Caminho para o desenvolvimento 
A Fronteira Oeste e a Campanha estão entre 
as regiões com menor grau de desenvolvimento 
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Conquista que veio das ruas 
Até a publicação da Lei Federal nº 11.640, 
de 11 de janeiro de 2008, que criou a Unipam-pa, ...
Mobilização tomou as cidades 
A partir do primeiro ato, o movimento tomou 
os 23 municípios da área de abrangência das Ur-...
De braços abertos 
Uma universidade nova exige 
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Campus Caçapava do Sul investe no 
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Universidade em construção 
Desde o dia 15 de setembro de 2006, quan-do 
o então ministro da Educação, Fernando Ha-dad, 
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Cursos estão em fase de consolidação 
Recebendo 3.120 alunos por ano, a Uni-pampa 
saiu de 30 cursos de graduação que fun-...
A Unipampa é de todos e para todos 
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é do nosso envolvimento no processo...
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Revista Unipampa_Transforma Caçapava_Revolução_Pimenta_Mainardi

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Revista Unipampa_Transforma Caçapava_Revolução_Pimenta_Mainardi

  1. 1. Caminho para o desenvolvimento A Fronteira Oeste e a Campanha estão entre as regiões com menor grau de desenvolvimento do País. Com a economia baseada na produção primária, apresentam um baixo grau de indus-trialização. Por isso, sofrem, ao longo das últimas décadas, de um grande esvaziamento. Muitos do que deixavam suas cidades partiam em busca da formação acadêmica, já que as universidades ali existentes eram todas privadas. Por tudo isso, era um ambiente favorável para sediar uma das 18 novas universidades fe-derais criadas pelos governos Lula/Dilma dentro do Programa de Expansão do Ensino Universitário. O Brasil mudou muito nos últimos anos. São sete milhões de alunos nas universidades, 49 mil escolas em tempo integral, 422 escolas técnicas federais, além de mais de R$ 200 bilhões que serão destinados à educação nos próximos 10 anos, com o investimento em educação chegando a 10% do PIB (hoje ele é de 6,4%). As pessoas também puderam ser mais bem qualificadas por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec), que já ofertou oito milhões de vagas, com R$ 14 bilhões de in-vestimento e 6,8 milhões de inscritos. E a nossa região, a partir da conquista da Unipampa, instalada em dez municípios, também começa a mudar. Afinal, como disse o presidente Lula, em Bagé, no dia 27 de julho de 2005, quando anun-ciou a criação de nossa universidade: “Atrás de uma universidade vai o conhecimento, vai a pos-sibilidade de desenvolvimento, vai a geração de emprego e vai a formação de gente pobre que nunca sonhou fazer uma universidade”. Nas próximas páginas contaremos a história da conquista e as transformações que a Unipam-pa está produzindo no Pampa Gaúcho.
  2. 2. Conquista que veio das ruas Até a publicação da Lei Federal nº 11.640, de 11 de janeiro de 2008, que criou a Unipam-pa, um longo caminho precisou ser percorrido. A ampla mobilização popular realizada entre os me-ses de abril e julho de 2005 em 23 municípios da Fronteira Oeste e Campanha, que levou mais de 70 mil pessoas às ruas, foi decisiva. Tudo começou quando a direção da Univer-sidade da Região da Campanha (Urcamp), bus-cando alternativas para enfrentar uma das piores crises da instituição em seus 50 anos de vida, procurou o então prefeito de Bagé, Luiz Fernando Mainardi, e o deputado federal Paulo Pimenta. O professor Arno Cunha, que ocupava a reitoria, re-latou a Mainardi e Pimenta a aflitiva situação no dia 27 de fevereiro de 2005. Os dois entraram em campo e marcaram agenda com Tarso Genro, que era ministro da Educação. A Urcamp queria apoio para um plano de estabilização que possibilitasse encaminhar solução para a dívida de R$ 50 milhões e permi-tisse captar recursos para um programa de inves-timentos que levassem à modernização. No encontro do dia 10 de março, Tarso pro-pôs duas medidas. A curto prazo, com apoio dos técnicos do MEC, a elaboração de um plano de captação de verbas juntos às agências oficiais de financiamento. A médio prazo, a mobilização para incluir a universidade no Plano de Expansão do Ensino Universitário, que começava a ser gestado pelo Governo Federal. As propostas foram apresentadas ao Conse-lho da Fundação Atilla Taborda, mantenedora da Urcamp, no dia 24 de março e uma semana de-pois estava formada a Comissão de Mobilização. O primeiro ato público pela federalização da Ur-camp aconteceu no Ginásio Corujão, em Bagé, no 16 de maio, reunindo cerca de três mil pessoas.
