Técnico Superior de Segurança e Higiene do
Trabalho
Ref.ª: TS-SHT/ISLA-Leiria/REN2/01/2012
Seminário: Iluminação
Formadora...
Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 2
Iluminação
O que é Luz?
Uma fonte de radiação emite ondas electromagnét...
Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 3
Luz e Cores
Há uma tendência em pensarmos que os objectos já possuem co...
Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 4
De uma maneira geral, todos os locais de trabalho devem ser concebidos ...
Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 5
Implantação de Postos de Trabalho
É importante a direcção de origem da ...
Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 6
Efeito Estroboscópico
Trata-se de um efeito com um grau de perigosidade...
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Grandezas e conceitos
As grandezas e conceitos a seguir relacionados sã...
Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 8
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Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 9
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Características das lâmpadas e acessórios
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Soldadura de precisão 2000
Maquinagem 250 (500)
Maquinagem e ajuste se...
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Níveis-Padrão de Iluminação Recomendados Norma DIN 5035
Finalidade do ...
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Com base nos normativos em vigor, a legislação ap...
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Manual seminário iluminação liliana pereira

  1. 1. Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho Ref.ª: TS-SHT/ISLA-Leiria/REN2/01/2012 Seminário: Iluminação Formadora: Liliana Pereira
  2. 2. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 2 Iluminação O que é Luz? Uma fonte de radiação emite ondas electromagnéticas. Elas possuem diferentes comprimentos, e o olho humano é sensível a somente alguns. Luz é, portanto, a radiação electromagnética capaz de produzir uma sensação visual (Figura 1). A sensibilidade visual para a luz varia não só de acordo com o comprimento de onda da radiação, mas também com a luminosidade. A curva de sensibilidade do olho humano demonstra que radiações de menor comprimento de onda (violeta e azul) geram maior intensidade de sensação luminosa quando há pouca luz (ex. crepúsculo, noite, etc.), enquanto as radiações de maior comprimento de onda (laranja e vermelho) se comportam ao contrário (Figura 2).
  3. 3. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 3 Luz e Cores Há uma tendência em pensarmos que os objectos já possuem cores definidas. Na verdade, a aparência de um objecto é resultado da iluminação incidente sobre o mesmo. Sob uma luz branca, a maçã aparenta ser de cor vermelha pois ela tende a reflectir a porção do vermelho do espectro de radiação absorvendo a luz nos outros comprimentos de onda. Se utilizássemos um filtro para remover a porção do vermelho da fonte de luz, a maçã reflectiria muito pouca luz parecendo totalmente negra. Podemos ver que a luz é composta por três cores primárias. A combinação das cores vermelha, verde e azul permite obtermos o branco. A combinação de duas cores primárias produz as cores secundárias - magenta, amarelo. As três cores primárias dosadas em diferentes quantidades permite obtermos outras cores de luz. Da mesma forma que surgem diferenças na visualização das cores ao longo do dia (diferenças da luz do sol ao meio-dia e no crepúsculo), as fontes de luz artificiais também apresentam diferentes resultados. As lâmpadas incandescentes, por exemplo, tendem a reproduzir com maior fidelidade as cores vermelha e amarela do que as cores verde e azul, aparentando ter uma luz mais “quente”. Introdução e Conceitos A iluminação constitui um factor de risco que deve ser adequadamente seguido, desde a fase de projecto até ao utilizador final. Vivemos de uma forma muito «permanente» confinados em espaços (trabalho, transportes, escolas, divertimentos, etc.), pelo que, muitas vezes, não nos apercebemos da importância real da iluminação na nossa saúde. Curiosamente, de Verão, quando há uma maior claridade dos dias procuramos os espaços abertos que, muitas vezes, são desfrutados sem quaisquer protecções, em particular as visuais. Uma iluminação correcta num local de trabalho contribui para que as condições do mesmo sejam de modo a não provocar tensões psíquicas e fisiológicas aos trabalhadores, proporcionando dessa forma um aumento da produtividade, motivação, desempenho geral, etc. Caso contrário, além de provocar atrasos na execução das tarefas, poderá induzir stress, dores de cabeça, fadiga física e nervosa, etc., tendo como uma das consequências finais o absentismo.
