Lais sunaga

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Em parceria com a Professora Helena Abascal, publicamos os relatórios das pesquisas realizados por alunos da fau-Mackenzie, bolsistas PIBIC e PIVIC. O Projeto ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA difunde trabalhos e os modos de produção científica no Mackenzie, visando fortalecer a cultura da pesquisa acadêmica. Assim é justo parabenizar os professores e colegas envolvidos e permitir que mais alunos vejam o que já se produziu e as muitas portas que ainda estão adiante no mundo da ciência, para os alunos da Arquitetura - mostrando que ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA.

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Lais sunaga

  1. 1. Universidade Presbiteriana MackenzieA ENERGIA FOTOVOLTAICA NO PROJETO DE ARQUITETURALais Suemi Sunaga (IC) e Maria Augusta Justi Pisani (Orientadora)Apoio: PIBIC CNPqResumoA partir da necessidade de encontrar soluções sustentáveis para a escassez energética das cidadese o fato de o edifício ser elemento fundamental na formação destas, este trabalho visa o estudo darelação entre a energia renovável fotovoltaica e o projeto de arquitetura. Os equipamentos queproduzem energia fotovoltaica incorporados na arquitetura têm que ser estudados sob o ponto devista das possibilidades de concepção de projeto, para que os arquitetos possam utilizá-los semprejuízo dos resultados formais de seus projetos. Os objetivos desta pesquisa foram: Identificarsoluções arquitetônicas, internacionais e nacionais, que fazem uso de placas fotovoltaicas, a partir doano de 2000; relacionar os sistemas de geração de energia fotovoltaica encontrados nos projetos dearquitetura identificados e registrar e analisar as relações entre a linguagem da arquitetura proposta eos elementos onde as placas fotovoltaicas foram acopladas. O método utilizado nesta pesquisapassou por levantamentos bibliográficos, estudo de campo e análise dos resultados. A pesquisapermitiu descobrir a diversidade de tipos de placas fotovoltaicas bem como o potencial energético dopaís, possibilitando o desenvolvimento de inúmeras formas de integração entre e energia fotovoltaicae a arquitetura. A compreensão e a divulgação deste tipo de componente construtivo atrelado aointeresse no emprego destes podem minimizar o consumo de energia e contribuir na busca deedifícios e cidades sustentáveis.Palavras-chave: Arquitetura, energia fotovoltaica, sustentabilidadeAbstractFrom the need to find sustainable solutions to energy scarcity in cities and the fact that the building isa key element in the formation of these, this work aims at studying the relationship between renewableenergy and photovoltaic architectural design. The equipment that produces photovoltaic embedded inthe architecture must be studied from the point of view of project design possibilities for architects touse them without prejudice to the formal results of their projects. The objectives were to: Identifyarchitectural solutions, national and international, that make use of photovoltaic panels, from the year2000; inventory systems photovoltaic power generation found in the architectural projects identifiedand record and analyze the relationships between language of the proposed architecture and wherethe photovoltaic elements were engaged. The method used in this research underwent bibliographicsurveys, field study and analysis of the results. The research allowed discovering the diversity of typesof photovoltaic panels and the energy potential of the country, enabling the development of manyforms of integration and architecture, and photovoltaics. The understanding and dissemination of thistype of constructive component linked to interest in using these can minimize energy consumption andcontribute to the pursuit of sustainable buildings and cities.Key-words: Architecture, photovoltaic energy, sustainability 1
