<ul><li>funéreo  = fúnebre </li></ul><ul><li>sepulcro  = túmulo, sepultura </li></ul><ul><li>campear  = acampar </li></ul>...
<ul><li>Vai alta a lua! na mansão da morte </li></ul><ul><li>Já meia-noite com vagar soou;  </li></ul><ul><li>Que paz tran...
<ul><li>Que paz tranquila!... mas eis longe, ao longe  </li></ul><ul><li>Funérea campa com fragor rangeu;  </li></ul><ul><...
<ul><li>Ergueu-se, ergueu-se!... na amplidão celeste  </li></ul><ul><li>Campeia a lua com sinistra luz;  </li></ul><ul><li...
<ul><li>Ergueu-se, ergueu-se!... com sombrio espanto  </li></ul><ul><li>Olhou em roda... não achou  ninguém ...  </li></ul...
<ul><li>Chegando perto duma cruz alçada,  </li></ul><ul><li>Que entre ciprestes alvejava ao fim,  </li></ul><ul><li>Parou,...
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<ul><li>&quot;Talvez que rindo dos protestos nossos,  </li></ul><ul><li>&quot;Gozes com outro d'infernal prazer;  </li></u...
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<ul><li>Cobrem-lhe as formas divinas, airosas,  </li></ul><ul><li>Longas roupagens de nevada cor;  </li></ul><ul><li>Singe...
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<ul><li>Transcreve umas tantas: «morte»; «fantasma»; «sepulcro»;  «funérea» ;  «campa» ;  «sinistra» ;  «cipreste» ;  «moc...
<ul><li>A LUA DE LONDRES (João de Lemos) </li></ul><ul><li>É noite. O astro saudoso  rompe a custo um plúmbeo céu,  tolda-...
<ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Ler, pelo menos, até ao exacto meio (em termos de páginas) de  Os Maias . Ou seja: até ao fi...
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Apresentação para décimo primeiro ano, aula 47

  1. 3. <ul><li>funéreo = fúnebre </li></ul><ul><li>sepulcro = túmulo, sepultura </li></ul><ul><li>campear = acampar </li></ul><ul><li>feral = funéreo, lúgubre </li></ul><ul><li>tumba = caixão | falaz = enganador </li></ul><ul><li>lousa = placa de pedra que cobre túmulos </li></ul><ul><li>olvido = esquecimento </li></ul><ul><li>airoso = esbelto | fronte = rosto </li></ul><ul><li>palor = palidez | alvor = brancura </li></ul><ul><li>cruzeiro = cruz grande de pedra </li></ul><ul><li>ignoto = desconhecido </li></ul>
  2. 4. <ul><li>Vai alta a lua! na mansão da morte </li></ul><ul><li>Já meia-noite com vagar soou; </li></ul><ul><li>Que paz tranquila; dos vaivéns da sorte </li></ul><ul><li>Só tem descanso quem ali baixou . </li></ul>
  3. 5. <ul><li>Que paz tranquila!... mas eis longe, ao longe </li></ul><ul><li>Funérea campa com fragor rangeu; </li></ul><ul><li>Branco fantasma semelhante a um monge, </li></ul><ul><li>D'entre os sepulcros a cabeça ergueu . </li></ul>
  4. 6. <ul><li>Ergueu-se, ergueu-se!... na amplidão celeste </li></ul><ul><li>Campeia a lua com sinistra luz; </li></ul><ul><li>O vento geme no feral cipreste , </li></ul><ul><li>O mocho pia na marmórea cruz . </li></ul>
  5. 7. <ul><li>Ergueu-se, ergueu-se!... com sombrio espanto </li></ul><ul><li>Olhou em roda... não achou ninguém ... </li></ul><ul><li>Por entre as campas, arrastando o manto, </li></ul><ul><li>Com lentos passos caminhou além. </li></ul>
  6. 8. <ul><li>Chegando perto duma cruz alçada, </li></ul><ul><li>Que entre ciprestes alvejava ao fim, </li></ul><ul><li>Parou, sentou-se e com a voz magoada </li></ul><ul><li>Os ecos tristes acordou assim : </li></ul>
  7. 9. <ul><li>&quot;Mulher formosa, que adorei na vida , </li></ul><ul><li>&quot;E que na tumba não cessei d’amar, </li></ul><ul><li>&quot;Por que atraiçoas, desleal, mentida, </li></ul><ul><li>&quot;O amor eterno que te ouvi jurar ? </li></ul>
  8. 10. <ul><li>&quot;Amor! engano que na campa finda, </li></ul><ul><li>&quot;Que a morte despe da ilusão falaz: </li></ul><ul><li>&quot;Quem d'entre os vivos se lembrara ainda </li></ul><ul><li>&quot;Do pobre morto que na terra jaz ? </li></ul>
