Guiné bissau

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Guiné-Bissau, poeta Hélder Proença

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Guiné bissau

  1. 1. Guiné-Bissau http://4.bp.blogspot.com/-Oxa9_U8M-I0/UVHz6WFZ8II/AAAAAAAAAEU/jCdublbg8U8/s1600/mapa-guine-bissau.gif
  2. 2. Página2 O primeiro contacto dos portugueses com a costa litorânea da actual Guiné-Bissau1 deu-se em 1446 numa área exclusivamente habitada por populações animistas. Nessa altura o "Mandimansa" (Imperador mandinga) do Malí era quem exercia influência em grande parte da região do interior. Depois da queda do império, as províncias, particularmente a de Gabú, formaram reinos independentes, que por sua vez, devido a guerras constantes se enfraqueceram e desapareceram. Em 1884-1886, dá-se a divisão da África pelas potências coloniais na célebre Conferência de Berlim. A Guiné-Bissau, agora com as suas fronteiras traçadas, foi entregue a Portugal. Porém, as subsequentes tentativas de ocupação e colonização portuguesas não se fizeram sem resistência das populações locais. A última delas ocorreu em 1936 com a revolta dos bijagós de Canhabaque. Vinte anos mais tarde (1956), Amílcar Cabral e mais cinco correligionários fundam o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (P.A.I.G.C.). Em 1963, face a intransigência de Portugal, o P.A.I.G.C. passa a acção armada com vista a liquidação do colonialismo português. 1 http://www.tchando.com/gui4.html
  3. 3. Página3 A 24 de Setembro de 1973 é proclamado unilateralmente o Estado da Guiné-Bissau que Portugal reconhecerá formalmente em 1974. Desde então, o jovem Estado foi governado pelo P.A.I.G.C. até ao levantamento militar de 1998, que culminou com a realização de eleições legislativas e presidenciais. HÉLDER PROENÇA 2 Escritor da Guiné – Bissau, envolveu-se, nos anos 70, no movimento independentista do seu país, abandonando os estudos liceais e partindo para a guerrilha em 1973. Após o 25 de Abril, regressou a Bissau, prosseguindo os seus estudos. Foi responsável-adjunto pelo sector de educação na região de Bolama e professor de história. Frequentou, em 1979 e 1980, um curso de Planificação Regional no Rio de Janeiro. De regresso à Guiné, trabalhou como quadro no ministério da cultura, sendo ainda deputado na Assembleia Nacional Popular e membro do Comité Central do PAIGC. 2 http://lusofonia.com.sapo.pt/guine.htm http://i145.photobucket.com/albums/r205/micaelense/Helder_Proenca.jpg?t=1324053759
  4. 4. Página4 Hélder Proença começou por se dedicar à literatura era ainda adolescente, escrevendo poemas anticolonialistas, de afirmação da identidade nacional, que acompanharam a sua actividade política. Os textos desta fase foram reunidos no volume Não Posso Adiar a Palavra, editado apenas em 1982. Este carácter panfletário foi-se atenuando progressivamente, embora o autor nunca tenha descurado uma vertente de intervenção política e social. Considerado um das grandes figuras da nova literatura guineense, escrevendo tanto em português como em crioulo, foi o co-organizador e prefaciador da primeira antologia poética do seu país Mantenhas Para Quem Luta! (1977). Alguma da sua produção continua inédita. Não posso adiar a palavra Quando te propus um amanhecer diferente a terra ainda fervia em lavas2012-08-31 e os homens ainda eram bestas ferozes
  5. 5. Página5 Quando te propus um amanhecer diferente a terra ainda fervia em lavas2012-08-31 e os homens ainda eram bestas ferozes Quando te propus a conquista do futuro vazias eram as mãos negras como breu o silêncio da resposta Quando te propus o acumular de forças o sangue nómada e igual coagulava em todos os cárceres em toda a terra e em todos os homens Quando te propus um amanhecer diferente, amor a eternidade voraz das nossas dores era igual a «Deus Pai todo poderoso criador dos céus e da terra» Quando te propus olhos secos, pés na terra, e convicção firme surdos eram os céus e a terra receptivos as balas e punhais as amaldiçoavam cada existência nossa Quando te propus abraçar a história, amor tantas foram as esperanças comidas insondável a fé forjada no extenso breu de canto e morte Foi assim que te propus no circuito de lágrimas e fogo, Povo meu o hastear eterno do nosso sangue para um amanhecer diferente! Não posso adiar a palavra Col. Vozes do Mundo, Sá da Costa Editora, Lisboa, 1982

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