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  1. 1. Resumo - Este trabalho tem como objetivos descrever ossistemas fotovoltaicos conectados à rede (SFCR), instaladosno âmbito do programa de pesquisa e desenvolvimento(P&D) da TRACTEBEL, e apresentar os resultados daanálise de desempenho referente aos três primeiros meses deoperação.Os SFCR, instalados em edificações urbanas, constituemuma forma de geração distribuída, não poluente e silenciosa,a partir da energia Sol. O presente projeto de P&DTRACTEBEL/ANEEL tem, dentre outros objetivos, os deprojetar, instalar, monitorar e analisar o desempenho de trêssistemas solares fotovoltaicos de 2kWp cada, utilizando atecnologia fotovoltaica de filmes finos, integrados aedificações urbanas e conectados a rede elétrica, em trêslocais diferentes.Palavras-chave - Sistemas Solares Fotovoltaicos Conectados àRede (SFCR), Geração Distribuída, Energia Renovável.I. INTRODUÇÃOA energia proveniente do Sol é uma forma de energiaque está disponível gratuitamente e pode ser aproveitadapara suprir parte das necessidades da sociedade, seja paraaplicações de aquecimento ou para a geração deeletricidade.A geração de eletricidade a partir do Sol pode serrealizada de forma indireta, utilizando-se a radiaçãoinfravermelha (calor) para o processo, ou de forma direta,utilizando-se a energia da radiação visível (fótons). Aconversão direta da energia solar em eletricidade érealizada pelas células fotovoltaicas, empregadas nosmódulos fotovoltaicos.Sistema solar fotovoltaico ou “sistema fotovoltaico”(SF) é o conjunto de elementos necessários para realizar aconversão da energia solar diretamente em energiaelétrica, de forma não poluente e silenciosa, comcaracterísticas adequadas para alimentar aparelhoselétricos tais como lâmpadas, eletrodomésticos, motores,computadores e outros.O principal componente de um sistema fotovoltaico é opainel fotovoltaico, composto de um ou vários módulos.Dependendo da aplicação, o sistema pode incluirdispositivos para controle, armazenamento, supervisão econdicionamento de energia elétrica.A classificação dos sistemas fotovoltaicos, com relaçãoà conexão com a rede elétrica, é feita em dois tipos:sistemas isolados e sistemas conectados à rede [1].Sistemas Fotovoltaicos IsoladosOs sistemas fotovoltaicos isolados (SFI) são aquelesque não possuem conexão com a rede elétrica pública defornecimento de energia. Esses sistemas são normalmenteinstalados em locais não atendidos pela rede pública enecessitam de um banco de baterias para armazenar aenergia gerada e fornecê-la nos períodos nos quais não háradiação solar. Os SFI são constituídos basicamente de:painel fotovoltaico; controlador de carga; baterias einversor, conforme mostrado na Figura 1.Figura 1: Constituição básica do sistema fotovoltaico isolado.O controlador de carga é um aparelho eletrônicodestinado a controlar e monitorar a carga e/ou a descargado banco de baterias e o inversor é o aparelho queconverte a tensão contínua, proveniente do painelfotovoltaico ou do banco de baterias, em tensão alternada,com características adequadas para alimentar aparelhoselétricos e eletrodomésticos.Sistemas Fotovoltaicos Conectados à RedeOs sistemas fotovoltaicos conectados à rede (SFCR) sãoaqueles efetivamente conectados à rede elétrica pública.Neste tipo de sistema a energia gerada é injetadadiretamente na rede elétrica e, portanto, não hánecessidade de banco de baterias. Os sistemas conectadosà rede são constituídos basicamente de painel fotovoltaicoe inversor, aos quais se somam os componentes decomando e proteção (chaves seccionadoras, fusíveis,disjuntores, etc.). A Figura 2 ilustra a constituição básicadeste tipo de sistema.PainelFotovoltaico_+InversorPara