Carta dos fundos rotativos solidários Bahia

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Carta dos fundos rotativos solidários Bahia

  1. 1. Carta dos Fundos Rotativos Solidários da Bahia Nos dias 13 e 14 de setembro de 2012 na cidade de Salvador, quarentae seis pessoas participantes de 40 grupos e entidades que praticam efomentam a metodologia de Fundos Rotativos Solidários, reunidas no IISeminário Estadual de Fundos Rotativos Solidários, resolveram relatar suaidentidade, seus objetivos e anseios a respeito dessas práticas no Estado daBahia. Somos comunidades organizadas, homens e mulheres, nos campos enas cidades, somos sujeitos coletivos que estamos, a partir de nossasexperiências, construindo condições para a melhoria da nossa qualidade devida. Somos conscientes das necessidades das nossas comunidades evivenciamos a prática da partilha e da solidariedade. Temos muitas formas devivenciar essa solidariedade, que nos torna fortes para superar tantasadversidades e também para celebrar a vida. Os Fundos Rotativos Solidários que construímos com o esforço donosso trabalho são instrumentos concretos para a construção dodesenvolvimento a partir das nossas realidades. Através dos fundos rotativos,temos condições de melhorar a produção, reforçar nossos saberes e nossacultura, aperfeiçoar nossos conhecimentos e nossas tecnologias, estimularmais atividades comunitárias, fortalecer nossa identidade, promover aparticipação da mulher e dos jovens, proteger o meio ambiente e gerar maissustentabilidade. Os Fundos Rotativos Solidários ampliam nossas capacidadesorganizativas, promovem mais autonomia e democratizam a gestão dosrecursos. Não nos pautamos por critérios meramente financeiros; a confiança ea vivencia comunitária são valores fundamentais. Estamos em toda a Bahia, do semiárido ao litoral, gestando um novojeito de construir o bem viver e contribuindo para a construção da economiasolidária e de um outro modelo de desenvolvimento. Por tudo isso se faz necessário uma maior articulação entre estasexperiências para nos fortalecer, precisamos de união e perseverança. Aconstituição de uma Rede de Fundos Rotativos Solidários organizada a nívelestadual, territorial e local, com objetivo de promover o processo de
  2. 2. mobilização, visibilidade e comprometimento dos diversos entes que atuam outem interesse na criação e fortalecimento das iniciativas de Fundos Rotativossolidários e que contemplem toda diversidade e capilaridade. Nesse sentido é necessário fortalecer a base dos territórios para atuarmais diretamente nas decisões por políticas públicas. É necessário, também,pensar e articular o conjunto de iniciativas de Finanças Solidárias. Comprometemo-nos com uma maior articulação entre as expressõesque estão no campo das finanças solidárias – Bancos comunitários,cooperativas de crédito e Fundos Rotativos Solidários, por entendermos queessas iniciativas se complementam na construção de estratégias emetodologias que buscam a efetivação do direto a serviços de finanças ecrédito para os empreendimentos econômicos solidários, constituindo-se nasbases para a construção do Sistema Nacional de Finanças Solidárias. Ressaltamos conquistas que já foram realizadas, como a aprovação dalei e a instalação do Conselho Estadual de Economia Solidária. Destacamostambém a elaboração, em esforço conjunto entre Estado e sociedade civil doedital de apoio e fortalecimento aos fundos solidários com constituição docomitê gestor estadual. Entendemos que este é um caminho acertado e deveráter continuidade. Entendemos que a gestão democrática, que assegure aparticipação da sociedade civil na elaboração, na execução e no controle dapolitica deve ser um fundamento da politica ou programa de apoio as finançassolidárias. Desta forma, reivindicamos a construção de politicas/programaspúblicos de apoio aos Fundos Rotativos Solidários que sejam orientados pelosseguintes elementos:  Pelo acúmulo das experiências e práticas de Fundos Rotativos Solidários existentes nas suas mais diferentes formas de manifestação;  Promova o protagonismo e o fortalecimento da cidadania dos sujeitos coletivos, grupos comunidades, trabalhadores coletivos;  Promova processos de mobilização e organização comunitária;  Promova a transversalidade e intersetorialidade que permita a integração com as demais políticas e a articulação entre os três níveis de estado: federal, estadual e municipal;
  3. 3.  Incorpore a concepção de Desenvolvimento Sustentável e Solidário: econômico, social, cultural, ambiental e político,  Disponibilize fontes de recursos diversificadas asseguradas em orçamento, fundos existentes não retornáveis. Para tanto, se faz necessário a continuidade e ampliação do diálogo ea incidência junto ao Governo do Estado em especial com a SETRE/SESOL, aSEDES, a CAR e a SUAF. Entendemos também que deve ser ampliado efortalecido o diálogo e a incidência junto a atores nacionais como o BNDES-Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNB – Banco doNordeste do Brasil e SENAES – Secretaria Nacional de Economia Solidáriapara ampliar e fortalecer a ações e programas de apoio as finanças solidáriasem nosso Estado. Reconhecemos como espaços estratégicos de articulação de forçapolitica, o Fórum Baiano de Economia Solidária que deve ser ampliado efortalecido, constituindo-se em espaço de articulação com outros movimentosque estão no campo da luta por outro modelo de desenvolvimento, como o dasegurança alimentar e a luta pela terra; O Conselho Estadual de EconomiaSolidária que deve expressar na sua composição a força e a expressão dosdiferentes agentes que promovem a Economia Solidária em nosso Estado,constituindo-se assim em privilegiado espaço de incidência politica. Que a nossa contribuição seja reconhecida pela afirmação de uma formaverdadeiramente democrática de realizar as relações econômicas, politicas esociais, pelo compromisso firme de promover a sustentabilidade e fortalecer aautonomia das comunidades, como um esforços pela justiça, pela paz e aalegre celebração da vida. Cidade de Salvador, Estado da Bahia, 14 de Setembro de 2012.

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