Jornal do Colégio nº64

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Jornal escolar do Externato Secundário do Soito

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Jornal do Colégio nº64

  1. 1. JC O Jornal do Colégio Ano XXI, Nº 64 Ano Letivo 2013/2014 EDITORIAL * Publicação Trimestral (outubro/novembro/dezembro) A MINHA CHEGADA AO COLÉGIO O utra vez fim de período, e de ano, e mais um número do nosso jornal “JC – O Jornal do Colégio”. É a edição nº 64 do nosso jornal e o início do vigésimo segundo ano da sua publicação. Alunos e professores da escola envolvem-se com entusiasmo na redação de artigos. Os alunos mais novos, os recém-chegados, dão os primeiros passos nas lides jornalísticas e integram-se progressivamente no trabalho. Escrever e editar um jornal nem sempre é tarefa fácil e imaginar artigos interessantes, que possam despertar curiosidade nos outros, nem sempre se consegue. Podemos encontrar neste número as rubricas habituais que relatam os principais acontecimentos da vida escolar. É evidente que os temas são tanto recreativos como didáticos, mas fazem parte da vida de todos os dias de alunos e professores. Os jornais escolares têm características próprias, que os distinguem dos restantes. Nestes jornais uma poesia é tão importante como uma notícia e um texto de opinião pode muito bem ter honras de primeira página. O jornal até pode circular com poucos ou nenhuns textos jornalísticos. O importante é que o jornal escolar se sustente no respeito da expressão de alunos e professores e que ele contribua para uma formação educativa adequada. É mais uma edição, que, espera-se, seja acolhida com carinho. E, com ela, ficam os votos de um Bom Natal e de Boas Festas. Prof. António Dinis A Equipa do “J.C. o Jornal do Colégio” deseja a todos BOAS FESTAS O primeiro dia foi muito giro. Mal tocou a campainha, conheci logo alguns professores e os meus colegas. À medida que o tempo passou, fiquei a conhecer mais colegas e toda a escola. Fiquei muito contente com a minha nova escola, que até é mais fixe do que a primária. Todos os professores são muito simpáticos e carinhosos. Os meninos e meninas que conheci também são bastante simpáticos. Gostei muito do meu primeiro dia de aulas no externato do Soito e espero continuar a gostar. Maria Luísa Rito – 5.º ano ----------SUMÁRIO---------Editorial..................................................... ------------------------------------------------------------- Pág. 1 A minha chegada ao colégio..................... ------------------------------------------------------- Págs. 1 e 2 Key for Schools Portugal.......................... ------------------------------------------------------------- Pág. 3 Gil Vicente e a atualidade da sua crítica... ------------------------------------------------------- Págs. 4 e 5 O nosso halloween................................... ------------------------------------------------------------- Pág. 6 O Outono e o São Martinho...................... ------------------------------------------------------------- Pág. 7 Passatempos............................................ ------------------------------------------------------- Págs. 8 e 9 O estudo da 1ª Guerra Mundial................ ---------------------------------------------------- Págs. 10 e 11 Desporto Escolar...................................... (Continua na página 2) Http://extsoito.pt - Telf. 271 601 062 ------------------------------------------------------------ Pág. 12 e-mail: geral@extsoito.com - Fax 271 605 513
  2. 2. (Continuação da 1ª página) Q uando cheguei ao Externato Secundário do Soito, toda a escola era muito estranha para mim. Logo pela manhã, conheci os meus professores e a diretora de turma, que se chama Sofia. No segundo dia de escola fui conhecendo os meus colegas. Tudo é muito diferente. À hora de almoço é preciso esperar algum tempo na fila para almoçar, porque há muitos meninos. O pátio também é muito diferente da minha antiga escola, e até temos um campo para jogar futebol. Adorei a minha nova escola. Érica Ribeiro – 5.º Ano Joel - 5ºAno E ra uma vez um menino chamado Francisco e ia ter o seu primeiro dia de aulas numa nova escola. Primeiro ia de Vilar Maior até à Ruvina e de lá para a escola do Soito. Quando chegou, a escola pareceu-lhe pequena, mas assim que entrou percebeu que era grande e que havia de tudo. Depois foi para a sua sala de aulas para conhecer os professores. Neste primeiro dia conheceu-os quase todos. O dia passou num instante e às 17:20 já eram horas de voltar para casa. Assim que chegou a casa, os seus pais perguntaram-lhe se a escola tinha sido boa, ao que o Francisco respondeu: “Sim, foi boa!” Francisco Pina – 5º ano Naima - 5º Ano JC - O Jornal do Colégio - 2
