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PIB cresce 2,6% no terceiro trimestre e estimativa para 2011 é de
                               crescimento de 2,5%


                                                                        Denis Veloso da SilvaA
                                                                   João Paulo Caetano SantosB

INTRODUÇÃO
No ano de 2011, a economia baiana seguiu, mais uma vez, a tendência da
economia brasileira, sendo afetada tanto pelos fatores positivos quanto pelos
negativos, sejam eles de caráter interno ou externo.


DESENPENHO DO PIB BAIANO NO TERCEIRO TRIMESTRE
No terceiro trimestre de 2011, o PIB – Produto Interno Bruto – baiano registrou
expansão de 2,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior,
conforme         os   cálculos      realizados     pela     equipe     de    contas   regionais   da
Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Analisando-se
o comportamento da atividade econômica em relação ao segundo trimestre,
verifica-se retração de 1,2% no ritmo de crescimento econômico. Essa retração foi
determinada, conforme veremos mais à frente, pelo baixo dinamismo da indústria
de transformação a qual foi afetada por paradas técnicas.


Com o resultado do terceiro trimestre, a estimativa preliminar da SEI é de que a
atividade econômica da Bahia finalize 2011 com expansão de 2,5% em relação a
2010. No que concerne aos setores da atividade econômica, a estimativa é de
crescimento de 8,5% na agropecuária e 4,6% nos serviços e retração de -1,7%
na indústria. Ainda conforme os cálculos realizados, a taxa de crescimento do
PIB foi mais uma vez determinada pelo setor de serviços dado o seu peso na
estrutura do PIB estadual – 63,0%.

A
    Economista (UCSAL) e analista técnico da equipe de Contas Regionais da SEI.
Tabela 1
Crescimento do PIB segundo setores: Bahia, 4º Tri./2010 – 3º Tri./2011


Atividades                      2010/4º Tri    2011/1º Tri   2011/2º Tri     2011/3º Tri


Agropecuária                            2,2            7,3            9,9          10,4
Indústria                               0,5           -5,0            -0,6          -1,7
Serviços                                8,1            3,9            2,0            4,3
PIB                                     5,2            1,2            2,3            2,6
Fonte: SEI/IBGE
Dados sujeitos a retificação




Com relação ao PIB brasileiro, tomando como referência o mesmo corte analítico,
foi registrada expansão de 2,1% em relação a igual período do ano de 2010. A
Tabela 2 apresenta as taxas de crescimento do valor adicionado – VA – e dos
impostos, tanto para a Bahia quanto para o Brasil.

Tabela 2
Crescimento PIB: Bahia e Brasil, 3º Tri 2010/2011

                                    3º tri 2011 / 3º tri 2010
Atividades
                                     Bahia            Brasil
Agropecuária                                  10,4              6,9
Indústria                                     -1,7              1,0
Serviços                                       4,3              2,0
Valor Adicionado
básico                                         2,8              2,0
Imposto sobre o
produto                                       -0,2              3,0
PIB a preço de
mercado                                        2,6              2,1
Fonte: SEI/IBGE
*Dados sujeitos a retificação




B
    Economista (UFBA), mestrando em economia e Coordenador de Contas Regionais da SEI.
Conforme os dados da Tabela 2 constata-se que a agropecuária foi o setor com a
maior taxa de expansão no 3º trimestre, enquanto que a indústria foi o único a
registrar expansão negativa. Além da queda no setor industrial, pesou
negativamente para o PIB do terceiro trimestre a retração de 0,2% na arrecadação
de impostos na Bahia. Na sequencia são analisados os principais fatores que
determinaram as taxas visualizadas na tabela acima.



AGROPECUÁRIA
A agropecuária apresentou, no 3º trimestre de 2011, expansão de 10,4%, na
comparação com mesmo período do ano anterior. Com essa taxa, a expectativa é
de que o setor feche 2011 com expansão de 8,5%.


A expansão da atividade agrícola no estado tem sido o principal motor para o
crescimento do setor agropecuário. Entre os grãos, observam-se incrementos em
relação à safra anterior na produção de soja (12,9%), algodão (58,5%), mandioca
(4,6%), cana-de-açúcar (31,5%) e cacau (3,6%).

