muito despegadas do crânio.”                                        (Eça de Queiroz - O Primo Basílio)

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