  3. 3. Key for Schools Portugal O Key for Schools PORTUGAL é um projeto que tem como principal objetivo a aplicação, nos estabelecimentos de ensino, de um teste de língua inglesa concebido pelo Cambridge English Language Assessment, entidade da Universidade de Cambridge responsável pelo desenvolvimento de instrumentos de avaliação no domínio da língua inglesa. Através da realização deste teste pode ainda ser obtido um certificado da Universidade de Cambridge. O teste permite certificar níveis de proficiência linguística de A1 (utilizador elementar) a B1 (utilizador experiente), em função do resultado obtido por cada aluno. O projeto Key for Schools PORTUGAL visa também contribuir para o reconhecimento da sociedade portuguesa da importância que a aprendizagem de uma segunda língua representa para o desenvolvimento cognitivo de cada criança e jovem, processo que se reflete positivamente na qualidade da aprendizagem desenvolvida em torno de qualquer área do saber. O projeto tem início no corrente ano letivo, no âmbito do definido no despacho n.º 11838-A/2013, de 10 de setembro. Esta iniciativa, apenas possível com a adesão das empresas signatárias do protocolo, é mais um passo para uma sustentada valorização dos conhecimentos e capacidades dos alunos no domínio de uma língua estrangeira, neste caso o Inglês. Vantagens para os alunos e para os professores do projeto Key for Schools PORTUGAL Destinatários do teste Key for Schools 2013/2014 e processo de certificação O teste Key for Schools, que avalia os conhecimentos e as capacidades de cada aluno, permite obter informação sobre a qualidade da aprendizagem realizada e, assim, agir no sentido de criar as condições para uma progressiva elevação do nível de proficiência linguística de todos os alunos em Portugal. O teste Key for Schools avalia os domínios da leitura, da escrita, da compreensão e da produção oral. A sua aplicação constitui também a oportunidade para revalorizar, nas escolas portuguesas, o papel da comunicação oral em contexto de avaliação externa à escala nacional, vertente essencial no processo de aprendizagem das línguas estrangeiras. Com a aplicação do teste Key for Schools serão igualmente implementados programas de formação de professores de Inglês ministrados pelo Cambridge English. Estes programas, que incluem a necessária certificação de todos os professores, que irão classificar a componente escrita e a componente oral do teste, constituem uma oportunidade para o desenvolvimento profissional destes docentes. O teste Key for Schools será aplicado, com carácter obrigatório, aos alunos a frequentar o 9.º de escolaridade nos estabelecimentos do ensino público, particular e cooperativo. Pode ainda ser realizado opcionalmente por alunos com idades compreendidas entre os 11 e os 17 anos a frequentar outros níveis de escolaridade que o solicitem. A obtenção de certificado é opcional para todos os alunos a frequentar o 9.º ano de escolaridade, sendo obrigatória para alunos a frequentar outros anos de escolaridade que pretendam realizar o teste. O certificado é disponibilizado mediante o pagamento de 25€, sendo gratuito para os alunos abrangidos pela ação social escolar integrados no escalão A e reduzido em 50% para os alunos integrados no escalão B. Jéssica - 5º Ano JC - O Jornal do Colégio - 3 Fonte: http://www.gave.minedu.pt/np3/515.html Prof. Fernando Ruas Dany - 5 º Ano
