O TEMPO

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Apresentação de slides para lançar o concurso subordinado ao tema: " O Tempo e o calendário".

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O TEMPO

  1. 1. o tempo Ana Salema
  2. 2. O TEMPO <ul><li>A definição de TEMPO oferece grandes dificuldades teóricas... </li></ul><ul><li>Na Física, considerou-se até aos princípios do séc.XX, como ... </li></ul><ul><li>qualquer coisa de absoluto, um fluir contínuo independente de observadores e medidas . </li></ul><ul><li>Segundo a teoria da relatividade, o TEMPO depende do observador, de tal forma que, observadores distintos em estado de movimentos diferentes podem atribuir valores diferentes para o tempo em que se dá o mesmo acontecimento. </li></ul>Ana Salema
  3. 3. O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que não tem tempo para dizer ao tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem. Ana Salema
  4. 4. O TEMPO <ul><li>A unidade básica de tempo é o dia = revolução completa da Terra em torno do seu eixo. </li></ul><ul><li>Além do dia, temos outras unidades naturais de tempo: </li></ul><ul><li>۞ o mês (tempo que a lua leva na sua revolução em torno da Terra). </li></ul><ul><li>۞ o ano (tempo que a Terra leva na sua revolução em torno do Sol ). </li></ul><ul><li>O cálculo do tempo faz-se através da divisão em 3 unidades naturais: </li></ul><ul><li>o dia </li></ul><ul><li>o mês </li></ul><ul><li>o ano </li></ul><ul><li>Como nem o mês natural tem um nº inteiro de dias, nem o ano natural tem um nº inteiro de meses, têm sempre existido problemas de ajustamento resolvidos de várias formas em diferentes sistemas cronológicos. </li></ul>Ana Salema
  5. 5. &quot; Eu sei o que é o tempo, se não mo perguntarem …“ Sto Agostinho Ana Salema
  6. 6. O TEMPO O último dia do ano Não é o último dia do tempo. Outros dias virão E novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida. Beijarás bocas, rasgarás papéis, farás viagens e tantas celebrações de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral, que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor, os irreparáveis uivos do lobo, na solidão. O último dia do tempo não é o último dia de tudo. Fica sempre uma franja de vida onde se sentam dois homens. Um homem e seu contrário, uma mulher e seu pé, um corpo e sua memória um olho e seu brilho, uma voz e seu eco, e quem sabe até se Deus .../.../ Carlos Drummond de Andrade Ana Salema
  7. 7. O CALENDÁRIO <ul><li>O termo &quot;calendário&quot; resulta da palavra &quot;calendae&quot;, nome dado ao primeiro dia de cada mês romano. </li></ul><ul><li>A principal função de um calendário é a de estabelecer datas e medir intervalos de tempo iguais. </li></ul><ul><li>Antigamente o mês era a unidade mais importante . </li></ul><ul><li>No calendário mensal puro - caso do calendário muçulmano – o ano tem 12 meses certos, não se tomando em consideração a maior duração do ano solar, e, assim, o dia de Ano Novo, vem cada vez mais cedo e cai nas diversas estações do ano. </li></ul><ul><li>No calendário lunar- solar - caso do calendário judeu - tentou resolver-se este problema inserindo nalguns anos um 13º mês. </li></ul><ul><li>Um calendário semelhante foi também adoptado na antiga Roma até que, Júlio César em 46 a.C., introduziu um calendário solar puro, o calendário juliano.Supôs-se que o ano natural tinha 365 dias e deu-se ao ano do calendário uma duração de 365 dias, sendo a diferença compensada de 4 em 4 anos, com um dia a mais no ano. </li></ul>Ana Salema
  8. 8. O CALENDÁRIO GREGORIANO <ul><li>Em 1582, o Papa Gregório XIII introduziu o calendário Gregoriano,com 365 dias, sendo bissextos, com 366 dias, os anos cujos nºs são divisíveis por quatro. </li></ul><ul><li>Este calendário tornou-se progressivamente universal, tendo sido introduzido na China em 1912 e na Rússia em 1918. </li></ul><ul><li>Papa Gregório XIII </li></ul>Ana Salema
