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Regina paula

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Em parceria com a Professora Helena Abascal, publicamos os relatórios das pesquisas realizados por alunos da fau-Mackenzie, bolsistas PIBIC e PIVIC. O Projeto ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA difunde trabalhos e os modos de produção científica no Mackenzie, visando fortalecer a cultura da pesquisa acadêmica. Assim é justo parabenizar os professores e colegas envolvidos e permitir que mais alunos vejam o que já se produziu e as muitas portas que ainda estão adiante no mundo da ciência, para os alunos da Arquitetura - mostrando que ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA.

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Regina paula

  1. 1. Universidade Presbiteriana MackenzieDAS ORIGENS DA COLONIZAÇÃO AO CYBERSPACE: UM ESTUDO DE COMOA LIBERDADE PERMEIA A HISTÓRIA NORTE-AMERICANARegina Paula Ambrogi (IC) e Vera Lúcia Harabagi Hanna (Orientadora)Apoio: PIVIC MackenzieResumoA presente pesquisa, situada no âmbito dos estudos histórico-culturais, investiga o conceito deliberdade (do inglês freedom, liberty) desde as origens da colonização norte-americana até os temposatuais, no espaço cibernético. Trata-se de um estudo analítico-expositivo acerca do caráter do uso dotermo liberdade, inerente ao período de formação da sociedade norte-americana (séculos XVII, XVIII)quando da chegada dos primeiros colonos, fundadores das bases da sociedade norte-americana.Este trabalho visa a demonstrar, por meio da análise dos discursos de posse dos presidentes norte-americanos ao longo do tempo, além da análise de outros produtos culturais, que a ideologia liberal,ao contribuir para a formação daquele país, deu origem a comportamentos, atitudes, maneiras depensar e agir que, presentes, na contemporaneidade, em diversas manifestações culturais, sãoobservadas, igualmente, no ensino de língua inglesa-cultura americana, utilizando-se o espaçocibernético. O que passa a ser posto em discussão na sociedade do século XXI, da qual a internet épeça chave, não são mais os conceitos em si, mas como eles, embora muitas vezes antigos,continuam a emergir, repaginando-se constantemente. Conceitos antigos, como o ideal de liberdadepara um povo, remodelam-se, sem perder suas bases fundadoras, na velocidade de sua época.Estudos sobre a cultura cibernética no século XXI apontam para o entendimento do conhecimentocomo a emergência continuada de uma inteligência coletiva, ou seja, o conhecimento atual seriaderivado de uma forma mais livre e coletiva de aprendizado.Palavras-chave: liberdade, cultura norte-americana, espaço cibernéticoAbstractThis dissertation, situated in the ambit of historical and cultural studies, investigates the concept ofliberty (freedom and related terms) since the origins of North-American colonization until the presenttime on the cybernetic space. It is concerned of an analytical-expositive study about the nature of theusage of the term liberty, starting as of the period of that society’s foundation (centuries XVII, XVIII)when the first settlers arrived, founders of the North-American society’s basis. The objective of thisstudy is to demonstrate by means of the analysis of the North-American President’s InauguralAddresses throughout history, and by the analysis of other cultural products, that the liberal ideologycontributed to the foundation of the society triggering behaviors, attitudes, ways of thinking and actingwhich, being present in contemporaneity in diverse cultural manifestations, are equally observed in theteaching of the English language-culture, by means of the cyberspace. What starts to be discussed inthe XXI century‘s society, from which the Internet is a key tool, are not the concepts themselves, but inwhich way those concepts, though many times ancient, continue to emerge, repaginating themselvescontinuously. Bygone concepts, as the ideal of liberty for a people, recast themselves, without losingtheir prime basis, at their time’s speed. Studies about the cybernetic culture in the XXI century aim tothe understanding of knowledge as the continuing emergence of a collective intelligence, in otherwords, the current knowledge would be derived from a freer and more collective way of learning.Key-words: liberty, North-American culture, cyberspace 1
  2. 2. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011INTRODUÇÃOA liberdade é algo a ser atingindo e conquistado. A maioria dos povos e indivíduos lutoumuito ao longo dos tempos para alcançar sua tão sonhada liberdade. Mas o que é aliberdade afinal? Ela é a mesma coisa para todos? Todos os cidadãos de diferentes povos eculturas do mundo definem a liberdade da mesma maneira?Quando se pensa em liberdade nos Estados Unidos da América (EUA) invariavelmente umaideia percorre a mente das pessoas “A América é a terra da liberdade!”