  4. 4. GIL VICENTE E A ATUALIDADE DA SUA CRÍTICA G il Vicente, considerado por muitos o pai do teatro português, nasceu em 1465 e terá morrido em 1536. Grande dramaturgo, deixou-nos uma vasta obra literária, de onde podemos destacar o “Auto da Barca do Inferno”. Gil Vicente criticava, nas suas obras, os vícios da sociedade, ridicularizando-a de modo a que o público que assistia às representações risse de si mesmo. Muitas das críticas vicentinas são atuais. A corrupção, a tirania, a cobiça, a exploração, a injustiça social… são vícios de ontem e de hoje. O estudo do “Auto da Barca do Inferno” é parte integrante do currículo do 9º ano de escolaridade. Assim sendo, foi solicitada aos alunos uma reflexão sobre a atualidade da crítica vicentina. Prof. António Dinis As críticas vicentinas, apesar de recaírem sobre a sociedade de há quinhentos anos, mantêm-se atuais, pois os defeitos da sociedade não se alteraram. Agora, em vez de criticar onzeneiros, fidalgos e judeus, Gil Vicente criticaria, provavelmente, os bancos, os grandes empresários e continuaria a criticar a justiça, denominando os seus agentes de corruptos, interesseiros e de ladrões. Em suma, a sociedade atual não é melhor que a antiga. Simplesmente se alteraram os nomes das profissões e dos grupos sociais. (David Moreira) Gil Vicente criticou as classes sociais do seu tempo. Hoje em dia, as críticas continuam as mesmas. Na minha opinião, a sociedade atual não se rege por princípios de igualdade porque as injustiças continuam. Se Gil Vicente estivesse vivo, encontraria muito que criticar. (Ofélia) A crítica vicentina ainda faz sentido na atualidade, pois como censuravam, há quinhentos anos atrás, a corrupção, a tirania, a injustiça social, a exploração… tudo isto existe ainda hoje. Posso dar, como exemplo, a desigualdade entre salários. O povo não acha justo uns trabalhadores ganharem mais de quatro vezes o salário mínimo e outros receberem o ordenado mínimo, que ronda os quatrocentos e oitenta e cinco euros. A meu ver, a sociedade portuguesa não melhorou muito com o passar dos séculos. (Ana Sofia) As críticas vicentinas, aquelas que se referem às ações da nobreza JC - O Jornal do Colégio - 4 perante um povo pobre, são bem atuais. Mas, hoje em dia, o povo, quando não gosta das medidas tomadas pelo governo, pode manifestar-se, pois vivemos em democracia e, no tempo de Gil Vicente, as pessoas não podiam exprimir as suas ideias. (Raúl) Um dos tipos sociais que Gil Vicente criticava era o Onzeneiro, que emprestava dinheiro a onze por cento de juros. Esta situação é, atualmente, desempenhada pelos bancos e até pela Troika. O Sapateiro, que representava a classe burguesa comercial, é, nos tempos de agora, substituído pelas pessoas que enriquecem no comércio, são os patrões. O Frade, que pertencia ao clero, era mulherengo, pois, atualmente, também há elementos do clero associados a abusos sexuais. Em termos de vícios, a sociedade atual é quase igual à de antigamente. (Guida) A tirania, a mentira, a injustiça, a corrupção são vícios de ontem e de hoje. Apesar de a Constituição Portuguesa afirmar que “todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei”, na sociedade actual, continua a existir gente privilegiada ou pelo seu estranho estatuto social, ou pelo seu poder económico. (Inês Oliveira)
  5. 5. (Continuação da página 4) !Naquele tempo, Gil Vicente criticava o Fidalgo, o Sapateiro, o Onzeneiro, a Alcoviteira, o Frade, o Judeu, o Corregedor e o Procurador. Se mestre Gil vivesse no nosso tempo, quem iria criticar? Talvez os políticos, as redes de prostituição, os pedófilos, os corruptos… Candidatos não faltam! (Sérgio) Algumas das críticas apontadas por Gil Vicente são pertinentes na atualidade. Nos nossos dias, continua-se a viver com desigualdades, onde os ricos ganham dinheiro à custa dos pobres, onde a Troika cobra juros elevados e onde há burlões que roubam os idosos. Temos também aqueles que trabalham duramente e não ganham quase nada. (Gilberto) Gil Vicente analisa os comportamentos sociais, critica-os e conduz as pessoas a moralizarem os seus costumes. Na atualidade, ainda fazem sentido algumas críticas, tais como a corrupção, a exploração e a injustiça social. Tudo isso vai estar sempre presente, pois haverá sempre maneiras de roubar e de enganar a população. (Rodrigo) As críticas vicentinas são atuais, visto que Gil Vicente criticava os tribunais de perverterem as leis. Ainda hoje há corrupção na justiça. Os onzeneiros, que eram exploradores dos pobres e acusados de injustiça social, têm também os seus seguidores nos nossos dias. No entanto, a nossa sociedade está melhor, apesar de ainda