  2. 2. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011INTRODUÇAODiante do planeta cada vez mais escasso de recursos naturais, crescimento desordenadode metrópoles, de população e conseqüentemente de seus impactos, torna-se necessária aparticipação do arquiteto e urbanista na decisão de projetos adequados ao meio ambiente.Segundo Pisani et al (2008, p.12): “O tema sustentabilidade está presente em todo o mundo,ao menos há três décadas, com relevância na relação entre os recursos naturais, abiodiversidade, o futuro da economia e as implicações no desenvolvimento social e com issoo respeito à diversidade cultural dos povos.” Sobre a questão Kato (2007) afirma que com apresença de um sociedade mundial que cada vez mais carece de novas demandas, surge apreocupação com os possíveis efeitos climáticos irreversíveis na Terra e com adependência mundial da produção energética para realização de quaisquer atividades.De acordo com Habitare: resultados de impacto 1995|2007 (s/d, p.20): “As avaliações do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) mostram que a eficiência energética tem um papel central na redução do aquecimento global. Os relatórios do órgão das Nações Unidas responsável por produzir informações científicas sobre o aquecimento global indicam que é mais econômico investir na melhoria da eficiência energética das construções do que aumentar a produção de energia.”O Brasil possui aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros quadrados, com mais de setemil quilômetros de área litorânea e diversas condições favoráveis para ser um dos paísescom maior potencial energético do mundo. A partir do século XXI, até as reservas decombustíveis fósseis são consideradas vantajosas após o descobrimento da camada pré-sal, porém o potencial de energia solar do território Brasileiro é suficientemente abundantepara tornar o país auto-suficiente em energia. Segundo ANEEL, (apudCRESESB,1999,p.26) ”estima-se que a energia solar incidente sobre a superfície terrestreseja da ordem de 10 mil vezes o consumo energético mundial.” Este dado é surpreendente,pois demonstra quanto recurso energético os brasileiros desperdiçam, ou deixam deaproveitar, todos os dias.Sendo assim, no que se refere ao uso de energias renováveis encontra-se na energia solaruma das alternativas mais promissoras para enfrentar os desafios de eficiência energéticamundial do novo milênio. De acordo a ANEEL (2002), a energia solar é responsável pelaorigem de praticamente todas as outras fontes de energia, como a energia hidráulica, abiomassa, a eólica, os combustíveis fósseis e das ondas e correntes marinhas.Edwards (2005) calcula que os edifícios consomem aproximadamente 45% da energiagerada, utilizando-a com iluminação, aquecimento, resfriamento, aparelhos eletrodomésticos 2
  3. 3. Universidade Presbiteriana Mackenziee outros usos. Portanto, as cidades são as maiores consumidoras da energia gerada noplaneta, e é por esse motivo que o conhecimento de outras formas de energia se tornafundamental para a atuação dos arquitetos e urbanistas.A energia solar é empregada de forma passiva na história da arquitetura e urbanismo desdeo Egito antigo. Antes das invenções de sistemas mecânicos e artificiais para auxiliar odesempenho dos edifícios, a preocupação dos projetistas em iluminar, aquecer e resfriar osambientes dependia exclusivamente do estudo e do emprego da energia do sol. (FRETIN,2009)As primeiras construções que empregaram placas fotovoltaicas, utilizaram esse sistemaapenas sobrepondo-as na arquitetura existente, como um equipamento de aquecimentosolar de água, e que muitas vezes acarreta num resultado antiestético à obra em si etambém empobrecem a qualidade do seu entorno. (FRETIN, 2009). Estas edificações nãoforam frutos de um projeto arquitetônico que levasse em conta a condicionante da energiasolar desde os primeiros croquis.Fretin (2009, p.247) comenta que, do mesmo