Porque a tartaruga vive na água

9.905 visualizações

Publicada em

Ficha de trabalho de escolha múltipla- 30 perguntas- que abrange quase toda a gramática- corrigida.

Publicada em: Educação
1 comentário
2 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
9.905
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
6.930
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
153
Comentários
1
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Porque a tartaruga vive na água

  1. 1. 1 FICHA DE TRABALHO DE PORTUGUÊS SOBRE GRAMÁTICA-9º ano de escolaridade Lê o texto com atenção e seleciona, para cada item, a única opção correta: PORQUE É QUE A TARTARUGA VIVE NA ÁGUA 5 10 15 20 25 30 35 Diz-se que os amigos são para as ocasiões. O que não significa que, por preguiça, os tenhamos de explorar nos tempos de carestia. É este o fundo desta fábula camaronesa. Na floresta de Bonandjo, viviam Nguila Nyama (o leão), Wudo (a tartaruga) e Mbo (o cão), que eram muito amigos e cujo lema era «Unidade, solidariedade e partilha». Nguila Nyama era o mais novo e, durante a estação seca, preocupado com o futuro, resolveu plantar um pomar de mangas para comer durante a carestia. Wudu e Mbo, confiando na solidariedade de Nguila Nyama – que certamente não negaria comida aos amigos –, passavam o tempo a divertir-se. O tempo ia passando, Nguila Nyama colhia os frutos do seu pomar, enquanto a terra se tornava cada vez mais árida por falta de chuva. Como Wudu e Mbo não encontravam nada para comer, pediram ajuda a Nguila Nyama, mas este recusou dar-lhes mangas. Então, eles resolveram roubar-lhe a fruta. Wudu virou-se para Mbo e disse-lhe: «Amigo, como tu ladras por tudo e por nada, quando estivermos no pomar tens de manter a boca fechada, mesmo que te caia uma manga em cima da cabeça. Ai de nós se o leão nos descobrir!» Mbo respondeu: «Não te preocupes, que vou fazer o que me dizes.» Os dois amigos foram roubar fruta a primeira vez, e correu-lhes bem. Foram lá outra vez e tudo correu às mil maravilhas. E como não há duas sem três, combinaram voltar ao pomar do leão no fim da semana. Entretanto, Nguila Nyama apercebeu-se de que as suas mangas estavam a diminuir e que os amigos não apareciam tão amiúde em sua casa, andando a vaguear pelos arredores. Wudu e Mbo foram então ao mangal levando consigo dois sacos e uma faca. Nesse dia fazia realmente calor e o vento era tão forte que, de vez em quando, fazia cair os frutos das árvores. Desde manhãzinha que o leão estava à espreita por detrás de um embondeiro para ver quem é que lhe roubava a fruta. Por volta do meio-dia, a tartaruga e o cão chegaram ao pomar e puseram-se a colher frutos, mas o leão não deu por eles, porque adormecera com o calor. Os dois amigos encheram os sacos, mas, quando se afastavam, uma rajada de vento fez cair uma manga sobre a couraça da tartaruga. Esta a custo conteve um grito, mas fez uns esgares de dor que levaram o cão a dar uma sonora gargalhada. Mas foi interrompido rapidamente, porque também uma manga lhe caiu na cabeça e ele desatou a latir. Nguila Nyama, acordando de sobressalto, começou a persegui-los; o cão foi mais lesto e conseguiu fugir; a tartaruga só pôde esconder-se debaixo de um abacateiro. O leão procurava pelo menos os sacos cheios de fruta que eles não conseguiram levar. Nesse instante, um rouxinol, que assistira a tudo, começou a cantar: «Debaixo do abacateiro, atrás do tronco do abacateiro!» O leão não compreendia, mas, mesmo assim, dirigiu-se para lá e