osconsumidoresBateriasControladorde cargaDesempenho Energético de Três Sistemas Solares FotovoltaicosIntegrados a Edificações Urbanas e Conectados à Rede ElétricaRicardo Rüther1,a, Alexandre Montenegro1, Clarissa Debiazi Zomer1, Danilo Alberto Franco1, Isis PortolanSantos1, Jair Urbanetz Junior1, Lucas Rafael do Nascimento1, Luiz Carlos Pereira Junior1, Paulo HenriquePfischer1, Priscila Braun1, Trajano de Souza Viana1& Fernando César Girardi21Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - CP 476 - 88040-900 - Florianópolis, SCTel.: 48 3721-5174 - aE-mail: ruther@mbox1.ufsc.br2Tractebel Energia S.A. - Rua Antônio Dib Mussi, 366 - 88015-110 - Florianópolis, SCE-Mail: girardi@tractebelenergia.com.br
  2. 2. Figura 2: Constituição básica do sistema fotovoltaico conectado à rede.O inversor utilizado nesses sistemas é projetadoespecificamente para conexão à rede, pois somente aodetectar a presença da rede passa a converter a tensãocontínua, vinda do painel fotovoltaico, em tensãoalternada. A energia gerada é injetada diretamente na redeelétrica, com o mesmo padrão de tensão, freqüência e faseda rede elétrica à qual o inversor está conectado. Caso arede seja desenergizada pela concessionária ou a saída doinversor seja desconectada da rede, este se desligaráautomaticamente, cessando o fornecimento de energia.Os sistemas fotovoltaicos conectados à rede podem serintegrados a edificações urbanas, como casas e edifícios,na cobertura ou na fachada, gerando energia de formadescentralizada e junto ao ponto de consumo ou podemser instalados como uma planta fotovoltaica, gerandoenergia de forma centralizada, semelhante a uma usinageradora convencional.Este artigo apresenta análises de três sistemasfotovoltaicos conectados à rede elétrica integrados aedificações urbanas. Este tipo de sistema e instalação éabordado em detalhes em Rüther 2004 [2].II. PROJETO TRACTEBEL-LABSOLAR/UFSCNo âmbito do Programa de Projetos de P&D daTractebel/ANEEL foi estabelecido um Convênio com oLaboratório de Energia Solar (LABSOLAR) daUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com oobjetivo principal de desenvolver pesquisa científica naárea de sistemas solares fotovoltaicos interligados à redeelétrica pública (SFCR). O Projeto visa, ainda, divulgar edisseminar a tecnologia solar fotovoltaica, para o setorelétrico e para o público em geral, e capacitar recursoshumanos da TRACTEBEL e da UFSC nesta área.No contexto do Projeto foram dimensionados,adquiridos e instalados três sistemas solares fotovoltaicosconectados à rede. Dois sistemas, com a mesmaconfiguração e potência nominal (1,9875kWp), foraminstalados no Colégio de Aplicação (CA) e no HospitalUniversitário (HU) da UFSC, e o terceiro, com potêncianominal de 2,12kWp, foi instalado no AeroportoInternacional Hercílio Luz, em Florianópolis.A escolha de cada um desses locais teve os diferentes eseguintes objetivos:• Colégio de Aplicação da UFSC: é um ambiente escolar,responsável pela formação dos cidadãos do futuro e ocontato com essa forma de geração de energia éfundamental para que crianças e jovens de hoje cresçamconhecendo e convivendo com a geração solarfotovoltaica e acompanhando a evolução da viabilidadedessa tecnologia;• Hospital Universitário da UFSC: o entorno do HU éfreqüentado por um grande número de pessoas, queaguardam atendimento para si ou acompanhando algumpaciente. O novo ESPAÇO DE ESTAR TRACTEBEL,além da geração de energia a partir da radiação solar, éum espaço abrigado para os usuários aguardarem oatendimento no Hospital, promovendo a divulgação datecnologia fotovoltaica;• Aeroporto Internacional Hercílio Luz: é um local para oqual existem estudos para a instalação de grandessistemas fotovoltaicos, pois