  4. 4. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 4 De uma maneira geral, todos os locais de trabalho devem ser concebidos de modo a privilegiar uma boa visibilidade. Para tal, uma boa visibilidade depende da percepção da geometria, quer das peças a trabalhar, quer do campo da visão, dos contornos, da intensidade luminosa, da conjunção de cores e dos contrastes, quer estabelecidos por estas, quer devido aos níveis de iluminação reflectidos ou directos entre a peça e o plano de fundo. Em termos ergonómicos, as condições do ambiente de trabalho no que dizem respeito ao campo visual dividem-se em dois grupos: Iluminação funcional e Cor funcional. Isto porque a luz possui duas características essenciais, a intensidade e a cromaticidade (tom da cor e intensidade da cor). A Visão Humana A visão é um fenómeno complexo resultante da captação das ondas electromagnéticas cuja radiação varia entre os 380 nm e os 740 nm, isto é, desde o violeta até ao vermelho. A zona cujos valores são menores que 380 nm é designada por ultravioleta, ao passo que a zona cujos valores são superiores a 740 nm denomina-se infravermelha. A visão humana tende a acomodar-se a qualquer estímulo luminoso. No caso desse estímulo não ser adequado (iluminação inadequada para a tarefa a ser desempenhada, deficiente postura de trabalho, inexistência de contraste entre partes de objecto e o plano de fundo, movimentação de objectos ou partes de máquinas, etc.), a visão cria defesas para exercer essa adaptação. Este processo denomina-se acomodação. O fenómeno da acomodação é feito através da focagem do cristalino, fenómeno este que diminui com a idade por endurecimento progressivo do mesmo. O resultado do consumo energético para compensar o esforço necessário para proporcionar a focagem das imagens, através de esforço psíquico, físico e fisiológico (reacção psicofisiológica), é a diminuição de segurança no trabalho. Este fenómeno constitui a chamada fadiga visual. O rendimento visual aumenta com o nível de iluminação. Em relação à fadiga visual, esta decresce até cerca de 800 lx, invertendo a sua tendência a partir deste valor. A partir daqui, o rendimento aumenta, mas à custa de maior esforço visual. Como medida de prevenção, aquando da realização de qualquer tarefa, devem ser efectuadas pausas de tempos a tempos. Iluminação Natural A iluminação ideal é aquela que é fornecida pela luz natural. A velha regra de que a luz deve vir da esquerda continua válida. Contudo, uma vez que está em franco desenvolvimento a instalação de sistemas informáticos (sistemas utilizadores de ecrãs) nas empresas, admite-se que a luz possa vir de qualquer direcção, desde que o plano luminoso (plano das janelas ou das luminárias) esteja perpendicular ao plano do visor. Como a maior parte dos problemas de iluminação são relativos a situações em interiores, a iluminação natural deverá ser complementada com iluminação artificial.
  5. 5. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 5 Implantação de Postos de Trabalho É importante a direcção de origem da luz, quer seja natural ou artificial. Relativamente à iluminação geral, um determinado posto de trabalho deverá ser implantado de modo a que o trabalhador não sofra influências negativas dos reflexos e dos encandeamentos. Assim, a luminária mais próxima não deverá estar colocada na vertical da sua cabeça ou na zona para trás (para se evitarem sombras). Na zona para a frente, as luminárias influentes deverão estar colocadas fazendo um ângulo entre 30ºe 85º (para não criar reflexos nem sombra sobre o plano de trabalho), tirada a partir da horizontal dos olhos. Caso haja reflexão das luminárias colocadas na zona da frente, o posto de trabalho deverá ser desviado lateralmente para desviar os reflexos da vista do trabalhador (colocação do posto de trabalho entre duas filas de luminárias). Tecto Zona de instalação de luminárias 85º 30º 0º Linha da visão Se o posto de trabalho sofrer a influência de uma fonte luminosa localizada sobre o centro do plano de trabalho, a base do abat-jour (quebra-luz) deverá situar-se entre a horizontal da linha da visão (0º) e os 45º. Efeito da Cor Uma boa combinação de cores no local de trabalho vai permitir aos trabalhadores um melhor desempenho e, consequentemente, um aumento da produtividade. Pelo contrário, se o local de trabalho estiver decorado com cores que não são do «agrado» dos trabalhadores, poderá induzir neles efeitos psicofisiológicos de modo negativo. É que cada pessoa tem reacções diferentes ao estímulo «cor». Não é de se estranhar o facto de que cada pessoa tenha preferências diferentes na escolha de «cores». O uso de determinadas cores inadequadas pode dar origem ao desenvolvimento de riscos para os trabalhadores. Exemplo Como exemplos, podemos salientar: – Depressão e stress; – Angústia; – Desequilíbrio psicofisiológico; – Lesões; – Acidentes; – Doenças. Conforme os preceitos normais e legais, a distribuição de cores num determinado espaço deverá ser tal que não produzam reflexos que provoquem encandeamentos. Para tal, a cor dos tectos deverá ser branca, as paredes de cor branca ou de cores claras e os pavimentos de cores mais escuras.