modo que a eletricidade causou um impactosignificativo nos projetos e na arquitetura e urbanismo do século XX, é provável que oaproveitamento de energia solar, quando for um componente do partido do projeto irámodificar ou incrementar o produto final e, principalmente o processo projetual, poisimplicará num estudo da linguagem arquitetônica com mais um componente que possuifunção pré-determinada.Dentro destas premissas, esta pesquisa possui importância ambiental e social destacadapara a área de projeto de arquitetura e urbanismo, pois os resultados acrescentarãoconhecimentos específicos para serem aplicados nas soluções projetuais de baixo impactoambiental. Além dessa importância, destaca-se que um dos quesitos analisados e exigidosnas certificações internacionais e nacionais.O consumo energético dos edifícios é o fator que impacta de forma negativa o meioambiente, conforme analisam os trabalhos de Silva (2003) e Cardoso (2002). Lamberts,Dutra, e Pereira (1997) apontam que as características da arquitetura com eficiênciaenergética e o consumo de energia levado em conta para avaliar um edifício não deve serapenas o gasto durante o período de construção, e este segundo Pisani (2008) deve sercalibrado durante todo o ciclo de vida do edifício: projeto, construção, uso, manutenção epós-uso.Os objetivos desta pesquisa foram: identificar soluções arquitetônicas, internacionais enacionais, que fazem uso de placas fotovoltaicas, a partir do ano de 2000; relacionar ossistemas de geração de energia fotovoltaica encontrados nos projetos de arquitetura 3
  4. 4. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011identificados e registrar e analisar as relações entre a linguagem da arquitetura proposta eos elementos onde as placas fotovoltaicas foram acopladas.O método utilizado nesta pesquisa passou inicialmente por duas etapas concomitantes queforam: levantamentos bibliográficos e os estudos de campo, após estas etapas foram feitasanálises dos resultados e redação dos artigos e relatório.A ENERGIA FOTOVOLTAICAA crise mundial petrolífera da década de 1970 provocou maior interesse em estudar o usoda energia fotovoltaica fora do campo dos programas espaciais para remediar o problemade energia em diversos segmentos. Segundo VALLÊRA e BRITO (2006), impulsionada pelacrise energética houve um significativo investimento em pesquisas e aplicações práticaspara reduzir o custo da produção das células fotovoltaicas.Nas últimas décadas o desenvolvimento da tecnologia fotovoltaica cresce ininterruptamente,desempenhando um papel significativo na produção de energia elétrica mundial. De acordocom a publicação “Global Market Outlook for Photovoltaics until 2014”, até o final de 2008, aenergia fotovoltaica mundial instalada estava por volta de 16 GW (gigawatt) e quase 23 GWsão instalados em nível mundial, produzindo cerca de 25 TWh (terawatt-hora) deeletricidade por ano.Na figura 1.1 a seguir é apresentado o cenário do crescimento futuro da produção deenergia fotovoltaica no mundo e a figura 1.2 mostra a evolução anual do mercadofotovoltaico de 2000 a 2009. Figura 1.1 - Cenário de uma possível evolução mundial de energia elétrica até 2040. Fonte: Vallêra, 2006, p.38. 4
  5. 5. Universidade Presbiteriana Mackenzie Figura 1.2.- Evolução anual do mercado fotovoltaico nos anos 2000-2009. Fonte: Despotou et al.