HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA 2
Da Europa feudal a Renascença

Organização
Georges Duby

Tradução
Maria Lúcia Machado

1ª reimp...
HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA
Coleção dirigida por
Philippe Ariès e Georges Duby
1. Do Império Romano ao ano mil organizado por...
Copyright © 1985 by Éditions du Seuil
Grafia atualizada segando o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que ent...
SUMÁRIO
Advertência — Georges Duby, ........................................................................................
ADVERTÊNCIA
Georges Duby

Em Montaillou, à página 386, Emmanuel Le Roy Ladurie acaba de falar das mulheres,
de mostrá-las,...
quadro acabado. O que ele vai ler, incompleto e recheado de pontos de interrogação, não
passa de um esboço. Expondo os res...
face do véu que as mascarava se rompe durante a primeira metade do século XIV. Por quê?
Porque, em primeiro lugar, um movi...
elevação generalizada do nível de vida, ela própria consecutiva à despovoação, portanto à
pandemia —, dentre os elementos ...
vez mais abundantes, pois se escreve mais no âmbito do privado, já que se recorre com maior
frequência aos notários para q...
privada. Por exemplo, que o uso da moeda se tenha pouco a pouco difundido não deixou de
modificar a concepção do haver pes...
nessa época o ritmo do progresso se acelera, a distância entre gerações é sem dúvida mais
larga do que jamais foi até os t...
são explicitamente assinados. Danielle Régnier-Bohler encarregou-se de inserir no conjunto
tudo o que se pode extrair da l...
1
ABERTURA
Georges Duby
[pág. 15]

PODER PRIVADO, PODER PÚBLICO

PARTIR DAS PALAVRAS
O que era a vida privada nos tempos f...
faltas que os homens privados"; e outra de Massillon: "Nada é privado na vida dos grandes,
tudo pertence ao público".
Eis-...
res publica engloba todo o domínio pertencente à coletividade e que, por isso, é, de direito,
considerado extra commercium...
diebus: nos dias não feriados). Aparece, nesse ponto, uma noção muito importante para a
pesquisa que conduzimos, a de fest...
é levado a sair para o exterior ("onde quer que eu esteja, sou vosso privado", lê -se na
Chanson d'Aspremont). A mesma evo...
transpunha o seu limiar. Contudo, é importante notar que existem graus na reclusão, que a
noção de vida privada é de fato ...
a ação da lei, mas apenas no tempo em que se desprendem desse corpo para entrar na vida
pública.
A vida privada é portanto...
uma invasão pelo privado. Com efeito, as relações de poder nesse momento reveladas não
acabam de nascer, existiam há muito...
qual os Estados se reconstituem, a uma recuperação de extensão dessa parcela pública.
Contudo, em nenhum momento, mesmo no...
"ruptura da paz", conduzindo juntos a vingança dos crimes "públicos" que por sua gravidade
maculam todo o povo, trabalhand...
de selvageria, do saltus, do que não é cultivado, não produz colheita, a área da não-pastagem,
da caça, da coleta, possess...
patrimônio, interditando esses objetos como um campo, como um prado preparando -se para
produzir.
Entretanto, o sinal maio...
um todo, esse todo que os textos da época carolíngia chamam o mansus, o lugar onde se fica.
Pode acontecer que não haja ce...
espaço onde o "povo" estende sua ação e seus direitos coletivos Aqueles que decidem deles
sair necessitam outro invólucro ...
clamor ou "grito", tornando-se públicos desde então o dolo, o rancor e os culpados
abandonados à autoridade geral.
A bem d...
na evolução de sentido que afetou certas palavras, tal como a palavra latina curia.
