A Mário

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Atendendo a professora Flávia Rudge Ramos, em História da Arquitetura III, visitamos um prédio art-decó: a biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, capital. Veja como ela ficou após a reforma que interligou a circulante com o prédio central. Carlos Elson Cunha - elsonbrasil@hotmail.com - 2011 a D

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A Mário

  1. 1. Visitando a Mário<br />
  2. 2. A biblioteca Mário de Andrade<br />
  3. 3. A esquerda Rua S. Luiz, à direita Rua Xavier de Toledo. Atrás da câmera: rua da Consolação e Rua Martins Fontes.<br />
  4. 4. O portal de entrada é monumental. <br />Seis colunas com c. 20 m fazem <br />a imponência do prédio.<br />
  5. 5.
  6. 6.
  7. 7. Austero. <br />
  8. 8. Bicicletário novo. Ó minha magrela aí!<br />
  9. 9. Rua Martins fontes entre os dois prédios da esquerda. Rua da Consolação atrás do arvoredo.<br />
  10. 10. Entrada momumental. Repete a imponência do clássico, porém sem friso, capitéis e detalhes <br />
  11. 11. Simetria num jogo quase farônico.<br />
  12. 12.
  13. 13.
  14. 14. Reforma recente implantou a fachada de vidro e abriu o acesso entre a circulante e a geral.<br />
  15. 15.
  16. 16. O poste símbolo da cidade de São Pauo, em sua forma mais aprimorada.<br />
  17. 17.
  18. 18. A pedra.<br />Áspera ou polida, mas com sua <br />impávida presença. <br />
  19. 19.
  20. 20. O átrio, modelo basilical num prédio civil, quase um tribunal.<br />
  21. 21.
  22. 22.
  23. 23.
  24. 24.
  25. 25. Mário era mais brejeiro que <br />o prédio que leva seu nome.<br />
  26. 26.
  27. 27. A mais bela das pedras de revestimento.<br />
  28. 28. O jogo duplo: <br />escuro embaixo, luminoso no alto.<br />
  29. 29.
  30. 30. Sempre há uma moldura. <br />Sem floreios, mas sempre há um friso.<br />
  31. 31. Balcão parece ter nascido aqui!<br />Simples, sóbrio, sem detalhes, mas com um friso na parte baixa e o beiral no tampo. <br />Essa curva é de um charme discreto muito senhor de si, não?<br />
  32. 32. Uma janela só não faz verão. Mas três são quase um vitral laico.<br />
  33. 33. Esse painel amarelo está roubando o cenário. <br />A área parece um banco ou uma sede de governo, não um lugar onde se vá descontraído ler um livro.<br />
  34. 34. O charme de um beleza noir, de uma atriz alemã do pós guerra, ou de um cassino europeu...<br />
  35. 35.
  36. 36. Há um orgulho, uma nobreza, uma formalidade que chega a nos desconcertar.<br />
  37. 37.
  38. 38.
  39. 39.
  40. 40. Um valor que os modernistas jamais compreenderam: um guarda-corpo não é só um guarda-corpo. <br />
  41. 41. O dourado mostra que o corrimão é uma jóia sobre o corpo de uma delicada escada.<br />
  42. 42. Escada delicada apenas na sua luz diáfana e cor suave. <br />O mármore garante que ela se impõem absolutamente segura, mas branda.<br />
  43. 43.
  44. 44. Que roupa deveríamos vestir para subir a escada com o mesmo garbo dela?<br />
  45. 45.
  46. 46. Uma música, um ritmo, uma cadência. <br />Pensei em <br />“As time goesby”.<br />
  47. 47.
  48. 48. O palco do saguão se oferece pleno ao subir a escada. <br />Um jogo visual premeditado. Impossível fugir do encanto.<br />
  49. 49. Apenas 3 degraus, mas que se esparramam com doçura.<br />Cantos vivos para quê?<br />
