Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 43-44

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Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 43-44

  1. 1. Dóri e Marlim conseguem defender- se de um ataque de gaivotas. Porém, se tivessem as qualidades do quarenta e quatro-olhos (p. 116, ll. 89-107), que pode vigiar o que se passa em cima e em baixo, nem aves nem peixes os surpreenderiam.
  2. 2. Tanto o ataque inicial de uma barracuda a Coral (que torna Nemo órfão de mãe) como os tubarões que Dóri e Marlim conhecem, apesar de estarem num progra- ma de ajuda para vencerem os seus instin- tos predadores, corroboram o que nos diz o Padre Vieira como primeira repreensão aos peixes (cap. IV, p. 119): os peixes comem- se uns aos outros (e, por azar, são sempre os grandesque comem os pequenos — se fosse ao contrário, «era menos mal»).
  3. 3. «Coro dos Tribunais» (José Afonso) versão GNR, Filhos da Madrugada Cantam José Afonso
  4. 4. Foram-se os bandos dos chacais Chegou a vez dos tribunais Vão reunir o bom e o mau ladrão Para votar sobre um caixão Quando o inocente se abateu Inda o morto não morreu
  5. 5. A decisão do tribunal É como a sombra do punhal Vamos matar o justo que ali jaz Para quem julga tanto faz Já que o punhal não mata bem A lei matemos também
  6. 6. Soa o clarim soa o tambor O morto já não sente a dor Quando o deserto nada tem a dar Vêm os abutres almoçar O tribunal dá de comer Venham assassinos ver
  7. 7. [Se o criminoso se escondeu Nada de novo aconteceu A recompensa ao punho que matou Uma fortuna a quem roubou Guarda o teu roubo guarda-o bem Dentro de um papel a lei]
  8. 8. Cap. I — Introdução (Exórdio) Caps. II-V — Desenvolvimento Louvores, em geral II Louvores, em particular III Repreensões, em geral IV Repreensões, em particular V Cap. VI — Conclusão (Peroração)
  9. 9. roncador: peixe da costa do Brasil que faz ruído como o roncar de um porco ronca: instrumento de som áspero roncar: vangloriar-se, bravatear-se barbatear: bravatear, gabar-se fraquear: fraquejar vigiar: manter-se acordado brasonar: gabar-se, vangloriar-se correr pela posta: ir depressa alto: mar alto
  10. 10. soldado: peixe da costa do Brasil usado como isco pegador: parasita arrimar-se: encostar-se mofino: desgraçado, infeliz capelo: capuz de frade inocente: distraído, ignorante aleivoso: traidor, pérfido candura: inocência, pureza dolo: má-fé, astúcia, maldade
  11. 11. os roncadores (ll. 2-38); os pegadores (ll. 39-79); os voadores (80-130); o polvo (131-169).
  12. 12. roncadores «É possível que[,] sendo vós uns peixinhos tão pequenos, haveis de ser as roncas do mar?!» 4-5
  13. 13. pegadores «sendo pequenos, não só se chegam a outros maiores, mas[,] de tal sorte se lhes pegam aos costados, que jamais os desferram.» 42-43
  14. 14. voadores «Dizei-me, voadores, não vos fez Deus para peixes? Pois porque vos meteis a ser aves?» 80-81
  15. 15. polvo «Se está nos limos, faz-se verde; se está na areia, faz-se branco; se está no lodo, faz-se pardo; e[,] se está em alguma pedra, como mais ordinariamente costuma estar, faz-se da cor da mesma pedra.» 139-141
  16. 16. roncadores arrogância, soberba São Pedro «roncou», porque asseverara ser o único constante na sua fé, mas logo negou Cristo quando interpelado por uma mulher. Também adormeceu, apesar de se ter comprometido a vigiar o horto. Caifás alardeava o saber. Pilatos exibia o poder.
  17. 17. Apesar do seu saber e poder, nunca deles fazia alarde, preferia calar-se.
  18. 18. pegadores oportunismo, parasitismo Não parte um vice-rei ou um governador sem que vá acolitado por uma série de oportunistas. Morto Herodes, também morreram os que dele dependiam (como acontecerá aos peixes que se não despeguem do tubarão que parasitam).
  19. 19. [Pegou-se apenas a Deus, como costuma ver-se na imagem tradicional, em que Santo António surge com Jorge Jesus ao colo.]
  20. 20. voadores ambição, vaidade, presunção O mago Simão disse ser filho de Deus e anunciou quando subiria aos céus, mas não só se viu privado de asas, para voar, como de pés, para andar. Por querer voar, Ícaro se afogou.
  21. 21. Tendo «asas» — a sabedoria — para «subir», preferiu «descer»: apagar-se, passar por leigo e sem ciência.
  22. 22. polvo dissimulação, fingimento Judas abraçou Cristo mas foram outros que o prenderam (o polvo abraça e, com os próprios braços, faz as cordas).
  23. 23. António foi o mais puro exemplar de candura, sinceridade, verdade; nele nunca houve dolo, fingimento ou engano.
  24. 24. capelo (na cabeça) monge raios (braços) estrela falta de ossos ou de espinha brandura, mansidão
  25. 25. por malícia, muda de cor conforme o ambiente (como, mas apenas por gala, faz o camaleão) lança os braços e prende os inocentes e os desacautelados
  26. 26. Quanto às medusas (À procura de Nemo), também traem, porque, apesar do seu ar diáfano, o contacto com os seus tentáculos pode ser venenosíssimo.
  27. 27. TPC — Prepara leitura em voz alta do cap. V do «Sermão» (pp. 124-128). Os do grupo A, leem ll. 1-54; os do grupo B, ll. 55-92; os do C, ll. 93-130; os do D, ll. 131-172. (Recordo que já decorre o prazo para trabalho de gravação sobre experiência de leitura de livro.)
  28. 28. Em Gaveta de Nuvens, lêas instruções para a tarefa sobre livro lido.
  29. 29. Ensaiar bem a leitura em voz alta Evitar o simples resumo Não abusar de valorações («gostei», «é bom», …) (Em troca: porventura, enquadrar no contexto do enunciador) Ser criativo no slide único

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