. O que nem sempreocorre, no entanto, é o questionamento do que é a liberdade para os norte-americanos, elaé o mesmo que para os demais povos? Como era ser livre na América que se formava háquatro séculos atrás? Qual caminho essa ideia percorreu até chegarmos à atualidade eadentrarmos o espaço da internet, onde vigora a cibercultura atual?Para que seja possível iniciar o entendimento da questão, faz-se necessário voltar àsorigens dos EUA, à colonização sofrida por suas terras (séculos XVII, XVIII), seusimigrantes, suas ideias religiosas, políticas, conflitos, soluções, discursos, em fim, à base daAmérica Moderna.Os objetivos dessa investigação são os de conduzir uma breve investigação, por meio doestudo histórico-crítico do Liberalismo Clássico (laissez-faire), ou do Liberalismo deMercado, praticado desde a época da colonização norte-americana, com a finalidade deentender sua contribuição na fundação daquela sociedade. Desejamos traçar possíveisligações do liberalismo com os comportamentos, atitudes, maneiras de pensar e agir dosnorte-americanos ao longo da História até chegarmos à atualidade, com a finalidade de quepossamos delinear possíveis conexões entre o liberalismo e as manifestações culturais daatualidade, presentes no cyberspace (espaço cibernético).Tal liberalismo é tido como defensor das liberdades individuais, limitador constitucional efiscal do governo, defensor do direito à propriedade, protetor dos direitos civis e asseguradorda igualdade perante a lei. Como tal, pode ter deixado um legado cultural de busca e lutapela liberdade no imaginário e senso comum do povo norte-americano, sob a forma deideias e modos de pensar, tal qual “A América é a terra da Liberdade!”, que permeia nãosomente o pensamento dos norte-americanos em relação ao seu próprio país, mas tambémo imaginário dos estrangeiros.Os objetivos específicos dessa investigação são os de contextualizar historiograficamente aideia de liberdade na sociedade norte-americana que se formava, além do de pontuar comoessa ideia tornou-se um conceito de efeitos sociais e culturais na comunidade, quando essacriava uma identidade própria, após a independência. Pretendemos, também, conectar a 2
  3. 3. Universidade Presbiteriana Mackenzieideia de liberdade à cultura cibernética (cyberculture), intrinsecamente livre em seu princípiode constituição.O propósito da presente investigação é ressaltar que uma análise volumosa como a feitaaqui é facilitada pela internet que disponibiliza ferramentas de busca e acesso a documentosoriginais de maneira mais livre. Anteriormente tais pesquisas só eram viáveis in locus, sendoonerosas e difíceis para a maioria dos pesquisadores.Buscamos, com isso, propor uma reflexão acerca das possibilidades de uso do espaçocibernético, além das informações ali disponíveis, no ensino de língua estrangeira. Atentativa da universalização dos saberes será interpretada como um resultado danecessidade de manutenção da liberdade alcançada pelos povos, sobretudo no século XXI,usando-se como um dos meios mais democráticos de comunicação, expressão e pesquisa:o espaço cibernético.REFERENCIAL TEÓRICOA primeira parte da presente investigação apresentou uma contextualização histórica doobjeto de estudo por meio da análise de documentos históricos e discursos políticos daépoca da chegada dos primeiros colonizadores às terras norte-americanas. Serãoapresentados os discursos proferidos a bordo dos navios que traziam os colonos, a bordodo Arbela, WINTHROP (1630) faz emprego de termos relacionados à liberdade, e no navioMayflower (1620), no qual todos os peregrinos assinaram um pacto de boa convivência nacolônia; ambos revelando a visão puritana que predominaria nos assentamentos, bem comosua visão de liberdade. Para essa contextualização, houve a análise crítica de fatoshistóricos norte-americanos considerados relevantes levantados do livro História dosEstados Unidos – das origens ao século XXI, dos autores KARNAL, PUDY, FERNANDES eMORAIS (2008).Na segunda etapa do presente trabalho foram destacados os diferentes grupos sociais quehabitavam a colônia inglesa ressaltando-se que a liberdade almejada não era igual paratodos que habitavam a América do Norte. Tais distinções podem ter acelerado anecessidade de liberdade em relação à metrópole, quando há a comparação entre asAméricas do norte e do sul. Mulheres, afro-descendentes, povos indígenas e homens nãolivres não tiveram os mesmo direitos que os WASP (white, Anglo-Saxon, protestant),conforme os estudos do historiador norte-americano Frank Tannenbaum (KARNAL (2008)apud TANNENBAUM) vieram a ressaltar e embasar essa etapa da investigação. Em umestudo sobre a liberdade não poderia faltar pelo menos em uma breve análise das palavras 3
  4. 4. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011de MARTIN LUTHER KING (1964) e seu discurso “Eu tenho um sonho“ (“I have a dream.”),um verdadeiro marco na luta da liberdade dos afro-americanos.Em seguida, foram trazidos episódios marcantes no processo de independência dascolônias e no período da Revolução Americana. O principal discurso analisado foi o dePATRICK HENRY (1775) conhecido por “Dêem-me a liberdade ou dêem-me a morte!”