(2010,p.6) .Segundo Vallêra (2006), o emprego de energia fotovoltaica apresenta crescentes vantagenstais como: Trata-se de uma energia limpa, não poluente; possui uma fonte inesgotável,universal e gratuita; não possui componentes móveis, durando mais de 30 anos sem muitosgastos com manutenção; é uma estrutura feita em módulos, o que facilita sua extensão;pode contribuir na linguagem do edifício sendo capaz de substituir revestimentos;democratiza a rede elétrica local, uma vez que descentraliza a produção de energia.Atualmente a energia fotovoltaica é utilizada amplamente em países com potencial solarenergético relativamente fraco comparado ao do Brasil, como os europeus. Nestes apesquisa e o desenvolvimento da energia fotovoltaica feita ao longo dos anos acarretou emmaior interesse de mercado, na produção variada de componentes e conseqüentemente naredução de custos da produção desta energia limpa. Assim, percebeu-se que odesenvolvimento do processo fotovoltaico se fez possível graças ao interesse e aoinvestimento na produção de novas fontes de energia de boa eficiência e de baixo impactoambiental.2.Tecnologias fotovoltaicas disponíveis:Segundo Fraile et al (2010) o material semicondutor mais comum e utilizado nas célulasfotovoltaicas é o silício (Si),que é o elemento mais abundante na areia. Sua disponibilidade éilimitada em seu estado natural, uma vez que o silício é o segundo matéria-prima maisabundante na face da Terra.O processo de produção de módulos fotovoltaicos é mostrado na figura 2.1 a seguir. 5
  6. 6. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Figura 2.1: Esquema do processo de produção de módulos fotovoltaicos por tecnologia cristalina. Fonte: FRAILE, Daniel; LATOUR, Marie; GAMMAL, Adel El; ANNET, Michael. (2010, p.4) Tradução da autora.3. Sistema fotovoltaicoOs sistemas fotovoltaicos possuem uma configuração básica onde o sistema deverá ternecessariamente uma unidade de controle de potência e uma unidade de armazenamento.Ele pode ser classificado em três categorias: sistemas isolados, híbridos e conectados arede. (Figura 3.6) Figura 3.6- Configuração básica de um sistema fotovoltaico. Fonte: CRESESB (2010)3.1. Tipos de células Figura3.1: célula de silício monocristalino Fonte: NIGBO (2010) 6
  7. 7. Universidade Presbiteriana Mackenzie3.1.1 Células de Silício Monocristalino (Mono c-Si)As células compostas de silício monocristalino são as mais empregadas e comercializadascomo conversores diretos de energia solar em eletricidade. (FRETIN, 2009, p.54).3.1.2 Células de Silício Policristalino (multicristalino ou multi c-Si)Nascimento (2004) explica que a produção das células cristalinas é feita a partir de blocosde silício obtidos por fusão de silício puro em moldes especiais. Estando nos moldes, osilício esfria lentamente e solidifica-se, resultando numa estrutura policristalina comsuperfícies de separação entre os cristais, ou seja, os átomos não são organizados numúnico cristal.3.1.3. Células de filmes finosSegundo Fraile et al (2010) as células de filmes finos são construídas por meio do depósitode camadas extremamente finas de materiais fotossensíveis, sobre um suporte de baixocusto, como o vidro, aço inoxidável ou plástico. Trata-se de uma forte opção para sistemasfotovoltaicos de baixo custo. Entretanto, sua eficiência é ainda mais baixa que as célulasmono e policristalinas de silício.3.1.4. Células solares orgânicasSão feitas a partir de materiais mais baratos que as de silício e por meio de processos maissimples, em substratos leves e flexíveis, e podem equipar iPods e laptops alimentados poretiquetas de identificação por rádio-frequência ( Radio-Frequency Identification -RFID).(LEMOS, 2005) . Segundo a publicação do Global Energy Network Institute, diante docusto ainda relativamente alto as células solares de silício cristalino, as células orgânicasapresentam-se como uma possível promessa para abrir novos mercados no campo daenergia solar.3.1.5. Células de TiO2De acordo com Lemos (2005) pesquisadores da Universidade Bath na Inglaterra, fizeramuso de um elemento incomum no desenvolvimento de uma nova alternativa para a produçãode células solares. Trata-se de um branqueador, elemento presente nas pastas de dentes,que ao cobrirem partículas de dióxido de titânio (TiO2) absorvem a luz solar.4. Energia fotovoltaica na Arquitetura e UrbanismoSegundo o centro de sustentabilidade aplicado ao ambiente construído BiPV CompetenceCentre, localizado em Canobbio na Suíça, BIPV (Building Integrated Photovoltaics) é onome dado a um sistema de integração da tecnologia fotovoltaica com a arquitetura eurbanismo, objetivando a produção de energia conectada ao edifício e demais elementos 7