Na origem, o termo designara a cúria d...
retirava para rezar sozinho nos dias "privados". E no quarto era guardada o que já não era
considerado, senão por resíduos...
na posição de um filho diante do pai. Inelutavelmente, durante os séculos VIII, IX e X, pela
importância crescente atribuí...
parentesco organizava-se em linhagem, a exemplo do parentesco real. Reivindicando para si
os emblemas e as virtudes da rea...
escrito, que no entanto vê neles a vasta domesticidade do príncipe. Presume -se que todos o
servem; todos invocam em troca...
emblema do poder de coerção, de outro a cerca, a "camisa", como dirá o francês antigo,
emblema de isenção doméstica. Essas...
em relação a protegidos. Desse modo, a imagem se pôs no lugar de uma hierarquia de quatro
graus: a casa real abarcando as ...
mão a outra, que parece ter derivado, nas brumas da altíssima Idade Média, de um
simbolismo da adoção.
Confiando-se, os ca...
preparam, em armas, para atacar Maiorca, e que o príncipe-arcebispo estimula, como no
fórum, arengando-os). Contudo, perma...
de sua casa, eram obrigadas ao trabalho coletivo no gineceu, na oficina feminina de tecido;
por outro lado, o senhor servi...
natural, pois era nas assembleias de aldeia, em que tal homem tinha o direito de tomar
assento e das quais tal outro era e...
diversa: uma tal "recomendação" não integrava ao parentesco mas à família, ao grupo dos
dependentes inferiores obrigados a...
xar-se englobar em uma e outra dessas famílias tentaculares, as exigências do homem que,
dizendo-se seu dominus, pretendia...
***

O campo religioso não escapou a essa invasão. Os cristãos da época feudal, ao menos
aqueles dos quais se podem conhec...
qual comunidade religiosa? Quantos se entregaram, pelos ritos não da vassalagem mas da
servidão, submeteram-se, tornaram-s...
XII, estabeleceram-se à sombra do edifício eclesiástico, no espaço de imunidade que os
regulamentos de paz colocavam ao ab...
devendo toda agressividade ser expulsa do grupo e projetada para o exterior contra quem
quer que viesse lesar os interesse...
bamento de uma delas é castigado com a tarifa mais alta, a dos crimes "públicos". Fixados
pela escrita no começo do século...
regulamento cujas modalidades merecem atenção. Em primeiro lugar, um juramento de paz
foi exigido de todos os cidadãos da ...
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  1. 1. HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA 2 Da Europa feudal a Renascença Organização Georges Duby Tradução Maria Lúcia Machado 1ª reimpressão http://groups.google.com.br/group/digitalsource Esta obra foi digitalizada pelo grupo Digital Source para proporcionar, de maneira totalmente gratuita, o benefício de sua leitura àqueles que não podem comprá-la ou àqueles que necessitam de meios eletrônicos para ler. Dessa forma, a venda deste e-book ou até mesmo a sua troca por qualquer contraprestação é totalmente condenável em qualquer circunstância. A generosidade e a humildade é a marca da distribuição, portanto distribua este livro livremente. Após sua leitura considere seriamente a possibilidade de adquirir o original, pois assim você estará incentivando o autor e a publicação de novas obras.
  2. 2. HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA Coleção dirigida por Philippe Ariès e Georges Duby 1. Do Império Romano ao ano mil organizado por Paul Veyne 2. Da Europa feudal à Renascença organizado por Georges Duby 3. Da Renascença ao Século das Luzes organizado por Philippe Ariès (t) e Roger Chartier 4. Da Revolução Francesa a Primeira Guerra organizado por Michelle Perrot 5. Da Primeira Guerra a nossos dias organizado por Antoine Prost e Gérard Vincent Este livro foi publicado com o apoio do Ministério Francês da Cultura — Centro Nacional do Livro. No âmbito do programa de auxílio à publicação Carlos Drummond de Andrade, contou com o apoio do Ministério Francês das Relações Exteriores e Europeias. O Ano da França no Brasil (21 de abril-15 de novembro) é organizado, na França, pelo Comissariado Gerai Francês, pelo Ministério das Relações Exteriores e Europeias, pelo Ministério da Cultura e da Comunicação e por Culturesfrance; no Brasil, pelo Comissariado Geral Brasileiro, pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério das Relações Exteriores. Ouvrage publié avec le concours du Ministère Trançais Chargé de la Culture — Centre National du Livre. Publié dans le cadre de du Programme d'Aide à la Publication Carlos Drummond de Andrade, bénéficie du soutien du Ministère Trançais des Affaires Etrangères et Européennes. l'Année de la France au Brésil (21 avril-l5 novembré) est organisée, en France, par le Commissariat General Français, le Ministère des Affaires Etrangères et Européennes, le Ministère de la Culture et de la Communication et Culturesfrance; au Brésil, par le Commissariat Général Brésilien, le Ministère de la Culture et le Ministère des Relations Extérieures.
