Unrversidade Federal de Alagoas 
Departamento de Arqurtetura e Urbanismo 
Trabalho Ftnal de Graduac;ao 
A PRACA NA CIDADE ...
A PRACA NA CIDADE DE MACEI6 
ANALISE DA EVOLUCAO ESPACIAL E DE USOS 
Dissertayao apresentada ao curso de 
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SUMARIO 
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A praça na cidade de maceió

  1. 1. Unrversidade Federal de Alagoas Departamento de Arqurtetura e Urbanismo Trabalho Ftnal de Graduac;ao A PRACA NA CIDADE DE MACEIO ANALISE DA EVOLUCAO ESPACIAL E DE USOS ORIENTADOR: RODRIGO RAMALHO ALUNA. KARINA PEIXOTO BRAGA Macei6, dezembro de 2003
  2. 2. A PRACA NA CIDADE DE MACEI6 ANALISE DA EVOLUCAO ESPACIAL E DE USOS Dissertayao apresentada ao curso de graduayao em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas como requisite para conclusao de curso, pela aluna Karina Peixoto Braga, realizado sob orientayao do Prof. Rodrigo Ramalho Filho, Dr. Macei6, dezembro de 2003 It
  3. 3. AGRADECIMENTOS A energ1a superior que rege o mundo, buscando o equilibria e que a human1dade teima em contrariar. A minha familia. A minha mae, presente em todos os aspectos da minha vida nao podendo estar ausente na area academica, me apoiando tanto nos descaminhos par mim tornados quanta nos acertos. A minha irmazinha, que entendeu que eu prec1sava de sossego para finafizar este trabalho, apesar dela estar de ferias. Ao meu irmao, par manter-se proximo apesar de fisicamente Ionge. Ao Juliano, amigo e companheiro Aos amigos que me acompanharam na evoluryao deste curso: Simone, Karla, Joseane, Mamise, Tita, Luzia, Aninha, Lillian, Vivian, Daniela, Myrna, Flavia, Sandra, Neto, Sidney, Douglas, Luiz, Thyago e Fabiano Aos professores que ajudaram a guiar meu caminho, entre estes: Leonardo, Lucinha, Heitor, FliiVio, Celia, Rodrigo, Marcos Vieira, Regina Dulce e Regina Coeli. A amiga Patricia, que, mesmo tambem fisicamente Ionge, consegue estar proxima e fazer parte da minha vida. Mais uma vez a Simone, presente nos momentos finais de realiza~o deste trabalho. .. Ill Tambem mais uma vez ao professor Rodrigo Ramalho, sempre disponivel com tranquilidade. A todos que direta ou indiretamente contribuiram para a realiza<;ao deste trabalho usuarios contatados no espa~o da pra~. que se dispuseram a conversar e responder os questionarios, as pessoas que contaram suas lembran~s e vivenc1a na pra~. aos func1onanos do Departamento de Parques e Jardins. da Somurb. da Guarda Mumc1pal, das Secretarias Municipais de Planejamento, de Adm1nistra9Ao e de Cultura, do Teatro Deodoro, da Universidade Federal de Alagoas, da Academ1a Alagoana de Letras, enfim, das diversas institui~Oes contatadas.
  4. 4. - -­--- .::: ....,_ t:!'·~ ~-... ... ~ .- - - ,J. -;:: ... :fe..re i?..;o.a .s ~ . ... --<: ... ._ I -----... .. ~~ .. - i.IS ...... __ a~ fa~s a.~.rao do lugttr'. ........ --... _.. .... ...... ...... ......... .-. ­--- ..... .;:: .~....-.. .-..' C~'.O~ ... .. - ----=- ;:: .........- . --... --.... ~- .. ~ --.- ... -.... ..- .... ...... .. ... ....;.:.: .•.- .-.. _-.. ..­.. ---- - ... - --- ......... .... ~ ..... -- ~'" - .;: ....:. ! --- -...-. ... --- -~- -- -... -- --... _--_.-. .- -- ---..--- ... ,;: -~ ' .... -~·-._. --- - -..-.-:' ...... .;-::: --- . ~---- ­- ~ .- ... - ... -- Homem apaixonado pelo tneio cria a a rna ... • ~
  5. 5. RESUMO BRAGA Karina Peixoto. 2003 148 f D1ssertayao (Graduayao em Arquitetura e Urban1smo) UFAL A pra~a na cidade de Macei6 - amlise da evolu~ao espaclal e de usos. Macei6 -AL 0 presente trabalho teve origem na constatayao da sub-utilizaty8o do espac;o urbana publico da prays na cidade de Macei6. Seu objetivo foi conhecer melhor a hist6ria, a situaty8o espacial real e o cotidiano de seus usuaries de modo a sugerir algumas diretrizes que possam contnbuir para a recupera~o de algumas das func;oes originais da prays e na readequaty8o para os usos e possibilidades atuais latentes. Para isto foi levantada a evolu~o do trac;ado urbana da C•dade destacando-se as prayss neste processo. Seguiu-se com o levantamento hist6rico de algumas das principais prayss da cidade, principalmente as mais antigas, sendo entao escolhidas para estudo de caso: a Marechal Deodoro e a Visconde de Sinimbu. Foram feitas observac;oes do cot1d1ano destas o Jevantamento de uso do solo do entorno, aplicados questionarios com usuaries e realtzaoas entrevistas com 6rgaos da prefeitura e instituic;oes culturais e educativas com campo de atuac;ao na area destas prac;as. 0 resultado e apresentado na forma de texto, tabelas e mapas, acompanhado de algumas sugestoes e diretrizes. Palavras chave: arquitetura, urbanismo, pra~as.
  6. 6. SUMARIO lntrodu~o ..... • • • • 0 •• 0 0 • 0 0 •••• 0 • • • ' • • ••••••• 0 ••• 0 •• 1 Alguns conce1tos 1mportantes para a fundamenta~o te6nca .. 1 4 • 2. A praya: antecedentes h1st6ricos • • 0 •••• 0 0 • 0 • • • • • • • • • •••• 0 •••• 0 • • 0 • • • •••• .. -:o 3 Mace10 e a evoluyao do seu trayado urbane . ..... .... ... .... ...... .. .. .. . ..... .......... 20 3 1 0 inicio. breve rel ate ............................... . . .... . . 20 3 2 0 trayado da cidade em 1820 .. .. .. . .. . .. .. .. .. . .. . .. . .. . .. . .. ... . .. .. .. .. .. . .. . .. .. . .. .. ... .. 22 3. 3. 0 trayado em 1890.... .. .............. .. ... .......... .. . . . .. . .. ... ... . . ... . ... ..... . ............. 24 3. 4. 0 trac;:ado em 1931 ... ....... , ... . . .. .. . . . . . . . . . . . . . .. . . . ........... .. .... ........ .. .......... ....... 26 3 5 0 traysdo em 2000 . .. . .. . . . ••••························•·•················ 28 3 6. 0 quadro atual· as prayss e a evoluyao urbana ........................................... 33 4 As prayss de Macer6· breve relate, de 1900 aos dias atuais...................................... 35 5 As prayss Marechal Deodoro e Visconde de Srnrmbu Estudo de cases.. ................ 60 5 1 Metodologia ....... 5 2 Prays Marechal Deodoro ····•· ••·•····•••••·•···••••·····•••······••···············••······· ~· 5 3 Prays Visconde de Srmmbu.. . .. ·······•········•·········· 5. 4 Prays Marechal Deodoro x Prays Visconde de Sinimbu .......................... 6. SugestOes e Conclusao ... 00 •• • ••• • • •• •• • 0 . ... . .. . . . .. . .. .. ....... ....... . .... .... .................... . ... . .................. . 63 .80 98 "00 7 Referencras bibhogr8ficas .. 00 •••• 0. 0. ....... .. .... . . . . .. ••• • • • •• • • • • • • ... • • ... . . • • • • • • • • • • • •• • • ....... •• • • • •• • • • • • ••••• ...... 1 04 AN EX OS . ... .. . .. . . . ........ o. 0000 0 ••••• o •••• . . . . • • • • • • • • • • • • 0 • • • . ........... 108 ANEXO A: A prays no Plano Diretor e nos C6digos de Edrfica¢ es, de Urbanismo e de Posturas ... .. .............. 0 . ..... . ...... . ... . ..... ....... . .. . . o................... .. 09 ANEXO B Modelo questionario.. .... . ..... . .......... .. . ... .......................... 1 1 ~ ANEXO C Tabula~o questionarios pra~ Marechal Deodoro ......................... · · 3 ANEXO D Tabula~o questionarios pra98 Visconde de Stnrmbu......................... · ~ ANEXO E. Rela~o das pra~s. trevos, conJuntos cantetros e mirantes COMURB - 1999 .............................................................. 140 ANEXO F: Prefeitos de Macer6 .......................................................................................... 147 ANEXO G: Governadores e lnterventores de Alagoas.... .......... ... . • . ...•....•... , 4S • VI
  7. 7. INTRODUCAO rsto trobolllo tern como ob1oto drJ ost11rJrJ n prrtr.;r• piJtJitc..a o urbano on'!lr d da '"/A·r.r .. etpar,.r, oborro, corn potonctal pma o luuJr convlvto soct;•l. cr,ntrtln r;.(Jm n naturont e CIJriar c, r;;;ra ·ea 7,a?fto do mnntlosto~l>os soctws o culturats Mesmo que em ~rea restnta r1 pontual, a prar;a t9rn u,rnrJ ftrmlt<J!jdtJ 'htltt r,, ' p?.f8 ,rr a malhona senslvel da quahdade ambtenlal da vtda urb:ma, a-;·.rm r.ornr, tarrt,orr '/JrtJ r7.J v:a'" revnlonzor o aspa~o urbano e para proporctonar o dospf.lrtar dr:~ tdenttrJ;,;dP. dr:~ v-pula~(.. '/.~ Apesar da5 tmensas vantagen5 apontadas palos urbantstas, pela VJPU':;,r~r, ~j Oh ',.,S admrnistradores das CidadeS, atualmente a prays publica n~o IJ UI!IIZC!d8 em <;1.;9 ~ '::' ','!1': ' <:S Ctdades brastletras Constdera-59 que 1550 se dave a fa ita de manutent;.ao das pra-;as <> .... &~ ,'8'" --~ urbana e a expan5ao do capttali5mo que, ao pnvattzar os espa((()s de tazer t:: dt:: 'X>'~'';;..IJ ~ -:.s shoppmgs e parques de dtver5ao. tam conduztdo a mudanc;a dos habllOS da SOC1edade a u8 A inseguranc;a urbana no Brastl e causada pnnctpalmente pelo quadro s6c 0-4I:"..t.:i"'0~ 'l.. -:e expansao da pobreza e concentra<;ao de renda que beneftcta uma parce a ·,.- ma da so:.s-::;;-::e reinando uma grande dtsparidade entre ncos e pobres. Essa drsparrdade gera le.,sac. <:: .,.o 4-:. ~ pela exclusao de tmensa maioria da populayao urbana que busca seu sustento do d.a a d a ct:: -ooc urgente, atraves de attvrdades rnformars quando nao da ilegal dade da contrale~"yao ca 'o e!'-: a Por outro lado, o lazer eo prazer sao vrstos sempre relacronados ao consumo Perde.;-se o "ao ·:) ce passar as tardes despreocupadamente nas prac;as de conversar nas portas das casas ce v s ~a- as casas dos vizinhos Associou-se a ideia de fehcrdade ao fato de possu1r e consum•r Sao Mbitos substituidos pela frequencra aos shoppings centers paroues e "-Ja eras comerciais. Eles oferecem ambiente climatrzado, diversas opC(Oes de produtos e serv 90s -as sobretudo, a seguranc;a nao mais encontrada nos espa90s publtcos da c1dade real Sao amo e-tes artificia1s onde nao ha o convivio com a natureza lmensos corredores tm tando ruas com -.: tr nes bancos, carrinhos de pipoca, algodao doce e lanches dtversos desembocam e.,.. cra;;as ;ie alimenta98o onde se reunem lanchonetes e restaurantes. oferecendo vanas op<;Oes ce co."ruoa rap1da As pessoas passaram a convrver nestes ambrentes arttfrcra1s. Encontros se aao oos corredores e nas loJas, envolvidos por musrca e reclames de promo¢es ae venaas 0 :Ja"' ~ e constante Na rmensa ma1oria das vezes nao ha tempo para sentar e conversar cemoracamen:e A rlumina98o nao de1xa perceber se e dra au noite A climatiza~o faz perder a referen.: a ao a b en:e externo 0 estac1onamento e asfaltado As poucas arvores ex1stentes sao d spos~as e ma-t cas em um padrao artrfrcial. Este e o ambrente que substrtu1 a prac;a, hOJe em d1a na Cldade mooema Em c1dades htorfmeas. como Mace16, a1nda sa tern a aria marltrma como espa~o pub co de fazer, substitute da prays Ela represents urn ospayo aborto, publtco, com possrbthdade de la:.er gratUttO e de conviVIO com a natureza As ultunas admrnrstrayOeS pubhcas maceioenses oeram pnondade a orla dos barrros privilegiados da PaJuyara e de Ponte Verde, em detnmer.to aa orla Jagunar e pobre e das demais prayas, dev1do a sua rmporttmcra para o tunsmo, mas pnnctpalmente
  8. 8. 2 porque ai se encontram os bairros nobres da ctdade. Mas as a¢es de melhona da infra-estrutura ftstca e:'l.erCJdas pelo poder publico, n~o tern tmpedtdo a perda progresstva da sua balneabthdade mottvada por contamtna¢es advmdas de ststemas sanMmos mal resolvtdos e de liga¢es de esgotos clandestinas nem tampouco tern facthtado o seu acesso a matona da popula98o Restam como espa9os POpulares mas de segregat;:llo ao contrano da orla maritima dos batrros htoraneos pobres como Sob•·a1, Prado e dos batrros lagunares, como Vtrgem dos Pobres e Traptche Recentemente foram reahzadas obras no calyad~o. ctclovta e em alguns equtpamentos instalados na or/ada praia da aventda da Paz. estando ainda em andamento. Quanta as prayas permanecem sub-uttlizadas e entregues a deserdados e marginats Estes nao apenas no senttdo de ladroes e chetra-cola, mas daqueles que estao a parte dos processes soctats de educa98o e participayao civil e nao conseguem fazer parte do ststema econ6mico formal pelos mais dtversos mottvos, desde a falta de emprego ou formayao apropnada ate a tnadequayao das lets trabalhtstas Neste senttdo. as prayas, e tambem as ruas do Centro. foram tomadas por cheira-cola familtas sem-teto. ambulantes e camel6s Um espac;o margtnal que reune parte margtnaltzada da sociedade Uma parte cada vez mator cada vez mais pobre econoMica e cultura,mente falando. com baixas expectattvas de melhora social e que asstste a constantes desv1os das funy6es e verbas publicas Cada prays tern a sua 1mportancta tanto hist6rica como no cottdiano urbane. Porem acompanhando uma tendencra geral no pais as prayss macetoenses vem perdendo o srgntficado que Ja ttveram no passado tao querido aos que delas usufruiram em seus melhores mementos. como por exemplo. as festas populares da prays do Pirultto, os folguedos natahnos da pra99 da Faculdade os parques infantis da prays do Sinimbu. entre outros A constatayao da ocorrencia destes problemas representados pela perda ambtental soc.a' e cultural das prayss da cidade de Macei6, nos dtas atuats, fot o que motivou a realizayao deste trabalho A recuperayao do papel das prac;as de Macei6 podera representar importante estrategia de reva/orizayao do seu espac;o urbane, de sua natureza. identidade e de suas tradi9()es. Alem dtsso elas se tornam vitais pela situayao urbana atual onde cada vez mais pessoas moram em apartamentos e resrdencias exiguas, os espar;:os de lazer gratuito drminuem. o rsolamef"lto e a rndivrduallzayao na sociedade contemporanea urbana sao crescentes. assim como a p ora da qualrdade ambrental urbana A revalonza~o do espar;:o urbane pode se dar tanto atraves da recuperayao do oroor'o espayo f isrco da prays quanto atraves do resgate dos eventos ocorndos nela e em seu entomo cnando um polo revrgorado a partrr do qual a populayao passa a tomar consCie'"lc a da htstona e consequentemente, do signrficado que aquele espa9o JS teve um dta passando a senttr que e'e faz parte de sua hist6ria particular assrm como da hrst6rra da ctdade No caso das prayas presentes desde 0 tniCIO da Ctdade e tmportante buscar 0 SIQntficado mais hist6rico. pois Ja serv1ram como cenano de vanos fatos relevantes para a constru98o ou recuperacao da identidade da popula9Ao Ha tambem o aspecto functonal representado pelo periodo em que as prayas eram efet1vamente utihzadas pela popula9Ao, para passeios. encontros, para
