Fernando Pessoa-"Alberto Caeiro". "Bolas de sabão"
 
As bolas de sabão que esta criança Se entretém a largar de uma palhinha São, translùcidamente, uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza, Amigas dos olhos como as coisas, São aquilo que são Com uma precisão redond...
E ninguém, Nem mesmo a criança que as deixa, Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se veem no ar lúcido. São como a brisa que passa e mal toca nas flores.
E que só sabemos que passa Porque qualquer coisa se aligeira em nós E aceita tudo mais nìtidamente.
 
 
Voz de Luís Gaspar Formatação de Maria de Aguiar Marçalo.
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\"Bolas de sabão\" de Alberto Caeiro.

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\"Bolas de sabão\" de Alberto Caeiro.

  1. 1. Fernando Pessoa-"Alberto Caeiro". "Bolas de sabão"
  2. 3. As bolas de sabão que esta criança Se entretém a largar de uma palhinha São, translùcidamente, uma filosofia toda.
  3. 4. Claras, inúteis e passageiras como a Natureza, Amigas dos olhos como as coisas, São aquilo que são Com uma precisão redondinha e aérea
  4. 5. E ninguém, Nem mesmo a criança que as deixa, Pretende que elas são mais do que parecem ser.
  5. 6. Algumas mal se veem no ar lúcido. São como a brisa que passa e mal toca nas flores.
  6. 7. E que só sabemos que passa Porque qualquer coisa se aligeira em nós E aceita tudo mais nìtidamente.
  7. 10. Voz de Luís Gaspar Formatação de Maria de Aguiar Marçalo.

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