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DO ESTADO DO AMAPÁ: DESAFIOS E
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- Cursos Seqüenciais
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EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO
 Finalidade de Educação Nacional: (CF – 205 e LDB -2º) “pleno desenvolvimento da pessoa, preparo
para...
UM AMBIENTE DE INOVAÇÃO
 Os principais ingredientes para a criação de um ambiente de inovação são a definição de uma
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EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO
 A preocupação com a formação profissional de nível médio e seus itinerários...
O ESTADO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL
 A Educação Profissional brasileira vem recebendo incentivos ao longo dos últ...
O ESTADO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL
 Incorporação das dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnolog...
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA NA LDB,
COM A REDAÇÃO DA LEI Nº 11.741/2008
Qualificação Profissional, incluindo a Fo...
Forma Oferta Horas*
ARTICULADA
INTEGRADA
Integrada com o Ensino Médio regularmente oferecido, na idade
própria, no mesmo e...
ARTICULADA
CONCOMITANTE
Concomitante com EM regular, na idade própria, em
instituições de ensino distintas com projeto
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SUBSEQUENTE
Educação Profissional Técnica de Nível Médio ofertada após
a conclusão do Ensino Médio regular ou na modalidad...
CONHECIMENTOS, SABERES E
COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS
Compromisso Ético das Instituições Educacionais: desenvolver capacida...
EIXO TECNOLÓGICO E ITINERÁRIO FORMATIVO
 Linha central de estruturação de um curso, definida por uma matriz tecnológica, ...
PONTO DE ATENÇÃO
 58 milhões de pessoas com 18 anos ou mais de idade não possuem o ensino
fundamental completo (PNAD 2013...
A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A ATUAL LDB
 A Educação Profissional situa-se na confluência de dois direitos fundamentais do c...
CRITÉRIOS PARA PLANEJAMENTO, ESTRUTURAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE CURSOS E
CURRÍCULOS – RESOLUÇÃO CNE/CEB 06/2012
 O atendimento...
PRINCÍPIOS NORTEADORES DAS AÇÕES PEDAGÓGICAS E CULTURAIS EM
INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
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DESENVOLVIMENTO DE SABERES E COMPETÊNCIAS COGNITIVAS, CULTURAIS E
SOCIOEMOCIONAIS A PARTIR DA ESCOLA
 Capacidade de mobil...
A UNESCO DESTACA OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO NA
SOCIEDADE DO CONHECIMENTO – I
APRENDER A CONHECER
 Resolução de Proble...
A UNESCO DESTACA OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO NA
SOCIEDADE DO CONHECIMENTO – II
APRENDER A CONVIVER
 Colaboração: atuar...
Saberes: competência para articular, mobilizar e colocar em ação conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e
emoções, ...
COMPETÊNCIAS COGNITIVAS E SOCIOEMOCIONAIS
COMPLEXAS EXIGIDAS DOS ESTUDANTES – I
 Saber analisar, avaliar e interpretar, p...
COMPETÊNCIAS COGNITIVAS E SOCIOEMOCIONAIS
COMPLEXAS EXIGIDAS DOS ESTUDANTES - II
 Interpretar e usar diferentes formas de...
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS NO
AMBIENTE ESCOLAR E NO MUNDO DO TRABALHO – I
 Autonomia: saber fazer es...
DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS NO
AMBIENTE ESCOLAR E NO MUNDO DO TRABALHO – II
 Gestão de Processos: sab...
