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Fernanda guedes

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Em parceria com a Professora Helena Abascal, publicamos os relatórios das pesquisas realizados por alunos da fau-Mackenzie, bolsistas PIBIC e PIVIC. O Projeto ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA difunde trabalhos e os modos de produção científica no Mackenzie, visando fortalecer a cultura da pesquisa acadêmica. Assim é justo parabenizar os professores e colegas envolvidos e permitir que mais alunos vejam o que já se produziu e as muitas portas que ainda estão adiante no mundo da ciência, para os alunos da Arquitetura - mostrando que ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA.

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  1. 1. Universidade Presbiteriana MackenzieO CAPITAL SOCIAL COMO FATOR NECESSÁRIO À SUSTENTABILIDADE DAVANTAGEM COMPETITIVA E DE RECURSOS SOCIOAMBIENTAIS: UM ESTUDODE CASO DA EMPRESA SUZANO PAPEL E CELULOSEFernanda Guedes Araujo (IC) e Marta Fabiano Sambiase Lombardi (Orientadora)Apoio: PIVIC Mackenzie/MackPesquisaResumoEste estudo tem como objetivo geral identificar a relação entre capital social e a sustentabilidade davantagem competitiva empresarial e de recursos socioambientais na empresa Suzano Papel eCelulose. Para tanto foi realizada uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, por meio de umestudo de caso. A empresa em análise está inserida no setor de papel e celulose, e apresenta ummodelo de gestão que tenta conciliar crescimento e rentabilidade, competitividade e sustentabilidadedo negócio. A partir dos dados coletados foi possível identificar práticas, políticas e relacionamentosconstruídos pela Suzano Papel e Celulose que visam à sustentabilidade dos recursossocioambientais e da vantagem competitiva. Aderências a certificações, participação em institutosnacionais e internacionais, relacionamentos saudáveis com os seus interessados, principalmente coma comunidade, foram algumas das realizações da Suzano, identificadas na pesquisa e que visam asustentabilidade do seu negócio. A pesquisa constatou que a empresa faz uso do seu capital socialpara gerar relações que objetivam a manutenção da vantagem competitiva e dos recursossocioambientais. A comunidade, fornecedores, governo e outras empresas do mesmo setor, ou não,constituem as relações identificadas no estudo. Ainda, essas relações apresentam características dosrecursos que garantem vantagem competitiva à empresa, segundo a Teoria dos Recursos (Barney,1991). Elas são valiosas, raras, não imitáveis e não substituíveis.Palavras-chave: capital social, vantagem competitiva, sustentabilidadeAbstractThis study aims to identify the relation between social capital and the sustainability of the businesscompetitive advantage and the social and natural resources at Suzano Papel e Celulose Company. Toachieve this goal it was held a qualitative research, of exploring nature, through a study of case. Thecompany under review is in the pulp and paper sector, and has a management model that tries toconciliate growth and profitability, competitiveness and sustainability of its business. From thecollected data it was possible to identify practices, policies and relationships built by Suzano Papel eCelulose that aims the sustainability of the social and natural resources and the competitiveadvantage. Adhesions to certifications, participations in nationals and internationals institutes, healthyrelationships with its stakeholders, especially with the community, were some of the achievement ofSuzano that were identified in the research and that aims the sustainability of its business. Theresearch found that the company uses its social capital to create relationships that aims thesustainability of the competitive advantage and natural and social resources. The community,suppliers, the state and other companies from its same sector or not, constitute the relations identifiedon the study. Still, those relationships have the same features that guarantee competitive advantageto the company, according to the Theory of Resources (Barney, 1991). They are valuable, rare, non-imitable and not substitutable.Key-words: social capital, sustainability, competitive advantage. 1
  2. 2. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011INTRODUÇÃOEste artigo tem como objetivo identificar a relação entre capital social e a manutenção davantagem competitiva empresarial e de recursos socioambientais, por meio do estudo decaso da empresa Suzano Papel e Celulose. Esta proposta de estudo é parte empírica deuma proposta teórica sobre as dimensões do Desenvolvimento Sustentável em nívelorganizacional (SAMBIASE LOMBARDI; BRITO, 2007); neste, as dimensões dasustentabilidade organizacional traduzem-se em valores humanos, inovação, capital social.Schmidheiny (1992 apud PUPPIM E WAISSMAN, 2002) coloca que a responsabilidadeempresarial em relação ao meio ambiente deixa de ser compulsória e passa a serestratégica. Segundo a BRACELPA (Associação Brasileira de Celulose e Papel), conciliar oganho econômico com a promoção do bem-estar social e proteção do ambiente é umcaminho que requer disposição estratégica e constância de propósitos. As empresas dosetor de papel e celulose do Brasil vêm se preocupando em manter uma gestão sustentávele socialmente responsável de seu negócio. Unir a sustentabilidade da vantagem competitivacom a sustentabilidade dos recursos socioambientais é o mesmo que buscar o equilíbrio dasdimensões do triple bottom line, termo proposto por Elkington (2004) para alcance dochamado desenvolvimento sustentável; este, um conceito macroambiental que visa manteras condições atuais e futuras quanto o uso e exploração de recursos renováveis e nãorenováveis. Observa-se que, as iniciativas sustentáveis são possíveis por meio daaproximação das empresas com a comunidade, com o governo, e com a criação deparcerias com instituições que compartilham dos mesmos valores e crenças. Esta pesquisamostra, por meio de um estudo de caso, a contribuição do capital social da Suzano Papel eCelulose para implantar e promover práticas sustentáveis em sua atividade, visando garantirtambém vantagens competitivas no seu setor.A questão de pesquisa a ser respondida é: O capital social da empresa Suzano Papel eCelulose contribui para a sustentabilidade da vantagem competitiva empresarial e dosrecursos socioambientais? A justificativa para esta pesquisa científica se dá pelaoportunidade de estudar uma relação pouco encontrada na literatura. Esta, tambémapresenta importância atual na formação das políticas das empresas, no seucomportamento e posicionamento em relação ao mercado.Para cumprir esta investigação foi realizado um estudo de caso na empresa Suzano Papel eCelulose, com tipo de pesquisa exploratório-descritivo e abordagem qualitativa. Este artigoestá estruturado, a partir desta Introdução, com um Referencial Teórico, Informações dosetor de Papel e Celulose, apresentação da empresa Suzano, entrevistas realizadas com 2