dispõe de grandes áreaslivres e sem sombreamento. Na Europa, espaços emaeroportos já são utilizados para a instalação de grandesgeradores fotovoltaicos. Outros aspectos que levaram aessa escolha foram: o perfil de consumo de umaeroporto, que possui curva de carga diurna, e apossibilidade de avaliar o impacto na geração deenergia diante da deposição de fuligem das turbinas dasaeronaves sobre os módulos fotovoltaicos.Descrição dos Sistemas FotovoltaicosTractebel/UFSCOs três sistemas utilizam módulos fotovoltaicos defilme fino, constituídos por três camadas depositadas emvidro: silício amorfo, silício microcristalino e silícioamorfo (Sontor, modelo SN-2, de 132,5Wp). O inversorutilizado (SMA, Sunny Boy SB2500) é de 2500W epossui, internamente, aquisição de dados de geração e deoutros parâmetros de interesse. Os sistemas contam comum medidor de energia eletromecânico (kWh) e umdisjuntor termomagnético. A saída do sistema (Fase eNeutro) é conectada em um Quadro de Distribuição deLuz (QDL) existente na edificação, para injetar a energiagerada na rede elétrica.A Tabela 1 mostra as principais características elétricasdos módulos e do inversor.Tabela 1: Principais características elétricas dos módulos fotovoltaicos edo inversor.Potência nominal (± 5 %) PMP 132,5 WCorrente de curto-circuito ISC 1,63 ATensão de circuito aberto VOC 127,8 VCorrente Nominal IMP 1,36 AMódulos*Tensão nominal VMP 97,9 APotência de entrada máxima PCCmax 2700 WTensão de entrada máxima VCCmax 600 VFaixa de tensão de entrada VMP 224 – 480 VCorrente de entrada máxima ICCmax 12 APotência de saída máxima PACmax 2500 WPotência de saída nominal PAC 2300 WDistorção harmônica de saída THD < 4%Tensão de saída nominal VAC 220 V – 240 VFrequência nominal f 50 Hz / 60 HzFator de potência (cos φ) FP 1InversorEficiência máxima η 94,1%* Valores obtidos nas condições-padrão de ensaio (STC): irradiância de1000 W/m², temperatura de 25°C e espectro AM 1,5.PainelFotovoltaico_+Para a redeelétricaInversor
  3. 3. A Figura 3 mostra o diagrama elétrico dos SFCRinstalados no Colégio de Aplicação (CA) e no HospitalUniversitário (HU), do qual constam: painel fotovoltaico,inversor SB2500, medidor de energia (kWh) e disjuntor(16A). A energia gerada é injetada na rede pelo Quadro deDistribuição das edificações.O painel é composto de 15 módulos fotovoltaicosconectados de modo a formar 5 séries de 3 módulos,ligadas em paralelo, com potencia instalada (nominal) de1,9875kWp (2kWp).Figura 3: Diagrama elétrico dos SFCR do Colégio de Aplicação e doHospital Universitário.A Figura 4 mostra o diagrama elétrico do SFCRinstalado na cobertura do Terminal de Cargas doAeroporto Internacional Hercílio Luz.O painel é composto de 16 módulos fotovoltaicos,conectados de modo a formar 4 séries de 4 módulos,ligadas em paralelo, com potência instalada (nominal) de2,12kWp (2kWp).Figura 4: Diagrama elétrico do SFCR instalado no AeroportoInternacional Hercílio Luz, em Florianópolis.Os três sistemas possuem sensores de irradiância(SMA, Sunny Sensor), temperatura dos módulos e detemperatura ambiente, cujos dados são enviados, viaSunny Sensor, para uma central de monitoramento (SMA,Sunny WebBox). O inversor também envia dados degeração, tensão e corrente dos módulos para a central demonitoramento, via interface RS485.Todos os dados monitorados são armazenados em umcartão de memória e podem ser transferidos diretamentepara um microcomputador ou, se desejado, podemtambém ficar disponíveis na internet, através do portal dofabricante (SMA).A Figura 5 ilustra a configuração básica do sistema deaquisição de dados.Computador com acesso diretoAlimentação 220V/60Hz Interface RS485  Sensor de Irradiância (Sunny Sensor)  Temperatura ambiente Temperatura do módulo Inversor Central de monitoramento (Sunny WebBox)InternetPortal de Visualização Computador com acesso a WEB        Alimentação 220V/60Hz Figura 5: Configuração básica do sistema de aquisição de dados dos trêsSFCR Tractebel/UFSC.Algumas das etapas da montagem dos três sistemas sãomostradas na Figuras 6 a 8.(a)(b)(c)
