RODRIGUES DE FREITAS<br /> E O REPUBLICANISMO<br /> EM PORTUGAL<br />Jorge F. Alves - FLUP<br />
REPÚBLICA:  5 OUT.1910<br />22.10.1910 – Decreto determinando várias providências em relação ao Liceu D. Manuel II, em vir...
J.J. Rodrigues de Freitas, 1840-1896<br />
Rodrigues de Freitas: n. 24.1.1840; f. 27.7.1896<br /><ul><li>Estudante na Escola Politécnica: engenheiro civil de pontes ...
Jornalista /escritor (desde jovem): Pedro Quinto, Eco Popular, O Comércio do Porto, A América, etc.
Professor da Escola Politécnica (1867): Economia Política, Comércio
Deputado: legislaturas 1870-1871;  1871-1874; 1879; 1880-1881;1893</li></li></ul><li>RODRIGUES DE FREITAS<br />“O indivídu...
Republicanismo em Portugal:<br /><ul><li>Foi sobretudo um cientismo.
Visão antropomórfica e humanística da mundividênciamoderna.
Contra o pessimismo cristão, o republicanismo enalteceu a vida terrena e propagandeou a fé na perfectibilidade humana.</li...
Mandato imperativo
Soberania nacional, exercida através de sufrágio universal
Herdeiros do vintismo, setembrismo : monarquia constutucional como transição
(“rodear de rei de instituições democráticas” - Passos Manuel)</li></ul>António Pedro Mesquita: Republicanismo jacobino, R...
1874<br />
&quot;A monarquia do direito divino cede o lugar à monarquia constitucional; mas o ideal da humanidade não cessa de revela...
&quot;... a liberdade eleitoral, a reforma administrativa, a difusão do ensino, tenho-as hoje em mais subida conta... Supo...
…das minhas ambições, direi que nunca fiz da política mercancia (apoiados), e não quero sequer investigar se entre os meus...
A QUESTÃO SOCIALContrastando com aqueles que por explosivos pretendem alcançar a tábua rasa sobre que ergam em obras o que...
A INSTRUÇÃO<br />A colecção de leis portuguesas deste século contem muitas provas de que alguns estadistas nosso desejaram...
A AGRICULTURAsobre a necessidade do crédito agrícola acessível, os juros elevados, o deficit de associativismo: <br />“…In...
A INDÚSTRIAsobre a Exposição Internacional de 1865, mostrando a desigualdade de tratamento inerente a toda a protecção, ac...
CRISES COMERCIAISNeste aspecto, as crises que &quot;tão grandes horrores causam&quot;  são o &quot;maior panegírico do  cr...
COLÓNIAS E BRASILA incapacidade das administrações ultramarinas em se autofinanciarem a si e aos projectos que implementav...
Eu milito num partido … não digo bem, eu, sendo republicano, posso dizer que tenho a felicidade de não pertencer a esse pa...
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Rodrigues De Freitas

