Saude da mulher1

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O Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), tem por objetivo promover a assistência integral à saúde da mulher, com vistas à redução da morbimortalidade deste grupo populacional.

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  • A Atenção à Vida Sexual e Reprodutiva tem como base a Constituição Brasileira
    de 1988 e a Lei do Planejamento Familiar de 1996, além do Plano Nacional de Políticas
    para as Mulheres.
  • controle clínico de saúde, planejamento familiar, atendimento clínico
    e ginecológico. Com a valorização da autonomia aumenta a importância das práticas
    de educação em saúde como possibilidade de dotar as mulheres de mais conhecimento e
    capacidade crítica. Mas os processos sociais e institucionais não são simples e lineares. Esse programa trazia muitas inovações para as mulheres, pois estava centrado no conceito da integralidade, ou seja, as mulheres passaram a ser contempladas em todas as faixas etárias, em todos os ciclos de vida, em todos os seus papéis na sociedade e, naturalmente, em todos os seus problemas e necessidades de saúde.
  • • Controle de câncer de mama e do colo de útero, realizando o diagnóstico precoce com vistas a seu tratamento oportuno, evitando complicações e mortes decorrentes.
    • Redução das mortalidades materna e infantil – desta, com ênfase nas mortes por pneumonias e diarréias.
    • Investimento em programas de saúde voltados a pessoas idosas – hoje em dia cada vez mais numerosas, especialmente as mulheres.
    • Promoção da saúde, com ênfase em hábitos saudáveis como alimentação nutritiva e atividade física.
    • Fortalecimento da atenção básica, com garantias de que a Estratégia Saúde da Família esteja ao alcance de todos.
  • proporcionar atendimento integral às vítimas de violência sexual; evitar
    a revitimização; realizar prevenção e profi laxia do HIV e de outras infecções de transmissão
    sexual; realizar a interrupção legal da gravidez, quando esta decorrer da violência
    sexual; incentivar a denúncia das agressões sexuais e favorecer a coleta de provas
    para diminuir a impunidade dos agressores sexuais.
    Em caso de vítimas que sofreram violência nas últimas 72 horas, os(as) profi ssionais
    de saúde devem encaminhá-las conforme o Protocolo de Atendimento às Vítimas
    de Violência Sexual
  • Nos casos em que haja referência explícita ou suspeita de abuso sexual, o profi ssional está
    obrigado a notifi car o conselho tutelar, de acordo com a lei federal 8069-90, ou a Vara da Infância e
    Juventude, como determina o ECA, sendo relevante a presença de outro profi ssional durante a consulta.
    Recomenda-se a discussão dos casos em equipe multidisciplinar, de forma a avaliar a conduta, bem como
    o momento mais adequado para a notifi cação.
    8. O profi ssional de saúde deve aproveitar as oportunidades de contato com adolescentes e suas
    famílias para promover a refl exão e a divulgação de informações sobre temas relacionados à sexualidade
    e à saúde reprodutiva.
    9. A orientação deve incidir sobre todos os métodos, com ênfase na dupla proteção (uso de
    preservativos), sem juízo de valor.
  • 1.2.1 Orientações e condutas específi cas na assistência pré-concepcional
    • Orientação sobre os riscos do tabagismo e do uso rotineiro de bebidas alcoólicas
    e outras drogas lícitas ou ilícitas e verifi cação da necessidade de assistência
    especializada.
    • Orientação sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis como vírus da
    Imunodefi ciência Humana (HIV/Aids), sífi lis, gonorréia, clamídia e outras infecções
    como toxoplasmose, hepatite B, vírus da Inclusão Citomegálica (JIMENEZ, KRAJDEN,
    UHLIG, 2005).