  3. 3. Mobilização tomou as cidades A partir do primeiro ato, o movimento tomou os 23 municípios da área de abrangência das Ur-camp. Caminhadas, carreatas, mateadas e comí-cios foram realizados em toda a região, levando milhares de pessoas às ruas para reivindicar a fe-deralização da Urcamp. Foi, sem dúvidas, o maior movimento popular já realizado na região. Diante das dificuldades legais e institucio-nais de federalização da Urcamp, a luta foi dire- O grande dia O dia 27 de julho de 2005 vai entrar para a História da região. Nesta data, Lula, diante de aproximadamente 40 mil pessoas, reunidas na Praça Silveira Martins, anunciou a criação da Uni-pampa, hoje considerada uma das maiores obras já realizadas por um governo em favor do desen-volvimento da Metade Sul do Rio Grande do Sul. Bagé se preparou e se enfeitou para receber as milhares de pessoas que vieram de 22 municí-pios e que estavam integradas ao movimento que superou barreiras ideológicos, religiosas e até clu-bísticas. Era uma luta de todos e para todos. Mais de 250 ônibus se dirigiram para Bagé levando pessoas que queriam ser protagonistas de uma cionada para a conquista de uma Universidade Federal para a região. O movimento deu certo. Mainardi, Pimenta e Arno, acompanhados de Tarso, mantiveram, au-diência com Lula no dia 14 de junho, em Brasília, data em que foi confirmada a ida do presidente da República a Bagé no dia 27 de julho para anunciar a criação da Universidade Federal do Pampa. conquista que mudaria suas vidas, as vidas de suas cidades e a vida da região. Em Bagé, Mainardi decretou ponto faculta-tivo na Prefeitura e garantiu passe livre no trans-porte municipal. O comércio e os bancos fecha-ram no início da tarde. O povo não se decepcionou. Lula anunciou, naquela tarde ensolarada de inverno, que Bagé e região teriam uma universidade com campus em outros nove municípios. Foi uma grande festa que os que lá estavam até hoje não esquecem e nem esquecerão.
  4. 4. De braços abertos Uma universidade nova exige uma nova política de acolhimento es-tudantil, feita por professores e funcio-nários, mas principalmente pelas as-sistentes sociais, através do Núcleo de Desenvolvimento Educacional (Nude), setor ligado à Coordenação Acadêmica responsável pela Assistência Estudan-til e Apoio Pedagógico. No campus de Caçapava, Liara Londero de Souza atua como assisten-te social. Ela explica que a instituição de ensino tem como objetivo uma rela-ção humanizada com seus alunos, que se faz necessária por eles virem de to-das as partes do Brasil, precisando ser acolhidos e orientados sobre diversos assuntos, que vão desde informações sobre serviços de saúde a local de mo-radia. Expectativa de bons negócios Pensando em ser patrão de si mesmo, Rodrigo Rodrigues Dorneles, deixou o trabalho rural para abrir uma lanchonete no centro da cidade. Com o início das atividades da Unipampa na sua sede original, veio o pedido dos aca-dêmicos estudantes, que frequentavam o local, para que o comerciante fosse para perto do campus. Há dois anos, Dorneles analisou os pedidos e resolveu mudar a sede, já que ele seria o único comércio em frente a Universidade. Instalado há pouco tempo na Vila Batista, bairro onde está localiza- Oportunidade aproveitada Da Bahia, mais especificamen-te, Ubaíra, veio o jovem de 24 anos, Liara entende a relação quase como maternal e se sente responsável pelo bem estar dos estudantes. Assim como a profissional, os professores também se preocupam com seus alu-nos e a procuram para relatar casos se o desempenho de algum estudante caiu. “Nós chamamos o estudante e procuramos saber se ele está passan-do por algum problema e se podemos ajuda-lo”. A forma de recepção aos aca-dêmicos também está ligada à faixa etária deles. Normalmente ainda são muito jovens e estão acostumados ao ritmo escolar. “Eles não tem mais que percorrer um longo caminho para che-gar à universidade. Não tem a trajetó-ria até o acesso, porque hoje ele está democratizado”. Ainda como característica do campus, a assistente social relata que os estudantes são predominantemen-te das classes C e D, e que por isso pre-cisam com mais frequência do auxílio de bolsas, para poder se