Preparação do Design Gráfico para Mídia Impressa - Parte 5 (final)

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Preparação do Design Gráfico para Mídia Impressa - Parte 5 (final)

  1. 1. Concepção, Texto e Projeto Gráfico: Luiz Seman www.semanluiz.com.br Direitos reservados e protegidos pela Lei nº 5988 de 14/12/73. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da Editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. 1ª Edição BIBLIOGRAFIA ROMANO, Frank & Richard M. – GATF Encyclopedia of Communications. Graphic Arts Technical Foundation. 1997. BAER, Lorenzo – Produção Gráfica - Editora SENAC - São Paulo, 1995. SEMAN, Luiz – Produção Gráfica na Era Digital. Gráfica Posigraf S.A., 2000. _____________ – Criatividade e Custo Gráfico. Gráfica Posigraf S.A., 2001. _____________ – Fechamento de Arquivos Posigraf. Gráfica Posigraf S.A., 2004. _____________ – PDF Posigraf para CCZ Elétrica. Gráfica Posigraf S.A., 2006. _____________ – Conhecimento Gráfico. Gráfica Posigraf S.A., 2006. _____________ – Café Gráfico Posigraf. Gráfica Posigraf S.A., 2008. 3PREPARAÇÃO DO DESIGN PARA MÍDIA IMPRESSA Módulo 4
  2. 2. No último módulo deste curso, faremos uma passagem pelo mundo do acabamento gráfico, mostrando todos os recursos existentes para valorizar o impresso. Mostraremos os recursos virtuais que tornam os procedimentos gráficos processos sintonizados com a evolução da mídia eletrônica. Não se trata de web design, e sim da inserção do design no mundo web, com interação entre web e impressão. Serão abordadas também as mais recentes trends em mídia gráfica, com as últimas novidades em diagramação virtual, automação de prepress, impressão digital, interação mídia impressa/internet e distribuição dirigida com auxílio de softwares de geoprocessamento. Luiz Seman Curitiba, 2010. 4 LUIZ SEMAN Esta apostila pertence a
  3. 3. Módulo 4 Tipos Especiais de Acabamento Tipos de recursos de pós-impressão. Gráfica Virtual O uso da Internet como ferramenta de Design e Artes Gráficas. Tendências Novas tecnologias gráficas. Sumário Tipos especiais de acabamento Vernizes...................................................................................................................................................................................................................................06 Relevo ......................................................................................................................................................................................................................................07 Hot stamping...........................................................................................................................................................................................................................08 Corte e vinco............................................................................................................................................................................................................................08 Impressão lenticular...............................................................................................................................................................................................................08 Aromas e essências .................................................................................................................................................................................................................09 Gráfica virtual ......................................................................................................................................................................................................................................10 Portais de workflow na internet.............................................................................................................................................................................................10 Automação de diagramação....................................................................................................................................................................................................10 Portais de editoração na internet...........................................................................................................................................................................................11 Cross-mídia .............................................................................................................................................................................................................................11 