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Lean Startup17 | P á g i n a2.1-2 As Lean Startup com implantação a nível nacionalA nível Nacional começam a surgir também...
Lean Startup18 | P á g i n ainvestidores, fundamentalmente em Portugal em que essa figura ainda é rara deencontrar.Partira...
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Olhando a Word Wide Web segundo a perspectiva triangular baseada na relação entre a ligação da tecnologia utilizada no desenvolvimento das aplicações, o modelo de negócios mais apropriado associado com uma estratégia de Marketing Relacional. Será pertinente verificar como se deve realizar a articulação entre estes tês vértices, de forma a que a sua combinação seja geradora de mais valor.

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Lean startup

  1. 1. Lean StartupUma abordagem sobre a agilização de Processos na criação de projectos empresariais deSoftwarePor:Maria Antónia de Oliveira Dias Alves Pimenta FerreiraJaneiro 2012
  2. 2. Lean Startup2 | P á g i n aÍndicePáginaIntrodução 3I) Conceito de Startup 4II)Conceito Lean 81- História do Conceito Lean 82- Evolução do Conceito Lean 93- Lean Software Development 11III) Lean Startup 131- Conceito e Técnicas do Lean Startup 132- O Sucesso do Lean Startup 162.1- As Startups de Sucesso 162.1-1 As do Lean Startups com implantação a nível mundial 162.1-2 As do Lean Startups com implantação a nível nacional 17Conclusão 19Bibliografia / Webgrafia 20
  3. 3. Lean Startup3 | P á g i n aIntroduçãoOlhando a Word Wide Web segundo a perspectiva triangular baseada na relação entre aligação da tecnologia utilizada no desenvolvimento das aplicações, o modelo de negóciosmais apropriado associado com uma estratégia de Marketing Relacional. Será pertinenteverificar como se deve realizar a articulação entre estes tês vértices, de forma a que a suacombinação seja geradora de mais valor.Valor criado a partir de boas “visões” gera software de sucesso e necessariamenteempresas de sucesso.Os sinais da "crise", que se fazem sentir atualmente de forma evidente, tornam ainda maisimperativo que as organizações se concentrem na redução das actividades que nãoacrescentam valor – menos desperdício, incrementando, simultaneamente, odesenvolvimento de uma mentalidade aberta à criatividade e à inovação – mais valor,evitando estratégias de curto prazo, de forma a demonstrar a sustentabilidade do negócio atodas as partes interessadas – mais respeito pelas pessoas.
  4. 4. Lean Startup4 | P á g i n aI) Conceito StartupStartup pode ser definido como um modelo embrionário de criação de pequenos projectosempresariais, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras,frequentemente de base tecnológica.Com o desenvolvimento do hardware e software de suporte das tecnologias deinformação e comunicação, permitindo o aumento exponencial de utilizadores da internet,a Web tornou-se numa das maiores se não a maior das plataformas de negócio a nívelmundial e local por excelência de implementação de um grande número de Startups.O termo Startup possui uma herança de empreendorismo e inovação bastante forte, quenos pode recordar empresas como a Google, Yahoo, Ebay , Paypal, Flickr, Youtube e maisrecentemente o fenómeno da Facebook, entre muitas outras, que beneficiaram decrescimentos explosivos, liderando hoje os segmentos de mercado onde actuam.Segundo Yuri Gitahy especialista em startups, investidor-anjo (BA) e conselheiro deempresas de tecnologia, em entrevista à revista VISÃO, a 20 de Outubro de 2010, tudocomeçou durante a época que denominaram de bolha da Internet, entre 1996 e 2001.Apesar de usado nos EUA há várias décadas, só na bolha “.com” o termo "startup"começou a ser usado pelo resto do mundo. Significava um grupo de pessoas quetrabalhava com uma ideia diferente que, aparentemente, poderia realizar dinheiro. Alémdisso, "startup" sempre foi sinônimo de iniciar uma empresa e colocá-la emfuncionamento.Mas qual o conceito a que os investidores chamam de startup?Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa no seu período inicial pode serconsiderada uma startup. Outros defendem que uma startup é uma empresa com custosde manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cadavez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversosespecialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelode negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.Apesar de curta, essa definição envolve vários conceitos:- Um cenário de incerteza significa que não há como afirmar se aquela ideia e projeto deempresa irão realmente dar certo - ou pelo menos provarem ser sustentáveis.- O modelo de negócios é como a startup gera valor - ou seja, como transforma o seutrabalho em dinheiro. Por exemplo, um dos modelos de negócios do Google é cobrar porcada click nos anúncios mostrados nos resultados de busca - e esse modelo também éusado por muitos outros motores de busca. Um outro exemplo seria o modelo de negóciode direitos de autor: em que o seu utilizador paga royalties por uma marca, mas temacesso a uma receita de sucesso com suporte no criador dessa marca ou produto - e porisso aumenta as hipóteses de gerar lucro.