Por outro lado lavouras importantes da agricultura baiana tiveram desempenho
negativo no ano, a exemplo do feijão (-21,7%), café (-13,7%) e milho (-5,8%).



INDÚSTRIA
A indústria foi o único setor a registrar expansão negativa no 3º trimestre de 2011
(-1,7%). Analisando-se os segmentos internos da indústria, mais uma vez a
construção civil contribui positivamente na taxa do setor (9,6%), acumulando no
ano, crescimento de 7,6%. A expansão da construção civil pode ser visualizada
também através do mercado de trabalho, onde se verifica, entre janeiro e
setembro de 2011, um saldo de 9.914 postos de trabalho gerados – crescimento
de 6% (BOLETIM CAGED, 2011).


No que se refere à industria extrativa mineral, houve retração de 4,7% no terceiro
trimestre. Esse resultado se deve tanto à queda na produção de gás natural (-
28,2%). A perspectiva é de que o segmento da extração mineral baiana feche
2011 com expansão de 2,8%.


Já a indústria de transformação teve retração de 7,6% no terceiro trimestre de
2011, acumulando no ano, retração de 6,8% e estimativa de que feche 2011 com
taxa negativa superior a 5,0%. Conforme os dados da PIM-PF (pesquisa indústria
mensal), analisados pela SEI, os destaques negativos do terceiro trimestre ficaram
por conta das retrações em: refino de petróleo e álcool (-10,1%), metalurgia
básica (-20,9%) e veículos automotores (-9,5%). Essas quedas estiveram
relacionadas ás paralisações técnicas e férias coletivas. Já os segmentos de
produtos químicos (1,2%), alimentos e bebidas (9,7%), minerais não-
metálicos (4,2%) e celulose, papel e produtos de papel (2,0%) contribuíram de
forma positiva para a expansão da produção industrial baiana. Apesar da retração
da indústria de transformação no terceiro trimestre, observa-se, entre janeiro e
setembro, incremento de 4,8% na geração de empregos formais do setor, com
saldo positivo de 10.906 postos de trabalho (BOLETIM CAGED, 2011).


Por ter grande parte de sua produção destinada ao setor industrial, os serviços
industriais de utilidade pública (SIUP) seguiram o movimento da indústria de
transformação e fecharam o terceiro trimestre com retração de 1,0% na
comparação com o mesmo período do ano anterior.
COMÉRCIO INTERNO E EXTERNO
A atividade comercial é, tradicionalmente, uma das mais importantes para o
crescimento e desenvolvimento, pois além de ser o principal elo de ligação entre a
produção e o consumo também é um dos setores que mais geram empregos. No
terceiro trimestre de 2011, o setor de comércio registrou expansão de 6,7%,
acumulando, no ano, alta de 7,7%. A Tabela 4 apresenta os dados relativos ao
volume de vendas do comércio varejista baiano, calculado pela PMC. Até o
terceiro trimestre de 2011, as vendas do comércio varejista cresceram 8,7%.
Observa-se que, à exceção de equipamentos e materiais para escritório,
informática e comunicação, o qual registrou queda de 30,4% no ano, todos os
demais segmentos da atividade comercial registraram crescimento em 2011, com
destaque para segmentos de móveis e eletrodomésticos (24,3%), livros,
jornais, revistas e papelaria (19,3%), tecidos, vestuário e calçados (10,1%) e
outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,2%).
Tabela 4
Vendas do comércio varejista: Bahia, jan.-set./2011
                                                                                          Acumulado no ano de
                                                                                               2011 (1)
                                   Atividades
                                                                                           Volume de vendas (2)


                            Comércio Varejista*                                                              8,7

1 - Combustíveis e lubrificantes                                                                             6,4
2 - Hipermercados, supermer., Prods. Aliment., beb. e fumo                                                   2,2
    2.1 - Hipermercado e supermercado                                                                        2,5
3 - Tecidos, vestuário e calçados                                                                           10,1
4 - Móveis e eletrodomésticos                                                                               24,3
5 - Art. Farm.med.ort.e de perfum.                                                                          11,5
6 - Equip. mat. p/ esc.inf. comunicação                                                                    -30,4
7 - Livros, jornais, rev. e papelaria                                                                       19,3
8 - Outros art.de uso pess. e domest.                                                                        8,2
9 - Veículos e motos, partes e peças                                                                         2,7
10 - Material de Construção                                                                                  1,2
Fonte: IBGE/PMC
(*)
    O Indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das ativ. numeradas de 1 a 8.
(1)
    Compara a variação acumulada do período de referência com igual período do ano anterior.
(2)
    Resulta do deflacionamento dos valores nominais de vendas por índices de preços específicos para
cada grupo de atividade.


