Estd d cs_pediatria ana rita formatado

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  1. 1. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo1 – INTRODUÇÃO Este Estudo de Caso foi realizado no âmbito da unidade curricular de Enfermagem deSaúde Infantil e Pediátrica, do VII Curso de Licenciatura em Enfermagem, 2º ano, 1º semestreda Universidade Atlântica. Este trabalho tem como finalidade, escolher uma criança inserida no seu habitualcontexto familiar, de forma a realizar uma avaliação da sua “normal condição de vida”. Deve-se ter sempre em atenção, aquando da realização do estudo de caso a umacriança, à família e ao seu contexto familiar. A família é um sistema aberto que demonstrauma determinada estrutura, função e organização interna e possui elementos que interagementre si. Por isso, a família da criança transporta uma perspectiva única para as questões, quedevem ser levantadas, relativamente à saúde. Assim sendo, com a elaboração deste Estudo de Caso, propusemo-nos a atingir osseguintes objectivos:⇒ Elaborar um histórico de enfermagem;⇒ Analisar as actividades de vida da criança em estudo, segundo Nancy Roper;⇒ Realizar um exame físico à criança, analisando-a no sentido cefalo-caudal, enquadrando os valores recolhidos nos padrões de normalidade para a sua idade e fase de desenvolvimento;⇒ Elaborar um Diagnóstico de Enfermagem relativo à criança. A elaboração deste estudo de caso será alicerçada no processo de enfermagem, comometodologia científica e no modelo de Enfermagem de Nancy Roper como orientação teórica. A metodologia utilizada para a realização deste estudo de caso teve como base algunscritérios predefinidos. Escolhemos uma criança/família que pelo menos um dos membros do grupoconhecesse, para conseguirmos uma melhor e mais eficaz recolha de dados. Para a recolhadessa informação, utilizámos três tipos de fontes diferentes. Uma das fontes foi uma entrevistarealizada à mãe da criança em estudo e à própria criança. Uma outra fonte, foi a realização do Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  2. 2. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredoexame físico à criança em estudo e por último, foram os dados recolhidos do Boletim deSaúde Infantil da criança, bem como a sua história clínica anterior. Como instrumentos de estudo utilizados na abordagem de enfermagem da famíliautilizámos: um genograma (diagrama que detalha o histórico e a estrutura familiar) e umecomapa (diagrama das relações estabelecidas entre a comunidade e a família). Neste trabalho seguimos as regras da APA.2 – ENQUADRAMENTO TEÓRICO2.1 - A FAMÍLIA Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  3. 3. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Família é um termo que pode ser definido de várias maneiras e para inúmerasfinalidades de acordo com a própria estrutura de referência do indivíduo, a disciplina e ojulgamento de valores. A psicologia realça os aspectos interpessoais da família e a sua responsabilidade nodesenvolvimento da personalidade. A família também pode ser definida tendo-se em conta as pessoas que constituem aunidade familiar. Os tipos mais comuns de relacionamento são o consanguíneo (relaçõessanguíneas), o afim (relações maritais) e a família de origem (a unidade familiar em que apessoa nasceu). Tradicionalmente, uma família foi considerada como um grupo, com a crença de queum pai e uma mãe são necessários para criar uma criança. Já na sociedade moderna, énecessária uma definição ampla de família, como um grupo de pessoas, que vivem juntas ouem contacto íntimo, que cuidam uns dos outros e propiciam orientação para os seus membrosdependentes. A enfermagem de lactentes e crianças está intimamente ligada com o cuidado dacriança e da família. No entanto, as enfermeiras devem ter em conta as funções da família, osdiversos tipos de estruturas familiares e as teorias que fornecem uma base para secompreender as alterações dentro de uma família, direccionando as intervenções orientadaspara esta. Bolander, 1998. Wong, 1999.2.2 - ESTRUTURA E FUNÇÃO DA FAMÍLIA2.2.1 - Estrutura da Família Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  4. 4. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo A estrutura da família pode variar de acordo com a composição das suas partesassociadas e de acordo com o seu ciclo de vida caracteriza a forma de organização ou adisposição de diversas partes que estão interrelacionadas de modo recorrente e específico. Existem cinco tipos de família: a família nuclear (engloba o conjugue e respectivosfilhos, naturais ou adoptados, que vivem num domicílio comum e é a mais característica deuma sociedade urbana e móvel, sendo considerada a unidade reprodutora em que os laçosmaritais, legais ou de outra maneira sancionados, constituem a principal força de união) afamília mista (engloba o conjugue, filhos biológicos do casal e filhos de casamentos prévios,vivendo todos juntos num domicílio comum) sendo esta o tipo de família da criança emestudo, a família alargada (engloba o conjugue e respectivos filhos e parentesconsanguíneos), a família monoparental (engloba apenas um progenitor e seus filhos) e afamília homossexual (engloba duas pessoas do mesmo sexo que estabelecem uma relaçãoafectiva e que possuem filhos). Bolander, 1998; Wong, 1999.2.2.2 - Função da Família Relativamente à função, a família tem várias: função educacional, relativa ao ensinode tarefas, atitudes e conhecimentos; função psicológica, como promover um ambiente quepromova o desenvolvimento saudável da personalidade da criança; função biológica, comocuidar e educar as crianças e manter uma nutrição equilibrada; função económica, como geriro orçamento familiar e assegurar a estabilidade financeira dos membros da família e a funçãosócio-cultural, na transferência de valores relacionados com atitudes morais, com ocomportamento, linguagem, tradição, e a religião. Wong, 1999.2.3 – TEORIAS DE DESENVOLVIMENTOPode-se definir desenvolvimento como “a sequência das modificações físicas e psicológicasque se observam no ser humano, que acompanham a idade, desde a concepção. O Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  5. 5. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredodesenvolvimento não é, assim, um patamar de chegada, mas um processo de transformaçãoininterrupto.” (Rocha; Fidalgo, pág. 125). A criança escolhida para a realização deste estudo de caso, R.F., nasceu dia 8 deNovembro de 1991. Uma vez que esta criança tem 17 anos encontra-se no período daadolescência, que vai dos 12 anos aos 18 anos de idade.A adolescência é um espaço/ tempo onde os jovens através de momentos de maturaçãodiversificados fazem um trabalho de reintegração do seu passado e das suas ligações infantis,numa nova unidade. Nesta etapa de desenvolvimento, predomina o jogo, os amigos, o desporto, o saber, aaprendizagem, o desenho e a escola. Existem diversas alterações a nível comportamental ecognitivo, como por exemplo ao nível da concentração, capacidade de se exprimir,autoconfiança, estar sossegado, prestar atenção, ter perseverança, estar com os seus pares,fazer amigos, escrever e ler e ter curiosidade em saber sempre mais. Daí coincidir com operíodo em que estas crianças entram para a escola, por estarem mais despertas para estemeio. O entanto, esteja a criança em que etapa do desenvolvimento estiver, é necessária arelação continuada com o educador, a estrutura e a disciplina, a protecção e segurança física,proporcionar experiências adequadas às diferenças individuais e cuidados adequados aodesenvolvimento, bem como comunidades estáveis e proteger o seu futuro. Rocha, Fidalgo, 2001.2.3.1 - Desenvolvimento Psicossocial (Erikson) A teoria de desenvolvimento psicossocial de Erikson propõe oito estádiospsicossociais: perspectiva oito idades no desenvolvimento do ciclo de vida, desde onascimento até à morte. Neste processo de desenvolvimento tem em conta os aspectosbiológicos, individuais e sociais. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  6. 6. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Para Erikson cada estádio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertentepositiva e uma negativa. Estas duas vertentes são dialecticamente necessárias e é essencialque se sobreponha a vertente positiva. Os oito estádios de desenvolvimento da teoria de desenvolvimento psicossocial deErikson são: 1ª Idade: Confiança versus Desconfiança (0 – 18 meses); 2ª Idade: Autonomia versus Vergonha e Dúvida (18 meses – 3 anos); 3ª Idade: Iniciativa versus Culpa (3 – 6 anos); 4ª Idade: Indústria/Mestria versus Inferioridade (6 – 12 anos); 5ª Idade: Identidade versus Difusão/Confusão (12 – 18/20 anos); 6ª Idade: Intimidade versus Isolamento (dos 18/20 anos – 30); 7ª Idade: Produtividade versus Estagnação (30 – 60 anos); 8ª Idade: Integridade versus Desespero (depois dos 65 anos). De acordo com Erikson, o estádio de desenvolvimento onde se enquadra R.F. é a 5ªIdade, que corresponde à Identidade versus Difusão/Confusão (12 – 18/20 anos) A quinta idade de Erickson surge na adolescência/puberdade, o R.F está a adquiriruma identidade psicossocial, isto é, compreende a sua singularidade, o seu papel no mundo. Não devemos encarar os diferentes estádios como etapas isoladas, logo as fasesanteriores deixaram marcas que influenciam a forma como R.F está a vivenciar este período,desenvolvendo uma perspectiva histórica na qual se vai a perceber e integrar elementosidentitários adquiridos nas idades anteriores. A identidade, forma-se num processo contínuo e une as diferentes transformações deuma forma cumulativa de desenvolvimento. Neste estágio os indivíduos estão recheados de novas potencialidades cognitivas,exploram e ensaiam estatutos e papéis sociais, a sociedade torna-se o espaço deexperimentação ao adolescente. É neste âmbito que ressalta um dos conceitos eriksonianosque ajuda a conferir tanta relevância a este estágio, ou seja, a moratória psicossocial. Embora a construção da identidade se realize ao longo do ciclo da vida, constitui uma tarefaespecífica desta idade Monteiro, Manuela; Ribeiro dos Santos, Milice; 2001: p.38 Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  7. 7. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo O versus negativo menciona os aspectos, sentimentos relacionados à confusão/difusãode quem ainda não se descobriu a si próprio, e não sabe o que pretende, tendo dificuldade emoptar.2.3.2 - Desenvolvimento Psicossexual (Freud) Para Freud, o desenvolvimento humano e a constituição do aparelho psíquico, sãoexplicados pela evolução da psicossexualidade. A sexualidade esta integrada no nosso desenvolvimento desde o nascimento,evoluindo através de estágios, com predomínio de uma zona erógena. Cada estádio é marcadopelo confronto entre as pulsões sexuais e as forças que se lhe opõem. Freud define e caracteriza cinco estádios de desenvolvimento psicossocial: • Estádio Oral (do nascimento aos 12/18 meses); • Estádio Anal (dos 12/18 meses aos 2/3 anos); • Estádio Fálico (dos 2/3 anos aos 5/6 anos); • Estádio de Latência (dos 5/6 anos ate à puberdade); • Estádio Genital (depois da puberdade).A adolescente R.F. está no Estádio Genital de Freud e a sexualidade que esteve adormecida,no período anterior (Estádio de Latência), está a ser revivida. Neste estádio o adolescente revive o complexo de Édipo e o modo como o ultrapassa,é muito importante para o seu desenvolvimento e equilíbrio psicológico. R.F. já demonstra ser capaz de fazer escolhas sexuais fora da família e adaptar-se aum conjunto de valores socioculturais. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  8. 8. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Alguns adolescentes vão sofrer retrocessos no seu desenvolvimento e regressam aestádios anteriores. O ascetismo e a intelectualização são mecanismos de defesa do ego, paraesconder desequilíbrios emocionais inerentes a alguns adolescentes. Caso não ultrapassemesses desequilíbrios, poderão ter dificuldade em ser autónomos, em ter confiança em sipróprios, sendo irresponsáveis e incapazes de se respeitarem a si e aos outros. 3 - MODELO DE NANCY ROPER Modelo pode-se definir como “um conjunto de conceitos sistematicamenteconstruído, cientificamente fundamentado e logicamente relacionado que identifique oscomponentes essenciais da prática de enfermagem, junto às bases teóricas destes conceitos edos valores necessários para a sua utilização por quem os pratique” (Roper, Logan, Tierney,pág. 13). Alguns objectivos deste modelo são: facilitar a realização das actividades de vida, coma independência afim de evitar a perda de saúde; que o indivíduo adquira, mantenha ourecupere a independência ou que aprenda a enfrentar a sua dependência e pretende executarestratégias para promover a recuperação e a independência do indivíduo nas actividades devida. O Modelo Teórico de Nancy Roper tem cinco componentes principais: Actividades devida, Etapas de vida, Grau de dependência/independência, Factores que influenciam asactividades de vida e a Individualidade no viver. Os pressupostos deste modelo são: o indivíduo é avaliado em todas as etapas da suavida, e a forma como cada etapa é vivida por cada pessoa, contribui para a individualidade noviver; a vida pode ser descrita como um conjunto de actividades de vida, e embora se valorizea independência dessas etapas, a sua dependência não deverá diminuir a dignidade doindivíduo e ao longo de todas as etapas de vida o indivíduo tende a tornar-se cada vez maisindependente na realização dessas actividades. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  9. 9. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo As Actividades de Vida são o foco do modelo uma vez que são centrais na profissãode enfermagem. Quanto mais se analisam as actividades de vida, mais se compreende a suacomplexidade individual. Os componentes desta complexidade são a confirmação de que elasestão intimamente relacionadas. O Modelo de Nancy Roper possui doze actividades de vida. Roper, Logan, Tierney, 1995.3.1 - ACTIVIDADES DE VIDA Tal como no Modelo de Vida, as actividades de vida são também consideradas comoum componente principal do modelo de enfermagem.1. Manutenção de Um Ambiente Seguro“Para se manter vivo e desempenhar qualquer uma das actividades de vida, é imperativoque sejam tomadas certas acções para manter um ambiente seguro. De facto, todos os dias,muitas actividades são desempenhadas com este único objectivo e, embora se trate de rotina,realizam-se quase sem um esforço consciente.” Roper, Logan, Tierney, 1995.2. Comunicação “ Os seres humanos são essencialmente seres sociais e uma parte importante da vidaengloba comunicação com outras pessoas de uma forma ou de outra. A comunicação nãoenvolve apenas a utilização da linguagem verbal, como escrever e falar, mas ainda atransmissão não verbal de informação através de expressões faciais e expressão corporal.” Roper, Logan, Tierney, 1995.3. Respiração“A primeira actividade de vida de um recém-nascido é respirar. A capacidade para fazeristo é vital, pois esta acção das células corporais vai receber do ar oxigénio que foianteriormente fornecido pelo sangue da mãe. Mas daqui em diante, a respiração torna-senuma actividade sem esforço e as pessoas não têm consciência de que a executam, até quealguma circunstância anormal force a sua atenção.” Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  10. 10. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Roper, Logan, Tierney, 1995.4. Alimentação“Desempenha um papel significativo no padrão de vida diária de todos os grupos etários e,para a maioria das pessoas, é uma actividade agradável. Mas, independentemente do prazerobtido, ela é essencial à vida.” Roper, Logan, Tierney, 1995.5. Eliminação“Eliminar é um acto de vida praticado por todos os indivíduos, com uma regularidadeconstante e durante toda a vida. Façam as pessoas o que fizerem, estejam onde estiverem, eem qualquer momento do dia, elas reagem à necessidade de eliminar, e essa resposta fazparte integrante da vida diária.” Roper, Logan, Tierney, 1995.6. Higiene Pessoal e Vestuário“Uma boa higiene pessoal e brio são encontrados em muitas culturas, quaisquer que sejamos padrões específicos e normas.” “Em relação ao vestuário é interessante notar que as roupas não apenas preenchem afunção de protecção do corpo mas reflectem ainda aspectos importantes da cultura etradição; têm associações sexuais e são um meio de comunicação não-verbal.” Roper, Logan, Tierney, 1995.7. Controlo da Temperatura Corporal“O sistema de controlo da temperatura não é completamente sensível ao nascer, mas assimque a função é estabelecida, a temperatura do corpo humano é mantida dentro de uma faixabastante estreita. Isso é essencial para garantir muitos dos processos biológicos e ainda o Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  11. 11. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredobem-estar pessoal em temperaturas ambientais que variam continuamente e às vezesdramaticamente.” Roper, Logan, Tierney, 1995.8. Mobilidade“Embora seja uma palavra bastante desajeitada, «mobilidade» parece ser mais esplícita doque «andar» para descrever a capacidade de movimento que é uma das essenciais e maisimportantes actividades humanas. Os efeitos devastadores de qualquer limitação grave alongo prazo no movimento são testemunho deste facto a todos os níveis: físico, psicológico,económico e social.” Roper, Logan, Tierney, 1995.9. Trabalho e Lazer“Quando não estão a dormir, quase todas as pessoas estão a trabalhar ou em actividades delazer; este tem sido descrito como o trabalho de crianças. Geralmente, para a maioria dosadultos o trabalho oferece um rendimento pelo qual, depois de os custos essenciais serempagos, as actividades de lazer são financiadas. As actividades de trabalho e lazer podem tersignificados diferentes para indivíduos diferentes.” Roper, Logan, Tierney, 1995.10. Expressão da Sexualidade“A actividade específica que tende a estar directamente associada com sexo é a relaçãosexual. Evidentemente que isto é um componente importante nas relações do adulto – eessencial para a continuação da raça humana – mas também existem muitas outras formasnas quais a sexualidade humana é expressa.A sexualidade individual é determinada na concepção e através das etapas de vida, por isso,a sexualidade é uma dimensão importante da personalidade e do comportamento.” Roper, Logan, Tierney, 199511. Sono Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  12. 12. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo“Pode parecer estranho descrever o sono como uma actividade até se compreender que osprocessos corporais não param no período de actividade nem a dormir. Todos os organismosvivos têm períodos de alternância entre actividade e o sono.”“Também é uma actividade essencial; o crescimento e reparação das células acontecedurante o sono que permite que as pessoas descontraiam e estejam capazes de aguentar osesforços e os requisitos da vida diária. Sem um período de sono adequado as pessoas sofremde mal-estar e descompensação e uma variedade de doenças resultam de privaçãoaumentada de sono.” Roper, Logan, Tierney, 1995. 12. Morte “ A morte é o que marca o fim da vida tal como o nascimento marca o seu início. No entanto, a preocupação não é apenas com o acontecimento da morte, mas ainda com o processo de morrer.” “Ao descrever a «vida» parece essencial reconhecer que a morte é a única coisa realmente certa nesta vida. O total da vida de uma pessoa é vivido à luz da inevitabilidade da morte; para algumas pessoas sobrepõe-se à vida e para outras dá um significado positivo à mesma.” ´ Roper, Logan, Tierney, 1995. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  13. 13. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo4 - HISTÓRICO DE ENFERMAGEM DA FAMÍLIA4.1 - GENOGRAMA O genograma é um diagrama que detalha a estrutura e o histórico familiar, forneceinformações sobre os vários papéis dos seus membros e das diferentes gerações. J. A. M.A 67 Anos 66 Anos Reformado Reformada F.F. 49 Anos M.T.F Engº técnico de 44 Anos segurança Analista Clinica M.F 10 Anos R.F Estudante. 17 Anos Estudante Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  14. 14. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoFigura 1 – Genograma família Figueiredo4.2 - ECOMAPA O Ecomapa é um diagrama das relações entre a família e a comunidade e ajuda a avaliaros apoios disponíveis e sua utilização pela família. Trabalho Escola Centro Igreja comercial F. F. M.F. 47 Anos 44 Anos Engº Analista Clínica Ginási M.F R.F o 10 Anos 17 Anos Esudante Estudante Família e amigos Supermercad o Hospital de Santa Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 Maria e Santa nº200791562 Cruz
  15. 15. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Figura 2 – Ecomapa Relação muito forte Relação forte------------ Relação de Fraca Intensidade A família de R.F. é uma família com uma estrutura do tipo nuclear, ou seja, é uma unidade familiar que engloba o conjugue e filhos biológicos do casal, vivendo todos juntos num domicílio comum. A adolescente relaciona-se adequadamente com a mãe, pai e os irmão. Podemos observar, através do ecomapa, que a família em estudo apenas frequenta o supermercado onde realiza semanalmente as compras para a casa de necessidade primária. Por outro lado, a família estabelece uma relação forte com o Hospital de Santa Cruz e com a família, estando com ela frequentemente. Os pais de R.F. trabalham e mantêm uma boa relação com o trabalho apresentando um rendimento e emprego fixo R.F. e o irmão M.F. estudam e têm uma boa relação com a escola, R.F. diz ser uma aluna exemplar e M.F. também bom aluno mas por vezes com mau comportamento. 4.3 - IDENTIFICAÇÃO DA CRIANÇA Nome: R.F. Filiação: .M.T.F e F.F. Data de Nascimento: 8 de Novembro de 1991 Idade: 17 anos Sexo: Feminino Altura: 1,69 m Percentil da altura: 90-75 Peso: 56,6 kg Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  16. 16. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Percentil do peso: 90-75 IMC: 19.8 (percentil 50-25) Raça: Caucasiana Local de residência: Carnaxide Naturalidade: Lisboa Nacionalidade: Portuguesa Escolaridade: 12º ano (Ensino Secundário)4.4 - IDENTIFICAÇÃO DO AGREGADO FAMILIARMãe: M.T.F.Pai: F.F.Irmão: M.F.4.5 - PERÍODO PRÉ-NATALDuração da gestação: 40 semanasGestação: VigiadaNúmero de consultas durante a gravidez: 6 consultas4.6- PERÍODO NEONATALLocal do parto: Hospital S.Francisco de Xavier.Tipo de parto: EutócicoPeso ao nascer: 3700 gEstatura ao nascer: 50 cmPerímetro Cefálico ao nascer: 35 cmÍndice de Apgar ao 1º minuto e ao 5º minutos: 10/10Reanimação: NãoVacinas realizadas na maternidade: BCG e Hepatite BRastreio de doenças metabólicas: 13/11/19914.7 - AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE I.F.R.D. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  17. 17. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoSorri: 1 MêsVocaliza: 2 MesesControla da Cabeça: 3 MesesPreensão Palmar: 4 MesesVira-se na cama: 5 mesesPreensão em Pinça: 8 MesesSenta-se sem apoio: 5 MesesArrasta-se: 7 mesesPõe-se de pé: 9 mesesAnda com apoio: 9 mesesAnda sozinha: 12 mesesReflexo de marcha automática: extinto às 3 SemanasReflexo dos pontos cardeais: extinto aos 3 MesesReflexo de Moro: extinto 3 MesesReflexo tónico-cervical: extinto aos 4 MesesReflexo de Babinski: extinto aos 9 MesesCriança com um desenvolvimento normal e adequado para a idade.4.8 - REGISTO DO CRESCIMENTO DE R.F.DATA IDADE PESO (g) ESTATURA P. CEFÁLICO (cm) (cm)11/11/91 3 dias 3370 g ---- ----13/11/91 5 dias 3620 g ---- ----20/11/91 12 dias 3750 g ---- ----22/11/91 14 dias 3750 g 51,5 cm 35 cm06/12/91 29 dias 4350 g 53,4 cm 35,2 cm13/12/91 1 Mes 5 dias 4480 g ---- ----19/12/91 1 Mes e 11 dias 4750 g ---- ----26/12/91 1 Mes e 18 dias 4820 g 55,5 cm 37,202/01/92 4 Meses 5150 g ---- ----15/01/92 4 Meses e 14 dias 5300 g 57 cm 37,8 cm Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  18. 18. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo22/01/92 5 Meses 5520 g ---- ----05/02/92 5 Meses e 27 dias 5690 g ---- ----22/02/92 6 Meses e 26 dias 5950 g 61 cm 39,5 cm18/03/92 9 Meses e 12 dias 6670 g 64,3 cm 40 cm04/04/92 10 Meses e 16 dias 7050 g 65 cm 41,3 cm20/05/92 12 Meses e 3 dias 7750 g 67,5 cm 41,5 cm08/06/92 15 Meses e 5 dias 8060 g ---- ----01/07/92 15 Meses e 23 dias 8350 g 70,5 cm 42 cm10/07/92 1 8500 g 71 cm 43 cm05/08/92 5 anos e 10 meses 8750 g 72,3 cm 43,2 cm09/11/92 6 anos e 1 dia 9530 g 76 cm 44,2 cm11/11/92 6 anos e 3 dias 9680 g 77 cm 44,5 cm03/02/93 6 anos 10310 g ---- ----10/02/93 10320 g 79,5 cm 45 cm20/02/93 10500 g 81 cm 45 cm10/05/93 11210 g 82 cm ----23/06/93 11220 g 85 cm 46 cm23/07/93 11250 g 87 cm 46 cm02/11/93 10000 g 87 cm ----10/11/93 11600 g 90 cm 46 cm03/12/93 12000 g 90 cm ----31/01/94 12600 g 91 cm 46.5 cm04/02/94 12250 g 92,5 cm ----12/02/94 12500 g ---- ----28/05/95 23500 g 127 cm ----16/5/00 26500 g 132 cm ---- Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  19. 19. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Figura 3: Percentil peso de I.F.R.S dos 0-24 mesesNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  20. 20. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Figura 4: Percentil do comprimento de I.F.R.D. dos 0-24 meses Figura 5: Percentil do perímetro cefálico de I.F.R.D. dos 0-24 meses Figura 6: percentil peso de I.F.R.D. dos 2 – 7 anosNovembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  21. 21. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Figura 7: percentil estatura 2 – 7 anos4.9 - ALIMENTAÇÃO DE I.F.R.D. DURANTE O PRIMEIRO ANO DE VIDAMeses 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 11 12 0Leite Materno X X X X X X X X X X X XFórmula ComercialLeite em NaturezaCereais X X X X X X X X XLegumes X X X X X X X X XFrutas X X X X X X X X XCarne X X X XPeixe X X X XOvo X X X XDieta Familiar XVitamina D X XFlúor XFerro Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  22. 22. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Não se verificaram nenhumas alergias durante o processo de introdução dos alimentos eI.F.R.D. adaptou-se muito bem. Actualmente, come todo o tipo de alimentos, com os mesmoshorários da família.4.10 - ANTECEDENTES DE SAÚDE PESSOAIS E FAMILIARES Como antecedentes pessoais, foi diagnosticada a I.F.R.D. em 2004, Varicela. Já recorreu ao Hospital de Tomar, onde ficou internada no serviço de pediatria, de 16 a19/09/05 devido a um episódio de bronqueolite. Como antecedentes familiares, há a referir que à mãe foi diagnosticada DiabetesGestacional na sua gestação e o avô materno tem Hipertensão.4.11 - AMBIENTE FAMILIAR E DOMICILIAR A família em estudo habita num apartamento duplex, T3, 5º andar, localizado em Riode Mouro. O apartamento é constituído por três quartos, duas casas de banho, um hall deentrada, três varandas, uma cozinha, uma despensa e uma sala. I.F.R.D. divide o quarto com airmã. O prédio possui cinco andares, um elevador e uma entrada apresentável. Mora numbairro sossegado e possui nas traseiras da sua casa um grande jardim onde I.F.R.D. costumahabitualmente brincar.4.12 - CONTEXTO SÓCIO-ECONÓMICO Em relação ao contexto Sócio-Económico, de acordo com a informação recolhida, afamília de I.F.R.D. pertence à classe média. Ambos os pais trabalham, num entanto o pai deI.F.R.D. trabalha em Angola tendo a profissão de arvoredo, por isso só vem a Portugal emépocas festivas importantes e férias. Mantêm uma boa relação com a família materna queapesar de distante (Tomar) comunicam-se várias vezes. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  23. 23. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo5 - EXAME FÍSICO O exame físico foi realizado no decorrer da entrevista, no dia 1 de Outubro de 2008.5.1 - ASPECTO GERAL Relativamente a esta questão, I.F.R.D. apresenta um aspecto bastante bem cuidado,ficando notória a atenção dada à criança por parte da mãe. 5.2 - PELE A pele foi avaliada quanto à sua coloração, textura, turgor tecidual/elasticidade,através da palpação, hidratação e temperatura. Quanto à coloração, I.F.R.D apresentava uma pele rosada, e no Verão adquire bronzefacilmente. Relativamente à textura esta apresentava-se com um aspecto liso e suave, firme,integra e sem oleosidade. Em relação à elasticidade, puxando a pele do abdómen de I.F.R.D. otecido elástico rapidamente voltou ao seu estado normal. I.F.R.D. apresenta pele e mucosascoradas e hidratadas. Em relação à sua temperatura corporal é de 36,3 º C. 5.3 - CABEÇA Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  24. 24. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Na avaliação da cabeça, foram observados o formato e simetria, postura e simetriafacial. Em relação ao formato e simetria da cabeça, verifiquei que esta tem um formatonormocefálico, aparentando ser simétrica e forma oval. Não apresenta nenhuma cicatriz. Relativamente à simetria facial, I.F.R.D. apresenta movimentos simétricos. 5.4 - CABELO Em relação ao cabelo analisamo-lo quanto à cor, textura, qualidade, e distribuição. I.F.R.D. tem cabelo de cor castanho-claro, fino, ondulado, brilhante e comprido.Apresenta-se distribuído homogeneamente por toda a cabeça. O couro cabeludo apresentava-se limpo e sem qualquer sinal de lesões, descamação, infecções e cicatrizes. 