Processamento Da SintáTico E ProsóDia

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  • Processamento Da SintáTico E ProsóDia

    1. 1. Efeitos da Segmentação da Sentença sobre o Processamento Maria do Carmo Lourenço-Gomes Marcus Maia João Moraes (UFRJ) <ul><li>UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA </li></ul><ul><li>CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES </li></ul><ul><li>PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA </li></ul><ul><li>PROFESSOR: Márcio Leitão </li></ul><ul><li>ALUNO: Leonardo Wanderley Lopes </li></ul>
    2. 2. PROSÓDIA <ul><li>Fenômenos que ocorrem ao longo de um segmento de fala, envolvendo atributos acústicos de freqüência fundamental , duração e intensidade e suas respectivas variações (MATEUS et al., 1990). </li></ul><ul><li>Aparece precocemente na ontogênese da linguagem (PEREIRA, 2007). </li></ul>
    3. 3. PROSÓDIA Freqüência Entonação Melodia Acento Intensidade Acento Tempo Duração Velocidade de fala Ritmo Acento Pausas Continuidade Qualidade de voz Laver, 1994. Dinâmica da voz
    4. 4. FUNÇÕES DA PROSÓDIA <ul><li>Segmentar o fluxo de fala </li></ul><ul><li>Facilitar a compreensão </li></ul><ul><li>Destacar elementos da fala </li></ul><ul><li>Causar efeitos de sentido </li></ul><ul><li>Função gramatical x Paralingüística </li></ul>Crystal, 1969; Lehiste, 1970; Mateus et al., 1990; Cagliari e Cagliari, 2001.
    5. 5. ANÁLISE ACÚSTICA DA FALA <ul><li>- Permite mensurar precisamente os parâmetros prosódicos e suas variações ao longo do tempo. </li></ul>“ QUEDA”
    6. 6. ANÁLISE ACÚSTICA DA FALA “ REGISTRADOS”
    7. 7. PROSÓDIA E PROCESSAMENTO SINTÁTICO <ul><li>Inicialmente a pesquisa de processamento fixou-se no processamento sintático e semântico. </li></ul><ul><li>Quando os materiais dos experimentos são apresentados visualmente, sempre existe o risco de o resultado ser influenciado pela prosódia implícita (FODOR, 2005). </li></ul><ul><li>Fonologia prosódica x Psicolingüística. </li></ul>
    8. 8. PROSÓDIA E PROCESSAMENTO SINTÁTICO <ul><li>A prosódia ajuda a deixar a situação do experimento menos artificial. </li></ul><ul><li>Lehiste (1973): as ambigüidades são eliminadas pela prosódia. </li></ul><ul><li>A prosódia pode (deve) ser tratada como parte do input. </li></ul><ul><li>Marcação de fronteiras prosódicas são refletidas por diferenças tonais e de duração em pontos de ambigüidade sintática. </li></ul>
    9. 9. PROSÓDIA E PROCESSAMENTO SINTÁTICO Experimento <ul><li>Nagel, Shapiro, Tuller e Nawy (1996): </li></ul><ul><li>Sujeitos liam sentenças após ter compreendido o significado a ser transmitido. </li></ul><ul><li>A duração das vogais em determinados segmentos desfazia a ambigüidade. </li></ul>
    10. 10. PROSÓDIA E PROCESSAMENTO SINTÁTICO Experimento <ul><li>Warren (1985): </li></ul><ul><li>Sentenças eram gravadas por um único locutor, deixando-as truncadas (hesitação?) após a região ambígua. </li></ul><ul><li>Os ouvintes eram solicitados a combinar a sentença escutada com os seus complementos. </li></ul><ul><li>Perceberam que a ambigüidade podia ser desfeita por pistas prosódicas. </li></ul>
    11. 11. PROSÓDIA E PROCESSAMENTO SINTÁTICO Experimento <ul><li>Price, Ostendorf, Shattuck-Hufnagel e Fong (1991): </li></ul><ul><li>Formularam parágrafos com sentenças ambíguas inseridas. </li></ul><ul><li>Locutores profissionais fizeram leitura sem ter conhecimento das sentenças-alvo. </li></ul><ul><li>Sentenças-alvo foram extraídas do contexto e apresentadas a um grupo de sujeitos. Ouviam e selecionavam o contexto apropriado a partir da versão escrita. </li></ul><ul><li>Conclusão: os ouvintes são capazes de separar o significado em meio a estruturas ambíguas a partir de pistas prosódicas; fronteiras sintáticas coincidiam com fronteiras prosódicas. </li></ul>