No que concerne ao mercado de trabalho, a atividade comercial acumula variação
positiva de 2,8% em 2011, com saldo total de 1.792 empregos gerados (BOLETIM
CAGED, 2011).


Entre janeiro e setembro de 2011 a Bahia exportou um total de US$ 8,1 bilhões,
com crescimento de 22,6% em relação ao mesmo período de 2010. As
exportações baianas se concentraram basicamente nos segmentos de químicos
e petroquímicos, papel e celulose, petróleo e derivados e soja e derivados os
quais     somados          representam 63,3%                 de toda a             pauta      de exportações.
Individualmente, os destaques positivos ficaram por conta da expansão nos
segmentos de minerais (380,6%), metalúrgicos (63,6%), algodão e seus
subprodutos (68,4%) e metais preciosos (54,0%). As demais informações
relativas às exportações baianas podem ser visualizadas na Tabela 5.


Tabela 5
Exportações principais segmentos: Bahia, jan.set/2010 – jan.set./2011
                               Valores (US$ 1000 FOB)          Var.           Part. %
         Segmentos
                                 2010            2011            %             2011
Papel e celulose                1.265.031      1.355.013        7,11           16,67
Petróleo e derivados            1.051.140      1.341.387       27,61           16,51
Químicos e petroquímicos        1.353.463      1.354.192        0,05           16,66
Soja e derivados                  787.860      1.096.738       39,20           13,50
Metalúrgicos                      438.260         717.011      63,60            8,82
Automotivo                        332.915         395.619      18,83            4,87
Metais preciosos                  216.152         332.843      53,99            4,10
Cacau e derivados                 213.505         213.900       0,18            2,63
Borracha e suas obras             165.976         216.281      30,31            2,66
Café e especiarias                100.967         134.389      33,10            1,65
Algodão e seus
                                  190.076         320.149      68,43           3,94
subprodutos
Couros e peles                     80.020          98.301      22,85           1,21
Sisal e derivados                  46.053          57.785      25,47           0,71
Calçados e suas partes             72.659          59.920     -17,53           0,74
Máqs., apars. e mat. elétricos     58.143          57.871      -0,47           0,71
Minerais                           21.582         103.730    380,63            1,28
Frutas e suas preparações          69.176          78.865      14,01           0,97
Fumo e derivados                   15.555          24.144      55,22           0,30
Móveis e semelhantes                9.571          11.927      24,61           0,15
Demais segmentos                  140.226         156.798      11,82           1,93
Total                           6.628.330      8.126.861       22,61          100,00
Fonte: MDIC/SECEX
Elaboração: SEI – Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia
DEMAIS SERVIÇOS

Dentro do setor de serviços, além da expansão do comércio varejista, a
contribuição positiva dos demais segmentos, a exemplo dos transportes que
registraram expansão de 4,9% e alojamento e alimentação com expansão de
4,2%.




REFERÊNCIAS

BOLETIM DO CAGED. Salvador: Superintendência de Estudos Econômicos e
Sociais da Bahia. Disponível em:
<http://www.sei.ba.gov.br/images/releases_mensais/pdf/caged/rel_CAGED_set11.
pdf>. Acesso em: 02 dez. 2011.

BOLETIM DO COMÉRCIO EXTERIOR DA BAHIA. Salvador: Superintendência de
Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Disponível em:
<http://www.sei.ba.gov.br/images/releases_mensais/pdf/bce/bce_set_2011.pdf.>
Acesso em: 02 dez. 2010.