  3. 3. Universidade Presbiteriana Mackenziefuncionários da Suzano e análise para se chegar a uma resposta ao problema de pesquisa,seguido de conclusão final.2. REFERENCIAL TEÓRICOPara que seja possível a compreensão e análise do estudo de caso da empresa SuzanoPapel e Celulose, é importante o entendimento dos conceitos Desenvolvimento Sustentável,Capital Social e Vantagem Competitiva, e das relações existentes entre os mesmos.2.1. Desenvolvimento SustentávelO termo desenvolvimento, no âmbito econômico, se difere do termo crescimento por apontarque este último se dá acompanhado de incrementos na renda da população. Sendo assim,“(...) muitos autores atribuem apenas os incrementos constantes no nível de renda comocondição para se chegar ao desenvolvimento, sem, no entanto, se preocupar como taisincrementos são distribuídos.” (OLIVEIRA, 2002, p.38). O desenvolvimento deve serencarado como um processo complexo de mudanças e transformações de ordemeconômica, política e, principalmente, humana e social. Desenvolvimento nada mais é que“o crescimento – incrementos positivos no produto e na renda – transformado parasatisfazer as mais diversificadas necessidades do ser humano, tais como: saúde, educação,habitação, transporte, alimentação, lazer, dentre outras” (OLIVEIRA, 2002, p.40).O conceito de Desenvolvimento Sustentável como sendo “(...) o desenvolvimento quesatisfaz as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futurasgerações de satisfazerem suas necessidades” (BRUNDTLAND,1991,p.5), tornou-se popularapós a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas,1983, ao publicar em 1987 o relatório “Nosso Futuro Comum”, conhecido como o Relatóriode Brundtland. Muitas interpretações surgiram após a sua publicação, e muitos autores, porvezes, “confundem desenvolvimento sustentável com sustentabilidade ecológica - que tem aver somente com a capacidade dos recursos se reproduzirem ou não se esgotarem-;”(BARONI,1992, p.17).2.2. Sustentabilidade nas OrganizaçõesPara as empresas, é importante que a sua postura em relação aos negócios considere oseu desenvolvimento sustentável, que é diferente do crescimento sustentável. O termo“desenvolver sustentavelmente” pode ser encarado como desenvolver economicamentesem desconsiderar os aspectos sociais e ambientais; Claro, Claro e Amâncio (2008)acreditam que desenvolvimento, nesse caso, é um processo de transformação que combinacrescimento econômico com mudanças sociais e culturais, reconhecendo os limites físicosimpostos pelos ecossistemas, fazendo com que as considerações ambientais sejamincorporadas em todos os setores. 3
  4. 4. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Em relação aos colaboradores, é importante que as empresas tentem embutir o conceito desustentabilidade nos seus funcionários. Para Claro, Claro e Amâncio (2008), a escolaridade,o tipo de tarefa desempenhada no trabalho, o discurso e a prática gerencial da empresapodem afetar a interpretação individual sobre o termo sustentabilidade. Além disso, éimportante o conceito de responsabilidade social nas empresas; para tanto, Ashley et al.(2000) afirmam que não basta somente desenvolver a comunidade e preservar o meioambiente, é preciso também que as empresas sejam transparentes em suas relações,invistam no bem estar dos seus funcionários e num ambiente de trabalho saudável, darretorno aos acionistas, entre outras ações.2.3. Capital SocialSobre o capital social, Jacobs (1965 apud NAHAPIET; GHOSHAL, 1998) esclarece que ouso deste termo surgiu, inicialmente, em estudos sociológicos de comunidades, tendo comodestaque, a sobrevivência e o funcionamento de áreas circunvizinhas de uma cidade, hojepodendo ser interpretadas como distritos, cidades próximas e até bairros; cujo foco era acompreensão de redes sólidas que cruzavam relacionamentos pessoais desenvolvidos aolongo do tempo. Nahapiet e Ghoshal (1998) notaram que o capital social desenvolvido pormeio destas relações, proporcionaria confiança, cooperação e ações coletivas, conduzindo àsobrevivência e à empregabilidade das pessoas dessas regiões.A cerca da importância que tem o capital social, Coleman (1988) sugere que, como outrasformas de capital, este é produtivo, fazendo ser possível o alcance de certos fins que emsua ausência não seria possível. Para este mesmo autor (1988), o capital social é definidopela sua função. Não é uma entidade única, mas uma variedade de diferentes entidades,com dois elementos em comum: elas todas consistem de algum aspecto de estrutura social,e elas facilitam certas ações dos atores - sejam pessoas ou corporações – dentro daestrutura. Por fim, o conceito de capital social, que será usado nesse estudo, é o que apontaque este é “a soma dos recursos atuais e potenciais incutidos, disponíveis e derivados darede de relações dotadas de unidades individuais e sociais”; complementando, “capitalsocial consiste tanto na rede como nos ativos que podem ser mobilizados através dosrelacionamentos” (BOURDIEU, 1986; BURT, 1992 apud NAHAPIET; GHOSHAL, 1998).O capital social estabelece redes sociais que proporcionam troca de informações entre oselementos integrantes dessa relação. Para Marteleto e Silva (2004), as redes são sistemascompostos por "nós" e conexões entre eles que, nas ciências sociais, são representados porsujeitos sociais, que podem ser indivíduos, grupos, organizações, etc., conectados poralgum tipo de relação. Porém, “(...) apesar de seu uso ser valorizado, o capital social não 4
  5. 5. Universidade Presbiteriana Mackenziepode ser trocado facilmente. Amizades e obrigações não passam prontamente de umapessoa para outra.” (NAHAPIET; GOSHAL, 1998, p. 244).Para que as amizades e as obrigações citadas acima sejam transmitidas, é importante apresença de confiança no indivíduo o qual um ator se relaciona. Esta, para Hagen e Choe(1998 apud CASELANI, 2009), são expectativas positivas em relação ao outro. Aliando esteconceito ao capital social Nahapiet e Ghoshal (1998) alega que a confiança pode serinterpretada como um resultado alcançado por meio do capital social.Aplicando capital social para dentro do contexto organizacional, Coleman (1988 apudNAHAPIET; GHOSHAL, 1998) afirma que um grupo no qual exista uma grande relação deconfiança e fidelidade tem maiores condições de realizar ações do que um grupo no qualestes elementos não estejam presentes, pois esses dois atributos podem proporcionar maisunião e segurança ao grupo; nessas circunstâncias, o capital social evolui e cria condiçõespara a sua melhor atuação e contribuição para a organização. No contexto organizacional,Coleman (1993) explica que tanto pessoas como as organizações podem ser atores, estesúltimos são atores corporativos; as relações entre atores corporativos