  6. 6. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 6 Efeito Estroboscópico Trata-se de um efeito com um grau de perigosidade elevado, uma vez que se verifica em muitos processos fabris, cujas máquinas não possuem adequada protecção mecânica. Esse efeito é aquele que vulgarmente visualizamos em certas jantes de automóveis, cuja sensação nos parece que rodam a uma velocidade inferior ao movimento, ou a determinados tempos estão paradas, ou o movimento é contrário à deslocação do carro. Nas instalações fabris, devido à implantação de certas máquinas e determinado sistema de iluminação (sobretudo aquele cujas lâmpadas são fluorescentes, alimentado por corrente eléctrica monofásica) pode verificar-se este fenómeno. Ele surge devido à cintilação das lâmpadas fluorescentes, cuja frequência de operação iguala a frequência de rotação das máquinas, iludindo o trabalhador. Como medida eficaz de prevenção, requer um conjunto de informações e de sinalização adequada junto das máquinas e, como medida complementar, a introdução de meios de protecção, resguardos amovíveis pintados com cores de perigo (por exemplo, amarelo A305). O sistema de iluminação fluorescente deverá ser alimentado por corrente eléctrica trifásica, divididas as lâmpadas pelas três fases. Se tal medida não for possível, colocar as lâmpadas fluorescentes aos pares (nunca em número ímpar), impondo cada par com um condensador, ou utilizar balastros de alto factor de potência.
  7. 7. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 7 Grandezas e conceitos As grandezas e conceitos a seguir relacionados são fundamentais para o entendimento dos elementos da luminotécnica. A cada definição, seguem-se as unidades de medida e símbolo gráfico do Quadro de Unidades de Medida, do Sistema Internacional - SI, além de interpretações e comentários destinados a facilitar o seu entendimento. Fluxo Luminoso é a radiação total da fonte luminosa, entre os limites de comprimento de onda mencionados (380 e 780m). (Figura 4) O fluxo luminoso é a quantidade de luz emitida por uma fonte, medida em lúmens, na tensão nominal de funcionamento.
  8. 8. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 8 Se a fonte luminosa irradiasse a luz uniformemente em todas as direcções, o Fluxo Luminoso se distribuiria na forma de uma esfera. Tal fato, porém, é quase impossível de acontecer, razão pela qual é necessário medir o valor dos lúmens emitidos em cada direcção. Essa direcção é representada por vectores, cujo comprimento indica a Intensidade Luminosa. (Figura 5) Portanto é o Fluxo Luminoso irradiado na direcção de um determinado ponto. A luz que uma lâmpada irradia, relacionada à superfície a qual incide, define uma nova grandeza luminotécnica, denominada de Iluminamento ou Iluminância. (Figura 7) Expressa em lux (lx), indica o fluxo luminoso de uma fonte de luz que incide sobre uma superfície situada à uma certa distância desta fonte.
