Governança de TI - Aula02 - Conceitos em Governanca corporativa

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1 semestre de 2016 - CEULJI-ULBRA
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Governança de TI - Aula02 - Conceitos em Governanca corporativa

  1. 1. GOVERNANÇA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO AULA 02 – CONCEITOS EM GOVERNANÇA CORPORATIVA 1o semestre 2016 Prof. Maigon Nacib Pontuschka maigonp@gmail.com
  2. 2. O que é uma EMPRESA?
  3. 3. Uma empresa é um conjunto organizado de meios com vista a exercer uma atividade particular, pública, ou de economia mista, que produz e oferece bens e/ou serviços, com o objetivo de atender a alguma necessidade humana.
  4. 4. EMPRESAS PODEM TER 1. Capital Fechado ( LTDA.), a empresa dispõe do capital social na mão de sócios que a controlam, e, não estão na Bolsa de valores as suas ações para negócios. 2. Capital Aberto (S/A), dispõe de parte de seu capital em ações na bolsa de valores, para negociação ou chamada de capital para aumento do capital social ou por busca de recursos para caixa.
  5. 5. ÁREAS FUNCIONAIS Produtos ou Serviços Produção Finanças e contabilidade Recursos Humanos Vendas e MKT
  6. 6. A IMPORTÂNCIA DA GOVERNANÇA CORPORATIVA https://youtu.be/3K-KWaUjBMk
  7. 7. TORNA-SE TEMA DOMINANTE A PARTIR DE ESCÂNDALOS FINANCEIROS NOS EUA Enron, Worldcom e Tyco. • A gravidade dos escândalos abalou a confiança de investidores, realçando a necessidade das empresas de proteger o interesse de todos os seus STAKEHOLDERS (partes interessadas).
  8. 8. STAKEHOLDERS??? Comunidade/ Meio Ambiente Acionistas Fornecedores Credores Empregados Concorrentes
  9. 9. INTERESSADOS INTERNOS E EXTERNOS Internos: funcionários, gestores e donos Externos: fornecedores, sociedade, governo, credores, acionistas, clientes, concorrentes
  10. 10. ATRANSPARÊNCIA PASSA A SER UMA EXIGÊNCIA GLOBAL. O que fala mais alto?
  11. 11. CEO D. RH D. F D.MKT Vice Estrutura sem GC PN Conselho de administração ACIONISTAS (ORDINÁRIAS)
  12. 12. • CEO (Chief Executive Officer) Diretor geral ou presidente da empresa, é o cargo que está no topo da hierarquia operacional. • CFO (Chief Financial Officer) Diretor financeiro, é o profissional que comanda a administração e planejamento financeiro da empresa.
  13. 13. • CIO (Chief Information Officer) Diretor de Tecnologia da Informação, fica responsável por toda a informática de uma empresa. • CTO (Chief Technical Officer) Diretor técnico, mais presente em empresas de TI e indústrias, dirige ações de cunho tecnológico e/ou científico.
  14. 14. Governança Corporativa é um sistema de gestão pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo o relacionamento entre, Acionistas/Cotistas, Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Auditoria independente, Conselho Fiscal e Comitê de Auditoria. As boas práticas de governança convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar a reputação da organização e de otimizar seu valor social, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para sua longevidade. (Guia do IBGC) DEFINIÇÃO (Guia IBGC)
  15. 15. DEFINIÇÃO Governança é o conjunto de responsabilidades e práticas exercidas pela diretoria e pela gerência executiva com o objetivo de prover uma direção estratégica à empresa, assegurando que seus objetivos sejam alcançados e seus riscos gerenciados apropriadamente, verificando que seus recursos sejam usados de forma responsável, com ética e transparência. (SANTOS e BARUQUE, 2010)
  16. 16. O QUE É GOVERNANÇA? O processo de governança procura responder 4 questões: 1. A empresa está fazendo as coisas certas? 2. Se a empresa está atuando de forma correta? 3. O uso de recursos é eficaz e eficiente? 4. Os objetivos estabelecidos são alcançados?
  17. 17. • Gestão Estabelece um sistema de controle gerencial, bem como um ambiente que promova o alcance dos objetivos do negócio. • Auditoria Avalia de forma independente a adequação e a eficácia dos controles estabelecidos pela gerência/diretoria. • Tecnologia da Informação Apoia e capacita a execução dos controles do nível estratégico ao operacional.
