Obsessão pela qualidade

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Artigo publicado no Coffee Break em 20 de setembro de 2006.

Publicada em: Negócios, Tecnologia, Educação
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Obsessão pela qualidade

  1. 1. Café - Informativo Coffee Break Page 1 of 3 HOME PAGE INFORMATIVO COFFEE NEWS O CAFEZAL SABOR CAFÉ SOBRE O SITE FÓRUM DO CAFÉINFORMATIVO EDITORIASArquivo de edições ArtigosBusca notícias EntrevistasEdição do dia EstatísticasEditorias notícias da edição Ano VIII - Nº 1797 - 20/09/2006 EventosVersão impressão Leia artigo da especialista Mara Luiza G. Freitas InternacionalCOFFEE NEWS Investimento Confira, na seqüência, artigo assinado por Mara Luiza Gonçalves LavouraAnálises Freitas, especialista em cafeicultura empresarial e mestre emFórum do café Leilões administração pela Ufla (Universidade Federal de Lavras), a qualLinks do café comenta que a busca pela qualidade se torna regra para aqueles que MercadoNotícias on-line querem sucesso no agronegócio café no Brasil. Política CafeeiraSemana do café PreçosO CAFEZAL Obsessão pela qualidade Resoluções Muito mais do que a paixão pelo café, tanto como cultura, quanto TempoArtigos e projetos como opção de carreira profissional, cada vez mais, a obsessão pelaColheita qualidade se torna via única e regra magna para aqueles queDica da semana almejam o sucesso no contexto do agronegócio café nacional.Doenças Supera-se, assim, as regras de poder, a política cafeeira, oEstratégias arrangement das instituições, em função da urgente necessidade particular ou setorial, de se curvar como súdito frente aoImplantação consumidor, cada vez mais informado e, por conseguinte, maisPragas exigente.PreparoRegiões cafeeiras Nesse quesito em particular, a construção de uma reputação sólidaTratos culturais se torna imperativa. O primeiro passo nessa (re) construção éSABOR CAFÉ voltar-se única e exclusivamente para o mercado, esquivando-se dos jogos de interesse que permeiam a cadeia produtiva, os quaisCafeterias podem ser considerados “paroquiais”, parafraseando aqui MaxCuriosidades Weber. De acordo com o Reputation Institute, consideram-seHistória contribuintes para a construção de uma reputação sólida anteLivros colaboradores e stakeholders, (I) a liderança impressa no setor deReceitas atuação; (II) o exercício da cidadania; (III) a capacidade de governança organizacional e institucional; (IV) os valoresSOBRE O SITE norteadores das ações empresariais e individuais; (V)Assinatura sustentabilidade gerencial — liquidez financeira e capacidade deContato pagamento; (VI) a estrutura dos produtos e serviços oferecidos emConteúdo nível corporativo e pessoal; e (VII) o lócus de atuação e a performance. Esses elementos, além de corroborarem para a criação de um novo universo da cultura organizacional, conduzem à aquisição de códigos de conduta que, por conseguinte, conduzem à busca e à incorporação da qualidade, como fator único de sobrevivência em um mercado competitivo. No contexto da cafeicultura, muito se fala de qualidade. Mas é preciso ponderar sobre qual qualidade estamos falando. A construção da verdadeira qualidade passa necessariamente por uma profunda revisão da cultura corporativa e, conseqüentemente, arrebatamento de colaboradores, no seu íntimo, através da persuasão e de sua incorporação no cotidiano deste indivíduo. Não basta falar sobre, é preciso incorporar o discurso nos detalhes e nas ações. Isso é fundamental para que seja realmente possível vender ao consumidor a verdade. E verdade, acima de tudo, conduz à construção da credibilidade. Um café realmente construído sob a égide da qualidade é oriundo de uma história complexa, que envolve mentes, habilidades e capacidades humanas e relacionais convergentes para a implementação de procedimentos e práticas, que geram ashttp://www.coffeebreak.com.br/assinantes/edic-not.asp?ID=1797&NT=8 18/10/2007