haver corrupção e injustiça social. (Inês Calva) Antigamente, o povo trabalhava muito para pagar o dinheiro que os onzeneiros emprestavam. Hoje, isso ainda acontece. Há gente que pede empréstimos bancários e, devido às elevadas taxas de juros, tem de prescindir de uma vida digna. Isto não pode continuar assim. Os salários dos mais pobres, em vez de baixarem, têm de aumentar. Proponho uma experiência: que os senhores ricos, os “chupistas”, vivam, nem que fosse meio mês, com um salário da classe mais baixa, para verem o que custa ter de trabalhar para chegar ao fim do mês e, muitas vezes, não terem nada para comer. (Carolina) A sociedade de hoje e a sociedade do séc. XVI são bem parecidas, pois continuam a roubar o povo e é sempre o povo que tem de pagar os erros que os políticos cometem. Cá para mim, Gil Vicente faz muita falta na sociedade atual. (David Adérito) A sociedade atual não está muito melhor que há quinhentos anos atrás, pois as críticas feitas por Gil Vicente, naquela altura, fazem sentido agora. Gil Vicente apelidava os juízes de injustos, ignorantes, interesseiros e de corruptos. Agora, podemos fazer quase as mesmas críticas. A justiça só é dura para quem não tem poder, pois para os poderosos a justiça é cega. (Cátia) As críticas apontadas na obra de Gil Vicente ainda se adequam aos tempos modernos. Por exemplo, a personagem Onzeneiro, que emprestava dinheiro a troco de onze por cento de juros é condenado ao Inferno por roubar o povo. Na atualidade, os bancos que emprestam dinheiro a troco de altos juros também podem ser criticados por roubarem dinheiro às pessoas mais desfavorecidas. Aprecio o “Auto da Barca do Inferno” e admiro a coragem de Gil Vicente por ter sido capaz de criticar as pessoas poderosas. (Ricardo) Gil Vicente tentou denunciar o mal que os ricos faziam naquela época. As críticas vicentinas aplicam-se na atualidade. Os juízes, em vez de fazerem justiça, praticam a injustiça, ou seja, deixam o rico em liberdade, apesar de culpado, e condenam o pobre à prisão. A isto chama-se corrupção porque a justiça, por dinheiro, deixou o rico em liberdade e culpou o pobre. (Júlio) A sociedade melhorou, mas não muito, porque continua a haver exploração dos mais pobres, tirania, desigualdade entre ricos e pobres, arrogância e muitos jogos de interesse e de oportunismo. (Ana Francisca) Atualmente, seriam muitas as críticas feitas à sociedade, principalmente aos políticos e a todos os corruptos que se encontram por aí. A sociedade não está muito melhor. Se Gil Vicente estivesse vivo, iria ter muitas críticas a fazer. (Diana) JC - O Jornal do Colégio - 5
  6. 6. O NOSSO HALLOWEEN N o dia 1 de novembro de 2013, no Externato Secundário do Soito, a turma do 9.º ano organizou os festejos de Halloween. Apesar de esta celebração durar apenas um dia, a turma de 9.º ano dedicou muito tempo e esforço a esta atividade. Começámos por vender bolos no bar da escola, de modo a obter dinheiro suficiente para a compra das decorações. Tivemos também que avisar as turmas para fazerem as típicas abóboras de Halloween. No entanto, foi no dia 31 de outubro, entre as 17 e as 18 horas, que os preparativos se intensificaram, pois foi nesse dia que, com a ajuda do professor Fernando Ruas, a quem agradeço a cooperação, enfeitámos todo o colégio! A decoração levou muito tempo a terminar, mas ficou espetacular. A parte que eu mais gostei foi o cemitério, que parecia mesmo real. Penso que todos os alunos e professores apreciaram o nosso trabalho e que se divertiram imenso. Gostava de agradecer também aos alunos a sua participação, ao realizarem a tarefa de esculpir as abóboras. Espero que o colégio continue a proporcionar este tipo de atividades aos alunos. David Nabais – 9.º ano T udo começou um mês antes, quando trouxemos para o bar bolos e sumos, com a ideia de angariar dinheiro para comprar coisas para o Halloween. Depois de termos o dinheiro necessário, comprámos teias e enfeites… Ah!... E ainda os prémios para as melhores abóboras! No dia 31 de outubro, enfeitámos a escola com a ajuda do professor Fernando. No dia seguinte, o colégio estava “pintado de negro”, onde só se viam as camisolas brancas. O nosso colega Anthony ficou encarregado da música, e nós ficámos incumbidos de assustar as pessoas. Chegada a hora da visita dos miúdos da primária, foi tal o susto que alguns saíram daqui a chorar. Chegou a hora da entrega dos prémios, onde os premiados foram: o Rúben Moreno, do 6.