Web to print ............................................................................................................................................................................................................................12 Tendências / Trends .............................................................................................................................................................................................................................12 Gráfica digital .........................................................................................................................................................................................................................13 Impressão de dados variáveis - VDP .....................................................................................................................................................................................14 Code as art ..............................................................................................................................................................................................................................15 Ícones de relacionamento .......................................................................................................................................................................................................15 Realidade aumentada.............................................................................................................................................................................................................16 E-book......................................................................................................................................................................................................................................16 Geoprocessamento ..................................................................................................................................................................................................................17 06 5PREPARAÇÃO DO DESIGN PARA MÍDIA IMPRESSA
  4. 4. Módulo4-Parte1 TiposEspeciaisdeAcabamento Além dos acabamentos convencionais que vimos no Módulo 2, existem recursos de pós-impressão criados e utilizados para valorizar o impresso, tornando-o peça interativa com outros sentidos humanos. O sentido da visão é o primeiro e óbvio contato do observador com a peça gráfica. O tato também, mas este não é estimulado de maneira direta, sendo o toque sobre o papel vinculado principalmente à sustentação do suporte, e não a alguma sensação especial. Entre as funções puramente práticas dos acabamentos especiais, tais como laminações e vernizes, temos: –Protegeroimpressocontraaaçãodotempo(laminaçãoeplastificação); –Evitarqueacamadadetintasejariscada(vernizes,laminaçãoeplastificação); –Reforçaraestruturadecapasdelivros,revistas,catálogos,etc.(laminaçãoeplastificação); –Impermeabilizarasuperfíciedopapelimpresso(laminaçãoeplastificação); –Tornaratraenteavisualizaçãodeáreasdeterminadas(vernizes); –Dardestaqueaessasáreasemrelaçãoaoutras(relevo); –Diferenciarasinformaçõesmaisimportantes(relevo,hotstamping); –Identificaroimpresso(hotstamping); Além desse uso prático, os acabamentos especiais podem estimular outros sentidos além da visão e do tato. São recursos que provocam sensações distintas das usuais. Descrevemos a partir de agora os recursos conhecidos e disponíveis no mercado, para aplicação sobre a superfície do papel e outros substratos. Junto a essas descrições, apontamos cuidados e precauções que devem ser tomadas para a perfeita utilização desses recursos. Vernizes Verniz U.V. A secagem é feita por exposição da área aplicada à luz ultravioleta. É aplicado em máquinas semelhantes às da impressão serigráfica, ou mesmo em impressoras Offset comuns. Sua aplicação pode ser localizada (em áreas determinadas) ou cobrir totalmente a área impressa (vernizchapado). Oferece alto brilho, e destaca-se sobre cores e áreas mais escuras. Não se recomenda a aplicação sobre papéis tipo Offset. Pode ‘descascar’ com o tempo, devido à má aplicação (baixo tempo de secagem sob a luz). Não se recomenda a cobertura total das páginas de um livro, pois poderá haver adesão das páginas entre si. Verniz sobre impressão, ou Verniz de Máquina Aplicado em uma unidade especial das impressoras planas Offset, é composto à base de óleo e oferece pouco brilho, podendo ser aplicado apenas chapado. Usado para proteção de áreas impressas chapadas. É recomendada sua aplicação ao se utilizarem cores metálicas chapadas no impresso. 6 LUIZ SEMAN
