Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 67-68

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Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 67-68

  1. 1. 3.ª pessoa (Os peixes…) melhor do que1.ª pessoa (Nós, peixes, …)
  2. 2. A peça Macbeth, de WilliamShakespeare, é uma tragédia, escrita nosinícios do século XVII.
  3. 3. O sketch «William Shakespeare’sMacDonald» aproveita alguns dos seusmotivos (as personagens de alta estirpe,Macbeth e Lady Macbeth, tornadasMacDonald e Lady MacDonald; as bruxas;as profecias), mas altera elementosimportantes da intriga. Essasreformulações fazem perigar o tomelevado que é de regra nas tragédias. Otópico dos «hambúrgueres», a convocaçãodo campo lexical da alimentação (quer da
  4. 4. comida rápida quer dos pratos tradicio-nais), uma interrupção das bruxas paraperguntarem «como é que vai o nossoBenfica?», o registo popular-familiar aqui eali («bom dinheirinho», «chicha», «o um-dois-três», «saudinha») contradizem agravidade habitual na tragédia. A tragédiadeve ser susceptível de suscitar,simultaneamente, compaixão e temor, oque é contrariado pelos temas desta falsaobra de Shakespeare, MacDonald.
  5. 5. Para o seu Frei Luís de Sousa,Almeida Garrett preferiu a etiqueta«drama», porque pretendia, aproveitandoembora um clima idêntico ao de umatragédia, poder incumprir algumas dasregras típicas daquele género teatral(sobretudo em aspetos formais — aunidade do espaço e do tempo, a escritaem verso). Dirá o autor que o Frei Luís deSousa, quanto à índole, seria umatragédia; quanto à forma, um drama.
  6. 6. No sketch é quase ao contrário: osaspetos de formais (de toilete, digamos)da tragédia parecem mais preservados; éo conteúdo que é sobretudo pervertido).O desfecho — que, numa tragédia, ésempre carregado de fatalidade, impostopelo Destino, pelo Fatum — é quetambém não se concretiza, como concluia putativa rainha do MacDonald: «Queraio de mariquinhas me saiste!».
  7. 7. Unidade de tempo? Oito dias (vs. 24 horas)I ato — 6.ª feira, 28 de julho de 1599II ato — 6.ª feira, 4 de agosto de 1599(=21.º aniversário de Alcácer Quibir)III ato — 6.ª feira/Sábado, 4/5 de agostode 1599
  8. 8. Unidade de lugar? Numa mesma cidade (vs. um único cenário)Ato I — Palácio de Manuel de SousaAto II — Palácio de D. João de PortugalAto III — Parte baixa do palácio de D.João de Portugal (em dois quadros)
  9. 9. Em verso? Não, em prosa.
  10. 10. Estilo elevadoElevada estirpe das personagensDesfecho fatalRepresentação (vs. história, biografia)
  11. 11. câmara — sala, quartonoviço — que está ainda no processo deintegração numa ordem religiosacharão — objecto envernizado, lacadobufete — secretária; aparador de sala de jantartamborete — espécie de bancocontador — armário com pequenasgavetasledo — alegre
  12. 12. linhas 3-4 Vê-se toda Lisboa porque a casa-palácio fica em Almada
  13. 13. linha 4 O retrato será de Manuel de Sousa
  14. 14. ll. 15-16 O facto de Madalena recitar o passodos Lusíadas que precede a chegadados algozes de Inês de Castro («Estavas,linda Inês») pretenderá acentuar oshábitos literários da personagem /prenunciar que algo funesto sucederá /possibilitar analogias entre os amores deInês e de Madalena
  15. 15. ll. 19-21 Madalena considera-se mais infelizdo que Inês
  16. 16. l. 21 O pronome pessoal «ele» temfunção de sujeito
  17. 17. l. 21 Este pronome «ele» refere-se aManuel de Sousa Coutinho
  18. 18. ll. 15-27 No monólogo de Madalena, asreticências, a interrogação e as exclama-ções concorrem para exprimir aangústia / a intranquilidade
  19. 19. TPC — Preparar leitura (isto é:compreensão) da cena II.

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