LEVANTAMENTO SISTEMÁTICO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA. Rio de Janeiro:
IBGE. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 31 nov. 2011.

PESQUISA INDUSTRIAL MENSAL PRODUÇÃO FÍSICA – REGIONAL. Rio de
Janeiro: IBGE. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 02 dez. 2011.

PESQUISA MENSAL DO COMÉRCIO. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em:
www.ibge.gov.br. Acesso em: 02 dez. 2011.

PIB TRIMESTRAL DO BRASIL. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em:
www.ibge.gov.br. Acesso em: 06 dez. 2011.

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  • 1. PIB cresce 2,6% no terceiro trimestre e estimativa para 2011 é de crescimento de 2,5% Denis Veloso da SilvaA João Paulo Caetano SantosB INTRODUÇÃO No ano de 2011, a economia baiana seguiu, mais uma vez, a tendência da economia brasileira, sendo afetada tanto pelos fatores positivos quanto pelos negativos, sejam eles de caráter interno ou externo. DESENPENHO DO PIB BAIANO NO TERCEIRO TRIMESTRE No terceiro trimestre de 2011, o PIB – Produto Interno Bruto – baiano registrou expansão de 2,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme os cálculos realizados pela equipe de contas regionais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Analisando-se o comportamento da atividade econômica em relação ao segundo trimestre, verifica-se retração de 1,2% no ritmo de crescimento econômico. Essa retração foi determinada, conforme veremos mais à frente, pelo baixo dinamismo da indústria de transformação a qual foi afetada por paradas técnicas. Com o resultado do terceiro trimestre, a estimativa preliminar da SEI é de que a atividade econômica da Bahia finalize 2011 com expansão de 2,5% em relação a 2010. No que concerne aos setores da atividade econômica, a estimativa é de crescimento de 8,5% na agropecuária e 4,6% nos serviços e retração de -1,7% na indústria. Ainda conforme os cálculos realizados, a taxa de crescimento do PIB foi mais uma vez determinada pelo setor de serviços dado o seu peso na estrutura do PIB estadual – 63,0%. A Economista (UCSAL) e analista técnico da equipe de Contas Regionais da SEI.
  • 2. Tabela 1 Crescimento do PIB segundo setores: Bahia, 4º Tri./2010 – 3º Tri./2011 Atividades 2010/4º Tri 2011/1º Tri 2011/2º Tri 2011/3º Tri Agropecuária 2,2 7,3 9,9 10,4 Indústria 0,5 -5,0 -0,6 -1,7 Serviços 8,1 3,9 2,0 4,3 PIB 5,2 1,2 2,3 2,6 Fonte: SEI/IBGE Dados sujeitos a retificação Com relação ao PIB brasileiro, tomando como referência o mesmo corte analítico, foi registrada expansão de 2,1% em relação a igual período do ano de 2010. A Tabela 2 apresenta as taxas de crescimento do valor adicionado – VA – e dos impostos, tanto para a Bahia quanto para o Brasil. Tabela 2 Crescimento PIB: Bahia e Brasil, 3º Tri 2010/2011 3º tri 2011 / 3º tri 2010 Atividades Bahia Brasil Agropecuária 10,4 6,9 Indústria -1,7 1,0 Serviços 4,3 2,0 Valor Adicionado básico 2,8 2,0 Imposto sobre o produto -0,2 3,0 PIB a preço de mercado 2,6 2,1 Fonte: SEI/IBGE *Dados sujeitos a retificação B Economista (UFBA), mestrando em economia e Coordenador de Contas Regionais da SEI.
  • 3. Conforme os dados da Tabela 2 constata-se que a agropecuária foi o setor com a maior taxa de expansão no 3º trimestre, enquanto que a indústria foi o único a registrar expansão negativa. Além da queda no setor industrial, pesou negativamente para o PIB do terceiro trimestre a retração de 0,2% na arrecadação de impostos na Bahia. Na sequencia são analisados os principais fatores que determinaram as taxas visualizadas na tabela acima. AGROPECUÁRIA A agropecuária apresentou, no 3º trimestre de 2011, expansão de 10,4%, na comparação com mesmo período do ano anterior. Com essa taxa, a expectativa é de que o setor feche 