  4. 4. (d)(e)Figura 6 (a) a (e): Etapas da montagem do SFCR no Colégio deAplicação (CA) e sistema pronto (e).(a)(b)(c)(d)Figura 7 (a) a (d): Etapas da montagem do SFCR no HospitalUniversitário (HU) e sistema pronto (d).(a)(b)
  5. 5. (c)(d)(e)Figura 8 (a) a (d): Etapas da montagem do SFCR no Aeroporto HercílioLuz (AE) e vista aérea com painel FV assinalado pela seta (e).IV. RADIAÇÃO SOLARA radiação solar possui duas componentes: a radiaçãodireta e a radiação difusa. Em determinado local demedição haverá também uma parcela de radiação devida àreflexão nos elementos do entorno, tais como árvores,morros, areia, neve, água e edificações, que caracterizam oalbedo do local. Para dimensionar ou estimar odesempenho de um sistema fotovoltaico, seja isolado ouconectado à rede, é necessário conhecer os valores daradiação no local da instalação.A obtenção de dados de iradiação solar com grandeconfiabilidade, que abrangem todo o Brasil, foi possível apartir do Projeto SWERA (Solar and Wind EnergyResources Assessment), iniciado em 2001. O projeto foifinanciado pelo Programa das Nações Unidas para o MeioAmbiente – PNUMA (United Nations EnvironmentProgramme) e co-financiado pelo Fundo Global para oMeio Ambiente - GEF (Global Environment Facility).Foram treze países envolvidos no projeto, divididos emtrês grupos regionais: África, América Latina e Ásia.O objetivo fundamental do projeto SWERA foipromover o levantamento de uma base de dados confiávele de alta qualidade, visando auxiliar no planejamento einclusão de fontes de energia renovável, na matrizenergética de países em desenvolvimento, utilizando osrecursos solar e eólico disponíveis para atender às suasdemandas de energia no futuro.A coordenação das atividades do projeto para aAmérica Latina foi de responsabilidade da Divisão deClima e Meio Ambiente (DMA), do Centro de Previsãodo Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional dePesquisas Espaciais (CPTEC-INPE), com a colaboraçãodo Laboratório de Energia Solar (LABSOLAR) daUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC),A base de dados resultantes do projeto SWERA écompatível com sistemas de informação geográficapodendo, portanto, ser empregada em estudos deviabilidade econômica no desenvolvimento de políticaspúblicas de incentivo a projetos nacionais de energia solare eólica, que podem atrair o capital de investimentos dainiciativa privada para a área de energias renováveis.O projeto SWERA possibilitou a publicação do “AtlasBrasileiro de Energia Solar”, que apresenta mapas comfaixas de valores da média anual e média sazonal, parairradiação difusa, global horizontal e inclinada e PAR (doinglês Photosynthetically Active Radiation, radiaçãofotossinteticamente ativa).A Figura 8 mostra o mapa de irradiação globalhorizontal, com valores da média anual do total diário(kWh/m2/dia), obtido do “Atlas Brasileiro de EnergiaSolar” [3].Figura 8: Mapa da média anual do total diário de irradiação globalhorizontal (kWh/m2/dia) [3].A observação detalhada do mapa da Figura 3 permiteverificar, como ponto de partida para estudos doaproveitamento da energia solar, quais regiões apresentam