A Educação requerida pela contemporaneidade
muda o foco do trabalho escolar, subordinando a
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“O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer novas coisas, não simplesmente
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A educação profissional no Brasil: Desafios e perspectivas

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PALESTRA MAGNA – Panorama da Educação Profissional no Brasil; Marco histórico: o surgimento das novas tecnologias, o trabalho das instituições públicas e privadas, e os desdobramentos para a atualidade
PALESTRANTE: Profº Francisco Aparecido Cordão

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A educação profissional no Brasil: Desafios e perspectivas

  1. 1. I SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO ESTADO DO AMAPÁ: DESAFIOS E OPORTUNIDADES A Educação Profissional no Brasil: desafios e perspectivas Francisco Aparecido Cordão facordao@uol.com.br
  2. 2. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 . . . EDUCAÇÃO BÁSICA EDUCAÇÃO SUPERIOR - Cursos Seqüenciais EDUCAÇÃO INFANTIL ENSINO - Graduação MÉDIO - Pós-Graduação creche pré-escola - Extensão Técnico de nível m édio Tecnológico Graduação e Pós ENSINO FUNDAMENTAL anos, séries, ciclos etc. Cursos e exam es: Ensino Fundam ental Cursos e exam es: Ensino Médio Qualificação Profissional, e a form ação inicial e continuada Nívelde Escolaridade Idade Educaçãode Jovens eAdultos Educação Profissional* Estrutura da Educação Nacional Observações: * Emenda Constitucional nº 59/2009 prevê Educação obrigatória dos 04 aos 17 anos, inclusive EJA. • Lei nº 11.741/2008 altera dispositivos da LDB sobre Educação Profissional e Tecnológica. • Lei nº 11.788/2008 regulamenta a oferta do estágio supervisionado como Ato Educativo. • Leis nº 12.513/2011 e nº 12.816/2013 instituem o PRONATEC e alteram vinculação de SNA. E d uc aç ã o a Di st â nc ia
  3. 3. EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO  Finalidade de Educação Nacional: (CF – 205 e LDB -2º) “pleno desenvolvimento da pessoa, preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.  A educação/qualificação para o trabalho ganha relevância quando analisamos o papel da inovação na produção de riquezas nos países desenvolvidos.  As nações mais ricas do mundo reafirmam suas posições no cenário internacional fazendo uso do paradigma tecnológico.  A inovação é um dos fatores decisivos para o desenvolvimento econômico e social de uma nação.  A inovação contribui com mais da metade do produto interno bruto dos países desenvolvidos  As inovações tecnológicas promovidas pelos países desenvolvidos tendem a acentuar a desigualdade e a dependência tecnológica.  Sem produção de conhecimento, torna-se difícil estimular a inovação nas empresas e torná-las mais competitivas.
  4. 4. UM AMBIENTE DE INOVAÇÃO  Os principais ingredientes para a criação de um ambiente de inovação são a definição de uma agenda nacional de pesquisa e o estabelecimento de uma forte política da formação de pessoal.  Para criar um ambiente de inovação, o país necessita investir em educação como direito de todos, promovida com a sociedade.  É necessário, tanto formar professores, mestres e doutores de alta qualidade para liderar as pesquisas de ponta, como ampliar o número de laboratórios de pesquisas nas mais diversas áreas.  formar profissionais altamente qualificados, capazes de traduzir as descobertas científicas em novos produtos e processos.  formar grande contingente de técnicos para o funcionamento adequado das empresas industriais e prestadoras de serviços, tornando-as mais competitivas, com crescente ganho de produtividade.
  5. 5. EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO  A preocupação com a formação profissional de nível médio e seus itinerários formativos é um assunto de natureza global.  Todos os países estão investindo na melhoria desse setor, embora os modelos adotados sejam distintos.  Todos enfrentam desafios referentes ao currículo, à gestão, ao aumento das exigências das empresas e à relação com a educação básica.  O Brasil está fazendo a sua parte, mas ainda falta muito, por conta de mais de quinhentos anos de descaso em relação à Educação Popular.  A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à pratica social do educando.
  6. 6. O ESTADO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL  A Educação Profissional brasileira vem recebendo incentivos ao longo dos últimos vinte anos, após a Constituição Federal de 1988 e já no segundo Plano Nacional de Educação.  Dois caminhos distintos são trilhados há mais de 70 anos: escolas técnicas (públicas – federais e estaduais, e privadas) e Serviços Nacionais de Aprendizagem.  As escolas técnicas apresentam bom padrão de qualidade do ensino oferecido.  Os estudantes dos Serviços Nacionais de Aprendizagem têm recebido prêmios nas competições internacionais sobre qualidade na Educação Profissional.  No Brasil, apenas 8,4% dos estudantes do Ensino Médio optam pela Educação Profissional Técnica – na França são 37% e na Alemanha são 51,5%.  As proporções entre educação básica e educação profissional podem variar – a Alemanha e a França combinam o aprendizado na Escola com o aprendizado nas Empresas e na Comunidade: Ensino Dual e Pedagogia da Alternância.