  5. 5. Lean Startup5 | P á g i n a- Ser repetível significa ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escalapotencialmente ilimitada, sem muitas personalizações ou adaptações para cada cliente.Isso pode ser feito tanto ao vender a mesma unidade do produto várias vezes, ou tendo-ossempre disponíveis independente da procura. Uma analogia simples para isso seria omodelo de venda de filmes: não é possível vender a mesma unidade de DVD várias vezes,pois é preciso fabricar um diferente a cada cópia vendida. Por outro lado, é possível serrepetível com o modelo pay-per-view (modelo utilizados nos “vídeo Clubes” dosoperadores 3 Play para televisão digital Meo ou Zon por exemplo) – em que o mesmofilme é distribuído a qualquer um que queira pagar por ele sem que isso tenha impacto nadisponibilidade do produto ou no aumento significativo do custo por cópia vendida.- Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que issoinfluencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos crescendo bemmais lentamente. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros egerando cada vez mais riqueza.É justamente por esse ambiente de incerteza (até que o modelo seja encontrado) quetanto se fala em investimento para startups - sem capital de risco, é muito difícil persistirna busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita. Após a comprovação deque ele existe e a receita começar a crescer, provavelmente será necessária uma nova levade investimento para essa startup se tornar uma empresa sustentável. Quando se tornaescalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa. Casocontrário, ela precisa de se reinventar - ou enfrenta a ameaça de morrer prematuramente.A esse ambiente de incerteza que caracteriza uma startup, embora baseado e bemfundamentado num modelo de negócios, na identificação dos cinco elementos principaisque o compõem:- Modelo de proposta de valor ou a forma como a empresa de startup define qual oseu diferencial de mercado e como se destaca dos demais que operam nesse mesmomercado.- Modelo de interface com o consumidor, ou seja, como é realizado o interface com osseus utilizadores/clientes /consumidores.- Modelo de operação, entendido como qual a melhor forma para levar o seu produtoaté aos seus utilizadores/clientes/consumidores.-Modelo estratégico ou identificação de como serão atingidos os objectivosestratégicos, tais como a missão da empresa/startup, a sua visão, os seus valores etodas as competências necessárias ao seu adequado funcionamento.- Modelo económico na perspectiva da demonstração da viabilidade financeira.E ainda que associado com uma estratégia de Marketing Relacional, filosofia que apontano sentido de uma relação mais individualizada e de aprendizagem com cada um dos seus“clientes” (utilizadores/clientes/consumidores), através de uma grande interactividade, de
  6. 6. Lean Startup6 | P á g i n amodo a obter a informação para conseguir oferecer produtos/serviços ajustados às suasnecessidades específicas.A “visão” (ideia/projecto) alicerçado numa correcta fundamentação de modelo denegócio, e uma estratégia de Marketing, não é na grande maioria dos casos, condição sinequa non para despertar o interesse de investidores, tão necessário à obtenção do capitalde risco necessário ao arranque de uma startup.Este paradigma embora seja mais fácil de superar em países como os Estados unidos daAmérica, nomeadamente no centro nevrálgico da tecnologia mundial, Silicon Valley, localpor excelência da existência de grande quantidade de