  18. 18. O PAPEL DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO https://youtu.be/1AArvpHudj8
  19. 19. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO ou Conselho Deliberativo 1. Órgão deliberativo - análise, debate e decisão 2. Estruturado – equipe interativa que atue no direcionamento da empresa aos seus principais objetivos e resultados previamente estabelecidos. 3. Proteger o patrimônio da empresa e de 4. Maximizar o retorno dos investimentos dos acionistas
  20. 20. EVOLUÇÃO E TENDÊNCIAS DE ATUAÇÃO DOS CAs (OLIVEIRA, 2006) A) Empresas não S.A. (Sociedade Anônima) também terão Conselhos de Administração B) CAs terão cada vez mais, forte atuação estratégica C) Atuação como contrapartida do modelo de gestão da empresa D) Ampliação da equipe administrativa da empresa E ) CAs formados por conselheiros profissionais F) Facilitar administração voltada às expectativas dos acionistas G) Aprimoramento contínuo da transparência, da prestação de contas e da ética H) Conselhos internacionais I) Maior amplitude de atuação – foco em Governança Corporativa
  21. 21. PRINCIPAIS FERRAMENTAS DA GC https://youtu.be/XP6uuo4OzsI
  22. 22. OBJETIVOS DA GOVERNANÇA CORPORATIVA: • Aumentar a transparência nas relações com os investidores e o mercado; • Atrair interesse de investidores estrangeiros no mercado nacional; • Facilitar o acesso ao capital; • Obter vantagem competitiva;
  23. 23. • zelar pelos direitos dos acionistas minoritários; • maior controle dos atos de gestão; • elevar o potencial de valorização dos ativos; • melhorar a relação com investidores e stakeholders. OBJETIVOS DA GOVERNANÇA CORPORATIVA:
  24. 24. Preocupações da boa Governança Corporativa: • SONEGAÇÃO TRIBUTÁRIA (caixa dois); • PAGAMENTOS DE PROPINAS; • CONFLITO DE INTERESSES; • INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS; • ADULTERAÇÃO DE REGISTROS CONTÁBEIS; • NEPOTISMO; • PRÁTICAS CONCORRENCIAIS (guerra de preços, formação de cartel);
  25. 25. Preocupações da boa Governança Corporativa: • PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE FRAUDES; • PROPAGANDA ENGANOSA; • RECEBIMENTO DE PRESENTES/DOAÇÕES; • POLUIÇÃO AMBIENTAL; • DESIGUALDADE DE OPORTUNIDADES; • CONDIÇÕES DE TRABALHO (segurança, trabalho infantil, discriminação); • ASSÉDIO SEXUAL NO AMBIENTE DE TRABALHO.
  26. 26. OS 4 PRINCÍPIOS DA GC https://youtu.be/cHmutJYNtfQ
  27. 27. OS VALORES DA GOVERNANÇA CORPORATIVA São os valores que lhe dão sustentação, amarrando concepções, práticas e processo de alta gestão. Fairness: Senso de justiça, equidade no tratamento dos acionistas. Disclosure: Transparência das informações, especialmente das de alta relevância, que impactam nos negócios (oportunidades e riscos).
  28. 28. Accountability: Prestação de contas responsável, fundamentada nas melhores práticas contábeis e de auditoria. Compliance: Conformidade com a lei - no cumprimento de normas reguladoras (estatutos sociais, regimes internos e leis do país). Mais do que conceito, esses valores estão expressos nos códigos de boas práticas. OS VALORES DA GOVERNANÇA CORPORATIVA
  29. 29. OS 8 PS DA GOVERNANÇA CORPORATIVA 1.Propriedade. 2.Princípios. 3.Propósitos. 4.Poder. 5.Processos. 6.Práticas. 7.Perenidade. 8.Pessoas.
  30. 30. OS 8 PS DA GC. PROPRIEDADE • Um dos principais atributos que diferenciam as razões de ser da Governança Corporativa; • A pulverização da propriedade; • Foco nos gestores e acionistas; • Empresas estatais e familiares; Proliferação das empresas de capital aberto, uma oportunidade de sustentabilidade nos negócios.
  31. 31. OS 8 PS DA GC. • Os princípios são a base ética da Governança. • Há princípios aceitáveis e administráveis; • Há princípios éticos inegociáveis. PRINCÍPIOS
  32. 32. OS 8 PS DA GC. PROPÓSITOS  Fundamental da governança corporativa é o de: Contribuir para o máximo retorno total de longo prazo dos Shareholders (acionistas).  Conciliação dos interesses de outros Stakeholders A questão é, conciliar os interesses de todos com o melhor caminho para a empresa.
  33. 33. PODER OS 8 PS DA GC. • Constituição da estrutura de poder (shareholders). • Definição compartilhada das decisões de alto impacto. • Planejamento das sucessões nos órgão de governança. • Definição e separação de funções e responsabilidades: • Conselhos corporativos; • Direção executiva.
  34. 34. PROCESSOS E PRÁTICAS OS 8 PS DA GC. • Constituição e empowerment dos órgãos de governança. • Estratégias, operações e resultados. • Criação e implantação dos sistemas de riscos (Controles internos). • Gestão de conflitos (agência ou interesses).