(“Give Me Freedom Or Give Me Death!”), sendo outra importante publicação estudada opanfleto “O bom senso” (“Common Sense”), atribuído a THOMAS PAINE (1776).Outras análises introduzidas brevemente foram as da DECLARAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA(1776) e da CONSTITUIÇÃO AMERICANA (1787) e suas Emendas (1789), conhecidascomo Declaração de Direitos dos Cidadãos. Os três são comumente considerados comoAlvarás da Liberdade (“Charters of Freedom”) na História norte-americana e por isso nãopoderiam estar ausentes do presente estudo.Na etapa de análise, o conceito de liberdade é aplicado ao objeto de estudo, havendo olevantamento de termos atinentes nos discursos de posse de todos os presidentes norte-americanos da História. Procuramos o registro do emprego da palavra “liberdade”,principalmente sob a forma de três termos em língua inglesa (liberty, freedom and free),sendo os dois primeiros respectivamente o substantivo “liberdade” e o terceiro o adjetivo“livre” ou o verbo “liberar”, em língua portuguesa.No corpus da presente investigação foram levantados os termos atinentes nos cinquenta eseis discursos de posse (Inaugural Words Addresses) de todos os presidentes norte-americanos que discursaram ao assumir o cargo; ou seja, desde 1789, quando GeorgeWashington pronunciou suas palavras inaugurais, até 2009, no discurso de posse do últimopresidente eleito, Mr. Barack Obama, utilizando-se uma ferramenta de busca disponibilizadaon-line pelo jornal norte-americano THE NEW YORK TIMES (1851).MÉTODOO método utilizado na presente pesquisa envolveu uma abordagem predominantementequalitativa e seguiu etapas de contextualização histórica da ideia de liberdade encontradasob a forma de três vocábulos em língua inglesa (liberty, freedom and free). Na primeiraetapa houve a contextualização histórico-social da ideia de liberdade nas sociedades norte-americanas incipientes por meio da análise dos discursos da época da colonização havendoo estabelecimento de relação entre os textos de pessoas viventes na época colonial, comodiscursos e pregações, com os metarrelatos de historiadores da cultura norte-americana. 4
  5. 5. Universidade Presbiteriana MackenzieSempre que possível, foram utilizados os textos originais na investigação, todos os excertosem língua inglesa em que figuravam os termos pesquisados foram transcritos para o corpusda pesquisa, tendo a autora traduzido o trecho para o português, constando, assim, tanto ooriginal em língua inglesa quanto a tradução para a análise do leitor. Isso durante a presenteetapa e as demais subsequentes. Embora tenhamos trabalhado com muitos discursos orais,todos os trechos analisados foram extraídos de transcrições escritas oficiais do governonorte-americano em língua original, e nunca dos áudios originais, por essa razão na foramfeitas notas de “informação verbal” como consta na norma 5.5 de citações NBR 10520:1998,da ABNT.Na segunda etapa, estabelecemos a contextualização histórico-social da ideia de liberdadenas sociedades norte-americanas influenciada pelas ideias iluministas independentistas, aanálise dos discursos da época da independência foi utilizada para justificar acontextualização histórica do conceito, além de estabelecermos relação entre os textos depessoas viventes na época da independência, como discursos dos presidentes, com osmetarrelatos de historiadores citados anteriormente da cultura norte-americana.Já na etapa final, tratamos de contextualizar histórico-socialmente a ideia de liberdade nassociedades norte-americanas nos séculos XX e XXI por meio da análise dos discursospolíticos dos presidentes e demais produções consideradas relevantes. Estabelecemos arelação entre o conceito de liberdade analisado no corpus da investigação com o a visão deliberdade no espaço da internet e da cibercultura atual, pelo viés do ensino de inglês comolíngua estrangeira.Os termos liberty, freedom e free - respectivamente em português, os dois primeirosequivalem ao substantivo “liberdade”, e o terceiro, mais comumente equivale ao adjetivo“livre”, ou ao verbo “libertar” - foram procurados nos discursos de posse de todos ospresidentes norte-americanos, fazendo-se uso de uma ferramenta disponibilizada pelo jornalnorte-americano The New York Times, acessível por meio da rede mundial decomputadores no site:http://www.nytimes.com/interactive/2009/01/17/washington/20090117_ADDRESSES.html.A ferramenta trás uma linha temporal com as fotos dos presidentes, assim como as datas eum mapa que analisa a linguagem utilizada por cada um deles em seus discursos de posse.Tal mapa é interativo contendo em maior escala a palavra mais utilizada por cada um doseleitos em seus respectivos discursos. Isso quer dizer que a(s) palavras(s)proporcionalmente maiores são as que mais foram empregadas por aquele presidentenaquele dado discurso. 5
  6. 6. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Ao se passar o cursor do mouse por sobre o termo procurado, o número de vezes queaquela palavra foi empregada no discurso fica evidente, sendo que quando se clica napalavra, o texto original, com o termo selecionado destacado, fica disponível ao leitor. Alémdisso, ainda constam na página o discurso do presidente na íntegra e um pequeno resumode como as palavras inaugurais ficaram conhecidas na História daquele país.