investidores, com visão para oinvestimento em sartups, onde está sediado Sean Parker (General Partner e FoundersFund) inicialmente conhecido como criador do Napster e que entre muitos investimentosem startups e cargos como presidente do Facebook, é um “pesquisador de talentos” e de“visões”, o que o tornou um empresário de enorme sucesso.Silicon Valley, será pois o local no mundo onde se concentram as maiores empresas deíndole tecnológica do mundo geradas a partir de startups e consequentemente a sede dosdenominados BA- Business Angels.O que são Business Angels e para que servem?Business Angels são capitalistas de risco individuais que cobrem as necessidades definanciamento a que o Capital de Risco institucional não dá resposta, nomeadamente osprojectos de capital semente e de capital inicial vulgarmente designado por startups. Nasua maior parte, antigos empreendedores que alienaram, na totalidade ou em parte, o seunegócio e que pretendem reinvestir uma parte dos seus capitais em empresas que lhespossam permitir continuar a participar no “jogo” empresarial e obter resultados atractivosno futuro.As motivações que se encontram subjacentes aos Business Angels reflectem o seu perfil:enquanto investidores pretendem conseguir uma mais-valia a médio prazo, no momentoda venda ou entrada da empresa num mercado bolsista. Enquanto antigosempreendedores, procuram reviver – ou continuar a viver - o entusiasmo e a excitaçãoque se encontram associados à criação de uma empresa, em especial no domínio dastecnologias de informação, onde o desenvolvimento é normalmente espectacular erápido.Numa operação de Capital de Risco, o grau de liberdade de gestão do empreendedor podevariar muito, mas normalmente a gestão operacional fica 100% a seu cargo. O investidorfica normalmente com funções de assessoria à gestão.Na nomenclatura anglo-saxónica existem dois termos que definem este tipo de relação:“hands-on” e “hands-off”. Quando um investidor é do segundo tipo, a sua contribuição émeramente financeira e todas as responsabilidades de gestão ficam a cargo doempreendedor. O investidor exige pouco mais do que um relatório mensal das actividadesda empresa. De qualquer forma, os acordos contratuais definem qual o tipo de decisõesque podem merecer aprovação do investidor (decisões estratégicas ou grandes
  7. 7. Lean Startup7 | P á g i n ainvestimentos). Quando o investidor é “hands-on”, entra também com as suascompetências ou contactos, e procura ter um envolvimento ativo na gestão da empresa.Ele procura encorajar as equipas, estimulá-las e mantê-las, mas também dizer-lhes onde equando elas se desviam do rumo traçado.Em países como Portugal, quer o conceito de startup, quer o surgimento dos BusinessAngels estão ainda a dar os primeiros passos, o que torna a criação de startups muito maisdifícil de concretizar, provocando que muitos projectos e visões (ideias) não passem dopapel, ou geralmente, quando as startups são criadas, o investidor do capital de risco ousemente como também vulgarmente é designado é simultaneamente o criador doprojecto.Mas será que Startups são somente empresas de internet?Não necessariamente. Elas só são mais frequentes na Internet porque é bem mais baratocriar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, porexemplo, e a web torna a expansão do negócio bem mais fácil, rápida e barata - além davenda ser repetível. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patenteinovadora pode também ser uma startup - desde que ela comprove um negócio repetível eescalável.
