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Adília Maia Gaspar, António Manzarra
Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano
© Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados.
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LIVRE-
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
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LIVRE-ARBÍTRIO
ÇÕES ASSUMIDAS SOBRE O PROBLEMA DO LIVRE-ARBÍTRIO
Caracterização Representantes
Libertismo Existe livre-arbítrio e este não é compatível com o determinismo.
Robert Kane e Richard
Swinburn
Determinismo radical Existe determinismo e este não é compatível com o livre-arbítrio. Sam Harris e Jerry Coyne
Compatibilismo Existe determinismo, mas este é compatível com o livre-arbítrio.
Daniel Dennett
Harry Frankfurt
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano
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LIVRE-ARBÍTRIO
ONCEÇÕES DE LIVRE-ARBÍTRIO
Libertismo
(conceção clássica)
O livre-arbítrio é a capacidade de o sujeito racional, partindo do princípio de que tem alternativas, poder
optar, num determinado e específico momento, por uma ou por outra das alternativas.
Determinismo radical
(conceção clássica)
Aceita a conceção libertista de livre-arbítrio, mas nega a capacidade de o sujeito racional ter alternativas de
opção, isto é, quando «escolheu» b só poderia ter escolhido b, naquele preciso momento e circunstâncias,
face a causas anteriores.
Compatibilismo
(uma conceção diferente)
Defende uma conceção segundo a qual o livre-arbítrio é a capacidade de os seres humanos, enquanto
agentes dotados de consciência, exercerem algum controlo sobre as suas decisões e ações e sobre outras
ocorrências, dependendo do conhecimento que têm da cadeia de causas e efeitos.
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano
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Exemplos das conceções de livre-arbítrio – LIBERTISMO
Se no momento x (do tempo e do espaço) uma pessoa opta por dar uma esmola a um pobre, nesse mesmo momento,
mantendo-se idênticas todas as condições, poderia ter optado por não ter dado esmola a esse pobre.
Se no momento x (do tempo e do espaço) uma pessoa optou por assassinar um indivíduo, nesse mesmo momento,
mantendo-se idênticas todas as condições, poderia ter optado por não o assassinar.
LIVRE-ARBÍTRIO
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
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Exemplos das conceções de livre-arbítrio – DETERMINISMO
Se no momento x (do tempo e do espaço) uma pessoa optou por dar uma esmola a um pobre, nesse mesmo momento,
mantendo-se idênticas todas as condições, não poderia ter optado por não dar esmola a esse pobre.
Se no momento x (do tempo e do espaço) uma pessoa optou por assassinar um indivíduo, nesse mesmo momento,
mantendo-se idênticas todas as condições, não poderia ter optado por não o assassinar.
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Exemplos das conceções de livre-arbítrio – COMPATIBILISMO
Se a mulher X pretende evitar uma gravidez indesejada, pode optar por começar a tomar um medicamento contracetivo
e o que ela teme e não deseja não ocorre.
Se o homem Y deseja reduzir o seu peso, pode optar por uma dieta em vez de comer indiscriminadamente quaisquer
alimentos.
LIVRE-ARBÍTRIO
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano
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LIVRE-ARBÍTRIO
PAIS PRESSUPOSTOS SOBRE O PROBLEMA DO LIVRE-ARBÍTRIO
Libertismo
Defende a existência de pelo menos uma outra opção, além da tomada (princípio das possibilidades
alternativas).
Reconhece que o poder de realização da ação se encontra no indivíduo (princípio da autodeterminação).
Estabelece distinção entre a natureza física e a mente.
Determinismo
Defende o princípio da causalidade universal à qual nada escapa.
Considera que a consciência da liberdade é uma ilusão.
Compatibilismo
Reconhece o princípio da causalidade, mas defende que uma ação poderá, em simultâneo, ser livre.
Considera que uma ação livre é aquela que não é constrangida.
Apresenta uma conceção diferente do que seja o livre-arbítrio.
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano
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LIVRE-ARBÍTRIO
ES COM A CONCEÇÃO CLÁSSICA DE LIVRE-ARBÍTRIO – LIBERTISMO
Não há evidência que confirme a
tese libertista, porque esta supõe
uma afirmação contrafactual: diz-se
que se poderia ter feito outra
escolha, mas o facto é que não se
fez outra escolha, fez-se aquela.
Pretende que as nossas ações, pelo
menos algumas, não são causadas,
mas a ciência diz-nos que tudo o
que acontece (incluindo as nossas
ações) têm causas e que nas
mesmas circunstâncias as mesmas
causas produzem os mesmos
efeitos.
Parece confundir consciência com
vontade; as nossas ações são
conscientes, mas tal não prova que
sejam fruto de uma vontade
incausada. Experiências científicas a
nível neurológico apontam no
sentido de as decisões do sujeito
precederem a sua tomada de
consciência.
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano
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LIVRE-ARBÍTRIO
ADES COM A CONCEÇÃO CLÁSSICA DE LIVRE-ARBÍTRIO – DETERMINISMO
A tese da negação da existência de
livre-arbítrio contraria as nossas
intuições mais persistentes.