  7. 7. O ESTADO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL  Incorporação das dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia e suas relações na formação humana, nas práticas educativas e no desenvolvimento curricular.  No Brasil, o número de formados nos cursos técnicos ainda é pequeno e o prestígio dos profissionais de nível médio ainda é baixo – questão de ordem cultural.  O desempenho depende fortemente da educação básica e só a metade das pessoas de 15 a 17 anos estão no ensino médio.  Dentre aqueles que terminam o Ensino Médio, apenas 9% aprenderam o esperado em Matemática e os índices em relação à Língua Pátria e Ciências são similares.  Os cenários para a Educação Profissional e Tecnológica no Brasil estão delimitados pelas condições de contorno relacionadas com a evolução demográfica e a pressão pelo desenvolvimento de novas competências profissionais.  Em quaisquer das hipóteses, teremos sempre novos desafios relativos à expansão da oferta e adequação dos currículos escolares desenvolvidos.
  8. 8. EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA NA LDB, COM A REDAÇÃO DA LEI Nº 11.741/2008 Qualificação Profissional, incluindo a Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores: da Capacitação à Educação Continuada. Educação Profissional Técnica de Nível Médio: - Articulada com o Ensino Médio; (Integrada ou Concomitante) - Subsequente ao Ensino Médio. Educação Profissional Tecnológica: de Graduação e de Pós-Graduação
  9. 9. Forma Oferta Horas* ARTICULADA INTEGRADA Integrada com o Ensino Médio regularmente oferecido, na idade própria, no mesmo estabelecimento de ensino. Mínimo de 3.000, 3.100 ou 3.200 horas, para a escola e para o estudante, conforme a habilitação profissional ofertada. Integrada com o Ensino Médio na modalidade de EJA – Educação de Jovens e Adultos, no mesmo estabelecimento de ensino. Mínimos de 800, ou 1.000 ou 1.200 horas, conforme a habilitação profissional ofertada, acrescida de mais 1.200 horas destinadas à parte da formação geral, totalizando mínimo de 2.400 horas para a escola e para o estudante, podendo incluir carga horária de estágio de algumas habilitações. Integrada com o Ensino Médio no âmbito do PROEJA (Decreto nº 5.840/2006). Mínimos de 800, ou 1.000 ou 1.200 horas, conforme a habilitação profissional ofertada, acrescidas de mais 1.200 horas para a formação geral, devendo sempre totalizar 2.400 horas, para a escola e para o estudante. ENSINO TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO – FORMAS ALTERNATIVAS POSSÍVEIS DE OFERTA
  10. 10. ARTICULADA CONCOMITANTE Concomitante com EM regular, na idade própria, em instituições de ensino distintas com projeto pedagógico unificado, mediante convênio ou acordo de intercomplementaridade. Mínimos de 3.000, ou 3.100 ou 3.200 horas, para as escolas e para o estudante, conforme habilitação profissional ofertada. Concomitante com EM regular na mesma instituição de ensino ou em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis. Mínimos de 800, ou 1.000 ou 1.200 horas, conforme habilitação profissional ofertada, na instituição de Educação Profissional e Tecnológica, acrescida de mais 2.400 horas na unidade escolar de Ensino Médio, totalizando os mínimos de 3.200, ou 3.400 ou 3.600 horas para o estudante. Concomitante com EM/EJA na mesma instituição de ensino ou em instituições de ensino distintas aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis Mínimos de 800, ou 1.000 ou 1.200 horas, conforme habilitação profissional ofertada, na instituição de Educação Profissional e Tecnológica, acrescidas de mais 1.200 horas na unidade escolar de EM / EJA, totalizando 2.000, 2.200 ou 2.400 horas para o estudante. Forma Oferta Horas* ENSINO TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO – FORMAS ALTERNATIVAS POSSÍVEIS DE OFERTA