  5. 5. 7PREPARAÇÃO DO DESIGN PARA MÍDIA IMPRESSA Verniz a base de água, ou vinílico Também aplicado em estação especial das impressoras planas Offset, é solúvel em água e oferece brilho de intensidade baixa. Dá cobertura e aparência melhores do que os vernizes a base de óleo. Pode ser aplicado chapado ou em superfícies localizadas, mas apenas em áreas de ângulos retos (quadrados e retângulos), ou ainda reservando áreas de páginas. Esses vernizes mais protegem que brilham; não se pode esperar resultado equivalente ao U.V. Verniz fosco Também aplicado em estação especial das impressoras planas Offset, torna foscas superfícies brilhantes. Cuidado: sobre papel fosco, prejudica a secagem da tinta. LaminaçãoePlastificação Existem dois tipos de revestimento plástico para papéis: laminação ou plastificação. A plastificação tem como matéria-prima o polietileno, enquanto a laminação tem como matéria-prima o polipropileno bi- orientado (BOPP). A diferença visual é marcante; enquanto na plastificação percebe-se o efeito “casca de laranja”, a laminação apresenta acabamento mais liso e uniforme. Plastificação Foi a primeira forma de revestimento da superfície do papel, utilizada para proteger e aumentar a durabilidade do suporte. Ainda em uso atualmente, é utilizada em cartazes, revestimento de livros e embalagens. Não permite colagem, por isso nas áreas de cola deverá ter reserva (área sem plástico). Para revestimento de livros, recomenda-se aplicar plastificação com 30 micra de espessura em papéis com gramatura de 150 gr/m2. Quando a plastificação for aplicada em outras peças, o papel deve ter no mínimo 180 gr/m2. Laminação Aplicação de filme de polietileno sobre o papel, com espessura 28,0 ± 2,0 micras (µ) e gramatura de 25,0 ± 2,5 Gr/m². É um acabamento mais regular e uniforme que a plastificação. Problemas de “enrolamento” após aplicação desses revestimentos devem-se ao fato de que, impermeabilizado pela laminação, o papel não absorve a umidade do ar, o que faz com que suas fibras se encolham. Esse fenômeno é mais facilmente percebido quanto mais fino for o papel. Relevo No contexto da história das artes gráficas, a utilização do relevo como método de impressão começou na Alemanha por volta do início do século 13. A gravação era uma arte feita por ourives, artesãos que, além de produzirem jóias, gravavam inscrições em armas de fogo, instrumentos musicais e objetos religiosos desde tempos antigos. Sugere-se que os ourives começaram a imprimir suas gravações para registrar os desenhos, daí vindo o uso da gravação para impressão. Hoje em dia se utiliza a gravação e impressão em relevo para cédulas de dinheiro, papéis monetários como ações da Bolsa, passaportes e selos postais de alto valor, pois é um método que dificultaafalsificação. É também utilizada na confecção de convites e cartões de visita, dando-lhes aspecto mais refinado. As cédulas brasileiras têm parte de sua impressão feita em relevo timbrado, percebido ao esfregarmos as unhas na superfície da cédula. A impressão é feita a partir de uma matriz gravada à mão, por ácido ou ponta mecânica de aço. Esta matriz é prensada numa contra-matriz, gravando-lhe a superfície (ver imagem acima). O papel é então prensado contra esse conjunto, adquirindo relevo. A gravação pode ser preenchida com tinta, depositando-a no papel com volume visível e sensível ao toque. O papel para impressão em relevo deve sempre ter gramatura de 180 gr/m2 ou superior.
  6. 6. HotStamping Usado principalmente para identificação de livros, o hot stamping também pode destacar textos em outras situações. Na aplicação, um clichê aquecido entra em contato com uma película de acetato, à qual se aderiu um filme metálico que, ao sofrer a ação do calor e da pressão, se descola do filme e adere ao papel. As fitas metalizadas são fabricadas em diversas cores. CorteeVinco Processo de acabamento utilizado na produção de envelopes, caixas e embalagens em geral. É obtido através da ação de uma ferramenta de corte e vinco chamada faca, com lâminas que, prensadas sobre o papel, fazem o corte e aplicam vincos no papel, em áreas predeterminadas. Após a separação das aparas restantes, o papel é dobrado e colado, formando os objetos finais. O principal cuidado na finalização do arquivo refere-se aos desenhos de envelopes, relativo à reserva de áreas sem tinta, pois a montagem é prejudicada por áreas