É importante ressaltar que embora tenha havido a leitura integral dos discursos de posse, apresente investigação focalizou no uso da ferramenta como um recurso para agilizar oacesso aos termos atinentes aqui investigados, o que quer dizer que alguns deles podem terapresentado falhas, tanto em relação ao número exato de ocorrências, quanto por parte darepresentação gráfica disponibilizada pelo jornal The New York Times. Por essa razão, nãofoi feita uma abordagem quantitativa de análise de dados nessa pesquisa, embora tenhasido elaborada uma tabela constando um levantamento do número de termos relacionados àliberdade encontrados nos discursos de posse.Sempre que possível, essas falhas foram corrigidas, porém devido ao grande número dediscursos analisados e devido ao fato da seleção utilizada pela ferramenta revelar aspalavras mais empregadas em cada discurso e não, necessariamente, cada vez que otermo foi empregado, houve, assim, maior concentração na análise dos textos em que ográfico não disponibilizava nenhum dos termos buscados na pesquisa.Não foram detalhados todos os termos mais empregados em cada um dos discursos deposse, nem tão pouco foram transcritas cada uma das frases em que figuravam os termosatinentes a essa pesquisa. Foram ressaltados os aspectos considerados mais importantestanto da transcrição do discurso proferido, quanto do momento histórico pelo qual passavacada um dos presidentes. Excertos contendo quaisquer dos três termos atinentes foramempregados, a qualquer momento, tanto no corpus da análise, quanto ao longo do texto emsi, assim como nas epígrafes de cada capítulo.RESULTADOS E DISCUSSÃOPor se tratar inicialmente de um assentamento britânico, tornou-se imprescindível voltar aocontexto sócio-cultural da Inglaterra e a sua “modernidade política” para o início doentendimento da jornada em busca da liberdade que os britânicos faziam rumo àdesconhecida América. Buscamos procurar os termos pesquisados “liberdade e livre” emlíngua portuguesa, liberty, freedom and free, em língua inglesa, no referencial teóricolevantado, trabalhando-se tanto com textos originais em inglês quanto com textos em línguaportuguesa. 6
  7. 7. Universidade Presbiteriana MackenzieCom respaldo nas ideias do historiador KARNAL (2008), chegamos a conclusão de que aação dos monarcas britânicos modernos não considerava se o que faziam era moralmentecorreto ou não e de que a ideia de liberdade, no que viria a ser futuramente os EUA, foitrazida da metrópole, a Inglaterra. Pela visão do historiador, a modernidade política britânicaera a própria liberdade dos homens.Nos mais tenros primórdios da civilização norte-americana, em um dos primeirosdocumentos de que se tem conhecimento, em sua célebre tese, o governador JohnWinthrop, em 1630, a bordo do navio Arbela, proclama aos colonos a bordo, suas ideias deliberdade, as quais começariam a permear toda a cultura do incipiente país. Conhecidocomo “A Model of Christian Charity”, em português “Um modelo de caridade Cristã”, ovocábulo free – livre – aparece relacionado a conceitos religiosos do puritanismo e aospreceitos morais de como deveria ser o comportamento esperado na colônia.Na contramão dos pensamentos da modernidade política britânica, em seu discurso comintenções de moralizar a vida nos assentamentos, WINTHROP (1630) destaca que a terraonde iriam desembarcar era dada aos colonos, por serem um povo eleito e escolhido porDeus. Sua tese é inteiramente baseada em versículos extraídos da Bíblia, como ficouevidenciado em um trecho original do discurso, o qual fala do amor de Deus de naturezadivina e espiritual, livre, ativo, forte e corajoso.Chegamos a conclusão de que pela visão puritana, desde o começo, a liberdade norte-americana seria justificada por Deus, por Seu amor incondicional e pelos preceitos moraisda Bíblia. Para ser liberto do jugo, o povo deveria tentar se parecer a Deus e a Seu amor.Ao longo da analise dos dados, pretendemos traçar um paralelo entre as ideias trazidas àcolônia norte-americana, como as de Winthrop, e as ideias dos norte-americanos de hoje.As ideias de Winthrop sintetizam muito do que é o espírito libertário norte-americano atéhoje, podendo ser descrita como a ciência de que a liberdade tem seu preço e de que essepreço é alto. Para ser livre não bastam direitos, há muitos deveres. Um deles é aperseverança, outro a força para lutar contra as adversidades, outros são a permanência e otrabalho ativo, em outras palavras, valores tipicamente puritanos.Tal relação pode ser feita quando analisamos as palavras de nosso contemporâneo eespecialista em liberdade, Dr. Ebeling, extenso palestrante sobre temas de mercado livre,presidente da FEE (Foundation for Economic Education). Ele explicita o que é a liberdadepara os norte-americanos de hoje, ao fazer exatamente um paralelo entre o destino dosantepassados que nasciam na América (do Norte), como no caso dos imigrantes que láchegavam, há cerca de quatro séculos, e a liberdade: “América! Por mais de duzentos anosa palavra tem representado esperança, oportunidade, uma segunda chance e liberdade. Na 7
  8. 8. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011América o nascimento acidental de um homem não serviu como um peso inescapável queditava o destino de uma pessoa ou o de sua família.” (EBELING, 2010, grifo e traduçãonossa).Para conseguirmos traçar a ponte entre o passado e o presente, torna-se imperativodestacar, brevemente, um outro ponto relevante para a presente investigação: a questão dodialogismo inerente à linguagem. Ao analisarmos as palavras de Ebeling, a tese de Winthropbaseada na Bíblia, ou os demais discursos políticos a serem mencionados ao longo desteestudo, invariavelmente seremos remetidos à questão do dialogismo, de Mikhail Bakhtin, e aideia de que o dialogismo é constitutivo da linguagem, conforme lembrado por Fiorin emPolifonia Textual e Discursiva: Bakhtin, durante toda a sua vida, foi fiel ao desenvolvimento de um conceito: o dialogismo. Sua preocupação básica foi a de que o discurso não se constrói sobre o mesmo, mas se elabora em vista do outro. Em outras palavras, o outro