  11. 11. SUBSEQUENTE Educação Profissional Técnica de Nível Médio ofertada após a conclusão do Ensino Médio regular ou na modalidade EJA Mínimos de 800, ou 1.000 ou 1.200 horas para o estudante, conforme habilitação profissional ofertada na Instituição de Educação Profissional e Tecnológica. - O curso pode incluir atividades não presenciais, até 20% da carga horária diária ou de cada tempo de organização curricular, desde que haja suporte tecnológico e seja garantido o necessário atendimento por parte de docentes e tutores. - As cargas horárias destinadas a estágio profissional supervisionado, obrigatório ou não, em função da natureza dos cursos, ou a trabalho de conclusão de curso ou similar, ou, ainda, a avaliações finais, devem, como regra geral, ser adicionadas à carga horária total dos respectivos cursos. Forma Oferta Horas* ENSINO TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO – FORMAS ALTERNATIVAS POSSÍVEIS DE OFERTA
  12. 12. CONHECIMENTOS, SABERES E COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Compromisso Ético das Instituições Educacionais: desenvolver capacidade de mobilizar, articular e colocar em ação seus Saberes: Conhecimentos, Habilidades, Atitudes, Valores e Emoções. Saberes e Competências Profissionais devem ser definidos a partir da clara identificação de perfis profissionais de conclusão de cada Curso Técnico e seus respectivos Itinerários Formativos:  Básicos: garantidas essencialmente pela Educação Básica, em especial no Ensino Médio;  Gerais: comuns ao conjunto de profissionais que atuam no âmbito do mesmo Eixo Tecnológico;  Específicos: próprios de cada habilitação profissional técnica de nível médio ou da graduação tecnológica e seus respectivos Itinerários Formativos. Competências e Saberes Técnicos exigem o conhecimento tecnológico e o cultivo dos valores da cultura do trabalho. O Saber do Trabalho informa o Saber Científico-Tecnológico e vice-versa. Esse compromisso ético em relação ao desenvolvimento de Competências Profissionais exige a concepção do trabalho como princípio educativo e base para a organização e desenvolvimento curricular em seus objetivos, conteúdos e métodos de ensino e aprendizagem. Há necessidade de se adotar a pesquisa como princípio pedagógico essencial, presente em toda a formação daqueles que viverão do próprio trabalho em um mundo permanentemente mudança.
  13. 13. EIXO TECNOLÓGICO E ITINERÁRIO FORMATIVO  Linha central de estruturação de um curso, definida por uma matriz tecnológica, que dá a direção para o seu projeto pedagógico e que perpassa transversalmente a organização curricular do curso, dando-lhe identidade e sustentáculo.  O Eixo Tecnológico curricular orienta a definição dos componentes essenciais e complementares do currículo, expressa a trajetória do seu itinerário formativo, direciona a ação educativa e estabelece as respectivas exigências pedagógicas.  Os cursos e programas de Educação Profissional Técnica de Nível Médio podem ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando itinerários formativos flexíveis, diversificados e atualizados, segundo interesses dos sujeitos e possibilidades das instituições educacionais, observadas as normas do respectivo sistema de ensino para a modalidade de Educação Profissional Técnica de Nível Médio.  Entende-se por itinerário formativo o conjunto das etapas que compõem a organização da oferta da Educação Profissional pela instituição de Educação Profissional e Tecnológica, no âmbito de um determinado eixo tecnológico, possibilitando contínuo e articulado aproveitamento de estudos e de experiências profissionais devidamente certificadas por instituições educacionais devidamente legalizadas.
  14. 14. PONTO DE ATENÇÃO  58 milhões de pessoas com 18 anos ou mais de idade não possuem o ensino fundamental completo (PNAD 2013).  81 milhões de pessoas não possuem o médio completo. Destas, apenas 3,6 milhões frequentavam a escola no momento da pesquisa da PNAD (2013).  Meta 10 do PNE - Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional.  Meta 11 do PNE - Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público.