  2. 2. 2 40 encontrou a tartaruga. Agarrou nela, esbofeteou-a e meteu-a no seu bornal. Queria ir para casa carregando-a a ela e mais os sacos de mangas, mas era peso a mais e o leão resolveu levar dois sacos de cada vez. Certificou-se de que o seu bornal estava bem fechado e agarrou em dois sacos. Quando a espertalhona da tartaruga se apercebeu de que estava sozinha, sacou da faca que trazia escondida na carapaça, rasgou o bornal, saiu, meteu lá dentro uma grande pedra, voltou a fechá-lo e fugiu. Como sabia que os leões não gostam da água, dirigiu-se para o pântano com medo que ele se enfurecesse e a matasse. O leão bem a procurou, mas não se atreveu a meter-se na água para a apanhar e foi assim que, desde então, o leão jurou um ódio mortal à tartaruga. In http://www.alem-mar.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEukVAZypupsfgAnRV (cons. dia 02/12/2015- com adap.) 1. Como classificas o sujeito da primeira forma verbal do texto (“Diz-se”, linha 1)? a) Sujeito simples. b) Sujeito composto. c) Sujeito nulo subentendido. d) Sujeito nulo indeterminado. 2. No constituinte “O que não significa” (linha 1), a palavra sublinhada, quanto à sua classe e subclasse, é um a) determinante artigo definido. b) pronome pessoal. c) pronome demonstrativo. d) determinante relativo. 3. Em que tempo e modo se encontra a forma verbal “tenhamos” (linha 1)? a) Presente do Conjuntivo. b) Pretérito Perfeito do Indicativo. c) Pretérito Imperfeito do Conjuntivo. d) Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo. 4. O constituinte “nos tempos de carestia” (linhas 2) exerce a função sintática de a) modificador restritivo do nome. b) complemento do nome. c) complemento oblíquo. d) modificador do grupo verbal. 5. O nome “carestia” (linhas 2 e 6) é sinónimo de a) “carência”. b) “excesso”. c) “sacrifício”. d) “problema”. 6. Identifica a subclasse do adjetivo “camaronesa” (linha 2): a) qualificativo. b) relacional. c) numeral. d) classificativo.
  3. 3. 3 7. O constituinte “Na floresta de Bonandjo” (linha 3), apesar de anteceder a forma verbal “viviam” (linha 3), desempenha a função sintática de a) modificador do grupo verbal. b) modificador de frase. c) vocativo. d) complemento oblíquo. 8. O constituinte “Nguila Nyama (o leão), Wudo (a tartaruga) e Mbo (o cão)” (linha 3) exerce a função sintática de a) complemento direto. b) modificador restritivo do nome. c) sujeito. d) complemento indireto. 9. Em que grau se encontra o adjetivo “novo” (linha 5)? a) Grau normal. b) Grau comparativo de superioridade. c) Grau superlativo relativo de superioridade. d) Grau superlativo absoluto analítico. 10. Como classificas a oração “para comer durante a carestia” (linha 6)? a) Oração subordinante. b) Oração subordinada adverbial final. c) Oração subordinada adverbial consecutiva. d) Oração subordinada substantiva relativa. 11. O verbo pronominal “divertir-se” (linha 8), quanto à subclasse, trata-se de um verbo a) copulativo. b) principal transitivo direto. c) principal transitivo indireto. d) principal intransitivo. 12. No enunciado “Amigo, como tu ladras por tudo e por nada, quando estivermos no pomar tens de manter a boca fechada, mesmo que te caia uma manga em cima da cabeça. Ai de nós se o leão nos descobrir!” (linhas 12-13) que atos ilocutórios identificas? a) Diretivo e expressivo. b) Assertivo e declarativo. c) Compromissivo e assertivo. d) Indireto e declarativo. 13. Coloca no discurso indireto a fala “Não te preocupes, que vou fazer o que me dizes.” (linha 14). a) O cão respondeu que não se preocupe, que ele vai fazer o que lhe dizes. b) O cão pediu à tartaruga que não se preocupe porque ele iria fazer o que ela pede. c) O cão respondeu à tartaruga que não se preocupasse pois ia fazer o que lhe dizia. d) Mbo disse não te preocupes que vou fazer o que me dizes. 14. As expressões “não há duas sem três” (linha 16) e “às duas por três”