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Rodrigues De Freitas

  1. 1. RODRIGUES DE FREITAS<br /> E O REPUBLICANISMO<br /> EM PORTUGAL<br />Jorge F. Alves - FLUP<br />
  2. 2. REPÚBLICA: 5 OUT.1910<br />22.10.1910 – Decreto determinando várias providências em relação ao Liceu D. Manuel II, em virtude de alguns actos de indisciplina ali praticados.<br />23.10.1910– Decreto substituindo a denominação de Liceu D. Manuel II pelo de Liceu Rodrigues de Freitas.<br />2.3.1911 – Decreto tomando medidas em virtude das sindicâncias…<br />
  3. 3. J.J. Rodrigues de Freitas, 1840-1896<br />
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  7. 7. Rodrigues de Freitas: n. 24.1.1840; f. 27.7.1896<br /><ul><li>Estudante na Escola Politécnica: engenheiro civil de pontes e estradas (15.7.1862)
  8. 8. Jornalista /escritor (desde jovem): Pedro Quinto, Eco Popular, O Comércio do Porto, A América, etc.
  9. 9. Professor da Escola Politécnica (1867): Economia Política, Comércio
  10. 10. Deputado: legislaturas 1870-1871; 1871-1874; 1879; 1880-1881;1893</li></li></ul><li>RODRIGUES DE FREITAS<br />“O indivíduo está profundamente ligado ao meio”(Princípios de Economia)<br /> O HOMEM , NO SEU MEIO, NO SEU TEMPO <br />Porto: burguesia, progressos materiais, questão social<br />positivismo /evolucionismo<br />republicanismo / socialismo<br />A Confederação Maçónica Portuguesa<br />
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  23. 23. Republicanismo em Portugal:<br /><ul><li>Foi sobretudo um cientismo.
  24. 24. Visão antropomórfica e humanística da mundividênciamoderna.
  25. 25. Contra o pessimismo cristão, o republicanismo enalteceu a vida terrena e propagandeou a fé na perfectibilidade humana.</li></ul>Teófilo Braga: os patriarcas, os doutrinários, os activos<br /><ul><li>Confiança positivista na evolução histórica
  26. 26. Mandato imperativo
  27. 27. Soberania nacional, exercida através de sufrágio universal
  28. 28. Herdeiros do vintismo, setembrismo : monarquia constutucional como transição
  29. 29. (“rodear de rei de instituições democráticas” - Passos Manuel)</li></ul>António Pedro Mesquita: Republicanismo jacobino, Republicanismo radical, Republicanismo independente<br />
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  33. 33. 1874<br />
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  38. 38. &quot;A monarquia do direito divino cede o lugar à monarquia constitucional; mas o ideal da humanidade não cessa de revelar-se cada vez melhor; a democracia aspira à república rodeada de instituições que a distinguem da dos velhos tempos; mas quem sabe quão assombrosas evoluções se realizarão ainda? <br />Virá um dia em que a sociedade terá por ideal, não a república, mas alguma outra forma de governo que exprima precisamente o máximo desenvolvimento individual! Porém a minha opinião é que nós não podemos por enquanto adoptar a forma republicana. Ainda mais: não atribuo especialmente à monarquia os males que sofremos. <br />Os abusos praticados por este governo (análogos aos que tem sido cometidos por outros ministérios) não procedem tanto da vontade que os ministros têm de violar a lei como da atmosfera política de que respiram, e a qual eu creio que não é pura.&quot;<br />
  39. 39. &quot;... a liberdade eleitoral, a reforma administrativa, a difusão do ensino, tenho-as hoje em mais subida conta... Suponhamos que vinham os republicanos e consideravam que , desde que mudassem o trono pela cadeira de presidente da república, teriam alcançado tudo quanto era necessário para que país estivesse democraticamente organizado. Eu, francamente o digo, não só não podia estar com esses republicanos, mas seria também seu adversário.&quot; (1874)<br />
  40. 40. …das minhas ambições, direi que nunca fiz da política mercancia (apoiados), e não quero sequer investigar se entre os meus acusadores encontraria algum que da política fizesse comércio. Professor e escritor vim para aqui, e do ofício de professor e escritor sei construir a minha independência, e espero mantê-la sempre como a tenho sustentado até agora. Sou dos que crêem na energia e na iniciativa individual; sou dos que têm confiança no trabalho próprio (apoiados). Não preciso mendigar nada das intrigas políticas, as quais eu abomino e detesto. A minha democracia não tem ambições, tem crenças (apoiados) (1874)<br />
  41. 41. A QUESTÃO SOCIALContrastando com aqueles que por explosivos pretendem alcançar a tábua rasa sobre que ergam em obras o que agora sonham, - há os que pensam resolver a questão social fundando creches, asilos, hospitais, escolas; fomentando a cooperação sob todas as formas protectoras dos quase-pobres; regulamentando a indústria; beneficiando, enfim, material e espiritualmente as classes que representam o trabalho sob os seus aspectos mais rudes e também menos civilizadores do próprio operário. Ninguém pode negar a excelência deste pensamento logo que a palavra &quot;solução&quot; fique substituida por outra menos pretenciosa. ( C. P. 22.9.1894).<br />
  42. 42. A INSTRUÇÃO<br />A colecção de leis portuguesas deste século contem muitas provas de que alguns estadistas nosso desejaram proteger por meio da instrução a indústria nacional; o estado do ensino prova que é grande a distância entre os factos e o que as leis ordenaram que se praticasse. (C.P., 22.8.1881). <br />
  43. 43. A AGRICULTURAsobre a necessidade do crédito agrícola acessível, os juros elevados, o deficit de associativismo: <br />“…Infelizmente em Portugal há poucos bancos; as caixas económicas são quase desconhecidas, até dos que mais lucrariam com elas; sociedades muito úteis às classes menos abastadas, como são as cooperativas, não as temos ainda; e as próprias associações de socorros mútuos, sendo numerosas, não estão fundadas nas melhores bases&quot;. <br />
  44. 44. A INDÚSTRIAsobre a Exposição Internacional de 1865, mostrando a desigualdade de tratamento inerente a toda a protecção, aceitando-o mas defendendo a reforma pautal: <br />&quot;o que mais urge é mudar o carácter da produção; as pautas formam o sistema atrasado; seja o ensino industrial o seu natural sucessor&quot; (C.P., 26.9.1865).<br />
  45. 45. CRISES COMERCIAISNeste aspecto, as crises que &quot;tão grandes horrores causam&quot; são o &quot;maior panegírico do crédito&quot;, ressalvando que não é crédito que gera a crise, mas o mau uso que se faz dele. Com a agravante de a nova crise de uma praça se reflectir nas outras, dadas as intimas relações agora criadas, o &quot;sistema solidário&quot; que redistribui males e bens. <br />
  46. 46. COLÓNIAS E BRASILA incapacidade das administrações ultramarinas em se autofinanciarem a si e aos projectos que implementavam, com deficits permanentes e o recurso ao orçamento metropolitano, merecia-lhe as maiores reservas:<br />&quot;As esperanças consistem em que das colónias virá a grandeza de Portugal; os factos são que as colónias influem desfavoravelmente nos negócios da metrópole&quot;, dizia em 1879.<br />&quot;a independência do Brasil, sendo vantajosa para ele, foi para nós muito mais útil do que o seria que tão vastos territórios continuassem pertencendo a Portugal&quot;. <br />
  47. 47. Eu milito num partido … não digo bem, eu, sendo republicano, posso dizer que tenho a felicidade de não pertencer a esse partido; quer dizer, o partido republicano não está definitivamente organizado em Portugal: é assim que o considero. E é certo que entre nós sucede às vezes enquanto os partidos não estão organizados são mais fortes do que durante a sua organização, e principalmente … na base do seu próprio triunfo (1880)<br />
  48. 48. Num país como o nosso é indispensável que os cidadãos compreendam bem os seus direitos e os seus deveres, é necessário que uma opinião pública verdadeiramente esclarecida auxilie eficazmente os governos e os parlamentos no desempenho da tão difícil missão deles; sem este auxílio mal podem a s leis corresponder aos grandes interesses públicos.<br />Durante séculos temos suportado as consequências de um grande abatimento intelectual; sem este abatimento não poderíamos ter sido tão longamente dominados e oprimidos como o fomos pela teocracia e pelo absolutismo. Antes de perdida na África por D. Sebastião a coroa de Portugal, já o povo português tinha perdido outra coroa mais preciosa, a da sua independência intelectual. (1880)<br />

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