Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 17-18

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Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6, aula 17-18

  1. 1. Em «mas este é um daqueles álbuns que chama pelo calor» (4-5), «este» é uma a) catáfora. b) anáfora, cujo referente é «As Vidas dos Outros». c) cadeia anafórica. d) elipse.
  2. 2. Eis aqui um forte candidato a disco sensação deste verão. Bem sabemos que o ano ainda mal começou e o frio ainda nos enregela os ossos, mas este [catáfora] é um daqueles álbuns que chama pelo calor. As Vidas dos Outros [sucedente ou referente] assim se chama, é a estreia discográfica dos Anaquim.
  3. 3. Na mesma frase (4-5), «um daqueles álbuns que chama pelo calor» tem uma falha de coesão a) frásica (em vez de «chama», devia estar «chamam»). b) temporal (em vez de «chama», devia estar «chamaria»). c) referencial (a «um daqueles», era preferível «daqueles»). d) lexical (era preferível «verão» a «calor»).
  4. 4. este é um daqueles álbuns que chamam pelo calor
  5. 5. No início do segundo parágrafo, «este anãozinho»» (19) é correferente a) do antecedente «Anaquim» (7). b) de «As Vidas dos Outros» (22). c) do antecedente «José Rebola» (13). d) do sucedente «um duende que chegou aqui sem ter um passado, nem uma tradição, nem preconceitos e faz observações sobre o que nos acontece» (9-11).
  6. 6. Ou será melhor dizer do Anaquim [antecedente], a personagem criada para cantar estas histórias. "É um duende que chegou aqui sem ter um passado, nem uma tradição, nem preconceitos e faz observações sobre o que nos acontece“, diz José Rebola, que é quem lhe dá voz. Ou, por certo, dá- lhe mais do que voz. José Rebola é uma autêntica revelação. Um dos mais perspicazes músicos- letristas que têm aparecido nos últimos tempos, algures entre os Deolinda (e as letras de Pedro da Silva Martins) e o uni-verso Flor Caveira (editora de Tiago Guilul). O que mais conta neste anãozinho é mesmo a perspicácia, […]
  7. 7. O período que abre o mesmo segundo parágrafo (19-22) destaca a) o estilo de crítica que fazem os Anaquim — humorística mas incisiva e sensível aos tiques da sociedade. b) o tipo de música que consegue fazer o anão Anaquim: mordaz, perspicaz, pecador. c) o que mais conta naquele anãozinho. d) a abordagem alegre, de análise da sociedade, que se consegue em A Vida dos Outros
  8. 8. No terceiro parágrafo, nas linhas 45-47 há um problema de coesão: a) a preposição «em» (45) está a mais. b) a preposição «em» (46) está a mais. c) o nome «país» (46) devia estar escrito com maiúscula. d) «Lusíadas» (47) devia estar escrito «Os Lusíadas».  
  9. 9. O tema em que [Anaquim / Rebola] faz um retrato mais profundo do país ou da portugalidade é em Lusíadas
  10. 10. Segundo o quarto parágrafo (54-66), o estilo de música dos Anaquim é difícil de adivinhar, porque a) o disco é uma autêntica salada. b) a tradição musical coimbrã recente é heterogénea. c) a primeira banda de Rebola enquadrava-se no universo do psycho- billy. d) José Rebola tem um percurso musical diversificado.
  11. 11. José Rebola, 27 anos, é de Coimbra. Assim se explica que a sua primeira banda, os Spee- ding Bullets, se enquadrassem no universo do psycho-billy. Viviam-se tempos de euforia e de grande subversão na cidade, com o fenómeno Tédio Boys. Pouco depois criou uma outra banda, os Cynicals, que fazia um punk-rock, sempre cantado em inglês. Quer com uma banda quer com outra ganhou vários concur-sos de música rock. Com estas referências, difi-cilmente se adivinha o som dos Anaquim, mas é verdade que o fundo musical do disco é uma autêntica "salada".
  12. 12.   No quinto parágrafo, «uma grande  editora» (79) é usado como   a) hiperónimo do hipónimo «Universal»  (78). b) holónimo do merónimo «Universal»  (78). c) sinónimo de «Universal» (78). d) hipónimo de «Sons em Trânsito» (77).
  13. 13. E em sucessivos golpes de mérito  passou a ser representado pela Sons em  Trânsito e chegou à Universal —  fenómeno cada vez mais raro, uma  grande editora apostar em 3 estreantes. Grandes editoras = hiperónimo Universal, Polygram, …. = hipónimos
  14. 14. No primeiro período do último parágrafo  (81), pretende dizer-se que a) os Anaquim nos lembram de imediato  os Deolinda. b) os Anaquim e Deolinda têm ligações. c) os Anaquim, mais tarde ou mais cedo,  vão juntar-se aos Deolinda. d) Deolinda vai amancebar-se com um  anão.