manter na ci-dade. “Nós conhecemos os nossos alu-nos, sabemos a história de cada um”, conclui. do o campus, conta que o negócio está se firmando e que viu na universidade uma forma de crescimento pessoal e econômico, servindo refeições e bebi-das para a comunidade acadêmica. O pequeno empresário ainda emprega três funcionários que auxi-liam ele e a esposa a atender os estu-dantes, que somam 95% do seus clien-tes. “Antes da universidade, a cidade era parada, hoje está bem diferente”, reconhece. Leonardo Santos Souza. Filho único de dona de casa e de carpinteiro, ele dei-xou a sua cidade para cursar Geologia na Universidade Federal do Pampa. A escolha por Caçapava do Sul se deu pelo tamanho da cidade, pare-cido com a sua. O custo de vida tam-bém foi levado em consideração. Sem esquecer do perfil geológico do lugar, que possibilita pesquisas na sua área de atuação. Único a fazer ensino superior na sua família, ele diz que sente saudades dos amigos e da família, que é quem o ajuda a se manter longe de casa. “A minha mãe tem muita credibilidade na cidade. Ela pede dinheiro emprestado, diz que é para me mandar, e as pesso-as emprestam”. A confiança, se orgu-lha o acadêmico, é herança do seu avô, que sempre comprou fiado e honrou as dívidas. Além da ajuda financeira da fa-mília, ele começará a receber a Bolsa Permanência, que vai auxiliar nas suas despesas. Souza divide apartamento com mais dois estudantes, um deles seu conterrâneo. “Eu falei para ele dos cursos que tinham aqui e ele se inte-ressou. Passou no ENEM e veio”. A Unipampa proporcionou uma mudança na vida do baiano, que estu-dou em escola pública e sempre teve “gosto” pelos estudos. “A Unipampa oferece oportunidade para todos que querem ingressar numa universidade pública”, finaliza.
  5. 5. Campus Caçapava do Sul investe no desenvolvimento de novas práticas pedagógicas Um dos cursos ofertados no campus de Caçapava do Sul é o de Licenciatura em Ciências Exatas. A graduação possibilita a formação em Física, Química, Matemática e Te-orias do Conhecimento. Oferecido no turno da noite, os professores da ins-tituição Ângela Maria Hartmann e Márcio André Rodrigues Martins, entendem que o curso atende a demanda da co-munidade do município. Por isso, a graduação tem, predo-minantemente, estudantes caçapavenses. Um dos destaques da licenciatura é a interação dos acadêmicos com as escolas, por meio do Programa de Bolsa O mercado imobiliário engrenou Há mais de 30 anos sem um novo loteamento, o mercado imobiliá-rio de Caçapava do Sul foi impactado positivamente pela chegada da Uni-pampa, trazendo consigo centenas de novos moradores, que precisaram de uma residência na localidade. Para Eraldo Vasconcelos de Souza, proprietário de imobiliária da ci-dade e construtor, concomitantemente com o crescimento da procura, tam-bém houve a liberação de crédito ha-bitacional pelo Governo Federal, o que impulsionou novas construções. Porém, com o número cada vez maior de estudantes que chegam ao de Iniciação à Docência (PIBID). Os docentes explicam que a cada nove estudantes em atividade nas escolas, um profes-sor programa ainda oferece formação continuada para os edu-cadores. prática, que antes eram distantes”. estudantes contam com recursos, como o Laboratórios Inter-disciplinares recursos para se apresentar como um novo espaço para o de-senvolvimento púbicas é uma forma de dar acesso aos que estariam de fora, pois deixa de ser para poucos. “Repensar o Estado sem perder em qualidade é dar conta da diversidade”. Sanitária e Ambiental, Geofísica, Geologia e o Curso Supe-rior município todo o ano, os investimentos em construção civil começaram a ser feitos. Souza foi um dos que aprovei-tou o momento e já tem projeto para a construção de kitnetes. O perfil do imóvel vai atender ao público universi-tário. “A economia é uma roda denta-da, quando um setor se mexe, todos os outros se mexem também”. Pela sua observação, as loca-ções foram o que mais tiveram aqueci-mento. Há 18 anos no ramo, ele conta que um imóvel não chega a “esquen-tar” na imobiliária, logo já é alugado. “Eu poderia dizer que no mínimo do-brou o número de locações”. A deman-da Unipampa: a conquista do século da