A ser verdadeira, conduziria à
conclusão de que não se pode
imputar responsabilidade moral às
pessoas.
A noção de racionalidade humana
não faz sentido sem a admissão da
existência de livre-arbítrio.
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano
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LIVRE-ARBÍTRIO
ES COM A CONCEÇÃO CLÁSSICA DE LIVRE-ARBÍTRIO – COMPATIBILISMO
A compatibilização só é
possível, alterando, um
pouco ad hoc, a definição
de livre-arbítrio.
O entendimento do livre-
arbítrio como a
capacidade de
controlar/alterar a cadeia
causal implica por sua vez
a necessidade de admitir
outras causas para as
ações.
Não parece existir
diferença significativa
entre determinismo e
compatibilismo; parecem
falar da mesma realidade,
alterando apenas o modo
de se lhe referir.
Ao admitir a causalidade
universal, não esclarece
bem o que é uma ação
não constrangida.
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
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LIVRE-ARBÍTRIO
UMAS CONCLUSÕES SOBRE O PROBLEMA DO LIVRE-ARBÍTRIO
Um problema difícil de equacionar:
• exige a clarificação rigorosa das teses defendidas e das suas implicações;
• requer a avaliação cuidada das razões apresentadas;
• pressupõe o conhecimento dos dados científicos existentes e carece ainda de outros, dependentes de mais
investigação.
Um problema em aberto: um exemplo de problema perene na história da filosofia.
Adília Maia Gaspar, António Manzarra
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PARA REFLEXÃO
Voltemos mais uma vez à imagem do teatro de marionetes. Vemos as marionetes
dançando no palco minúsculo, movendo-se de um lado par o outro, levados pelos
cordões, seguindo as marcações dos seus pequeninos papéis. Aprendemos a compreender
a lógica deste teatro. E nos encontramos nele. Localizamo-nos na sociedade e assim
reconhecemos a nossa própria posição, determinada por fios subtis. Por um momento,
vemo-nos realmente como fantoches. De repente, porém, percebemos uma diferença
decisiva entre o teatro de bonecos e o nosso próprio drama. Ao contrário dos bonecos,
temos a possibilidade de interromper os nossos movimentos, olhando para o alto e
divisando o mecanismo que nos moveu. Este ato constitui o primeiro passo para a
liberdade.
Peter Berger, Perspetivas Sociológicas, Editora Vozes, 2001, pp. 193/194.
LIVRE-ARBÍTRIO

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  • 2. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. LIVRE-
  • 3. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. LIVRE-ARBÍTRIO ÇÕES ASSUMIDAS SOBRE O PROBLEMA DO LIVRE-ARBÍTRIO Caracterização Representantes Libertismo Existe livre-arbítrio e este não é compatível com o determinismo. Robert Kane e Richard Swinburn Determinismo radical Existe determinismo e este não é compatível com o livre-arbítrio. Sam Harris e Jerry Coyne Compatibilismo Existe determinismo, mas este é compatível com o livre-arbítrio. Daniel Dennett Harry Frankfurt
  • 4. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. LIVRE-ARBÍTRIO ONCEÇÕES DE LIVRE-ARBÍTRIO Libertismo (conceção clássica) O livre-arbítrio é a capacidade de o sujeito racional, partindo do princípio de que tem alternativas, poder optar, num determinado e específico momento, por uma ou por outra das alternativas. Determinismo radical (conceção clássica) Aceita a conceção libertista de livre-arbítrio, mas nega a capacidade de o sujeito racional ter alternativas de opção, isto é, quando «escolheu» b só poderia ter escolhido b, naquele preciso momento e circunstâncias, face a causas anteriores. Compatibilismo (uma conceção diferente) Defende uma conceção segundo a qual o livre-arbítrio é a capacidade de os seres humanos, enquanto agentes dotados de consciência, exercerem algum controlo sobre as suas decisões e ações e sobre outras ocorrências, dependendo do conhecimento que têm da cadeia de causas e efeitos.
