Hipóteses de um mundo               perdido
JOÃO FELIPE GOMESHipóteses de ummundo perdido
Estes são alguns poemas, postados noblog Lugar do Leitor, reunidos então         numa só antologia.
HOMENSO céu está estreladoConseguimos vê de todos os ladosHomens tristes e caladosSilêncio que os fazemSerem chamados de i...
TRISTE FAMÍLIASair de casa sem avisarNão sei se vou voltarTalvez por aqui vou ficarPois não tenho ninguémPara se preocupar...
DESCULPASLeio Livros por não ter amigoNão há amigo melhor do que o livroNos livros encontramos amizadesQue nos faz viver n...
DESCRIÇÕESChamo-Me JoãoJoão pé de feijãoO João que tem fortes dores no coraçãoCoração novo, mas cheio de depressãoDepressã...
A NOITE FRIA DO INVERNONa noite fria do inverno andei,Andei sem destino, na intenção de encontrarA paz que sempre sonheiNa...
A VERDADEIRA PAIXÃOA Cidade é uma correriaQuando de dia todos cumpremO seu objetivo do diaNo finalzinho da tardeTodos já t...
A MÃE QUE NÃO TIVEMãe tu foste para mim a melhor coisa que Deus fezSempre me apoiastes nas horas que mais desejei.Tu não p...
MAR TRAIÇOEROComparo o mar como a vidaTudo que nela se faz, vai e voltaSe hoje eu estou triste, amanhã estou alegreO mar é...
MOTIVOSSó escrevo poesia à noiteDe dia não tenho razão de escreverEscrevo apenas à noite e aproveitoPara apanha de acoiteJ...
NO SILÊNCIO DA NOITENo silêncio da noite junto com a minha solidãoSegui sem destino, sem rumo, apenas com os meus lívidosp...
SAUDADESaudades é a melhor palavra paraDizer o que sinto por tiSinto saudade do teu corpoHoje te tenho só no pensamentoAs ...
LOUCOS SIM, NORMAIS NÃOQue a loucura me domine por completoSe eu sou normal e todos me reconhecem com loucoEntão que a min...
LAGRIMAM DESAFIADORASLágrimas desafiam o meu olharApesar de elas não saberem a razão da descidaO meu coração inchado encon...
PEDIDOSApenas te peço meu Deus:Que a dor não me seja indiferenteQue a morte me encontre distraidamenteQue o medo me seja p...
CENÁRIOSA vida é um cenário que Deus fezNele vivemos como atoresAtores que não tem uma formaçãoNeste vasto mundo, vivemos ...
DE REPENTEAlgo inusitado acontece com o meu corpoDepois de anos sem tê-laAchei até que ela havia deixado de existirSó bast...
O desarollo foi constante e nisto muitasLágrimas escorreram, desordenadamente pela minha faceO choro me ajudou, me senti m...
OTEMPO E A VIDAtempo passaNão páraConcentra-se nosTeus pensamentosE perceberás que aVida não pára, passa.
MORRERDores rebocam o meu corpo,Cansado de tanto sofrimentoE amargura, com a morteMarco um encontro.Morrer não é tudo,Ante...
QUE IMPORTA?Eu não era o que sou agoraNão sinto falta dos dias que passaramOs dias apenas passam, passam e passamE infeliz...
UM PRESENTE DA VIDASensata me é a minha loucuraTento vê-la nos meus semelhantesMas nenhum se encaixam a elaNão sei se a cr...
O MARCADOR DAS HORASPorque às vezes eu entendoQue a minha vida é umRelógio que trabalha incansavelmenteTodo um períodoE de...
DEFINIÇÕESTriste me é o momentoPobre agora é o instanteDesconfortável é essa rotinaInfeliz é a minha existência
Todos os poemas apresentados aqui sãode autoria de João Felipe Gomes, autor       do blog Lugar do Leitor
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Hipótese de um mundo perdido

  1. 1. Hipóteses de um mundo perdido
  2. 2. JOÃO FELIPE GOMESHipóteses de ummundo perdido
  3. 3. Estes são alguns poemas, postados noblog Lugar do Leitor, reunidos então numa só antologia.