  9. 9. 3 asstst~r apresenta<;Oes mustcats e folcl6ncas, conversas, JOgar damas, gamao ou xadrez. tamt>em para bnncar nos equtpamentos tnfantts ai tnstalndos oscorragas, gangorras e balanyos - asstm como naqueles dos parques temporanos al montados nos periodos das grandes festas Neste caso o stgntftcado buscado sera mats lnttmo, parttcular. sem, no ontanto devar dt:! 5er coletivo e mats pr6xtmo do presente, pots era esse o lazer ha algumas poucas decadas atras em Ma~t6 conforme testemunham as pessoas que as frequentavam e atnda llmtdamente as frequentam A perda das tun<;oes origtnais desses espa<;os publicos e o mott·Jo da preocopa~o central desse trabalho Para realiza-lo recorreu-se em primetro Iugar a btbltografta tentando-sP. CtJmpr€:ender alguns concettos necessaries a fundamentayAo da pesqUisa, tais como "urbano e urba.-.·smo", espa<;os· "edificado", "livre". "publico" I "privado", "Iugar" I "revaloriza<;ao·, e mesmo a pr6pr a prat;a A bibliografia foi o instrumento utilizado para recompor o papel htst6nco e socta da pra<;a ro urbanismo ocidental, inclusive no Brasil. 0 mesmo instrumento fot utiltzado para recompor a evolu<;ao da pra<;a em Macei6, sendo auxiliado pela coleta de depotmentos complemeP~ares ,~.o.r'•o aos antigos usuaries destas e pelo uso de material documental (fotos textos desenhos e p an•as publico e pnvado. Nesta recomposiyAo foi apresentada a evoluyao do tra<;ado urbano de Mace 6 sendo destacadas suas pra<;as e sociedade, para ftns de contextuallzayao Em sequencia foram realizados os trabalhos de campo, compreendendo a aplicayao oe questionarios, a realizayAo de entrevtstas e o levantamento do uso do solo do entomo das pr~s definidas para aprofundamento em estudo de caso as prayas Visconde de Sinimbu e Marec..,a Deodoro. Etas foram escolhidas, em funyao de sua importancia hist6rica, cultural e socta e pa· possufrem um grande potencial para auxiliar um processo de revalorizayao urbana, de resgate ca identidade da populayao maceioense e para divulgar uma imagem positiva da cidade, desde cue sejam tomadas as medidas necessarias. Finalmentel propoe-se como conclusaol na forma de textol algumas diretrizes de tnterve')~o objetivando a recuperayao de algumas das func;oes originais das prayas em foco, constderanoo-se os seus antecedentes hist6ricos, suas vocac;oes especiais, mas considerando-se tambem as suas necessidades atuais, segundo seus usuaries contemporaneos. 0 trabalho estrutura-se, portanto, em seis capitulos, alem da presents tntrodu~o 0 or·'Tie "O aborda de forma panoramica alguns conceitos necessaries a melhor compreensao co ass..J"'to estudado 0 segundo mostra a evolu~o da prays na Htst6na e no Brasil 0 tercetro trata cas pracas em Macero, mostrando a evoluyao do trayado urbane maceioense. sttuando em mapas os seus pnmerros largos e prayas e abordando alguns dos Mbitos da soctedade local no tn C1o ao secu o XX 0 quarto capitulo traz a hist6ria sumaria das pnnctpats prayas de Mace16, de 1900 aos d as atua s levantada na fase de definiyao dos casos a serem estudados 0 qutnto capttulo enfoca mats detalhadamente as prayas escolhtdas 0 sexto e ulttmo capitulo traz a dtscussao dos resultados obtrdos, procurando retratar a evolu9~0 especial e de usos das prayas em Maceto Traz amda as possfvets conclusOes do trabalhol apontando algumas dtretrtzes de tntervenyao a parttr des casos estudados, no sent1do da recupera9ao de algumas das suas fun90es ongmais e da readequa~o para os usos e possibilidades atuais latentes.
  10. 10. I. ALGUNS CONCEITOS IMPORTANTES PARA A FUNDAMENTACAO TEORICA Este cap•tLIIo traz alguns conce1tos 1mportantes pmn o compreens~o do prtnctpal ob}eto de estudo deste trnbnlho - a pra~ - e do obJel•vo que se dese1a alcan~r - uma anahse critLca da sua e' llt,ao espncml e de seus usos na c1dade de Mace16, oferecendo ao f1nal algumas estrateg1as de u tef en,;-ao Urbano e Urbanismo 0 termo urbana vem do lat1m urbanus e e ut1hzado para designar tudo que se re~ere a cJdade Por extensao md•ca tambem o modo de v1da de atltudes e de comportamentos do l"ao•tan•e ca c dade Seu sent-do atual surgiu no final do seculo XIX como uma cillmcia e uma teona da Ctdade as· ngumdo-se das artes urbanas anteriores pelo seu carater reflexJVo e critico e pela sua pretersao oent Fica· CHOAY 19-9) Segundo Haroue (1990 apesar de revestir-se do status de ciencta o urbamsmo mode'""'o e rna s wrna 1deolog•a que predom na no seculo XX no mundo inte1ro, sendo o resultado da evo1ur;ao O':l u~"' s~o oc1denta em que ocorreu um distanciamento do espac;o urbane condtctonaoo :>eo sagrado, oassar'ldo. no per"odo medteval por urn espac;o dom1nado pelas autoridades a.cas a~e cnegar ao Renasc1mento, quando se niciam os fundamentos de urn pensamento urbaf"l st co au.•o • nomo 0 urban smo modemo ve1o surgir mesmo com a Revolur;ao lndustna quando a noc;:ao trad crona de c1dade fo1 negada para acolher 1de1as que pudessem recuperar a orderr'! oerd oa ~o processo de adaptayao as consequencias da 1ndustrializayao Destas novas 1de1as e que surge a pnnc1pa1 corrente do urbanismo modemo a corrente progress1sta lnsp1rada no ractona smo se case a numa concepyao abstrata de um homem-padrao para o qual a c1encta oooe ce~ir. r exaramente um modele urbane que sena conven1ente a qualquer grupo humano em quatquer l~ ar do mundo Este modeto e fundamentado na analise das fun<;:oes urbanas de habtac;.ao, traba no lazer e circulayao com zonas especificas defin1das para cada uma de as Busca"loo a'"uT:ola~ a s-..a c1dade 1deal a contemporane,dade de tudo que se traduz como o avan<;o da tecnica S ... a es~e• ca a base de rac1onahdade e austeridade e acompanhada pelo desprezo a c1dade antrga HARO~...EL , 1990) A part1r dele a praya perdeu o carater puramente contemplahvo e assun 1u novas fun¢es necess~nas no novo contexte urbane, como o lazer at1vo e o cultural A pnnc•pal ait1ca contra o urbamsmo progress1sta o o fato dele ser um urban1smo desumano, um urbamsmo contra a ctdade A estet1ca do concreto e cons1derada supenor as outras Apesar da sooedade recusar constantemente as ~calxes de hab1tB9Ao·, o concreto e o s1stema de valores que lhes e conseqOente, tudo 1sso, do corta mane1ra, e mev•tavel dev1do a evolu~o econ6m1ca e demograf1ca onde s6 a tecmca consegue proporctonar hab1tayao na veloetdade do cresc1mento das adades modemas (HAROUEL, 1990)
  11. 11. 5 0 zoneamento de funyoes tambem e crillcado como urn fator tntbtdor das relac;Oes soctats Estudos reallzados em areas de urbanizayao moderntsta defendem a volta a uma concep<;ao mats tradtctonal da ctdade Urn dales, o da soct61oga amencana Jane Jacobs, intctado em 1961 anallsando os preJuizos do urbantsmo e da renovar;ao urbana nos F,; stados Untdos mostra que o abandono da rua acarreta o desaparecimento das pnnctpats vantagens d~ ltda urbana. seguran<;a, contato formayao das crianr;as, dtverstdade das relac;Oes. Ela acrescenta que a estr ta aphca<;ao do pnnclpio de zoneamento esvazta durante o dta os batrros habitactonats. (DEL RIO 1 990) Saberros tambem que, a notte ocorre o esvaziamento dos batrros comerciais A part,r destes estudos os espac;os publtcos ganharam tmportancta para garantir uma boa qualidade de vida urbana 0 urbantsmo no Brasil 1nsp1rou-se na hnha progresststa, refletindo seus descam1nhos Tern como profissionais atuantes na area quase que somente arquttetos e engenhetros c v· s que tenderiam a valorizar a tecntca e esquecer-se de ver a ctdade como resultante de um processo social (KOHLSDORF, 1985: 58) 0 urbanismo tern como objeto de estudo a cidade Os espac;os de uma ctdade - ruas prayas, avenidas, condominios, etc - sao deftnidos pela sociedade. As pessoas modtf1cam-I'"'OS a medida que mudam os seus valores e significados, passando a expressar as suas formas de v1da Atraves da analise da configura<;ao desses espac;os se pode entender os elementos stmb611COs particulares de cada comuntdade, apreendendo, assim, a cultura e as expectativas sociais. Ass1m ao se planejar uma intervenyao urbana, e preciso procurar conhecer bern as caracterist1cas oa comunidade envolvida. 0 cenario urbana reflete, na sua forma fisica, a organtzayao soc1al con~e..,ao inumeras informac;oes sobre as caracteristicas da sociedade. E uma paisagem humana soc1a e hist6rica. Urn espac;o criado pelo exercicio da cidadania. A simples intervenyao em urn esoayo urbana, sem estudos e conversas com usuaries e sem planejamento adequado discut do co,.,.., a comunidade, tern grandes chances de ser rejeitado, consequentemente de sofrer com depreda<;Oes e vandalismo ou simplesmente nao ser utilizado. Espa~o Urbano Segundo Carneiro e Mesquita (2000), o espac;o urbano vis to sob o aspecto f s1co e comumente considerado como urn complexo de espacos edificados - areas predomtnantell'ente ocupadas por edifica9oes - e espacos livres. Definem os espac;os hvres. no contexte da estrutura urbana, como areas parcialmente edificadas com nula ou minima proporyao de e ementos construidos e/ou de vegetayao - avenidas, ruas, passeios, vielas, pat1os largos etc - ou com presenya efetiva de vegeta((ao - parques, prayas, jardins, etc. - com fun<;Oes primord1a1s de circula~o . recreayao, composi((ao paisagistica e de equilfbrio ambiental a/em de tornarem v1avel a distnbU198o e execuyao dos servt!fOS publicos em geral Estes espa((os llvres d1st1nguem-se entre publicos e pnvados Os espacos livres publicos sao abertos a popula~o em geral sob condr90es pre-estabelecidas pelo poder publico - parques prayas, etc -, sendo apropnados livremente palo conjunto das pessoas que v1vem numa cidade Os espacos livres privados podem hm1tar-se tanto ao uso un1fam1har, como ao de uma colet1vrdade