impressas, principalmente chapados (tinta 100%) aplicados na área interna dos envelopes. Na ilustração à direita, as áreas em vermelho no verso dos envelopes não deve ter imagem ou tinta. Impressãolenticular A impressão tem como resultado um fenômeno visual bidimensional. Para causar uma sensação de tridimensionalidade na peça impressa, aplica-se a impressão lenticular. Nela, a mesma imagem (ou duas imagens diferentes) é fracionadas e impressa (em Offset) sobre uma base de plástico. Essa base pode ter um fundo branco ou ser transparente, de acordo com o efeito desejado. Sobre a impressão, é aplicada uma película subdividida em áreas paralelas com curvatura milimétrica, o que faz o olho ‘enxergar’ apenas um ângulo (ou imagem) de cada vez, ao movimentar-se o substrato durante a observação. O arquivo deve ter imagens aplicadas em diferentes camadas (layers), seguindo-se a orientação de acordo com as orientações de cada gráfica que produz esse tipo de impresso. 8 LUIZ SEMAN Clichê Fita MetalizadaSuporte (papel, etc.) Lente Lenticular Imagens combinadas Paralaxe = diferentes imagens
  7. 7. Aromaseessências É possível utilizar recursos que provocam sensações distintas das usualmente experimentadas na observação e manuseio de uma peça impressa. Um deles é a aplicação de aromas. Peças publicitárias mais agressivas podem conter aromas, estimular o tato, mudar de cor; informações podem aparecer ou desaparecer. Para isso, existem tintas que, ao invés de terem pigmentos em sua composição, têm micro cápsulas que carregam diferentes fragrâncias, mudam de pigmentação, etc. Podem ser desenvolvidas tintas com fragrâncias especiais. As fragrâncias e efeitos podem ser aplicados como um verniz nas impressoras offset, ou em serigrafia. Por serem ainda extremamente caras, essas tintas são usadas geralmente em áreas localizadas e pequenas; devido a isso, o uso de aromas no impresso é bastante reduzido, exceção feita a catálogosdeperfumes, que são impressos em rotogravura e fartamente aromatizados. Abaixo, exemplos encontrados no mercado (entre parêntesis, os nomes originais em Inglês). Raspadinha (Scratch off) As raspadinhas, inicialmente usadas apenas para ocultar informações, podem ser texturizadas, coloridas e odorizadas. Raspe e Cheire (Scratch’n’Sniff) Aplicada por serigrafia, a impressão é feita com tinta carregada de micro cápsulas. O leitor raspa a superfície da tinta, de onde exala a fragrância. AbraeCheire(Snap’n’nburst)Aplicada em papel dobrado; ao desdobrar, exala a fragrância. Sua ação também é prolongada. Vernizes Fotocromáticos Mudam de cor ou a pigmentação desaparece quando sofre ação do calor. Vernizes Termocromáticos Tintas que mudam de cor ou cuja pigmentação só aparece quando sofrem ação da luz. VernizTextura Vernizes com textura áspera, macia, molhada, aveludada, lenticular, etc. Microverniz Deixa o cheiro na mão ao esfregá-la sobre o papel por ele coberto. A ação é rápida, sendo descartável após o primeiro uso. Aplicação de Amostras (Sampling) Uma superfície-base feita de plástico carrega amostra de sólidos como produtos em pó para maquiagem, batons, etc. Sobre a base, uma película de plástico para preservar o produto. A base é, então, colada sobre o impresso. Ao retirar a película, pode-se fazer amostragem do produto. EtiquetasAromáticas Laminadas com aromas, para serem aplicadas em áreas sem impressão. Ação rápida. VernizesFluorescentes(Glowinthedark) Pigmentos micro encapsulados absorvem a luz e brilham no escuro. Molhe e Veja (Wet’n’watch) Aplicação de micro cápsulas pigmentadas sobre áreas localizadas que, quando molhadas, ficam transparentes e permitem visualizar a mensagem impressa. Os efeitos acima descritos estão disponíveis no mercado e podem ser atualizados ou não mais comercializados com o passar do tempo. As fragrâncias são inumeráveis, bem como os efeitos possíveis e as substâncias para amostragem. Praticamente todos os aromas, texturas e efeitos têm matérias primas importadasousãoimportados.Podemserdesenvolvidosaromasquenãoconstemdalistagemdosfornecedores. 9PREPARAÇÃO DO DESIGN PARA MÍDIA IMPRESSA