2011 com expansão de 8,5%. A expansão da atividade agrícola no estado tem sido o principal motor para o crescimento do setor agropecuário. Entre os grãos, observam-se incrementos em relação à safra anterior na produção de soja (12,9%), algodão (58,5%), mandioca (4,6%), cana-de-açúcar (31,5%) e cacau (3,6%). Por outro lado lavouras importantes da agricultura baiana tiveram desempenho negativo no ano, a exemplo do feijão (-21,7%), café (-13,7%) e milho (-5,8%). INDÚSTRIA A indústria foi o único setor a registrar expansão negativa no 3º trimestre de 2011 (-1,7%). Analisando-se os segmentos internos da indústria, mais uma vez a construção civil contribui positivamente na taxa do setor (9,6%), acumulando no ano, crescimento de 7,6%. A expansão da construção civil pode ser visualizada também através do mercado de trabalho, onde se verifica, entre janeiro e
  • 4. setembro de 2011, um saldo de 9.914 postos de trabalho gerados – crescimento de 6% (BOLETIM CAGED, 2011). No que se refere à industria extrativa mineral, houve retração de 4,7% no terceiro trimestre. Esse resultado se deve tanto à queda na produção de gás natural (- 28,2%). A perspectiva é de que o segmento da extração mineral baiana feche 2011 com expansão de 2,8%. Já a indústria de transformação teve retração de 7,6% no terceiro trimestre de 2011, acumulando no ano, retração de 6,8% e estimativa de que feche 2011 com taxa negativa superior a 5,0%. Conforme os dados da PIM-PF (pesquisa indústria mensal), analisados pela SEI, os destaques negativos do terceiro trimestre ficaram por conta das retrações em: refino de petróleo e álcool (-10,1%), metalurgia básica (-20,9%) e veículos automotores (-9,5%). Essas quedas estiveram relacionadas ás paralisações técnicas e férias coletivas. Já os segmentos de produtos químicos (1,2%), alimentos e bebidas (9,7%), minerais não- metálicos (4,2%) e celulose, papel e produtos de papel (2,0%) contribuíram de forma positiva para a expansão da produção industrial baiana. Apesar da retração da indústria de transformação no terceiro trimestre, observa-se, entre janeiro e setembro, incremento de 4,8% na geração de empregos formais do setor, com saldo positivo de 10.906 postos de trabalho (BOLETIM CAGED, 2011). Por ter grande parte de sua produção destinada ao setor industrial, os serviços industriais de utilidade pública (SIUP) seguiram o movimento da indústria de transformação e fecharam o terceiro trimestre com retração de 1,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
  • 5. COMÉRCIO INTERNO E EXTERNO A atividade comercial é, tradicionalmente, uma das mais importantes para o crescimento e desenvolvimento, pois além de ser o principal elo de ligação entre a produção e o consumo também é um dos setores que mais geram empregos. No terceiro trimestre de 2011, o setor de comércio registrou expansão de 6,7%, acumulando, no ano, alta de 7,7%. A Tabela 4 apresenta os dados relativos ao volume de vendas do comércio varejista baiano, calculado pela PMC. Até o terceiro trimestre de 2011, as vendas do comércio varejista cresceram 8,7%. Observa-se que, à exceção de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, o qual registrou queda de 30,4% no ano, todos os demais segmentos da atividade comercial registraram crescimento em 2011, com destaque para segmentos de móveis e eletrodomésticos (24,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (19,3%), tecidos, vestuário e calçados (10,1%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,2%).