  8. 8. Lean Startup8 | P á g i n aII) Conceito Lean1- História do Conceito LeanO conceito ou filosofia Lean como alguns investigadores preferem denominar-lhe, emboraseja novo na sua implementação em algumas áreas, bebe nos seus principais pressupostosconceitos que datam de há dois seculos.Desde o final de 1890, Frederick W Taylor inovou ao estudar e divulgar a gestão científicado trabalho, que teve como consequências a formalização do estudo dos tempos e oestabelecimento de padrões.Frank Gilbreth acrescentou às técnicas criadas por Frederick W Taylor a decomposição dotrabalho em movimentos elementares.Surgiram então os primeiros conceitos de eliminação do desperdício e os estudos sobre omovimento.Henry Ford, em 1910, inventou a linha de montagem para o Ford T, produto padrão.Alfred P. Sloan aperfeiçoou o sistema Ford introduzindo na GM o conceito de diversidadenas linhas de montagem.Após a Segunda Guerra Mundial, Taiichi Ohno e Shingeo Shingeo criaram, para a Toyota,os conceitos do «just-in-time», «waste reduction», «pull system» que, acrescidos a outrastécnicas de introdução de fluxo, criaram o Toyota Production System (TPS).Desde esse período, o TPS nunca parou de evoluir e de se aperfeiçoar. James Womack em1990 sintetizou esses conceitos para formar o Lean-Manufacturing, enquanto que o“know-how” japonês se difundiu por todo o Ocidente à medida que se torna evidente osucesso das empresas que aplicam esses princípios e técnicas.A utilização do conceito Lean-Manufacturing traria às empresas consequências financeiras,como a redução dos activos circulantes (stocks e trabalhos em curso), a redução doscapitais utilizados, o aumento de tesouraria, a melhoria do retorno sobre investimento,bem como trabalho sobre a produtividade e rentabilidade da conta de ganhos e perdasatravés da redução dos custos de produção. Consequências industriais como a reduçãodos investimentos para produção igual, o aumento da produção com um investimentoconstante, a produção ecológica, fábricas mais compactas bem como a melhoria daqualidade. Consequências comerciais traduzidas na produção adaptada à procura docliente, na redução dos prazos de entrega e numa maior satisfação do cliente.
  9. 9. Lean Startup9 | P á g i n a2- Evolução do Conceito LeanJames Womack e Daniel Jones criaram o termo "Lean Thinking" (ou "Mentalidade Enxuta")para denominar uma filosofia de negócios baseada no Sistema Toyota de Produção e noconceito Lean-Manufacturing, que olha com detalhe para as atividades básicas envolvidasno negócio e identifica o que é o desperdício e o que é o valor a partir da ótica dos clientese utilizadores.As práticas envolvem a criação de fluxos contínuos e sistemas exigentes baseados nanecessidade real dos clientes, a análise e melhoria do fluxo de valor planeados e da cadeiacompleta, desde as matérias-primas até aos produtos acabados, e o desenvolvimento deprodutos que efetivamente sejam soluções do ponto de vista do cliente. A adoção dessafilosofia tem trazido resultados extraordinários para as empresas que a praticam.Originalmente concebida por Taiichi Ohno e colaboradores, essencialmente como práticasindustriais, têm sido gradualmente disseminadas em todas as áreas da empresa e tambémpara empresas dos mais diferentes tipos e setores, tornando-se efetivamente uma filosofiae uma cultura empresarial.Os resultados obtidos geralmente implicam num aumento da capacidade de oferecer osprodutos que os clientes querem, na hora que eles querem, aos preços que eles estãodispostos a pagar, com custos menores, qualidade superior, "lead times" (tempos curtos),garantindo assim uma maior rentabilidade ao negócio em que for aplicado. Desenvolvidooriginalmente no ambiente de produção industrial, o lean thinking vem sendo aplicado,com grandes resultados na eliminação de desperdícios, nos diferentes departamentos dasorganizações, dentro de um novo conceito denominado "Lean Enterprise" (administração,desenvolvimento de produto e produção), bem como em empresas de diversos