O que não expressamos permanece
reprimido
Mark Nepo

Imagens:
Mandalas de flor
by Kathy Klein
Parece que quanto mais nos expressamos, quer dizer, quanto mais
colocamos para fora o que está em nosso interior, mais viv...
Quanto mais acumulamos
em nosso coração e em
nosso cotidiano, mais temos
de nos esforçar para sentir
a vida diretamente.

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Por exemplo, para uma pessoa
que não percebe que está com
catarata, é o mundo que
parece escurecer, não sua
vista.

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Inicialmente, o problema se
originou por querer agradar a
todo custo uma mãe
centralizadora.

Isso me levou a anos de
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Embora esse calo tenha começado
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com minha mãe, isso afetou o modo
como me rela...
Dizer isso agora
tão calmamente não reflete
como foi difícil,
longo e doloroso tomar
consciência desse problema.

Ele veio...
Assim como as flores
precisam de raízes saudáveis
para florescer,
os sentimentos somente podem expressar
sua beleza, quand...
Texto extraído de:
O Livro do Despertar
Mark Nepo
São Paulo
Editora Gente – 2006

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A raiz e a flor

  1. 1. O que não expressamos permanece reprimido Mark Nepo Imagens: Mandalas de flor by Kathy Klein
  2. 2. Parece que quanto mais nos expressamos, quer dizer, quanto mais colocamos para fora o que está em nosso interior, mais vivos estamos. Quanto mais damos voz à nossa dor de viver, menos barreiras entre nossa alma e o mundo. Por outro lado, quanto mais nos reprimimos, quanto mais represamos, e nos fechamos em nós mesmos, menores nos tornamos.
  3. 3. Quanto mais acumulamos em nosso coração e em nosso cotidiano, mais temos de nos esforçar para sentir a vida diretamente. Tanto que nossa vida não expressada pode se tornar um calo que carregamos e cuidamos, mas nunca removemos. A vida pode, de fato, perder sua suavidade. Erroneamente concluímos que ela está perdendo seu sentido, quando somos nós que não estamos sentindo mais o sabor das emoções essenciais.
  4. 4. Por exemplo, para uma pessoa que não percebe que está com catarata, é o mundo que parece escurecer, não sua vista. Quantas vezes achamos o mundo menos estimulante, inconscientes de que nosso coração está diminuído e sufocado por todas as coisas que permaneceram reprimidas? Confesso que, por muitas razões, sempre me senti invisível em minha família e em certos grupos.
  5. 5. Inicialmente, o problema se originou por querer agradar a todo custo uma mãe centralizadora. Isso me levou a anos de mágoas e rejeições nunca reveladas, que formaram um calo no meu coração. Sou e sempre fui uma pessoa muito aberta e sensível, mas, além de certo ponto, meu íntimo não podia ser tocado.
  6. 6. Embora esse calo tenha começado a se desenvolver a partir do relacionamento com minha mãe, isso afetou o modo como me relacionava com qualquer um. Finalmente, percebi que o mundo não estava perdendo sua cor, mas eu é que estava apagando as cores das emoções.
  7. 7. Dizer isso agora tão calmamente não reflete como foi difícil, longo e doloroso tomar consciência desse problema. Ele veio à tona para mim gradualmente, à medida que passei a reconhecer e dar voz à sensação de invisibilidade que carreguei por toda a vida. Parece que a nossa autenticidade está ligada ao que é expresso e ao que é reprimido.
  8. 8. Assim como as flores precisam de raízes saudáveis para florescer, os sentimentos somente podem expressar sua beleza, quando estão cuidadosamente enraizados em nós, rompendo o solo de algum modo e desabrochando. É esse delicado e paradoxal pedacinho de chão entre a superfície e o fundo, entre a flor e a raiz, entre o que é libertado e o que é contido, que continuamente determina se estamos vivendo nossa vida, ou não.
  9. 9. Texto extraído de: O Livro do Despertar Mark Nepo São Paulo Editora Gente – 2006 Imagens: agradecimentos a Vera Alba pelo envio Música; La Puerta Orquestra Romântica Brasileira Formatação: Eliana Crivellari 20/10/2012

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