  • 6. Tabela 4 Vendas do comércio varejista: Bahia, jan.-set./2011 Acumulado no ano de 2011 (1) Atividades Volume de vendas (2) Comércio Varejista* 8,7 1 - Combustíveis e lubrificantes 6,4 2 - Hipermercados, supermer., Prods. Aliment., beb. e fumo 2,2 2.1 - Hipermercado e supermercado 2,5 3 - Tecidos, vestuário e calçados 10,1 4 - Móveis e eletrodomésticos 24,3 5 - Art. Farm.med.ort.e de perfum. 11,5 6 - Equip. mat. p/ esc.inf. comunicação -30,4 7 - Livros, jornais, rev. e papelaria 19,3 8 - Outros art.de uso pess. e domest. 8,2 9 - Veículos e motos, partes e peças 2,7 10 - Material de Construção 1,2 Fonte: IBGE/PMC (*) O Indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das ativ. numeradas de 1 a 8. (1) Compara a variação acumulada do período de referência com igual período do ano anterior. (2) Resulta do deflacionamento dos valores nominais de vendas por índices de preços específicos para cada grupo de atividade. No que concerne ao mercado de trabalho, a atividade comercial acumula variação positiva de 2,8% em 2011, com saldo total de 1.792 empregos gerados (BOLETIM CAGED, 2011). Entre janeiro e setembro de 2011 a Bahia exportou um total de US$ 8,1 bilhões, com crescimento de 22,6% em relação ao mesmo período de 2010. As exportações baianas se concentraram basicamente nos segmentos de químicos e petroquímicos, papel e celulose, petróleo e derivados e soja e derivados os quais somados representam 63,3% de toda a pauta de exportações.
  • 7. Individualmente, os destaques positivos ficaram por conta da expansão nos segmentos de minerais (380,6%), metalúrgicos (63,6%), algodão e seus subprodutos (68,4%) e metais preciosos (54,0%). As demais informações relativas às exportações baianas podem ser visualizadas na Tabela 5. Tabela 5 Exportações principais segmentos: Bahia, jan.set/2010 – jan.set./2011 Valores (US$ 1000 FOB) Var. Part. % Segmentos 2010 2011 % 2011 Papel e celulose 1.265.031 1.355.013 7,11 16,67 Petróleo e derivados 1.051.140 1.341.387 27,61 16,51 Químicos e petroquímicos 1.353.463 1.354.192 0,05 16,66 Soja e derivados 787.860 1.096.738 39,20 13,50 Metalúrgicos 438.260 717.011 63,60 8,82 Automotivo 332.915 395.619 18,83 4,87 Metais preciosos 216.152 332.843 53,99 4,10 Cacau e derivados 213.505 213.900 0,18 2,63 Borracha e suas obras 165.976 216.281 30,31 2,66 Café e especiarias 100.967 134.389 33,10 1,65 Algodão e seus 190.076 320.149 68,43 3,94 subprodutos Couros e peles 80.020 98.301 22,85 1,21 Sisal e derivados 46.053 57.785 25,47 0,71 Calçados e suas partes 72.659 59.920 -17,53 0,74 Máqs., apars. e mat. elétricos 58.143 57.871 -0,47 0,71 Minerais 21.582 103.730 380,63 1,28 Frutas e suas preparações 69.176 78.865 14,01 0,97 Fumo e derivados 15.555 24.144 55,22 0,30 Móveis e semelhantes 9.571 11.927 24,61 0,15 Demais segmentos 140.226 156.798 11,82 1,93 Total 6.628.330 8.126.861 22,61 100,00 Fonte: MDIC/SECEX Elaboração: SEI – Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia
  • 8. DEMAIS SERVIÇOS Dentro do setor de serviços, além da expansão do comércio varejista, a contribuição positiva dos demais segmentos, a exemplo dos transportes que registraram expansão de 4,9% e alojamento e alimentação com expansão de 4,2%. REFERÊNCIAS BOLETIM DO CAGED. Salvador: Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Disponível em: <http://www.sei.ba.gov.br/images/releases_mensais/pdf/caged/rel_CAGED_set11. pdf>. Acesso em: 02 dez. 2011. BOLETIM DO COMÉRCIO EXTERIOR DA BAHIA. Salvador: Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Disponível em: <http://www.sei.ba.gov.br/images/releases_mensais/pdf/bce/bce_set_2011.pdf.> Acesso em: 02 dez. 2010. LEVANTAMENTO SISTEMÁTICO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 31 nov. 2011. PESQUISA INDUSTRIAL MENSAL PRODUÇÃO FÍSICA – REGIONAL. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 02 dez. 2011. PESQUISA MENSAL DO COMÉRCIO. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 02 dez. 2011. PIB TRIMESTRAL DO BRASIL. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 06 dez. 2011.