  3. 3. Copyright © 1985 by Éditions du Seuil Grafia atualizada segando o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009. Título original Histoire de la vie privée — Vol. 2: De L'Europe féodale à la Renaissance Na versão de bolso, foram suprimidas imagens que constam na primeira edição da série, que vem sendo publicada pela Companhia das Letras desde 1989. Capa Jeff Fisher Preparação Cecília Ramos Revisão Diana Passy/ Vivian Miwa Matsushita índice remissivo Verba Editorial Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip) (Câmara Brasileira do Livro, sp, Brasil) História da vida privada, 2 : da Europa feudal à Renascença / organização Georges Duby ; tradução Maria Lúcia Machado — São Paulo : Companhia das Letras, 2009. Título original: Histoire de la vie privée : vol. 2: de L'Europe féodale à la Renaissance. Vários autores. Bibliografia. isbn 978-85-359-1409-2 1. Civilização medieval 2. Europa — Condições sociais — Até 1492 3. Europa — Usos e costumes 4. Idade Média — História I. Duby, Georges. II. Título: Da Europa feudal à Renascença. 09-00761 cdd-940.1 Índices para catálogo sistemático: 1. Europa : Vida Privada : Civilização : Idade Média 940.1 2. Idade Média : Europa : História 940.1 2009 Todos os direitos desta edição reservados à EDITORA SCHWARCZ LTDA. Rua Bandeira Paulista, 702, cj. 32 04532-002 — São Paulo — SP Telefone: (11) 3707-3500 Fax: (11) 3707-3501 wvw.companhiadasletras.com.br
  4. 4. SUMÁRIO Advertência — Georges Duby, ................................................................................................ 7 1. ABERTURA — Georges Duby, ........................................................................................ 15 Poder privado, poder público, ........................................................................................ 16 2. QUADROS — Georges Duby, Dominique Barthélemy, Charles de La Roncière, .................................................................................................. 51 A vida privada nas casas aristocráticas da França feudal, .......................................... 52 Convívio — Georges Duby, S2; Parentesco — Dominique Barthélemy, ................. 94 A vida privada dos notáveis toscanos no limiar da Renascença — Charles de La Roncière, ........................................................................................................................... 166 3. FICÇÕES — Danielle Régnier-Bohler, ............................................................................ 313 Exploração de uma literatura, ......................................................................................... 314 4. PROBLEMAS — Dominique Barthélemy, Philippe Contamine, Georges Duby, Philippe Braunstein, ............................................................................. 411 Os arranjos do espaço privado, ...................................................................................... 412 Séculos XI-XIII — Dominique Barthélemy, ................................................................ 412 Séculos XIV-XV — Philippe Contamine, .................................................................... 439 A emergência do indivíduo, ............................................................................................ 528 A solidão nos séculos XI-XIII — Georges Duby, ....................................................... 528 Abordagens da intimidade nos séculos XIV-XV — Philippe Braunstein, .............. 552 Bibliografia, ................................................................................................................................ 649 Índice remissivo, ......................................................................................................................... 661  A paginação desse índice corresponde à edição original em papel. A numeração foi inserida entre colchetes no decorrer do texto, indicado sempre o final de cada página.