  35. 35. PERENIDADE OS 8 PS DA GC. • Salvo em casos excepcionais, objetivo último das organizações. • Presente em todas as empresas, com maior visibilidade nas familiares. • Fortemente associável a: • a) desenvolvimento de liderança; • b) gestão eficaz de riscos; • c) criação de valores para todos os envolvidos.
  36. 36. PESSOAS OS 8 PS DA GC.  Postura ética na condução de questões societárias, de negócio e práticas de gestão.  Convergência para bons resultados.
  37. 37. MENSAGEM ATUAL “A demanda pela responsabilidade corporativa nunca foi tão grande. A necessidade de vincular a governança corporativa íntegra às atividades de controle eficazes nunca foi mais clara. E, em termos de recuperação da confiança pública nos mercados financeiros, nunca houve tanto em risco.”
  38. 38. OBSTÁCULOS PARA A IMPLANTAÇÃO https://youtu.be/HMQNCiLSF84
  39. 39. Bibliografia OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Governança Corporativa na Prática. São Paulo: Atlas, 2006 SANTOS, Luís Claudio e BARUQUE, Lúcia. Governança em Tecnologia da Informação. Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2010. • www.ibgc.org.br
  40. 40. ATIVIDADE SOBRE O DOCUMENTÁRIO ENRON: OS RAPAZES MAIS ESPERTOS DA SALA Levando em consideração o escândalo americano protagonizado pela empresa ENRON cuja falência foi decretada em 2001, faça uma análise crítica pessoal sobre como os marcos regulatórios externos como por exemplo a Sarbanes-Oxley e o Acordo de Basiléia poderiam ter evitado e até mesmo provocado uma celeridade da identificação e punição dos responsáveis. O trabalho deverá ser enviado no formato .DOCX para o NetAula ou e-mail do professor contendo as seções abaixo: • Capa • Folha de Rosto • Desenvolvimento • Conclusão
  41. 41. LEIS EM DECORRÊNCIA DOS ESCÂNDALOS FINANCEIROS DAS EMPRESAS ENRON, WORLDCOM E OUTRAS • Sarbanes-Oxley Act • Acordo da Basiléia II
  42. 42. •A Sarbanes-Oxley, ou simplesmente Sox, é uma lei criada nos Estados Unidos para aperfeiçoar os controles financeiros das empresas que possuem capital na Bolsa de Nova York, incluindo cerca de 70 empresas brasileiras. • SEC (Estados Unidos) http://www.sec.gov/ • CVM (Brasil) http://www.cvm.gov.br/ Sarbanes – Oxley Act SARBOX OR SOX (PAUL SARBANES E MICHAEL G. OXLEY)
  43. 43. Lei Sarbanes-Oxley A lei “Public Accounting Reform and Investor Protection Act” • Lei criada nos USA em julho de 2002 • http://www.soxlaw.com
  44. 44. De acordo com a SOX, o CEO e o CFO devem revisar os relatórios financeiros e são responsáveis pelas informações neles contidas. Lei Sarbanes-Oxley
  45. 45. O Acordo Basiléia • Criado pelo Bank of International Settlements – BIS (Banco de Compensações Internacionais) • O Banco Central dos Bancos Centrais que regula o setor no mundo inteiro. • As instituições financeiras começaram a se preocupar com a eficiência de seus controles internos e da gestão de riscos operacionais.
  46. 46. O Acordo Basiléia Na prática: A instituição que não possuir controles internos eficientes e uma metodologia de avaliação de riscos implementada será obrigada a manter uma quantidade maior de recursos próprios em sua estrutura patrimonial, enquanto que, instituições que investirem nesses itens terão que reter menor volume de recursos, o que tem um impacto determinante na competitividade dos bancos.
  47. 47. O Acordo Basiléia I e II O Acordo Basileia II (2004) vem na sequência do Acordo de Basileia I (1988), onde se fixaram limites mínimos de solvabilidade dos bancos e onde os dois objetivos principais eram a suficiência de capital e neutralidade competitiva. O Acordo Basileia II vem refinar e expandir a abrangência do Acordo de Basileia I, estando estruturado em três pilares: •Determinação dos requisitos mínimos de fundos próprios para a cobertura dos riscos de crédito, de mercado e operacional; •Convergência das políticas e práticas de supervisão (que podem originar, nomeadamente, a fixação de requisitos mínimos diferenciados, em função dos perfis de risco ou da solidez dos sistemas de gestão e controlo interno das instituições); •Prestação de informação ao mercado e ao público em geral, de modo a assegurar maior transparência sobre a situação financeira e a solvabilidade das instituições.
  48. 48. O Acordo Basiléia III As novas regras de Basileia III (2010), implicam que os bancos terão de triplicar para 7% o nível de capital de qualidade que precisam manter sob a forma de reservas para se tornarem mais resistentes a crises financeiras. Determinação dos requisitos mínimos de fundos próprios para a cobertura dos riscos de crédito, de mercado e operacional. Os dois grandes impactos da Basiléia III foram na concessão e disponibilidade de crédito.

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