  15. 15. A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A ATUAL LDB  A Educação Profissional situa-se na confluência de dois direitos fundamentais do cidadão: o Direito à Educação e o Direito ao Trabalho (profissionalização – Direito Constitucional e Legal).  A Educação Profissional e Tecnológica, no cumprimento dos objetivos educacionais, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de Educação e às dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia.  O Compromisso central da Educação Profissional é com o desenvolvimento da capacidade de aprender e, ao aprender, aprender a aprender, para continuar aprendendo, com crescentes graus de autonomia intelectual.  Busca-se o permanente desenvolvimento do pensamento crítico e da capacidade de adaptar-se com flexibilidade às novas condições das ocupações e às exigências posteriores de aperfeiçoamento e de especialização, como condição essencial para permanecer incluído.  As atividades de ensino devem ser avaliadas pelos resultados de aprendizagem e constituição de competências vinculadas ao mundo do trabalho (perfil profissional) e prática social (ética e cidadania).  A duração dos cursos vincula-se ao Perfil Profissional de conclusão e ao compromisso ético da escola para com o desenvolvimento de competências profissionais e de aptidões para a vida produtiva e social, num mundo em constante mudança, exigindo permanente atualização.
  16. 16. CRITÉRIOS PARA PLANEJAMENTO, ESTRUTURAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE CURSOS E CURRÍCULOS – RESOLUÇÃO CNE/CEB 06/2012  O atendimento às demandas socioambientais dos cidadãos e do mundo do trabalho, em termos de compromisso ético para com os estudantes e a sociedade.  A conciliação das demandas identificadas com a vocação e a capacidade da instituição de ensino e as suas reais condições de viabilização de sua proposta pedagógica.  A identificação de perfis profissionais próprios para cada curso, que objetive garantir efetivamente o pleno desenvolvimento de conhecimentos, saberes e competências profissionais e pessoais requeridas pela natureza do trabalho, segundo o respectivo eixo tecnológico, em condições de responder aos novos desafios.  Possibilidade de organização curricular segundo Itinerários Formativos, de acordo com os respectivos eixos tecnológicos, em função da estrutura sócio-ocupacional e tecnológica, consoantes com políticas públicas indutoras e os arranjos socioprodutivos e culturais locais.
  17. 17. PRINCÍPIOS NORTEADORES DAS AÇÕES PEDAGÓGICAS E CULTURAIS EM INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Os Princípios Éticos da Autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum; Os Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do exercício da Criticidade e do respeito à Ordem Democrática; Os Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais.
  18. 18. DESENVOLVIMENTO DE SABERES E COMPETÊNCIAS COGNITIVAS, CULTURAIS E SOCIOEMOCIONAIS A PARTIR DA ESCOLA  Capacidade de mobilizar, articular e colocar em ação: * Conhecimentos * Habilidades * Atitudes * Valores * Emoções  Compromisso ético e objetivo final: Desempenho eficiente e eficaz das atividades requeridas pela prática social e pelo mundo do trabalho, em condições de responder aos novos desafios socioculturais da vida diária do cidadão trabalhador de maneira original e criativa.  Esse compromisso exige a concepção do trabalho como princípio educativo e base para a organização e desenvolvimento curricular em seus objetivos, conteúdos e métodos de ensino-aprendizagem, bem como a adoção da pesquisa como princípio pedagógico num mundo permanentemente mutável.  Competência implica poder decidir, sabendo julgar, analisar, avaliar, observar, interpretar, correr risco, corrigir fazeres, antecipar escolhas, resolver e responder a desafios, inovar e conviver com o incerto e o inusitado.
  19. 19. A UNESCO DESTACA OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO – I APRENDER A CONHECER  Resolução de Problemas: ser capaz de mobilizar-se diante de um problema, mobilizando e articulando conhecimentos e estratégias diversas para resolvê-lo;  Pensamento Crítico: saber analisar e sintetizar ideias, fatos e situações, assumindo posicionamentos devidamente fundamentados;  Curiosidade Investigativa: ter interesse e persistência para explorar, experimentar, aprender e reaprender sobre si, o outro e o mundo. APRENDER A FAZER  Gestão da Informação: ser capaz de acessar, selecionar, processar e compartilhar informações, em contextos e mídias diversas;  Gestão de Processos: saber planejar, executar e avaliar os processos de aprendizagem, trabalho e convivência;  Criatividade: ser capaz de fazer novas conexões a partir de conhecimentos prévios e outros saberes já estruturados, trazendo contribuições de valor para si mesmo e para o mundo.