  9. 9. Agarra o tempo... <ul><li>“ O Papalagui* nunca está contente com o tempo que lhe coube e censura ao Grande Espírito por não lhe ter dado mais. Chega mesmo a blasfemar contra Deus e a sua grande sabedoria, dividindo e subdividindo cada novo dia que nasce, segundo um plano bastante preciso. Corta-o como se cortaria em pedaços uma noz de coco mole com um cutelo. As várias partes têm todas elas um nome: segundos, minutos, horas.” </li></ul><ul><li>* Homem branco, o estrangeiro </li></ul><ul><li>“ O Papalagui é uma compilação dos discursos de Tuiavii, chefe da tribo Tiavea, em Samoa, na Polinésia, recolhidos pelo escritor holandês Erich Scheurmann.” </li></ul>da Nota Introdutória do livro Ana Salema
  10. 10. “ Somos nossa memória, somos esse quimérico museu de formas inconstantes, esse montão de espelhos quebrados ” Jorge Luís Borges <ul><li>São os rios Somos o tempo. Somos a famosa parábola de Heráclito, o Obscuro. Somos a água, não o diamante bruto, a que se perde, não a que repousa. Somos o rio e somos aquele grego que se vê no rio. Seu reflexo muda na água do cambiante espelho, no cristal que muda como o fogo. Somos o vão rio prefixado, rumo a seu mar. A sombra o cercou. Tudo nos diz adeus, tudo se distancia. A memória não cunha sua moeda. E todavia há algo que se queda E todavia há algo que se queixa. </li></ul><ul><li>Jorge Luís Borges </li></ul>A persistência da memória, Salvador Dali Ana Salema
  11. 11. MEDIR O TEMPO... <ul><li>A gnomónica , cujo nome deriva de &quot; gnómon &quot; (ponteiro solar em grego), é a medição do tempo a partir da evolução da sombra de uma vara vertical ao solo, durante o dia e ao longo do ano, segundo a posição do sol. </li></ul><ul><li>Esta é a técnica mais antiga de medição do tempo, situando-se, provavelmente, cerca de 3000 a.C. </li></ul>Ana Salema
  12. 12. Medir o tempo... <ul><li>As civilizações antigas mediam o tempo através do sol, da areia e da água... </li></ul>1600 A.C Relógio de sol, usado pelas civlizações caldaico-babilónica,egípcia e chinesa créditos das imagens para www.britannica.com Ampulheta Ana Salema 330 d.C primeiras referências à ampulheta
  13. 13. <ul><li>A Clepsidra  ou relógio de água </li></ul><ul><li>A palavra vem do grego, “ladrão de água”, pois servia para limitar o tempo de fala dos advogados, aquando dos processos . Tratava-se de um instrumento que media o tempo através do fluxo/escoamento de uma certa quantidade de água que escorria de um recipiente para outro. </li></ul><ul><li>Pensa-se que foi inventada pelos babilónios no século XVI a.C e melhorada, depois, pelos gregos. </li></ul><ul><li>A Clépsidra era pouco fiável, pois a rapidez do fluxo variava em função da temperatura e da pressão da água, difíceis de graduar. </li></ul>Ana Salema Foto de uma clépsidra chinesa Em 429 a.C a Clepsidra também já é utilizada na Grécia
  14. 14. CRONOS Na mitologia grega, Cronos era filho de Úrano (o Céu) e da Geia (a Terra). Incitado pela mãe e ajudado pelos irmãos, os titãs, castrou o pai, tornando-se o primeiro rei dos deuses. Cronos reinou durante um período de prosperidade, conhecido como a Idade Dourada. Era, porém, ameaçado por uma profecia segundo a qual seria vencido por um dos seus filhos. Para que não se cumprisse este vaticínio, Reia, mulher de Cronos, entregava-lhe os seus filhos para que este os devorasse mal nasciam. No entanto, Reia conseguiu salvar o seu filho Zeus. Este depois de crescer destronou o pai, expulsando-o do Olimpo e libertou todos os seus irmãos. Segundo a tradição clássica, Cronos simbolizava o tempo e, por isso, Zeus, ao derrotá-lo, conferira a imortalidade aos deuses. Adaptado do Dicionário de Mitologia Grega e Romana, de Pierre Grimal Ana Salema
  15. 15. À fragilidade da vida Esse baixel nas praias derrotado Foi nas ondas Narciso presumido; Esse farol nos céus escurecido Foi do monte libré, gala do prado. Esse nácar em cinzas desatado Foi vistoso pavão de Abril florido; Esse Estio em Vesúvios encendido Foi Zéfiro suave, em doce agrado. Se a nau, o Sol, a rosa, a Primavera Estrago, eclipse, cinza, ardor cruel Sentem nos auges de um alento vago, Olha, cego mortal, e considera Que és rosa, Primavera, Sol, baixel, Para ser cinza, eclipse, incêndio, estrago. Francisco de Vasconcelos (1665-1723), FÉNIX RENASCIDA III Ana Salema
  16. 16. Antes de Nós Antes de nós nos mesmos arvoredos Passou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga, Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo ? RIcardo Reis Ana Salema Ana Salema

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