  9. 9. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 9 Em outras palavras a equação que expressa esta grandeza é: E também a relação entre intensidade luminosa e o quadrado da distância (l/d²). Na prática, é a quantidade de luz dentro de um ambiente, e pode ser medida com o auxílio de um luxímetro. Como o fluxo luminoso não é distribuído uniformemente, a iluminância não será a mesma em todos os pontos da área em questão. Considera se por isso a iluminância média (Em). Existem normas especificando o valor mínimo de Em, para ambientes diferenciados pela actividade exercida relacionados ao conforto visual. Das grandezas mencionadas, nenhuma é visível, isto é, os raios de luz não são vistos, a menos que sejam reflectidos em uma superfície e aí transmitam a sensação de claridade aos olhos. Essa sensação de claridade é chamada de Luminância. (Figura 8) Em outras palavras, é a Intensidade Luminosa que emana de uma superfície, pela sua superfície aparente. (Figura 9)
  10. 10. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 10 A equação que permite sua determinação é: onde L = Luminância, em cd/m² I = Intensidade Luminosa, em cd A = área projectada, em m² x = ângulo considerado, em graus Como é difícil medir-se a Intensidade Luminosa que provém de um corpo não radiante (através de reflexão), pode-se recorrer a outra fórmula, a saber: onde p = Reflectância ou Coeficiente de Reflexão E = Iluminância sobre essa superfície Como os objectos reflectem a luz diferentemente uns dos outros, fica explicado porque a mesma Iluminância pode dar origem a Luminâncias diferentes. Vale lembrar que o Coeficiente de Reflexão é a relação entre o Fluxo Luminoso reflectido e o Fluxo Luminoso incidente em uma superfície. Esse coeficiente é geralmente dado em tabelas, cujos valores são função das cores e dos materiais utilizados.
  11. 11. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 11 Características das lâmpadas e acessórios As lâmpadas e acessórios apresentam características que diferenciam as lâmpadas entre si, bem como algumas características dos acessórios utilizados com cada sistema. As lâmpadas diferenciam se entre si não só pelos diferentes Fluxos Luminosos que elas irradiam, mas também pelas diferentes potências que consomem. Para poder compará-las, é necessário que se saiba quantos lúmens são gerados por watt absorvido. A essa grandeza dá-se o nome de Eficiência Energética (antigo “Rendimento Luminoso”). (Figura 10) Conceitos básicos de Luminotécnica Temperatura de cor Símbolo: T Unidade: K (Kelvin) Em aspecto visual, admite-se que é bastante difícil a avaliação comparativa entre a sensação de Tonalidade de Cor de diversas lâmpadas. Para estipular um parâmetro, foi definido o critério Temperatura de Cor (Kelvin) para classificar a luz. Assim como um corpo metálico que, em seu aquecimento, passa desde o vermelho até o branco, quanto mais claro o branco (semelhante à luz diurna ao meio-dia), maior é a Temperatura de Cor (aproximadamente 6500K). A luz amarelada, como de uma lâmpada incandescente, está em torno de 2700 K. É importante destacar que a cor da luz em nada interfere na Eficiência Energética da lâmpada, não sendo válida a impressão de que quanto mais clara, mais potente é a lâmpada.
  12. 12. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 12 Convém ressalvar que, do ponto de vista psicológico, quando dizemos que um sistema de iluminação apresenta luz “quente” não significa que a luz apresenta uma maior temperatura de cor, mas sim que a luz apresenta uma tonalidade mais amarelada. Um exemplo deste tipo de iluminação é a utilizada em salas de estar, quartos ou locais onde se deseja tornar um ambiente mais aconchegante. Da mesma forma, quanto mais alta for a temperatura de cor, mais “fria” será a luz. Um exemplo deste tipo de iluminação é a utilizada em escritórios, cozinhas ou locais em que se deseja estimular ou realizar alguma actividade. Esta característica é muito importante de ser observada na escolha de uma lâmpada, pois dependendo do tipo de ambiente há uma temperatura de cor mais adequada para esta aplicação. Uma vez definidas as grandezas utilizadas nos projectos, pode-se partir para o planeamento de um sistema de iluminação. Um projecto luminotécnico pode ser resumido em: • Escolha da lâmpada e da luminária mais adequada. • Cálculo da quantidade de luminárias. • Disposição das luminárias no recinto. • Cálculo de viabilidade económica. O desenvolvimento de um projecto exige uma metodologia para se estabelecer uma sequência lógica de cálculos. A metodologia recomendada propõe as seguintes etapas 1) Determinação dos objectivos da iluminação e dos efeitos que se pretende alcançar. 2) Levantamento das dimensões físicas do local, layout, materiais utilizados e características da rede eléctrica no local. 3) Análise dos Factores de Influência na Qualidade da Iluminação. 4) Cálculo da iluminação geral (Método das Eficiências). 5) Adequação dos resultados ao projecto. 6) Cálculo de controlo. 7) Definição dos pontos de iluminação. 8) Cálculo de iluminação dirigida.