  20. 20. A UNESCO DESTACA OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO – II APRENDER A CONVIVER  Colaboração: atuar em sinergia e responsabilidade compartilhada, respeitando diferenças e decisões comuns;  Comunicação: compreender e fazer-se compreender em situações diversas, respeitando os valores e atitudes envolvidos nas interações;  Liderança: ser capaz de mobilizar e orientar as pessoas em direção a objetivos e metas compartilhados, liderando-as e sendo liderado por elas. APRENDER A SER  Autonomia de ação: saber fazer escolhas e tomar decisões acerca de questões pessoais e coletivas, fundamentadas no autoconhecimento e em seu projeto de vida, de forma responsável e solidária.
  21. 21. Saberes: competência para articular, mobilizar e colocar em ação conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e emoções, necessários para responder de maneira original e criativa a desafios planejados ou inusitados, requeridos pela prática social do cidadão e pelo profissional no mundo do trabalho; Saberes cognitivos: capacidade mental para desenvolver conhecimentos e generalizar a aprendizagem a partir do conhecimento adquirido, incluindo a capacidade de interpretar, refletir, raciocinar, pensar abstratamente, assimilar ideias complexas e desenvolver habilidades para resolver problemas; Saberes socioemocionais: incorporação de padrões duradouros de valores, atitudes e emoções que refletem a tendência para responder aos desafios em determinados contextos da vida do cidadão trabalhador, com flexibilidade para adaptação a novas condições de trabalho e exigências de aprendizagem contínua, monitorando, autogerenciando e corrigindo desempenhos pessoais e de sua equipe de trabalho. COMPROMISSOS ÉTICOS EM RELAÇÃO AO DESENVOLVIMENTO DE SABERES
  22. 22. COMPETÊNCIAS COGNITIVAS E SOCIOEMOCIONAIS COMPLEXAS EXIGIDAS DOS ESTUDANTES – I  Saber analisar, avaliar e interpretar, para corrigir fazeres e desempenhos e para inovar e empreender  Criar soluções inovadoras eficientes (processos) e eficazes (resultados)  Responder com rapidez aos desafios diários do cidadão profissional  Agir com responsabilidade e liderança, sabendo decidir com segurança  Criar ambientes de sociabilidade e desenvolvimento de trabalhos em equipe  Desenvolver comunicação clara e precisa com subordinados e superiores  Saber negociar conflitos e administrar a diversidade, sabendo avaliar e julgar distintas situações  Manter integridade no alcance de objetivos pessoais e profissionais  Assumir honestidade e ética como bases para ações e decisões
  23. 23. COMPETÊNCIAS COGNITIVAS E SOCIOEMOCIONAIS COMPLEXAS EXIGIDAS DOS ESTUDANTES - II  Interpretar e usar diferentes formas de linguagem em suas comunicações  Desenvolver capacidade de trabalhar em grupo e gerenciar processos para atingir metas  Saber trabalhar com prioridades e resistir a pressões  Selecionar, avaliar e implantar estratégias de ação  Criar condições favoráveis para antecipar escolhas e responder a novos desafios  Saber lidar com as diferenças pessoais e organizacionais  Enfrentar os desafios das mudanças permanentes e do não planejado  Desenvolver o raciocínio lógico-formal aliado à intuição criadora  Desenvolver a capacidade de aprender a aprender continuamente  Aprender a correr riscos e conviver com o incerto e o inusitado  Flexibilidade para aprender e desaprender, construir, desconstruir e reconstruir