  5. 5. ADVERTÊNCIA Georges Duby Em Montaillou, à página 386, Emmanuel Le Roy Ladurie acaba de falar das mulheres, de mostrá-las, apoiado em provas, tagarelas e sobretudo curiosas, de olho colado às portas, espiando o que se passa no interior das casas para contá-lo às vizinhas; ele termina com esta frase: "Será necessário, em nossa época, o advento de civilizações mais burguesas, ávidas de vida privada, para que essa espionagem feminina decresça ou pelo menos seja um pouco reprimida." Estas palavras levantam claramente a questão a que este livro não pretende responder, mas que espera ao menos melhor cingir: é legítimo — digo mesmo legítimo, e não apenas pertinente — falar de vida privada na Idade Média, transportar a um passado tão distante uma noção, a de privacy, que, como sabemos, formou-se no decorrer do século XIX no seio da sociedade anglo-saxã, então na vanguarda da elaboração de uma cultura "burguesa"? Tudo bem avaliado, creio que se pode responder de modo afirmati vo. Pois, de fato, não era mais legítimo aplicar à época feudal o conceito, por exemplo, de luta de classes. Ora, tal transferência revelou-se de utilidade incontestável, já que permitiu não apenas medir 0 quanto era necessário refinar esse conceito, mas também, e sobretudo, melhor ressaltar as relações de poder no interior de Orna sociedade muito antiga, em particular aquelas relações que nada tinham a ver com confrontos entre classes sociais. Não hesitamos então em usar do conceito, tão anacrônico senão tilais, de vida privada, e procuramos discernir na sociedade medieval uma fronteira entre o que era considerado como privado e o que não o era, isolar um campo de sociabilidade correspondente ao que hoje chamamos vida privada. Insisto em que se trata de uma exploração pioneira, muito tateante, incerta. Que o leitor não espere encontrar aqui um [pag. 7]
  6. 6. quadro acabado. O que ele vai ler, incompleto e recheado de pontos de interrogação, não passa de um esboço. Expondo os resultados de abordagens muito iniciais, este livro pretende sobretudo incitar ao prosseguimento da pesquisa e, para isso, demarca um campo de trabalho. Baseamo-nos em algumas sondagens, como os arqueólogos quando começam a trabalhar no sítio de uma aldeia abandonada no século XIV após a Grande Peste, e, como eles, contamos encontrar em determinado ponto nosso alimento, mas em outro ponto ficar com nossa fome. Pois os frutos de nossa busca arriscada são inteiramente dependentes da densidade, da qualidade dos vestígios, daquilo que informam os documentos, todos os documentos, os textos em primeiro lugar por certo, as fontes escritas, mas também os objetos e depois as imagens esculpidas ou pintadas que pretenderam representar um certo quadro de vida. E se a matéria da obra se encontra disposta de uma maneira que talvez surpreenda, isso se deve a que nossa informação permanece lacunar e ao fato de que está, além disso, muito desigualmente distribuída pelo espaço e pelos cinco séculos que escolhemos considerar. Partimos do ano mil, pois se produz por volta dessa data uma flexão muito brusca na evolução do material documental, que se torna em seguida cada vez mais abundante. Mas deparamo-nos ao longo do percurso com um outro limiar, igualmente acentuado, que se instala entre 1300 e 1350. Passada a metade do século XIV, tudo ganha um outro tom. A mudança de iluminação é por um lado o resultado de perturbações acidentais (das quais a mais dramática foi, em 1348-1350, a grande epidemia de peste negra) que provocaram em algumas décadas uma real mutação das maneiras de viver em todo o mundo ocidental. Essa mudança se deve também ao deslocamento, na Europa, dos polos de desenvolvimento: antes situados na metade Norte da França, eles se deslocaram nas direções sul e leste para estabelecer-se na Itália, acessoriamente na Espanha e no Norte da Alemanha. Intervêm contudo, e de maneira muito mais decisiva, modificações que, afetando as fontes de sua informação, permitem ao historiador ver mais claramente as realidades daquilo que chamamos a vida privada. Uma ampla [pág. 8]