podem constituircapital social para elas também.2.4. Vantagem Competitiva e o Capital SocialDe acordo com Kupfer (1992), o termo competitividade pode ser conceituado em doisâmbitos: o macroeconômico e o microeconômico. No primeiro enfoque, competitividadeaparece como a capacidade de economias nacionais de apresentarem certos resultadoseconômicos, em alguns casos puramente relacionados com o comércio internacional, emoutros, mais amplos, com a elevação de nível de vida e o bem estar social (CHUDNOVSKY,1990, p. 8 apud KUPFER, 1992, p.1). No enfoque microeconômico, alinham-se as definiçõesde competitividade centradas sobre a firma. São as definições que associamcompetitividade à aptidão de uma firma no projeto, produção e vendas de um determinadoproduto em relação aos seus concorrentes (KUPFER, 1992, p.1).A posição em destaque de uma empresa no mercado, devido a um fator que lhe difere desuas concorrentes, a coloca em uma situação de vantagem competitiva. O termo vantagemcompetitiva não apresenta um conceito único, estando sujeito a diversas interpretaçõespelos estudiosos. Vasconcelos e Brito (2004) explicam que, apesar de quase onipresentenos trabalhos de estratégia e áreas correlatas, o conceito de vantagem competitiva continuasendo foco de debate na academia por não possuir uma definição aceita por consenso.Vasconcelos e Cyrino (2000) afirmam que na concepção econômica neoclássica, avantagem competitiva, ou seja, resultados sólidos que se apresentam acima da média, éconsiderada um epifenômeno: seja um acidente excepcional, seja uma imperfeição 5
  6. 6. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011temporária do funcionamento dos mercados. Diferente desta última visão, vários estudiosospassaram a relacionar vantagem competitiva com as estratégias realizadas pelas empresasno seu setor. Diante das diversas teorias que relacionam a influência da estratégiaempresarial com a sua vantagem competitiva, este estudo irá apoiar-se na Teoria dosRecursos, teorizada por Barney (1991). A escolha desta corrente se deve pela sua relaçãocom o Capital Social e Sustentabilidade.A Teoria dos Recursos ou Resource Based View (RBV) surgiu durante os anos 1980, eVasconcelos e Cyrino (2000) alegam que a proposição central dessa corrente é que a fonteda vantagem competitiva se encontra primariamente nos recursos e nas competênciasdesenvolvidos e controlados pelas empresas, e secundariamente na estrutura das indústriasnas quais elas se posicionam.Para Helfat e Peteraf (2003), um recurso se refere a um ativo ou entrada para produção(tangível ou intangível) que uma organização possui, controla, ou tem acesso diante de umabase semi-permanente. Na Teoria dos Recursos, a vantagem competitiva está na eficiênciae no melhor aproveitamento no uso desses recursos pelas empresas, de forma que lheproporcionem destaque no mercado. Para Barney (1991), a firma é dita ter a vantagemcompetitiva quando está implementando uma estratégia de criação de valor, nãosimultaneamente sendo implementada por nenhum concorrente vigente ou em potencial equando essas outras firmas são incapazes de duplicar os benefícios dessa estratégia.Segundo a Teoria dos Recursos: (...) o recurso de uma firma deve ter quatro atributos: (a) este deve ser valioso, no sentido que ele explora oportunidades e/ ou neutraliza ameaças num ambiente de uma firma, (b) este deve ser raro no âmbito da competição potencial e vigente da firma. (c) este dever ser difícil de imitar, e (d) não pode haver estrategicamente substitutos equivalentes para este recurso que seja valioso, mas que não seja raro ou difícil de imitar (BARNEY,1991, p.105).Quanto à sustentabilidade desta vantagem competitiva, Barney (1991) explica que para estaúltima ser ou não sustentável depende da possibilidade de duplicação competitiva dosrecursos. Analisando o capital social no contexto competitivo, percebe-se que as relaçõessociais da empresa podem proporcionar vantagem competitiva sustentável, afirmamRamachandran e Jha (2007). Estes autores (2007) alegam que a rede de contato social dafirma é parte do seu ativo valioso, raro, não imitável e não substituível, que pode contribuirpara a seu desempenho em longo prazo, ao proporcionar certas vantagens competitivas quesão sustentáveis durante um longo período de tempo.2.5 O Capital Social e o Desenvolvimento SustentávelPara perceber a relação que existe entre capital social e desenvolvimento sustentável, esteprimeiro servindo como auxílio ou suporte para a formação do segundo, Cândido (2008) 6
  7. 7. Universidade Presbiteriana Mackenzieexplica que o capital social existente em um território deve ser levado em consideração paraa realização de um efetivo desenvolvimento sustentável, na medida em que o bom êxitodesse desenvolvimento depende do envolvimento e engajamento da população local, sem aqual ele não acontecerá. Dessa maneira, o capital social é fator relevante para a tentativa deconstrução e implantação do desenvolvimento sustentável real, este partindo por iniciativagovernamental, organizacional, ou até individual.Rattner (2010) refere-se à crescente importância e abrangência do capital social, citandoque em todos os debates travados nos últimos anos, o conceito de Capital Social temocupado espaço crescente, devido à percepção de seus impactos na reformulação daspráticas de desenvolvimento. O relacionamento entre o capital social e desenvolvimentosustentável, dois temas considerados relativamente recentes em discussões, é descrito porCândido (2008) da seguinte maneira: Diante de tais considerações acerca do tema em análise e das diversas visões expostas verifica-se a interligação existente entre a temática do capital social e da sustentabilidade, uma vez que quanto maior o nível de capital social numa dada localidade, região e/ou país, melhores serão os índices de desenvolvimento sustentável e conseqüentemente, maior a favorabilidade para existência de ações e práticas que corroborem para o desenvolvimento local sustentável (CÂNDIDO, 2008, p.4).A seguir, os procedimentos metodológicos informam como a pesquisa foi realizada pelométodo científico.3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOSOs procedimentos metodológicos do projeto de pesquisa contemplam: tipo da pesquisa;método e técnicas da pesquisa; plano amostral; instrumento de coleta de dados; tratamentoe análise dos dados (TGI, 2007). Estes elementos foram elaborados de forma a cumprir ainvestigação proposta, que tem por objetivo geral identificar a relação entre capital social e amanutenção da vantagem competitiva empresarial e de recursos socioambientais, por meiodo estudo de caso da empresa Suzano Papel e Celulose. Para tanto os seguintes objetivosespecíficos foram cumpridos: (1) Levantar as políticas, estratégias e resultados da SuzanoPapel e Celulose para a manutenção de recursos socioambientais; (2) Analisar situação daSuzano diante do setor de papel e celulose; (3) Levantar as estratégias e resultados daSuzano Papel e Celulose para a manutenção da vantagem competitiva empresarial; (4)Levantar as políticas, estratégias e práticas de capital social na Suzano Papel e Celulose;(5) Analisar se as políticas e práticas de capital social da Suzano influenciam a manutençãode recursos socioambientais e da vantagem competitiva econômica.Este estudo propõe uma relação de dependência entre as variáveis, onde capital social daempresa Suzano Papel e Celulose é a variável independente e sustentabilidade da 7