  8. 8. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011construídos, de forma que os componentes que a geram fazem parte das demaiscondicionantes de projeto.Na última década a integração entre os componentes fotovoltaicos e a arquitetura estáacontecendo por meio de pesquisas de novos elementos que atendem aos objetivos: boaarquitetura e sustentabilidade energética. Os produtos para a construção civil com célulasfotovoltaicas são capazes de substituir os componentes tradicionais.A diversidade de tipos de placas fotovoltaicas permite que o arquiteto explore inúmeraspossibilidades de integração destas no edifício ainda na fase de projeto. Observou-se quecada vez mais surgem novos tipos de células, o que indica uma tendência de maiorprodução e redução de seus custos. Os diversos tipos de células fotovoltaicas possibilitamexplorar a sinergia de elementos construtivos podendo melhorar a eficiência energética doedifício em suas instalações. Durante o processo projetual o arquiteto pode trabalhar alinguagem da sua produção com elementos construtivos como: brises, coberturas, pisos,esquadrias e elementos de vedos de fachadas.Infelizmente no Brasil, o emprego da energia fotovoltaica como uma das condicionantes deprojeto ainda não é realidade. Encontram-se pesquisas sobre o assunto e protótipos, sendode acordo com Rüther e Dacoregio (2000), a primeira aparição de um sistema integrado emedifício no Brasil foi inaugurada em Florianópolis, no estado de Santa Catarina no edifício deLaboratório de Energia Solar (LABSOLAR). Apesar do grande potencial energético solarque o país dispõe a energia fotovoltaica ainda é pouco utilizada. Há inúmeras propostas deconstrução de usinas fotovoltaicas, entretanto ainda aguardam aprovações e investimentos,sejam esses públicos ou privados, tais como as usinas fotovoltaicas da cidade de Horizonte,no Ceará e a de Votuporanga, em São Paulo.5. Tipos de aplicações de sistemas fotovoltaicos integradas ao edifício (BIPV):Segundo European Photovoltaic Techology Plataform (2007) o edifício construído permitediversas aplicações do sistema fotovoltaico em seus sistemas, tais como:-Coberturas;-Paredes externas;-Fachadas semi-transparentes;-Clarabóias;-Brises.A seguir são detalhados os diversos componentes de um edifício com possibilidades deaplicações no sistema fotovoltaico. 8
  9. 9. Universidade Presbiteriana Mackenzie5.1. CoberturasAs coberturas são consideradas ideais para a integração do sistema fotovoltaico, uma vezque possuem, normalmente, uma grande superfície sem sombras. No entanto é necessáriodistinguir o uso do sistema fotovoltaico nas coberturas planas e dos telhados inclinados,bem como a inserção do edifício na cidade, pois outras construções podem gerar sombras.Em telhados inclinados, os módulos fotovoltaicos podem ser fixados na parte superior dotelhado. Este tipo de aplicação de baixo custo pode ser utilizado em telhados existentes e éconhecido como Builiding Adapted PV (BAPV). (Figuras 5.1 e 5.2) Figura 5.1: Telha composta por quatro células fotovoltaicas. Figura 5.2: Herne Hill School, Reino Unido. Fonte: TERGOLASOLARE (2010) Fonte: SOLAR CENTURY (2010)As coberturas planas têm a vantagem de possuírem fácil acessibilidade e instalação, alémde proporcionar certa liberdade em relação à orientação dos módulos fotovoltaicos. Nessetipo de instalação, alguns cuidados devem ser tomados durante a fixação do arranjo paraevitar a quebra da integridade da cobertura. O peso adicional do arranjo fotovoltaico tambémdeve ser considerado, assim como a força dos ventos que podem arrebentar os módulos.5.2. Paredes externasOs módulos fotovoltaicos podem ser adicionados às paredes existentes e compor a fachadado edifício. Nesse caso, os módulos