  7. 7. face do véu que as mascarava se rompe durante a primeira metade do século XIV. Por quê? Porque, em primeiro lugar, um movimento profundo levava então os homens a considerar com crescente atenção e lucidez a natureza das coisas materiais, porque no refluxo de uma atitude que dominara a alta cultura europeia durante a Alta Idade Média, o contemptus mundi, como diziam os intelectuais, o desprezo do mundo, as aparências pouco a pouco não se afiguravam mais tão radicalmente condenáveis por ser enganadoras, por ser sobretudo inclinadas para o mal. Em razão disso, a arte, a arte de figurar os aspectos da vida por meio do volume ou do traço, a arte dos pintores, a arte dos escultores, oscilou, em torno do ano 1300, para o que denominamos realismo. Parece que os olhos se abriram; o artista aplicou-se doravante em transcrever exatamente o que via, usando de todos os procedimentos de ilusão. A pintura, mais capaz de ilusionismo, antecipou-se nesse momento a todas as outras artes, e viram-se aparecer as primeiras representações pictóricas de cenas íntimas. De modo que, desposando o do pintor, o olhar do historiador pode, passado 1350, penetrar no interior da casa, isto é, no espaço privado, da mesma maneira pela qual aí penetrava, algumas décadas antes, o olhar das mulheres curiosas de Montaillou. O historiador, pela primeira vez, dispõe de meios para adotar a postura de voyeur, observando o que se passa no interior desse universo fechado, protegido da indiscrição, onde, por exemplo, Van der Weyden pôs a Virgem da Anunciação e o Anjo. Isso não é tudo. Interrogando-se sobre a história do privado após a primeira metade do século XIV, o pesquisador pode igualmente meditar de modo proveitoso sobre os vestígios do equipamento material: eles são muito menos raros do que anteriormente. A contribuição de uma arqueologia do cotidiano medieval, com efeito, esclarece essencialmente os dois últimos séculos da Idade Média: as escavações foram quase todas conduzidas em sítios de habitats desertados; ora, o grande período da deserção inaugura-se justamente após a peste negra. Por outro lado — e essa é sem dúvida a consequência de uma [pág. 9]
  8. 8. elevação generalizada do nível de vida, ela própria consecutiva à despovoação, portanto à pandemia —, dentre os elementos de arquitetura civil que hoje se encontram na paisagem, castelos, moradas urbanas, casas de aldeias, os mais antigos, com poucas exceções, datam do século XIV. o mesmo ocorre com o que subsiste do mobiliário e dos adornos. Vejam-se as coleções. A extraordinária desproporção, por exemplo, no museu de Cluny, entre o que data de antes e de depois de 1300, e essa desproporção se agrava quando se retém das coleções apenas aquilo que concerne à vida privada. Enfim, os textos. Os documentos escritos começam a revelar o que, até ent ão, aparecia apenas por fragmentos, pois o realismo invade também a literatura, pois Froissart diz mais sobre o cotidiano que Villehaidouin, pois o romance já não está tão perdido nas brumas do sonho, e porque sobrevivem, nos depósitos de arquivos, sempre mais abundantes à medida que se avança para o fim da Idade Média, documentos mais loquazes, inquiridores, e que permitem, assim como a nova pintura, perceber o que se passa no interior do lar, atravessar os anteparos, introduzir-se, espionar. Documentos de Estado, pois que o Estado, mais sólido, mais bem armado, já está, nos séculos XIV e XV, a querer tudo controlar, explorar a fundo, portanto, a informar-se sobre o que há também nas consciências a fim de melhor extorquir, de melhor reprimir; o poder público investiga, exige declarações, rompe o segredo. Por exemplo, esse registro de Jacques Fournier, inquisidor e futuro papa, do qual Emmanuel Le Roy Ladurie extraiu tudo o que sabe da vida privada camponesa, data do começo do século XIV e não é senão uma parcela, escapando por acaso à usura do tempo, da massa de investigações que foram conduzidas desde essa data. Por certo, na época de Montaillou, justamente porque se endureceu a luta entre, de um lado, o poder institucional de controle e de exploração e, de outro, as pessoas privadas, estas resistem, erigindo como proteção o "muro" da vida privada, cuja solidez continuamos ciosamente a defender. Mas, para além desse muro, a partir do século XIV, também as informações se tornam cada [pág. 10]