  8. 8. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011vantagem competitiva empresarial e de recursos socioambientais são as variáveisdependentes. A manutenção, ao longo do tempo, das dimensões econômicas, sociais eecológicas proporcionaria longevidade tanto das empresas como do setor.Fukuyama (1999) diz que uma das grandes fraquezas do conceito do constructo capitalsocial é a ausência de consenso em como medi-lo. Pelo lado da vantagem competitiva, Britoe Vasconcelos (2004) apontam para a variedade de indicadores de desempenho utilizadospara medi-la; e quando se trata de mensurar recursos socioambientais, a questão secomplica ainda mais. Dessa forma, o tipo de pesquisa proposto para este projeto é oexploratório-descritivo, que segundo Godoy (1995 apud TGI, 2007), é indicado quando seestá lidando com problemas pouco conhecidos, caracterizando a pesquisa de cunhoexploratório; além disso, por partir de uma proposta teórica (SAMBIASE LOMBARDI;BRITO, 2007) acerca das dimensões do Desenvolvimento Sustentável no nível dasorganizações, a pesquisa possui um caráter descritivo também.Dentre os métodos de investigações, o escolhido para este projeto é o Estudo de Caso, que“tem sido uma estratégia de pesquisa de crescente utilização nas áreas de Administração ede Ciências Contábeis, porque trata com ambientes organizacionais delimitados econtrolados que ajudam a entender os fenômenos de uma maneira concreta e objetiva”(TGI, 2007); a abordagem de pesquisa adotada foi a qualitativa.A escolha da amostra pode ser facilitada, pensando-se primeiramente na unidade dereferência e no nível de análise (TGI, 2007); o nível de análise da pesquisa estará centradonas relações das empresas Suzano com os diversos stakeholders visando à manutenção desua posição competitiva e dos recursos socioambientais. Como técnica de coleta e dados,foi adotada a pesquisa em dados secundários para conhecimento da Suzano e entrevistascom funcionários da mesma. A etapa seguinte consistiu em selecionar o instrumento decoleta dos dados para os dados primários, o qual foi elaborado num processo detriangulação (ver Quadro 1) que envolveu a interligação entre teoria, objetivos da pesquisa equestões do roteiro de entrevista semi-estruturado. 8
  9. 9. Universidade Presbiteriana MackenzieObjetivos específicos Teoria Questão “Devido ao agravamento de problemas sociais e ambientais por Desde quando a Suzano todo o planeta – desemprego, exclusão, poluição, exaustão de começou a introduzir a recursos naturais – e à dificuldade dos governos de solucioná- política de sustentabilidade e los, as forças da sociedade estão passando por um processo de responsabilidade social Levantar as políticas, reorganização. É neste contexto que as empresas sentem a corporativa na estratégia e naestratégias e resultados pressão para adotarem uma postura socialmente responsável na operação da empresa? da Suzano Papel e condução dos seus negócios.” (COUTINHO; SOARES, 2002, p.1) Celulose para amanutenção de recursos Ashley et al. (2000) afirmam que não basta somente desenvolver Como estas políticas são socioambientais; a comunidade e preservar o meio ambiente, é preciso também definidas na empresa? Você que as empresas sejam transparentes em suas relações, poderia relatar as principais invistam no bem estar dos seus funcionários e num ambiente de políticas de DS já implantadas trabalho saudável, dar retorno aos acionistas, entre outras ações. na empresa? Objetivos específicos Teoria Questão Para Barney (1991), a firma é dita ter a vantagem competitiva As práticas sustentáveisLevantar as estratégias e quando está implementando uma estratégia de criação de valor, adotadas pela Suzano, desde resultados da Suzano não simultaneamente sendo implementada por nenhum a plantação até colheita das Papel e Celulose para a concorrente vigente ou em potencial e quando essas outras árvores, bem como outrosmanutenção da vantagem firmas são incapazes de duplicar os benefícios dessa estratégia. tipos de ações, sãocompetitiva empresarial; desenvolvidas por quais meios? Cândido (2008) explica que o capital social existente em um Qual o papel dos território deve ser levado em consideração para a realização de relacionamentos externos da um efetivo desenvolvimento sustentável, na medida em que o Suzano para as políticas de bom êxito desse desenvolvimento depende do envolvimento e DS e RSC? Levantar as políticas, engajamento da população local, sem a qual ele não acontecerá.estratégias e práticas decapital social na Suzano Papel e Celulose; Nahapiet e Ghoshal (1998) notaram que o capital social Você acredita que a desenvolvido por meio destas relações, proporcionaria confiança, cooperação é importante para cooperação e ações coletivas, conduzindo à sobrevivência e à conhecimento e implantação empregabilidade das pessoas dessas regiões. da sustentabilidade na empresa? De acordo com Ramachandran e Jha (2007) a rede de contato Você acha possível manter social da firma é parte do seu ativo valioso, raro, não imitável e vantagem competitiva e ao não substituível, que pode contribuir para a seu desempenho em mesmo tempo os recursos longo prazo, ao proporcionar certas vantagens competitivas que socioambientais por meio de são sustentáveis durante um longo período de tempo. relacionamentos valiosos eAnalisar se as políticas e duradouros?práticas de capital socialda Suzano influenciam amanutenção de recursos Para Claro, Claro e Amâncio (2008), a escolaridade, o tipo de Por que você, como gestor, socioambientais e da tarefa desempenhada no trabalho, o discurso e a prática acredita que é importante vantagem competitiva gerencial da empresa podem afetar a interpretação individual hoje a comunicação da econômica. sobre o termo sustentabilidade. Suzano com os seus principais stakeholders tratar do tema sustentabilidade e responsabilidade socioambiental de modo estratégico? Quadro 1: Triangulação para elaboração do roteiro de entrevista. Fonte: AUTORES, 2011.As entrevistas foram gravadas e transcritas para prosseguimento da análise, que se deupela análise de conteúdo, fundamentalmente. A seguir, é feita uma apresentação daempresa e seu setor de atuação, seguido das análises das entrevistas.4. ESTUDO DE CASO: SUZANO PAPEL E CELULOSEDe acordo com a BRACELPA (2010), o setor florestal brasileiro é um dos maisdesenvolvidos e competitivos do mundo. Detém 6,3 milhões do plantio global, eaproximadamente um terço desta área é de florestas para a celulose e papel, sendo parte 9
