Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 85-86

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Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 85-86

  1. 1. Nas cenas VII e VIII, a atitude deMadalena contrasta com a de outraspersonagens, a cujos argumentosacabará por se render já na cena IX.Explica esta evolução.
  2. 2. Madalena, que não identificara oRomeiro com o antigo marido, ainda seprocura convencer com a possibilidadede a notícia assim trazida não serverdadeira. Ao contrário, Manuel, cientedos factos, acolhe a mulher com frieza, oque a admira. Jorge, que já dissuadiraTelmo de avançar com a estratégiacombinada com o Romeiro, tambémchama à razão a cunhada. Manuelsintetiza (não sem ter de
  3. 3. se conter no desejo de dar um últimoabraço a Madalena): as mortalhas dereligiosos são o que lhes resta. Estepercurso de Madalena, da ilusão que lhepermitiam as dúvidas até à resignação,por se confrontar com a decisão já tomadapelos outros, torna-se mais dramático.
  4. 4. Comprova a adequação do estadode espírito de Maria através dos recursosestilísticos na fala das linhas 24-43 (pp.215-216).
  5. 5. O estado de prostração e agonia deMaria é bem vincado pela abundância deexclamações, repetições, interrogaçõesretóricas, pausas, frases suspensas,vocativos.
  6. 6. O público oitocentista não recebeu apeça com grande entusiasmo.
  7. 7. Almeida Garrett pretendia escrever umapeça de natureza clássica, mas,formalmente, trata-se de um dramaromântico; o primeiro ato desenrola-seno palácio de Manuel de Sousa Coutinhoe o segundo e o terceiro atosdesenrolam-se no palácio de D. João dePortugal.
  8. 8. A duração da ação corresponde a oitodias.
  9. 9. O autor inspirou-se num episódiohistórico nacional.
  10. 10. No fim do segundo ato ocorre oreconhecimento, o clímax da peça.
  11. 11. Há, na peça, vários presságios que oanunciam, como, por exemplo, asdúvidas de Telmo sobre a morte de D.João ou a ansiedade de D. Madalena.
  12. 12. A catástrofe é desencadeada pelachegada do romeiro.
  13. 13. O título corresponde ao nome que Manuelde Sousa toma ao entrar para o convento.
  14. 14. O facto de a peça ter múltiplasinterpretações deve-se aos vários temasque aborda.
  15. 15. Madalena debate-se entre dúvidas,entrevê possibilidades de soluçãobenigna, apela aos outros, estranhareações frias. (Nem Manuel nem Jorge aesclarecem ou ajudam muito.)
  16. 16. Sam vive em conflito interior, mostra-seesquivo, agride-se e agride os outros,porque pretende desabafar. (Só Gracepercebe que ele tem alguma pena aremir.)
  17. 17. Final é trágico (quando Madalena hesita,e Telmo e João combinam estratégiasalvadora, os irmãos Manuel e Jorgeimpedem uma soluçãocontemporizadora).
  18. 18. Final só por pouco não é trágico (nacena do desespero-quase-suicídio deSam, ação do irmão Tommy é crucialpara se poder evitar desfecho mortal).
  19. 19. Expiação da culpa é obtida por ingressona vida religiosa e por morte de Maria.
  20. 20. Expiação da culpa é obtida pelointernamento e pela confissão a Grace.
  21. 21. Final é relativamente fechado, emborahaja pontos por esclarecer (destino deJoão). Abre-se para os protagonistas umnovo ciclo, puramente religioso (masessa já não é a história contada nodrama — mesmo se, historicamente,quase só agora comece o escritor FreiLuís de Sousa).
  22. 22. Final é aberto. (Não fica claro odesfecho. Supõe-se para breve arecuperação da felicidade anterior dafamília?)
  23. 23. TPC — Lança no ficheiro respetivoas emendas que fiz ao comentário sobrecanção e Frei Luís de Sousa e envia-mo.(A classificação — relativa à primeiraversão, sobretudo, mas que depende daverificação da segunda — ficará juntodos textos em Gaveta de Nuvens.) Vai já trazendo o teu exemplar de OsMaias, sem esquecer também o manual.
  24. 24. (Lembro a quem não chegou aentregar a gravação de apreciação críticapedida ainda no 1.º período, nem mesmono prazo que estabeleci já neste 2.ºperíodo, que, a manter-se, essa falta teráconsequências antipáticas naclassificação deste período.)

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