    12. 12. PROSÓDIA E PROCESSAMENTO SINTÁTICO Experimento <ul><li>Beach (1991): </li></ul><ul><li>Estudou a capacidade dos ouvintes em usar pistas de duração e f 0 presentes nos trechos iniciais da sentença. </li></ul><ul><li>Usou frases em que SN pós-verbal era OD do verbo precedente ou sujeito do complemento sentencial subordinado. </li></ul><ul><li>The city council argued the mayor´s position forcefully (OD) </li></ul><ul><li>The city council argued the mayor´s position was incorrect (compl.) </li></ul><ul><li>A região entre o verbo da oração principal e o SN pós-verbal era a região crítica p/ a manipulação prosódica. </li></ul><ul><li>Ligavam N1 à OR quando havia queda de f 0 e duração. </li></ul>
    13. 13. PROSÓDIA IMPLÍCITA <ul><li>Conjunto de informações prosódicas que acompanha a voz interior que somos capazes de ouvir durante a leitura silenciosa. </li></ul><ul><li>Resulta de codificações fonológicas = a linguagem escrita é associada a representações fonológicas. </li></ul>Fodor, 2005 HIPÓTESE DA PROSÓDIA IMPLÍCITA Na leitura silenciosa, um contorno prosódico padrão é projetado no estímulo e pode influenciar a resolução da ambigüidade sintática. Tudo mais permanecendo constante, o parser favorece a análise sintática associada ao contorno prosódico mais natural. HIPÓTESE DA PROSÓDIA IMPLÍCITA O parsing da sentença na leitura silenciosa inclui não apenas a construção da estrutura sintática, mas a construção de níveis de fraseamento prosódicos.
    14. 14. PROSÓDIA IMPLÍCITA <ul><li>Subvocalização e compreensão da leitura: </li></ul><ul><li>Combinar idéias e conceitos requer subvocalização. </li></ul>Fodor, 2005 Hipótese da memória A subvocalização traduz o input visual em código fonológico, este dura mais na memória do que o código visual. Hipótese da estrutura prosódica A subvocalização organiza o input visual numa representação que fornece pronto acesso à informação necessária ao processamento da sentença. Entonação e ritmo agrupam palavras e sentenças, pondo em evidência novas e importantes informações.
    15. 15. PROSÓDIA IMPLÍCITA Experimentos <ul><li>Slowiaczek e Clifton Jr (1980): </li></ul><ul><li>Histórias contendo 07 sentenças. </li></ul><ul><li>Metade dos sujeitos lia as histórias, metade escutava em fones de ouvido. </li></ul><ul><li>Metade da história era apresentada c/ os sujeitos em silêncio (leit./aud. silenciosa). </li></ul><ul><li>Metade era apresentada enquanto os sujeitos contavam repetidamente de 1 a 10 (leit./aud. supressora). </li></ul>
    16. 16. PROSÓDIA IMPLÍCITA Experimentos <ul><li>Slowiaczek e Clifton Jr (1980): </li></ul><ul><li>Após apresentação de cada história, interrompiam a contagem e era apresentada uma sentença-teste (visual ou auditiva). </li></ul><ul><li>Deveriam responder sim ou não. </li></ul><ul><li>Perceberam que a supressão da subvocalização interferia na compreensão. </li></ul>
    17. 17. PROSÓDIA NA SENTENÇA <ul><li>Entonação – acentos tonais </li></ul><ul><li>Padrão rítmico frasal – distribuição das sílabas fracas e fortes. </li></ul><ul><li>Fraseamento prosódico – agrupamento de palavras em um enunciado (palavra fonológica). </li></ul>
    18. 18. Modelo de Contorno Entoacional de Pierrehumbert (1980) <ul><li>Acento tonal – acento primário da palavra. </li></ul><ul><li>Acento de frase – frase fonológica. </li></ul><ul><li>Tons de fronteira – nas sílabas inicial e final do sintagma entoacional. </li></ul><ul><li>* A interpretação do foco é dependente de acentos tonais. </li></ul>
    19. 19. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Objetivo: </li></ul><ul><li>- Examinar os efeitos da segmentação da sentença envolvendo orações relativas (OR) restritivas nas quais 02 substantivos de um SN complexo são candidatos à aposição da OR. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    20. 20. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Premissa básica: </li></ul><ul><li>Segmentações visuais impostas artificialmente sobre o input visual ou auditivo podem causar algum impacto no processamento da sentença. </li></ul><ul><li>A pesquisadora previa diferenças no tempo de leitura (on-line) do segmento que desfazia a ambigüidade. </li></ul><ul><li>Maior aceitação local do que não-local nas condições em que uma ruptura era imposta entre N1 e N2. </li></ul><ul><li>Maior aceitação não-local onde uma ruptura era imposta entre N2 e OR </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    21. 21. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Quatro experimentos: 03 de leitura auto-monitorada e 01 de audição auto-monitorada. </li></ul><ul><li>Manipulou o tipo de segmentação da sentença e o tipo de aposição forçada por concordância de gênero (masc./fem.) e número (sing./plur.). </li></ul><ul><li>Local de ruptura: visual ou auditiva. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    22. 22. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Exemplificando: </li></ul><ul><li>João fotografou a amiga // da professora que cantava nas festas da cidade nos fins de semana. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008) N1 N2 OR P N V Fronteira alta Aposição não-local
    23. 23. <ul><li>Exemplificando: </li></ul><ul><li>João fotografou a amiga // da professora que cantava nas festas da cidade nos fins de semana. </li></ul>Prosódia e Processamento Sintático Lourenço-Gomes (2008) N1 N2 OR P N V Fronteira alta Aposição local
    24. 24. <ul><li>Exemplificando: </li></ul><ul><li>João fotografou a amiga da professora // que cantava nas festas da cidade nos fins de semana. </li></ul>Prosódia e Processamento Sintático Lourenço-Gomes (2008) N1 N2 OR P N V Fronteira baixa Aposição não-local
    25. 25. <ul><li>Exemplificando: </li></ul><ul><li>João fotografou a amiga da professora // que cantava nas festas da cidade nos fins de semana. </li></ul>Prosódia e Processamento Sintático Lourenço-Gomes (2008) N1 N2 OR P N V Fronteira baixa Aposição não-local
    26. 26. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Primeiro experimento </li></ul><ul><li>Sujeitos: 20 graduandos da UFRJ. </li></ul><ul><li>Material: 24 itens N1-P-N2-OR. </li></ul><ul><li>4 versões de cada item: fronteira alta/aposição local; fronteira alta/aposição não-local; fronteira baixa/aposição local; fronteira baixa/aposição não-local. </li></ul><ul><li>48 frases distratoras. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    27. 27. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Primeiro experimento </li></ul><ul><li>Sentenças foram distribuídas em listas do tipo quadrado latino. </li></ul><ul><li>Os sujeitos foram divididos em 4 grupos. </li></ul><ul><li>A cada grupo eram apresentados 72 itens (6 experimentais nas 4 condições + 48 distratores). </li></ul><ul><li>As palavras eram apresentadas de uma só vez no centro da tela. </li></ul><ul><li>Os sujeitos eram instruídos a fazer a leitura de cada segmento o mais rápido e naturalmente possível, passando para o segmento seguinte até que toda a sentença fosse lida. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    28. 28. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Primeiro experimento </li></ul><ul><li>No final da sentença era apresentada uma pergunta de compreensão com duas alternativas. </li></ul><ul><li>O tempo de leitura dos segmentos assim como de resposta à pergunta eram registrados pelo Psycope. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    29. 29. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Predições do primeiro experimento </li></ul><ul><li>Condição de fronteira alta: tempo de leitura maior quando a aposição é forçada ao antecedente não-local . O fraseamento prosódico forçaria a aposição local da OR. </li></ul><ul><li>Condição de fronteira baixa: espera-se que o tempo de leitura sejam maiores quando a aposição da OR é forçadamente feita ao antecedente local. </li></ul><ul><li>Nas condições de fronteira baixa o segmento crítico apresenta menos elementos. </li></ul><ul><li>Esperava-se que os sujeitos manifestem uma tendência geral a escolher a alternativa que corresponde ao antecedente não-local. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    30. 30. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Resultados do primeiro experimento </li></ul><ul><li>Condição de fronteira alta: os tempos de leitura do segmento crítico não diferiram significativamente segundo a aposição. </li></ul><ul><li>Condição de fronteira baixa: também não foram observadas diferenças significativas. </li></ul><ul><li>A escolha em favor do antecedente não-local foi significativamente maior. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    31. 31. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Segundo experimento </li></ul><ul><li>Sujeitos: 36 graduandos da UFRJ. </li></ul><ul><li>Material: 30 itens N1-P-N2-OR. </li></ul><ul><li>Desta vez, considerou 3 níveis de fronteira: baixa, alta e alta+baixa. </li></ul><ul><li>Os tipos de aposição permaneceram os mesmos. </li></ul><ul><li>A aposição forçada foi realizada com a mudança de número dos 2 substantivos do SN complexo. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    32. 32. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>A filha aguardava // os clientes do arquiteto // que estavam no café // discutindo a planta. </li></ul><ul><li>A filha aguardava // o cliente dos arquitetos // que estavam no café // discutindo a planta. </li></ul><ul><li>A filha aguardava // os clientes // do arquiteto que estavam no café // discutindo a planta. </li></ul><ul><li>A filha aguardava // o cliente // dos arquitetos que estavam no café // discutindo a planta. </li></ul><ul><li>A filha aguardava // os clientes // do arquiteto // que estavam no café // discutindo a planta. </li></ul><ul><li>A filha aguardava // o cliente // dos arquitetos // que estavam no café // discutindo a planta. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008) Fronteira baixa + aposição forçada não-local Fronteira baixa + aposição forçada local Fronteira alta + aposição forçada não-local Fronteira alta + aposição forçada local Fronteira alta/baixa + aposição forçada não-local Fronteira alta/baixa + aposição forçada local
    33. 33. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Predições do segundo experimento </li></ul><ul><li>Condição de fronteira alta: tempo de leitura maior quando a aposição é forçada ao antecedente não-local . O fraseamento prosódico forçaria a aposição local da OR. </li></ul><ul><li>Condição de fronteira baixa: espera-se que o tempo de leitura sejam maiores quando a aposição da OR é forçadamente feita ao antecedente local. </li></ul><ul><li>Para os 2 últimos segmentos: diferença menor na leitura do segmento crítico do que a observada nas situações anteriores. </li></ul><ul><li>Uma ruptura antes da OR muda o julgamento preferencial dos sujeitos em favor de uma aposição não-local </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    34. 34. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Resultados do segundo experimento </li></ul><ul><li>Condição de fronteira alta: os tempos de leitura do segmento crítico não diferiram significativamente segundo a aposição. </li></ul><ul><li>Condição de fronteira baixa: também não foram observadas diferenças significativas. </li></ul><ul><li>A escolha em favor do antecedente não-local foi significativamente maior. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    35. 35. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Terceiro experimento </li></ul><ul><li>Sujeitos: 24 graduandos da Univ. Cat. de Petrópolis. </li></ul><ul><li>Material: 24 itens N1-P-N2-OR. </li></ul><ul><li>Tipo de segmentação: fronteira alta e baixa. </li></ul><ul><li>Tipo de aposição: não-local e local. </li></ul><ul><li>Aposição forçada feita com mudança de gênero (masc./fem.). </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    36. 36. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Madalena encontrou o cunhado da inquilina // que estava engessado // há várias semanas </li></ul><ul><li>Madalena encontrou a cunhada do inquilino // que estava engessado // há várias semanas. </li></ul><ul><li>Madalena encontrou o cunhado // da inquilina que estava engessado // há várias semanas. </li></ul><ul><li>Madalena encontrou a cunhada // do inquilino que estava engessado // há várias semanas. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008) Fronteira baixa + aposição forçada não-local Fronteira baixa + aposição forçada local Fronteira alta + aposição forçada não-local Fronteira alta + aposição forçada local