  24. 24. DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS NO AMBIENTE ESCOLAR E NO MUNDO DO TRABALHO – I  Autonomia: saber fazer escolhas e tomar decisões acerca de questões pessoais e coletivas, fundamentadas no autoconhecimento e em projeto de vida responsável e solidário;  Colaboração: saber atuar em sinergia e responsabilidade compartilhada, respeitando diferenças e promovendo decisões comuns, geradas em ambiente democrático;  Comunicação: compreender e fazer-se compreender em situações diversas, respeitando os valores e as atitudes pessoais e coletivas envolvidas nas interações;  Liderança: ser capaz de mobilizar e orientar as pessoas em direção a objetivos e metas compartilhados, liderando-as e sendo liderado por elas;  Gestão da Informação: ser capaz de acessar, selecionar, processar e compartilhar informações, em contextos e mídias diversas, dando-lhes adequado tratamento;
  25. 25. DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS NO AMBIENTE ESCOLAR E NO MUNDO DO TRABALHO – II  Gestão de Processos: saber planejar, executar e avaliar os processos de aprendizagem, trabalho e convivência em equipes e circunstâncias diversas;  Criatividade: ser capaz de fazer novas conexões a partir de conhecimentos prévios e outros já estruturados, trazendo contribuições de valor para si mesmo e para o mundo;  Resolução de Problemas: ser capaz de mobilizar-se diante de um problema, lançando mão de conhecimentos e estratégias diversos para resolvê-lo;  Pensamento Crítico: saber analisar e sintetizar ideias e conceitos, fatos e situações, assumindo posicionamentos devidamente fundamentados;  Curiosidade Investigativa: ter interesse e persistência para explorar, experimentar, aprender, desaprender e reaprender sobre si, o outro e o mundo.
  26. 26. A Educação requerida pela contemporaneidade muda o foco do trabalho escolar, subordinando a atividade de ensino aos resultados de aprendizagem De Transmissão do Conhecimento PARA CONSTRUÇÃO DE COMPETÊNCIAS CONSTITUIR COMPETÊNCIAS A PARTIR DA ESCOLA SIGNIFICA CONSTRUIR ESQUEMAS MENTAIS PARA MOBILIZAÇÃO, ARTICULAÇÃO E INTEGRAÇÃO DE CONHECIMENTOS, HABILIDADES, ATITUDES, VALORES E EMOÇÕES NECESSÁRIOS À AÇÃO EM SITUAÇÕES SOCIAIS E DE TRABALHO, PARA FAZER FRENTE TANTO A PROBLEMAS ROTINEIROS QUANTO INUSITADOS FOCO NA APRENDIZAGEM PRESSUPÕE O ALUNO COMO AGENTE DO PROCESSO: FAZ, PERGUNTA, PESQUISA, DISCUTE, DESCOBRE, CRIA, APRENDE EXIGE PROJETO PEDAGÓGICO ALINHADO COM O SETOR PRODUTIVO E COM OS ANSEIOS SOCIAIS PRESSUPÕE O PROFESSOR COMO ORGANIZADOR DE OPORTUNIDADES DIVERSIFICADAS DE APRENDIZAGEM, GUIA, MEDIADOR E ESTIMULADOR A ESCOLA ESTABELECE RELAÇÕES MAIS DINÂMICAS COM O SETOR PRODUTIVO Egressos preparados para se tornar um cidadão trabalhador competente
  27. 27. “O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer novas coisas, não simplesmente de repetir o que outras gerações fizeram – pessoas criativas, inventivas e descobridores. O segundo objetivo da educação é formar mentes que possam ser críticas, possam verificar e não aceitar o que lhes é oferecido. O maior perigo, hoje, é o dos slogans, opiniões coletivas, tendências de pensamento ready made. Temos que estar aptos a resistir individualmente, a criticar, a distinguir entre o que está provado e o que ainda não está. Portanto, precisamos de discípulos ativos, que aprendam cedo a encontrar as coisas por si mesmos, em parte por sua atividade espontânea e, em parte, pelo material que preparamos para eles; que aprendam cedo a dizer o que é verificável e o que é simplesmente a primeira ideia que lhes veio.” Piaget CONCLUINDO ...
  28. 28. REDES E INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL Redes Públicas Rede Federal Institutos Federais Escolas vinculadas CEFET e Pedro II Redes Estaduais 26 Estados + Distrito Federal Serviços Nacionais de Aprendizagem SENAI SENAT SENAC SENAR Instituições Privadas Escolas Técnicas Privadas Instituições Privadas de Ensino Superior EDUCAÇÃO PRESENCIAL E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

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