setores,tais como: automobilístico, aeronáutico, eletrónico, serviços, construção, saúde, etc.O processo de pensamento de cinco passos para orientar a implementação de técnicaslean é fácil de lembrar, mas nem sempre fácil de alcançar:1. Definir precisamente o valor a partir da perspectiva do cliente final, em termos de umproduto específico, com capacidades específicas, oferecidas a um preço específico e numdeterminado espaço de tempo.2. Identificar todas as etapas do fluxo de valor para cada família de produtos, eliminandosempre que possível, os passos que não criam valor.3. Fazer com que os passos de criação de valor ocorram numa sequência apertadapermitindo assim que o produto flua suavemente em direção ao cliente.4. Projetar e fornecer o que o cliente quer, apenas quando o cliente quer.5. Quando o valor for especificado, fluxos de valor são identificados, os passosdesperdiçados são removidos, e o fornecimento ao cliente é realizado segundo o
  10. 10. Lean Startup10 | P á g i n aIdentificar oValorMapa doFluxo deValorCriar FluxoEstabelecero ArranqueProcurar aPerfeiçãoprojetado, começar o processo novamente e continuar até um estado de perfeição que éalcançado quando o valor perfeito é criado sem desperdício.O Lean thinking, enquanto filosofia de gestão, coloca o seu focus na melhoria daprodutividade, na redução ou eliminação de custos e tempos, promovendo as atividadesque realmente acrescentam valor para o cliente. Este conceito ultrapassa as fronteiras daindústria e atinge os serviços na generalidade, quer sejam do domínio empresarial oupúblico.Os diferentes domínios de aplicabilidade do Lean thinking levaram à criação das maisvariadas ferramentas Lean como:• Lean Manufacturing Lean Enterprise Lean Software Development• Lean Logistics• Lean Consumption• Lean Project Management• Lean Accounting• Lean Health Care Systems
  11. 11. Lean Startup11 | P á g i n a• Lean Management• Lean Supply Chain• Lean Services• Lean 6 Sigma• Lean Governance• Lean X• Lean Research• Lean Training• Lean Construction• Lean Transformation(entre outras).3- Lean Software DevelopmentNa área de software o "Lean Thinking" é conhecido por Lean Software Development (LSD).Os objetivos são desenvolver o software em menos tempo, com menos orçamento, e commenos defeitos.Lean Software Development não é uma metodologia de gestão ou de desenvolvimento persi, mas oferece princípios que são aplicáveis em qualquer ambiente para melhorar odesenvolvimento de software.Os princípios no desenvolvimento do software: Eliminar o DesperdícioFuncionalidades Extras - É necessário um processo que permita criar apenas os20% de funcionalidades que dará 80% de valor. Não se especifique demasiadocedo. Criar ConhecimentoPlanificar é muito importante. Aprender é essencial. O futuro é criado comfeedback, não com planos adivinhatórios, os padrões devem ser melhoradoscontinuamente.
  12. 12. Lean Startup12 | P á g i n a Produzir com qualidadeSe rotineiramente se encontra defeitos nos sistemas num processo de verificação,é porque o processo está defeituoso. (TDD e testes de aceitação automatizados,integração continua) Adiar decisões e comprometimentosEliminar a ideia de que iniciar o desenvolvimento deve acontecer através de umaespecificação completa.Arquitetura deve suportar a adição de qualquer nova funcionalidade a qualquermomento.Aprender o máximo possível até se tomar uma decisão irreversível. Entregar rápidoEmpresas que competem com base na velocidade possuem uma grande vantagemem custo, entregam qualidade superior e são mais alinhadas às necessidades dosclientes. Diminuir o tempo entre ciclos com menos funcionalidades e menos itensem processo. Estabelecer uma velocidade confiável e cíclica com odesenvolvimento interativo. Respeitar as pessoasEquipas despontam através de Orgulho, Comprometimento, Confiança. Osmembros estão mutualmente comprometidos a alcançar um objetivo comum. Melhorar o sistemaFoco sobre Toda a Cadeia de Valor - Da requisição do cliente à instalação dosoftware.