  8. 8. Módulo4-Parte2 GráficaVirtual As gráficas utilizam a computação e a internet desde os primórdios dessa evolução tecnológica. Primeiro foram os scanners e os sistemas de fotocomposição; depois, o uso dos computadores na diagramação, ilustração, composição de textos e nos chamados high ends (ambientes de saída - gravação de chapas). Hoje, o uso de tecnologia da informação permeia o processo gráfico, gerando um processo virtual de geração de impressos. Portais de Workflow na Internet São ambientes virtuais, portais da internet nos quais se desenvolve todo fluxo de pré-impressão. Através de login e senha, o usuário acessa um site da internet, no qual faz o upload das imagens que serão impressas. Essas imagens terão alta definição somente na saída, pois no workflow elas são apenas links da web e circulam ‘em baixa’; somente serão aplicadas as imagens ‘em alta’ na saída de gravação das chapas. As provas são virtuais; as aprovações, tanto de conteúdo quanto de cores, são feitas pela internet. A diagramação pode ser automatizada (ver no box abaixo). A geração dos PDFs é automática, e o envio dos PDFs via FTP é feito no mesmo ambiente. O trabalho é monitorado através de relatórios de produção, que são enviados por e-mail e também ficam disponíveis no site. Há o controle total das horas trabalhadas, bem como o acesso ao sistema é restrito de acordo com níveis de responsabilidade. Podem ser feitos links com sistemas administrativos para controle dos custos do processo. Automação de Diagramação O departamento de Marketing passa para o departamento de Criação os dados dos produtos que serão impressos em um catálogo. Esses dados (modelo, características técnicas, preço e condições de pagamento, etc), estão descritos numa planilha do Excel. Cada coluna é um desses dados, e cada linha é um produto. Através de um plug in do InDesign, é possível linkar esses dados do Excel com o arquivo do InDesign. Os dados são convertidos pelo InDesign nas cores e fontes determinadas. As imagens e o fundo das páginas do catálogo são links descritos nas células da planilha Excel, que ‘mostram’ ao InDesign onde estão essas imagens em seu computador ou rede. Os textos e imagens são, então, transformados em pequenos PDFs. Cada PDF é, então, arrumado em uma grade que divide a página. Cada página pode conter múltiplos PDFs dos produtos. O fundo, um PDF, é aplicado ‘por trás’ do conjunto de PDFs. No mês seguinte, a mesma diagramação pode ser reaproveitada com produtos e fundos diferentes, sem haver a necessidade de alterar o arquivo do InDesign; basta alterar a planilha do Excel e, automaticamente, o novo catálogo é diagramado. Este sistema apresenta um problema: versões mais atuais do Excel não trabalham mais com a linguagem Visual Basic, na qual era baseada a leitura dos arquivos .xml pelo InDesign. Além disso, ambientes mistos (com plataformas PC e Mac) apresentam conflitos de linguagem que podem impedir o correto funcionamento do processo. 10 LUIZ SEMAN
  9. 9. Portais de Editoração na Internet Imagine um jornal cuja gráfica esteja em São Paulo, SP; os redatores estão em várias outras cidades do Brasil e do mundo. Fotógrafos fazem a cobertura jornalística em vários países do globo terrestre – Japão, China, Inglaterra, Iraque... Qual o meio mais rápido de ligar esses elementos tão distantes uns dos outros, para compor as páginas e fechar os arquivos nos prazos curtos exigidos pelos jornais? Resposta: a internet. Para centralizar a pré-impressão, e encurtar os prazos de editoração, foram criados os portais de editoração, nos quais se desenvolve todo fluxo de editoração. Como nos portais de workflow prepress, através de login e senha, os redatores e fotógrafos podem acessar um site da internet, no qual fazem o upload do texto e das imagens que serão impressas. A diagramação recebe o material editorial, que automaticamente é carregado no InDesign. Se o texto do redator ‘estoura’, ele recebe um e-mail apontando qual a quantidade exata precisa ser ‘cortada’. O fotógrafo envia sua imagem, envio este que pode ser feito por celular. A imagem ’cai’ exatamente no lugar determinado pelo diagramador, na página do InDesign. No setor de pré-impressão do jornal, o responsável pelo tratamento das imagens acessa a página, dá dois clics na imagem e... abre-se o Photoshop. Ele retoca, faz o crop necessário, dá mais dois clics e... A imagem ‘volta’ para o InDesign. A geração dos PDFs é automática, e a partir deles, gravam-se as chapas para impressão. A exemplo dos portais de workflow, o trabalho é monitorado e são igualmente enviados relatórios por e-mail, havendo o controle total das horas trabalhadas e respeitadas as restrições de responsabilidade. O mesmo sistema pode ser aplicado na produção de revistas, livros e catálogos. Cross-mídia Uma mesma informação pode ser distribuída através de várias plataformas, usando diferentes formas de mídia. Um site da internet anuncia seus produtos na rede e replica a informação por e- mail marketing, por mensagens SMS, impressão digital personalizada, distribuição porta a porta e interface impressa (ver MicrosoftTag na parte 3 deste Módulo do curso). Gerenciamento de Conteúdo e Workflow de Editoração Browser Internet Entradas Saídas Plug-in Adobe 11PREPARAÇÃO DO DESIGN PARA MÍDIA IMPRESSA SMS Impressão Digital - VDP Porta a Porta Interface Impressa E-mail Mktg Computador Individual