  9. 9. vez mais abundantes, pois se escreve mais no âmbito do privado, já que se recorre com maior frequência aos notários para questões privadas, e começam então as séries desses inventários após falecimento que dizem tanto, dos contratos de casamento, dos testamentos. Logo aparecem enfim nos fundos de arquivos, ainda mais ricos de ensinamento, os escritos íntimos, as cartas, as memórias, os diários domésticos. Revelação. Ultrapassado esse limite, os anos 1300, desfralda-se toda uma paisagem que até então estava quase inteiramente recoberta de penumbra. A Idade Média, que habitualmente se acredita conhecer, aquela que serve de cenário a esses romances históricos de que constatamos hoje o estrondoso e inquietante sucesso, a Idade Média de nossos sonhos, a Idade Média também dos sonhos de Victor Hugo e de Michelet, quer se trate dos sentimentos, da maneira de amar, dos modos de se portar à mesa, das conveniências, da vida interior, da piedade, não é a Idade Média do ano mil, não é igualmente a de Filipe Augusto, é a Idade Média de Joana d'Arc e de Carlos, o Temerário. De modo que já não é inteiramente impossível pôr em cena sem demasiados anacronismos, em um filme de cinema, uma intriga que se situe no tempo de Luís XI, ao passo que mais vale não se arriscar a fazê -lo se a intriga se arma no tempo de são Luís. A arquitetura deste livro é portanto em grande parte comandada pela presença, na primeira metade do século XIV, de tão incisivo corte. Tudo o que concerne ao período anterior se mostra, com efeito, muito mais problemático e descarnado. Contudo, as brumas que impedem o conhecimento histórico dissiparam-se lentamente desde o ano mil até o limiar do século XIV, graças a um progresso contínuo pelo qual aquilo que, em uma civilização, diz respeito ao material e o que diz respeito ao e spírito foram indissociavelmente afetados. Apenas a esse título, o movimento de crescimento trissecular aparece como um fenômeno fundamental. Mas ele deve igualmente ser considerado como tal e isso obriga a permanecer muito atento, no decorrer da investigação, a essa presença determinante porque repercutiu muito diretamente sobre as formas da vida [pág. 11]
  10. 10. privada. Por exemplo, que o uso da moeda se tenha pouco a pouco difundido não deixou de modificar a concepção do haver pessoal, a representação do que pertence a si e que não diz respeito aos outros. E, já que o progresso levou à lenta passagem do gregarismo ao individualismo, a concomitante tendência à interiorização e à introspecção isolou pouco a pouco no interior do espaço doméstico um espaço mais privado do qual o corpo de cada homem e de cada mulher constituiu o invólucro. Por outro lado, esse período de descontração geral e de contínuos renascimentos foi o de uma abertura progressiva para culturas distantes ou esquecidas — islã, Bizâncio, Roma antiga —, portanto da descoberta, em maneiras exóticas de comportamento, de estruturas em que o privado e o público mantinham relações diferentes daquelas às quais se estava acostumado e que elas contribuíram para modificar um pouco. Enfim, a elevação contínua do nível de existência, a partilha desigual dos frutos da expansão no interior do modo de produção senhorial e a diferenciação dos papéis sociais avivaram os contrastes entre cidades e campos, entre casas ricas e casas pobres, entre o masculino e o feminino, enquanto, inversamente, a circulação sempre mais rápida dos homens, das ideias e das modas fazia esfumarem-se os particularismos regionais e propagava, de um extremo ao outro do Ocidente, modelos uniformes de comportamento. No decorrer da pesquisa da qual este livro poderia constituir o plano diretor, importará, em consequência, datar exatamente todas as observações, buscar a mais exata cronologia. Entretanto, do nível muito elementar de que partimos, a matéria revela-se por demais escassa para ser inteiramente ordenada segundo eixos cronológicos. Pareceu-nos mais conveniente e mais eficaz adotar uma outra organização do discurso: preocupados em não dissimular o que nossos conhecimentos têm ainda de fragmentário, escolhemos uma divisão em dois grandes painéis. No primeiro estão dispostos dois quadros. Um propõe uma descrição da vida privada nos séculos XI e XII, mas concentrando a atenção no período compreendido entre 1150 e 1220 (pois parece que [pág. 12]