  12. 12. 6 especifrca - qurntars resrdencrars condomlnros resrdencrars, clubes socrars, patros de escolas, de hosprtars etc Alem desses M arndo ospac;os de dominro p1jbhco e/ou pnvado, tais como as unrdades de conservo~o. os camp1 unrver$rlonos e os cernrti)rros Os espac;os hvres pubhcos podom sor vprp~. rt oxomplo de parques, 1ard•ns cemltEmos etc , como tambem nao verdes, como ruas, prac;ac; potros, etC' 0 r spayo pubhco atende a drversas funr;Oes onquanto que a area verde quase sempre se destrno apenos ao lazer ou a contempla~o Dave se dar destaque tambem a expressao "uso comum" A expressao e pr6pna da tdera de espac;o publico E rmportante para uma defrnic;ao de espac;o publico tal qual se pode entende-lo na sua origem espaco de uso comum, acessivel a todos, rnclusrve ao estrangerro, Clrcunstancra especial que o diferencia do espac;o privado, o qual, por defrnr~o. acolhe a poucos Esta e a razao pela qual, espacos de usa coletrvo nem sempre devem ser def1r1dos como espac;os publicos Centros comerciais, meios de transporte de natureza privada, etc sao espayos de uso coletivo, mas nao espac;os publicos, exatamente pelas circunstfmcras que lhes COI"'dlcrona o acesso Sao espac;os fechados, com acesso destinado a grupos sociais especificos determ1naoos pnncrpalmente, pelo nivel de renda e consequentemente pela capacrdade de consumo 0 espac;o publico se diferencia do espac;o pnvado na medida em que esta aberto a todos os membros da comunrdade, dai a expressao uso comum. E essa condi~o de acessibilidade a todos os grupos socrais de uma determinada comunrdade a marca essencial da rdera de espayo pub co Nesse sentido, embora o shoppmg center, por exemplo, proporcione um determinado t1po oe encontro e de convivencia, e um encontro entre pessoas de uma determtnada camada socra tncompativel, portanto, com a ideia do espac;o publico, 1sto e, aberto e acessivel a todos. 0 Iugar: apropria~ao social do espa~o 0 espac;o passa por diferentes niveis de apreensao a depender da vivencia das pessoas das hist6rias vividas e das fembranc;as de fatos ali ocorridos. Quanta maior o nivel de apreensao oe um determinado espac;o, mais se da sua apropriac;ao social Essa expressao "des1gna o con,un:o oe comportamentos humanos que garantem uma rela9§o afetiva e simb61ica com o amb1ente esoaciar (MERLIN; CHOAY apud LEITAO, 2002). Essa rela<;ao quahfica o espac;o a ponte de ooce~os chama-lo de Iugar. Quando um espac;o nao e representative na vtda de uma ctdade ou por •nadequa~o aeste as necesstdades de seus habitantes ou por descaso com sua mem6ria espaca e !'1stor c.a a popula~o n:lo o defende, crittcando-o negativamente e por muttas vezes vandal,;:ando-o Espa~s asstm ftcam mats propensos a sofrer intervenc;oes e modtftcac;Oes que s:lo reaf,;:aaas 1ustamente no sentido de adequa-las ao senttmento e as necesstdades de quem o frequenta E JUStamente 1sso que vem ocorrendo nas prac;as centrais da ctdade de Maceto Apesar de serem locats da htst6na da cidado, esta nlo e do conhoctmento da populac;ao A lembranc;a e os valores que os monumentos pretendem ovocm sl'lo tgnorados A populac;ao usuana das prac;as n:lo reconhece sua mem6na htst6rica, possuindo eo menos a mom6na de alguns fatos mats recentes, relat1vos ao tempo de suas vrdas, como sera vtsto no resultado da aphcayao dos questtonanos
  13. 13. .. ... 7 Outmdo umn c1dnd11 possw m•ulo'i h1qflros", s•J tJnvo ao folo dosta ser melhor apre~Jnd•da polo populnr;nn, do <>or born uro1t11 u quontln poln~ pnso;ons ls:.o nc:umta um espayo urbano volort.Utdo o consnquent(lmonto urnn populw; .. ''' r.orn idllrtlid(ltlo fiJrte o orgulho d~ sua ctdade Sogum1o y lllfll (:100 1) do torrnu '>lmphsln podt)tnos •mtonrlor n td,:mttdade como a I nata - provo111onto dos qunos on oclqulndnltll.wils da '>fJI, I:tbthJ'l•t;."'Q No t r;gundrJ caso podemos ter, par oxornplo n n.tc1ono~lldnde, ,1 Cldod.lnlil, o purloncm u dntnrrrurwrJrJ grupo humano Nunca uma cotsa $6, mos sun, um vrtsto conJunto do otnl>utos A volor «Jcflo ,.. o mWriJO dosses atr~I:>•Jl'JS fr.>rmam uma dotorrn~rmdfl personolldade percob1do 0 qua tomb6rn leva •• so ontondor a •dentld;Jda como a nfmno<;~o do "n6s' d1ante dos "outros" Arnda segundo WlZigl (2001 ), a personalldado de um Iugar 6 r..ompost::. de mutlplas 1dent1dades humanas e do mundo natural Fnquanto a ldentidade reg1ona, e ac.entuada ~I a natureza, a 1dentrdade local e acentuada por todas as formes arqUitetOnlco-urbanishca, corr udo ".lUe comportam em si. Para ele, a af1rmac;ao da personalrdade do Iugar se JUSiifrca corro s•grrf•catiiOS referencra1s para a v1da cotidiana, como meio de v1da e de sentrmento de pertenc1mento Os sentlmentos de ligayf!lo entre homem e espac;o se formam com o tempo E uma aproxrma~o natural, espont.fmea A veloc1dade da vida em uma metr6pole interfere negat va~"">snte na construyf!lo destes sentrmentos Alem de que, pelo seu tamanho, ela e apreend da aP€"'as parc1almente Esta rela~o do homem com o espac;o s6 consegue se realizar em uma por~o oo espac;o passive! de ser "apropriada atraves do corpo - dos senttdos - dos passos de seus moradores, e o batrro, e a prat:;a, e a rua . Trata-se de um espayo palpavel que dtz respe to ao passo e a um ritmo que e humano Quando uma crdade se expande o espayo fica fora da esca a humana de apreensao. A rua acaba sendo reduzrda a func;Ao de passagem e ext1nguem-se as atiVIdades que acontecram nos bairros e as relac;oes de vrzrnhan~ "Eo pnvtlegto da ctrculac;Ao, em detrimento dos pontos de encontro gerando a solidao eo senttdo de vazio" (CARLOS 1996~ Por terem tanta importancia simb61ica, afet1va, portanto social, e que os espa90s rdentificados como lugares pela populayf!lo podem ser trabalhados de modo a buscar a reva1or ::ayao do espac;o urbano e a retomada de sua identidade. Essa revaloriza93o traz beneficios nao so oa~a o local propriamente trabalhado, uma edifica93o. urn monumento ou uma pra<;a. mas tambem oa~a tooo o entorno, que passa a relacionar-se com uma referenda srmb61ica, identlficando-se com algo maror, vafonzado. A pra~a Sao varias as definic;oes dadas para a pra<;a Segundo Robba e Macedo 2002' • ora('as sao espa90s ltvres publicos urbanos d6stmados 80 laz6r e 80 convtvto da poou a~ao acess ve1s aos c1dadnos e ltvr6s de vefculos" Para Del Rio (1990), e ·espaqo col6tiVO po 6ce'eneta 6pr~ss~o max1ma da dtmens§o cfv1ca 6 pub/tea das ctdades. onde o monumenta · S9 9ncont1 a com o cotldrano . Para Bonevolo (1984), o uso dos grandes espac;os pubhcos (alamedas. pra<;as arborizadas e 05 parques publicos), rerntroduz ou sunbollzo o ambrente natural r9cha<;ado para Ionge da crdad9 rndustnal, compensando a ma qualldnde ambtental da crdade rndustnal.
  14. 14. 8 A prar;;a e um recurso natural sendo elemento de melhona da quahdade ambtental o.~rbana , mesmo que em area restnta e pontual a recurso cultural, serv•ndo de cenano para reahzayao de eventos da cultura do povo como aprosenta¢es folcl6ncas fesllv•dades e apresenta¢es artisttcas PossUJ um alto potenctal para a revalonza~o do espar;o urbano e para a retomada da adenttdade da popula~o. que •dentt ftC'l algumas prayss e entornos como "lugares" de suas htst6nas pessoa s •mportantes para a contextuahzactto de suas vtdas A fun~o das prayss e defintda pelo modo como cada soc•edade expressa sua vada co'et••'a e varia em consequencia das mudanyss socrats e htst6ncas vtvenc•adas ao Iongo do 'e<r.po /ar a tambem de acordo com sua locahzac;ao no tectdo urbano e como chma. (LEITAO, 2002, Em climas quentes, onde a populayao vtve mats ao ar livre, a prays mu tas 1ezes te~ a func;ao de encontro. de estar coletrvo, de contemplac;ao de descanso etc. Ja nos paises fnos oMe a vrda acontece nos espar;os fechados alas desempenham essenctalmente a fun<;ao de ,arc r'lS publicos de espayos verdes, destinados principalmente a contemplayao Cada prays tem utilidade urbanistica defintda e usos especificos que nd•cam como as pessoas se apropnam dela E precrso uma compreensao adequada da espec•f•c•dade de cada .... rra fundamentando um projeto que atenda as exrgencras especificas buscando ut1 tzar corretameNe cercas, pisos, mobiliario, equipamentos e vegetayao adequados a cada Iugar Quante ao uso, a prays pode assumrr diversas fun<;:Oes. Algumas sao· estar descanso. ,aze• esporte contempla~o e testa Alem dessas e possivel drstingutr algumas funyees essenc a me,.,~e urbanisticas das prayas, ou seJa, o papel que elas desempenham nao apenas para o usuar o e"' particular mas tambem na qualidade de vida que a cidade oferece aos seus ctdadaos Sao as funy6es: ecol6gtca, estettca, educativa e pstcol6gtca (LEITAO, op at 2002) A ecol6gica acontece em espayos que conseguem promover melhonas no chma da c.aade e na qualidade do ar, da agua e do solo devido a presenya da vegeta~o. do solo nao 1mpermeabllizado e de uma fauna mats diversificada A fun~o estetica ocorre em espayos be,..... pro)etados quanto a quahdade estetlca embelezando e diversrficando a parsagem constru aa ca crdade. A funyao educatrva ocorre em prayas que cujo ambtente e apropriado oara o desenvolvimento de atividades extra-classe e de programas de educayao. A psicol6gtca acortece em espa~s nos quars as pessoas, em contato com os elementos naturais dessas areas re axa'n, func1onando como ambtentes anti-estresse Cada praya pode desempenhar mais de uma funyao lmporta compreender em caaa uma quais sao as fun¢es pnncipars pais e desse entendrmento que denvam as nfotma¢es esse'1c a1s para maror acerto de proJeto e para que se evrtem equrvocos proJetuars. Compreender a func;ao da prac;a rmphca consrderar fundamentalmente o usa efettvo que a popula~o Jhe da uma vez que e pelo uso que a apropna~o acontece lsto ~ . e pe1o usa que as pessoas fazem de uma praca qualquer um espac;o importante para o seu cotrd1ano e consequentemente para a convfvia social, fun<;ao maior de uma prac;a enquanto espayo publico.
  15. 15. 9 A adequacao do proJeto as reats fun¢es da prays tem atnda um efetto rmportante na manutencao do espa~o publico, uma voz que quanto mats a poput~cao usa um determrnado espayo, quanto maror a frequlmcra, manor e a oportunrdado dll depredacao desses espayos Tr~s tatores, em espectal, tndrcam o espectftctdade dll uma prac;a e consequentemente, apontam para ns possrvets fun~Oes que ala desemponha na ctdadn as caracter•st~cas do entorno, o nivel socroeconOmtco da popula~ao e a tmportancta stmb611ca (LEI I AO op etl, 2002) 0 entorno de uma prac;a, alem de deftntr a patsagem, rmpllca tamb~m na funyfio urbanlstica que esse espac;o especlfico vat desempenhar Por entorno deve ·Se compreender nao apenas o que esta rmedtatamente a volta do espac;o consrderado, mas tambem o seu raio de tnflu€:ncta As caracterlsticas socioeconOmicas da populac;ao que utrliza a prac;a d1rectona os equipamentos a serem utilizados. As localizadas em comunidades carentes precisarr- ofereo.:• espac;os graturtos de lazar, principalmente ativo. Enquanto que as srtuadas em areas mats abastadas devem procurer atender a outras necessidades como: pistas para caminhadas espayos para encontro dos jovens ou equipamentos mais especificos como prstas de skate ou bicicross A 1mportancia simb61ica e de natureza subjetrva, o que torna mais drficll perceb9- a Espa90s s1mb6hcos costumam ser reconhecrdos grac;as a 1mportanc1a que tem, tanto para a mem6r;a colet . a da cidade quanto para a vida pessoal, mesmo quando a populayao pouco se da conta disso. No que se refere a mem6na coletiva ainda, esta importancia pode ser mais faCllme~!e compreendida na medida em que se tem em mente que e nesses espa90s que a hist6ria urbara acontece. Convem lembrar, no entanto, que para que se perceba a dimensao simb61 ca oe ..; ..... determinado espac;o nao e suficiente que um acontecrmento nele tenha Iugar E prectso que esses espac;os sejam reconhecidos ao Iongo do tempo, por gerac;oes sucessivas, como sendo espa«;:os espectalmente valorizados.
  16. 16. 10 2. A PRACA: ANTECEDENTES HISTORICOS A pror;tt 9 1noronto flO fonOmono urbnno rJosdll as suas ortgf:tns Hf:svGr como fot ut11izado seu espoco nas dtver~ .. IS ~poct~s o 1mportante par.1 compraonrJ13r sua uo, , ,...u~o atu;ll Ass1m, este capitulO pretendt" trotar alguns ponteS de OVOiuylto da prBYl dfJ t de OS tempos Clfi:;SICOS ate chegar a atunltdade Paru tanto e 1mportante a contnbuu~ao de HaroufJI ( 1'1 <":10), que roalrz.a um h1st6nco do urbantsmo oc1dentol e consequentemente, trata tambem da evolu~o do espar,.o p(sbhcr; A apresenta~o se dare em ordem cronol6g1ca e, a part1r do seculo /:II e tra+arj-, em paralelo o surgimento das c1dades colonialS, que estavam log carrer· e em um momen!') urnano diferente do modelo europeu, mas, a part1r do f1nal do seculo XVIII comeifam a ewlu r ~uase Stmultaneamente Nesta parte do texto sera de fundamental 1mportanc1a a contnbUit;.ao de Po::.ca € Macedo (2002), que traz o h1st6nco das prac;as bras1le1ras desde os tempos colontals a•e o a· .. a Na Gracia antiga, Anst6teles defendia a criayao de duas prac;as bem dtstlntas, uma reservada a vida publica e a outra consagrada as atividades comerctats Ja aquela epoca, no que diz respeito a estrutura urbana, ele defendia uma espec1ahzayao dos bairros segundo sua fun~ao · •' . .. ... '" . . . . - Ftgura 1: Agora de Assos, seculo II a C comercial ou artesanal, residencial, administrative, rel igioso. • Forre C'- ... G. 1 ~ Ate o final do seculo VI a C., as cidades gregas apresentavam na sua parte ba·xa a :-'dya publica, ou agora. (Figura 1 ). Esta foi tomando aos poucos o papel polit1co. adm1n1strati'O e '"e g esc antes assumido pela acr6pole Ao seu redor encontravam-se os princ1pa1s edifiCios pub .cos te'"'"~ o os e progressivamente foram sendo acrescentadas atividades comerc1a1s Ao ongo ae suas marge"'s eram d1spostos monumentos e estatuas, ficando o centro hvre As agoras possL. a'TI un'a a soos ,.ao bern defm1da· uma pra~ regular rodeada de p6rticos (stoa1) CUJas colunas untfo, mes esconatam a vanedade de edific1os que as cercavam Ja para as romanos, urn des pnnc1pa1s elementos em seu urbanismo era o forvm Ao rnesmo tempo mercado, local de reun1ao e de en centro e centro da V1da pubhca e rehg1osa era o cora<;Ao da cidade romans Uma praya redondo de ed1ffCIOS pubhcos geralmente hgaaos por colunas 1nsp1radas nos p6rt1cos das agoras gregas (Figura 2) 0 fowm f1cava normalmente sttuado na inters~o do cardo como decumanus, e1xos pnnc1pa1s do tra~do ortogonal das cidades romanas.