  6. 6. os valores mais elevados de irradiação global horizontal e,portanto, com potencial energético adequado paraaplicações solares fotovoltaicas ou térmicas.V. METODOLOGIAA metodologia para analisar o desempenho dos trêssistemas solares fotovoltaicos consiste em obter e tratar osdados armazenados na central de monitoramento, realizaro levantamento dos valores de irradiação (kWh/m2/dia) ede geração (kWh), calcular os índices de desempenho. Osíndices de desempenho utilizados são: Produtividade(Yield) e Taxa de Desempenho (Performance Ratio). Aprodutividade é a razão entre a energia gerada emdeterminado período, normalmente um mês ou um ano, ea potência fotovoltaica nominal instalada. A produtividadeé comumente especificada em kWh/kWp. A taxa dedesempenho é a razão entre a produtividade e a irradiação(kWh/m2) no período considerado, sendo adimensional[4], [5].VI. RESULTADOSComo os três sistemas fotovoltaicos entraram emoperação em datas distintas, a análise foi realizada apóstrês meses de funcionamento simultâneo (julho, agosto esetembro). Os dados de cada sistema foram analisados eos respectivos desempenhos foram comparados utilizandoos índices de desempenho referidos na metodologia.Cabe ressaltar que em sistemas fotovoltaicos, os índicesde desempenho são normalmente analisados para períodosanuais. As análises realizadas com períodos inferiores aum ano de operação apresentam alguma incerteza poiscada mês possui características distintas de temperatura,ciclo de chuvas e principalmente níveis de radiação. Oretrato mais fiel do desempenho de um sistemafotovoltaico se desenha à medida que ciclos anuaiscompletos são analisados. No entanto, os valores obtidospara períodos menores do que um ano são de grandeutilidade para comparar o desempenho de sistemasdiferentes, como foi verificado e descrito a seguir.Com os três sistemas operando verificou-se, com basenos dados de produtividade e taxa de desempenho de cadainstalação, que o sistema do Colégio de Aplicação estavacom desempenho aquém dos demais. Isto levou a umaintervenção da equipe do LABSOLAR, realizada no dia26/08/2009, com medições das correntes de cada uma dascinco séries que formam o painel fotovoltaico. Foiconstatada falha no contato interno de um dos conectores,o que levou à interrupção de uma das 5 séries de módulos.O conector foi refeito, todos os outros foram testados e osistema passou a operar corretamente.Foram medidos os valores de potência gerada, sob asmesmas condições de irradiância, antes e depois daintervenção, o que permitiu garantir que o problemaestava solucionado. Os valores, anterior e posterior aoreparo, podem ser observados na Tabela 2 e indicam que osistema estava com perda de 20%, correspondente a 1/5 dapotência do painel FV.Tabela 2: Valores medidos de potência gerada antes e depois do reparono conector de uma das séries do painel fotovoltaico.Data Hora Irradiância (W/m²) Potência (kW)25/08/2009 12h50m 760 1,0927/08/2009 12h30m 761 1,37A Tabela 3 mostra os valores mensais de irradiação,geração, produtividade e taxa de desempenho para os trêssistemas (CA, HU e AE) nos meses de julho, agosto esetembro, bem como os valores totais para os três meses.Tabela 3: Valores mensais de irradiação, geração, produtividade e taxade desempenho para os três sistemas (CA, HU e AE) e valores totais.Irradiação Geração ProdutividadeTaxa deDesempenho(kWh/m²) (kWh) (kWh/kWp) TD (%)Julho 69,8 99,6 50,1 72%Agosto 101,7 155,7 78,3 77%Setembro 84,4 152,3 76,6 91%CA Total 255,9 407,6 205,1 80%Julho 66,5 127,3 64,0 96%Agosto 101,2 191,0 96,1 95%Setembro 79,8 149,4 75,2 94%HU Total 247,5 467,6 235,3 95%Julho 76,5 144,1 67,9 89%Agosto 116,6 219,7 103,6 89%Setembro 90,0 166,5 78,5 87%AE Total 283,0 530,2 250,1 88%A comparação da irradiação incidente no plano dosmódulos, da geração de energia diária, da produtividadediária (kWh/kWp) e da taxa de desempenho de cadasistema nos meses de julho, agosto e setembro, sãoapresentadas nas Figuras 9 a 12.