rede de ensino ganha uma bolsa para supervisão. O “O PIBID possibilita a articulação entre a teoria e a Ainda pensando na relação universidade- escola, os de Formação de Educadores (Life), que recebe de novas metodologias voltadas para a inova-ção das práticas pedagógicas com o uso de mídias eletrônicas. Para os professores, a expansão das universidades O campus com 691 alunos, 44 professores e 32 téc-nicos- administrativos, abriga ainda os cursos de Engenharia de Tecnologia em Mineração. Além do Mestrado Profis-sional em Tecnologia Mineral e da Especialização em Educa-ção Científica e Tecnológica. também propiciou a abertura, de pelo menos, duas nova imobiliárias. Funcionário público aposentado, o engenheiro José Erli Vargas, era prefeito em 2005. Elei-to pelo PMDB, ele lembra com clareza da mobilização para a instalação da Unipampa em Caçapa-va do Sul. Os setores econômicos e a comunidade se uniram para dar força ao projeto do Governo Federal, que culminou com a consolidação da Universidade Federal do Pampa em 2006, recorda Vargas. Na concepção do engenheiro, que governou o município por dois mandatos (1997-2000 e 2005-2008), a Universidade é o maior avanço dos últimos cem anos para a cidade, que vinha enfrentando dificuldades desde que parou a extração de minérios nas Minas do Camaquã. Por saber a importância de cursar um nível superior, o aposentado enfatiza que o im-pacto da instalação não é só econômico, mas também no consumo do comércio, do setor de alimentação e imobiliário e nas questões culturais. “Eu achei que a mudança fosse demorar mais para ser vista. Mas não, hoje já é possível ver como a cidade se modificou”. Ele conta que há interação com pessoas de outros estados, a troca de informações, vê mais carros na rua, mais movimento no centro da cidade. A instalação foi, de acordo com o engenheiro, a saída mais benéfica para Caçapava. “Não tinha outra coisa que pudesse mudar o perfil econômico da cidade”. Para ele, o crescimento da Unipampa não tem limites.
  6. 6. Universidade em construção Desde o dia 15 de setembro de 2006, quan-do o então ministro da Educação, Fernando Ha-dad, hoje prefeito de São Paulo, proferiu a aula inaugural da Unipampa, no município de Bagé, a universidade vem num constante processo de construção. Muitas obras já foram feitas. Muitos equipamentos adquiridos. Mas ainda há um caminho a percorrer, que vem sendo palmilhado de acordo com a grandeza do projeto. Não é uma universidade qualquer. É, na verdade, uma universidade que se constrói na diversidade do Pampa, com interação para além dos dez municípios em que está instalada, pois desenvolve ações em todo o seu entorno. Somente entre os anos de 2009, época em que a Unipampa se desvinculou das Universida-des Federais de Santa Maria e Pelotas, e o pri-meiro semestre de 2014, já foram investidos R$ 238.799.142,36, dos quais R$ 129.563.838,78 em obras e R$ 109.235.303,58 em equipamentos. A folha de pagamento saiu de R$ 1.400.898,95 em agosto de 2008 para R$ 12.807.291,82 no mês de agosto deste ano. Cresceu mais do que dez vezes, o que bem dimensiona a expansão da Unipampa. Os reflexos são sentidos de forma direta em todas as cidades em que estão instalados os campus da nova universidade. E não são apenas de ordem econômica. Lideranças empresariais e políticas atestam que houve grandes transforma-ções sociais e culturais nos municípios. Estrutura básica está montada A estrutura física básica da Uni-pampa já está montada. Prédios e la-boratórios, com equipamentos de pri-meira linha, funcionam a pleno. Neste momento, estão sendo montados os restaurantes universitários e já come-çaram a ser construídas as casas de estudantes. Quatro restaurantes já estão fun-cionando e, até o final do ano, come-çam a operar mais dois restaurantes, um em Bagé e outro em Dom Pedrito. Para o campus de Uruguaiana, que funciona em prédio adquirido da PUC, está em fase de contratação de empre-sa que servirá as refeições a preços subsidiados. As obras das casas dos estudan-tes já estão acontecendo. Cada cam-pus terá uma casa. Em Santana do Livramento, cidade onde a instituição não possui terreno, foi locado um imó-vel, que já está em funcionamento.