perpassa, atravessa, condiciona o discurso do eu. (FIORIN, 2003, p. 29).As pessoas a bordo do navio Arbela queriam um recomeço, estavam cansadas do jugo darealeza britânica e viam na empreitada a chance de reiniciarem suas vidas, apesar de todosos riscos. O discurso de Winthrop foi elaborado em vista deles, homens que estavamcansados de lutar por sua liberdade religiosa em terras britânicas, governada por monarcasde ideias modernas, alheios ao moral. Winthrop, por seu lado, era um puritano que queria aordem, o trabalho árduo e o respeito às suas crenças nos assentamentos, por isso o altoteor moralizante de seu discurso. O discurso não foi construído entorno de si mesmo, elecertamente foi perpassado por outros discursos que vieram antes dele, por exemplo, odiscurso bíblico já mencionado.Igualmente, uma vez proferido, o discurso de Winthrop tornou-se passível de seratravessado por discursos posteriores. Da mesma forma, o discurso de Ebeling traz em si asvozes de outros discursos, podendo ser traçadas conexões entre o passado e o presente.Por essa visão, podemos aventar a possibilidade do discurso de Winthrop ajudar a difundir oconceito de liberdade, que perpassaria o seu tempo e sociedade e chegaria à atualidade, navoz polifônica de outros discursos, como no discurso de Ebeling.Karl Mannheim, conhecido sociólogo judeu que participou de um grupo de estudoscoordenado por Georg Lukács – filósofo de grande importância no cenário intelectual doséculo XX -, em seu livro Ideologia e Utopia afirma ser imprescindível compreendermos arelatividade das significações produzidas ao longo da História, como fica evidente no trecho: Temos que compreender, de uma vez por todas, que todas as significações que constituem nosso mundo são simplesmente uma estrutura historicamente determinada e em contínuo desenvolvimento, e 8
  9. 9. Universidade Presbiteriana Mackenzie na qual o homem se desenvolve, e essas significações de nenhuma maneira são absolutas. (MANNHEIM, 1976)A investigação levou em conta tal viés, o da relatividade das significações produzidas, parainvestigar a trajetória do conceito de liberdade ao longo da História norte-americana. Temosa consciência de que as significações são intrinsecamente relativas e circunscritas a seuscontextos históricos e ideológicos, sendo por essa razão, trazidos a essa investigação,mesmo que de maneira breve, os contextos históricos de produção dos materiaisselecionados.Com tal entendimento, um último ponto é primordial de ser lembrado, o fato de a cultura, apartir da pós-modernidade, diferir em muito da cultura em momentos anteriores. Aprofessora da USP e pesquisadora Cevasco, citando Jameson, esclarece que a cultura napós-modernidade passa a ser vista em um sentido mais amplo, como um organismocomplexo em expansão: [...] a cultura se expande de forma prodigiosa por todo o domínio do social, de tal forma que tudo em nossa vida social – do valor econômico ao poder do Estado [...] – pode ser chamado de cultural em um sentido original e ainda não teorizado. (CEVASCO, 2003, p. 03).Por essa visão, podemos dizer que a produção cultural na pós-modernidade passa a serquase tudo o que é produzido. Assim sendo, os relatos históricos e seus discursos, queestão inseridos dentro da produção cultural de um povo, devem ser entendidos de acordocom o momento histórico em que ocorreram, e não, levando em consideração a visão maisampliada que temos em relação a eles, na pós-modernidade. Foi por esse viés conduzida ainvestigação acerca da liberdade para os norte-americanos ao longo de nossa investigação.Pudemos concluir que a liberdade que era almejada pelos colonos norte-americanos nãoabarcava todos os segmentos sociais como uma primeira análise poderia levar a supor. Asmulheres, os escravos, de qualquer origem, mas predominantemente de origem indígena ouafricana; além dos que não pertenciam ao grupo conhecido por WASP ficariammarginalizados do sonho norte-americano de liberdade até o século XX.Ao adentrarmos no tipo de colonização recebida nas Américas, a generalização de que oscolonos católicos que habitaram a América Latina eram predominantemente ladrões semescrúpulos tem sua contrapartida na generalização de que os colonos da América do Norteeram todos puritanos, religiosos, tementes a Deus. Embora atualmente se saiba que nem oscatólicos da Península Ibérica nem os ingleses foram os pioneiros nas Américas, havendoregistro de passagens de franceses, holandeses, vikings e dos próprios indígenas nativosdas terras, os primeiros colonos que se estabeleceram em terras norte-americanas não 9
  10. 10. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011eram tão semelhantes entre si quanto o rótulo de “puritanos” tenta englobar. Isso quer dizerque os preceitos morais que os regiam também eram divergentes, incluindo-se aí ideias emrelação à liberdade. Havia em terras norte-americanas, por exemplo, o grupo dos religiososquakers, mais liberais, que acreditava ser cada homem sacerdote de si mesmo, oferecendoterras gratuitas e liberdade religiosa a seus adeptos.As análises da luta pela liberdade para muitos excluídos como os afrodescendentes norte-americanos, assim como para os diversos povos indígenas que habitavam a região, ou paraas mulheres norte-americanas, por si só resultariam em um projeto investigativo extenso emque figurariam publicações de alta relevância para os estudos culturais