  10. 10. Web-to-Print Uso da internet como veículo gerador de impressão digital. O cliente acessa um site na web e solicita a impressão, em quantidades sob demanda. Esse processo é utilizado principalmente em campanhas de relacionamento, pois há uma interação direta do cliente, que pode gerar um impresso personalizado com as suas imagens. As quantidades totais são limitadas à capacidade das impressoras digitais (ver ImpressãoDigital na parte 3 deste Módulo do curso). A mecânica da ação começa com o disparo de um e-mail ao cliente, dando-lhe conhecimento da possibilidade de produzir um impresso personalizado pela internet. O caminho é o seguinte: Devido à qualidade irregular das fotos dos clientes, o resultado pode decepcionar. A velocidade de conexão do cliente impacta diretamente na satisfação quanto ao resultado da ação. Além disso, há um fator que não colabora para a popularização deste sistema: os custospostais (entrega pelo correio). Módulo4-Parte3 Tendências/Trends Nos últimos anos, houve transformação do ramo gráfico, não só em tecnologia, mas em seu papel como meio de comunicação. O processo gráfico sofre uma transformação radical, gerada pela popularização do uso da internet. Devido à multiplicidade dos meios de comunicação, o impresso deve tomar parte dessa evolução. As indústrias gráficas aproximam-se cada vez mais do cliente, tornando-se geradoras de soluções em comunicação impressa. Estão sendo criados setores, dentro das gráficas, geradores de conteúdo gráfico-editorial. Esses setores trabalham com inteligência de design, proporcionando uma prestação de serviços ao cliente que engloba as áreas de redação, criação, finalização, impressão e distribuição de impressos. Os processos são baseados em pesquisas de mercado, em coleta de dados e uso inteligente da informação. Além disso, existem novos recursos de geração de demanda por impressão, que se relacionam com a internet para modernizar a mídia impressa, atualizando-a e fomentando seu consumo. Ao invés de temer a popularização da internet, a indústria gráfica participa dessa evolução tecnológica, criando ferramentas que, além de interagir com a comunicação virtual, geram demanda pelo consumo de impressão. Vamos conhecer algumas dessas tendências do mercado gráfico. 12 LUIZ SEMAN O cliente acessa um site personalizado; Escolhe suas fotos, no computador; O arquivo é enviado para uma gráfica digital; O cliente recebe em casa o impresso personalizado.
  11. 11. GráficaDigital São gráficas que utilizam tecnologias digitais de impressão desenvolvidas para impressoras de tecnologia jato de tinta ou laser. O processo desses equipamentos difere dos processos convencionais de impressão ( Offset, Flexografia, Rotogravura e Tipografia) em vários aspectos: – Cada impressão pode ser diferente, porque não há matrizes de impressão; – Há menor impacto ambiental, pois não há desperdício de papel para acertos de cor e registro, e o sistema não requer o uso de água, não havendo também resíduos de substâncias químicas no processo de impressão (exceto os frascos de tinta); – A tinta não é absorvida pelo substrato, como são as tintas de impressão convencionais, mas forma uma fina camada sobre a superfície e deve, em algumas impressoras digitais, ser fixadas nos substratos com a aplicação de um fluído líquido aquecido, ou secagem por luz U.V. Existem também as impressoras digitais rotativas, monocromáticas e coloridas. As monocromáticas rodam até 300 metros de papel impresso por minuto; as coloridas, até 200 metros por minuto. As cabeças de impressão das rotativas digitais depositam sobre o papel tinta pigmentada com partículas nanométricas de corantes, suspensas em um fluído polímero de rápida secagem. Secadores com lâmpadas infravermelho secam o papel entre as unidades de cor e na saída da máquina. A impressora pode ser integrada a sistemas automáticos de acabamento. 13PREPARAÇÃO DO DESIGN PARA MÍDIA IMPRESSA Laser formador da imagem Controles Cilindro transferidor da imagem Espectro- fotômetro Rolos de Impressão (7 cores) Pilha de saída (folhas impressas) Cintas de transporte do substrato Tubos de Tinta Cinta de Saída Alinhador do substrato Alimentador do substrato Ponte de alimentação do substrato Alimentador vertical do substrato Quarta pilha de substrato Terceira pilha de substrato Primeira pilha de substrato Rolo carregador Estação de limpeza Blanqueta Luzes de aviso Cabeça de impressão externa Ventilação da Cabeça Ventilação do substrato Rolo de Entrada do substrato Cilindro de impressão Unidade de Alimentação do substrato Diagrama de uma Máquina de Impressão Digital Separador Segunda pilha de substrato