  13. 13. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 13 9) Avaliação do consumo energético. 10) Avaliação de custos. 11) Cálculo de rentabilidade. Factores de Influência na Qualidade da Iluminação Nível de Iluminância Adequada Quanto mais elevada a exigência visual da actividade, maior deverá ser o valor da Iluminância Média (Em) sobre o plano de trabalho. Deve-se consultar normas para definir o valor de Em pretendido. Deve-se considerar também que, com o tempo de uso, se reduz o Fluxo Luminoso da lâmpada devido tanto ao desgaste, quanto ao acumular de poeira na luminária, resultando em uma diminuição da Iluminância. Por isso, quando do cálculo do número de luminárias, estabelece-se um Factor de Depreciação (Fd), o qual, elevando o número previsto de luminárias, evita que, com o desgaste, o nível de Iluminância atinja valores abaixo do mínimo recomendado. Pode considerar-se uma depreciação de 20% para ambientes com boa manutenção (escritórios e afins), e de 40% para ambientes com manutenção crítica (industriais, garagens, etc.), dando origem a Fcatores de Depreciação, respectivamente, de Fd=1,25 e Fd= 1,67. Limitação de Ofuscamento Duas formas de ofuscamento podem gerar incômodos: • Ofuscamento directo, através de luz direccionada directamente ao campo visual. • Ofuscamento reflexivo, através da reflexão da luz no plano de trabalho, direccionando-a para o campo visual. Considerando que a Luminância da própria luminária é incómoda a partir de 200 cd/m², valores acima deste não devem ultrapassar o ângulo indicado na figura 18. O posicionamento e a Curva de Distribuição Luminosa devem ser tais que evitem prejudicar as actividades do usuário da iluminação.
  14. 14. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 14 Proporção Harmoniosa entre Luminâncias Acentuadas diferenças entre as Luminâncias de diferentes planos causam fadiga visual, devido ao excessivo trabalho de acomodação da vista, ao passar por variações bruscas de sensação de claridade. Para evitar esse desconforto, recomenda-se que as Luminâncias de piso, parede e teto se harmonizem numa proporção de 1:2:3,e que, no caso de uma mesa de trabalho, a Luminância desta não seja inferior a 1/3 da do objecto observado, tais como livros, etc. (Figura 19) Efeitos Luz e Sombra Deve-se tomar cuidado no direccionamento do foco de uma luminária, para se evitar que essa crie sombras perturbadoras, lembrando, porém, que a total ausência de sombras leva à perda da identificação da textura e do formato dos objectos. Uma boa iluminação não significa luz distribuída por igual. Reprodução de Cores A cor de um objecto é determinada pela reflexão de parte do espectro de luz que incide sobre ele. Isso significa que uma boa Reprodução de Cores está directamente ligada à qualidade da luz incidente, ou seja, à equilibrada distribuição das ondas constituintes do seu espectro. É importante notar que, assim como para Iluminância média, existem normas que regulamentam o uso de fontes de luz com determinados índices, dependendo da actividade a ser desempenhada no local. Tonalidade de Cor da Luz ou Temperatura de Cor Um dos requisitos para o conforto visual é a utilização da iluminação para dar ao ambiente o aspecto desejado. Sensações de aconchego ou estímulo podem ser provocadas quando se combinam a correcta Tonalidade de Cor da fonte de luz ao nível de Iluminância pretendido. Estudos subjectivos afirmam que para Iluminâncias mais elevadas são requeridas lâmpadas de Temperatura de Cor mais elevada também. Chegou-se a esta conclusão baseando-se na própria natureza, que ao reduzir a luminosidade (crepúsculo), reduz também sua Temperatura de Cor. A ilusão de que a Tonalidade de Cor mais clara ilumina mais, leva ao equívoco de que com as “lâmpadas frias” precisa-se de menos luz.
  15. 15. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 15 Ar-Condicionado e Acústica O calor gerado pela iluminação não deve sobrecarregar a refrigeração artificial do ambiente. Há um consenso que estabelece que um adulto irradia o calor equivalente a uma lâmpada incandescente de 100W. Portanto, fontes de luz mais eficientes colaboram para bem-estar, além de se constituir numa menor carga térmica ao sistema de condicionamento de ar. O sistema de iluminação pode comprometer a acústica de um ambiente através da utilização de equipamentos auxiliares (reactores e transformadores electromagnéticos). Uma solução bastante eficiente, com ausência total de ruídos é o emprego de sistemas electrónicos nas instalações.