    37. 37. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Resultados do segundo experimento </li></ul><ul><li>Condição de fronteira alta: os tempos de leitura do segmento crítico não diferiram significativamente segundo a aposição. </li></ul><ul><li>Condição de fronteira baixa: também não foram observadas diferenças significativas. </li></ul><ul><li>O tempo de leitura com aposição forçada não-local foi superior aos encontrados com aposição forçada local. </li></ul><ul><li>A escolha em favor do antecedente não-local não se repetiu nesse experimento. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    38. 38. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Quarto experimento </li></ul><ul><li>Tinha por objetivo examinar se o efeito de segmentação visual (ruptura artificial) seria comparável ao efeito na segmentação auditiva (ruptura natural). </li></ul><ul><li>Sujeitos: 24 graduandos da Univ. Catol. de Petrópolis. </li></ul><ul><li>Materiais: mesmas sentenças do experimento 3. Foram lidas por um informante experiente, instruído a inserir pausas nos locais marcados. </li></ul><ul><li>A duração do segmento crítico foi medida na análise acústica. </li></ul><ul><li>A partir da média, estabeleceu-se que todos eles ficassem com a mesma duração na fronteira. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    39. 39. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Madalena encontrou o cunhado da inquilina // que estava engessado // há várias semanas </li></ul><ul><li>Madalena encontrou a cunhada do inquilino // que estava engessado // há várias semanas. </li></ul><ul><li>Madalena encontrou o cunhado // da inquilina que estava engessado // há várias semanas. </li></ul><ul><li>Madalena encontrou a cunhada // do inquilino que estava engessado // há várias semanas. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008) Fronteira baixa + aposição forçada não-local Fronteira baixa + aposição forçada local Fronteira alta + aposição forçada não-local Fronteira alta + aposição forçada local
    40. 40. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Resultados do quarto experimento </li></ul><ul><li>A diferença do tempo de reação de acordo com a fronteira foi pequena segundo a aposição. </li></ul><ul><li>Respostas às perguntas de compreensão: diferença significativa entre as freqüências de aposição relativa não-local e local. Quando a concordância forçada era local a freqüência de aposição relativa local era significativamente maior. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008) Tempos de reação (audição) do segmento crítico no experimento 4, segundo o tipo de fronteira e de aposição forçada. FRONTEIRA ALTA FRONTEIRA BAIXA APOSIÇÃO NÃO-LOCAL 2227 1601 APOSIÇÃO LOCAL 2153 1604
    41. 41. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Conclusões: </li></ul><ul><li>A leitura de sentenças com fronteira baixa parece menos custosa do que a de sentenças com fronteira alta. </li></ul><ul><li>Ex: </li></ul><ul><li>Madalena encontrou o cunhado da inquilina // que estava engessado // há várias semanas. </li></ul><ul><li>O peso prosódico de N1 para N2 é significativamente maior = tendência maior a fazer a ruptura em N2 no PB. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    42. 42. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Conclusões: </li></ul><ul><li>Independente da aposição local ou da localização da fronteira, o resultados apontam para uma escolha de resposta em favor do antecedente não-local. </li></ul><ul><li>Qualitativamente, o dados mostraram que os tempos de reação diferiam segundo o tipo de fronteira = maiores em fronteiras altas. </li></ul><ul><li>A partir das perguntas de compreensão observou-se que os sujeitos apresentavam maior dificuldade quando não havia a marca morfológica de número. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)
    43. 43. Prosódia e Processamento Sintático <ul><li>Conclusões: </li></ul><ul><li>Os dados parecem confirmar a premissa básica de que as segmentações impostas artificialmente sobre o input escrito causam impacto sobre o processamento. </li></ul>Lourenço-Gomes (2008)

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