  13. 13. Lean Startup13 | P á g i n aIII) Lean Startup1- Conceito e Técnicas do Lean Startup“Lean Startup” pode ser definida como uma filosofia para o desenvolvimento de novasestratégias de negócio.Desenvolvida por Eric Ries considerado um dos melhores jovens empresários de SiliconValley na área do Negócio Eletrónico, que define de forma genérica que “Startup mais doque inteligência, mais do que dinheiro, mais do que trabalho duro e empenho Startup éuma visão. “A Lean Startup é a forma prática de implementar a cultura de aprendizagem necessáriapara as Startups, principalmente para o caso das empresas de software. Essa filosofia estáa ganhar cada vez mais influência nos círculos de empreendorismo tecnológico em todo omundo, especialmente no epicentro, Silicon Valley, onde os efeitos da crise econômicatêm refletido bastante na quantidade de Capital de risco disponível, o queconsequentemente tem obrigado as Startups a serem muito mais eficientes e objetivas.A premissa principal da Lean Startup é de que quanto maior a velocidade e menor o custode cada grande interação – onde a Startup valida ou elimina hipóteses importantes sobre oseu produto ou mercado – maiores são as suas hipóteses de sucesso. Não são raros oscasos onde essas interações resultam em mudanças significativas na ideia original dosfundadores, a que Eric Ries chama de “pivôs”. De facto, em retrospectiva, um ponto emcomum que caracteriza a grande maioria das Startups de sucesso (ex. Paypal, Flickr, eBay,Youtube, etc.), é que estas souberam modificar esses “pivôs” conforme iam descobrindonovas evidências sobre o seu negócio.A Lean Startup baseia-se na combinação do seguinte tripé:- Customer Development: Processo interativo que parte da premissa de que “os factosestão fora do centro de desenvolvimento, dentro dele só existem opiniões”, e que oempreendedor os deve procurar o mais rápido possível antes de validar as suas hipótesesfundamentais no mercado.O modelo é composto por quatro passos, que devem ser aplicados com rigor nosobjetivos, mas com flexibilidade nos métodos, de acordo com o tipo de negócio daStartup. A figura abaixo ilustra essas etapas:
  14. 14. Lean Startup14 | P á g i n aResumidamente, a descrição de cada passo é a seguinte:- Customer Discovery: Testes das hipóteses de mercado e entendimento dosproblemas dos clientes pelos criadores do projeto, verificando se o produto propostoatende essas necessidades de forma satisfatória. Procurando responder à questão: osclientes querem o seu produto?- Customer Validation: Validação do processo de vendas e distribuição do produto,onde se desenvolve um modelo de negócio replicável e escalável. Procurandoresponder à questão: os clientes efetivamente pagam pelo seu produto?- Customer Creation: Criação da exigência de escalonamento das vendas. É a etapa(e só aqui) onde é feito o lançamento das campanhas de Marketing (MarketingLaunch).- Company Building: Criação e prática de processos para “lubrificar a máquina” efinalizar a transição de uma organização focada numa “Procura de negócio”, para umafocada na execução. É a fase onde a empresa tem o desafio de crescer e chegar aopúblico.- Desenvolvimento Ágil: Aplicação de metodologias tais como XP (metodologia assentenos quatro valores: As Pessoas e as interações entre elas são mais importantes queprocessos e ferramentas; O Software em funcionamento é mais importante que umadocumentação abrangente; A colaboração com o cliente é mais importante quenegociação de contratos; Responder às mudanças é mais importante que seguir umplano), ajustadas para o ambiente das Startups, que possibilitam grande redução dotempo em cada intervenção no desenvolvimento, aumentando a velocidade da “Procurade negócio” através de feedback real dos clientes/utilizadores.- Plataforma Tecnológica: Uso de serviços, frameworks e tecnologias diversas (WordPress,Google Adwords, etc), que garantem baixo custo e uma agilidade sem precedentes naconstrução de produtos de base tecnológica.Em suma o Lean Startup parte do princípio que tanto o problema (ideia ou necessidade docliente) quanto a solução (produto) são desconhecidos e que a descoberta de ambos é umprocesso interativo que aglutina o desenvolvimento do produto com atividades deCustomer Development, seja por investigação qualitativa (entrevistas, testes deusabilidade, …) ou seja por experimentação quantitativa com software em produção comclientes reais. A figura seguinte ilustra essa integração.