  16. 16. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 16 Níveis-Padrão de Iluminação recomendados para diferentes ambientes de trabalho ACTIVIDADES ILUMINÂNCIAS MÉDIAS (lx) ESCRITÓRIOS Salas de trabalho normais 500 (1000) Salas de arquivos 150 Salas de arquivos com tarefas pontuais 250 Sala de conferência 300 Sala de reuniões 150 (250) Salas de desenho 500 (1000) Sala da administração 250 (500) Biblioteca 250 (500) Arquivos 150 ESCOLAS Salas de aulas 250 (500) Salas de desenho e trabalhos manuais 350 Refeitórios 250 Oficinas 250 Auditórios 150 Quadro negro 250 LOJAS Circulação 100 Área de exposição 250 Balcões/ mostruários 500 Exposições de realce 1500 Depósitos 100 INDÚSTRIAS Fabricação em geral 250 Depósito 100 Inspecção comum 250 Inspecção delicada 500 Empacotamento ou encaixotamento 100 Montagem simples 250 Montagem delicada 1000 Inspecção de cores 1000 (2000) Composição (manual ou mecânica) 500 (1000) Impressão 250 (500) Encadernação 250 (500) Soldadura em geral 250 (500)
  17. 17. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 17 Soldadura de precisão 2000 Maquinagem 250 (500) Maquinagem e ajuste semipreciso 500 (1000) Maquinagem e ajuste preciso 1000 (2000) HOSPITAIS Enfermarias 200 Salas de operações 500 Mesa de operações 5000 Laboratórios 250 ATELIERS Arquitectura 1000 (2000) Desenho 500 (1000) Estantes 200 Iluminação geral 200
  18. 18. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 18 Níveis-Padrão de Iluminação Recomendados Norma DIN 5035 Finalidade do espaço ou tipo de actividade Nível médio de iluminação [lx] Armazéns Passagem de pessoas e veículos em edifícios Vestíbulos, sanitários e balneários Escadarias e escadas rolantes Terminais de carga e descarga Áreas de produção com intervenções humanas ocasionais Casa de caldeiras 100 Espaços de armazenamento onde são necessárias funções de leitura, expedição Áreas de produção constantemente ocupadas na indústria Montagem de pouca precisão, fundições Construções em aço Áreas de escritório com acesso ao público 200 Escritórios com secretárias próximas de janelas, salas de reuniões e de conferências Sopragem de vidro, tornear, furar, frezar, montagem de menor precisão Stands de feiras, secretárias de comando, salas de comando Locais de venda 300 Escritórios, tratamento de dados, secretárias Lixar, polir vidro, montagens de precisão Montagem de sistemas de comunicação, motores de pequenas dimensões Escolha de madeiras Trabalho com máquinas de carpintaria/marcenaria 500 Escritórios de grandes dimensões, elevada reflexão Desenho técnico (estirador) Gravação e inspecção em metais Áreas de inspecção (fundição) Controlo de falhas (madeira, cabedal, etc.) 750 Escritórios de grandes dimensões, reflexão média Análise e controlo de cores, inspecção de materiais Montagem de aparelhos de precisão (eléctrica) Produção de peças de joalharia, retoques, etc. 1000
  19. 19. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 19
  20. 20. Formadora: Liliana Pereira Seminário: Iluminação 20 Legislação Aplicável Com base nos normativos em vigor, a legislação aplicável às questões da iluminação em termos da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST) resumem-se aos seguintes: – Portaria n.º 53/ 71, de 3 de Fevereiro, alterada pela Portaria n.º 702/ 80, de 22 Setembro – Regulamento Geral de Segurança e Higiene no Trabalho nos Estabelecimentos Industriais; – Decreto-lei n.º 243/ 86, de 20 de Agosto – Regulamento Geral de Higiene e Segurança no Trabalho nos Estabelecimentos Comerciais, Escritórios e Serviços; – Decreto-lei n.º 162/ 90, de 22 de Maio – Regulamento Geral de Segurança e Higiene no Trabalho nas Minas e Pedreiras;

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