  17. 17. No forum se reun1am as assemble1as populares (comic1os) ate seu completo desuso. na metade do seculo II d C. Abngava o edific1o que serv1a as reun10es da cuna e a basilica, nele func1onando tanto transa<;Oes comorc•a•s quanto at•vidades ofic1a1s, como o exercic1o da JUSt•<;a palos mag•strados Ate a aparis;ao de anfiteatros, era no forum que ocornam os combates de glad1adores Na epoca do lmpeno ocorre uma especiahzas;ao: ao lado do forum aparecem os fora dest1nados as atividades comerc1a1s. Os romanos possulam tambem uma outra pras;a especlfica consagrada aos edificios destinados ao lazer: teatros, circos, anfiteatro, termas Nas cidades romanas as vias e prayas publicas alem de 1 1 ~ ·. ·~ . . .. . ~. • •• • • • tambem eram ornadas com numerosas estatuas, arcos de triunfo, ninfas (fontes) e reservat6rios F1gura 2· F6rum de Pomp~aa seculo a C Na ldade Media ocorreu, num prime1ro momenta, uma Fonte CHING •998 total ruptura com o quadriculado romano As ruas eram tortuosas e confusas e as casas gera.me-,~e possuiam sacadas se projetando para a rua e no andar terreo, arcadas ou p6rttcos tambe"' encontrados ao redor das prayas. Os atrios eram raros na ldade Media, sendo a igreja geralmente cercada ou ladeada de um cemiterio. A prays principal era a do mercado, as vezes simples alargamento da rua, outras um vasto espayo, principalmente nas cidades novas. Seu espac;o era contornado de casas com arcadas ou com pilastras e nele erguia-se o mercado coberto, que abrigava o comercio podendo ate abrigar o governo • • -·r>-: ., .... p;-. ... "•" '"' • .. ··.~ .' . • da Ctdade. Quando nao, 0 edificio da Figura 3: Desenhos de esp&CfOS urbanos medievais dom'l'lados por prefertura local ficava proximo. Na ldade Medta. o acesso a praya se dava pelos lgrejas, de autoria de Cam1llo Sitte, que 1lustram o acesso aSS!metnco aos ediflcios. Fonte CHI~G 998. ~ngulos, onde as ruas desembocavam, e a circula9ao se dava tangenctalmente a essas laterats. Este modo de circulayao e vtsuahza<;ao do espa<;o das prayas medtevats e defendtdo per Sttte (1992), (figure 3), em sua crfttca ao projeto de pra<;as ngtdamente desenhadas, com dtspost<;ao central de um monumento. Cementa tambem a drsposu;Ao, nas prayas medtevats, de elementos como chafanzes e monumentos em locats que nAo prejudtcavam a ctrculayao, tanto de pedestres como de velculos. Ele acredita que os metodos anttgos de desenho das prayas reahzados atraves do
  18. 18. 12 "sonltmonto artlsltco", crrorarn espw;os vonudos (J opropw1rJo3 pm:~ cada um dos loca1s em que foram tmplantados, no rontrarto dos rosultHrlos ohllrlns ntrnv/J•; ria •goomQirta ltmtlantr.:• No llnltn onttgn, de ocordo com us clossos - notJrQ/n, <.1om o po·m - quo separadamente uttltzavam urn logr odour o ptlblrco dtferenclftrJo, dtsllll{JIItrtrn-t;o rt pr a~o 1a1ca ou stgnona ondll se oncontrnvarn LIS edtftca~Oos do~ nobrn'l o mon11rnontns mn hr111rn ft htat6rra a praf;a da catedral, prosontes tnrnb6rn o balt5lono. a campmlllhn a o pul(•cto eptscrJpal , o o prar,a d'J merc.ado onde a populaeiio se reunra e onde se localtzava o profettuu1 No Ronascimonto, nova rupture, agora com o urban~smo medtevnl, surg1ndo o urbantsmo classtco PesqUtsas eram feitas em buscn de trac;:ados urbanos tdea1s Um destes, em forma de estrela, fo1 cnac;:ao de Filarete o plano rad1oc6ntnco de Sfomnda (F1gura 4) Tem a forma de uma estrela de Olto pontas com ruas que convergem para a praya central onde esta ed1f1cado o palac1o do soberano. PossUJ a1nda uma rua circular na qual acrescentam-se prayas secundanas E uma estrutura urbana centralizada que reflete ao mesmo tempo o autoritarismo e as preocupayees intelectuais do Renasc1mento Outra 1nfluenc1a nos trayados das ctdades renascentistas foi a dos engenheiros mtlitares Conceberam pianos que permitiam aos defensores, a partir da praya central varrer todas as ruas principats com disparos de canhoes, tndependente da forma que a ctdade fortificada tomasse. A estrategia rnsp1rou solu90es urbanas comparaveis as de Filarete. Com os arquitetos italianos do seculo XVI, como Fra Giocondo, que se inspirou no que acreditava corresponder as ideias de Vitruvio, a 1deia da prac;a central permaneceu, porem com um rnteresse estetico, visando valorizar o monumento central para o qual podenam converg1r os olhares da cidade. Na segunda metade do seculo, os arquitetos Vasari e Ftgura 4. Plano da C.aa~ 16eal 6e Sforzmda, 1464 Nrt6r"K> ~ a:et'! Fonte CHING • -;,;~ Figura 5. Plano para uma Cadade Ideal 1615. V.cerZo Scamo.z...~ Fonte Ch 'I;G 1~ Scamozzr combinaram esse principto de centraltdade com o retorno aos t· acaoos ortogo....,a1s A cidade rdeal mantrnha seu contorno poltgonal, mas em seu intenor mu1tas n..as se cor1ava11 em angulo rete e a pra~ central possuia a forma de um quadrado ou de um retangulo (Ftgura 5) Nao podendo realizar as c1dades tdealtzadas buscou ·Sa a plamf1ca~o urbana mantel do no tracado urbano alguns pnncipios como ruas retrllneas. procura de um 01 o que penn1t1sse uma simetria na composi~o urbana, convergOncra de ruas rma urn ed1ficro ou uma pra.a e criayao de uma liga~ao orgfm1ca entro as d1vorsos portos dn cidado Dentro do uma forte preocupa~o estettca, 59 enquadravam: a busca por perspect1vos rnonumentms - ondo so enca1xava a utihzac;ao da prac;a para alcancar este objetivo: a utilizayllo da factlnda com funyAo estetica, desvmculada do espa~
  19. 19. rn•cmo da odrfrca~o e a arqurtotum programada - programD (.; o moclelo arqwtotural obrrgDt6uo ao qual do 1onam J obcdoccr todas as constru¢os do uma rua praca o ate mesmo do uma crdade rntorra A praca surgru com no 1a concepyao Se na praya med1eval o aoesso st: fazra geralmente P~los Angulos, no Renascrmento o rdeal era que de qualquer rua que se chegasse na praya se pudesse ver o I'Tionumento que • , • • • • , ocopava o centro Cond,t;ao perfertamente satisferta pelo Sistema de prat-a crcu ar e -:: ... e o.e ;;-::;::;, -:. ~ rgualmente a praya quadrada com a cond1~0 de que a chegada das ruas se cesse ~ :. - e :. ::;:s latera's segundo as med1anas Acrescenta .-am-se as vezes, nos angulos • ... as "a;.a-::as se-; ... ' -::. ;:s brsselr zes No Renasc menta err 11iwas c1dades da ltalra sao crradas pra-;as 'Xlr.:.e=- -:as ~ .... ::. es•:.s pat<os de patac1o com arcadas no andar terreo Sao decoradas com e ememos ~e a·: ... . e· ... -a co unas obehscos fontes estatuas {Frgura 6). Fora da Europa as de1as europeias atrng'ai'TI o trar;ado das cidades coloniais ?<:-<: as :e orrgem espanhola a pnmerra regra era determrnar o p ano da ctdade pro;e~ada . As ora98s -... as e rlhas deveriam ser trayadas a corda e regua· partrndo do corayao da futura c1dade a Plaza Ma)'O' ,t., extensao dessa praya devena ser proporcronal a medra da populac;;.3o evar'do-se em cor 'a os crescrmentos possivers Caractenzavam-se por uma drsposr<;:ao nteiramente regular e geometr va Ja as de funda<;:ao portuguesa assemelhavam-se as cidades med1evais eurooetas A cidade colonial brasileira se formava em torno de uma capela inicial, com o casano conftgura""oc o espa;o da prar,.a Como nao havra pianos a medrda que a cidade ere sera iam se forma nco ruas estre :as e tortvosas, largos e prayas Porem d1ferentemente da praya medreval, que assum a fun¢es especifrcas como praya de mercado prayas centrars praya da tgreJa, o espa~ da pra.;.a COlon a brasile~ra assum1a todas estas fun¢es ao mesmo tempo ·Era um espac;o poltVa!ente pam de mullar.. manifestattOes de costumes e habttos da popular;bo, Iugar de artiCuts:;ao entre os dNersos estratos da soctf:Jdade colonial': (Robba e Macedo, 2002) Nos s6culos XVII o XVIII surgrram, na Europa, vanes proocupat;(>es a recuse do g gant1smo urbano, a rnfra estrutura, os 1mparottvos da c~rculayao e as ex1g~nctas de salubndade. Nesta ult1ma insere-se a necess1dade da ltvro circulat;ao do ar, o que favoreceu o alargamento das ruas e o surgimento dos Jard1ns. Como mu1tos dos JBrdrns medreva1s desapareceram no seculo XVI para dar Iugar ~s constru¢es, fez·se necessano substrtui·los por Jardrns pubhcos e passe1os, aos qua1s se
  20. 20. acrescontaram 1ardtns parttculams, alguns abertos flO • • publico (Ftguro 7) No st'•culo XVIII a rnoda dos pASSBtos o JBrdtns so dtfundtu ot0 ils pequenas ctdndoo; do provincm No Brasil constr6t·so em 1783 o rnc;seto Publico I do Rio do Janetro, ocompnnhondo n tendOncto mundtal lZste, ~'orern , l'6 vem o ser efettvamento utthzado em mendo~ do ~ec XIX com sua reforma em 1862, pelo patsrtgtsta troncM Auguste Glaztou Nesta epoca ja extstta • , . no Brastl uma elite urbana que tmponava os h3bttos F1gura 7. P11rterre' de Broderle, 'lersa~. FrarY,a cultllrats europeus, entre eles o do "passeio" sllculo XVII, Andr~ Le NOtre FoMe CHING 1991! Se no Brastl as ctdades colontats possuiam raros Jardins restntos as propnedades re' g osas OlJ aos qUtntats des restdencias, sendo destinados a ftns utllitarios, no final do secu o I J proltferavam os jardtns em restdenctas, jardins bot~nicos foram aber1os para vistta<;ao publica e ' as e ruas foram arbonzadas As residencies passaram a descolar-se das dtvisas do lo~e f•ca~"'co isoladas no lote envoltas por Jardtns. Apareceram os palacetes com seus jardtns roma~"'' cos e classtcos Algumas das prayss coloniais mais antigas e tradtctonats receberam vegeta<;ao e tratamento de Jardtm, perdendo as funyees do adro colonial. Na Europa, par1tndo da rela<;ao entre urbanismo e politica surgem as prayss rea s elemento urbana ttptcamente frances resultante da assocta<;ao de dois elementos que a Ita a co seculo XVI utthza separadamente· a prays programada e a estatua do soberano A mane ra francesa o tema da prays real se difundiu pela Europa Ate a metade do sEkulo XVIII exaltava o reg me monarqutco e a tmagem de um rei guerretro e vttonoso Quanta mats se aproxtma do fina do sec... o mats a tdeta da prays real dtstancta-se das idetas entao domtnantes, sob tnfluencta do llumu, srno e das sociedades tntelectualizadas A prays real da • Iugar cada vez mais a prays da na~o. A Roma do seculo XVIII e dominada pela • I • A • • ' • .. .,... ....~ i~t·:·. l . ,_.. . · · · -··~' I .1',- :.t r • ••• ' ~ . . • • ~,. .., • v .... ._r - • ... ,.r • • • ~- I -...... . "" • • "• '* tnfluencta de Berntnt, chamado de "o mestre do urbantsmo barroco", que ordenou as prayas de Roma, multtplicando os efettos de surpresa - obelisco de Minerva ergutdo sabre um elefante - e tratando a cidade como uma decorayao de teatro, de maneira a sugenr uma amplitude espactal que nem sempre extste. Oentre as pnncipais reahza¢es de Bernini, pode-se cttar a ordena~o da prays Navona e a criac;ao da pro~o de Sao Pedro, ladeada de colunas (Ftgura 8) F1p11rn 8 Prn.;n Sl~' Pedr), R)ma , 1655-0~ G·oa')OI Bemn Foo~ CHING, 1998 1 Parterre. ananjo ornamental de cantelro de nores de d1ferentes tamanhos e formatos