  10. 10. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011dela de produtores independentes integrantes de programas de parcerias florestais queabastecem o setor. Este setor é representado principalmente pelas empresas: Suzano Papele Celulose, Klabin, Fibria, VCP, e entre outras, como a International Paper.A FAE Business (2001) alega que as principais estratégias deste setor são: concentração(fusões e aquisições, concentração produtiva, reestruturação produtiva e fechamento deunidades); verticalização (integração da cadeia produtiva e consolidação patrimonial);reflorestamentos; desenvolvimento de fibras; escala de produção e capacitação tecnológica.Para que haja a produção da celulose, utiliza-se o eucalipto e o pinus, e, segundo aBracelpa (2010), estas são responsáveis por mais de 98% do volume produzido. Sobre aforma de manejo, a Bracepla (2010) alega que as florestas são plantadas atendendo amanejos sustentáveis; este reduz os impactos ambientais e promove o desenvolvimentoeconômico e social das comunidades vizinhas.Em contrapartida, mesmo que as empresas aleguem que a sua atividade é sustentável eagride pouco ao meio ambiente, há questões ecológicas neste setor que ainda não estãototalmente claras aos ambientalistas, como a homogeneidade das florestas. Andrade (2001apud OLIVEIRA; WAISSMAN, 2002) alertam sobre a extensão de terra apropriada paraabastecer a indústria de papel e celulose, o elevado consumo de água para a atividade, esobre os impactos sobre a biodiversidade local e, ainda, sobre a fauna e flora nativas.Segundo o site institucional da empresa Suzano Papel e Celulose, esta apresenta ummodelo de gestão que procura conciliar crescimento e rentabilidade, competitividade esustentabilidade do negócio. Como pilares que sustentam este modelo de gestão seencontram: governança corporativa, responsabilidade socioambiental e inovação.Segundo o Relatório de Sustentabilidade de 2009 (SUZANO_RS, 2009) da Suzano, esta éconsiderada como a segunda maior produtora global de celulose de eucalipto e uma dasdez de celulose de mercado. Tem 86 anos, e sua gestão é focada na sustentabilidade, aqual se reflete nas dimensões do triple bottom line: Nossa gestão focada na sustentabilidade, o que significa atribuir importância às dimensões econômico-financeira, social e ambiental, de forma a ampliar a competitividade dos negócios, contribuindo, ao mesmo tempo, para a preservação do meio ambiente e solidificando relacionamentos respeitosos com todos os nossos públicos (SUZANO_RS, 2009).5. TRATAMENTO E ANÁLISE DAS ENTREVISTASForam realizadas duas entrevistas com funcionários da Suzano Papel e Celulose, Sr. Gestor1, formado em Jornalismo, ocupa a função de gerente de sustentabilidade da Suzano etrabalha há três anos e meio anos na empresa; e a Sra. Gestora 2, formada em ServiçoSocial, ocupa a função de supervisora de comunicação interna e trabalha há doze anos naempresa. Estas pessoas foram escolhidas porque eram as mais indicadas por seu 10
  11. 11. Universidade Presbiteriana Mackenzieconhecimento das estratégias e ações da sustentabilidade praticadas na Suzano. Não ésimples encontrar colaboradores que detém informações das dimensões econômicas,sociais e ecológicas.Após introdução sobre a sustentabilidade na Suzano, a análise das entrevistas foi guiadapelos objetivos específicos, integrando propósito da pesquisa e achados empíricos.5.1 Políticas e estratégias para a sustentabilidade na SuzanoSegundo o Sr. Gestor 1, a cultura sustentável na empresa é algo que está no seu DNA1. Istose deve porque seus fundadores, de origem judaica, sempre tiveram a preocupação com omeio ambiente e com os aspectos sociais envolvidos na empresa. As estruturas da empresavoltadas para a sustentabilidade datam de 1980, com as gerências do meio ambiente, logoquando começou a surgir a legislação ambiental. A fábrica da Suzano Papel e Celulose,localizada em Mucuri, foi a primeira empresa do setor de papel e celulose do hemisfério sula ter a certificação ISO 14000 (ver Quadro 3). Hoje a política de sustentabilidade na Suzanoé guiada pelos 38 princípios norteadores para atuação da Sustentabilidade na empresa;estes princípios se encontram no Plano Diretor de Sustentabilidade, e estão em processo detransformação para ações de desenvolvimento sustentável na empresa. Este plano,implantado em 2010, tem o intuito de organizar as questões de sustentabilidade da Suzano.Outro aspecto que contribui para que a sustentabilidade esteja no DNA da Suzano é opróprio negócio. Como explicado pelo Sr. Gestor 1: "A gente lida com recurso natural, que é a floresta plantada. Então, você planta florestas e usa o solo, você depende de água, depende de condições climáticas, você tem uma atuação, como você planta floresta em diversos municípios, então você tem uma presença forte em vários municípios, com fazendas, tal. Então, você acaba tendo uma interferência aí, nessas questões do desenvolvimento sustentável, pelo próprio negócio da gente.”Relacionando tal aspecto à teoria de desenvolvimento sustentável, pode-se afirmar que umdos motivos pelo qual a Suzano se preocupa com a questão da sustentabilidade do seunegócio, é que seus recursos são limitados e a sua atividade necessita de um meioambiente favorável. O Relatório de Brundtland (1991) deixa clara a importância que tem ouso dos recursos limitados de modo responsável, para que, no futuro, as necessidades dasgerações sejam atendidas. Especificamente neste caso, a necessidade da Suzano é acontinuidade do seu negócio, lhe proporcionando condições de lucratividade. DNA: do inglês desoxirribonucleic acid (ácido desoxirribonucleico), é parte constituinte dos genes.1Estes últimos são informações hereditárias passadas de geração a geração (AMABIS, 2006). 11