º ano e a Glória Cavalheiro do 7.º ano. No final do dia, houve alguns meninos e meninas que se lembraram de atirar as abóboras para o chão e, depois disso, eu, o Júlio, a Alex - 5º Ano JC - O Jornal do Colégio - 6 Ofélia e o “Setor” tivemos que estar a limpar. Deu muito trabalho, mas como fomos todos organizados, o colégio ficou espetacular! Inês Calva – 9.º ano N o dia 1 de novembro, a minha turma preparou a festa de Halloween (noite das bruxas), no nosso colégio. Alguns dias antes do Halloween, vendemos bolos e crepes no bar, de forma a angariar dinheiro para podermos comprar os prémios e os diversos tipos de materiais que necessitávamos, como cartolinas, teias artificiais e aranhas de plástico. Mas, para além disso, ainda fizemos lápides em papelão e utilizámos algumas bonecas para as envolvermos em papel de forma a parecerem umas verdadeiras múmias. Depois de vários dias de trabalho e dedicação, estávamos prontos e ansiosos para enfeitar a nossa escola para o dia de Halloween. Os alunos do colégio deram uma grande ajuda ao fazerem as suas próprias abóboras para serem levadas a concurso. No dia da festa, todos os alunos e professores gostaram muito, tendo-nos elogiado como sendo o ano em que a escola estava mais bonita. Na minha opinião de organizador, achei muito interessante, e também concordei que tinha sido o ano em que o colégio estava melhor enfeitado! Júlio Robalo Gomes – 9.º ano
  7. 7. O OUTONO E O SÃO MARTINHO N o dia 23 de setembro chegou o outono, que é a minha segunda estação preferida. As folhas das árvores começam a ficar amarelas, castanhas e algumas até cor-de-laranja. Também o tempo fica mais frio. No outono, as castanhas, as nozes e os figos são os frutos que nos apetece comer, pois são os frutos da época. Nesta estação, há alguns dias importantes, como o Halloween e o dia de todos os santos. O Halloween é a véspera do dia de todos os santos, e teve origem nas ilhas britânicas. Reza a lenda que, nessa noite, os espíritos desciam à terra e, como as pessoas tinham medo deles, punham comida à porta das suas casas para os manter satisfeitos. Daí que, no dia de Halloween, as crianças vão de porta em porta pedir guloseimas. No dia seguinte, o dia de todos os santos, é o dia de as pessoas prestarem homenagem aos que já faleceram. E não esquecendo o dia de São Martinho, dia dos tradicionais magustos. Gosto muito do outono. Nuno Aires – 6.º ano O outono começa no 21 de setembro e acaba no 21 de dezembro. Começam a cair as folhas das árvores e chega a altura de apanhar castanhas. As castanhas são deliciosas, e é por isso que ainda gosto um bocadinho do outono. O pior é que no outono começa a ficar muito frio e temos de nos agasalhar muito bem para não nos constiparmos. Não gosto muito do outono porque com o frio não se pode brincar na rua! Este outono está a ser muito frio e espero que passe muito rápido. Lara Paralto – 6.º ano N o dia 11 de novembro, em pleno outono, celebra-se o dia de São. Martinho. Este dia é celebrado pelo facto de, há muitos anos atrás um soldado chamado Martinho ir a caminho de um castelo, muito longe do seu reino, firmar um tratado de paz em nome do seu rei. Era um dia de muita chuva e havia trovoada, por isso todas as pessoas se escondiam dentro das suas casas. No seu caminho, Martinho encontrou um mendigo que pedia esmola. Como não tinha dinheiro, pegou na sua espada e cortou a sua capa ao meio, dando metade ao mendigo! Nesse momento o sol surgiu e começou a brilhar, foi um milagre! Por isso, a esse dia se chama o dia de São Martinho. No dia de São Martinho assam-se as castanhas e prova-se o vinho. Telma Monteiro – 6-º ano JC - O Jornal do Colégio - 7