  7. 7. 012345671/7 8/7 15/7 22/7 29/7 5/8 12/8 19/8 26/8 2/9 9/9 16/9 23/9 30/9Irradiação (kWh/m2)Dia/MêsIrradiação Diária(kWh/m2/dia)Colégio de AplicaçãoHospital UniversitárioAeroportoFigura 9: Gráficos de irradiação diária no plano dos módulos, em kWh/m2.024681012141/7 8/7 15/7 22/7 29/7 5/8 12/8 19/8 26/8 2/9 9/9 16/9 23/9 30/9Energia (kWh)Dia/MêsGeração Diária(kWh/dia)Colégio de AplicaçãoHospital UniversitároAeroportoFigura 10: Gráficos de energia gerada por dia, em kWh.01234561/7 8/7 15/7 22/7 29/7 5/8 12/8 19/8 26/8 2/9 9/9 16/9 23/9 30/9Produtividade (kWh/kWp)Dia/MêsProdutividade  Diária(kWh/kWp)Colégio de AplicaçãoHospital UniversitárioAeroportoFigura 11: Gráficos de produtividade diária, em kWh/kWp.
  8. 8. 0%20%40%60%80%100%120%1/7 8/7 15/7 22/7 29/7 5/8 12/8 19/8 26/8 2/9 9/9 16/9 23/9 30/9Taxa de Desempenho (%)Dia/MêsTaxa de Desempenho Diária(%)Colégio de AplicaçãoHospital UniversitárioAeroportoFigura 12: Gráficos de taxa de desempenho (%).Analisando-se as Figuras 10, 11 e 12, verifica-seinicialmente o menor desempenho do sistemafotovoltaico do Colégio de Aplicação, ocasionado pelomotivo descrito anteriormente. Observa-se, também, queno mês de setembro o melhor desempenho ocorre nosistema do Hospital Universitário, seguido pelo sistemado Colégio de Aplicação e por último o sistema doAeroporto. Esse resultado já era esperado devido aopainel fotovoltaico dos dois primeiros sistemas operarcom tensão em torno de 300VCC (três módulos em série),o que coloca o inversor em um ponto de operação commelhor rendimento. Portanto, apesar do sistema doaeroporto estar submetido à maior irradiação,normalizando em relação a potência instalada e airradiação incidente, percebe-se que a configuração comtrês módulos em série, é a mais adequada para obtermelhor desempenho.Outra característica perceptível é a leve diminuição nataxa de desempenho ao longo dos meses de operação(exclui-se o sistema do Colégio de Aplicação nessaconsideração). Isso é devido à diminuição na potênciados módulos de filmes finos, nos primeiros meses deoperação, até atingir a potência nominal especificada pelofabricante, após a estabilização. Este fato reforça anecessidade de acompanhamento dos parâmetros por umperíodo mínimo de doze meses, inclusive para observarquando ocorre a estabilização do módulo exposto ao Sol.A contribuição dos SFCR para a redução da potênciademandada em locais de clima quente e com perfil depico de consumo diurno, onde o uso de aparelhos de arcondicionado é intenso em dias bastante ensolaradosficou evidenciada, como pode ser observado nas Figuras13 a 16.Figura 13: Geração x Demanda no HU em um dia ensolarado.Figura 14: Geração x Demanda no HU em um dia nublado.Observando-se as Figuras 13 e 14, percebe-se a forteinfluência da carga térmica na potência demandada. Emum dia nublado a potência requerida pelo HU é beminferior a requerida em dias ensolarados, dias esses ondea geração fotovoltaica é capaz de contribuir plenamentepara a redução na demanda.