  15. 15. Lean Startup15 | P á g i n aIdeiasConstruçãoCódigoMonotorizaçãode TempoDadosAprendizagemPara o caso das experimentações quantitativas, Eric Ries fez um diagrama simplificado queele chama de Loop Fundamental de uma Lean Startup e ilustra como uma equipa deveproceder nas atividades dentro de um centro de desenvolvimento de software.Atingindo assim a premissa principal do Lean Startup quanto maior a velocidade deconstrução de código e menor o custo de cada repetição maiores são as possibilidades deSucesso.
  16. 16. Lean Startup16 | P á g i n a2- O Sucesso do Lean StartupEmbora este conceito só tenha sido criado em 2008, ele caracteriza a grande maioria dasStartups bem sucedidas, como a Paypal, Flickr, eBay, Youtube, Facebook, entre muitasoutras como anteriormente foi referido. Muitas dessas statups embora não partissem detodas as premissas do conceito actual do Lean Startup, utilizaram já os seus conceitos baseno seu desenvolvimento.2.1- As Lean Startups de SucessoMuitas são as Startups de sucesso actuais que utilizaram o conceito Lean Startup, desde oinício da sua implementação, tornando-se empresas de sucesso, umas a nível mundialoutras com um nível de abrangência de mercado mais local, focadas no país onde foramcriadas.2.1-1. As Lean Startup com implantação a nível mundialA nível mundial poderemos destacar algumas Lean Startup como a DropBox, ou a Grockit.A Dropbox é uma startup que fornece aos seus utilizadoresum serviço para armazenamento de ficheiros digitais dosmais diversos tipos e formatos, baseado no conceito de"computação em nuvem" ("cloud computing") a Dropboxdisponibiliza enormes e poderosas centrais decomputadores que conseguem armazenar os ficheiros dosseus utilizadores espalhados pelo mundo. Uma vez que os ficheiros sejam copiados para osservidores da Dropbox, passarão a ficar acessíveis a partir de qualquer lugar que tenhaacesso à internet. O princípio é o de manter arquivos sincronizados entre doiscomputadores que tenham o Dropbox instalado.A Grockit é uma startup, cujo conceito assenta numa redesocial de aprendizagem. Através da Grockit, osutilizadores/alunos podem fazer testes das mais variadasdisciplinas, exercitando e testando assim os seusconhecimentos. Esta rede social aos seus utilizadores/alunosa partilha e colaboração de informação didáctica on-line comoutros utilizadores/alunos. A Grockit disponibiliza aos seusutilizadores/alunos um programa de preparação para osprincipais exames dos diversos graus de ensino nos EUA, através de um vasto reportóriode exames standard. A Grockit acredita que as pessoas aprendem melhor através desituações ensino entre os seus pares (aluno para aluno) do que através do conceito doensino normal professor para aluno. A tecnologia da Grockit assenta na integração deelementos de inteligência artificial.
  17. 17. Lean Startup17 | P á g i n a2.1-2 As Lean Startup com implantação a nível nacionalA nível Nacional começam a surgir também já algumas Lean Startup de sucesso das quaisse referência a LeanDo e a ServidorEscola.A LeanDo Technologies SA é uma Lean Startup dedesenvolvimento de Software com sede em Lisboa euma empresa do grupo internacional WhatEver, grupoexistente desde 1997.Focados na agilização de processos na produção de Software, oferecendo serviços nasáreas, Financeira, Logística, Educação e Utilitários, em plataforma multi-idioma. Realizam oseu desenvolvimento de Software em Java, PHP, C#, SugaCRM. É prática comum no seudesenvolvimento de aplicações utilizarem o conceito LSD (Lean Software Development).A ServidorEscola é uma Startup construída de raizatravés do conceito de Lean Startup na área doSoftware de Gestão Escolar. Construída a partir da“Visão” pivô de desenvolvimento de um softwareinexistente no mercado. Software esse quepermitisse realizar a Gestão de Contas de Gerênciadas escolas. Os seus fundadores realizaram o seu modelo de negócio, para a sua ideia pivô,baseado numa aplicação pensada para ser executada em ambiente de rede local. A equipade fundadores formada por três elementos com experiência no ensino e simultaneamenteno desenvolvimento de Software enquanto freelancers, capacidades técnicas achadassuficientes para a construção da Startup, depressa se depararam com os primeirosproblemas.