  8. 8. PASSATEMPOS ADIVINHAS 1. Qual é coisa, qual é ela, que é redonda como o Sol, tem mais raios do que uma trovoada e anda sempre à pedalada? 2. Quanto mais quente, mais fresco. O que é? 3. O que é que é surdo e mudo, mas conta tudo? 4. Qual é coisa, qual é ela, que te pode informar, tem uma perna mais comprida que a outra e anda noite e dia sem parar? 5. Qual é coisa, qual é ela, que não tem pulmões, mas pode respirar, tem pé, mas não pode andar? ANEDOTAS Um bom trabalho A professora pergunta ao menino o que quer ser quando for grande. - António, já sabe o que quer ser, quando for grande? - Estava querendo ser Pai Natal, stora! - Pai Natal? Então… mas porquê? - Atão… na sabe? - Eu não, António! - Atão assim só ficava trabalhando uma vez por ano! Parabéns merecidos - Está ótima a tua composição, Mafalda! Parabéns! - Obrigada, senhora professora! - Ora, diz-me lá, não terá havido aí uma ajudinha? - Não, senhora professora! - De verdade? - Verdade, verdadinha! A minha mãe escreveu-a sozinha! Tantos sentidos O professor, na escola, perguntou: - Hugo, quantos são os sentidos? - Senhora professora, antigamente eram cinco, mas agora são pelo menos sete! - Sete?! - Sim, senhora professora, sete! - Então diz lá quais são! - Visão, audição, gosto, tato, cheiro, sentido único e sentido proibido! Castigo sem motivo Na escola, um miúdo pergunta à professora: - Stora, a stora castigava-me por uma coisa que eu não tivesse feito? - Não, ora essa! - Ainda bem… É que eu não fiz os trabalhos de casa… Bué da fish. Na aula de Inglês, a professora pergunta ao Zezinho: — Como se diz peixe em inglês? E o Zezinho prontamente responde: — Fish — Muito bem — aplaude a professora. — E vamos lá a ver se o menino sabe como se diz cardume... O Zezinho pensa, pensa e responde orgulhoso: — Ora, é fácil, senhora professora... bué da fish. Nem Português nem Matemática - Não há nada a fazer, senhor doutor - diz o aluno, desanimado, ao seu professor de Português -, embora eu me esforce por aprender sou mesmo muito fraco, pois tudo o que o senhor doutor diz entra-me pelos dois ouvidos e sai-me pelo outro!... - Entra-te pelos dois ouvidos e sai-te pelo outro?... - pergunta o professor. - Então tu não sabes que só tens dois ouvidos? Responde o aluno: - Está a ver como é?... Não é só em Português... Em Matemática também sou um desastre!.. Soluções: adivinhas 1. A roda da bicicleta; 2. O pão; 3. O livro; 4. O relógio; 5. A planta Fábio - 5ºAno JC - O Jornal do Colégio - 8
  9. 9. PASSATEMPOS SOPA DE LETRAS O Campeonato do Mundo de Futebol é uma competição internacional de futebol que ocorre a cada quatro anos. Esta competição foi criada em 1928, na França, e a primeira edição ocorreu em 1930, no Uruguai. Eis a lista das 32 seleções que vão disputar o Campeonato do Mundo de futebol de 2014, marcado para o Brasil, de 12 de junho a 13 de julho: Ásia Japão, Austrália, Irão e Coreia do Sul; África – Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, Gana e Argélia; América do Norte, Central e Caraíbas – Estados Unidos, Costa Rica, Honduras e México; América do Sul – Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador e Uruguai; Europa – Holanda, Itália, Bélgica, Suíça, Alemanha, Bósnia Herzegovina, Rússia, Inglaterra, Espanha, Grécia, Croácia, Portugal e França. Descobre na horizontal e na vertical os nomes das 32 selecções B E L G I C A Q N U C V C C O L O M B I A I S V E X D R A C R V C V B R N C C C B D R T C Q E S E S A U S T R A L I A E X O S A A R U S C W E M G W S Q C E G A N A S A O D T A A X W R P U E X W V D E A R Z N Q H O N D U R A S E A R Q R E W R U S S I A I S E O C F S A O I D G M E X I C O D A C N C Q R V E D R N L E R E E J A P A O W O G U P O R T U G A L E S P A N H A A H S L N W V V W E E T H F C R O A C I A D E T A I E X B Q V N O S U I Ç A Q Q Q S S R A T D D X Z T I T R T A R L A E W F F Z C E O C C X R H I D W E Q Y E F S E C D E D R S V V B J O N O P B A U M D W J A P G O R B R A S I L A C O S T A C R I C A O X A G G R E H A W M Ç L I O N V Q Z D W V M C V B G M L N T U Z W T P H S U X S R I A X B N E B Ç D R N A B A X A M I V V T N R C H I L E T A U D S C L Z E B D D C Z A F F A T I B E I C O R E I A T D O E S U L I C A M A R O E S N F R A N Ç A V O S X C M AS DIFERENÇAS Estes desenhos parecem iguais, no entanto, existem 10 diferenças. Identifica-as. Antony - 5º Ano Antony - 5º Ano JC - O Jornal do Colégio - 9