  9. 9. Figura 15: Geração x Demanda no AE em um dia ensolarado.Figura 16: Geração x Demanda no AE em um dia nublado.A potência demandada no Aeroporto, Figuras 15 e 16,apresenta um comportamento mais constante ao longo dodia, com leve aumento na potência demandada nodecorrer da tarde, porém a característica de aumento dacarga em dias ensolarados é também claramenteperceptível, reforçando a tese de que os SFCR quandoaplicados em larga escala neste tipo de instalaçãocontribuirão para redução no consumo de energia e para aredução no pico de demandaEm RÜTHER & BRAUN (2009), foi analisado noperíodo de um ano, entre 2005 e 2006, para o AeroportoInternacional de Florianópolis, o consumo de energia, apotência demandada e a relação dessas grandezas com atemperatura ambiente. Na Figura 17 percebe-se oaumento no consumo de energia nos meses mais quentesdo ano e, na Figura 18, o perfil da potência demandada aolongo das 24 horas do dia, caracterizado por apresentarpico de demanda diurno. A maior demanda diurna estáassociada ao uso de equipamentos de ar condicionado.Figura 17: Consumo mensal de energia no Aeroporto Internacional deFlorianópolis entre junho de 2005 e maio de 2006.Em consumidores com pico de demanda diurna, comoé o caso do Aeroporto, a geração fotovoltaica contribuipara a redução no pico da demanda, permitindo inclusivea recontratação da demanda para valores menores,reduzindo o custo com energia elétrica.Figura 18: Potência demandada, média, máxima e mínima, noAeroporto Internacional de Florianópolis.Nas Figuras 19 e 20 é apresentada a influência datemperatura na potência demandada ao longo do dia. Ospontos na cor vermelha indicam os valores de potênciamédia quando a temperatura ambiente estava acima de25°C, e os pontos na cor azul indicam os valores depotência média quando a temperatura ambiente estavaabaixo de 25°C. Percebe-se nos meses de verão, a forte edireta influência da temperatura na potência demandadapelo Aeroporto, o que evidencia o potencial decontribuição de sistemas fotovoltaicos conectados à redeelétrica em consumidores com perfil de carga diurna emfunção de equipamentos de ar condicionado. Ainda nasFiguras 19 e 20, comparando o gráfico da demanda emsetembro de 2005, Figura 19, com o gráfico da demandaem janeiro de 2006, Figura 20, fica clara a necessidade dacontinuidade da coleta de dados dos sistemasfotovoltaicos frutos desse projeto, em especial o sistemafotovoltaico instalado no Aeroporto, visando quantificargeração e demanda em períodos do ano em que atemperatura ambiente é mais elevada.Figura 19: Influência da temperatura na potência demandada noAeroporto Internacional de Florianópolis, em setembro de 2005.
  10. 10. Figura 20: Influência da temperatura na potência demandada noAeroporto Internacional de Florianópolis, em janeiro de 2006.VII. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAISEste trabalho mostrou resultados preliminares dodesempenho de sistemas solares fotovoltaicos conectadosà rede, obtidos com dados referentes a um período de trêsmeses.Cabe ressaltar que a metodologia de análise empregadaneste trabalho necessita de dados de forma contínua ecom longo período de observação, além de doze meses,de modo a propiciar o acompanhamento das variações dodesempenho ao longo de todas as estações do ano. Aanálise ao longo de vários anos também é importante paraevidenciar a variabilidade de desempenho devida àsvariações climatológicas nos locais de instalação.Sob o aspecto de redução do pico de demanda, operíodo de verão, por vir, é o que apresentará resultadosmais significativos em termos de desempenho da geraçãofotovoltaica.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. ABNT, Sistemas fotovoltaicos - Classificação. 2006,ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.Rio de Janeiro.2. Rüther, R., Edifícios Solares Fotovoltaicos - OPotencial da Geração Solar Fotovoltaica Integrada aEdificações Urbanas e Interligadas à Rede ElétricaPública. 2004, LABSOLAR Florianópolis: UFSC.ISBN 85-87583-04-2. 114p.3. Pereira, E.B., et al., Atlas Brasileiro de Energia Solar(Brazilian Atlas of Solar Energy). 2006: InstitutoNacional de Pesquisas Espaciais, INPE, São José dosCampos, Brasil.4. IEC, Photovoltaic system performance monitoring -Guidelines for measurement, data exchange andanalysis. 1998, IEC - International EletrotechnicalCommission. p. 17.5. Marion, B., et al., Performance parameters for grid-connected PV systems, in 31st IEEE PhotovoltaicSpecialists Conference. 2005: Lake Buena Vista, FL.p. 1601-1606.6. RÜTHER, R.; BRAUN, P. Energetic contributionpotential of building-integrated photovoltaics onairports in warm climates. Solar Energy 83, p.1923–1931, 2009.

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