  12. 12. Apesar dessas características, a impressão digital apresenta cores compatíveis com a impressão Offset em CMYK, graças ao gerenciamento de cores. Por terem um acerto de máquina mais rápido, as impressoras digitais são utilizadas na confecção de bonecos e na impressão de pequenas tiragens. A impressão digital também é usada para: – Impressãodedadosvariáveis(VDP-VariabledataPrinting),processodepersonalizaçãodeimpressos quepode ser totalmente escalonável, permitindo desde a simples adição do nome da pessoa que receberá o impresso, até o endereçamento, nome impresso em fontes criativas, imagens exclusivas, cores preferidas e cruzamento com bancos de dadoscomoperfil(deconsumo,faixaetária,extratosocial,poderaquisitivo,idiossincrasias)decadacliente. – SistemasdeImpressãosobDemanda(POD-PrintonDemand),queutilizamaimpressãodigitalnaconfecçãode livros em pequenas tiragens, na qual cada cliente pode solicitar apenas uma cópia de um livro pela internet, livrando assim as editoras dos problemas de terem que disponibilizar grandes espaços para estoque dos livros e a ocorrência de encalhes,causadosporgrandestiragensdelivrosimpressosemOffsetquenãovenderamoqueeraesperado. – Cópia de fotografias em larga escala, com aplicação de vernizes e resultados excelentes, com imagens impressasemRGBeemtomcontínuo,semnecessidadederetículas. As gráficas rápidas foi implantadas no início dos anos de 1990, mas os equipamentos de impressão digital disponíveis então eram aqueles encontrados em copiadoras. Nos últimos cinco anos, houve enorme avanço tecnológico, com a fabricação de máquinas impressoras de grande fidelidade de cor, excelentes resultados de impressão e total compatibilidade com cores CMYK. No entanto, o altíssimo preço dessas impressoras é um fator que impede a popularização desse recurso. Os empresários gráficos preferem adquirir equipamentos convencionais, pois além do alto custo das máquinas digitais, não há demanda suficiente que justifique o investimento. Parece que a gráfica digital ficará apenas como tendência ainda por um bom tempo. 14 LUIZ SEMAN Dados coletados por CRM; Dados coletados em PDVs; Dados transmitidos (internet ou celular); O arquivo é enviado para uma gráfica digital. Os dados são organizados;
  13. 13. CodeisArtouArtasCode Também conhecida como Arte Generativa, são ilustrações criadas por processo algorítmico através de computadores sem interferência de softwares de ilustração ou editoração. Para a gráfica, é uma tendência na criação de ilustrações que serão impressas posteriormente. Microsoft Tag Uma evolução do QR Code, Microsoft Tag é um ícone que pode ser impresso em embalagens, revistas, livros, cartazes, stands de feiras, etc. que, escaneado ou fotografado pela câmera do celular, proporciona acessoimediato a sites da internet, vídeos, redes sociais, promoções e descontos através de mensagens SMS. Um aplicativo é instalado gratuitamente no celular; toda vez que há um Tag, o cliente fotografa, e acessa pelo celular o site desejado, assiste um vídeo, recebe mensagens SMS sobre promoções e descontos, enfim, a telefonia móvel interage com a peça impressa. Uma revista especializada em resenhas de livros imprime o Tag. O leitor fotografa o Tag com seu celular e recebe, por exemplo, uma mensagem SMS que proporciona desconto na compra do livro. Ou ainda acessa um site com o mapa de sua casa até a loja. No cinema, antes mesmo de entrar na sala de exibições, o espectador assiste ao trailer do filmeemseucelular. Em casa, recebe uma revista com o Tag, que oferece um desconto ao leitor daquele exemplar, separado por região, classe e c o n ô m i c a , e t c . , e s t i m u l a n d o o relacionamentocomamarca. 15PREPARAÇÃO DO DESIGN PARA MÍDIA IMPRESSA Fotografe o ícone e acesse Abaixe gratuitamente o aplicativo do Microsoft Tag para seu celular: http http :// :// www.semanluiz.com.br gettag.mobi
