Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 111-112

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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 111-112

  1. 1. Entrudo, Quaresma (procissão de penitência) [cap. III] todas as classes a religião como pretexto para a prática de excessos; sensualidade/misticismo
  2. 2. Histórias de milagres e de crimes [XIV; II; XVII] clero e povo; o frade ladrão superstição e crendice; libertinagem
  3. 3. Autos-de-fé [V; XXV] cfr. leitura em aula todas as classes repressão religiosa e política; fanatismo
  4. 4. Baptizados e funerais régios [VIII; X] rei e rainha; nobreza e clero; (povo assistindo) luxo e ostentação; vida e morte como espectáculo
  5. 5. Elevação a cardeal do inquisidor [VIII] clero e nobreza; (povo assistindo) luxo e ostentação
  6. 6. Vida conventual [II; VIII] frades e freiras; nobreza desrespeito pelas normas religiosas; libertinagem
  7. 7. Tourada [IX] todas as classes o sangue e a morte como espectáculo
  8. 8. Procissão do Corpo de Deus [XIII] todas as classes sobreposição do profano ao sagrado; a libertinagem do rei
  9. 9. Cortejo de casamento [XXII] *cfr. exame respondido em aula casal real, infantes, nobreza, clero; (povo assistindo) o casamento na realeza, a vida das mulheres; luxo e ostentação; contraste com a miséria do povo; estado dos caminhos
  10. 10. a. A epopeia, sendo um poema, pertence ao modo lírico. A epopeia pertence ao modo narrativo
  11. 11. b. Um texto épico deve despertar um interesse alargado, embora possa incluir situa­ções e figuras inverosímeis. interesse alargado mas através das «personagens» e acontecimentos» com «uma certa credibilidade».
  12. 12. c. Os acontecimentos relatados numa epopeia destinam­se a provocar espanto e a incutir respeito nos leitores.
  13. 13. d. Os heróis de uma narrativa épica são marcados apenas pela excelência física. Os heróis de uma narrativa épica são marcados pela excelência física e moral («nobreza de espírito»).
  14. 14. e. O género épico é determinado por diversas regras de produção.
  15. 15. f. A utilização do maravilhoso na epopeia visa embelezar os acontecimentos narrados e contribuir para o estatuto de excecionalidade dos heróis e respetivas ações.
  16. 16. g. O Renascimento introduziu na epopeia uma vertente humana do herói, que adquire uma dimensão coletiva simbólica.
  17. 17. «Memorial do Convento é — e não é — uma epopeia.» Num texto de cerca de 140 palavras, comenta esta ideia.
  18. 18. Alteração da ordem dos acontecimentos
  19. 19. A analepse não é recurso essencial, mas, por vezes, somos informados de factos anteriores à história que está a ser narrada: por exemplo, as diligências, por parte dos franciscanos, anteriores a 1711 (já em 1624 e em 1705), para se construir um convento.
  20. 20. As prolepses são mais significativas, até porque costumam ser menos habituais nos romances. Há algumas que remetem para os nossos dias ou para o século XX genericamente: referência às cores da bandeira republicana [cap. XII]; a praia como local de lazer [cap. XIII]; cravos e 25 de abril de 74 [cap. XIII], ida à lua, Junot em Mafra, cinema [cap. XVII], Fernando Pessoa [cap. XVIII]. Também há prolepses que dão conta de situações futuras mas pertencentes à própria intriga do romance (vimos há dias como se antecipava a morte de Álvaro Diogo; logo no início alude-se aos vindouros bastardos de D. João V: «quando acabar a sua história se hão de contar por dezenas os filhos assim arranjados»).
  21. 21. A analepse é um recurso essencial. A história é-nos dada in media res — no momento em que o protagonista sabe da morte de Alfredo —, pelo que se tem de fazer depois um recuo no tempo, consti- tuindo esse flash back a maior parte do filme. (Salvo erro há um ou dois brevís- simos regressos à atualidade, só para lembrar que o tempo da enunciação não é aquele, até a história contada em analepse chegar ao presente em que começara e termos depois o resto do enredo, quase um mero epílogo.)
  22. 22. Não há propriamente prolepses, a não ser talvez algumas falas de Alfredo, que, a certa altura, alude, velada mas certeiramente, ao futuro de Totó.
  23. 23. Omissão e resumo de factos; abrandamento e aceleração do ritmo
  24. 24. Há elipses (cortes, saltos no relato): «Meses inteiros se passaram desde então, o ano é já outro» [cap. VIII]; «Encerrados na quinta, Baltasar e Blimunda assistem ao passar dos dias. Agosto acabou. Setembro vai em meio» [cap. XVI]. Há resumos (em que um grande lapso de tempo é dado em poucas pinceladas): «tornou o padre aos estudos, já bacharel, já licenciado, doutor não tarda...»; a busca de Baltasar por Blimunda também é dada em resumo/elipse. Estes momentos, como é óbvio, aceleram o ritmo da narrativa.
  25. 25. Ao contrário, haverá zonas em que o relato parece demorar-se excessivamente, abrandando assim a velocidade da narrativa (por exemplo, a narração da «epopeia da pedra», em que o tempo do discurso parece mais lento do que o da história).
  26. 26. Uma elipse notável consiste no salto dos anos entre o Totó criança e o Salvatore adolescente (o truque é descobrirmos um novo ator sob a mão de Alfredo, o que aliás resolve também um problema que se põe aos filmes que percorrem gerações: acompanhar o crescimento físico das personagens). Há outros momentos recorrentes de aceleração do relato, que corresponderão a resumos, que aproveitam aa imagens passadas na sala de cinema (pela justaposição de trechos de filmes que vão acompanhando a história do cinema, do preto e branco a Brigitte Bardot, percebemos que nos estão a ser dados vários anos em poucos minutos).
  27. 27. Ao contrário, uma história contada por Alfredo a Totó (que só veremos na próxima aula) parece fazer demorar o discurso relativamente ao tempo «real».
  28. 28. TPC — Lê (para compreensão) «Os Lusíadas: Uma Visão Global» (pp. 159- 160).

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