Apresentação para décimo segundo ano, aula 6

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Apresentação para décimo segundo ano, aula 6

  1. 2. <ul><li>Os protótipos textuais mais presentes neste excerto de carta são </li></ul><ul><li>a) descritivo, expositivo, injuntivo. </li></ul><ul><li>b) dialogal, argumentativo, injuntivo. </li></ul><ul><li>c) descritivo, narrativo, injuntivo. </li></ul><ul><li>d) expositivo, argumentativo, narrativo. </li></ul>
  2. 3. <ul><li>A epígrafe de Eduardo Lourenço serve para </li></ul><ul><li>a) justificar o interesse de se ler o texto de Pessoa. </li></ul><ul><li>b) resumir o texto que se segue. </li></ul><ul><li>c) desvalorizar a carta de Pessoa a Adolfo Casais Monteiro. </li></ul><ul><li>d) alertar para o risco de se levar à letra o texto de Pessoa. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>O heterónimo que primeiro «escreveu» um texto, ainda que sem que Pessoa o tivesse ainda criado ou sequer nomeado, foi </li></ul><ul><li>a) Álvaro de Campos. </li></ul><ul><li>b) Ricardo Reis. </li></ul><ul><li>c) Bernardo Soares. </li></ul><ul><li>d) Alberto Caeiro. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>O heterónimo que Pessoa considera ser mestre de todos os outros (e até do ortónimo) é </li></ul><ul><li>a) Álvaro de Campos. </li></ul><ul><li>b) Bernardo Soares. </li></ul><ul><li>c) Ricardo Reis. </li></ul><ul><li>d) Alberto Caeiro. </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Pessoa considera o estilo de Campos </li></ul><ul><li>a) semi-irregular. </li></ul><ul><li>b) semi-regular. </li></ul><ul><li>c) regular. </li></ul><ul><li>d) irregular. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>O poeta bucólico que Pessoa resolvera criar para fazer partida a Mário de Sá-Carneiro foi </li></ul><ul><li>a) Álvaro de Campos. </li></ul><ul><li>b) Bernardo Soares. </li></ul><ul><li>c) Alberto Caeiro. </li></ul><ul><li>d) Ricardo Reis. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>O heterónimo Ricardo Reis foi criado por Pessoa em </li></ul><ul><li>a) 1914. </li></ul><ul><li>b) 1935. </li></ul><ul><li>c) 1910. </li></ul><ul><li>d) 1887. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Os dois heterónimos de Pessoa que aprenderam latim foram </li></ul><ul><li>a) Alberto Caeiro e Ricardo Reis. </li></ul><ul><li>b) Ricardo Reis e Álvaro de Campos. </li></ul><ul><li>c) Alberto Caeiro e Bernardo Soares. </li></ul><ul><li>d) Álvaro de Campos e Alberto Caeiro. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>O tempo verbal em «Ocorria-me um dito de espírito [...] Dizia-o, imediatamente, espontaneamente [...]» traduz uma acção decorrida no </li></ul><ul><li>a) passado, repetidamente. </li></ul><ul><li>b) presente e que se prolonga no tempo. </li></ul><ul><li>c) presente, esporadicamente. </li></ul><ul><li>d) passado, pontualmente. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>As fases decadentista, futurista e intimista de Álvaro de Campos estão representadas em, respectivamente, </li></ul><ul><li>a) «Opiário», «Ode triunfal», «Todas as cartas de amor são ridículas». </li></ul><ul><li>b) «Todas as cartas de amor são ridículas», «Aniversário», «Ode triunfal». </li></ul><ul><li>c) «Aniversário», «Ode marítima», «Todas as cartas de amor são ridículas». </li></ul><ul><li>d) «Ode triunfal», «Ode marítima», «Opiário». </li></ul>
  11. 12. <ul><li>O vanguardismo de Campos manifesta-se sobretudo na faceta </li></ul><ul><li>a) decadentista. </li></ul><ul><li>b) intimista. </li></ul><ul><li>c) triunfal. </li></ul><ul><li>d) futurista-sensacionista. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>O movimento futurista, </li></ul><ul><li>a) cujo manifesto português é de 1909, integra-se na estética de Marinetti. </li></ul><ul><li>b) uma das facetas do Modernismo, exaltou a imobilidade pensativa e o êxtase. </li></ul><ul><li>c) que integrou o chamado «Modernismo», fazia óóó-óóóóóóóó-óóóóóóóóóóóóóóó. </li></ul><ul><li>d) que não se coibiu de escandalizar a sociedade, integra-se no Modernismo. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>Os excertos de Jacinto do Prado Coelho e de E. Melo e Castro são, fundamentamente, </li></ul><ul><li>a) narrativos. </li></ul><ul><li>b) explicativos. </li></ul><ul><li>c) argumentativos. </li></ul><ul><li>d) descritivos. </li></ul>
  14. 16. <ul><li>Percebe-se pela quintilha inicial que o cansaço que domina o sujeito poético não tem uma origem definida nem um motivo concreto (assim se reconhece no segundo e terceiros versos, bipartidos: « Não disto nem daquilo, / Nem sequer de tudo ou de nada »). </li></ul>
  15. 17. <ul><li>No final da estrofe, explicita-se mesmo o carácter, quase caprichoso, deste cansaço permanente e, decerto, essencialmente psíquico: « Cansaço assim mesmo, ele mesmo, cansaço » (vv. 4-5). </li></ul>