  4. 4. HOMENSO céu está estreladoConseguimos vê de todos os ladosHomens tristes e caladosSilêncio que os fazemSerem chamados de incapacitadosHomens quem podem falarHomens que podem criar um conceitoDe todos vivermos num mundoSem o preconceitoOu sem a discriminaçãoSe eles por isso lutassemNão viveriam na solidãoMas com ela vivemE sem preocupaçãoEles já não se importamVivem num mundo sem portaE sem iluminaçãoPreconceito sinônimo de desrespeitoDiscriminação sinônimo de solidãoCom estes dois sinônimos eles vivemAnônimos ocultos e sem compreensão
  5. 5. TRISTE FAMÍLIASair de casa sem avisarNão sei se vou voltarTalvez por aqui vou ficarPois não tenho ninguémPara se preocupar.Deus meu quando voltarei?Talvez nunca!Pois lá não tenho o que fazerPor aqui fico olhando o solPor aqui fico tristemente só.Em casa tenho tudoMenos tudo que lutoLuto pela harmoniaNa minha infeliz família.Lá em casa ninguém cooperaFazem do dia uma misériaMiséria que me faz não querer voltarPara o tão indesejado lugar
  6. 6. DESCULPASLeio Livros por não ter amigoNão há amigo melhor do que o livroNos livros encontramos amizadesQue nos faz viver numa eterna felicidadeAtravés das personagensCriamos uma imagemImagem que leva-nos a uma passagem paraUm mundo com homensE mulheres de muita coragemOs homens não lêem os livrosPor isso recebem gritos da mãe SolidãoSe eles lessem, Mãe Solidão morreriaE ficaria guardada num bom livro de ficção.
  7. 7. DESCRIÇÕESChamo-Me JoãoJoão pé de feijãoO João que tem fortes dores no coraçãoCoração novo, mas cheio de depressãoDepressão infeliz é a minha que sempre luto para dizernãoAgora tão triste estou,Sozinho segurando esta penaTristeza pela qual me comoveuA escrever este poemaPoema triste com muita dorNão só apenas consegue descrevê-loComo descreve também o autorAutor que guarda muito rancorPor aqui fico com aminha dorPor aqui fico com a minha depressãoDepressão que luto para substituí-laNo meu já velho coração
  8. 8. A NOITE FRIA DO INVERNONa noite fria do inverno andei,Andei sem destino, na intenção de encontrarA paz que sempre sonheiNa vida não conseguimos nada fácilE sem a paz que desejava volteiNa minha solene volta desejei muito mais:A paz que os homens tanto lutam,Mas por ela não defendemTalvez um dia eles lembremMas infelizmente será tarde de maisDeus, porque tanto sofremos?Se tu sabes que não suportamos a dorA dor que nos inferniza,Dor que nos faz querer pararMas em ti ó Deus confiamosTemos a plena confiança queTu guardarás um lugar para os teuE neste lugar felizes viveremosEnquanto o criador criar o pleno lugarAqui fiquemos andando sem destinoPerdidos nos pensamentos,Pensamentos pelos quais cobiçamos a pazA paz vamos obtê-la no tão desejado lugar.
  9. 9. A VERDADEIRA PAIXÃOA Cidade é uma correriaQuando de dia todos cumpremO seu objetivo do diaNo finalzinho da tardeTodos já têm cumpridoO seu objetivo levado à cidadeE a cidade de noite?É habitada por quemCreio que seja por aquelesQue já estão sem ninguémQuando de dia alguns trabalham,Outros vendem o que tem de melhor:O corpoQue depois de vendido voltam para casaE no dia seguinte voltamAté a cidade com o corpo imundoDeixando suja a cidade tão bem limpaPor aquele que a criouDeus, porque existe a prostituição?Se nosso corpos foram criados paraVivermos numa doce paixão
  10. 10. A MÃE QUE NÃO TIVEMãe tu foste para mim a melhor coisa que Deus fezSempre me apoiastes nas horas que mais desejei.Tu não podes estar mais aqui do meu ladoMais tu sempre estará no meu coração.Mãe eu sinto tanta saudades de ti.Oh mãe por que tu foste embora?Não me querias mais?Se for isto, volta...Que eu fico no teu lugar.Mãe tu tens o segredo da vida dentro de teu interiorTu me reproduziste com muito amorAqui estou eu tristemente sóEsperando por ti, aqui ficarei esperando-tePara me levar contigo para sermos feliz.Oh mãe volta para sermos felizes.Volta para fazermos coisa que ainda não tivemos aoportunidade de fazer.Volta para mim mamãe, volta e vem me ver.
  11. 11. MAR TRAIÇOEROComparo o mar como a vidaTudo que nela se faz, vai e voltaSe hoje eu estou triste, amanhã estou alegreO mar é do mesmo jeito, hoje ele está fazendoUm maremoto e amanhã ele fará uma ondaTão calma que acalmará toda a tua tristezaPor isso que agora eu estou na praiaTentando me acalmar, eu estou esperando pela ondaQue tu disseste que se eu lá fosse iria me ajudarPor ela já esperei tanto que não agüento maisAqui vejo de tudo e principalmente o mar queEstá sendo traiçoeiro comigo e disse-me para voltarAqui estou eu novamente, na frente do marJá caminhei tanto que meus pés me imploraram para pararParei, não quero saber de mais nada e nem ninguémO mar já não me ajuda, sou um caso perdidoSem quere saber de nada, entrei no marEnsopei-me por completo e me deixei flutuar.