  • Saude da mulher1

    1. 1. ENFERMAGEM  POLÍTICAS PROGRAMAS E SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Luzienne Cristine Alves Nascimento Moraes
    2. 2. CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA DE SAÚDE DA MULHER NO BRASIL Uma conquista importante foi a instituição do planejamento familiar pela Constituição de 1988, com plenas garantias por parte do Estado para que as pessoas decidissem se queriam ou não ter filhos, que foi regulamentado pela Lei de Planejamento Familiar em 1996.
    3. 3. Ministério da Saúde em 1984, formulou um programa que, muito mais que programa, era uma política que reorientava toda a atenção à saúde das mulheres: o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, conhecido como PAISM.
    4. 4. SAÚDE DA MULHER
    5. 5. Ao longo da década de 90, o Ministério da Saúde, rompeu com a ideia de uma política única, um programa único para atender às complexas situações de saúde das mulheres e passou a fracionar a saúde das mulheres em distintos programas.
    6. 6. O Programa de Saúde da Mulher tem por objetivo promover a assistência integral à saúde da mulher, com vistas à redução da morbimortalidade deste grupo populacional. Normatiza, organiza e monitora, juntamente com os Distritos Sanitários, as ações de atenção à saúde da mulher em todos os níveis de complexidade na Rede Municipal.
    7. 7. Aspectos de Riscos
    8. 8. ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL prevenir e tratar os agravos resultantes da violência sexual contra mulheres, crianças e adolescentes; prevenir a violência doméstica e, em especial, a violência de gênero, proporcionar atendimento integral às vítimas de violência sexual; evitar a revitimização; realizar prevenção e profilaxia do HIV e de outras infecções de transmissão sexual; realizar a interrupção legal da gravidez, quando esta decorrer da violência sexual; incentivar a denúncia das agressões sexuais e favorecer a coleta de provas para diminuir a impunidade dos agressores sexuais.
    9. 9. ANTICONCEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA Nos casos em que haja referência explícita ou suspeita de abuso sexual, o profissional está obrigado a notificar o conselho tutelar, de acordo com a lei federal 8069-90, ou a Vara da Infância e Juventude, sendo relevante a presença de outro profissional durante a consulta. Recomenda-se a discussão dos casos em equipe multidisciplinar, de forma a avaliar a conduta, bem como o momento mais adequado para a notificação. O profissional de saúde deve aproveitar as oportunidades de contato com adolescentes e suas famílias para promover a reflexão e a divulgação de informações sobre temas relacionados à sexualidade e à saúde reprodutiva. A orientação deve incidir sobre todos os métodos, com ênfase na dupla proteção (uso de preservativos), sem juízo de valor.
    10. 10. ASSISTÊNCIA À PRÉ-CONCEPÇÃO A Assistência à pré-concepção tem como objetivo orientar e assistir as mulheres/ casal que queiram engravidar, com o intuito de identificar os fatores de risco ou doenças que interferem na evolução saudável de uma futura gestação. A equipe de saúde deverá, ao assistir as mulheres/casais, prevenir, detectar e tratar fatores que possam interferir na fertilidade e na concepção.
    11. 11. CAPTAÇÃO E VINCULAÇÃO NO PRÉ-NATAL Toda mulher da área de abrangência do Centro de Saúde, com história de atraso menstrual superior a 7 (sete) dias, deverá ser acolhida pela Equipe de Saúde da Família e encaminhada para consulta de acolhimento com enfermeiro(a) ou médico(a) para diagnóstico da gestação e solicitação do Teste de Gravidez (BHCG sérico), preferencialmente, no mesmo dia.
    12. 12. ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL A Equipe de Saúde da Família deve acompanhar a gestante nas consultas individuais, nos grupos de educação em saúde, e em visita domiciliar para garantir a realização do pré-natal. Além de realizar busca ativa em caso de gestantes faltosas ou dificuldade de acesso ao serviço de saúde.