são adicionados à estrutura e não há a necessidade deuma barreira térmica protetora, uma vez que esse papel já é realizado pela estrutura sob osmódulos. As lâminas fotovoltaicas de vidro podem substituir o revestimento convencional,funcionando de forma semelhante aos vidros fumês e servem também como proteçãoprolongada contra intempéries e podem ser produzidas sob qualquer medida, forma, modeloe cor. Assim, os módulos fotovoltaicos podem ser configurados como um elementomultifuncional do edifício.As figuras 5.3 e 5.4 a seguir são alguns exemplos de módulos fotovoltaicos utilizados emparedes externas. 9
  10. 10. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Figura 5.3 Oekotherm, Schörflingen, Austria Figura 5.4 SCHOTT Ibèrica SA, Barcelona, Espanha. Fonte: ERTEX SOLAR (2010) Fonte: PV SUNRISE(2009)5.3. Fachadas semitransparentesAs lâminas fotovoltaicas de vidro podem ser aplicadas em esquadrias resultando numafachada semitransparente. A transparência é normalmente alcançada com a utilização dosseguintes artifícios:- Quando a espessura da célula fotovoltaica é muito fina ou apresenta ranhuras e permite avisualização para o exterior. Módulos de filmes finos semitransparentes são especialmenteapropriados para este tipo de aplicação e outra opção é o uso de células cristalinassemitransparentes;-Uso de células cristalinas colocadas em lâminas espaçadas para que haja a filtração parcialda luz através do módulo fotovoltaico atingindo a um ambiente interno. O efeito da luz vindodesses painéis resulta num jogo de sombras no edifício.Adicionar camadas de vidro na base do módulo semitransparente pode oferecer isolamentotérmico e acústico. Outros requisitos também podem ser projetados de acordo com anecessidade individual de cada projeto, uma vez que tais módulos fotovoltaicos de vidro sãocomponentes multifuncionais do edifício. (Figura 5.5) 10
  11. 11. Universidade Presbiteriana Mackenzie Figura 5.5 : University of East Anglia, Norwich, Reino Unido. Fonte: PV SUNRISE (2009)Os painéis fotovoltaicos semi-transparentes de vidro também podem ser coloridos,possibilitando composições na fachada . Segundo a OnyxSolar (2011) dependendo datonalidade da cor do módulo há perda de energia.As figuras 5.6 e 5.7 mostram as diferentes tonalidades de módulos fotovoltaicos. Figuras 5.6 e 5.7: Tonalidades de módulos fotovoltaicos. Fonte: ONYX SOLAR (2011)Segundo Meinhold (2009), um novo tipo de célula solar está sendo desenvolvido pelaGreeSun Energy, em Jerusalém, e pode gerar luz difusa utilizando um painel especializadocolorido. (Figura 5.8). Trata-se de painéis feitos com corantes fluorescentes e denanopartículas de metais que não necessitam de luz solar direta para gerar energia. Taispainéis fluorescentes abrem possibilidades para novos partidos em fachadas fotovoltaicas. Fig 5.8. Módulo colorido fotovoltaico. Fonte: MEINHOLD (2009) 11
  12. 12. VII Jornada de Iniciação Científica - 20115.4. ClarabóiasAs estruturas das clarabóias também são lugares interessantes na aplicação do sistemafotovoltaico por combinarem a vantagem da difusão da luz no edifício e a superfície livre epropícia para a instalação de módulos ou lâminas fotovoltaicas. Neste tipo de aplicação, oselementos fotovoltaicos fornecem tanto luz quanto eletricidade para a construção. Osmódulos fotovoltaicos e as estruturas de apoio utilizados nesse tipo de aplicação sãosemelhantes àqueles utilizados em fachadas semitransparentes de vidro. A figura 5.9 a seguir mostra um exemplo de clarabóia com sistema fotovoltaico. Figura 5.9: Bastad Hotell & Tennis, Bastad, Suécia. Fonte: ERTEX SOLAR (2010)5.5. Sistemas de sombreamentoOs módulos fotovoltaicos de diferentes formas podem ser utilizados como elementos desombreamento sobre as janelas, como parte de uma cobertura de vidro ou como sobre-cobertura. As figuras 5.10 a seguir mostram um exemplo de sistema fotovoltaico desombreamento. Figura 5.10 : Sunbury Building, Ashford, Reino Unido Fonte: BP SOLAR (2010) 12