  12. 12. MOTIVOSSó escrevo poesia à noiteDe dia não tenho razão de escreverEscrevo apenas à noite e aproveitoPara apanha de acoiteJunto com a solene solidãoSolidão porque me bate?Se eu não mereço issoTalvez eu devo merecerSe não Deus não meDeixaria passar por issoSolidão retira-se de mimVai procurar aquelesQue já não estar infelizPois João quer voltar aSer um menino alegre e felizA solidão ainda não foiDe mim ela não quer sairJá encontrou um lugarPara morar e fazer-me infelizCom ela vou viver até DeusRevelar-me o que será de mim
  13. 13. NO SILÊNCIO DA NOITENo silêncio da noite junto com a minha solidãoSegui sem destino, sem rumo, apenas com os meus lívidospassosQue me faziam andar sem eu ter uma noção de ondechegarAndei até demais e não encontrei nadaMas eu nada procurava apenas queria andar livremente notão cálidoSilêncio da noite que fazia companhia a minha miserávelsurdezSurdez que me deixava surdo e eu não tinha certeza seera a noiteQue estava calada ou meus ouvidos desligadosNão ouvia o canto dos pássaros nem o barulho do forteventoQue me batia agressivamente no meu corpo, minha almaestava cansada eCom vontade de se partir ao meio e virar duas, masmesmo assim divididasElas ainda seriam chamadas de solidão e tristezaQue denominaria apenas uma pessoa: eu mesmoUm ser sem destino, sem ponto de chegadaUm ser que camufla tanto os sentimentos que acha queestá divididoAmbas as partes desta divisão tão mírifica consegue medescrever emTristeza, solidão e por que não: João?
  14. 14. SAUDADESaudades é a melhor palavra paraDizer o que sinto por tiSinto saudade do teu corpoHoje te tenho só no pensamentoAs poucas imagens que foram gravadasDe ti não me completam, pois eu o queroDe verdade só para mimNão quero fragmentos lhe quero inteiroLembrar de ti dói, mas é uma dor inevitávelE um sofrimento opcionalSofro por ti por saber que tu existesE que tu não podes está aqui por causa da distânciaA vida pediu para você partir, ir embora, me deixar só...A vida sempre é traiçoeira, ela nunca faz o que queremosViver é uma dor estupendaRecordo-me de ti, da tua voz, do teu cheiro e do teusorrisoAntes de ti ter eu era apenas uma sombra, sem luz e semcorVivia nas trevas e a escuridão era a minha companhiaEu era carente de luz e tu quando chegasse perto de mimme clareouTrouxe-me a luz que me haviam roubadoMeus olhos foram em direção aos teus eNeles encontrei uma luz submissa a minha escuridãoFui em direção também aos teus cálidos lábiosNeles encontrei um doce venenoEste veneno entrou pela minha boca e saiu agora comtoda forçaPelas minhas mãos.
  15. 15. LOUCOS SIM, NORMAIS NÃOQue a loucura me domine por completoSe eu sou normal e todos me reconhecem com loucoEntão que a minha insanidade seja proveitosaQue a minha mente torne-se mentecaptaTalvez assim sendo, enxergarei o mundo com um olharingênuoNeste mundo temos que nos passar por perdedores darazãoEntão, portanto vamos ser loucosVamos desfrutar daquilo que gostamosO que importa é ser felizSendo louco ou não sempre será um serUm ser que tem uma escolha dentro de siQue a loucura a todos domine e queDesperte em cada um o olhar ingênuoQue tem se mostrado tão pouco noMeio de pessoas tão normais.
  16. 16. LAGRIMAM DESAFIADORASLágrimas desafiam o meu olharApesar de elas não saberem a razão da descidaO meu coração inchado encontra-seMinha mente concentrada em algo tristeFaz com que os meus olhos fiquem molhados, molhadosde lágrimasQue a tristeza da minha mente mostre-se enganadoraTalvez assim sendo, poucas lágrimas me desafiarão...Apenas te peço meu Deus:Que a dor não me seja indiferenteQue a morte me encontre distraidamenteQue o medo me seja passageiro eQue a solidão seja apenasO desfecho disso que chamamos de vida.
  17. 17. PEDIDOSApenas te peço meu Deus:Que a dor não me seja indiferenteQue a morte me encontre distraidamenteQue o medo me seja passageiro eQue a solidão seja apenasO desfecho disso que chamamos de vida.