  7. 7. Cursos estão em fase de consolidação Recebendo 3.120 alunos por ano, a Uni-pampa saiu de 30 cursos de graduação que fun-cionavam em 2006 para os atuais 63. Estes se encontram em fase de consolidação. Os que fo-ram avaliados até agora obtiveram notas entre 4 e 5. Uma excelente avaliação que tem como nota máxima o 5. Hoje são cerca de 12 mil alunos, sendo 11 mil em cursos de graduação e mil na pós-gradu-ação. Mas, ainda há espaço físico para abrigar novos estudantes. Para isso, é necessário obter sucesso nas pactuações negociadas junto ao Mi-nistério da Educação para aumentar a oferta de cursos noturnos. No horizonte da criação de novos, a univer-sidade trabalha com a perspectiva de montar cur-sos de Medicina e Direito. Cerca de 2.500 alunos formados A Unipampa, que conta, hoje, com 716 pro-fessores e 696 servidores, já formou 2.481 alunos desde 2010. Somente em 2013 foram graduados 727 estudantes. Com 63 cursos de graduação, a universidade tem hoje com cerca de 9,9 mil estu-dantes, devendo abrigar, quando estiver efetiva-mente implantada, 12 mil estudantes. A instituição mantem 781 alunos bolsistas, sendo 208 na área de ensino, 251 na extensão e 322 em pesquisa. O acervo das bibliotecas é de aproximadamente 190 mil exemplares, entre livros, periódicos e outras mídias. Em todas as unidades, funcionam 81 grupos de pesquisas que desenvolvem 803 projetos, 16 cursos de especialização e a produção científica já alcançou a soma de 2.681 trabalhos.
  8. 8. A Unipampa é de todos e para todos Se tem uma coisa de que nós não nos arrepende-mos é do nosso envolvimento no processo que resultou na conquista de uma Universidade Federal para nossa região. Este era um sonho de nossa geração que se transformou em bandeira de lutas desde à época em que, jovens estu-dantes, liderávamos o movimento estudantil em Santa Ma-ria e Bagé. E uma possibilidade concreta para impulsionar o crescimento da Campanha e da Fronteira Oeste. Quando aceitamos o desafio proposto pelo ministro Tarso e passamos a coordenar a ampla mobilização que to-mou conta da região estávamos convencidos de que esta era uma das mais importantes contribuições que podería-mos oferecer para o nosso desenvolvimento. Foi com esta certeza que nos jogamos de cabeça e corpo nesta emprei-tada, cientes do papel de homens públicos comprometidos com as transformações necessárias para que o Brasil e o Rio Grande avancem cada vez mais. Percorremos milhares de quilômetros viajando por 23 cidades. Participamos de dezenas de reuniões nos mu-nicípios, em Porto Alegre e Brasília. Estivemos com o pre-sidente Lula, com o então ministro Tarso Genro e seus as-sessores no Ministério da Educação. Mas, não cansamos. Pelo contrário, cada atividade nos dava a certeza de que o caminho era esse e que estávamos no rumo certo. No dia 27 de julho de 2005, em Bagé, quando ou-vimos o presidente Lula anunciar a criação da Unipampa, vibramos junto com as 40 mil pessoas que tomavam a Pra-ça Silveira Martins e várias quadras da Avenida Sete de Se-tembro. Hoje, ao percorrer estes municípios e presenciar os avanços já produzidos em menos de uma década, conversar com pessoas que mudaram suas vidas, receber agradeci-mentos de pais e familiares que conseguiram ver os sonhos de filhos e parentes realizados, nos damos conta da grande-za do que foi a conquista da Unipampa. Não devemos e nem podemos esquecer o apoio estimulador do atual governador Tarso Genro. Foi ele que, na condição de ministro de Educação orientou os nossos passos, fazendo com que o nosso norte estivesse em con-sonância com a política do Governo Federal. Tarso é parte importante desta conquista. Devemos, por outro lado e por um dever de justiça, reconhecer que não fosse a sensibilidade do presidente Lula não teríamos esta conquista. Um operário, portador de diploma de curso técnico, que vislumbrou nos investimen-tos em educação uma alternativa para o desenvolvimento do País e, acima de tudo, de inclusão social, é o grande res-ponsável por tudo isso. Política, aliás, que tem continuidade com a presiden-ta Dilma, que ampliou os repasses para a educação e que também sabe da importância da emancipação dos pobres e menos favorecidos, caminho que fica mais curto com a formação e qualificação profissional. A Unipampa, portanto, é uma vitória de todos nós. A Unipampa é de todos e para todos. Luiz Fernando Mainardi Deputado Estadual Paulo Pimenta Deputado Federal

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