  9. 11. <ul><li>&quot;Abandonado neste chão repousa </li></ul><ul><li>&quot;Há já três dias, e não vens aqui... </li></ul><ul><li>&quot;Ai, quão pesada me tem sido a lousa </li></ul><ul><li>&quot;Sobre este peito que bateu por ti ! </li></ul>
  10. 12. <ul><li>&quot;Ai, quão pesada me tem sido!&quot; e em meio, </li></ul><ul><li>A fronte exausta lhe pendeu na mão, </li></ul><ul><li>E entre soluços arrancou do seio </li></ul><ul><li>Fundo suspiro de cruel paixão . </li></ul>
  11. 13. <ul><li>&quot;Talvez que rindo dos protestos nossos, </li></ul><ul><li>&quot;Gozes com outro d'infernal prazer; </li></ul><ul><li>&quot;E o olvido cobrirá meus ossos </li></ul><ul><li>&quot;Na fria terra sem vingança ter ! </li></ul>
  12. 14. <ul><li>— &quot;Oh nunca, nunca!&quot; de saudade infinda </li></ul><ul><li>Responde um eco suspirando além... </li></ul><ul><li>— &quot;Oh nunca, nunca!&quot; repetiu ainda </li></ul><ul><li>Formosa virgem que em seus braços tem . </li></ul>
  13. 15. <ul><li>Cobrem-lhe as formas divinas, airosas, </li></ul><ul><li>Longas roupagens de nevada cor; </li></ul><ul><li>Singela c'roa de virgínias rosas </li></ul><ul><li>Lhe cerca a fronte dum mortal palor. </li></ul>
  14. 16. <ul><li>&quot;Não, não perdeste meu amor jurado: </li></ul><ul><li>&quot;Vês este peito? reina a morte aqui... </li></ul><ul><li>&quot;É já sem forças, ai de mim, gelado , </li></ul><ul><li>&quot;Mas inda pulsa com amor por ti . </li></ul>
  15. 17. <ul><li>&quot;Feliz que pude acompanhar-te ao fundo </li></ul><ul><li>&quot;Da sepultura, sucumbindo à dor: </li></ul><ul><li>&quot;Deixei a vida... que importava o mundo , </li></ul><ul><li>&quot;O mundo em trevas sem a luz do amor ? </li></ul>
  16. 18. <ul><li>&quot;Saudosa ao longe vês no céu a lua? </li></ul><ul><li>— &quot;Oh vejo sim... recordação fatal! </li></ul><ul><li>— &quot;Foi à luz dela que jurei ser tua </li></ul><ul><li>&quot;Durante a vida, e na mansão final. </li></ul>
  17. 19. <ul><li>&quot;Oh vem! se nunca te cingi ao peito, </li></ul><ul><li>&quot;Hoje o sepulcro nos reúne enfim... </li></ul><ul><li>&quot;Quero o repouso de teu frio leito, </li></ul><ul><li>&quot;Quero-te unido para sempre a mim !&quot; </li></ul>
  18. 20. <ul><li>E ao som dos pios do cantor funéreo, </li></ul><ul><li>E à luz da lua de sinistro alvor, </li></ul><ul><li>Junto ao cruzeiro, sepulcral mistério </li></ul><ul><li>Foi celebrado, d'infeliz amor . </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Quando risonho despontava o dia , </li></ul><ul><li>Já desse drama nada havia então, </li></ul><ul><li>Mais que uma tumba funeral vazia, </li></ul><ul><li>Quebrada a lousa por ignota mão . </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Porém mais tarde, quando foi volvido </li></ul><ul><li>Das sepulturas o gelado pó, </li></ul><ul><li>Dois esqueletos, um ao outro unido , </li></ul><ul><li>Foram achados num sepulcro só . </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Transcreve umas tantas: «morte»; «fantasma»; «sepulcro»; «funérea» ; «campa» ; «sinistra» ; «cipreste» ; «mocho» ; «tumba» ; «lousa» ; «sepultura» ; «cruzeiro» ; «funeral» ; «esqueletos» ; «frio leito» ; «cantor funéreo» ; «mansão final» ; «mortal» ; «palor» ; «trevas» ; ... </li></ul>
  22. 24. <ul><li>A LUA DE LONDRES (João de Lemos) </li></ul><ul><li>É noite. O astro saudoso rompe a custo um plúmbeo céu, tolda-lhe o rosto formoso alvacento, húmido véu, traz perdida a cor de prata, nas águas não se retrata, não beija no campo a flor, não traz cortejo de estrelas, não fala de amor às belas, não fala aos homens de amor. </li></ul>
  23. 25. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Ler, pelo menos, até ao exacto meio (em termos de páginas) de Os Maias . Ou seja: até ao fim do capítulo X). </li></ul>

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