- Toda a aplicação teria que ser construída como um todo logo numa primeira versão betade teste.- Questionando-se se seria suficiente o retorno da informação (erros, sugestões,satisfação) da utilização dessa versão, apenas por uma ou duas escolas teste.- Os custos de assistência e manutenção do produto.- Os custos de distribuição do produto.- Os custos associados ao marketing.Perante tal cenário e verificando que o capital semente (risco) necessário, seria elevadopara as capacidades financeiras de investimento dos fundadores e tendo estes bempresente a noção que não basta uma boa ideia, fundamentada num bom modelo denegócio e associado a uma boa estratégia de Marketing, para cativar e angariar
  18. 18. Lean Startup18 | P á g i n ainvestidores, fundamentalmente em Portugal em que essa figura ainda é rara deencontrar.Partiram então para a reformulação da ideia Pivô. Dessa reformulação, resultaram asseguintes modificações:- Construção de uma plataforma Web.- A aplicação estava incluída num portal.- Atribuir acesso gratuito durante um período que foi definido pelos fundadores.-Inclusão da Funcionalidade de Comunicação via email de “Anomalias”, “Sugestões” e“Reclamações” logo desde a colocação do portal on-line.Esta reformulação do Pivô levou à reestruturação do modelo de negócio e do tipo deMarketing utilizado o que permitiu a construção da Startup, pois o capital semente reduziupara valores substancialmente inferiores.A comunicação intensa com os utilizadores permitiu agilizar os processos provocandoalterações de código mais rápidas indo de encontro às expectativas e necessidades dosutilizadores. As diversas sugestões dos utilizadores provocaram alterações ao pivô,acrescentando-lhe novas ferramentas e funcionalidades para satisfação dos mesmos.Algum tempo após a fase de implementação e do tempo de utilização gratuita a ServidorEscola possuía já uma carteira de clientes considerável, tornando-se numa empresa comlucros “razoáveis” segundo os seus fundadores.
  19. 19. Lean Startup19 | P á g i n aConclusãoA escolha o tema “Lean Startup” não foi um acaso, mas sim por acreditar que esteconceito de agilização de processos será o futuro das Startups de sucesso, quer a nívelMundial quer Nacional.As Startups possuem uma herança de empreendorismo e inovação bastante forte e poderáser uma das formas de ultrapassar a depressão económica atualmente existente.Apoiada nos testemunhos das Lean Startup de sucesso que investiguei e especialmente doúltimo caso relatado, a Startup “ServidorEscola”, é minha plena convicção, de que este é ocaminho a seguir na criação de empresas de índole tecnológica e que a sua plataforma porexcelência será a world Wide Web pois elimina quaisquer fronteiras ou quaisquer tipo debarreiras como a linguística.Para terminar, gostaria de voltar a citar o autor deste conceito, Eric Ries“Startup mais do que inteligência, mais do que dinheiro, mais do quetrabalho duro e empenho Startup é uma visão. “
  20. 20. Lean Startup20 | P á g i n aBibliografiaTaborda, Ana (2006). “O que é uma Startup?”. Diário EconómicoAntunes, Joaquim e Rita, Paulo (2008). “O Marketing Relacional como novo paradigma”.Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão.Pinto, J. P. (2006). “Gestão de Operações”. LIDEL Edições Técnicas.Yuri, Gitahy (2010). “Afinal o que é uma Startup”. Revista VISÃOWebgrafiahttp://www.youtube.com/watch?v=zGXAVw3vF9A&feature=player_embeddedhttp://www.startuplessonslearned.com/http://theleanstartup.com/http://www.leandotech.com/http://www.slideshare.net/venturehacks/customer-development-methodology-presentationhttp://www.ipei.pt/index.php?option=content&task=view&id=56http://www.lean.orghttp://www.apba.pthttps://plus.google.com/106645217405104240059/posts/fBdT4at8pHh#106645217405104240059/posts/fBdT4at8pHh

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