  21. 21. 15 Nos s~culos XIX e XX chegou-se ao urbanismo da era industrial A Revoluyao lndustnal • causou profundas mudant;as na estrutura urbana ao lant;ar uma grande popula~o operana nas C!dades sem que estas estivessem preparadas para acolhe-las Surg1ram novas c1dades e as ex1stentes cresceram atraves da evoluyao dos banos centrais e dos suburb1os Enquanto o mundo passava pe•as transformac;:Oes decorrentes do estabelecimento da nova ordem econ6m1ca produtlva e consequentemente soc1al o Brasil sofria forte 1nfluenc1a europe1a, princ1palmeme da Fran<;a e da lnglaterra Sentrndo a necessidade de estar atualizado foram lant;adas campanhas de modern1za<;ao. salubridade e embelezamento das cidades bras1leiras Neste quadro e estando as politicas sanrtaristas em alta surgiu a ttpologia da pra<;a aJardinada A pra<;a era como um belo cenario a}ardinado destmado as at!Vidades de recrea~o e voltado para o lazer contemplatJvo, a convivencia da popufa9ao e o passe1o. (Robba e Macedo 2002). Para frequents-las era precrso segw normas de conduta e comportamento rigidas e hrerarqUizadas Elas se tomaram cenano para o desfile das elites. As prat;as mars rmportantes das cidades passaram a ser objeto de projetos de pa1sagrsmo normalmente de profissronars europeus como Auguste Glaziou e Paul Vlllon A pra<;a ajardinada raprdamente consolrdou-se como padrao de modernidade. sendo tip1ca da lrnha de proJetos denomrnada Eclet1smo Essa linha engloba desde os Jard1ns do final do seculo XVIII ate as grandes pra<;as do comeyo do seculo XX se caracterizando pela apropria~o de varios estilos e rnfluenc1as 0 programa da pra<;a ecletica e o passero, a convivencia socral e a contempla~o da natureza, ainda que idealizada. 0 Ecletismo divrde-se em duas lrnhas drstlntas a classica e a romantica Essas duas fundem-se numa tercerra a romantico-classica A linha classica inspira-se nos jardins franceses dos seculos XVI e XVII, que, por sua vez. buscaram referencias nos Jardins renascentrstas. A linha classrca estruturou-se sobre uma rigidez geometrica no trat;ado e plantio, buscando a ortogonalidade e a centraliza~o. Os caminhos dispostos em cruz, conduzindo a urn estar central marcado por um ponto focal, geralmente um elemento verticalizado (monumento, fonte, chafanz, coreto, obelisco), tudo rsso envolto por um passeio perimetral, caracterizavam a chamada triade classica basica. sao: Segundo Robba e Macedo (2002), os elementos caracteristicos do projeto eclet1co class1co • trat;ado em cruz e varia¢es; • estar central com ponte focal; • passeio perimetral; • cante1ros geometncos; • parterres; • simetna; • erxos, • grande quantidade de areas permeaveis; • elementos ecleticos pitorescos (coretos. pavilhoes, espelhos d'agua, estatuas, monumentos, fontes, bustos); praças maceió
  22. 22. :_:.: ...,,.. ...... ..... . .... ..... ... Hi • vegeta~o arbusttva o forra¢es, dtspostas como bordaduras dos cante1ros e camtnhos. • • • • • vegeta~o arb6rea ptantada ao Iongo dos camtnhos para sombreamen~o grande utthza~o de esp&cles ex6ttcas ouropetas o pequena utrhzayao de espeoes nattvas. geometnza~o e stmetna no ptanho da vegeta~o gramados poda toptana A linha romantica vem de um ideano romfmtico exacerbado com ongers na cresceme valonza98o da natureza e de suas rmagens devrdo ao avanyo da urban•zayao e do mic.~o c:c processo de rndustnalizayao na Europa no stkulo XIX Tambem nesse pe• odo a ..,nl.a~"Cia romfmttca das artes ctlegou ao desenho dos )ardrns. A natureza que os prOJe•os ro,.,...a"'' ~ buscavam reproduzir seguia padroes rdeahzados Segundo Robba e Macedo (2002), as caracteristicas deste estr o sao • tra~dos orgfmicos e s.nuosos. • estares e recantos contemptatrvos: • passeios e camrnhos que percorrem toda a area; • lagos serpenteantes • equipamentos ecletrcos prtorescos (coretos pavrlhc5es. espe hos d agua es~a·-as monumentos. fontes grutas arcos. templos malocas castelos entre outros • grande quantidade de areas permeave S. • cria9<3o de cenanos naturalistas, • cr1a9<3o de visuats, • utilizayao cenica da vegeta~o . • imitayao do ambiente natural, naturalismo; • aplica9<3o de forrac;Qes, vegeta9<3o arbustiva e arb6rea mats exuberante de forma a criar cenarios; • uso de especies ex6ticas europeias e de especies nativas . A ltnha romantica nao teve a mesma divulgayao da hnha classrca Se~..s projetos era"'i ra s elaborados e necessitavam de areas matores. Porem a proposta de va.or::.ayao ca """agern naturalista e romanttca e a forma dmtca de plantio foram rncorporadas ao geometnc•s:""' c ass co dando ongem a linha romantico-classica, a parttr do tnicto do seculo XX Ne.a 1'a a forte cv·ese~y.a oa triade eclettca classica juntamente com elementos romanttcos (pa-.lh6es .ages se"l:'entea.,tes grutas, cabanas, castelos. estatuas), dtspostos em seus quadrantes A partir da segunda decade do seculo XX. os nucleos urbanos bras re "''S co,e<;am a expandir-se rapidamente devido a implanta93o do modele de produyao •ndustna. e a crescenta atividade comercial A popula~o urbana aumenta. o trafego de verculos e crescente o pre<;o da terra urbana eleva-se, e os espacos livres publtcos e privados tomam-se cada vez ma1s escassos valorizando arnda mais os remanescentes
  23. 23. 11 0 o ptl0 llvr o puhlrco tJ wtwno torruru • o lllllfl llfl'l npt;I'I•JS do { rr oo dQ lni'I'JI na crc!Ud'3 otrovt'Js ch pru quns o pr rrcrt·; do concnpt. lo "''" '"" w.tn , 0 11 "111ft r orn prr)J•Holl quo rnclulom o Iazor LlltVO 0 Culturol Ill)' l011 f'lllt!llllllMo ulrlrliiVIIIIl novo• uqiiiJICIIliOIIIO!l, 0 lrnltllrn O!lp3~S ponsadOS porn n j)OIIllClll~llCIO tillS lr llll~OIIIllrlS flltno , rpUillt!l ptll(l II p119"11lflt) r rHtiOrrrpiOClJO No llrnsrl, n prrllltlrrn rnn t.u1n do •;,nrln XX lor rnnrc:trrfll polo mrplonto~o de grandos {lroos de' lnzor wb.mo, prrlll'rp:llmonto pur quo~ pullllcub o c hrlm!> u~porlrvo• I nrnll II) 101 um poriodo murto rrl1J'• '' tcmltl pnrn n consolrd, lc;'Jo do mot1Hio dn pr o~n .!Jill d1nudn Contr!'lrto 1 tpoc.l colonrnl, o t'spnc;o du pr.u; .• , nflo r'1 tniliS <1Qfrnrr1o polo ca:;arto o stm prodt'lt•rrnrrl.ldo rlurnnt1l n l t1SO de pro,oto do lotoomontos url>.mor:. I :unb6m a relo~o do prac;a com souontorno modrtrcn so, duvrdo a nacessldodu do nnrs contornunclo t1 pnrn o trtmsrto do voiculos A pmtu do 1940 comeQ!lm a nparocor mudonc;m; mr concnpr;, ~o dos ospn<;os hvros urbanos br ,lsrlou os sob mtlu<'lncrn dos orqwtotos porsogrstus modor nor. Heber to Durio Marx, Thomas Church Gurrot [ch.bo e Roberto Coelho Cardozo E:ram reprosentdntos do Modernrsmo, que traz.ra novas tendl'lnclfls formers modernas alladas aos novos progrnmos do uso, englobando ahvrdades de lazer ahvo prrncrpalrnente as atrvrdades esportrvas e a recrea~o rnfantrl - e o Iazor cultural Enquanto as pra~s do Ecletrsmo foram espa~o de segrega<;:llo, as pra~s do Modernrsmo eram mars democratrcas, estando mars pr6ximas da maioria da popula~o Tambem fugram dos padrOes europeus e assumram um carater mais nacronahsta Os espa<;os da pra~ moderna foram ideahzados para a permantmcra e nao para o srmples camrnhar. Segundo Robbe e Macedo (2002). as caracterrstrcas e prrncrpros de desenho da prac;a moderna s~o • setonzar;ao das atrvidades, • utrlizacao de formes orgllnicas, geometncas e mrstas {de acordo com os novos padrOes estetrcos - srmphcrdade e pureza) tanto para prsos como para camrnhos, canterros, espelhos d'agua, • hberdade na composiy~O formal. respertando os dogmas modern1stas. • grandes areas de pisos processados, • cnacao de estares e recantos como elementos centrars de pro,eto • crrculacOes estruturadas par sequ6ncras de estares, • valonzar;!o de leones e srgnos da culture nacronal e rog1onal; • vegeta~o utrhzada como elemento tnd1mensronal de conf1gura~ao de espa,os • plantto em macrcos arb6reos e arbustrvos. formando pianos vertrcars, • plantio de forracOes como grandes tapetes, • large utiltzacao e valonzar;ao da flora natrvo e t1 oprcal Os espacos flvres pubhcos reofumnm sa como op~Oo do tm~:l dt.l l .. lzt~r pam a ·rdade tornando-se obJet a de tnterosse politico. A pwcns odquu om v~1r ms o dtstrntAs fV1 t''S d :)pendendo da locallzar;ao, podondo tor drvorsos usos corwrv!lncrn socrol, 1 ~u o.1c;t'!o rnfontrl, l~ut~' contemplahvo, lazar cultural e Iazor esport1vo A 111too' oc;llo o H n1 llrultlQI'o corn os atlvrd.ldtlS dn comunrd3de derom 1s pracas um can~ter do espa~o contr oll:udor mutfl) for to o mm1ontor am sun vtsll'tlrd<lde. levando a popufa~Ao a valonzar de forma crescenta a espoc;o ltvt o ur b.mo
  24. 24. Nesto contexto for am conslttuidos 6rgtlos p•jbhcos responsa 1ets palo gerencrarren'o e manutonyllo dos espaco5 llvr£JS urb:-tnos, pots oc; rasponsa 'e•s polas adrr mstra<;Qes m..Jr c. pals porceboram a tmportllncta quo a crm~o e manuten9<")o f"Jder~uada dentes ospayr;s pode ter para a promoct~o do uma admu1tstra~o No comeco dos anos do 1990 nlguns prOJOitstnr; comf.H;::mlm a hu:.car nrHas hr>~..;age'"~s formats de prOJeto Ha mat or llberdade na concop~o dos ospar;os It Has pt.ibhco-:; urbano<J '.lUe 1-:>' a conforms o local da ~ua implantacao 0 espar;o publico volta a ser palco de atJ" d.r,des -x.mo comercto e servu;:os Nas prayas centrats devtdo ao tntenso fluxo de pedestres :;ss va-;..a-:; t•:vnarn-':.e areas de passagem Busca-se entao evtlar obstaculos para o camtnhar dos transer;rte-s Pa'a ss~J deftnem-se grandes areas de ptSO Retorna ·S9 a praya seca. As propostas de revttahza~o de bairros antigos. apesar de serem r:we-:. c~ a~as prioritanamente ao casario refletem dtretamente no espa90 publiCO revttaliza,..do-o tamoe'"'" E ... -a tendencia vanguardista do urbantsmo e paisagtsmo contemporaneos v sto que nao cao a ~a ideologta moderna, marcada pela reJet~o aos padroes classicos e romanticos Nesse contexto surge a linha Contemporanea no pro)eto de espa90s pub1 cos A rca e ... forma~o caractenza-se principalmente pela liberdade e pela irrever€mcta Constste na multtpnc cacs do programa aliado as correntes formats de vanguards dos proJetos de desenho urbana As p'a9CS contemporimeas sao representattvas de uma conjuntura em que muttas formas de exoressao sa~ acertas Essa diversidade e algumas de suas caracteristicas basicas podem ser observadas e~ proJelos rmplantados em cidades brasileiras a partir de meados da decada de 80 Segundo Robta e Macedo (2002), quanta a forma OS projetos caracterizam-se por • revitaliza¢es e restauros da 1magem o velho e o novo uso • reconfigura96es e mudan~s estruturais • colagem decorat1va (elementos decorat1vos afunc1ona1s e ate a~"'acr6r ccs explorando apenas suas potenc1alidades estetrcas) • • • rrreverencra, • formalismo gn3fico como contraponto a prac;a aJardmada, • cenariza96es (evocayao de signos anacromcos e de 1magens s mbo cas 0 programa e permissive aceita novas mterpreta¢es e mcorpora as forfT'Ias ce uuli~acao a consagradas Observa-se a valorizayao dos usos que melhor se adaptam as necess oaaes urbanisticas da c1dade contemporanea Ass1m, surgem propostas de mtrodu~o do usc comerCial e de serv1yos - uf11ttansmo, d~recronamento do uso para a passagem de pedestres e a e~rcula~o. com a criayao de esplanades e a revalonzayao da pr a9a seca e de cna<;ao de espu~os ·nv t fl. '1C ona1s e adaptavers, que podem ser ut1hzados pela popula((ao das mars drversas fom1as Durante a evolu~o das prayas ocorreram d1versas mod1f1ca~Oes quanto aos usos dados ao seu espayo. No Brasil, ap6s a d1m1nu1yao de funt;Oes ocorndas na passagem do est, 10 colontal para 0 ecletico, sao incluidas cada vez mais func;:Oes no programs tlp1co. Esta evoluyao de fun¢es aesde os tempos coloniais ate o fim do seculo XX e demonstrada no quadro 1
  25. 25. r r I PERIODO FUNCAO SOCIAL DAS PRACAS 9 OUADRO 1 l VOLUCAO DAS FUNCCrs OAS PPA<;/IS BRASILEIRAS COLONIAL ECLFTICO Conviv10 Soc1al Contemplat;ao Uso re1tg1oso Passe1o Uso militar Conviv10 Social I Comerc1o e feiras Cenimo C1rcu1acao Recreacao I MODF PWJ 1 Contempla~o l Recrea~o I Lazer esport1vo Lazar cultural Conviv1o soc1al Cenario 1 I - CONTEMPOR~NEO Contempla~o RP.creay{lo L azer esv.-rt110 Laz.er cultura Con 1' I'O soc al Comerco I SeN•((Os C1rcu,a~o Cenano Fonte Robba e Macedo 2002 0 espa9o livre urbana tern atualmente suas fun96es rat1f1cadas a todo momenta COr"' o crescimento urbana exagerado e. do ponto de vtsta da quahdade ambtental urbana sua ex.stenc.a s fundamental. Ele proporciona melhor venttlac;ao e aera~o urbana, melhor tnsolac;ao em areas rrL: <O adensadas, ajuda no controle da temperatura na drenagem de aguas pluviais, entre vanas outras. Do ponto de vista funcional, a pra<;a tern sido uma das 1mportantes op¢es de azer u"ba'"'c no Brasil. Em determinados bairros, pode sera untca opc;ao de espa90 recreattvo para os hao,ta"':es Tern tambem importante valor estet1co e s1mb6hco, se tornando objetos referenctais e cen cos ~a paisagem da cidade, exercendo importante papel na tdentidade do ba1rro ou da rua Sao a ~oa obJetos de embelezamento urbana, resgatando a 1magem da natureza na c1dade Devido a importancia de parques e pra<;as na c1dade e a sua grande vts b1 idade e es acabam se transformando em objetos de ve1cula9flo e propaganda polittca Mu tas e::es as admtnistra¢es munictpais intervem nestes espa90s buscando a promo9flo de seus go e.....,cs e realtzam tnterven~oes desnecessarias ou tncorretas apenas para deixar a ·marca· de sua gestao Oevtdo a ser pratrcamente o unico agente produtor do espa90 ltvre pub co urbane, a admtnJStrayao publica deve ter 1mensa responsabiltdade no seu gerenc1amento e manu'ie"~O As reformas s6 devem ser realtzadas com o objetivo de rev1taltzar areas ou reaaequar 01'0jetos a din~mtca urbana e mesmo assim sob curdadosa analtse. Espar;os ltvres publtcos que nao cumprem sua funt;Jo na cidade permanecem sem apropriayiio publica e fadados ao esquecimento Enquanto que a manutenyao s1stemat,ca dos espayos publicos da cidade e fator fundamental para garant1r sua exist~nc1a