norte-americanosacerca do tema da liberdade. Os quatro séculos que permaneceram à margem dasociedade libertária que ajudaram a fundar, com seu trabalho árduo e pouco valorizado, sãoespelhados nos atuais conflitos sociais da sociedade norte-americana, embora a eleição doprimeiro presidente de origem africana no começo do século XXI. Mr. Barack HusseinObama II, quadregésimo-quarto presidente eleito, em 2008, teve como um dos motes desua campanha “Eu tenho um sonho” proveniente do discurso de Martin Luther King, além douso da internet – considerado decisivo para sua eleição.MARTIN LUTHER KING JR. (1963) em franca luta pelos direitos civis fez o discurso quepode-se afirmar ser libertário e de cunho significativo para a ideia de liberdade na culturanorte-americana, “Eu tenho um sonho” (“I have a dream.”), discurso no qual revisitapassagens fundadoras da ideia de liberdade para o povo norte-americano, ao citar discursose passagens importantes da cultura pregressa, e lança bases para futuras revisitações,como a de Mr. Obama.Voltando a 1775, o político PATRICK HENRY (1775) dirigiu-se ao presidente da Convençãoda qual participava, no discurso conhecido por suas palavras finais “Dêem-me a liberdadeou dêem-me a morte!” (Give Me Freedom or Give Me Death!). Há o emprego do advérbio“livremente” (freely) uma vez; cinco vezes o substantivo “liberdade”, sendo duas delas ovocábulo freedom e mais três vezes liberty; além de uma vez o adjetivo “livre” (free), emuma fala de apenas 1.216 palavras. Mais uma vez, e isso parece ser uma constante desde oinício da colonização norte-americana, os preceitos puritanos e a crença na sina de povoeleito por Deus ajudam a justificar o levante militar que seria responsável pela Guerra daIndependência e colocaria. Os futuros EUA em posição de lutar por outras de suasliberdades conquistadas ao longo dos séculos: sua liberdade econômica e sua soberanianacional.Na visão de Henry, a guerra já havia começado, ele questiona seus compatriotas quanto aopreço que vinham pagando para terem aquela falsa sensação de paz e liberdade, 10
  11. 11. Universidade Presbiteriana Mackenziedefendendo o direito de luta armada para alcançarem a liberdade da metrópole com asilustres palavras que imortalizariam seu discurso: “Dêem-me a liberdade ou dêem-me amorte!”.O panfleto “Bom Senso” (“Common Sense”) atribuído a PAINE (1776), fez com que o autorficasse conhecido mundialmente como responsável pela sistematização do sentimento doscolonos em relação aos abusos e desmandos da metrópole nas terras americanas. Há oemprego da palavra “liberdade” por meio dos termos atinentes liberty e freedom por dezoitovezes ao longo da publicação, além de mais seis empregos da palavra “livre” sob forma dovocábulo free. A reiteração dos termos ao longo do documento, assim como a relevânciahistórica que lhe é dado faz com que o panfleto possa ser considerado importante nafundação do ideal de liberdade para o povo norte-americano.A DECLARAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA (1776) é um documento de 1.322 palavras, no qualo termo free (adjetivo livre) é utilizado por quatro vezes e a palavra liberty (substantivoliberdade) é empregada mais uma vez em seu curso. O documento assegura que todos oshomens foram criados iguais e que foram dotados por Deus de certos “Direitos inalienáveis”,dentre os quais estão o direito a “Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade”. O trecho é umdos mais utilizados em discursos políticos norte-americanos desde sua publicação, estandoconstantemente presentes nos discursos de posse dos presidentes do país. É um fragmentosempre lembrado em manifestações de defesa aos direitos dos cidadãos e civis, citado emproduções cinematográficas ou televisivas, em suma, não seria leviano afirmar que se tratade um dos trechos mais empregados na cultura-alvo quando em defesa ao direito alienávelà liberdade de um cidadão norte-americano.A CONSTITUIÇÃO AMERICANA (1787) contém sete artigos, divididos em seções, sendoque ao longo do documento é empregada uma vez a palavra “livre”, na forma do vocábulofree, e outra vez o termo “liberdade” sob a forma de liberty, logo em seu início. Nodocumento, a ideia da liberdade é associada a uma benção, divina, portanto, - um preceitopuritano - adquirida pelos que lutaram contra a Grã-Bretanha, sendo assegurada como umdireito aos cidadãos norte-americanos. A constituição é a mesma desde 1787, sendo quemodificações a ela são feitas por meio de Emendas que totalizam vinte e sete até o presentemomento. Nessas emendas os termos atinentes (free, freedom, liberty) procurados nestainvestigação foram empregados outras vezes. O cunho Bill of Rights, ou Declaração deDireitos dos Cidadãos, foi o nome que as dez primeiras Emendas à Constituição receberam.Os três documentos mais importantes para a liberdade dos cidadãos norte-americanos(Charters of Freedom), aqui mencionados, podem ser facilmente acessados virtualmente porqualquer interessado em História ou por qualquer outro motivo, sendo inclusive possível o 11