  10. 10. O estudo da 1ª Guerra Mundial - Turma do 9ºAno I nserido no programa de História do 9ºAno, foi lecionado, neste primeiro período do ano letivo 2013-2014, o tema da 1ª Guerra Mundial. Após os alunos terem estudado e pesquisado sobre esta temática, foi-lhes posteriormente lançado o desafio de, com base nos conhecimentos adquiridos, escreverem sob a forma de verso ou prosa a vivência dos soldados portugueses neste terrível conflito. Apesar do desafio não ser fácil, os alunos empenharam-se e criaram, tanto em verso como em prosa, um diário do soldado português durante a 1ª Guerra Mundial. Prof. Victor Clamote Parti de Portugal Fui para a guerra Despedi-me da família Para ajudar a Inglaterra Permanecíamos nas trincheiras Com o inimigo sempre à espreita Sempre amedrontados E a alma desfeita De Portugal até à Bélgica Com um frio de rachar Com a farda e metralhadora Contra a Alemanha viemos lutar Perdemos irmãos e amigos Tantos que morrem em vão Porque apenas um tiro Fere de morte o coração Chegámos à Bélgica Com a arma na mão E com aquela farda cinzenta Entrei em depressão Saudades da família Que deixámos em Portugal Sempre em lamento Que a guerra é infernal De bala em bala Muitas vidas vão cá ficar Tantas mortes e feridos Muito sangue se há de derramar Esperai por nós Pois vamos regressar Cheios de esperança Para vos voltar a abraçar Estamos nas trincheiras Não podemos fugir Lutamos pelo nosso país Temos que resistir! Imagens dos soldados portugueses na 1ª Guerra Mundial Cátia Gonçalves, Guida Pires, Inês Calva, Ofélia Lopes, Rodrigo Costa Vida e guerra negra Nem só a arma mata… A saudade mata o coração E esse apenas o amor trata Tanto o meu coração chora Como a chuva de sangue cai, Espero que esta guerra vá embora, Mas esta nunca mais vai… Pela Alemanha a guerra começou Por Portugal te deixei Reza pelo amor que te deixou Reza porque para longe eu marchei Ana Francisca Muitos dos nossos foram atingidos Outros tantos já caíram… O coração sofre de medo, Medo daqueles que balas nos atiram… Na trincheira nos curam, Na trincheira atiram, Na trincheira poucas vidas duram, E da trincheira poucos com vida saíram. JC - O Jornal do Colégio - 10
  11. 11. Diário de um soldado português na 1ª Guerra Mundial (1ª Parte) E stamos a 9 de Março de 1916 e acabámos de chegar à Bélgica. Deparámo-nos com um país muito diferente de Portugal, aqui faz sempre frio e a chuva é quase constante, tornando tudo desconfortável, húmido e lamacento. A primeira tarefa que nos atribuíram foi a construção da trincheira, a maior da frente de batalha, com muitos quilómetros de comprimento, suficientemente grande e longa para nos proteger do nosso inimigo. A trincheira tem de tudo um pouco, desde o posto de observação, cozinha, dormitório e até, inclusivamente, uma enfermaria. No entanto, a poucos quilómetros de distância da nossa trincheira conseguimos observar os soldados alemães a fazerem exatamente a mesma tarefa, colocando deste modo, a nossa trincheira num frente a frente com a trincheira dos soldados alemães! Com o passar do tempo, constatámos que a vida nas trincheiras é cansativa e desumana, arrastamo-nos constantemente pela lama e somos obrigados a passar o dia a vigiar o inimigo, com a farda molhada pela chuva e um frio de enregelar os ossos, mas o pior são os momentos de pânico que antecedem os ataques. Quando as primeiras balas das metralhadoras começam a voar, temos de correr rapidamente a colocar as máscaras de gás devido à possibilidade de sermos gaseados e morrermos asfixiados. A fome, a doença e a morte são permanentes na trincheira e o cheiro, cada dia que passa, é cada vez mais insuportável, mas temos de estar sempre prontos para a luta! No início pensávamos que a guerra entre os aliados e a Alemanha iria ser breve, mas agora percebemos que o cenário de guerra parece um sofrimento interminável e devastador, onde se perde completamente a noção do tempo. Assim, o objetivo principal do soldado é apenas sobreviver, um dia após o outro, com a esperança de regressarmos a Portugal, para junto da família. Isso é o que nos mantém vivos e a crença que a vitória esteja para breve! David Moreira, Júlio Gomes, Ricardo Alves, Sérgio Carrilho Diário de um soldado português na 1ª Guerra Mundial (2ª Parte) T odos os dias de guerra são iguais, pois parecem sempre o mesmo inferno e que o mundo vai acabar. Os nossos dias passam-se sobretudo a fazer a vigilância da trincheira, sempre fria e enlameada, com a máscara de gás sempre pronta para ser colocada e a metralhadora na mão que tem de estar