  26. 26. 3. MACEIO E A EVOLUCAO DO SEU TRACADO URBANO 0 estudo dns pmt;ns de Moco16 roquor IHnn bravo ml3nc;lo a evolut;ao do trac;ado urbana da ctdade identtftcnndo os areas onde nlqumns dns pr <'ll;.ns nqu1 enfocadas vteram a surgrr posterrormente. lsso se faz necessorro poru contextuolizar estes espac;os no hJSt6na urbana Este relata fo1 realizado com base nos seguintes mapas • Mapa da v11a de Mace16 de Carlos Mornay, produz1do em 1841 a partir do mapa levantado em 1820, por Jose da Silva Pinto, a mando de Mello P0'1oas pnme.ro Governador da Cap1tan1a de Alagoas, quando esta se emanc1pou da Cap1tan a de Pernambuco, em 16 de setembro de 1817 pouco depois de Macei6 ter s1do ele1ada a cond1~o de vlla A pfanta ong1nal de 1820 nao mais existe. (COSTA 1983 BARROS 1991) • Mapa de Mace16 datado de 1931, que retrata as propnedades pertencen!es a Companh1a Forys e Luz Nordeste do Bras1f (Arquivo lconografico UEM) • Mapas recentes da c1dade de Mace16 (EMATUR e Prefeitura MuniCipal) 3.1. 0 inicio: breve relato - Area "'l!!al oa ooa~ Seculo :wm Figura 9: Locallza~Ao da cidade de Macel6 e de sua !rea inicml. no s~culo VIII A nome Mace16 vem da denomina9ao que os indros davam a urn nacho da reg Jo - ~a~a"0, significando o que tapa o alagad1rro Esse nacho a1nda hoJe ex1ste e corta o ce11tro da c.aade sendo mais conhecido como Salgad1nho Ma9ay6 fo1 tambom o nome do engenho bangue de a~ucar que instalou-se no local onde hoJe esta a pra9a Dom Pedro II (COSTA, 1983). Urn dos reg1stros mars antigos sobre a area da Cldade e datado de 1611 e trata da doa~o por Diogo Soares, alca1de-mor de Santa Mana Madalena. a Manoel Ant6n1o Duro de uma sesmarra que ia da Pajuc;ara ate a Lagos Mundau, estendendo-se para o 1ntenor ate atrng1r 0 no Mundau Este mesmo documento foi transcrito em notes do tabefi~o Bamat>e do Couto Lemos, onde aparece 0
  27. 27. 2 nome do capttao Apoltnano Fernandos Podtlhfl qull, segundo Cravotro Co<;ta sena o ma•s antigo propnetano de larras em Macet6 regtstwdo em documentos, :.IJndo e&tG de 1708. Segundo o mesmo autor, deve ter datado dal o .nlcto. mais auton;zado, do povoarnento da area da c.tdade d<:! Macet6 Ate meados do seculo XVIII Macet6 ora somenti'J um pet:~ueno po1oado ongmado das pnmetras edtflca~6es do engenho No 1nlc'o do s{)culo XIX o porto de Jaragufl pa'3sou a ter urn movtmento comercial constderavel, o que Jevou ao desenvoloJtmenlo econOmtco e dernogr~tc.o do povoado (COSTA, 1983). Por alvara regio de 05 de dezembro de 1815, Macet6 foi elevada ~ cond t~O d~ 11fa, esttmando-se que a popula~o era de ctnco mil habttantes (COSTA, 1983 p 26) Em 16 de set~f'T'Icro de 1817 fo1 criada a capitanta de Alagoas, ao ser desmembrada da de Pernambuco sel"do l"orreado governador da nova capitania Sebasttao de Mello P6voas, a quem o senado da Camara pea" I"Jue tornasse Macei6 a sede do governo provtnc1al Este preferiu manter a sede na ,,,a de A agoas porem reallzou diversas benfeitorias em Macei6, pois perceb1a as vantagens que esta oferec a e"' rela~o ao desenvolvimento economico, melhor posicionamento geografico e ma•or mooJ•f""ento co seu porto Em 1833 Macei6 fo1 elevada a categona de comarca e, em 16 de dezembro de 1 839 •o inaugurada como a nova capital do Estado de Afagoas
  28. 28. 3.2. 0 tra~ado da cidade em 1820 Em 1820 a vtla de Maoot6, com uma areD de corea d o .".), " fT~ T~ ' CB'I u"U~ruJ• r. J <.... 1<:£::~1 ~ 84) e•:;, baSICDmonto parte dO que e 0 atual UJntrO da CtdadO 0 0 {lroo portu~r 0 de Jar a~ ,t; c;:.t:i 8q'.J<'; ;; opoca ntlo possula arnda ca•s mas ap~nas ancoradouros o trap1ches Em 1819 real.zou-se um censo com lnteresses oclesras1tCO!l que deu a freg .e-: a de M.::.. .... h.;, utnD populay:Jo de 4 734 almas, entre hvres e escra1os Esso numero cc:respr/~F. a~s ~ populayllo da area canonrcamente submrssa a lgreJa de Nossa Senhora dos P·:u..~es r:r- -::..-... f •....;:.,'%. de fora a area do povoado de Proca que nao teve sua populat;.ao ccrr putac:;. t;P.$l~S •.h 'h ..... ., (COSTA, 1983 ps 81 e 145) A area geograftcamente dtvtdra-se em Ires pianos, como hole ~m d a <: p'an· c.~;: a<:; • ~~;: -::-:. mar. o plat6 tntermedtarro com alttludes entre 7 e 10 metros onde f1ca o c:.a "? ~t; C.<::""-:. ~ -:. plana Ito com altura actma de 20 metros. chegando ate a mas de 50 metros (LIMJ. • ':hGJ E- • ~z. o trayado da vlla stluava-se pflnctpa mente no plato tntermedtimo sendo I mr:a~a a • ·.:rc:: ;...: as encostas do taburetro que atua tmente abnga o ba•rro do Farol As vias eram formadas espontaneamente, com base no alrnr.arre""o -:as <:.:: "~;f'.F.:s tmplantadas sem nenhum pra,-,e;amento Os pnncrpa s acessos a ctdade se da ,a~ 0)€ c :J~-=- -::c; Jaragua pelo P~ atra1es da Estrada do P~ ou do Norte atua! av B ... a·'J~S cs ·.~a:e-::. :;,:;,· Bebedouro, atraves da Estrada da Ca~T~oona e lntenor ou do Noroeste, atua, Ge"e·a .... e~ss s ::JS:. Porto do Traptche da Barra atraves da Estrada do Traptche da Barra, atual A. S o ... e ·a Ca--xs COSTA 1983J Os cava OS e carros de boi erafTI OS meios de 'ransoorte da epoca Es~es (;~i':iOS :;,·o~:. ;:n:­a abertura de vanas estradas entree as a Rua do Comercto CCOSTA, 1983 o 30 0 pnme1ro trayado urbano. rea .zado na epoca do governador Me' o Po .. cas ado<;ao do modelo de tabufe1ro de xadrez. aprovettando, no entanto as ""as ,a ce nea::as espontaneamente Na efetivayao deste tra98dO reahzou-se o aterramento de areas a agacas ;>0! onde passanam algumas das novas v1as Uma destas areas aterradas v1na a aw..~r poster.ormente a pra98 Visconde de Smtmbu Na epoca a matona dos espayos pubhcos constst1a nos largos No mapa a seg ... r (frgura i ~ suas areas correspondentes estao •denlif1cadas em laranJa, com a segu nte nurr:era~"' oe referencra . 1 - largo do Pelounnho, atual Pra98 Dom Pedro 11 2 -Largo dos Martfnos atual Pra98 Marechal Flonano PeiXoto 3- largo da Cotmgutba, atual Pra98 Marechal Deodoro da Fonseca Tamoom esta marcada, sob o numero 4, a ~rea onde postenormente 'tna a oca' za•-se a praca Stnrmbu
  29. 29. --· ~ --- • • • • ~ ~ - • * ' "' • . t ~1 ., ·' ..,- ·- ! • I -~J~! c- ·-- • -·-·- . - • I • I • .... ·- ----- • . ·-- ·--·-..-... .. --------­t ·-·-·- • -···- ,.,... _____ . __ .._ .. -. -.--·--·-·----- ... .- ..-. _ ··---··- -·-­...._ ·-.-- --·-·-­­-- ··-··-­- ·... _-.... . ........ • .- ------- ·.·.- --------- ··----"--' .- - --~­,. -~-- --- - ---~ - • - . -·- --.. -------­ ·--t::::= ·-_.,·., _·_- _- .-- ----:-:-:------=-'l-:·.·:--'~·:·~ ~~~~ai ·--·-·-----...-. ';.·-~..--. -~------~-r-··~-:-------~---~-~·-~--~-;-~ • -- • ,' I •• '. ' L=- .. ~ • • ~ ~ ..•. ' • • • 8 li .i i fi i.:ff' l f ---. - ... ... ... I -' - L • Jer.f!lll • ...,.,...,..IJ .. ---·-··-·---· ---------·.-.. ­.----- ·---­- ·----·.-.;-•;.·;--;;-.--:o-·--- -·-----··--·--·-----·---------·---------·-.. ---------------··-- ------··--· ----·- •• -.-::,-:-.--::"--1:-:-:.-:--:"--"~-~··- ---·--- • •• • p: ~­• •• -· ·~···· A J 4 fer I •• • I 14.. A '!l...""t: ,...,... - " . .... _. ..... ~ M .. 23 I F1gura 10 Planla do Vila do Macel6 produzida pelo eng C111los Mornay em 1841 , a partu de mapa anterior elaborado em 1820 por Jos6 da Sliva Pinto, a mando do prhnclro Govcmodo1 do Cnplhmla d..- Al,tgot6, Mello Polo.1s Fonte BARROS. 1991
  30. 30. 24 3.3. 0 tra~ado ate 1890 Jaragua, que nao e reprasentado no mapa de 1820 s6 aparece no mapa fetto em 1841 pelo engenheiro Carlos Mornoy o porttr de umo c6pta do ongtnnl 0 que leva a crer que, apesar do porto, o povoamenlo do bau ro tntctou-se op6s 1820 Em relat6no de 1857 o prestdente Sa e Albuquerque tnformava que mandara abnr uma estrada flgando Jaragua a Mangabetras para factlltar o escoamento dos produtos agricolas onundos do norte, E a atual avemda Comendador Leao, primetra a ser tra~da no senttdo perpendtcular a orla manttma (SANTOS 1984, n° 8, p 38 e 39). Em 1868 a ctdade possuia 53 ruas, 1 tra 1essa, 6 prayas e as segUtntes estradas arruadas Trapiche da Barra, Mutange Frechal, Mangabe,ras e Cruz das Almas Contava com 6 tgreJaS e 15 escolas pnmanas A poputayao do muntcipto contava com 10 434 homens livres e 2 196 escravos na freguesta de Macei6 e com 8.481 homens uvres e 4.034 escra1os em Ptoca. ficando um total de 25 135 habttantes (COSTA 2001) 0 trecho abatxo transcrito do Almanak do Estado de Alagoas para 1891 descreve como estava Macet6 em 1890 • ... mais de cem roas e umas oito a dez prar;as na cidade cerca de 5000 casas. cento e tantas de sobrado ou assobradadas. As roas. de 60 pa/mos. alg<~mas ma s estreitas. ( ) 48 aparelhos telef6nicos ( ... ) Povoados. Pa1ur;ara aproximadamente 400 fogos (edtficayl>es] e cape/ada Conce•qao Por;o: aproximadamente 400 fogos e cape/a do Bonfim Mangabeiras: pouco povoado Trap1che da Barra· aproximadamente 60 fogos e cape/a de Nossa Se~",.,Ota da Guia Ponta da Barra aproximadamente 100 fogos e cape/a de sao Sebast ao Bebedouro. aproximadamente 300 fogos e cape/as de Santo Ant6nio e Nossa Senhora da Concetr;ao· A vila de Macei6 era formada pelo atuais bairros do Centro e de Jaragua sendo os o ... -:rcs batrros que atualmente fazem parte da ctdade, considerados como povoados Jaragua, no comeyo do seculo XX sediava residencies. casas comerciats. age""~c as bancanas, trapiches e amplos armazens, enquanto que no Centro ficava outra parte oo COr"lerCio, resrdencras e as sedes das reparttl(6es publicas, do palacio do governo e da pref91tura 0 texto do Almanak crta as capelas do Bonfim e a de Santo Antonio. No largo oa p,..,e ra surgiu a praya Nosso Senhor do Bonfim, que deu Iugar em 2002 ao .aduto 0 .b Ga~o. permanecendo apenas urn pequeno trecho da area origmal, em frente a igreta No argo oa seg ... .,aa surgru a praya Santo Antonio, hOJe Lucena Maranhao, sede de famosas festas '10 m.Cla oo secu o XX no barrro de Bebedouro Ap6s 1890, com o advento da Republica fo1 que Mace1a conheceu o p• ogresso ui.>al"lo segundo nos conta Manuel Diegues Jun1or (1939, 1n COSTA 2001) Svguam as p"ayas com no"o srgnrficado. A rue passa a ser frequentada pelas famihas que vao as pra.as e feste1os publ cos A rua vai mudando a fistonomta, perdendo aqvele at de cotsa feta com que arnda nos d.as do periodo 1mperial era tratada pelas famlltas. Com essa aproximaJO com a rua. a freqOenc1a a praqa - uma
  31. 31. 25 oportumdade de contato coletiVO pard llmostrcJ de vestlcfos, do chapl)u'), de sapatos Mo amda 80 gosto da cidade - tomtJ se m81s assfdus A democracta ropubhcano trouxo o domocract(l ~ocwl As pessoas mots stmples passaram a frequentar tam bam os prar;:as, festas a rotrotas Ainda segundo o mesmo aut or, ass a frequ~ncta fot tflo tntensn que "repellu as classes abastadas ( ) 0 coloodo das retretas da pmr,..a dos Martfnos, da praqa das Graqas, da praqa 0 Rosa, mostra 1sso mais eloquentemente". As festas da tgre}a tarnt>em aproxtmavam a popula~o com seu aspecto religtoso e tambem profane com ora(/jes no rntenor do temple e 'carrosse1s, bancas de roleta, quermesses, leilt5es, bazares de prendas no ptJtoo f.IV na praqa fronteira" (DIEGUE$ JUNIOR, 1939). No levantamento da hist6ria do Centro de Macet6, realizado pelo Cen~ro Federal de Educa~o Tecnol6grca de Alagoas, CEFET/AL, eles fazem um breve quadro da sociecao~ macetoense no come~o do seculo XX, baseados em te.xtos de Felix Lrma Jun1or As mu~t'leres aos domtngos, "muito bem vestidas, com cabelos cortados a Ia gan;onne, extbmdo chapeus da ultrma moda". tomavam os bondes da CATU para ir fazer o footing na rua do Comercto Tomavam eM com torradas, bolinhos ou b1scoitos Aimores, na confeitaria Nacional e sorvetes na Santa Laura . Outro ponto tmportante de encontro era o Cafe Colombo tnaugurado em 19 de marc;:o oe 1905 e frequentado pela sociedade chique e por ftguras marcantes da cultura macetoense Nao faltavam tambem as festas do Institute Hist6rico e da Academia Alagoana de Letras.