  • 5. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. Exemplos das conceções de livre-arbítrio – LIBERTISMO Se no momento x (do tempo e do espaço) uma pessoa opta por dar uma esmola a um pobre, nesse mesmo momento, mantendo-se idênticas todas as condições, poderia ter optado por não ter dado esmola a esse pobre. Se no momento x (do tempo e do espaço) uma pessoa optou por assassinar um indivíduo, nesse mesmo momento, mantendo-se idênticas todas as condições, poderia ter optado por não o assassinar. LIVRE-ARBÍTRIO
  • 6. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. Exemplos das conceções de livre-arbítrio – DETERMINISMO Se no momento x (do tempo e do espaço) uma pessoa optou por dar uma esmola a um pobre, nesse mesmo momento, mantendo-se idênticas todas as condições, não poderia ter optado por não dar esmola a esse pobre. Se no momento x (do tempo e do espaço) uma pessoa optou por assassinar um indivíduo, nesse mesmo momento, mantendo-se idênticas todas as condições, não poderia ter optado por não o assassinar. LIVRE-ARBÍTRIO
  • 7. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. Exemplos das conceções de livre-arbítrio – COMPATIBILISMO Se a mulher X pretende evitar uma gravidez indesejada, pode optar por começar a tomar um medicamento contracetivo e o que ela teme e não deseja não ocorre. Se o homem Y deseja reduzir o seu peso, pode optar por uma dieta em vez de comer indiscriminadamente quaisquer alimentos. LIVRE-ARBÍTRIO
  • 8. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. LIVRE-ARBÍTRIO PAIS PRESSUPOSTOS SOBRE O PROBLEMA DO LIVRE-ARBÍTRIO Libertismo Defende a existência de pelo menos uma outra opção, além da tomada (princípio das possibilidades alternativas). Reconhece que o poder de realização da ação se encontra no indivíduo (princípio da autodeterminação). Estabelece distinção entre a natureza física e a mente. Determinismo Defende o princípio da causalidade universal à qual nada escapa. Considera que a consciência da liberdade é uma ilusão. Compatibilismo Reconhece o princípio da causalidade, mas defende que uma ação poderá, em simultâneo, ser livre. Considera que uma ação livre é aquela que não é constrangida. Apresenta uma conceção diferente do que seja o livre-arbítrio.
  • 9. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. LIVRE-ARBÍTRIO ES COM A CONCEÇÃO CLÁSSICA DE LIVRE-ARBÍTRIO – LIBERTISMO Não há evidência que confirme a tese libertista, porque esta supõe uma afirmação contrafactual: diz-se que se poderia ter feito outra escolha, mas o facto é que não se fez outra escolha, fez-se aquela. Pretende que as nossas ações, pelo menos algumas, não são causadas, mas a ciência diz-nos que tudo o que acontece (incluindo as nossas ações) têm causas e que nas mesmas circunstâncias as mesmas causas produzem os mesmos efeitos. Parece confundir consciência com vontade; as nossas ações são conscientes, mas tal não prova que sejam fruto de uma vontade incausada. Experiências científicas a nível neurológico apontam no sentido de as decisões do sujeito precederem a sua tomada de consciência.
  • 10. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. LIVRE-ARBÍTRIO ADES COM A CONCEÇÃO CLÁSSICA DE LIVRE-ARBÍTRIO – DETERMINISMO A tese da negação da existência de livre-arbítrio contraria as nossas intuições mais persistentes. A ser verdadeira, conduziria à conclusão de que não se pode imputar responsabilidade moral às pessoas. A noção de racionalidade humana não faz sentido sem a admissão da existência de livre-arbítrio.
  • 11. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. LIVRE-ARBÍTRIO ES COM A CONCEÇÃO CLÁSSICA DE LIVRE-ARBÍTRIO – COMPATIBILISMO A compatibilização só é possível, alterando, um pouco ad hoc, a definição de livre-arbítrio. O entendimento do livre- arbítrio como a capacidade de controlar/alterar a cadeia causal implica por sua vez a necessidade de admitir outras causas para as ações. Não parece existir diferença significativa entre determinismo e compatibilismo; parecem falar da mesma realidade, alterando apenas o modo de se lhe referir. Ao admitir a causalidade universal, não esclarece bem o que é uma ação não constrangida.
  • 12. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. LIVRE-ARBÍTRIO UMAS CONCLUSÕES SOBRE O PROBLEMA DO LIVRE-ARBÍTRIO Um problema difícil de equacionar: • exige a clarificação rigorosa das teses defendidas e das suas implicações; • requer a avaliação cuidada das razões apresentadas; • pressupõe o conhecimento dos dados científicos existentes e carece ainda de outros, dependentes de mais investigação. Um problema em aberto: um exemplo de problema perene na história da filosofia.
  • 13. Adília Maia Gaspar, António Manzarra Do Outro Lado do Espelho 10 • Filosofia 10.º ano © Raiz Editora, 2021. Todos os direitos reservados. PARA REFLEXÃO Voltemos mais uma vez à imagem do teatro de marionetes. Vemos as marionetes dançando no palco minúsculo, movendo-se de um lado par o outro, levados pelos cordões, seguindo as marcações dos seus pequeninos papéis. Aprendemos a compreender a lógica deste teatro. E nos encontramos nele. Localizamo-nos na sociedade e assim reconhecemos a nossa própria posição, determinada por fios subtis. Por um momento, vemo-nos realmente como fantoches. De repente, porém, percebemos uma diferença decisiva entre o teatro de bonecos e o nosso próprio drama. Ao contrário dos bonecos, temos a possibilidade de interromper os nossos movimentos, olhando para o alto e divisando o mecanismo que nos moveu. Este ato constitui o primeiro passo para a liberdade. Peter Berger, Perspetivas Sociológicas, Editora Vozes, 2001, pp. 193/194. LIVRE-ARBÍTRIO