  2. 2. Café - Informativo Coffee Break Page 2 of 3 diferenças imprescindíveis para a construção do delicado tear, que é o café especial servido na xícara do consumidor. Vejamos: com a recente eleição do café gourmet como produto do ano, reforça-se a importância do investimento em rastreabilidade e certificação dos processos de forma que, gradativamente, o padrão de consumo nacional se consolide num novo patamar cultural, onde seja factível para o consumidor comum falar sobre cafés, tal como se fala sobre vinhos. Eis aí o campo da sofisticação que se deve laborar, a fim de incorporar na praxe diária do consumo, a sedução e o prazer do inebriante hábito de sorver uma xícara de café, produzida sob a égide da paixão pela excelência e sob a paixão pela paixão. Mesmo ante das exigências de mercado, é interessante ponderar que um café elaborado com paixão é diferente. Não tem gosto de McDonalds: mesma cara, mesmo padrão, ainda que isso signifique produção de alimentos seguros. O padrão é a garantia de que o consumidor irá sempre repetir a mesma experiência, contudo, se a intenção é criar especialistas no assunto, é interessante ponderar sobre os domínios da paixão, que leva à expertise, à obsessão pela qualidade e à diferenciação sutil. Se não houver esse cuidado, talvez o ritual do consumo se banalize, ainda que as cafeterias estejam cada vez mais sofisticadas, o barismo ganhe mais espaço como atividade profissional e o negócio de cafés especiais ganhe projeção junto aos consumidores. Não basta um discurso de marketing, é preciso encantar por meio da mágica que é a interpretação dos segredos inerentes a cada xícara de café. Confesso, em particular, que em sete anos de envolvimento com o mercado do café, somente uma marca me proporcionou isso. Não sei se é a marca do produto industrializado, se era a safra do produto, ou se era o momento feliz que vivia. Mas é certo que eu nunca fui capaz de esquecer o sabor achocolatado, levemente frutado, com algumas notas muitíssimo suaves de amêndoas que aquele café tinha. Provei de um café mágico, mirífico, como aquele que encantou Kaldi, nas montanhas Abissínias. E olha que não era ganhador de concurso de qualidade nem tampouco vinha em uma embalagem sofisticada. Na verdade, era um café com alma e assinatura de autor apaixonado. E imprimir isso na xícara do consumidor é que são elas. Reflito que a minha satisfação, quanto consumidora, seja conseqüência de um árduo trabalho de bastidores, onde a sinergia da equipe se converte em um soneto afinadíssimo, onde a qualidade é o regente e as partituras, uma mistura sutil e intensa dos anseios do consumidor com a obsessão de fazer e oferecer o que há de melhor. Nesse sentido, a certificação e a rastreabilidade deixam de ter um cunho meramente capitalista voltados à criação de vantagens competitivas e comparativas e a atendimento das exigências do mercado. Assumindo, assim, espaço no mundo corporativo, como cuidados oferecidos a uma obra de arte pelo artista apaixonado pelo seu trabalho. Nesse contexto de sucesso, então, sem dúvida, a riqueza é uma conseqüência do prazer. Que se lance mão de todos os ferramentais existentes para a construção da qualidade dentro do contexto da cadeia agroindustrial do café, mas que, jamais em função disso, perca-se a alma. Há de se pensar na poesia então, aquela onde se torna permissiva a torra individualizada de grãos com favas diferentes, a produção da mescla posteriormente, o descanso suave dos grãos para ohttp://www.coffeebreak.com.br/assinantes/edic-not.asp?ID=1797&NT=8 18/10/2007
  3. 3. Café - Informativo Coffee Break Page 3 of 3 desprendimento dos gases carbônicos, a regulagem do moinho, a dança das mãos do barista, os cuidados com a xícara e com a temperatura da água, a apreciação da suavidade do creme descendo por aquelas paredes brancas, a se “emulsionarem” no fundo dela em forma de turbilhão e formarem aquela “nata” tom amendoado, que suavemente impregna o paladar com uma silenciosa assinatura de arte de seu artista. Algo como sorver Portinari transformado em café. Que o marketing, então, corrobore para o desenvolvimento da sensibilidade dos consumidores para que o estado da arte cafeeira seja percebido e amado em profundidade. Menu desta edição Última edição Preparar para Imprimir HOME PAGE INFORMATIVO COFFEE NEWS O CAFEZAL SABOR CAFÉ SOBRE O SITE FÓRUM DO CAFÉ Coffee Break - Editado por Textuando Editora - Rua Sargento Wilson Abel de Oliveira, nº 42, sala 21, Caixa Postal nº 5 - Garça (SP) - CEP 17400-000 Fone/fax: (14) 3406-3305 - E-mail: coffeebreak@coffeebreak.com.br - Editor e Web Master: Vanderley Sampaio (Mtb nº 27.413-DRT-SP) Colaboração: Paulo André C. Kawasaki (Mtb nº 43.776-DRT-SP) - Web Designer: Andréa Carolina Batista e Marcos Alves de Souza.http://www.coffeebreak.com.br/assinantes/edic-not.asp?ID=1797&NT=8 18/10/2007

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