5.5 - FACE A avaliação da face foi feita através da observação da sua simetria. I.F.R.D. apresentasimetria facial e não tem anormalidades. 5.6 - OLHOS A avaliação dos olhos é feita em relação à cor, inspecção das pálpebras, das fendaspalpebrais, da conjuntiva palpebral, das pupilas (redondas, claras e iguais), da simetria etamanho, da distância. I.F.R.D. tem olhos azuis brilhantes, simétricos e grandes. As pálpebras bem como aspestanas que lhe estão associadas encontram-se bem posicionadas. As fendas palpebrais situam-se horizontalmente entre as duas pálpebras. O sacoconjuntival da pálpebra encontra-se rosado e hidratado. Os olhos bem distanciados. I.F.R.D. apresenta boa acuidade visual. 5.7 - NARIZ Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  25. 25. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Observou-se o nariz quanto ao seu posicionamento, alinhamento e septo nasal. O nariz encontrava-se bem posicionado e alinhado. Narinas íntegras e septo nasaldividindo igualmente os dois vestíbulos. 5.8 - OUVIDOS Avaliaram-se os ouvidos quanto ao alinhamento, superfície cutânea e higiene. Os ouvidos encontram-se alinhados e simétricos. A superfície cutânea do ouvido não aparenta qualquer anomalia. Em relação a higiene esta é adequada não estando presente cerúmen no canal auditivoexterno. Apresenta boa acuidade auditiva. 5.9 - BOCA Apresenta uma boa higiene oral e não tem dentes cariados. Possui 12 dentes em cima e12 dentes em baixo. O palato, de cor rosado, não apresenta quaisquer lesões ou malformações.A língua apresentava-se rosada e hidratada. 5.10 - PESCOÇO Relativamente ao pescoço, observamos o seu tamanho, forma e mobilidade, os quaisse apresentaram dentro dos padrões normais. 5.11 - TÓRAX E ABDÓMEN Observei o tórax em relação à sua forma e simetria, bem como das glândulasmamárias. Tórax simétrico e sem deformações ósseas, ausência de pêlos, abaulamentos e decicatrizes Os mamilos são bem formados e simétricos. A expansão torácica é igualmentesimétrica. O seu perímetro torácico é de 60 cm. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  26. 26. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo No abdómen avaliamos a sua forma, formato, simetria, movimentos, ruídos e massas.Pudemos observar uma pele lisa sem pêlos. O umbigo apresenta um tamanho eposicionamento adequado, sem evidência de qualquer anomalia. A distensão abdominal énormal e simétrica. O seu perímetro Abdominal é de 54 cm. 5.12 - ÓRGÃOS GENITAIS EXTERNOS A sua vulva não apresenta nenhuma alteração sendo morfologicamente normal. 5.13 - MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES Para a avaliação dos membros superiores e inferiores, observamos o tamanho,comprimento, simetria e número de dedos. Tanto os membros superiores como os inferiores apresentam um tamanho, simetria ecomprimento normais para a idade da criança, bem como o número normal de dedos (cincoem cada extremidade). 5.14 - UNHAS I.F.R.D apresenta unhas aparadas, fortes e lisas, com uma coloração rosada e limpas 5.15 - SINAIS VITAIS • Frequência cardíaca: 91 batimentos/minuto – Acordada (valor padrão: 60 a 165 batimentos/minuto) • Frequência Respiratória: 22 ciclos/minuto (valor padrão: 20-30 ciclos/min) • Tensão arterial: 112/74 mmHg • Temperatura: 36.3ºC • Dor: 0. A criança não tem queixas álgicas. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  27. 27. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 0 1 2 3 4 5Imagem 1 – Escala de Faces6. CONSULTAS DE VIGILÂNCIA DE SAÚDE INFANTIL Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  28. 28. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo As consultas de vigilância de saúde infantil em cuidados de saúde primários têm comoobjectivos a avaliação do desenvolvimento físico, mental, emocional e social da criança,estimular a opção por comportamentos saudáveis, prevenir, identificar e saber como abordaras doenças comuns, detectar e encaminhar precocemente qualquer desvio, cumprimento doPrograma Nacional de Vacinação, zelar pela saúde oral, prevenção de acidentes eintoxicações, promover a auto-estima do adolescente entre outros. É muito importante que haja um envolvimento da família nas consultas de vigilânciada saúde da criança de forma a que compreendam as diferentes fases de desenvolvimento dacriança. É fulcral recordar que a presença de um profissional de saúde é pontual e a família éuma constante. A calendarização das consultas da criança é feita em “idades-chave” de forma a haveruma harmonização destas consultas com o esquema cronológico de vacinação bem como aarticulação com os acontecimentos importantes da vida da criança consoante a etapa dedesenvolvimento em que esta se encontra. 6.1 - PERIODICIDADE E PARÂMETROS A AVALIAR NAS CONSULTAS DEVIGILÂNCIA DE SAÚDE INFANTIL E JUVENIL1º ANO DE VIDA 1 – 3 ANOS 4 – 9 ANOS 10 -18 ANOS1ª Semana de vida 12 Meses 4 Anos 11/13 AnosRealizada: 17/07/01 Não realizada Realizada a: 29/12/05 (Exame global de saúde)• Peso• Comprimento • Peso • Peso • Peso• Perímetro • Estatura • Estatura • Estatura cefálico • Perímetro cefálico • Tensão arterial • Tensão arterial• Coração • Dentes • Dentes • Visão• Anca • Exame físico • Visão • Postura Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  29. 29. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo• Visão • Desenvolvimento • Audição • Estado pubertário• Audição • Imitação • Exame Físico • Exame Físico• Exame físico • Linguagem • Linguagem • Desenvolvimento• Desenvolvimento • Desenvolvimento • Sinais/sintomas de• Vacinação alerta • Verificar a • Alimentação realização do desequilibrada diagnóstico • Perturbação da precoce imagem corporal • Comportament os sexuais de risco • Suicídio • Perfil lipidico • Vacinação1 Mês 15 Meses 5/6 Anos 15 AnosRealizada : 28/08/01 Realizada: 17/10/02 (Exame global de saúde) • Peso• Peso • Peso Realizada a: 22/03/07 • Estatura• Comprimento • Estatura • Tensão arterial• Perímetro • Perímetro cefálico • Peso • Visão cefálico • Dentes • Estatura • Postura• Coração • Coração • Tensão arterial • Estado pubertário• Anca • Anca/marcha • Dentes • Exame Físico• Visão • Visão • Coração • Desenvolvimento• Audição • Audição • Postura • Sinais/sintomas de• Exame físico • Exame Físico • Visão alerta (os Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  30. 30. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo• Desenvolvimento • Desenvolvimento • Rastreio das mesmos) • Ansiedade de perturbações • Perfil lipido separação visuais • Linguagem • Audição • Vacinação • Audiograma, nos grupos de risco • Exame Físico • Linguagem • Desenvolvimento • Vacinação2 Meses 18 Meses 8 Anos 18 AnosRealizada: 18/10/01 Não realizada(3meses) • Peso • Peso • Peso • Estatura • Estatura• Peso • Estatura • Tensão arterial • Tensão arterial• Comprimento • Perímetro cefálico • Dentes • Visão• Perímetro • Dentes • Postura • Postura cefálico • Anca/marcha • Visão • Exame Físico• Coração • Problemas • Audição • Desenvolvimento• Anca ortopédicos • Exame Físico • Sinais/sintomas de• Exame físico • Exame Físico • Desenvolvimento alerta (os• Desenvolvimento • Desenvolvimento mesmos) • Sorriso social • Linguagem • Perfil lipido• Vacinação • Vacinação Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  31. 31. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo4 Meses 2 AnosRealizada: 14/11/01 Realizada: 26/06/03 (23 Meses)• Peso • Peso• Comprimento • Estatura• Perímetro • Perímetro cefálico cefálico • Dentes• Visão • Anca/marcha• Audição • Problemas• Exame físico ortopédicos• Desenvolvimento • Exame Físico• Vacinação • Desenvolvimento • Jogo “faz de conta” • Linguagem6 Meses 3 AnosRealizada: 07/02/02 Não realizada• Peso • Peso• Comprimento • Estatura• Perímetro • Perímetro cefálico cefálico • Dentes• Dentes • Visão• Anca • Audição• Visão • Exame Físico Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  32. 32. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo• Audição • Desenvolvimento• Exame físico• Desenvolvimento • Reacção ao estranho• Vacinação9 MesesRealizada: 24/04/02• Peso• Comprimento• Perímetro cefálico• Dentes• Visão• Audição• Exame físico• DesenvolvimentoTabela 1 – Esquema das idades recomendadas para realização das Consultas deVigilância Infantil segundo o C.S.P.6.2 - CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO – PLANO NACIONAL DE VACINAÇÃO 2006 Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  33. 33. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo* - Aplicável aos nascidos antes de 1999 e ainda não vacinados.** - Nos nascidos em 1993, esta dose deverá ser tomada aos 13 anos.Legenda:BCG – Tuberculose VHB – Hepatite B DTP – Difteria, Tétano e Tosse ConvulsaVAP – Poliomielite Hib – Doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo bMenC – Meningites e septicemias causadas pela bactéria meningococoVASPR – Sarampo, Papeira e Rubéola Td – Tétano e Difteria 6.2.1 Boletim de Vacinas de I.F.R.D.: Actualizado Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  34. 34. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo 7– AVALIAÇÃO DAS ACTIVIDADES DE VIDA DIÁRIAS7.1 – MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  35. 35. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo A criança em estudo vive num andar que se situa no quinto piso. No entanto, a criançamostrou saber os perigos existentes de se aproximar demasiado da janela. Na parte de trás do prédio onde a família mora, existe um grande parque onde aI.F.R.D. costuma brincar. Neste parque, existe um riacho que o atravessa. A criança refereque, quando estão a jogar com uma bola, por vezes ela vai parar ao riacho e que, uma delas(uma das crianças) vai lá buscá-la. O riacho não tem qualquer protecção e por isso, existesempre o risco de uma criança, ao ir buscar a bola ou algum brinquedo que lá tenha caído,escorregue e se magoe. A criança em estudo, refere que nunca entrou dentro do riacho para irbuscar qualquer brinquedo e, reconhece que é muito perigoso entrar no mesmo. Apesar dos potenciais riscos referidos e de todos os outros por que diariamente aI.F.R.D. passa e no geral, todas as pessoas estão sujeitas, a Actividade de Vida Manutenção deum Ambiente Seguro não se encontra alterada.7.2 – COMUNICAÇÃO I.F.R.D. já fala fluentemente e emprega vocabulário correcto. Consegue conjugarcorrectamente verbos e expressa-se com simpatia e à vontade. Apesar do pai da I.F.R.D. estar a trabalhar em Angola, relacionam-se telefonicamenteou então em épocas festivas ou férias, altura em que este vem a Portugal. No entanto acomunicação entre a criança e o seu pai é de certa forma afectada, pois, apesar de existiralguma comunicação verbal, o pai da criança não tem muito contacto físico com a criança. Assim relativamente à Actividade de Vida Comunicação, concluímos que apesar dopouco contacto físico que o pai tem com a criança, existe comunicação entre ambos e, existeuma boa comunicação entre a criança e o resto da família, e por isso, não se encontra alterada.7.3 – RESPIRAÇÃO Apresenta uma respiração predominantemente torácica, com uma frequênciarespiratória regular, dentro do padrão de regularidade, tendo em conta a idade da criança e o Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  36. 36. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredoseu desenvolvimento e que, compreende o intervalo de frequência respiratória entre os 20/30ciclos por minuto. Pode-se dizer então, que a Actividade de Vida Respiração não se encontra alterada.7.4 – ALIMENTAÇÃO A alimentação de I.F.R.D encontra-se adequada à sua idade e às actividades quediariamente desenvolve. A criança faz entre 5 a 6 refeições diárias e a mãe refere que esta tembastante apetite. Não existe qualquer restrição alimentar Dieta:Pequeno-almoço: um copo de leite branco e pão de mistura com fiambre ou cereais.Meio da manhã: um iogurte líquido e uma maçã.Almoço: Refeitório da escola – prato principal (carne ou peixe). Embora a criança sejaaconselhada, em casa, a comer sopa e fruta ao almoço esta confessa não o fazer. A mãe diz serdifícil controlar esta refeição uma vez que é realizada no refeitório da escola. Refere aindaque a sua filha não gosta de verduras mas que em casa consegue que esta coma mesmo queem quantidades reduzidas.Lanche: sandes mista e um iogurte líquido. Pode comer um bolo 2 vezes por semana emboranão seja habitual.Jantar: sopa, prato principal (carne ou peixe) acompanhado com arroz ou massa e salada dealface e tomate e uma peça de fruta.Ceia: só se realiza se a criança referir que tem fome. Habitualmente costuma beber um copode leite com chocolate antes de ir para a cama. A mãe foi questionada em relação à frequência com que a criança ingere fritos e “fastfood” e afirma que a ingestão desse tipo de alimentos não é habitual acontecendo no máximo3 vezes por mês. A criança é incentivada a beber água e sumos naturais evitando os refrigerantes. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  37. 37. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Embora a criança se encontre numa fase de transição em relação à dentição, não sãonecessárias fazer alterações na sua dieta alimentar.7.5 – ELIMINAÇÃOI.F.R.D realiza esta actividade de vida de forma autónoma.A criança urina cerca de 5 vezes por dia e faz cerca de 1 dejecção por dia.I.F.R.D e a sua mãe, referem que a sua urina é clara e sem cheiro fétido e que as fezes têmuma consistência dura e cheiro sui generis. Foi ainda referido que esta criança apresentasituações de obstipação revelando assim alterações gastrointestinais. Estas alterações resultamde uma reduzida ingestão de fibras tendo sido realizado ensino junto da mãe e da criança deforma a evitar ou reduzir mais situações de obstipação.7.6 – HIGIENE PESSOAL E VESTUÁRIO O Ser Humano desde sempre apresentou preocupação com a sua higiene pessoal.Podemos afirmar que esta actividade é mesmo executada durante todas as actividades de vida.Esta varia de pessoa para pessoa e depende de muitos factores. A higiene pessoal éfundamental para o bom estado do nosso organismo. (Roper, 1995). I.F.R.D toma banho todos os dias depois da escola, muda de roupa diariamente ouquando está suja. A criança não gosta especialmente do momento do banho, ficando maisagitada. A pele da criança e a boca encontram-se hidratadas. O banho e cuidados de higiene à criança são fundamentais, para o seudesenvolvimento, prevenindo infecções, irritações cutâneas entre outros. I.F.R.D é independente no momento do banho e a vestir-se, gosta de escolher a roupaque vai vestir, apesar da sua mãe supervisionar estas actividades. A mãe e a criança apresentam uma boa higiene pessoal. A nível do vestuárioapresentam vestuário adequado, utilizando roupas limpas, largas e confortáveis. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  38. 38. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo7.7 – CONTROLO DA TEMPERATURA CORPORAL Não se verificam alterações ao nível da temperatura corporal da criança. A temperatura corporal normal da criança é de 36,3ºC (temperatura axilar) I.F.R.D só apresenta temperaturas superiores a 37,5-38ºC quando apresenta algumavirose.7.8 – MOBILIDADE Mover-se está intimamente relacionado com a maior parte das outras necessidadeshumanas básicas. As estruturas do corpo associadas com a mobilidade são muitas. Aactividade física é uma orientação humana básica e é importante durante toda a vida, (Roper,1995). No que se refere à mobilidade I.F.R.D, não apresenta qualquer problema, uma vez queos movimentos que efectua estão adequados à sua idade. Nesta fase é essencial avaliar o desenvolvimento motor grosso e o desenvolvimentomotor fino da criança. Aos 7 anos a criança encontra-se na idade escolar.Desenvolvimento Motor Grosso idade escolar A criança é capaz de saltar ¾ degraus, subir e descer escadas, está a aprender a nadar,e já sabe andar de bicicleta, corre e gosta de fazer desporto, o que se enquadra nodesenvolvimento normal para esta idade.Desenvolvimento Motor Fino A criança já consegue coordenar músculos mais pequenos com alguma destreza, bemcomo os necessários para escrever ou pintar.7.9 – JOGOS E BRINCDEIRAS Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  39. 39. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Brincar consiste no trabalho das crianças. A brincadeira é essencial aodesenvolvimento, assim deve estar sempre adequada à fase de desenvolvimento da criança, demodo a estimulá-la. Nesta fase em que I.F.R.D se encontra, as crianças passam do individual e vão para osocial, os jogos possuem regras básicas e necessitam de interacção entre as crianças. Sãoresultados deste tipo de jogo, a aprendizagem de regras de comportamento, respeito às ideiase argumentos contraditórios e a construção de relacionamentos afectivos. Cerca de 10% das brincadeiras dos escolares nos recreios consistem num brincarimpetuoso, um modo vigoroso de brincar, que envolve lutar, chutar, rolar no chão, agarrar-see, às vezes, perseguir, em geral acompanhado de risos e gritos. O brincar impetuoso permiteàs crianças manobrar para obter domínio de grupo de amigos, avaliando a sua própria força ea dos outros. Através dos jogos com regras, segundo Piaget (1978), as actividades lúdicasatingem um carácter educativo, tanto na formação psicomotora, como também na formaçãoda personalidade das crianças. Assim, valores morais como honestidade, fidelidade,perseverança, respeito ao social e aos outros são adquiridos. I.F.R.D prefere brincar em grupo. Segundo esta, as suas ocupações preferidas sãopraticar desporto, ir à praia, jogar computador e ver televisão. Pode-se concluir então que não existem alterações nesta actividade de vida diária.7.10 – EXPRESSÃO DA SEXUALIDADE Cada ser humano é um ser sexual e tem uma identidade sexual. O sexo de umindivíduo é determinado na concepção e durante todas as etapas da vida; a sexualidade é umadimensão significativa da personalidade e do comportamento interpessoal. A feminilidade e amasculinidade são reflectidas não apenas no aspecto físico e força mas também: no estilo dovestuário, em muitas formas de comunicação verbal e não verbal, nos papéis familiares,sociais e relacionamentos, e nas escolhas relacionadas com o trabalho e lazer, (Roper, 1995). A criança segundo Freud, encontra-se no estádio de latência até à puberdade, a suazona erógena não existe, pois ocorre o esquecimento dos primeiros episódios da sexualidadeinfantil nesta idade. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  40. 40. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo7.11 – SONO E REPOUSO O sono e o repouso é uma actividade fundamental, para uma pessoa se sentir bem,assim em média necessita-se de dormir cerca de oito horas. O sono constitui um estado de relaxamento necessário, durante o sono deve-se realizaro sono de movimentos rápidos dos olhos (REM) e o sono de movimento não rápidos dosolhos (NRM), de modo atingir o maior relaxamento, (Enfermagem Fundamental, 1998). I.F.R.D dorme num quarto partilhado com a irmã de 20 anos, o colchão é duro,colocam almofadas e dorme em posição de decúbito dorsal e lateral alternadamente. Dormecerca de nove horas durante a noite, demora aproximadamente 10 minutos a adormecer e temum sono tranquilo. Sendo assim, não existem alterações nesta actividade de vida diária.7.12 - MORTE Morrer constitui o acto final da vida. A morte é o que marca o fim da vida sobre aTerra, tal como o nascimento marca o início. A única certeza nas nossas vidas. Assim a morteprovoca inquietação, quando se pede às pessoas que pensem sobre a perspectiva da suaprópria morte e da morte daqueles que amam. Assim ultrapassar uma morte de um entequerido é sempre algo complicado e doloroso, (Roper, 1995). A criança em estudo é de religião católica mas não praticante e tem noção que a morteé irreversível. Relativamente a medos e receios, a criança I.F.R.D afirma ter medo de animais.I.F.R.D nunca enfrentou nenhuma situação de morte, contudo, encontra-se separada do paidevido a questões de trabalho. Apesar disso, comunica frequentemente com o pai, nãoapresentado por isso alterações nesta actividade de vida diária. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  41. 41. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo8 – DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM8.1- PLANO DE CUIDADOS À CRIANÇADiagnóstico de Objectivos IntervençõesEnfermagem• Alteração da Realização de ensino sobre:  Restabelecer a normal • Benefícios da ingestão de actividade de vida realização da actividade fibras e líquidos (sobretudo Eliminação de vida eliminação. de água). relacionada com • Importância de manter alimentação  Realizar ensino não só inadequada intacta a flora intestinal; aos pais como à criança manifestada por • Importância de evacuar para que esta adquira obstipação. diariamente. comportamentos adequados quando se encontra na escola (local onde habitualmente almoça). Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  42. 42. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família FigueiredoRisco de alteração da Que a criança não entre Sensibilizar a família para o perigoActividade de Vida no riacho. da criança brincar naquela zona.Manutenção de um Prevenir a aproximação da criançaAmbiente Seguro do riacho enquanto brinca.relacionada com Desencorajar a criança a entrar noinexistência de riacho, mesmo que seja para irprotecção no riacho buscar uma brinquedo que lá tenhaque se encontra no caído, chamando sempre um adultoparque onde a criança para o fazer.brinca.Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  43. 43. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo Risco de alteração da Que a criança não caia da Sensibilizar a criança/família para Actividade de Vida janela. os perigos da janela aberta, devido à Manutenção de um altura a que esta se encontra do Ambiente Seguro chão. relacionada com Prevenir acidentes tendo em atenção aproximar demasiado fechando sempre as janelas, ou os da janela. estores. Risco de alteração da Proporcionar Através da tecnologia, realizar Actividade de Vida comunicação não verbal vídeo-conferencias através da Comunicação entre a criança e ao pai. internet, ou mesmo, video- relacionada com a chamadas através do telefone inexistência de móvel. comunicação não verbal com o pai.9 – CONCLUSÃO Para a realização deste trabalho foi necessário fazer uma colheita de dados a umacriança/família, para a elaboração de um genograma e um ecopama, que são instrumentos deestudo da família, assim como a história de saúde da criança e da família. Tendo estaanamnese sido facilitada devido a um dos membros deste grupo conhecer a família emquestão. Ao longo do trabalho, procuramos abordar temas que consideramos pertinentes para acompreensão do Estudo de Caso, pontos esses relativos à idade da criança, relativamente àsua Etapa de Desenvolvimento segundo diversas correntes da Psicologia de modo acompreendermos os comportamentos relativos à sua etapa de desenvolvimento. Durante a realização deste trabalho, pudemos concluir que é na família que se devemcentrar os cuidados de enfermagem à criança, uma vez que ela é membro integrante da família Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  44. 44. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredoe a sua saúde depende do funcionamento do núcleo familiar e também do sistema de saúde dacriança. Relativamente às Actividades de Vida do Modelo de Nancy Roper, quatro encontram-se alteradas. Realizamos um Plano de Cuidados para elas com o objectivo de que asintervenções de enfermagem possam levar ao restabelecimento dessa actividade de vida. Após a elaboração deste estudo de caso podemos concluir que criança apresentacomportamentos adequados à idade em que se encontra e padrões de desenvolvimento ecrescimento adaptados. Os objectivos propostos foram atingidos. Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  45. 45. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo10 – BIBLIOGRAFIA• Diagnósticos de Enfermagem da NANDA. Definições e Classificação. Editora Artmed.ISBN: 85-363-0676-9• Papalia,Diane E (2001) – O Mundo da Criança,8ª edição McGraw-Hill dePortugal,707p. ISBN 972-773-069-8• Rocha, Ana; Fidalgo, Zilda. (2001) – Psicologia; 1ª edição, Lisboa, Texto Editora.ISBN: 972-47-1766-6. MONTEIRO, Manuela; SANTOS, Milice (2002) – Psicologia. 1ª e 2ª parte. 1ª ed. Lisboa: Porto Editora. ISBN 972-0-42107-x RODRIGUES, Luís (2001) – Psicologia. 1º Volume. 2ª ed. Lisboa: Plátano Editora. ISBN 972-770-109-4• Roper,N;Logan,W;Tierney,A. (1995) – Modelo de Enfermagem 3ªed McGraw-Hillde Portugal, 454p ISBN 972-9241-98-8• Sassetti, Leonor. (2002) - Saúde Infantil e Juvenil: Programa Tipo de Actuação(Orientações Técnicas; 12) 2ª edição. Lisboa: Direcção-Geral da Saúde, 48 p. ISBN 972-675-084-9• Whaley,L;Wong,D. (2001) – Enfermagem Pediátrica, 2ªed, Rio de Janeiro, EditoraGuanabara, ,1303p,ISBN13:978-0-323-02593-5Endereços electrónicos: • http://www.gpsaude.pt/NR/rdonlyres/53858F58-A9D3-44E3-B581- 792B93730C47/2040/calend%C3%A1riodevacina%C3%A7%C3%A3o2006.pdf • http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008188.pdf Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  46. 46. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo10 – BIBLIOGRAFIA• Diagnósticos de Enfermagem da NANDA. Definições e Classificação. Editora Artmed.ISBN: 85-363-0676-9• Papalia,Diane E (2001) – O Mundo da Criança,8ª edição McGraw-Hill dePortugal,707p. ISBN 972-773-069-8• Rocha, Ana; Fidalgo, Zilda. (2001) – Psicologia; 1ª edição, Lisboa, Texto Editora.ISBN: 972-47-1766-6. MONTEIRO, Manuela; SANTOS, Milice (2002) – Psicologia. 1ª e 2ª parte. 1ª ed. Lisboa: Porto Editora. ISBN 972-0-42107-x RODRIGUES, Luís (2001) – Psicologia. 1º Volume. 2ª ed. Lisboa: Plátano Editora. ISBN 972-770-109-4• Roper,N;Logan,W;Tierney,A. (1995) – Modelo de Enfermagem 3ªed McGraw-Hillde Portugal, 454p ISBN 972-9241-98-8• Sassetti, Leonor. (2002) - Saúde Infantil e Juvenil: Programa Tipo de Actuação(Orientações Técnicas; 12) 2ª edição. Lisboa: Direcção-Geral da Saúde, 48 p. ISBN 972-675-084-9• Whaley,L;Wong,D. (2001) – Enfermagem Pediátrica, 2ªed, Rio de Janeiro, EditoraGuanabara, ,1303p,ISBN13:978-0-323-02593-5Endereços electrónicos: • http://www.gpsaude.pt/NR/rdonlyres/53858F58-A9D3-44E3-B581- 792B93730C47/2040/calend%C3%A1riodevacina%C3%A7%C3%A3o2006.pdf • http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008188.pdf Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  47. 47. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo10 – BIBLIOGRAFIA• Diagnósticos de Enfermagem da NANDA. Definições e Classificação. Editora Artmed.ISBN: 85-363-0676-9• Papalia,Diane E (2001) – O Mundo da Criança,8ª edição McGraw-Hill dePortugal,707p. ISBN 972-773-069-8• Rocha, Ana; Fidalgo, Zilda. (2001) – Psicologia; 1ª edição, Lisboa, Texto Editora.ISBN: 972-47-1766-6. MONTEIRO, Manuela; SANTOS, Milice (2002) – Psicologia. 1ª e 2ª parte. 1ª ed. Lisboa: Porto Editora. ISBN 972-0-42107-x RODRIGUES, Luís (2001) – Psicologia. 1º Volume. 2ª ed. Lisboa: Plátano Editora. ISBN 972-770-109-4• Roper,N;Logan,W;Tierney,A. (1995) – Modelo de Enfermagem 3ªed McGraw-Hillde Portugal, 454p ISBN 972-9241-98-8• Sassetti, Leonor. (2002) - Saúde Infantil e Juvenil: Programa Tipo de Actuação(Orientações Técnicas; 12) 2ª edição. Lisboa: Direcção-Geral da Saúde, 48 p. ISBN 972-675-084-9• Whaley,L;Wong,D. (2001) – Enfermagem Pediátrica, 2ªed, Rio de Janeiro, EditoraGuanabara, ,1303p,ISBN13:978-0-323-02593-5Endereços electrónicos: • http://www.gpsaude.pt/NR/rdonlyres/53858F58-A9D3-44E3-B581- 792B93730C47/2040/calend%C3%A1riodevacina%C3%A7%C3%A3o2006.pdf • http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008188.pdf Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562
  48. 48. 7ºCLE – 2ºAno, 1ºSemestre Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – H. Santa Cruz Estudo de Caso, Família Figueiredo10 – BIBLIOGRAFIA• Diagnósticos de Enfermagem da NANDA. Definições e Classificação. Editora Artmed.ISBN: 85-363-0676-9• Papalia,Diane E (2001) – O Mundo da Criança,8ª edição McGraw-Hill dePortugal,707p. ISBN 972-773-069-8• Rocha, Ana; Fidalgo, Zilda. (2001) – Psicologia; 1ª edição, Lisboa, Texto Editora.ISBN: 972-47-1766-6. MONTEIRO, Manuela; SANTOS, Milice (2002) – Psicologia. 1ª e 2ª parte. 1ª ed. Lisboa: Porto Editora. ISBN 972-0-42107-x RODRIGUES, Luís (2001) – Psicologia. 1º Volume. 2ª ed. Lisboa: Plátano Editora. ISBN 972-770-109-4• Roper,N;Logan,W;Tierney,A. (1995) – Modelo de Enfermagem 3ªed McGraw-Hillde Portugal, 454p ISBN 972-9241-98-8• Sassetti, Leonor. (2002) - Saúde Infantil e Juvenil: Programa Tipo de Actuação(Orientações Técnicas; 12) 2ª edição. Lisboa: Direcção-Geral da Saúde, 48 p. ISBN 972-675-084-9• Whaley,L;Wong,D. (2001) – Enfermagem Pediátrica, 2ªed, Rio de Janeiro, EditoraGuanabara, ,1303p,ISBN13:978-0-323-02593-5Endereços electrónicos: • http://www.gpsaude.pt/NR/rdonlyres/53858F58-A9D3-44E3-B581- 792B93730C47/2040/calend%C3%A1riodevacina%C3%A7%C3%A3o2006.pdf • http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008188.pdf Novembro 2008 Madalena Passeiro Página 38 nº200791562

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