  50. 50. Mármore verde no rodapé.<br />É como botar gravata em uma criança de 11 anos. Desnecessário, mas fascinante!<br />
  51. 51. A luz – nunca óbvia, antes num jogo de esconde promovendo a volumetria das paredes e teto.<br />
  52. 52. Seus caminhos já estão traçados. <br />E eles são retos!<br />
  53. 53. Os móveis são filhos do mesmo pensamento.<br />
  54. 54.
  55. 55.
  56. 56.
  57. 57. Pode o mármore repousar sobre folhas?<br />
  58. 58. A voluta encerra o jogo quadrangular, com um arremate nítido e incontestável. <br />De quebra, ela repousa sobre uma esfera de bronze, como a mulher bela e segura que finge ser frágil. <br />
  59. 59. Não terminar a escada com arestas, mas num diálogo suave com o piso.<br />
  60. 60.
  61. 61. Pense num autor que combina com esse espaço de leitura. <br />Pensou em quem?<br />
  62. 62. A sala de leitura tem vocação de voar, pode reparar.<br />
  63. 63. A gigantesca sanca luminosa retém a sala e os móveis aqui, zelando pela estabilidade do ambiente.<br />
  64. 64. A nova rampa para cadeirantes repete a elegância e curva do alpendre. Que bela alteração!<br />Lamentamos a cor, de um contraste desnecessário.<br />
  65. 65. Mas a sala, como criança presa em casa, olha para a praça e quer sair!<br />
  66. 66.
  67. 67.
  68. 68. Os frisos, quase imperceptíveis, dizem: veja, cuidamos de você, querido prédio, com carinho...<br />
  69. 69. Um belo pé direito que respira forte.<br />Que almeja luz!<br />
  70. 70.
  71. 71.
  72. 72.
  73. 73.
  74. 74.
  75. 75.
  76. 76.
  77. 77. Uma dança hipnótica. Uma mulher completamente art-decó!<br />Rígida, solene, simétrica, forte.<br />Ela não lê, antes oferece um livro de páginas abertas a quem passa. <br />
  78. 78.
  79. 79.
  80. 80. Outra intervenção feliz: o corrimão também participa deste jogo sério. Podemos contestar a cor: vermelho?<br />Fazer o quê? A vida não é perfeita...<br />
  81. 81.
  82. 82.
  83. 83.
  84. 84. Parece prisão, claustro, mosteiro. <br />Mas é a sede da liberdade do pensamento.<br />
  85. 85. De costas para a praça. <br />Por quê?<br />Era tão fácil abrir-se à plebe!<br />
  86. 86.
  87. 87.
  88. 88. Um vitral monumental.<br />Sóbrio e frio, como são estas fachadas.<br />
  89. 89.
  90. 90. Concorda que a sala de leitura anseia por sair e passear entre as árvores?<br />
  91. 91. O gradil recortado: uma gentileza para com a árvore. <br />Elogiável bom senso, não? <br />
  92. 92.
  93. 93.
  94. 94. Quase uma igreja. <br />Quase um presídio.<br />
  95. 95. O design mobiliário da miséria humana.<br />
  96. 96.
  97. 97.
  98. 98.
  99. 99.
  100. 100.
  101. 101.
  102. 102.
  103. 103.
  104. 104.
  105. 105.
  106. 106.
  107. 107.
  108. 108.
  109. 109. A rampa resolveu a acessibilidade, mas ignorou e sufocou a escada original. Será que não haveria outra saída mais harmoniosa? <br />
  110. 110. Um prédio delgado.<br />
  111. 111. Um prédio majestoso.<br />
  112. 112. A circulante reformada. Olha essa parede se recolhendo na entrada, como cortina de um palco que convida. <br />
  113. 113.
  114. 114.
  115. 115. Visitando a Mário<br />
  116. 116. Carlos Elson Cunha<br />Fau-mack<br /> História da Arquitetura II<br />Inverno meridional no hemisfério sul <br />Dia com chuva leve, mas contínua. <br />2011 a D.<br />

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