  15. 15. A ligação aos Deolinda é inevitável. (= Relacionarmos nós os Anaquim com  os Deolinda é fácil de suceder)
  16. 16. O pronome «os» (83) reporta-se a   a) Deolinda e Ana Bacalhau. b) Deolinda e Anaquim. c) Anaquim e Carjaquim. d) Ana Bacalhau e Anaquim.  
  17. 17. A ligação [dos Anaquim] aos  Deolinda é inevitável. Aliás, não é por  acaso que Ana Bacalhau canta em O Meu Coração. Une-os uma portugalidade  musical assumida e a perspicácia sobre  o país.
  18. 18. Em «Os Deolinda são mais tradicionalistas  e tem um fundo musical simples, só de  cordas» (86-88) há uma falha de coesão a) frásica («tem» não concorda em número  com o seu sujeito). b) interfrásica (deveria haver vírgula antes  de «e»). c) temporal (em vez de «tem», deveria  estar «tinha»). d) referencial («Os Deolinda» deveria dar  lugar a «Estes»).
  19. 19. «Os Deolinda são mais tradicionalistas e  têm um fundo musical simples, só de  cordas»
  20. 20. «Agora falta testar este Anaquim ao  vivo» (93-94) significa que é preciso a) ver como o público reage. b) ver como se porta o grupo em  atuações ao vivo e como o público as  acompanha. c) fazer testes cada vez mais difíceis,  para todos os alunos da ESJGF  reprovarem.  d) verificar como se porta o duende em  concertos.
  21. 21.   O pronome «o» na penúltima linha do  texto (96) tem como referente a) «o seu espaço» (96-97). b) «instrumentos» (94-95). c) «este Anaquim» (93). d) «o país» (95).
  22. 22. Eles não hesitam, e vão de  instrumentos às costas por todo o país,  a ver se o conquistam. Ou encontram o  seu espaço nas vidas dos outros.
  23. 23.   Na penúltima linha do texto, o determi- nante possessivo «seu» reporta-se a a) «o país» (95). b) «Anaquim» (93). c) «Eles» (94). d) «cocó de duende verde» (98).
  24. 24. Eles não hesitam, e vão de instrumentos  às costas por todo o país, a ver se o  conquistam. Ou encontram o seu espaço  nas vidas dos outros.
  25. 25. joia (‘pessoa muito estimável’) joia (‘adorno de matéria preciosa’)
  26. 26. inglês carjacking  car + hijacking amálgama  
  27. 27. Carjacking inglês carjacking empréstimo
  28. 28. Carjaquim carjacking + Jaquim (< Joaquim) amálgama
  29. 29. badalhoca (‘mulher suja’) badalhoca (‘bola de excremento e terra pendente entre as pernas das ovelhas e cabras’) extensão semântica
  30. 30. droga francês drogue empréstimo
  31. 31. mota [ou moto] motorizada ou motocicleta truncação
  32. 32. joia (‘adorno de matéria preciosa’) francês joie (‘alegria’) empréstimo
  33. 33. joia (‘pessoa muito estimável’) joia (‘adorno de matéria preciosa’) extensão semântica  
  34. 34. grego diabetes (‘diabetes’) grego diabetes (‘sifão’) extensão semântica
  35. 35. Cajó Cá (< Carlos) + Jó (< Jorge) duas truncações
  36. 36. Zé José aférese (truncação?) Cp. Joaquim > [Jaquim >] Quim
  37. 37. Truncação típica: zoo (< zoológico) quilo (< quilograma) foto (< fotografia) manif (< manifestação) porno (< pornográfico) cusca (< coscuvilheira ou cuscar?) otorrino (< otorrinolaringologista)
  38. 38. FPE [pronunciado «fê-pê-é»] Fernando por esticão sigla
  39. 39. FPE [pronunciado «fpé»] Fernando por esticão acrónimo
  40. 40. «Carjacking» é uma palavra estrangeira genérico
  41. 41. alguns bandidos começaram a praticar uma variante imperfetivo, [incoativo ou ingressivo]
  42. 42. a nossa reportagem acabou por voltar (porque estava frio) perfetivo, [cessativo ou conclusivo]
  43. 43. aquilo que faço é uma espécie de carjacking habitual
  44. 44. foi uma experiência muito traumática perfetivo?
  45. 45. a malta pergunta-me constantemente: «tu não ...» imperfetivo, habitual, iterativo
  46. 46. andas metido nos diabetes imperfetivo
  47. 47. morreu atropelado por uma mota perfetivo, pontual
  48. 48. estou a conversar com este gafanhoto gigante chamado Zé António imperfetivo
  49. 49. Lê a crónica «Estrelas dos livros» (p. 73) e escreve uma sua síntese (cfr. p. 324). Diria que a extensão aconselhada é de cerca de um terço do original, umas cem palavras.
  50. 50. Depois de, na p. 76, leres as palavras que, acerca da crítica, escreveu o humorista brasileiro Millôr Fernandes, escreve um pequeno comentário a esse trecho (porventura, tendo também presente a crónica lida hoje e a tua experiência pessoal).
  51. 51. TPC Resolve / estuda ‘Processos irregulares de formação de palavras’ (Caderno de Atividades, 43-45). Vê as páginas sobre o mesmo assunto reproduzidas em Gaveta de Nuvens.

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