  12. 12. VII Jornada de Iniciação Científica - 20115.2 Definição e implantação de políticas de sustentabilidade na SuzanoA empresa apresenta em seu interior uma estrutura de comitês e subcomitês. Entre oscomitês, como o de inovação, de gestão integrada, existem os de sustentabilidade e ocomitê socioambiental. As políticas são criadas por grupos de trabalho ligados a essescomitês e são aprovadas pelos mesmos. Os comitês contam com a participação de um oudois diretores da empresa, e depois de aprovar as políticas elas podem ser disseminadaspara a companhia. No caso de políticas mais estratégicas, como o plano diretor desustentabilidade, foi necessária a aprovação do conselho de administração da empresa,onde estão os acionistas e conselheiros independentes da Suzano. As políticas sãoexecutadas por toda a empresa. No caso das políticas de Responsabilidade SocialCorporativa há uma série de diretrizes; dentre as citadas pelo Sr. Gestor 1 estão: aambiental, de saúde e segurança. As políticas trazem diretrizes de atuação em cada área, evão se tornando procedimentos. Assim, a compra de terras segue critérios socioambientaise o monitoramento de micro bacias segue as políticas da área de ambiente florestal.As políticas de sustentabilidade são disseminadas por toda a empresa, inclusive nas salasde reunião. Nestas, há quadros pendurados com explicações sobre as políticas deresponsabilidade social. As políticas tratam de questões internas e externas à Suzano,focadas em responsabilidade social – valorização e justiça social; saúde e segurança paraos trabalhadores e qualidade e meio ambiente – uso de recursos e consumo consciente.As áreas mais importantes para a criação de política de desenvolvimento sustentável naempresa são: Recursos Humanos/Comunicação Sustentabilidade Relações Institucionais Interna Lida com pessoas, nessa Permitiu a construção de um Importante para o questão de relações de cenário que envolve políticas, desenvolvimento das Contribuições qualidade, de segurança e tanto para questões de políticas criadas pela área integridade, que são alguns operações como na indústria de Sustentabilidade. dos nossos valores. e na floresta. Quadro 2: Contribuições das áreas para a política de desenvolvimento sustentável na empresa. Fonte: AUTORES, 2011.Outra Política, não menos importante para o desenvolvimento sustentável, é o Código deConduta (SUZANO_CONDUTA, 2011). Este vale para todos os funcionários e parceiros daempresa, como fornecedores, clientes, comunidades com a qual a empresa se relaciona;traz questões como: repúdio à corrupção, questão de apoio partidário, e de governança.5.3 Execução das políticas de sustentabilidade na SuzanoA Suzano possui uma gerência executiva de Sustentabilidade, que responde para o Diretorde Unidade Florestal. Ainda, há cinco gerentes voltados ao tema, os quais quatro são os 12
  13. 13. Universidade Presbiteriana Mackenziegerentes socioambientais e estão espalhados nos locais onde a Suzano tem fábrica efloresta. Ou seja, no estado de São Paulo há um em Suzano, em Embu e Limeira; emMucuri, na Bahia, existe outro gerente socioambiental, e abaixo dele há o gerente de meioambiente, o gerente responsável pela parte social e outro pela parte de responsabilidadesocial; e, recentemente criou-se um gerente socioambiental responsável pelo Piauí eMaranhão. Além dessas gerências, há também uma gerência mais corporativa, a qual o Sr.Gestor 1 faz parte. Esta fica no escritório em São Paulo e o entrevistado cita que representaa empresa em eventos e nas redes de desenvolvimento sustentável.Esta gerência corporativa, também é uma gerência de Inteligência, pois ela lida cominformações da área de Sustentabilidade. As informações são colhidas e fornecidas pelasgerências, em sua atuação, tanto em projetos ambientais e sociais, geram indicadores einformações. Esta área gera conhecimento à diretoria, para tomada de decisões.As gerências socioambientais atuam com projetos sociais nas comunidades, muitas vezesem parcerias com ONGs e com consultorias, por exemplo. Um caso são os monitoramentosde água de microbacias. Geralmente é uma consultoria que os fazem, e o técnicoacompanha o procedimento; quando acaba a consultoria, há um monitoramento pelo técnicoda Suzano, para ver como está o local e os resultados da consultoria.5.4 Desenvolvimento de práticas sustentáveis pela Suzano, desde a plantação atécolheita das árvores.O Sr. Gestor 1 também cita as oportunidades de troca de informações e experiências comoutras empresas em fóruns que participa em prol da sustentabilidade. Segundo o ele, muitascertificações ocorrem por demanda dos clientes e por convites; ainda a Suzano possuiinfluência quanto às demais empresas, gerando seguidores para uma certificação. Comentários do Certificação O que é? entrevistado Constitui os requisitos para os sistemas de gestão da qualidade. É globalmente um padrão para prestação de "Acho que todo ISO 9001 garantias para satisfazer os requisitos de qualidade e mundo hoje em dia aumentar a satisfação do cliente no relacionamento com os tem, já virou default." clientes-fornecedores. Constitui os requisitos para os sistemas de gestão ambiental, "A gente é pioneiro na ISO 14001 tem relevância global para as organizações que tem o intuito ISO 14001." de operar de forma ambientalmente sustentável. Certificação de um empreendimento florestal, por uma organização independente, a certificadora, verificando os FSC - cumprimentos de questões ambientais, econômicas e sociais que fazem parte dos Princípios e Critérios do FSC. A certificação S.A 8000 é uma certificação de padrões baseada em um conjunto de normas internacionais, como as SA8000 convenções da International Labour Organisation (ILO), da - Declaração dos Direitos Humanos e na Convenção nos Direitos das Crianças. 13
  14. 14. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 "(...) nem todo mundo A OHSAS (Occupational Health and Safety Management tem, ela é bem OHSAS 18000 System) é uma certificação que tenta garantir a saúde, interessante de higiene e segurança ocupacional. certificação." Tem o objetivo de certificação do manejo florestal e da cadeia de custódia, atendendo aos critérios e indicadores prescritos Cerflor nas normas elaboradas pela ABNT e que são integradas ao - Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade e ao Inmetro. Quadro 3: Certificações da Suzano Papel e Celulose. Fonte: AUTORES, 2011. Empresas Setor Vale Mineração Walmart Supermercados Natura Cosméticos Alcoa Mineração e Metalurgia Itaú Bancário Concorrentes Papel e Celulose Quadro 4: Empresas que a Suzano pratica o benchmarking. Fonte: AUTORES, 2011.Para aproximar-se de seus clientes, a Suzano tem o costumer meetings, que é uma reuniãode clientes onde são discutidos temas variados. Nestes encontros, o Sr. Gestor 1 diz que:"Sustentabilidade acaba sempre sendo um tema forte.". O entrevistado ressalta que a áreade suprimentos dá importância para a questão da sustentabilidade com os seusfornecedores. Hoje existe o encontro anual com fornecedores que é o Prêmio FornecedoresSuzano. O evento, além de premiar alguns fornecedores com prêmio que podem favorecerseu desenvolvimento, é um momento de discutir alguns assuntos, como o deresponsabilidade social, Prêmio Nacional de Qualidade, entre outros. Além dos incentivos, aSuzano exige também a qualificação de seus fornecedores, estes são monitorados,respondem questionários com perguntas socioambientais e projetos sociais. Existemavaliações periódicas de seus fornecedores e programas de desenvolvimento dos mesmos.O entrevistado ressalta a importância do governo, havendo na empresa uma área voltadapara relacionar-se com o mesmo. No entanto, o público que considera mais importante, é acomunidade: “(..) a gente tem florestas espalhadas por várias comunidades. Temcomunidades que ficam no meio das plantações de eucalipto. E aí, esse relacionamento émuito feito pelas gerências socioambientais nas localidades”.No quadro 5, estão as instituições mais importantes para a empresa, ONGs, parceiros comoo Instituto ETHOS e o Pacto Global, e consultorias. 14