  14. 14. 16 LUIZ SEMAN RealidadeAumentada Termo usado para definir a experiência de observação indireta de elementos físicos reais na tela de computador. É relacionada a um conceito mais genérico chamado Realidade Mediada, no qual uma visão da realidade é modificada pelo computador. Com a ajuda de recursos tecnológicos de reconhecimento de objetos através da câmera do computador, a informação visual do ambiente real do usuário se torna interativa e digitalmente utilizável. O primeiro uso do termo Realidade Aumentada é creditado a Thomas Caudell, funcionário da Boeing que criou um sistema de visualização da intrincada montagem dos cabos de uma aeronave através de reconhecimento visual, que projetava a imagem virtual na tela, ao invés de repetir a montagem dos fios sobre pranchas. A Realidade Aumentada combina o real com o virtual, é interativa em tempo real, e registra imagens 3D a partir de uma superfície 2D. Para a indústria gráfica, produtora e fomentadora de consumo de recursos 2D, a Realidade Aumentada é uma ferramentadeinteraçãoentregráficaeinternet, bom recurso para atingir o público virtual. Como funciona? LivroEletrônico(e-book) O nome em inglês é a abreviação de electronic book. São livros que, ao invés de impressos, são produzidos para distribuição e leitura no computador ou em outro aparelho eletrônico. Há os e-books que são transformados em PDFs, podendo ser lidos em qualquer computador ou aparelho que possa ler os PDFs. Em outros casos, há e-books produzidos para leitura apenas em leitores eletrônicos, chamados e-book readers (ver ilustração ao lado). A publicação apenas por meio eletrônico torna o livro mais barato, pois não há custos de impressão, acabamento e distribuição. Outro aspecto interessante deste recurso é que um autor pode publicar sua obra muito mais facilmente, pois não precisa haver o envolvimento da editora. Porém os aparelhos de leitura ainda são caros, e não há hoje, no Brasil, uma grande variedade de títulos disponíveis neste formato. O hábito da leitura infelizmente é muito menor em comparação ao da audição musical; por isso, crê-se que ainda vai demorar muito para vermos alunos carregando e-books em suas mochilas. O cliente recebe uma peça impressa, que o leva a um website; O cliente‘aponta’o impresso na direção da câmera do computador, e vê na tela, como se‘flutuasse’ sobre o papel, um objeto tridimensional ou um filme. O cliente faz, do website, o download de um aplicativo de reconhecimentode imagens;
  15. 15. Renda Média Familiar: R$ 2.531,01 AdministraçãoEstratégicadeCanaisdeDistribuiçãoPortaaPortaparaMídiaImpressaJá imprimimos todo o material, que está embalado e pronto. Mas ainda falta uma parte importante: a entrega e distribuição. A entrega pode ser feita em apenas um local, que pode ser o ponto final ou de passagem do impresso. Quando é um ponto de passagem, significa que o material ainda tem que ser distribuído. Essa distribuição pode ser fracionada, ou seja, vários locais de entrega. E pode ser ainda mais fracionada, sendo entregue diretamente na casa do cliente ou prospect; neste caso, temos a distribuição portaaporta. A distribuição inteligente de impressos em sistema porta-a-porta baseada em pesquisa, geoprocessamento e auditoria, possibilita o controle, mensuração e otimização dos resultados da distribuição dos impressos. Existem, disponíveis no mercado, sistemas de distribuição porta a porta baseados em modelos espaciais de mercado, que descrevem o comportamento do consumidor na escolha da melhor opção de compra. A coleta de dados é feita através de pesquisas em campo; estes dados geram um mapadedistribuiçãoideal, traçado de acordo com o perfil de cliente que se queira atingir: classe social, poder aquisitivo, faixa etária, localização em relação aos estabelecimentos comerciais, etc. Com essa riqueza e precisão de dados, pode-se fazer a distribuição de impressos exatamente onde se encontram os clientes-alvo de determinadas promoções. Esses sistemas de distribuição se tornam ferramentas preciosas para os departamentos de marketing e vendas das empresas, pois todos os dados são mensuráveis, garantindo o conhecimento imediato dos efeitos causados nas vendas pela distribuição inteligente, pois esta baseada em pesquisas de mercado, é padronizada, garante uma distribuição sem desperdício e pode ser detalhadamente auditada. Abaixo, um exemplo de mapa de geoprocessamento, no qual foram definidas, através das pesquisas de campo, as áreas onde a distribuição porta a porta deve ser feita, segundo a renda média dos domicílios que foi determinada pelo cliente. 17PREPARAÇÃO DO DESIGN PARA MÍDIA IMPRESSA Renda Média Familiar (em R$) Acima de 6.225 De 2.075 a 6.225 De 830 a 2.075 De 415 a 830 De 0 a 415
  16. 16. 18 LUIZ SEMAN
  17. 17. Curitiba 2010

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