  32. 32. 3.4. 0 tracauo om 1931 u J ,,.,. 'J , 8 11 ' 1/M , 'f;f/A • o p a " to an Jw.::ut r :.~a o• c tm m. d~ f fJ"; n '/fl' Terra r)() 011 dando ';(~I rr WJO .,., w ... 'liJ Pti,Y;t:·n I) ~''fl • OO"O em d~~o oo f • a •1a ·o•tr dl) '/.AJp:;,• ~~ a {;•,., • ~ 'J' J Barru f. ocupa!.,.~O tarn!;/.m t.o/~o~"U J ~·m '1 rt,•,!y, & ltiJ'•I) It Jr (.!: ') quo att:.sn:a I!P'.x:a ~~e;~FTia r.r1.:r/ "'.;;,I 1 ', •; ~·a ',;:w VY• ' a ''" , ,.., .. , J,;o 1 ' ~- f''!Y,-:3 . • ~ ' - pI ;yy_, '/ .:J;,7>r'i'Jf:. f' r H o ".J I.e: • • . , f ( •• , .;..J, ~ ·--· •- ;.•. , ,. ~.~ I' ~~ •-4 ~·r- .,..r;; ~~ ~ ..-:;. ' 5- Prata Sa: 6-Prar~· ~ eBw. 7-P~ E E- ·e 8{1Wt~%i ~' keaJ r~ 1a1~-" pa:a PHY,.a• .e - !Jrea ~ ::;»rY~ U·~ -:1 ~gfj fa~ d;:rlr. I -' , ..,. •• •• • • •• --··
  33. 33. • ..•o.( • : ~" , ' t ; .. ; • ••• • ., t L ••• • / ~<j • • • ~y· ~~~;"' .;(/ , "" . ~an • ... ..a ' 4 • • e' ~ ~ • ~ ..,. ...~ ~'S' ,',. ".f 't .. ~ " . '' v ~ . ~ ~. ~. _'. ~ ~..·. ~uc N~I ·r· ~ "i~ D • " .s•, tJ ~! ~ ~ ~ .t F: !' ~.: . .I '0 ~.r<s~=··t -.I 'J ·~ '; t ·~ ~ -11 ~ ht II"~· I~~~ .. ~, ('. .: 11 ~ .~ l .1 • 27 ) .•. • • I r"" % ~ ,• 0 • " • • • • • '• ~ ••' • •) ..- • • - '"' ) • 4 it. 11.: .a &> ol n '-! ·•• - Q • ' I .... • .. ' .......... ____ J• • Figura 11 • Plante de Mac~IO, de 1931 , utlhzeda pelo CompanhiA For'a e Luz Nordeste do Brasil Fonte: Arq. iconografico UEM
  34. 34. 28 3.5. 0 tracado em 2000 M 6 passou por grandes Do mapa de 1931 para o atual podemos ver como acet d bocar em frente a Avenida transtorma90es (Ftgura 11 e 12) 0 R1acho Salgad1nho passou a esem I 1 1 r que corria ao sui da Prays Duque de Cax1as Perdeu parte do seu le1to natura , para e o ao ma • Vtsconde de Sintmbu, 1ndo desembocar bern ma1s a frente, nas prox1midades do atual cruzamento da aventda Dona Rosa da Fonseca com a rua Dtas Cabral A Lagoa Mundau, pr6x,mo a Levada, nao mats adentra a c1dade, tendo sido aterrada, transformando-se apenas em um canal Os trapiches e ancoradouros presentes nos ba1rros de Pajuyara e Jaragua detxaram de e..<tsttr tendo stdo construido neste ultimo um porto Ap6s a constru~o do Cais do Porto, 1naugurado em 1940 parte da enseada de Jaragua foi assoreada, dando origem a uma fatxa de areta que afastou o mar de sua margem anterior Toda a margem urbana da Lagoa Mundau foi aterrada e ocupada pela popu a~o que ai construiu casas e casebres. Tambem foram aterradas pelo poder publico algumas tlhas do Trapiche da Barra e parte do bairro do Verge! do Lago, durante a implantayao do Dtque Estrada e do conjunto habitacional Virgem dos Pobres, na orla lacustre. Eixos viarios importantes foram abertos como: avenidas Fernandes Lima e Durval de Goes Monteiro, no sentido norte-sui; avenidas Juca Sampaio e Menino Marcelo (Via Expressa), ligando o bairro de Cruz das Almas ao da Serraria e segutndo ate o norte da cidade, indo terminar no inicto da BR-316; avenidas MaJor Cicero de Goes Monteiro e Jorge Barros, indo de Bebedouro ate o batrro de Santa Amelia, tambem no sentido norte-sui, ficando mais proximo da lagoa Mundau; aventda Governador Afrfmio Lages (Leste-Oeste), que comunica o bairro do Farol com o de Mangabetras e as avenidas Senador Rui Palmeira, Dique Estrada e Francisco Braga Quintela que ligam o bairro do Trapiche ate do Farol contornando pela lagoa Mundau. Em 1931, a cidade possuia os bairros de: Maceio, Jaragua, Levada, Poc;o, Bebedouro e comec;ava a ocupar os bairros do Farol, Penta da Terra, Pajuc;ara, Trapiche da Barra e Mangabeiras Havia ainda os distritos de Fernao Velho e Pioca. No total, dez bairros, correspondentes a uma pequena parte da cidade atual: o extreme sui. (Figura 4). A expansao urbana foi consideravel nestes 72 anos- dos 514 km2 de area do municipio, 233 km2 sao considerados hoje como area urbana A mais noUtvel transformac;ao observada foi a expansao da cidade para o norte. passando a ocupar toda a area a leste e nordeste da Lagoa Mundau, seguindo ate o aeroporto Campo dos Palmares, quando entao se encontra com o municipio de Rio Largo. Conjuntos restdenc1ais ai instalados e que tiveram um crescimento acentuado tornaram-se bairros como o Antares. o Bened1to Bentes, o Sao Jorge e o Santos Dumont. Outra mudan~a no cenano urbana foi a ocupa~ao da orla marit1ma. Em 1939. a Pajuc;ara era um batrro "mwt1ss1mo procurado, constituldo por uma serie de lmdos bangalows" (RAMALHO, 1939). A part1r da decada de 70 come~aram a ser construidos os primeiros edific1os de apartamentos na orla deste bairro, chegando, nos anos 80, a orla de Penta Verde, antes um imenso sitio de coqueiros Atualmente ha ediflcios nao somente em toda a orla maritima do perimetro urbane, mas sobretudo nos espa~os interiores dos bairros da Penta Verde e Jatiuca. Sao ba1rros que se d1ferenc1am do restante da cidade pela sua verticalizayao e alta densidade.
  35. 35. 29 81s de 1 00 a nos, entre a Os mapas estudados perm1tem observer que no espa<;:o de pouco m . . p em a partir da Republica. as planla de 1820 e 1931 a c1dade pouco se desenvolveu f1S1camente or · . passando a ter renda mumc1palldades. de1xando de ser dependentes de governos prov1nCISIS e , .. !'. d ssado A partir de 1890 o pr6pria, alem de uma quase autonom1a. rompem com a estagnaygo o pa d b se e alargam-se ruas constroem surto progress1sta acenlua-se em Mace16, perfo o em que a rem- • se pracas (Manuel 01egues Jun1or, 1939, in. COSTA, 1981) Na figura 13 estao marcadas, em rosa, algumas v1as atua1s que destacam-se como 1mportantes eixos que datam da epoca em que Mace16 era vila a) rua do Comercio, b) rua Jo~o Pessoa, tambem conhec1da como rua do Sol e antes rua do Rosario, c) rua Conselhe~ro Lourenc;:o de Albuquerque, antes rua da Boa Vista d) rua Senador Mendon9S, antes rua da Rosa: e) rua Barao de Penedo antes rua Nova: f) avenida Barao de Atala1a, que tambem teve as denominac;:Oes Santos Pacheco e Manguaba, sendo a antiga Estrada do Poc;:o, g) a aven1da S1que1ra Campos antiga Estrada do Trap1che da Barra e; h) a avenida General Hermes ant1ga Estrada da Cambona e fntenor Na mesma figura 13, marcadas em amarelo, destacam-se algumas vias mais recentes mas que fazem parte do contexte urbana h8 60 anos ou mais: 1) rua Joaquim Tavora, J) rua Malo Moraes, I} rua Jose Bomfacio. m) rua Roberto Ferreira. n) avenida Sa e Albuquerque, o) rua Barao de Jaragua, p) avenida Teresa Cnstina, (atual avemda Santa Rita), q) rua ltatia1a e r) rua da Assembleia, (atual Pontes de Miranda). Os meios de transports mais utilizados hoje sao os autom6ve1s e onibus, havendo amda as bic1cletas, motos e carro9Ss. 0 tram, que chegava ate o bairro de Jaragua teve seu percurso reduzido, saindo da Estayao Central, passando pelo Mercado Publico, Fernao Velho e R1o Largo alem de outras paradas, indo s6 ate Louren9o de Albuquerque. Nos anos 70 iniciou-se a descentralizayao do comercio. Os novas bairros passaram a ter seu pr6pno comercio. com a abertura de lojas, galerias e shopping centers, nao dependendo mats do comercio central Enquanto isso os bairros da orla passaram a ser reconhecidos como os que oferecem boas op96es de lazer, par abrigar bares, restaurantes, boates, e por ter toda a area da orla urbanizada com equipamentos que favorecem seu uso como: barracas, ciclov1a, bancos, qutosques de alimenta98o, bancas de revista etc. A orla e a maier area verde da cidade, cons1derada como urn parque urbana publico, sendo frequentada por toda popula98o. A evolu98o do trayado v1ario urbana acompanhou a expansao terntonal muntctpal Atualmente Macei6 possui area de 514 km2 , com cerca de 800 mil habitantes - 723 142 em 1987 I dados IBGE - mas ainda mantem em seu trayado, a tortuosidade e estretteza das vias nos ba1rros mars antigos e a hnearidade das novas v1as proJetadas. 0 Centro apresenta trac;ado semelhante aquele de 1820, guardando aspectos s1mrlares aos daquela epoca, como ruas estrettas e constru~oes de predomin~nc1a honzontal A cidade expande-se agora para o htoral norte, seguindo para alem dos bairros de Mangaberras e Jacarecrca, sendo que alguns dos povoados e distritos mais distantes como Guaxuma, Gar~ Torta e R1acho Doce, por exemplo, ja foram tncorporados e utifizados como area de moradia urbana por pessoas que trabalham e estudam em Macei6
  36. 36. 'YJ 011nnto or 1!1 oropflr~o~ pt)bht.'l~, IOIJ' Hl'l', rJarJr ,,. tlfJ (:( '' t1lJJ 1£: f 1 'fl1} ;, f",ld:irJe 0 1anula 1':' ptflc;flO, HIIIIJVIJf,, 12 Hllrflrtlllfl 0 20 (..flfiiOJrt·~. ltllliii/DrJrlfJ CIJIUJ rto z.tj• ',/-'. .ft'~ rr/ d(J ar&<; tj!J prcs',..ar;. (J 0 (o23,t.l~ m"' rJtj Oroo (j!) trllrllrliO[j l 1ltrl1 {I ,,,,(! (.1 (;( JP.illJJ•H COI!;UID Ill urr ... ar~ri rf#J ':.IJt';i de :~,._ 'Y.XJ rn:l Ao pttJc;£HJ OrH'.OIIIrflrn BO oop:.lh:"ttlfll} pOI'JI rJI'IIlt •'J't ba!rtrJ~ - rJo·vJEJ JDOelt'' fl~", /'f/J ;; ';id009 dtvtrliJ :.o ern :~o hntfiO'J v,mdo '~IJ,, u rnrus tmlt'Jflfi I')~Ji.~:om t>o Wi (,err!J'J ()r,m t'e'.:ir', ,1 fAaft;'.:tk"ll I >oodoro, Mw,,r.hnl r lortnllfJ l'rJtlrJitJ Vt'it:rmrJr, tJfJ ',trurnt,(J, 'Jrrt ,Jaro~ua Ger;er;, La Jf:r are e f'l E~,,rn JOilll!t dos NuvoganlrJ'•, BrJbtJrJouro l.ur,1mn M:lf;mhfJ(), '''J'{O tJr;~~'> ',6nh(,f d(, (3(,nfJrfl a F;,u.,~l: COtthm~rto A 'ifJQUir, fJ ftrJUW 1? EJpro•,tmtn tJ rn:Jp:J fJitJfJI rJH f.tt1:JtJtJ rJrJ MW'-'JIO, r~r·rje, ·,~r, a<;t:lfiPJI:;,rJas :;,s A rom. corrn•,ponrJontw• ;m!> mop<~ 'I nntonorf.ls o n;, ftqur:J 1 ·~. qut, ~prt~~f1nta no rn;,r,~ ~tJ;;,! ::, p:;:rtf:i sui dn crdodo corwspondrJnto aproJ!rmodrJrnontr.t a fJrua do rnarm de 1fK~1 . w .. tao rn&rca<:las r;r'"' laran,a os prot;a!» moi& SIQntfrcatrva!. rdanllftcadas por nt:.rmrj(()S Outras pr;;~~s e-;t~o ar,~na~ marr..ada.& em vordo, mas som tdf.lnllflca~o Os 1)/~Jmplos de ru:Js Oblbo marc:;da·~ por ~~tra::. d'"J a'favatc., 6endo quo os (JJ"tstonto~ dosdo o micto da >~ila osttJo m&rcadas om rosa e cs<3 QUI) e/.i~t.;:rn r a o/.J ar -:.s ? .... pouco mais ost.!lo marcadas 'Jm amaralo, conformo Ja deswto em paragrafo &cima
  37. 37. ' l 0 r.• N nr c F1gura 12 Planta de Moe 10 Area corrospondente n do plnntn do 820 da p111l11tl a "1a o Ma 6 Area corrospondente At> rnnpa do 193'