  15. 15. Universidade Presbiteriana Mackenzie Instituição Características Ins tituto que tem com o m is s ão m obilizar, s ens ibilizar e ajudar as em pres as a gerir s eus negócios de form a s ocialm ente res ponsável, tornando-as parceiras na cons trução de uma s ociedade sus tentável e justa. A Global Com pact é um a iniciativa de política es tratégica para os negócios que s ão com prom etidos em alinhar as suas operações e estratégias com dez princípios univers alm ente aceitos nas áreas de direitos humanos , trabalho, m eio am biente e anti-corrupção. A Nature Conservancy é a organização líder em cons ervação trabalhando ao redor do mundo para proteger ecologicam ente im portantes terras e águas para a natureza e as pes s oas . O WWF-Bras il é uma organização não-governamental brasileira que vis a cons ervar a natureza para as s im poder conciliar a atividade hum ana com a cons ervação da biodivers idade, além de incentivar o us o racional dos recurs os naturais para o benefício da população hoje e das gerações futuras . A CI é um a organização privada, sem fins lucrativos, dedicada à cons ervação e utilização sus tentada da biodiversidade. Vis a promover o bem -estar hum ano fortalecendo a s ociedade no cuidado responsável e sus tentável para com a natureza. A CI tem um a base s ólida de ciência, parcerias e experiências de cam po. O Movim ento Bras il Com petitivo bus ca contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira, prom ovendo a com petitividade no Bras il. Para cum prir o papel de cons trutor de capital social, o MOBC sus tenta a ética, o foco em res ultado e tranparência. Quadro 5: Parceiros importantes da Suzano Papel e Celulose. Fonte: AUTORES, 2011.5.5 Relacionamentos externos da Suzano e as políticas de DS e RSCSobre a importância que tem a cooperação para o conhecimento e implantação dasustentabilidade na empresa, o Sr. Gestor 1 declara: "(...) ninguém resolve os problemas de uma comunidade sozinho. A Suzano não vai conseguir fazer isso sozinha. E às vezes a comunidade também, ou alguma ONG na comunidade, ou uma liderança naquela comunidade não consegue fazer sozinho também. Então, se entra a empresa junto com a ONG, junto com a liderança comunitária, junto com o poder público, a chance de a gente conseguir reverter alguma situação, ou promover o desenvolvimento sustentável de uma comunidade é bem maior do que cada uma isoladamente.(...) eu acho que tem que ser feito em conjunto."Para que a empresa dê continuidade e mantenha seus contatos externos para a realizaçãode práticas de sustentáveis é muito importante a integridade do parceiro, revela oentrevistado. “Tem que ser um parceiro íntegro, ético, reconhecido no mercado. A gentesempre busca referências (...).”A importância que tem estrategicamente a posição da Suzano como uma empresa que sepreocupa com o meio ambiente, com as questões sociais e econômicas refletem noposicionamento dos seus clientes ao escolherem uma empresa deste setor. O entrevistadorelata que internacionalmente esta questão é muito forte, como se vê no trecho abaixo: “O que a gente sabe é que alguns clientes colocam claramente que se relacionam com a Suzano por conta dessa preocupação socioambiental que a gente tem, 15
  16. 16. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 principalmente clientes europeus. Eles compram da gente pela preocupação que a gente tem, pelas certificações que a gente tem. Aí, a gente vê claramente o impacto positivo da sustentabilidade para o nosso negócio, principalmente na Europa. EUA, bem menos. Ásia está começando agora e Brasil, alguns.”Para o Sr. Gestor 1, além do aval da licença ambiental, é necessário também o aval dacomunidade. Apesar de não ser um aval formal, sem este, vários problemas podem surgir,como conflitos com a comunidade.A minimização de riscos, como o de incêndios, também é outro fator importante para que aempresa mantenha uma relação satisfatória com a comunidade. Para a Suzano éimportante que esta seja consciente da atividade do setor. Como relata o Sr. Gestor 1: "(...) acho que, quando a gente entra em uma comunidade, eu acho que não interessa para uma empresa estar saudável no meio de uma comunidade que está passando dificuldades. Não existe empresa saudável no meio de uma sociedade doente. Então, eu acho que é interessante para a Suzano que, quando ela entre em uma comunidade, que ela procure também desenvolver essa comunidade, para que todo mundo cresça junto. É partilhar valor (...)”Fazer com que a comunidade se sinta parte das mudanças ocorridas no ambiente devido àchegada da Suzano, bem como desenvolver a mão de obra local é muito importante; esteúltimo não só para beneficiar a Suzano, mas para beneficiar a comunidade local também.5.6 Comunicação interna e a sustentabilidade na SuzanoA comunicação interna da Suzano está dividida em três grandes processos: presenciais,impressos e via web, podendo este último ser interno e externo. A área de comunicaçãointerna faz parte da estrutura de Recursos Humanos, promovendo suporte a treinamentos,eventos dentro das áreas entre outras funções. Para poder comunicar-se com os clientesinternos, a área tenta adaptar a linguagem e o conteúdo dos informativos, para que aspessoas que os leem estejam satisfeitos.Muitos dos valores da Suzano estão ligados com as questões de responsabilidade social esustentabilidade. As pessoas que trabalharam na empresa devem compartilhar com osvalores da mesma. Sobre isto, a Sra. Gestora 2 alega que se o funcionário não estiveralinhado com os valores da empresa, esta nunca vai conseguir passar para fora de casaaquilo que é." Valores da Suzano Flexibilidade e agilidade Relações de qualidade Humanismo e diversidade Responsabilidade socioambiental Liderança Segurança, saúde e qualidade de vida Comprometimento Inovação e pioneirismo Quadro 6: Valores da Suzano. Fonte: AUTORES, 2011 – com base no SUZANO_RS, 2009. 16