sempre preparada para disparar. Mas as noites ainda são piores, sempre receosos que o inimigo atravesse o arame farpado e nos ataque de surpresa. E cada vez somos menos, porque os que morrem quase nunca são substituídos e, para além disso, estamos sempre cheios de fome e a única comida que nos dão, dia após dia, semana após semana, são os enlatados que vieram de Inglaterra, o que ainda nos faz sentir mais saudades de Portugal. Por vezes, o melhor que podia acontecer era ser-se ferido e assim ser transferido para a enfermaria, que é o único sítio da trincheira onde se pode ter alguma paz do constante ruído das metralhadoras e das explosões das granadas e das minas. Mas o melhor é poder ver as enfermeiras, foi este o papel reservado às mulheres nesta guerra, que são quem nos animam com a sua voz e presença! A madrugada de hoje foi de tristeza e fortes emoções, sofremos um ataque do qual resultaram imensos mortos e feridos, muitos eram os nossos companheiros de pelotão… Sobreviver aqui não é fácil, é preciso muita força e coragem… aqui não há cobardes e, depois da aflição do ataque, temos sempre de retomar as nossas posições na trincheira. Queremos tanto regressar a Portugal, mas não podemos, as saudades já são demasiadas, mas é graças às recordações da família e de Portugal que sobrevivemos! Ana Sofia, Anthony Salgueira, Carolina Furtado, David Maurício, Diana Manso, Gilberto Nabais, Inês Oliveira, Raúl Martins Rosário - 5ºAno JC - O Jornal do Colégio - 11 Andreia - 5 º Ano
  12. 12. DESPORTO ESCOLAR R ealizou-se, no passado dia 22 de novembro, junto à praça de touros do Soito, a tradicional prova de Corta Mato da nossa escola, que tem como principal objetivo proporcionar a prática da corrida de competição aos nossos alunos e, ao mesmo tempo, apurar aqueles que nos irão representar, dia 19 de fevereiro, no Corta Mato distrital, a realizar na cidade da Guarda (Parque Polis). Este ano, a percentagem de participantes neste evento desportivo ultrapassou os 50% dos alunos que frequentam o externato, evidência do interesse que esta modalidade continua a despertar. A escola tem, através do desporto escolar, procurado incentivar a prática desportiva aos alunos, tentando criar-lhes hábitos saudáveis de vida. Nesse sentido foram, uma vez mais, premiados com medalhas os três primeiros classificados de cada escalão etário. Alunos Medalhados no Corta Mato: - INFANTIS A FEMININOS – 1.º- Maria Rito, 2.º- Léa Alves; - INFANTIS A MASCULINOS – 1.º- Dany Moreira, 2.º- Alex Martins; - INFANTIS B FEMININOS – 1.º-Mariana Sousa, 2.º- Glória Cavalheiro, 3.º- Marta Lavrador; - INFANTIS B MASCULINOS – 1.º- Henrique Modesto, 2.º- Rodrigo Silva, 3.º- Diogo Matias; - INICIADOS MASCULINOS – 1.º- Miguel Carvalho, 2.º- David Moreira, 3.º- Rodrigo Costa; - INICIADOS FEMININOS – 1.º- Ofélia Lopes, 2.º- Vanessa Tardif, 3.º- Filipa Vaz; - JUVENIS MASCULINOS – 1.º- Anthony Antunes, 2.º - Sérgio Carrilho, 3.º- Gilberto Nabais. APURADOS PARA O CORTA MATO DISTRITAL: Maria Rito, Léa Alves, Dany Moreira, Alex Martins, Mariana Sousa, Glória Cavalheiro, Marta Lavrador, Andreia Santos, Mónica Peres, Tatiana Teixeira, Henrique Modesto, Rodrigo Silva, Diogo Matias, Nuno Aires, Francisco Nabais, Francisco Pina, Ofélia Lopes, Vanessa Tardif, Filipa Vaz, Diana Manso, Matilde Roque, Inês Oliveira, Miguel Carvalho, David Moreira, Rodrigo Costa, Ricardo Alves, André Martins, Anthony Antunes, Sérgio Carrilho e Gilberto Nabais. Resta-me felicitar os alunos que participaram no Corta Mato, dar os parabéns aos vencedores e, em nome do Externato, agradecer à empresa Sabugal+ pela cedência do espaço e um bem-haja ao senhor Paulo Roque pela colaboração. O Coordenador do Desporto Escolar Prof. José António Léa - 5º Ano Joana - 5º Ano FICHA TÉCNICA J C O JORNAL DO COLÉGIO Nº 64 - outubro/novembro/dezembro Boletim do Externato Secundário do Soito Cooperativa de Ensino CRL Rua do Colégio - 6320-666 SOITO SBG - Tel. 271 601062 - Fax. 271605513 JC - O Jornal do Colégio - 12 Página on-line da Escola: http://extsoito.com Mail: geral@extsoito.com Coordenador: António Dinis Colaboradores: Alunos e professores da Escola Impressão: Litorraia (Sabugal) Depósito Legal: 241069/06 Tiragem: 250 exemplares

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