    13. 13. ASSISTÊNCIA AO CLIMATÉRIO Os(as) profissionais de saúde têm um papel primordial junto às mulheres que vivenciam este período, prestando atenção primária à saúde, em nível individual ou grupal; compartilhando conhecimentos com as mulheres e familiares sobre as mudanças e cuidados necessários; propiciando oportunidades para que estas expressem seus sentimentos, medos e dúvidas; desenvolvendo ações de promoção e recuperação da saúde e prevenção de doenças; trabalhando as questões de gênero e fortalecendo os potenciais e capacidades das mulheres para enfrentar as dificuldades vividas nesta etapa de transição da vida (ZAMPIERI, 2005).
    14. 14. RASTREAMENTO E DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA Os(as) profissionais de saúde devem atuar na promoção dos fatores evitáveis do câncer de mama, por meio de programas de educação em saúde, como também, na detecção precoce através do rastreamento mamográfico e do exame clínico de mama.
    15. 15. RASTREAMENTO E CONTROLE DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO •Para um efetivo rastreamento é necessário o que os(as) profissionais do Centro de Saúde: Estabeleçam a cobertura do exame colpocitológico, por meio do planejamento local do CS; • Identifiquem a população feminina na área descrita da Equipe da Estratégia da Saúde da Família; • Identifiquem as mulheres do grupo de risco (mulheres com vida sexual ativa em qualquer idade e, em especial, mulheres com idade entre 25 e 59 anos); • Sensibilizem a população e, sobretudo, as mulheres para a necessidade da realização do exame; • Estimulem a captação das mulheres pelo ACS e o encaminhamento ao Centro de Saúde para exame; • Estabeleçam a livre demanda ou agendamento prévio para coleta e entrega do resultado; • Realizem orientações prévias, preferencialmente por escrito, para a coleta adequada do exame; • Façam a busca ativa e seguimento das mulheres com alterações que necessitam de tratamentos e encaminhamentos para especialidades.
    16. 16. HUMANIZAÇÃO E QUALIDADE: PRINCÍPIOS PARA UMA POLÍTICA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER A humanização da atenção em saúde é um processo contínuo e demanda reflexão permanente sobre os atos, condutas e comportamentos de cada pessoa envolvida na relação. É preciso maior conhecimento de si, para melhor compreender o outro com suas especificidades e para poder ajudar sem procurar impor valores, opiniões ou decisões.
    17. 17. Acesso da população às ações e aos serviços de saúde – definição da estrutura e organização da rede assistencial, incluindo a formalização dos sistemas de referência e contrareferência que possibilitem a continuidade das ações, a melhoria do grau de resolutividade dos problemas e o acompanhamento da clientela pelos profissionais de saúde da rede integrada; – captação precoce e busca ativa das usuárias; – disponibilidade de recursos tecnológicos e uso apropriado, de acordo com os critérios de evidência científica e segurança da usuária; – capacitação técnica dos profissionais de saúde e funcionários dos serviços envolvidos nas ações de saúde para uso da tecnologia adequada, acolhimento humanizado e práticas educativas voltadas à usuária e à comunidade; – disponibilidade de insumos, equipamentos e materiais educativos;
    18. 18. Definição da estrutura e organização da rede assistencial, incluindo a formalização dos sistemas de referência e contra-referência que possibilitem a continuidade das ações, a melhoria do grau de resolutividade dos problemas e o acompanhamento da clientela pelos profissionais de saúde da rede integrada; Captação precoce e busca ativa das usuárias; e disponibilidade de recursos tecnológicos e uso apropriado, de acordo com os critérios de evidência científica e segurança da usuária; Análise de indicadores que permitam aos gestores monitorar o andamento das ações, o impacto sobre os problemas tratados e a redefinição de estratégias ou ações que se fizerem necessárias.
    19. 19. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Programa Saúde da Mulher. Protocolo de atenção integral a saúde da mulher. Florianópolis. - - Tubarão : Ed. Copiart, 2010. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde da mulher : um diálogo aberto e participativo. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010. 50 p. – (Série B. Textos Básicos de Saúde)

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