  11. 11. nessa época o ritmo do progresso se acelera, a distância entre gerações é sem dúvida mais larga do que jamais foi até os tempos modernos e a documentação começa a revelar atitudes que não são exclusivamente eclesiásticas), e também na França setentrional (a zona de mais intensa fertilidade) e na sociedade aristocrática (a única nesse momento a sair um pouco da sombra). O outro estudo, também estático, refere-se a um período, uma região, um meio social para os quais dispomos de informações particularmente ricas: ele mostra uma imagem da vida privada dos notáveis na Toscana dos séculos XIV e XV. A segunda parte é mais aventurosa. Arrisca-se a tratar, no curso da longa duração, de dois aspectos da evolução geral, acompanhando, por um lado, as transformações do espaço doméstico e, por outro, o desabrochar do individual, especialmente nas atitudes religiosas e nas expressões artísticas. Enfim, na junção dessas duas partes, uma terceira se intercala; ela trata do imaginário, explorando as obras literárias compostas na metade norte da França entre os séculos XII e XV. Com efeito, a literatura de ficção, de interpretação delicada, traz testemunhos insubstituíveis sobre o privado tal como foi efetivamente vivido. Este livro é obra de uma equipe, e sonhávamos mesmo, ao empreender sua redação, constituir um grupo de trabalho tão coeso que cada um de nós aí se perdesse a ponto de se tornar impossível discernir, à leitura, a parte de um e do outro. Logo se revelou que nisso havia demasiada ambição e que, conduzindo evidentemente nossa tarefa em união muito estreita (e em especial por ocasião desses colóquios de Sénanque, no decorrer dos quais nossos convidados nos beneficiaram Com observações preciosas, alimentadas de suas próprias pesquisas), completando-nos, corrigindo-nos mutuamente, era menos artificial e sobretudo mais equitativo renunciar a fundir cada contribuição em uma prosa homogênea, que era preferível, resignando-nos a deixar subsistir dissonâncias e talvez mesmo, aqui e ali, algumas imbricações ou repetições, atribuir claramente a tal ou qual a responsabilidade principal por um segmento determinado do discurso. Todos, em consequência, [pág. 13]
  12. 12. são explicitamente assinados. Danielle Régnier-Bohler encarregou-se de inserir no conjunto tudo o que se pode extrair da literatura de francês antigo. Dominique Barthél emy, que ademais cuidou da coordenação geral, abordou as relações de parentesco e a história do habitat na era feudal. Philippe Braunstein, Philippe Contamine e Charles de La Roncière trataram respectivamente da pessoa, da moradia e da Toscana nos últimos séculos da Idade Média. Para o período anterior, forneci em alguns pontos minha própria contribuição. [pág. 14]
  13. 13. 1 ABERTURA Georges Duby [pág. 15] PODER PRIVADO, PODER PÚBLICO PARTIR DAS PALAVRAS O que era a vida privada nos tempos feudais? Para construir uma problemática eficaz — pois, repito-o, é disso que se trata — o melhor método, creio, é partir das palavras, explorar um campo semântico, isto é, o nicho onde se acha refugiado o conceito. Ao tomar este caminho, tenho além disso a impressão de ser fiel ao espírito daqueles eruditos que, à época que escolhi observar, cumpriam uma função análoga à que cumpro, e que em primeiro lugar eram gramáticos, começavam por estudar um vocabulário para aproximar -se do incognoscível, progredindo do mais conhecido ao menos conhecido. Nos dicionários da língua francesa compostos no século XIX, ou seja, no momento em que a noção de vida privada adquiria seu pleno vigor, descubro de início um verbo, o verbo privar, significando domar, domesticar, e o exemplo dado por Littré, "um pássaro privado", revela o sentido: extrair do domínio selvagem e transportar para o espaço familiar da casa. Descubro em seguida que o adjetivo privado, considerado de maneira mais