  18. 18. CENÁRIOSA vida é um cenário que Deus fezNele vivemos como atoresAtores que não tem uma formaçãoNeste vasto mundo, vivemos como cobaiasTemos que aprender a encenarMas a encenação está sendo feito agoraE se não prestarmos atenção temosQue sair da peça teatral que é a VIDA.
  19. 19. DE REPENTEAlgo inusitado acontece com o meu corpoDepois de anos sem tê-laAchei até que ela havia deixado de existirSó bastou a platéia não comparecerQue ela ressurgiu, havendo entãoA ressurreição da solidãoO meu corpo mostrou-se leve e inseguroNão queria tê-la, uma vez, porém,Que a escolha não me pertenceO responsável por issoSão os meus atos, os meus impulsosComo uma cena teatral que apresenta vários atos,A minha vida impulsionada mostra-seCom a solidão presa nos meus movimentosOs meus olhos enxergam o mundo de outra maneiraSendo eu, o personagem perfeitoDe uma noite de grandes espetáculosO teatro encontrava-se vazio, minha vida tambémA única coisa que me restou depois de tantas perdas, foi avozGritei:- Meu Deus! - Gritei mais alto o que pude,Ele não me ouviuNada aconteceu; o eco da minha vozPreencheu todo o cenário vazioNas cadeiras onde todos deveriam estar sentadosRessurgia o vazio, a angústia e o choroChorei, não teatralmente; mas sim de verdadeOs meus coitados olhos derramaram lágrimasSem saber por quêMinha mente lhes ordenava dizendo:- Apenas chore, ele está triste
  20. 20. O desarollo foi constante e nisto muitasLágrimas escorreram, desordenadamente pela minha faceO choro me ajudou, me senti mais leveO cenário continuou o mesmo: intactoA não ser pelo tempo que havia passado,Nada se modificouSendo o mundo este cenário e a sociedade esta platéiaEu não necessito de mais nadaComo um teatro em reforma ficou a minha vidaCansado de incorporar tanta gente parei por aquiNão quero ser mais ninguém, nem eu mesmoSer ou não ser? – eis a questão, já dizia ShakespeareEu prefiro não serNão vou ter compromisso com nada e não vou precisarDecorar falas, até porque só escrevem enredos malescritosQue roteirista é esse que nem se quer escrever sabe?
  21. 21. OTEMPO E A VIDAtempo passaNão páraConcentra-se nosTeus pensamentosE perceberás que aVida não pára, passa.
  22. 22. MORRERDores rebocam o meu corpo,Cansado de tanto sofrimentoE amargura, com a morteMarco um encontro.Morrer não é tudo,Antes o retorno daquiloQue ainda não foi.Morrer seria uma pausaPara o sofrimento,O melhor seria aguentarCalado sem refletir muito.Até porque, se a reflexãoMarcar sem penaA minha mente,Eu morreria de dores de partoPara gerar aquilo que eu jáSei que não existe:SOLUÇÃO.
  23. 23. QUE IMPORTA?Eu não era o que sou agoraNão sinto falta dos dias que passaramOs dias apenas passam, passam e passamE infelizmente mais velho vou ficandoQuero viver cada dia da minha vidaLutando para que haja o amanhãSei também que o amanhã podeNão nascer mais para mimMas que importa? Eu já nasciO amanhã pode não surgirMas eu surgi, e este meu surgimentoOcorreu nesta minha monótona vidaVida, que todos os dias vivoNesta ligação de segundosQue me perturbam e faz-meQuestionar o surgimento do amanhãO que quero eu com amanhã?Mal tenho capacidade para viver o HOJE
  24. 24. UM PRESENTE DA VIDASensata me é a minha loucuraTento vê-la nos meus semelhantesMas nenhum se encaixam a elaNão sei se a cruel da sensatezA reservou especialmente para mimSem exagerar muitoEu a recebo: ALEGRE e ÚNICO.
  25. 25. O MARCADOR DAS HORASPorque às vezes eu entendoQue a minha vida é umRelógio que trabalha incansavelmenteTodo um períodoE depois quase sem forçasTenta ser o que foi no segundo anterior.O meu relógio não marca apenas segundosMarca também as longas horas que eu fico paradoE o meu dono acha que eu por não estar funcionandoNão vivi aquele momentoPobre de quem pensa como eleVivo tudo, funcionando ou não,Pois o instante é concebido a todos.E indiferente de se estar funcionando ou não:PASSA-SE.
  26. 26. DEFINIÇÕESTriste me é o momentoPobre agora é o instanteDesconfortável é essa rotinaInfeliz é a minha existência
  27. 27. Todos os poemas apresentados aqui sãode autoria de João Felipe Gomes, autor do blog Lugar do Leitor

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