  13. 13. Universidade Presbiteriana Mackenzie5.6. PisoA OnyxSolar e a Butech (2011) desenvolveram um painel fotovoltaico semi-transparenteque pode ser utilizado como revestimento de piso. (Figura 5.11) Figura 5.11: Piso fotovoltaico. Fonte: DESIGN BUILD SOLAR (2011)6. Referências arquitetônicasA pesquisa detectou nove referências arquitetônicas. Foram escolhidas por apresentarem asmelhores soluções do emprego de placas fotovoltaicas na arquitetura. Os estudos dessasreferências projetuais, discriminadas na tabela 1 a seguir, são importantes para alimentarnovos processos de projeto arquitetônico com objetivos de sustentabilidade no quesitoenergético.TABELA 1- Referências Projetuais e local onde foram empregadas placas fotovoltaicas Uso das placas fotovoltaicasNo. Nome do Edifício Imagens Fonte da imagem Edifício Centro de Pesquisas e Cobertura Desenvolvimento Leopoldo 1. Américo Miguez de Mello Fonte: MELENDEZ (CENPES) (2007, s/p.) Brises Sino-Italian Ecological and 2. Energy Efficient Building (SIEEB) Fonte: GEROLLA (2007) 13
  14. 14. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Fachada3. Colorado Court Project Fonte: CITY OF SANTA MONICA [20--] Fachada GreenPix – Zero Energy Media4. Wall Fonte:GREENPÍX[20--] Cobertura Santa Monica Civic Center5. Parking Structure Fonte: KRISCENKI (2008) Fachada Office Building of SCHOTT6. Iberica Fonte: SCHOTT (2007) Cobertura Talleres y Oficinas de Total7. Energie Fonte: GAUZIN- MULLER (2003) Cobertura8. Edificio Habitat y Trabajo Fonte: GAUZIN- MULLER (2003) Envoltória The Main Stadium for the9. World Games 2009 Fonte: SEBASTIAN (2009) 14
  15. 15. Universidade Presbiteriana MackenzieCONSIDERAÇÕES FINAISEsta pesquisa atingiu seus objetivos ao: identificar soluções arquitetônicas de casosinternacionais que fazem uso de placas fotovoltaicas integradas ao edifício; relacionar ossistemas de geração de energia fotovoltaica encontrados nos projetos de arquiteturaidentificados e registrar as relações entre a linguagem da arquitetura proposta e oselementos onde as placas fotovoltaicas foram acopladas identificando os tipos de aplicaçõesnos componentes construtivos tais como: brise, cobertura, fachada, envoltória, clarabóia,piso, entre outros.Conclui-se que a atual demanda mundial por energia em edifícios requer cada vez maispesquisa e desenvolvimento da integração entre energia e edifício, pois a construção deuma usina fotovoltaica necessita de uma área muito extensa para seu funcionamento e, nocaso da incorporação desta no edifício tem-se uma compactação do espaço e uma maioreficiência energética.Os componentes construtivos estudados não são encontrados no mercado nacional, mas,se os arquitetos se interessarem no emprego destes em seus projetos, brevemente poderãoestar à disposição para serem utilizados com eficiência, devido ao potencial solar do nossoterritório.Os resultados desta pesquisa são importantes por analisarem e divulgarem os componentesconstrutivos com células fotovoltaicas e identificarem arquiteturas internacionais de boaqualidade que já empregam o sistema, minimizando o consumo de energia das construções,na busca dos edifícios e cidades sustentáveis.REFERÊNCIASAUSTRALIAN SOLAR MANUFACTURING - PTYLTD. Disponível em <www.australiansolarmanufacturing.com.au/main/page_information.html> Acesso em 24ago.2010.BP SOLAR. Disponível em: < www.bp.com>. Acesso em 20 out. 2010.BRASIL. Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Atlas de energia elétrica doBrasil / Agência Nacional de Energia Elétrica. – Brasília: ANEEL, 2002.CARDOSO, Francisco F. Certification “Operation HQE Tertiaire 2002” – Certificação de“Empreendimento Comercial de Elevado Desempenho Ambiental 2002”. PCCUSP/CSTB, abr 2003. Disponívelem:<fcardoso.pcc.usp.br/Certificação%20França%20HQE%20portugues.pdf>. Acesso em25 ago. 2010. 15
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