  17. 17. Universidade Presbiteriana Mackenzie5.7 Comunicação com stakeholdersA relação com os stakeholders da Suzano, segundo a Sra. Gestora 2, impacta na imagem ena confiança que estes têm na empresa. Segundo a entrevistada, para que o investidorescolha a Suzano é necessário se tratar do tema sustentabilidade e de responsabilidadesocioambiental em sua comunicação. Ela complementa sobre a base encontrada nosrelacionamentos da empresa com seus stakeholders; esta aborda o tema sustentabilidade: "Então, se eu não tenho essa base, eu não vou ter o investidor investindo na empresa, eu não vou ter fornecedores alinhados com tudo aquilo que eu prego com os meus valores. (...) Na verdade, eu acho que ela abrange o relacionamento com os stakeholders, a forma como você trata o seu funcionário, a forma como você lida com as suas operações de forma planejada, respeitando o meio ambiente, respeitando as limitações e os impactos que você vai causar no meio em que você vive, desde a comunidade onde você está inserido, até o impacto no país, as políticas do país, na realidade de um país."5.8 Manutenção da vantagem competitiva e recursos socioambientaisAo se tratar da possibilidade de manter vantagem competitiva e recursos socioambientaispor meio de relacionamentos valiosos e duradouros, o Sr. Gestor 1 afirma que é um fator demercado, hoje, ser sustentável é, “(...) mais do que aparecer bonito na foto.”.Para a Sra. Gestora 2, é possível a manutenção da vantagem competitiva e dos recursossocioambientais por meio de relacionamentos valiosos e duradouros, pois para ela umcrescimento sem a preocupação com a sustentabilidade se torna raso. "É um crescimentosólido. Talvez um pouco menos acelerado como outros crescimentos competitivos (...). Masele é sólido, tem base, e, é contínuo, eu acho.", diz a Sra. Gestora 2.No gráfico a seguir, pode-se ver que o aumento do investimento em responsabilidadesocioambiental vem acompanhado do aumento do lucro líquido da empresa, salvo os efeitosda crise de 2008, que atingiram o setor de papel e celulose. Não se quer dizer,necessariamente, que o crescimento de um está ligado ao outro, porém demonstra-se quepode ser viável ser uma empresa lucrativa e competitiva tomando decisões sustentáveis esuprindo questões socioambientais.Figura 1: Evolução do Lucro Líquido e do Investimento em Responsabilidade Socioambiental da Suzano. Fonte: AUTORES, 2011 – com base no SUZANO_RS, 2009. 17
  18. 18. VII Jornada de Iniciação Científica - 20116. CONCLUSÃOAs empresas, nos últimos anos, ao executarem suas atividades, vêm se preocupando nãosomente com os interesses de seus proprietários, com as obrigações legais com os seusfuncionários e com o governo. Elas também vêm se preocupando com a redução dosimpactos ecológicos provenientes de sua atividade, e ainda, socialmente, com a criação deoportunidades profissionais para a comunidade.Logo, dentro da esfera empresarial, desenvolver-se com sustentabilidade é um dos grandesdesafios impostos pelas condições ambientais, sociais e políticas nas quais as empresasestão inseridas atualmente. É possível observar que o termo triple bottom line, que abrangeas três dimensões: econômica, social e ecológica, é uma preocupação da Suzano aorealizar suas práticas, seu negócio e ao construir os relacionamentos com seusinteressados.Portanto, a criação de políticas, estratégias e práticas pela Suzano, que visam àmanutenção dos recursos socioambientais, criam condições para obter longevidade nomercado, e, ainda, para atingir seus objetivos de longo prazo.Quando as políticas, estratégias e práticas de capital social na Suzano Papel e Celuloseforam levantadas, foi possível perceber que esta preza pela manutenção derelacionamentos saudáveis, principalmente com a comunidade. Ao basear seusrelacionamentos em temas como sustentabilidade e responsabilidade social, a Suzano estáalinhando seus valores com aqueles que são relacionados à empresa, assim como estáatendendo a uma demanda de seus investidores pela sustentabilidade no negócio.A comunidade é destacada pela Suzano, visto que sem a sua permissão, mesmo queinformal, a empresa não conseguiria êxito na execução de sua atividade, e seus objetivospoderiam ser comprometidos. Deste modo, a Suzano estabelece uma relação de troca comesse grupo, proporcionando-lhe oportunidades de emprego, de melhores condições de vidae educação, enquanto que a comunidade auxilia a empresa no alcance de seus objetivos,por meio da sua participação ativa na Suzano. Esta dinâmica possui características vistasno capital social: cooperação, confiança e alcance de objetivos para a Suzano e para acomunidade que sem a presença deste relacionamento não seria possível.Além da comunidade, o grupo de fornecedores é importante para que a Suzano consiga terseus produtos sustentáveis desde o início da sua cadeia de produção. A ligação entre essasempresas, além do interesse comercial, está baseada sobre os princípios desustentabilidade e responsabilidade social; os fornecedores devem, portanto, atender àsexigências sobre o tema. Este tipo de relacionamento possibilita negócios sustentáveis eque contribuem para a manutenção dos recursos socioambientais. 18
  19. 19. Universidade Presbiteriana MackenzieA Suzano também se preocupa em estabelecer relacionamentos com outras empresas nomercado, para a troca de conhecimentos sobre a sustentabilidade de recursossocioambientais. A possibilidade de intercâmbio de informações sobre o tema, deexperiências e de práticas é uma contribuição importante para o desenvolvimento deestratégias, políticas e procedimentos, que visam à manutenção dos recursossocioambientais da Suzano.Logo, é possível perceber que o capital social, formado pela empresa em análise, auxilianas suas práticas e políticas sustentáveis e viabiliza o sucesso na manutenção de recursossocioambientais. Os relacionamentos que formam o capital social da Suzano podem lhefornecer vantagens competitivas econômicas. Isto é possível uma vez que a construção derelacionamentos valiosos, não imitáveis e não substituíveis apresentam características que,de acordo com a Teoria dos Recursos, podem fornecer à empresa uma posição devantagem competitiva sustentável no mercado. Conclui-se, portanto, que o papel do capitalsocial na Suzano Papel e Celulose pode apresentar o papel de mantenedor da vantagemcompetitiva econômica e de recursos socioambientais.ReferênciasAMABIS, J. M.; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Fundamentos da Biologia Moderna. Ed.Moderna. São Paulo. 4 ed. 2006.ASHLEY, P. A. et al. Responsabilidade social corporativa e cidadania empresarial: uma análiseconceitual comparativa. Anais Encontro da ANPAD, 2000.BARNEY, J.. Firm Resources and Sustained Competitive Advantage. Journal of Management;Mar 1991.BARONI, M. Ambiguidades e Deficiências do Conceito de Desenvolvimento Sustentável. RAE.Revista de Administração de Empresas. São Paulo, p.14-24, 1992. p.17.BRACELPA. Disponível em: http://www.bracelpa.org.br/bra2/index.php. Acesso: 12 fev.2011CASELANI, D.M.C.C. Confiança e desempenho organizacional: um estudo sobre a relaçãointerorganizacional na prestação de serviço de festas infantis. 2009, 223p. Tese (Doutoradoem Administração de Empresas). Programa de Pós Graduação em Administração de Empresas,Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo.CERFLOR. Disponível em: http://www.inmetro.gov.br/qualidade/cerflor_normasBrasileiras.asp.Acesso: 21. Jan. 2010.CLARO, P. B. de O.; CLARO, D. P.; AMÂNCIO, R.. Entendendo o Conceito de Sustentabilidadenas Organizações. Revista RAUSP 2008. 19
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