  4. 4. 4 a) formam o campo semântico das palavras “duas” e “três”. b) pertencem o campo lexical das palavras “duas” e “três”. c) são expressões sinónimas. d) são expressões idiomáticas de uso oral. 15. Como classificas, quanto ao acento, a palavra “manhãzinha” (linha 21)? a) Esdrúxula ou proparoxítona. b) Grave ou paroxítona. c) Aguda ou oxítona. d) Grave ou oxítona. 16. A palavra “meio-dia” (linha 23), quanto ao processo de formação, trata-se de a) um composto morfossintático. b) uma amálgama. c) uma palavra derivada por prefixação. d) um composto morfológico. 17. Relê a frase que se segue e assinala a alínea correta: “Por volta do meio-dia, a tartaruga e o cão chegaram ao pomar e puseram-se a colher frutos, mas o leão não deu por eles, porque adormecera com o calor.” (linhas 23-24). a) O pronome pessoal “se” possui valor reflexo. b) Nesta frase constatamos a existência de duas orações coordenadas. c) A forma verbal “chegaram” seleciona um complemento direto. d) A forma verbal “adormecera” encontra-se no Pretérito Perfeito do Indicativo. 18. Como se designa o verbo auxiliar no complexo verbal “começou a persegui-los” (linha 28)? a) Verbo auxiliar dos tempos compostos. b) Verbo auxiliar da passiva. c) Verbo auxiliar aspetual. d) Verbo auxiliar temporal. 19. A forma verbal “pôde” (linha 29) pertence a que conjugação? a) Primeira. b) Segunda. c) Terceira. d) Quarta. 20. A forma verbal “assistira” (linha 31) encontra-se no a) Pretérito Perfeito do Indicativo. b) Pretérito Imperfeito do Indicativo. c) Pretérito Imperfeito do Conjuntivo. d) Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo. 21. As formas verbais no enunciado “Nesse instante, um rouxinol, que assistira a tudo, começou a cantar “ (linha 31) asseguram a coesão a) frásica. b) modal.
  5. 5. 5 c) lexical. d) temporo-aspetual. 22. Em relação à palavra que lhe deu origem, a palavra “abacateiro” (linha 31) sofreu a) uma redução vocálica. b) uma alteração da posição da sílaba tónica. c) a adição de um prefixo. d) a supressão do acento gráfico. 23. Justifica o uso das vírgulas que isolam o constituinte “que assistira a tudo” (linha 31) do resto da frase. a) Isolam o vocativo do resto da frase. b) Isolam o modificador restritivo do nome. c) Separam o modificador apositivo do nome do resto da frase. d) Assinalam que a oração subordinada está antes da subordinante. 24. Na palavra “abacateiro” (linha 31) o afixo “eiro” tem o significado de a) “ideia de intensidade”. b) “noção coletiva”. c) “lugar onde se guarda algo”. d) “árvore e arbusto”. 25. Identifica o processo de formação da forma verbal “esbofeteou” (linha 33). a) Derivação por parassíntese. b) Derivação por prefixação. c) Conversão. d) Composição morfológica. 26. Com o recurso à palavra “a” (linha 33) para referir a “tartaruga” (linha 32), o narrador recorre a que processo de coesão lexical? a) Substituição. b) Pronominalização. c) Repetição. d) Definitivização. 27. Com o enunciado “rasgou o bornal, saiu, meteu lá dentro uma grande pedra, voltou a fechá-lo” (linha 37), estamos diante de uma construção a) paralelística. b) polissindética. c) assindética. d) enumerativa. 28. A forma verbal “meteu” (linha 37) a) seleciona um sujeito e um complemento direto. b) seleciona um sujeito, um complemento direto e um complemento oblíquo. c) seleciona um sujeito. d) não seleciona quaisquer complementos.
  6. 6. 6 29. Na linha 39, a palavra “a”, que surge repetida (“a procurou (…) a meter-se (…) a apanhar”), a) como tem um antecedente, designa-se por catáfora. b) pertence a duas classes diferentes. c) tem um antecedente comum. d) permite o processo de coesão interfrásica. 30. Como substituirias os complementos direto e indireto no enunciado “o leão jurou um ódio mortal à tartaruga” (linha 40)? a) “o leão jurou-lhe ódio” b) “o leão jurou-o à tartaruga”. c) “o leão jurou-lo” d) “o leão jurou-lho”. BOM TRABALHO!!!!!!!!!!! A PROFESSORA: Lucinda Cunha PROPOSTA DE CORREÇÃO 1-d 2-c 3-a 4-a 5-a 6-b 7-d 8-c 9-c 10-b 11-d 12-a 13-c 14-a 15-b 16-a 17-b 18-c 19-b 20-d 21-d 22-a 23-c 24-d 25-a 26-b 27-c 28-b 29-b 30-d

×