  16. 18. <ul><li>Na segunda estrofe, o poeta começa uma diferenciação relativamente aos outros, que prosseguirá até ao fim do poema. Nos três versos que iniciam a oitava, apresentam-se as sensações, as paixões, os amores que mobilizam os outros, resumido em « Essas coisas todas / Essas e o que falta nelas eternamente » (vv. 9-10), súmula claramente depreciativa. </li></ul>
  17. 19. <ul><li>Nos três versos que fecham a estrofe, a epífora (« cansaço/cansaço/cansaço ») assinala a reacção do poeta ao que costuma embevecer os que não são como ele. </li></ul>
  18. 20. <ul><li>Na terceira estrofe, três versos anafóricos servem para representar a atitude com que o poeta se vai contrastar ( amar o infinito, / desejar o impossível, / não querer nada ). </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Em nenhum destes tipos de idealismo o poeta se reconhece, por razões que enuncia em paradoxos: « Porque eu amo infinitamente o finito,/ Porque eu desejo impossivelmente o possível, / Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,/ Ou até se não puder ser... ». </li></ul>
  20. 22. <ul><li>A última estrofe analisa as consequências, como logo anuncia a pergunta que a abre (« E o resultado? »). Como já acontecera antes, começa-se pelos « outros » (que ficam com « a vida vivida ou sonhada », « o sonho sonhado ou vivido », « a média entre tudo e nada » — notem-se o quiasmo, o paralelismo, a antítese, todos tão pessoanos). </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Os cinco últimos versos são muito expressivos. O verso que introduz esta parte sobre o poeta fecha a anáfora que vinha dos três versos anteriores (com a preposição « para ») e inicia a enumeração dos adjectivos caracterizadores do cansaço do poeta (« grande », « profundo », « infecundo »), não sem pelo meio se inserir uma expressão interjectiva (« ah com que felicidade »). </li></ul>
  22. 24. <ul><li>Depois, partindo do superlativo neologístico « supremíssimo » («supremo» já é um superlativo relativo de superioridade, corresponde a ‘o mais alto’), o poeta utiliza isoladamente o sufixo « íssimo », indicador do grau, amplificando-o através da repetição, que sugere a sua ligação ao substantivo « cansaço ». É um processo — modernista — de desconstrução e reconstrução das palavras. </li></ul>
  23. 27. <ul><li>1. </li></ul><ul><li>O girassol olha sempre o sol de frente, assim, um «olhar nítido como um girassol» é aquele que vê a realidade à luz do sol, com toda a nitidez que essa luz propicia. </li></ul>
  24. 28. <ul><li>2. </li></ul><ul><li>Na 2.ª estrofe, o poeta afirma acreditar na realidade porque a vê: a sensação visual basta-lhe na sua relação com o Mundo. Ao pensamento, rejeita-o, afirmando, como argumento, que «pensar é não compreender ». </li></ul>
  25. 29. <ul><li>3. </li></ul><ul><li>Considerando que a filosofia é a procura, a interrogação do conhecimento, este verso («Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...») corresponde a uma afirmação do primado da sensação sobre o pensamento . </li></ul>
  26. 30. <ul><li>4. </li></ul><ul><li>Máximas argumentativas: «Pensar é não compreender...» // «Pensar é estar doente dos olhos» // «Quem ama nunca sabe o que ama/nem sabe porque ama, nem o que é amar» // « Amar é a eterna inocência » // « A única inocência é não pensar... ». </li></ul>
  27. 31. <ul><li>5. </li></ul><ul><li>Este poema ajuda-nos, de facto, a compreender a razão pela qual Alberto Caeiro é o Mestre de Fernando Pessoa, pois mostra como ele consegue aquilo que para o ortónimo é um desejo impossível: submeter o pensar ao sentir, abolir o vício de pensar e viver pelas sensações. </li></ul>
  28. 32. <ul><li>6. </li></ul><ul><li>Neste poema, é utilizada uma linguagem simples , ao nível lexical, e uma articulação do discurso com predomínio da coordenação . Os primeiros versos das duas primeiras estrofes («O meu olhar é nítido como um girassol» / «Creio no mundo como num malmequer») contêm comparações que ajudam a operar o processo, caro a Caeiro, </li></ul>
  29. 33. <ul><li>de convers ão do abstracto em concreto . O uso repetido das palavras do campo lexical de «olhar» revela o primado da sensação visual sobre o pensamento . Os dois últimos versos constituem um silogismo cujo inacabamento é revelado pelas reticências . Quanto à estrutura formal, o poema apresenta liberdade estrófica e métrica e ausência de rima. </li></ul>
  30. 34. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Lê «Alberto Caeiro, o mestre tranquilo da sensação» (p. 173) e «Alberto Caeiro» (p. 181). </li></ul>

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