  12. 12. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011acesso aos documentos originais na íntegra presentes no Arquivo Nacional dos EstadosUnidos, assegurando que qualquer cidadão norte-americano tenha a liberdade de ciência deseus direitos, a qualquer momento.Os estudos acerca da liberdade enveredam, dessa maneira, por outros caminhos queesbarram na educação que o povo norte-americano vêm recebendo ao longo do tempo. Talconstatação poderia levar a supor que internet e a produção cultural ali disponibilizadaatuam como força motriz para assegurar a liberdade amplamente discutida e defendida nasociedade norte-americana ao longo dos cinco séculos de sua existência.Quando se vive em um mundo praticamente globalizado, no qual pode-se chegar a qualquerpaís em questão de horas por avião, ou em questão de segundos, bastando um click nomouse de sua internet, muitas vezes as origens das ideias e nações que as impulsionaramficam perdidas no mar dos metarrelatos da história, como se os historiadores e seusprotagonistas deixassem nada mais do que suas impressões sobre o momento históricorelatado. Análises mais atentas e pesquisas das origens das ideias, porém, fazem com quepercebamos que elas sempre permearam a nossa cultura e amoldaram nossa maneira depensar, sem que tenhamos nos atentado a elas.Com efeito, o que passa a ser posto em discussão na sociedade do século XXI da qual ainternet é peça chave, não são mais os conceitos em si, mas que eles, embora muitas vezesantigos, continuam a emergir repaginando-se constantemente. Eles remodelam-se navelocidade de uma sociedade global em que a comunicação passa a ser concebida demaneira mais livre. Em outras palavras, poder-se-ia dizer que o conhecimento é o velho“Bom Senso” de Paine, todavia sob outra forma, uma forma libertária e coletiva deconstrução e remodelação do conhecimento disseminado pelo mundo virtual e o espaçocibernético.Dos cinquenta e seis discursos de posse dos presidentes norte-americanos analisados, emcatorze não foram encontrados nenhum dos termos atinentes investigados nessa pesquisa,quando feito o uso da ferramenta disponibilizada pelo jornal. Isso significa dizer que datotalidade de discursos, em vinte e cinco por cento deles não teria sido empregado nenhumtermo aqui investigado (liberty, freedom ou free) e, na maioria absoluta deles, ou setenta ecinco por cento, pelo menos um dos termos foi encontrado.De acordo com o gráfico interativo do jornal The New York Times, nos seguintes discursosdos presidentes, em ordem cronológica, não constariam nenhum termo atinente à liberdadeaqui selecionado: nas palavras inaugurais de George Washington (1793), de JamesMadison (1813), de James Monroe (1817 e 1821), de Martin Van Buren (1837), de Abraham 12
  13. 13. Universidade Presbiteriana MackenzieLincoln (1861 e 1865), de Ulysses S. Grant (1869 e 1873), de Grover Cleveland (1885), deWilliam Howard Taft (1909) e de Franklin D. Roosevelt (1933, 1937 e 1945).A análise dos textos na íntegra, porém, revelou que os discursos da grande maioria destespresidentes continham os termos atinentes investigados, ou outros a eles relacionados. Emsomente três discursos, ao final, não foI encontrado nenhum dos termos aqui investigadosrelacionados à liberdade. Foram eles os discursos de segunda posse de GeorgeWashington (1793) e de Abraham Lincoln (1865), além das primeiras palavras inaugurais deFranklin D. Roosevelt (1933). Isso quer dizer que em somente três pronunciamentosinaugurais ao longo de toda a História do país, respectivamente, em dois discursos de possede reeleição e em apenas um discurso de posse ocorrida pela primeira vez, não forammencionados nenhum dos termos relacionados à liberdade, aqui investigados.Isso faz com que a porcentagem de discursos inaugurais dos presidentes norte-americanosque não continha nenhum dos termos atinentes aqui investigados caia de vinte e cinco paraapenas cerca de cinco por cento (5,3%), ou seja, uma quantidade mínima. Se for levado emconsideração o fato de que todos os três presidentes empregaram ao menos um dos termosem discursos inaugurais anteriores ou subsequentes, a porcentagem cai para 0%. Issoequivaleria dizer que absolutamente todos os presidentes norte-americanos em algum deseus pronunciamentos de posse empregaram, ao menos uma vez, termos atinentes àliberdade em seus pronunciamentos inaugurais como presidentes da nação. Umlevantamento mais detalhado dos termos encontrados está na tabela abaixo: Termos atinentes em número mínimo de vezes Presidente: Anos de mandato liberty/liberties free freedom outros Barack Obama 2009-presente 2 2 3 - George W. Bush 2005-2009 15 7 27 - George W. Bush 2001-2005 1 1 5 liberator William J. Clinton 1997-2001 2 3 2 - William J. Clinton 1993-1997 1 1 3 - George Bush 1989-1993 1 9 6 - Ronald Reagan 1985-1989 1 3 14 freed Ronald Reagan 1981-1985 3 2 8 freeing Jimmy Carter 1977-1981 2 1 4 - Gerald R. Ford 1974-1977 não houve pronunciamento Richard M. Nixon 1973-1974 - - 4 - Richard M. Nixon 1969-1973 - 2 2 - Lyndon B. Johnson 1963-1969 6 1 2 - John F. Kennedy 1961-1963 1 5 4 - Dwight D. Eisenhower 1957-1961 - 6 11 freely 13