  38. 38. ) • 0 .,, --:-=::! .--... ~ 0 ~~-- .,, --,..... --. ..--,.... ~, # ;:.:. "' ..,.... -> "' • z 'J. ~... ~- -- ---- '-'- J. -.. - J, --- -J 0 --- • --..... -- - ----- =- ~ -- -- -") -=-. --:-:•:: -;::! J- =- . ~ §O~~ :Jj ~ - - 0 !/' - - w .:: ;!: ':! ... w J 0 - -:: 0,...... -- z---;-=~ ....... - w w ~--.. ""--......' =-.-_,- :c- =-=-<< I -0 0 -X -..0.. Fonte Prefertura t.ARPLAN . 1998 Figura 13-Parte GUIdo planta de MnceiO COirC!;pondente llpro)nmadamente a ~rea do mapa de 1931
  39. 39. 33 3.6. 0 quadro atual: as pra~as e a evolu~ao urbana d As mars ant1gas f:nquanto a crdode se dasenvolvra nova '> pr¥;as foram sendo cna as tinham nroos rolntrvomonto oxtonsct"> compnrodn<> com a fJrea urbana daquela epoca As prayas •1 d d d comportando nao atuars sno de tamanho reduzrdo, dosproporcronal rm tamanho atu" a cr a "' rnois quo n arocl do umn ou no moxrmo duas quadras c.arac Ie rr•s 1 r ca:; rJ o en 1o rno aparenlando sobras e sendo dofrnrdos quando do pro)eto do novos loteamanlos de t ra~'ldo ort~ona1 Suas funcOes tambem mudaram Se antes eram construidas pr6.1rmas a tgreJaS ou ~drficros publicos rmportantes vrsando valorrza-los em sua complementa~o, hOJe s~o tmplarrtadas em areas resrdencrats vrsando o estar e o lazer da populayao Em alguns casos buscam des~rr penh a• fur"yf!O soctal quando rmplantadas em barrros carentes em opt;:Oes de lazer Por lsso os pro,etos forarr alterados para atender as novas necess1dades da populayao abngando novas eqUtpamentcs como prstas de skate, de blctcross, quadras de esportes, parques infantts e palcos para aprese-''aybes Os monumentos presentes nas antigas prayas, louvando as figuras de ·mportaf'c.a pa•a a h1st6na da c1dade e do pais, perderam destaque Acabam esquecidos tendo urra COI"Se'" ,a-ya'::l inadequada ou sendo alvo da ayao de vandalos. Sofrem com rsso tambem as estatuas oe e'e ·~ meramente estet1co mas que nem por 1sso de1xam de ennquecer e valonzar o espa90 das p·ayas Porem, esse quadro nem sempre fo1 assim As prayas seus monumentos e eou pa ....... e ...... os parecem ter sido mais valorizados no passado. Elas desenvolveram-se com a ctdade, soore· ...... oo a partlf de 1890 quando o progresso chega a cidade, acompanhando a proc1ama~o oa Re::x.t> ::a Muitas prat;:as foram construidas e reformadas a partir desta epoca ProJetos ec1et cos •o·a­tmplantados por toda a cidade alguns de autoria de Rosalvo Rtbeiro, como as prac;as Ma·e:::.-a Deodoro, na batrro do Centro, e a General Lavenere, em Jaragua (SANTOS 1984 Os a~gcs passaram a assumtr ferc;:oes de prac;a, com equipamentos e arborizac;:ao adequados ao gcs:o ca epoca, sob o estilo europeu, que era considerado chique Asstm, foram mportaoas ca :::-a--ya estatuas que ainda hoje enfeitam a prac;:a Marechal Deodoro, a General Lavenere e a Oe::o ~c ~ c Forte- esta ultima com a replica da estatua da Ltberdade Todas confecc.onadas pe1a F ... nc ;.o.::s al D'Osne, do Vale do Rio Osne, na Franc;a. Conforms conta Manuel Oiegues Juntor (i939 a::Ju= COSTA, 2001 ): " .prar;as que aparecem. tendo nas extrem1dades estatuas de 3" ...,as ~ "';;~ s Jutando co.m bichos, nao fa/tam tambem a essas praqas as 1.~.-ras ~" c ""lOU, o.s deuses m1tol6g1COS enchem-nas, e ainda depo1s de 1930 ~~..,, o--efe to -,wn·""oal querendo trabalhar, ressuscttou uma pon;~o de llelhos oet.ses o..~e oescans.nam nas sucatas .da Prefetfura para coloca ·los nur1a pra(a q"'~ D"'C .. '-'U reno~ 3r a q:.re tem o nome /lustre de Smimbii' Dentre as admtntslrayOes muntcipats que ttveram enfase no curdado C0"1 as ('I a.;.as estao a de Sandoval CBJU, (1961/64) e a de Pedro Vretra (199:-') 0 pnmet -o etom1ou anss p a~s cnou outras a foz questao do dotxar regrstr ada o "S" de SlW rntcral por toda adade Con' a ust1frcatlva 1 desta lotra sor mdrcattva do lorna 'Crdade Sorn~o , espalhou a em bnnquedos .1,0qumentos grads e ate decorou bancos pollronas de marrnorrte corn o ·s· em cacos de azuleio Este ultrmo matenar to1 tntensamente uttlrzado em suas reformos, tor nunda so mares registrada de sua administra<;ao
  40. 40. 2 assaram por um processo Durante a gestao do prafe1t0 Pedro v,a,ra, em 199 . as prayas P d d b rracas dos ma1s d1versos de restaura<;:ao pol~m1co Naquela ~poc.-'1 encontravam ·SO 1nva ' as por a . t1pos de comerc1o bancas de JOrnal rev1stas frutas ver d uras d oces Pa st~ls sanduiches Clgarr.o s. d d 8 ,.8 0 prefe1to ret1rou sorvetes e ate pe1xes e camarOos Visando diSCipliner o uso o espa<;:o a pr v todas as barracas. permanecando apenas as qua comarc1a I1 zavam JOrna 1 e rev •s tas dentro dos parametres determrnados pala mun1crpahdade Cm sagutda gradoou boa parte das prayas da crdade, com o rntuito de preservar-lhes o espac;o e garant1r saguranya Postenormente, durante a pnmerra gestao de prete1ta Kat1a Born ( 1998-2002), for efetrvada a retrrada da marana das grades Apesar de pol~mrcas e bastante criticadas, as fortes med1das de prote<;:ao das prac;as chamaram a atanyao para a sua srtuayao precaria, espec1almente provocada pela ocupayao Irregular De fato, segundo consta no Jornal de Alagoas de 28 de agosto de 1992 o prefeito Pedro Vreira Ja citado quis recuperar a ant1ga prac;a Rosa da Fonseca, no Centro, tomada pelo bar do Chopp, porem nao conseguiu atingir seu intento Criado em 1928, o bar avan<;ou sobre a prac;a em 1982, quando for construido o calc;adao da rua do Livramento tendo sido retirado o busto de Dona Rosa da Fonseca. (Fontes: ver bibliografia, artigos de revistas e jornais 1, 2, e 3). Outros exemplos de descaractenzayao da pra<;a como espa<;o publico de lazer sao v1stos e£1" parte do parque do mercado e na pra<;a da Cadeia as quais foram cedidas aos camelos a ftUio de compensac;ao pela sua suposta retirada das ruas centrals da c1dade, que continuam errbora permanentemente invadidas por esse tipo de comercio ambulante Outras pra<;as stmplesmente de1xaram de ex1stlr, como a pra<;a Napoleao Goulart, incorporada pelo Clube Fenix. Este e um problema que nao se restringe apenas a essas pra<;as centrais. Ao Iongo dos anos diversos logradouros publicos foram sendo usados para pontos comerciais. 0 antigo Cafe Afa hoje loja Z Albuquerque) fechou uma rua no Centro e diversos postos de gasolina foram instalados en"" logradouros e terrenos da prefeitura, como o que se encontra instalado em uma esquina prox•ma a praya MarcHio Oias, em Jaragua. Esses fates sao do conhecimento da Secretaria de Adm1n1straty8o municipal faltando, no entanto, vontade politica para resolver-sa estes cases que favorecem apenas a alguns particulares em prejuizo de todos e do patrimonio publico. Assim, pode-se observar que os espac;:os livres publicos de Maceio sao escassos prrncipafmente nas areas ja urbanizadas, cujas areas livres ainda extstentes sao ob.eto oe especufayao rmoblliaria, atingindo altos valores para que o setor publico possa adqUirir novas areas para disponrbillzar a popufayao, devendo-se entao valonzar todo e qualquer terrene oub ,co existente Se no comec;:o do seculo as prayas eram o unrco local aberto de com tvlmcta soctal publica, hoJe competem com outras opyOes, como a orla maritima Mudaram tambem os habrtos da parcela pnv1fegrada da socredade, que prefere o "passero" nos shoppmg centers e galenas comerctats. Entretanto e rmportante que se conhe~. ao menos sumariamente a h1stona das pnnctpa1s prayas mace1oenses ObJetrvando a 1dentlfrcayao de suas antrgas voca90es e fun90es, as quais certamente poderao constJtUJr a base de sua revrtahza~o- t: o que sera reahzado no cap1tulo segUinte.
  41. 41. 4. AS PRACAS DE ATUAIS 35 MACEIO: BREVE RELATO, DE 1900 AOS DIAS 0 rosgnto 1t1sl6nco dos pr 111Cipws prar;:as da c.1dfl dI J d a Ma CI)I6 , .,J sslm como um breve relat•o sabre suA SIIUil~<'O ntuAI, devon~ posslbihiAr a ldonllflcnc;.~o daqualas quo constiiUif~O os dOIS estudos de caso do presente trabalho, v1sando a proposta de d1retnzf;Js para a rw;upera~o das suas an11gas tuncOes e novos pape1s no contexto maceJoense. Alguns textos foram ul1ilzados espec1ficamente para uma ou o tr~ prac;a ro geral !oram ulll1zados os segUintes ALBUQUERQUE, 1989, ALBUQUERQUE, 2000 COSTP 2001 DIEGUES JUNIOR, 1939a; DIEGUES JUNIOR, 1939b, BARROS, 1991, RAMALHO, 1939 A apresenta((Ao das pra9as se dara por ba1rros ln1c1almente pelos do Ce("ltro, Jarag~.;a ~ Po9o. por abrigarem as ma1s ant1gas Duas das pracas ai c1tadas estao pr6ximas do Centro e surgiram contemporaneamente aquelas desse ba1rro Depo1s seguem as de Bebedouro PaJuy<~ra e Farol e, finalmente, algumas das ma1s recentes, na Ponta Grossa, Cruz das Almas. Penta Verde e Jatu.Jca. Algumas das prayas atua1s situam-se em areas ex1stentes desde os pnm6rdios da V a de Mace16 No inic1o func1onavam como largos areas abertas sem eqUJpamentos que as caractenzassem como prays, mas com a dispos1yao do casario ao redor demarcando seu espayo Os largos ma1s antigos de Macei6 contaram com 1mportantes edifica<;:Oes em seu entorno desde o n1c c correspondentes a institui~oes relevantes como igreJas, sedes de governo 6rgaos leg1slat vos e executives, etc. Tambem sofreram alterayoes no seu espa~o decorrentes da sua 1naugurayao co-,o prayas Passaram por varias reformas Normalmente receb1am equipamentos como bancos fontes e coretos, pois durante boa parte do seculo XX as prayas foram utihzadas principalmente como loca s de lazer e de encontro entre as pessoas. Com a expansao urbana surg1ram novas prayas outrcs largos foram recebendo equipamentos e novas areas foram reservadas para futuras prayas. Pra~a Dom Pedro II Historicamente falando e uma das mais importantes, po1s esta no sit1o mic1al da vita oe Macer6, onde se erguia o engenho bangue Mar;ay6, que, em 1708, passou a ser prop' 1eaaoe oo Capitao Apolinario Fenandes Pad1lha 0 engenho recebia este nome por estar nsta aoo p· O' MO a urn nacho que os ind1os chamavam, em tup1, de Mar;ar-ok, stgnlficando o que tapa o alagao c;.o (SANTIAGO apud ALBUQUERQUE, 1989, p 64) Este nacho, hoJe em dta, corta o ce1t: o de Mace1o e tendo o seu curso orrgtnal desviado, e conhecido como nacho Salgadu1ho A prac;a Oom Pedro II fOI por ISSO, desde 0 lniCIO testemunha dos fates ocor· dos na cdade Quando, em 181 &, Dom Joao VI const1tu1u Mace10 como vila, este largo · ecebeu o marco do "nascimento" da vtla, o pelounnho, e abngou as outras inshtUI<;Oes necessanas para 0 reconhec1mento desta posrc;to a Casa de C"mara e a Cadeia Ate ent~o conhec1da como 0 patto da Capels, passou a denomina<;ao de Largo do Pelourinho (COSTA 2001 ).

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