geral, também conduz à ideia de familiaridade, agrega-se a um conjunto constituído em torno da ideia de família, de casa, de interior. Entre os exemplos que escolheu, Littré cita a expressão que se impunha em seu tempo: "A vida privada deve ser murada", e propõe esta glosa, em minha opinião bastante expressiva: "Não é permitido procurar e dar a conhecer o que se passa na casa de um particular". Todavia, e é isso que marca bem o termo particular, em seu sentido primeiro, mais direto, mais comum, o privado se opõe ao público. Assim, no Littré, estas duas citações, uma de Vauvenargues: "Aqueles que governam cometem mais [pág. 16]
  14. 14. faltas que os homens privados"; e outra de Massillon: "Nada é privado na vida dos grandes, tudo pertence ao público". Eis-me então remetido à palavra público. Definição, de Littré: "O que pertence a todo um povo, o que concerne a todo um povo, o que emana do povo". Portanto, a autoridade e as instituições que sustentam essa autoridade, o Estado. Esse primeiro sentido evolui para uma significação paralela: diz-se público o que é comum, para o uso de todos, o que, não constituindo objeto de apropriação particular, está aberto, distribuído, resultando a derivação no substantivo o público, que designa o conjunto daqueles que se beneficiam dessa abertura e dessa distribuição. Muito naturalmente, o deslocamento do sentido prossegue: é dito público o ostensivo, o manifesto. Assim, o termo vem opor-se, de um lado, a próprio (o que pertence a tal ou qual), do outro, a oculto, secreto, reservado (o que é subtraído). Deve-se ficar surpreso de que um nó de significações apareça de tal maneira organizado no seio da língua latina clássica, em torno de duas palavras opostas, publicus e privatus? Na linguagem de Cícero, por exemplo, agir privatim (opondo-se esse advérbio a publice) é agir não enquanto magistratus, investido de um poder emanado do povo, mas como simples particular, em outro território jurídico, e igualmente não é agir fora, aos olhos de todos, no fórum, mas em seu domicílio, no interior de sua casa, isoladamente, separadamente. Quanto ao substantivo privatum, designa os recursos próprios (novamente, a ideia de propriedade), o uso próprio e, finalmente, ainda, o em-casa (in privato, ex privato: em ou fora da casa). Quanto a privus, designa também ao mesmo tempo o que é singular e o que é pessoal. Em consequência, no francês do século XIX e no latim clássico, a organização do sentido é a mesma; uma raiz, a noção de comunidade popular, da qual procedem dois ramos, um crescendo na direção do que é isento, afastado do uso comum, o outro na direção do que é doméstico, que toca ao indivíduo, mas cercado de seus próximos. Portanto, aquilo que juridicamente escapa, de um lado, a esse poder cuja natureza é especificada pela palavra publicus, poder do povo, e, do outro, à intrusão da multidão. A [pág. 17]
  15. 15. res publica engloba todo o domínio pertencente à coletividade e que, por isso, é, de direito, considerado extra commercium, que não deve constituir objeto de troca no mercado. Ao passo que a res privata encontra-se por contraste posta in commercio e in patrimônio, isto é, na dependência de um poder diferente, o do pater famílias, principalmente exercido no quadro fechado, voltado sobre si mesmo, da domus, da casa. O que nos faz voltar ao Montaillou do século XIV, às suas células domésticas fechadas, mas imperfeitamente, já que o olhar podia nelas penetrar, o olhar das comadres, o do inquisidor, mas também o olhar do historiador. Se chego a considerar a maneira pela qual se exprimia o pensamento na Idade Média, se consulto o Glossaire de Du Cange, o de Niemeyer, o de Godefroy, descubro — sem surpresa, pois que a configuração semântica aparece a mesma nos dois extremos da cadeia, no século XIX e na Roma clássica — que, no meio, ela não era diferente. O latim das crônicas e das leis qualifica de publicus o que depende da soberania, do poder de regalia, o que é da alçada da magistratura encarregada de manter a paz e a justiça no povo (como nas expressões via publica, functio publica, villa publica ou, na fórmula merovíngia de Marculfe, publica judici