  14. 14. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Dwight D. Eisenhower 1953-1957 - 21 10 - Harry S Truman 1945-1953 4 11 13 freelyFranklin D. Roosevelt 1945 - - 1 -Franklin D. Roosevelt 1941-1945 1 3 6 freely (2)Franklin D. Roosevelt 1937-1941 1 1 - -Franklin D. Roosevelt 1933-1937 - - - - Herbert Hoover 1929-1933 2 1 6 - Calvin Coolidge 1923-1929 3 3 6 - Warren G. Harding 1921-1923 4 2 5 - Woodrow Wilson 1917-1921 1 3 2 - Woodrow Wilson 1913-1917 2 - - - William Howard Taft 1909-1913 1 3 2 Theodore Roosevelt 1901-1909 - 2 - freemen/ freely William McKinley 1901-1901 1 3 4 William McKinley 1897-1901 1 11 1 Grover Cleveland 1893-1897 - 4 - - Benjamin Harrison 1889-1893 - 7 - - Grover Cleveland 1885-1889 - 1 - freemen/freedman Chester A. Arthur 1881-1885 não houve pronunciamento James A. Garfield 1881 5 4 7 - Rutherford B. Hayes 1877-1881 - 3 - - Ulysses S. Grant 1873-1877 - 1 - - Ulysses S. Grant 1869-1873 - - - - Andrew Johnson 1865-1869 não houve pronunciamento Abraham Lincoln 1865 - Abraham Lincoln 1861-1865 1 1 - - James Buchanan 1857-1861 20 9 - - Franklin Pierce 1853-1857 1 - 3 - Millard Fillmore 1850-1853 não houve pronunciamento Zachary Taylor 1849-1850 1 - - freeman James K. Polk 1845-1849 - 14 - freed John Tyler 1841-1845 não houve pronunciamentoWilliam Henry Harrison 1841 20 11 1 - Martin Van Buren 1837-1841 1 2 - - Andrew Jackson 1833-1837 4 - - - Andrew Jackson 1829-1833 2 2 - - 14
  15. 15. Universidade Presbiteriana Mackenzie John Quincy Adams 1825-1829 - - 5 - James Monroe 1821-1825 1 2 James Monroe 1817-1821 3 3 - - James Madison 1813-1817 - 1 - liberality James Madison 1809-1813 2 - 1 - Thomas Jefferson 1805-1809 3 - - - Thomas Jefferson 1801-1805 3 3 4 - John Adams 1797-1801 4 - - - George Washington 1793-1797 - - - - George Washington 1789-1793 3 2 - -CONCLUSÃOSe for levado em consideração o fato de que todos os três presidentes empregaram aomenos um dos termos em discursos inaugurais anteriores ou subsequentes, a porcentagemcai para 0%. Sendo assim, absolutamente todos os presidentes da nação empregaram, emalgum de seus pronunciamentos de posse, ao menos uma vez, termos atinentes à liberdadeem seus pronunciamentos inaugurais.Em nenhum discurso de nenhum presidente que tenha governado o país por somente umavez faltou o emprego dos termos atinentes à liberdade aqui investigados, fato tambémextremamente relevante e significativo para essa investigação. Igualmente quandoanalisados os documentos da História do país mais comumente citados em livros porhistoriadores, os termos atinentes à liberdade, aqui investigados, figuram massivamente,tanto em documentos oficiais do Governo, quanto em suas leis, quanto em discursos civis epolíticos, como também na produção cultural; em suma, em todas as instâncias da nação.Tais indicativos somados, sustentam a possibilidade de aventarmos uma afirmação maiscategórica em relação ao assunto, como: o ideal de liberdade permeia a sociedade norte-americana em sua totalidade, desde suas mais tenras bases.Podemos afirmar, com toda a convicção, que sem o uso da internet e sem o acesso àsinformações disponibilizadas na rede, a presente investigação seria quase impossível de serrealizada em apenas um ano. Para se ter acesso aos discursos de todos os presidentesnorte-americanos na íntegra, os pesquisadores teriam que se dirigir aos EUA e marcaraudiências nas bibliotecas públicas, necessitando muitas sessões para se poder fazer olevantamento dos termos atinentes feitas aqui por meio de uma ferramenta interativadisponibilizada no espaço cibernético. Os custos seriam exorbitantes.Logicamente que também poderiam ser encontrados livros, confiáveis, portanto, contendotodos os documentos. Tais livros não contariam, porém, com as ferramentas de busca 15
  16. 16. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011contidas nos softwares atuais e também contidas no site interativo do Jornal The New YorkTimes, que por meio da busca das palavras, agilizam o acesso ao termo procurado. Issosignifica dizer que os recortes aqui trazidos levariam muito mais tempo para serem feitos,uma vez que o acesso às sentenças exatas em que os termos atinentes figuravam em cadadiscurso, só seria possível quando feita a leitura de todas as palavras de cada discurso.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASCEVASCO, Maria Elisa. Dez lições sobre o estudo cultural. São Paulo: Boitempo, 2003.FIORIN. J.L. Polifonia textual e Discursiva. In: BARROS, FIORIN, 2003. São Carlos:Claraluz, 2003.KARNAL, L; PURDY, S.; FERNANDES, L.E.; MORAIS, M. V. História dos Estados Unidos:das origens ao século XXI. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2008. p. 12.MANNHEIM, Karl. Ideologia e Utopia. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976.REFERÊNCIAS WEBGRÁFICASEUA American Constituition. National Archives: Washington D.C., 1789. Disponível em:<http://www.house.gov./house/Constitution/Constitution.html>. Acesso em 10 de setembrode 2010.DISCURSO. HENRY, P. Give me liberty or give me death. Virginia, 1775. Disponível em:<http:// www.law.ou.edu/ushistory/henry.shtml>. Acesso em 10 de setembro de 2010.DISCURSO. KING, M.L. Jr. I have a dream. Address delivered at the March on Washingtonfor Jobs and Freedom. Washington D.C.: 1963. Disponível em:<http://www.pbs.org/newshour/extra/teachers/lessonplans/english/mlk_transcript.pdf>.Acesso em 30 de agosto de 2010.DISCURSO. WINTHROP, J. A Model of Christian Charity. New York, 1630. Collections of theMassachusetts Historical Society (Boston, 1838), 3rd series 7:31-48.). Disponível em:<history.hanover.edu/texts/winthmod.html>. Acesso em 01 de outubro de 2009.EBELING, R. What it means to be an American? New York: 2008. Disponível em:<http://fee.org/nff/434/>. Acesso em 28 de agosto de 2010.EUA Declaration of Independence. National Archives: Washington D.C., 1776. Disponívelem: <http://www.ushistory.org/declaration/document/>. Acesso 07 de setembro de 2010. 16
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